| Copasa | |
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Sede da estação de tratamento de água da Copasa no município de Coronel Fabriciano | |
| Razão social | Companhia de Saneamento de Minas Gerais S.A. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | B3: CSMG3 |
| Atividade | Saneamento básico |
| Gênero | Sociedade de economia mista |
| Fundação | 1963 (63 anos) |
| Sede | Belo Horizonte, MG, |
| Área(s) servida(s) | |
| Presidente | Fernando Passalio de Avelar |
| Empregados | |
| Produtos | Serviços de Água Gestão de Resíduo sólido |
| Subsidiárias | COPANOR |
| Acionistas | Equatorial Energia (30,0%) Governo do Estado de Minas Gerais (5,03%) |
| Ativos | |
| Lucro | |
| Faturamento | |
| Website | www |
Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA MG) (B3: 19445, CSMG3 ) é uma empresa de capital aberto com sede no município de Belo Horizonte, que presta serviços de saneamento básico no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país.
Em 2019, durante o Governo Zema, cogitava-se privatizar a companhia, como forma de poder entrar no Plano de recuperação econômica da União.
Foi criada a partir da Companhia Mineira de Água e Esgotos (COMAG), instaurada em 1963, como parte da primeira política de saneamento a entrar em vigor em Minas Gerais. Em Belo Horizonte, a responsável pelos serviços de saneamento era o Departamento Municipal de Águas e Esgoto (DEMAE), o qual foi incorporado à COMAG em 1973. Pela lei nº 6.475, de 14 de novembro de 1974, a COMAG passa por reestruturação e recebe a denominação de Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
Em 2000, a legislação ampliou as competências da Copasa, permitindo atuar também na coleta, reciclagem, tratamento e disposição final do lixo urbano, doméstico e industrial.
Em 2003, foi promovida a abertura de capital. Em 07 de fevereiro de 2006, foi realizada a oferta pública de ações (IPO), pela qual foram captados R$ 813 milhões.
Em 2007, foi criada a Copanor, subsidiária responsável por atender as regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais.
Em abril de 2008, foi realizada uma oferta secundária de ações, que movimentou R$ 400 milhões. O município de Belo Horizonte, segundo maior acionista até então, alienou a totalidade das suas ações, enquanto o governo de Minas Gerais vendeu parte das ações, mas continuou como acionista controlador.
Em 2017, o município de Varginha realizou a concessão para operação de aterro sanitário, ficando a Copasa responsável pelo recebimento, tratamento e disposição final dos resíduos.
Em junho de 2026, a Copasa passou pelo processo de privatização, quando o estado reduziu sua participação no capital social de 50,03% para 5,03%. O Grupo Equatorial passou a ser o maior acionista da companhia após adquirir 30% do capital total.
Segundo informações de 2024, a Copasa é a encarregada pelo abastecimento de água tratada e coleta de esgoto sanitário na maioria dos municípios mineiros, abrangendo cerca de 11,9 milhões de habitantes. Em 2024, era a responsável pelo fornecimento de água em 640 dos 853 municípios do estado, com uma extensão da rede de 64,7 mil km, e pela coleta de águas residuais em outros 309, com uma extensão da rede de 33,4 mil km e 305 ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto). A companhia também opera o aterro sanitário de Varginha.
A empresa tem planos de investir quase R$ 17 bilhões em obras de universalização e melhoria dos serviços. Para acelerar os planos, o governo de Minas Gerais defende a privatização da Copasa. O projeto de lei que autoriza a desestatização tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O texto prevê a retirada da exigência de referendo popular da Constituição Mineira para aprovação de lei, o que facilita a desestatização da empresa de saneamento.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), estão localizados os maiores sistemas de produção e tratamento de água da Companhia. As principais fontes de captação são os reservatórios do Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores e a captação a fio d’água (sem barramento de acumulação) no Rio das Velhas.
Em 17 de dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou em segundo turno a proposta de privatização da Copasa. Em novembro de 2025, foi aprovada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que retirou exigência de referendo para aprovação da venda da Copasa. O governo de Minas Gerais deverá ter golden shares, mantendo poder de veto sobre decisões estratégicas.
Conforme o texto aprovado, os recursos obtidos com a privatização da companhia serão utilizados para amortizar a dívida de Minas Gerais com a União ou no cumprimento de outras obrigações assumidas no acordo do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Parte dos recursos também deverá ser destinado para a formação do fundo de saneamento básico. A companhia privatizada deverá cumprir as metas de universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, nos termos do Marco Legal do Saneamento, incluindo áreas rurais e núcleos urbanos informais consolidados.
A proposta foi alvo de críticas e protestos, com a oposição afirmando que a privatização deverá prejudicar a qualidade dos serviços e aumentar o valor da tarifa de saneamento no estado.
Em 04 de junho de 2026, a Equatorial Energia foi selecionada como investidor de referência, passando a ser a maior acionista da Copasa, com 30% do capital total. O grupo adquiriu 114.075.921 ações por R$ 5,59 bilhões.
Em 16 de junho de 2026, foi concluído o processo de privatização da Copasa, em cerimônia realizada na B3. Ao todo, foram negociadas 171.113.881 ações da estatal, movimentando R$ 8,38 bilhões. O montante inclui os papéis que foram adquiridos pela Equatorial na condição de investidora de referência, pela Perfin, que ampliou sua participação de 15,25% para 20,11%, além das aquisições realizadas por investidores institucionais e do varejo.
O estado, que detinha 50,03% do capital social da empresa (190.249.612 ações ordinárias), passa a ter 5,03% (19.135.731 ações). A participação inclui uma golden share, ação preferencial de classe especial que confere poder de veto sobre determinados assuntos, como a alteração da denominação e da sede da companhia.