Romeu Zema | |
|---|---|
Como Governador de Minas Gerais, 2025 | |
| Governador de Minas Gerais | |
| Período | 1.º de janeiro de 2019 até 22 de março de 2026 |
| Vice-governadores | Paulo Brant (2019–2023) Mateus Simões (2023–2026) |
| Antecessor(a) | Fernando Pimentel |
| Sucessor(a) | Mateus Simões |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Romeu Zema Neto |
| Nascimento | 28 de outubro de 1964 (62 anos) Araxá, Minas Gerais, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | Fundação Getulio Vargas |
| Prêmio(s) | |
| Filhos(as) | Catharina e Domenico Zema |
| Partido | PL (1999–2006) PR (2006–2018) NOVO (2018–presente) |
| Profissão | empresário e político |
| Fortuna | R$ 178,7 milhões (2026) |
Romeu Zema Neto (Araxá, 28 de outubro de 1964) é um administrador, empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Novo (NOVO). Foi governador do estado de Minas Gerais de 2019 a 2026, quando renunciou ao cargo para se dedicar à pré-campanha à Presidência da República.
Formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, exerceu a função de presidente do Conselho de Administração do Grupo Zema de 1990 a 2016.
Nas eleições de 2018, candidatou-se ao cargo de governador do estado de Minas Gerais e foi eleito no segundo turno, que disputou contra o ex-governador Antonio Anastasia. Nas eleições de 2022, foi reeleito com 56,18% dos votos válidos no primeiro turno, disputado contra Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte. Em 22 de março de 2026, renunciou ao governo, sendo sucedido pelo vice, Mateus Simões. Em julho do mesmo ano, foi oficializado pelo Novo como candidato à Presidência da República, tendo o senador Eduardo Girão como candidato a vice.
Nascido no município brasileiro de Araxá, Minas Gerais, em 28 de outubro de 1964, Romeu Zema Neto é filho de Ricardo Zema e Maria Lúcia Zema. Seu bisavô por lado paterno, Domenico "Domingos" Zema, era originário de Gallina, localidade hoje pertencente ao município de Reggio Calabria na região meridional da Calábria.
Domingos Zema foi fundador do Grupo Zema, composto por empresas que operam em cinco ramos: varejo de eletrodomésticos e móveis, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Após 26 anos como presidente do Grupo Zema, pertencente à sua família, Romeu Zema afastou-se da presidência do conselho de administração da empresa no final de 2016.
Divorciado de Ivana Scarpellini e pai de dois filhos, Catharina e Domenico, Romeu Zema é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP).
Embora tenha sido filiado ao Partido Liberal (PL) e seu sucessor, Partido da República (PR) por mais de 18 anos, concorreu pelo NOVO em 2018 como candidato ao governo de Minas Gerais, tendo como vice o também empresário Paulo Brant.
Na primeira pesquisa IBOPE, Romeu Zema obteve apenas 3 por cento das intenções de votos, empatando com João Batista dos Mares Guia, da Rede Sustentabilidade (REDE), enquanto os principais adversários — Antonio Anastasia e Fernando Pimentel — tinham, respectivamente, 24% e 14% dos votos válidos. Cresceu para 18% na última pesquisa antes do primeiro turno, ainda atrás de Anastasia e Pimentel, que tinham 32% e 20%, respectivamente.

Nas considerações finais do debate da Globo, Romeu Zema afirmou que "aqueles que querem mudança, com certeza, podem votar nos candidatos diferentes, que são Amoêdo e Bolsonaro." O diretório nacional do Partido Novo viu essa declaração como uma infidelidade partidária por parte de Zema, por causa de sua defesa ao Governo Bolsonaro. Porém, o diretório estadual compreendeu que se tratava de um mal entendido, ressaltando a inexperiência do partido em questões de relevância política, como debates de grande porte. Alguns analistas atribuem o sucesso inesperado de Romeu Zema no primeiro turno a essa declaração. Romeu Zema declarou apoio a Jair Bolsonaro oficialmente durante a campanha no segundo turno.
No dia 7 de outubro de 2018, foi realizado o primeiro turno das eleições gerais no Brasil, e Romeu Zema alcançou a marca de 42,73% dos votos válidos contra 29,06% de Antonio Anastasia e 23,12% de Fernando Pimentel.
No segundo turno das eleições, recebeu o apoio de João Batista dos Mares Guia (REDE). O PSL, partido do candidato presidenciável Jair Bolsonaro, decidiu não apoiar a candidatura de Romeu Zema em Minas. Fernando Pimentel não declarou apoio a nenhum dos candidatos, apesar de Zema declarar que admitiria contar com o apoio do petista, desde que não tivesse que oferecer nada em troca. Nas redes sociais, Antônio Anastasia criticou a posição de Zema afirmando que ele "queria o PT do lado dele", mesmo o candidato do Partido dos Trabalhadores. Nas redes sociais, Romeu Zema acusou Anatasia de fake news e afirmou que não faria um acordo com o PT.
Zema foi eleito no segundo turno das eleições de 2018 como 39° governador do Estado de Minas Gerais, sendo impulsionado pela busca da renovação na política e pelo movimento anti-petista, junto ao crescimento de Bolsonaro nas eleições de 2018. Alguns analistas destacam que a eleição de Zema é fruto de um desgaste político polarizado entre PT e PSDB, responsáveis pelo estado nos últimos 16 anos. Nesse sentido, Romeu teria aproveitado a onda de renovação e a vontade de mudança da população perante as crises econômicas do período.
| Partido | Candidato | Votos | Votos (%) | |
|---|---|---|---|---|
| NOVO | Romeu Zema | 4 138 967 | ||
| PSDB | Antonio Anastasia | 2 814 704 | ||
| PT | Fernando Pimentel | 2 239 979 | ||
| MDB | Adalclever Lopes | 268 683 | ||
| PSOL | Dirlene Marques | 133 986 | ||
| REDE | João Batista dos Mares Guia | 56 856 | ||
| AVANTE | Claudiney Dulim | 18 330 | ||
| PSTU | Jordano Metalúrgico | 15 742 | ||
| Totais | 9 687 247 | |||
| Partido | Candidato | Votos | Votos (%) | |
|---|---|---|---|---|
| NOVO | Romeu Zema | 6 963 914 | ||
| PSDB | Antonio Anastasia | 2 734 535 | ||
| Totais | 9 698 449 | |||
Romeu Zema e Paulo Brant foram diplomados, juntamente com os 77 deputados estaduais, 53 deputados federais e 2 senadores eleitos nas eleições gerais no Brasil em 2018, em cerimônia promovida pelo TRE-MG no Palácio das Artes em Belo Horizonte no dia 19 de dezembro de 2018. Diferente das nomeações anteriores, ocorridas sempre no Palácio da Liberdade, Zema e Brant foram promovidos no Palácio da Inconfidência, sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais no dia 1º de janeiro de 2019. A cerimônia foi conduzida pelo Presidente da ALMG, Adalclever Lopes (MDB) e contou com a presença dos Dragões da Inconfidência e do Grupamento de Honra da Polícia Militar de Minas Gerais. Após jurar lealdade e cumprimento a Constituição da República e a Constituição do Estado, Romeu Zema recebeu o Grande Colar da Inconfidência, símbolo do cargo de Governador do Estado de Minas Gerais, e foi empossado. Logo após assumir a posse, participou de uma cerimônia na Cidade Administrativa, nomeando os membros de seu secretariado. O cronograma foi definido para que o governador Romeu Zema pudesse participar da posse do Presidente Jair Bolsonaro em Brasília, às 15:00.
No dia 30 de dezembro de 2018, o governador eleito Romeu Zema cancelou a sua presença na posse de Jair Bolsonaro em Brasília. A justificativa foi a falta de voos comerciais entre Belo Horizonte e Brasília. O governador poderia ter usado um dos aviões executivos do estado, mas decidiu evitar gastos extras, tendo em vista seu discurso de austeridade e a situação financeira do Estado de Minas Gerais. O Governo de Minas Gerais possui uma frota de aeronaves executivas, um King Air 200, um King Air 300, um Learjet 35, um Cessna Citation VII e dois helicópteros Eurocopter Dauphin n3, além destes, a Cemig possui mais um King Air 200 e outro King Air c90 GTI.

Após a posse, Zema buscou aprovar a nova organização do secretariado mineiro que reduziria o número de secretarias de 21 para 12 e extinguiria 3,6 mil de cargos comissionados, afirmando que economizaria 1 bilhão de reais durante seus 4 anos de governo. Após 4 meses de tramitação, em maio, a reforma foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, porém o Zema vetou a proibição de "jetons", algo que aumentava o salário dos secretários de estado e ele havia criticado na campanha eleitoral, defendendo sua mudança de opinião o governante afirmou que "após constatar a realidade efetiva do Estado, atestou sua utilidade".
Em 2020, devido a pressões da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, Zema enviou um projeto de lei que dava um reajuste de 41% para os servidores públicos de segurança pública em 3 anos, porém a bancada parlamentar do PT obteve sucesso em ampliar o reajuste para todos os funcionários, algo que aumentaria significativamente o déficit público do estado. Após aprovação pelo Plenário, Zema vetou quase que integralmente o texto, mantendo o reajuste de 13% apenas para os servidores da segurança pública. Zema sofreu duras críticas na sua atuação, com a mídia comentando que seria a "maior crise política do governo", o Partido Novo nacional recomendando o veto completo do projeto, o secretário do governo Olavo Bilac Pinto Neto pediu sua exoneração devido a considerar inviável a articulação do governo e o vice Paulo Brant anunciando sua desfiliação do Novo por considerar que o partido "tem escolhido manter-se à margem das coalizões".


Ainda durante 2020, mesmo após as crises deixadas pelo reajuste dos servidores da segurança pública e diante da pandemia de COVID-19, o governo Zema ainda teria pela frente a dura tarefa de aprovar a reforma da previdência estadual, com o objetivo de melhorar, no longo prazo, a situação das contas públicas de Minas Gerais, um estado com uma das piores condições fiscais do país. Para isto, Zema fez algumas mudanças nos seus aliados de articulação política, passando Igor Eto, que era o Secretário-Geral para a Secretaria de Governo e trazendo Mateus Simões para a Secretaria-Geral do Estado, que era até então Vereador de Belo Horizonte. Tanto Mateus Simões como Igor Eto são filiados ao Partido Novo. O governador Zema trouxe ainda um novo líder de governo, o deputado estadual Raul Belém (PSC). Apesar da proposta original enviada pelo governo ter sido modificada pela Assembleia Legislativa, o governo Zema obteve sucesso em aprovar a reforma da previdência com idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres.

Em 2021, o governo de minas fechou acordo com a Vale S.A. pelos danos causados no rompimento de barragem em Brumadinho, em que a empresa pagará ao Estado 37,68 bilhões de reais, dinheiro esse que deve ser utilizado em obras de infraestrutura para a região atingida. O Movimento dos Atingidos por Barragens realizou um protesto contra o acordo, que o grupo considerou injusto, enquanto outros atores saudaram a celeridade do processo.
Em 2020, durante a pandemia de COVID-19, a subnotificação de casos da doença em Minas Gerais foi criticada por veículos de imprensa. O governador chegou a afirmar que testes para COVID-19 são apenas para satisfazerem a curiosidade de pesquisadores. Apesar da presença de subnotificações, esta foi uma tendência em todo o Brasil devido a um aumento de casos da Síndrome Respiradora Aguda (SRAG). Em setembro de 2020, o estado mineiro era o participante da federação tido como o menor índice de óbitos por habitantes.
Como candidato a governador do Novo nas eleições de 2022 obteve mais da metade dos votos válidos e foi reeleito governador de Minas Gerais no 1º turno. Sem declarar apoio a nenhum dos candidatos à presidência no primeiro turno, ele derrotou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que teve o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 14 de maio de 2024, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiu aplicar multa ao governador Romeu Zema por divulgação de propaganda institucional fora do período eleitoral permitido em 2022.
Após a reeleição, o governo estadual priorizou obras de infraestrutura, com foco na retomada de obras paralisadas. Em novembro de 2023, entregou o Hospital Regional de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com 226 leitos. Segundo o Estado de Minas, a obra estava paralisada desde 2015 e recebeu investimento de R$ 70 milhões.
Em março de 2024, o governo estadual anunciou R$ 2,5 bilhões em investimentos em infraestrutura para o ano, incluindo a pavimentação da MG-010 e projetos de saneamento básico em parceria com o setor privado. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) criticou a lentidão na entrega de obras em regiões mais pobres, como o Norte de Minas, e afirmou que algumas haviam sido iniciadas em gestões anteriores.[carece de fontes]
Em 2023, o salário do governador foi reajustado, de forma escalonada, de R$ 10,5 mil para R$ 41,8 mil, um aumento de cerca de 300%. Em julho de 2024, o conselho de supervisão do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) de Minas Gerais apontou que o reajuste do governador e dos secretários descumpria as regras do regime. Zema justificou a medida pela necessidade de recompor a remuneração dos secretários, que, segundo ele, era inferior à de cargos técnicos e, por vínculo constitucional, exigia elevar o teto atrelado ao cargo de governador. Zema afirmou ter doado seu salário a entidades filantrópicas nos dois mandatos, mas disse, em 2023, que não havia assumido compromisso público de manter a doação após a reeleição.
No segundo mandato como governador de Minas Gerais, Romeu Zema liderou a expansão do Partido Novo nas eleições municipais de 2024, elegendo 18 prefeitos (14 novos e quatro reeleitos) e aumentando em 800% o número de vereadores eleitos, com 7.604 candidaturas ante 620 em 2020. O presidente do partido, Eduardo Ribeiro, atribuiu o sucesso à flexibilização de regras de filiação, atraindo nomes como Deltan Dallagnol e Paulo Martins. Zema atuou como cabo eleitoral, mas enfrentou críticas pelo fraco desempenho em grandes cidades, como Belo Horizonte, onde Bruno Engler não avançou.
Romeu Zema lançou oficialmente sua pré-candidatura à presidência da República para as eleições de 2026 em 16 de agosto de 2025, durante o 9.º Encontro Nacional do Partido Novo, realizado em São Paulo. O evento, que reuniu cerca de 1 500 apoiadores, incluindo lideranças da direita como Deltan Dallagnol e Sebastião Coelho, foi marcado por um discurso combativo no qual Zema prometeu “varrer o PT do mapa”, criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por “abusos e perseguições” e defendeu a saída do Brasil do BRICS, bloco econômico que inclui nações como China e Rússia. Sob o slogan “O Brasil primeiro”, Zema destacou sua gestão em Minas Gerais, onde implementou medidas neoliberais como ajuste fiscal e redução do tamanho do Estado, como modelo para o país.

A pré-candidatura de Zema ocorre em um contexto de indefinição na direita brasileira, com Jair Bolsonaro inelegível até 2030 e a ausência de um sucessor claro. Ele foi o segundo governador da direita a se lançar, após Ronaldo Caiado (UNIÃO) em abril de 2025, e competia com outros nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Júnior (PSD).
Zema se reuniu com Bolsonaro em 14 de julho de 2025, recebendo apoio do ex-presidente, que destacou a importância de múltiplos candidatos da direita no primeiro turno para maximizar votos. No entanto, Zema enfrenta desafios: suas apostas em candidatos nas eleições municipais de 2024 resultaram em derrotas, impactando sua imagem como cabo eleitoral. Além disso, sua retórica anti-PT e críticas ao STF, incluindo a promessa de indultar Bolsonaro, geraram controvérsias, com opositores apontando um discurso polarizador. Zema aposta em sua trajetória como empresário e governador reeleito no primeiro turno em 2022 (56,18% dos votos) para se projetar nacionalmente. Ele enfatiza a recuperação financeira de Minas Gerais, que saiu de um déficit fiscal para superávits, e defende pautas como liberalismo econômico, combate à criminalidade (com propostas de classificar facções como terroristas) e valores cristãos. Apesar disso, analistas apontam que sua projeção nacional é limitada, e sua viabilidade depende de alianças com outros partidos da centro-direita, como sugerido por ele próprio ao admitir “ajustes” durante a campanha. A pré-candidatura de Zema reflete a força da direita em 2026, mas também os desafios de unificar o campo político em um cenário competitivo.
Em 22 de março de 2026, Zema renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais para se dedicar à pré-campanha à Presidência da República. Foi sucedido pelo então vice-governador Mateus Simões (PSD).
Durante a pré-campanha, o nome de Zema chegou a ser cotado como possível candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). O próprio Zema, no entanto, reafirmou em diversas ocasiões que manteria sua candidatura própria até o final e descartou a possibilidade de integrar a chapa do senador.
Zema adotou como uma de suas principais bandeiras as críticas ao que chamou de “intocáveis” — em referência a ministros do Supremo Tribunal Federal e a figuras ligadas ao governo federal. Em vídeos e discursos, atacou a atuação de ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, e propôs mudanças no Judiciário, como a adoção de lista tríplice para indicação de ministros do STF e idade mínima de 60 anos para o cargo.
Após a divulgação em maio de 2026, de áudios e mensagens em que Flávio Bolsonaro negociava recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do Escândalo do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, Zema criticou publicamente o senador, classificando o episódio como “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros”. O distanciamento gerou atritos com setores do bolsonarismo. Nas pesquisas de intenção de voto, a candidatura de Zema permaneceu em patamares baixos, geralmente entre 2% e 3%, sem conseguir furar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Em 25 de maio de 2026, Zema deu a declaração durante debate promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo e defendeu o modelo de El Salvador com "encarceramento em massa" contra o crime organizado. Ele também citou a classificação de integrantes de facções criminosas como terroristas e o endurecimento de penas para reduzir índices de violência.
Em 27 de julho de 2026, o Partido Novo oficializou a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República em convenção nacional realizada em Brasília. Na ocasião, o nome do candidato a vice-presidente ainda não havia sido definido.
Nos dias seguintes, o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) propôs a formação de uma chapa única com Zema, mas as tratativas não avançaram.
Em 4 de agosto de 2026, o Novo confirmou o senador Eduardo Girão como candidato a vice-presidente. Girão desistiu da disputa pelo governo do Ceará para integrar a chapa, que ficou composta exclusivamente por integrantes do partido.
Resultado da eleição
Zema conquistou 326.448 votos, equivalente a 0,27% dos votos válidos do eleitorado brasileiro, ficando em 6⁰ lugar na disputa presidencial.
Após a confirmação do 2⁰ turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, Zema e seu partido declararam apoio ao candidato do PL.
Em entrevista ao G1, enquanto candidato, disse ser a favor do porte de arma, dando opção ao cidadão para que possa fazer o que lhe parecer mais correto, reforçando que a vontade individual de cada um deve ser respeitada. "Eu sou favorável às liberdades individuais, que cada indivíduo faça a opção que achar por bem. Não estou falando que todo mundo tem que sair armado não".
Na mesma entrevista, perguntado sobre a composição do governo, discorreu sobre a pretensão de formar grupos com voluntários, sem salários. "Esses que se voluntariaram, nós estamos querendo, vamos deixar bem claro, é fazer um governo aonde nós tenhamos muito mais pessoas que queiram fazer mudança do que pessoas que queiram um emprego. Eu não estou atrás de um emprego". Para Zema, o tempo mínimo para conseguir colocar o salário do funcionalismo público em dia será de dois anos.
Em 2019, Zema cogitava privatizar a CODEMIG, a COPASA e a CEMIG, como forma de poder entrar no Plano de recuperação econômica da União. No mesmo ano, o político também se posicionou, junto a outros Estados do Sul e Sudeste, sobre a não retirada dos Estados e municípios do projeto de Reforma da Previdência, proposto e iniciado pelo governo de Jair Bolsonaro.
Em 2024, anunciou a criação de uma frente política em defesa do “protagonismo” das regiões Sul e Sudeste. Essa iniciativa levou à formação do novo Cossud (Consórcio Sul-Sudeste), o que gerou debates devido às conotações separatistas, uma vez que grupos que defensores da separação entre as regiões Sul e Sudeste do Brasil passaram a apoiar abertamente a ideia, alimentando-se juntos aos discursos de Zema, discursos separatistas dividindo o Brasil por um 'muro' separado da região Norte e Nordeste.
Em 2026, fez declaração favorável ao trabalho infantil, afirmando: "aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue". A declaração foi criticada por outros políticos.
| Ano | Eleição | Cargo | Partido | Coligação / Vice | Despesas (R$) | 1.º turno | 2.º turno | Ref. | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| % | Votos | Votos | Resultado | ||||||||
| 2018 | Estadual de Minas Gerais | Governador | NOVO | Chapa pura (NOVO) Vice: Paulo Brant (NOVO) |
4.138.967 | 42,73% | 6.963.806 | 71,80% | Eleito | ||
| 2022 | Estadual de Minas Gerais | Minas nos Trilhos Vice: Mateus Simões (NOVO) (NOVO, MDB, SD, PATRI, Avante, PMN, DC, PP, PODE, Agir) |
6.094.136 | 56,18% | – | Eleito | |||||
| 2026 | Presidencial no Brasil | Presidente | Chapa pura (NOVO) Vice: Eduardo Girão (NOVO) |
326.448 | 0,27% | – | Não Eleito | ||||
| Precedido por Fernando Pimentel |
40º Governador de Minas Gerais 2019 — 2026 |
Sucedido por Mateus Simões |