Hipertimia

 Nota: Este artigo é sobre sobre um tipo proposto de personalidade. Para a queda da temperatura do corpo humano abaixo do seu nível normal, veja Hipotermia.
Hipertimia não significa ser muito feliz. Significa maior sensibilidade emocional que podem ser prazerosas ou desprazerosas.

Hipertimia (do grego, hyper+thymia muita emoção) é um termo médico inventado pelos psiquiatras do século 19 para descrever uma maior intensidade emocional. O temperamento hipertímico é definido como uma personalidade caracterizada por boa disposição, alta reatividade emocional, otimismo, entusiasmo, muita energia, e extroversão. Hipertimia é similar, porém mais duradoura, que a hipomania do transtorno bipolar tipo II. Pode ser ainda parte de uma ciclotimia. Não deve ser confundida com a estabilidade emocional saudável, denominada eutimia.

O entendimento psiquiátrico clínico da hipertimia está evoluindo. Estudos tem demonstrado que o temperamento hipertímico promove performance elevada em atividades de alta complexidade sob pressão ou condições extremas.

Características

O temperamento hipertímico pode incluir:

Causas

Apesar da caracterização positiva, a hipertimia pode ser complicada por períodos de depressão se manifestando como uma forma leve de transtorno bipolar, similar à ciclotimia. Pesquisas também sugerem que existe uma conexão familiar genética entre indivíduos com temperamento hipertímico e indivíduos com transtorno bipolar tipo 1.

Mesmo sem fatores genéticos, o temperamento hipertímico predispõe a desenvolver transtorno bipolar ou ciclotimia, pois elevadas expectativas, sensibilidade emocional e altos riscos tendem a causar mais frustrações e fracassos como decepções amorosas, dívidas, doenças, acidentes, abuso de drogas e demissão.

A hipertimia pode ser diagnosticada com um maior grau de certeza por um psicólogo ou psiquiatra com a ajuda de familiares ou amigos próximos.

Ver também

Referências

  1. ↑ «Medical Definition of HYPERTHYMIA». www.merriam-webster.com (em inglês). Consultado em 8 de outubro de 2020
  2. ↑ Fritze F, Ehrt U, Brieger P. Zum Konzept der Hyperthymie - Historische Entwicklung und aktuelle Aspekte - [The concept of hyperthymia]. Fortschr Neurol Psychiatr. 2002 Mar;70(3):117-25. German. doi: 10.1055/s-2002-20530. PMID: 11880944
  3. ↑ «Wiktionary». Choice Reviews Online (02): 44–0661-44-0661. 1 de outubro de 2006. ISSN 0009-4978. doi:10.5860/choice.44-0661. Consultado em 13 de dezembro de 2020
  4. ↑ Dubovsky, S.L.; Dubovsky, A.N. (2008). Concise Guide to Mood Disorders. American Psychiatric Publishing. p. 39. ISBN 9781585627653.
  5. ↑ Jaracz, Marcin; Paciorek, Przemysław; Buciński, Adam; Borkowska, Alina (outubro de 2014). «Affective temperament and executive functions in emergency medicine professionals». Journal of Affective Disorders: 192–196. ISSN 1573-2517. PMID 25063957. doi:10.1016/j.jad.2014.07.004. Consultado em 13 de dezembro de 2020
  6. ↑ Akiskal HS, Mallya G. Criteria for the “soft” bipolar spectrum: treatment implications. Psychopharmacol Bull. 1987;23:68-73.
  7. ↑ Manning, J. Sloan (fevereiro de 2000). «Refractory Depressed and Anxious States in Hyperthymic Women: A Case Series Generated by a Speaking Engagement». Primary Care Companion to The Journal of Clinical Psychiatry (1): 16–19. ISSN 1523-5998. PMID 15014663. Consultado em 13 de dezembro de 2020
  8. ↑ login.medscape.com https://login.medscape.com/login/sso/getlogin?urlCache=aHR0cHM6Ly93d3cubWVkc2NhcGUub3JnL3ZpZXdhcnRpY2xlLzQzOTQ3Ml81&ac=401. Consultado em 13 de dezembro de 2020 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  9. ↑ Chiaroni, P.; Hantouche, E. G.; Gouvernet, J.; Azorin, J. M.; Akiskal, H. S. (novembro de 2004). «[Hyperthymic and depressive temperaments study in controls, as a function of their familial loading for mood disorders]». L'Encephale (6): 509–515. ISSN 0013-7006. PMID 15738852. doi:10.1016/s0013-7006(04)95464-4. Consultado em 13 de dezembro de 2020
  10. ↑ Féline, A (1993). "Hyperthymic disorders". L'Encéphale. 19 (2): 103–7. PMID 8275895.