O Complexo de Cassandra (também chamado de "Metáfora de Cassandra", "complexo", "fenômeno", "dificuldade", "dilema", "síndrome" ou "maldição") refere-se a uma pessoa cujos avisos, predições, profecias ou preocupações válidos são tomadas como falsas ou desacreditadas veementemente.

O termo tem origem na mitologia grega. Cassandra era filha de Príamo, rei de Troia. Impressionado com sua beleza, Apolo lhe concedeu o dom da profecia, sob a condição de que ela aceitasse suas investidas românticas (ou sem o consentimento prévio de Cassandra, dependendo da fonte). Quando ela recusou as investidas de Apolo, ele a amaldiçoou, garantindo que ninguém acreditaria em seus avisos. Cassandra ficou com o conhecimento de eventos futuros, mas não podia alterá-los nem convencer os outros da validade de suas previsões.
A metáfora tem sido aplicada em diversos contextos, como psicologia, ambientalismo, política, ciência, cinema, mundo corporativo e filosofia. A expressão circula pelo menos desde meados de 1800, quando Charles Oman a utilizou em seu livro "A History of the Peninsular War" (Volume 5), publicado em 1812. Mais tarde, em 1949, o filósofo francês Gaston Bachelard cunhou o termo "Complexo de Cassandra" para se referir à crença de que as coisas poderiam ser conhecidas com antecedência.
A metáfora de Cassandra é aplicada por alguns psicólogos a indivíduos que vivenciam sofrimento físico e emocional como resultado de percepções pessoais angustiantes e que não são acreditados quando tentam compartilhar a causa de seu sofrimento com os outros.