Darren Beattie

Darren Beattie
CidadaniaEstados Unidos
CônjugeYulia Kirillova
Alma mater
Ocupaçãoredator de discurso, cientista político, comentarista político
Empregador(a)Universidade Duke
Orientador(a)(es/s)Michael Allen Gillespie

Darren Jeffrey Beattie é um autor e diplomata conservador estadunidense que trabalha desde outubro de 2025 como funcionário sênior do Departamento de Assuntos Educacionais e Culturais. Anteriormente, atuou como secretário de Estado adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais, de fevereiro a outubro de 2025.

Beattie foi professor visitante na Universidade Duke e trabalhou como redator de discursos na Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, até 2018, quando sua participação em uma conferência de 2016 com palestrantes nacionalistas brancos veio à tona. Posteriormente, foi nomeado para a Comissão dos EUA para a Preservação do Patrimônio Americano no Exterior. Ele é o fundador do site de notícias Revolver News.

De religião judaica, Beattie é casado desde 2021 com Yulia Kirillova, de origem russa.

Trajetória

Beattie é bacharel em matemática pela Universidade de Chicago e doutor (2016) em teoria política pela Universidade Duke, tendo concluído sua dissertação sobre "A Dialética Matemática de Martin Heidegger" sob a supervisão de Michael Allen Gillespie. Beattie escreveu uma coluna quinzenal para o jornal estudantil Duke Chronicle de 2011 a 2012, retornando em 2017 para escrever um artigo condenando a assinatura de um membro da Universidade Duke em uma carta que expressava oposição à proibição de entrada de muçulmanos nos EUA imposta por Trump. Ele foi professor visitante de ciência política na Universidade Duke de 2016 a 2017. Também lecionou na Universidade Humboldt de Berlim.

Em 2016, Beattie fez parte de um grupo de acadêmicos que assinaram uma petição em apoio à campanha presidencial de Donald Trump. Em novembro de 2016, ele previu que Trump venceria a eleição presidencial de 2016.

Durante o primeiro mandato de Trump, Beattie trabalhou como assessor político e redator de discursos na Casa Branca. A CNN noticiou em 2018 que Beattie havia participado de uma reunião da conferência do HL Mencken Club em 2016, que também contou com a presença de nacionalistas brancos como Peter Brimelow, John Derbyshire e Robert Weissberg. Embora Beattie tenha respondido que apenas proferiu um discurso acadêmico na conferência e não fez comentários ofensivos, ele foi demitido.

Em abril de 2019, o deputado Matt Gaetz contratou Beattie como seu assessor especial para redação de discursos.

Em novembro de 2020, Trump nomeou Beattie como membro da Comissão dos EUA para a Preservação do Patrimônio Americano no Exterior. Diversas organizações, incluindo aquelas que representam a comunidade judaica, se opuseram à nomeação. Em janeiro de 2022, o governo Biden forçou Beattie a renunciar ao cargo.

Beattie fundou o Revolver News, que arrecadou fundos em parte com a venda de roupas e produtos pró-Trump. Beattie chegou a escrever lá que agentes do FBI estavam por trás do ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro.

Em 2021, Beattie casou-se com Yulia Kirillova (que é russa). Em junho de 2025, o The Daily Telegraph noticiou que Kirillova seria sobrinha de Sergei Chernikov, um político milionário russo a quem Vladimir Putin teria agradecido por ajudá-lo a ascender ao poder. Três meses depois, em setembro de 2025, o The Telegraph publicou um pedido formal de desculpas a Chernikov, retratando-se de várias afirmações feitas em seu artigo de junho de 2025 e declarando que nem Chernikov nem Kirillova têm qualquer ligação com o Kremlin ou com Putin.

Beattie ingressou no Departamento de Estado dos Estados Unidos durante o segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025. Em 4 de fevereiro de 2025, foi nomeado Subsecretário de Estado interino para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos. Em 11 de março, Beattie emitiu um documento para a equipe do Centro de Combate à Manipulação e Interferência de Informações Estrangeiras (CFIMI) solicitando e-mails e outros registros de funcionários com ou sobre uma série de indivíduos e organizações que monitoram ou escrevem sobre desinformação estrangeira, ou que criticaram Trump e seus aliados. O pedido também incluía todas as comunicações da equipe que mencionassem Trump ou pessoas ligadas a ele, como Alex Jones, Glenn Greenwald e Robert F. Kennedy Jr., bem como menções a uma lista de palavras-chave, incluindo "Pepe the Frog", "incel", "QAnon", "Black Lives Matter", "teoria da grande substituição", "extrema-direita" e "infodemia". Beattie disse a funcionários do Departamento de Estado que seu objetivo era divulgar documentos internos do Departamento de Estado semelhantes aos Arquivos do Twitter "para reconstruir a confiança do público americano".

Em abril de 2025, o governo Trump encerrou o Escritório de Combate à Manipulação e Interferência de Informações Estrangeiras (R/FIMI), que tinha como objetivo combater a desinformação estrangeira, inclusive proveniente da China, Irã e Rússia. O secretário de Estado Marco Rubio declarou à imprensa que Beattie havia liderado o encerramento.

Em julho de 2025, Beattie foi nomeado presidente interino do Instituto da Paz dos Estados Unidos.

Em fevereiro de 2026, Beattie foi nomeado para um cargo de alto escalão relacionado às relações EUA-Brasil. Beattie é um crítico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em seu site Revolver, conhecido "por difundir mentiras e teorias conspiratórias", foi apresentado como um dos responsáveis pela aplicação de sanções ao Brasil em 2025 e denominado "o homem certo para o emprego".

Pontos de vista

Beattie discursando para os participantes da Cúpula de Ação Estudantil de 2020, organizada pela Turning Point USA na Flórida.

Beattie é descrito como um aliado fiel de Donald Trump. Ele é ativo no Twitter, onde seus comentários geraram controvérsia.

Inicialmente, Beattie elogiou o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro no Twitter, dizendo, por exemplo, que o "FBI deveria se ajoelhar em sinal de respeito aos manifestantes do MAGA", mas depois apagou as postagens. Já em outubro de 2021, ele promoveu a teoria da conspiração de que Ray Epps era um agente provocador federal, teoria que ainda endossava em agosto de 2024. Em setembro de 2024, Beattie sugeriu que a comunidade de inteligência dos EUA era mais propensa do que o Irã a estar por trás das tentativas de assassinato contra Trump.

Em outubro de 2024, Beattie tuitou: "homens brancos competentes precisam estar no comando se quisermos que as coisas funcionem. Infelizmente, toda a nossa ideologia nacional se baseia em mimar os sentimentos de mulheres e minorias e em desmoralizar homens brancos competentes". A revista The Atlantic descreveu as opiniões de Beattie como nacionalistas brancas.

Beattie defendeu a esterilização compulsória do que chamou de "lixo de baixo QI".

Relações Exteriores

Beattie criticou fortemente a política externa dos EUA no Twitter e em artigos mais extensos. Em um ensaio amplamente divulgado em 2020 no Revolver News, ele comparou o envolvimento dos EUA nas revoluções coloridas pós-soviéticas aos "esforços coordenados de burocratas do governo, ONGs e a mídia para derrubar o presidente Trump".

OTAN, China e Rússia

Ainda em 2020, ele tuitou: "a OTAN é uma ameaça maior à liberdade americana do que o Partido Comunista Chinês. Parece loucura, eu sei, mas eu estaria disposto a debater publicamente com qualquer pessoa que leve esse assunto a sério". Em 2021, ele escreveu que "grande parte do ódio da classe dominante americana pela Rússia se deve ao fato de a Rússia ser uma grande potência que rejeita a ideologia woke que está no cerne do regime americano" e "agora que a China de Xi está rejeitando o veneno woke americano em aspectos fundamentais, será interessante ver como isso se encaixa na Guerra Fria 2.0". Beattie também elogiou frequentemente o sistema judiciário da República Popular da China por ser repressivo e afirmou que os EUA e outros países ocidentais deveriam se tornar mais repressivos para combater o crime.

Beattie chamou Vladimir Putin de "corajoso e forte", dizendo que Putin "fez mais para promover posições conservadoras nos EUA do que qualquer republicano" e opinando em 2021 que "praticamente todas as instituições ocidentais melhorariam em qualidade se fossem diretamente infiltradas e controladas por Putin".

Sobre as políticas do governo chinês em relação aos uigures, Beattie escreveu: "Os chineses não são genocidas. Eles simplesmente se opõem à supremacia uigur e à identidade uigur. Se os uigures simplesmente rejeitarem a supremacia uigur, não terão problemas para se integrar à sociedade chinesa." Em 2021, ele escreveu: "os uigures não gostam do racismo anti-uigur, e isso deve ser porque são nacionalistas uigures que acreditam que toda a China pertence SOMENTE aos uigures". Em maio de 2024, ele escreveu: "Taiwan inevitavelmente pertencerá à China, é apenas uma questão de tempo. Não vale a pena gastar capital para impedir", acrescentando que "um estadista visionário reconhecerá isso e fará um acordo – em troca do reconhecimento dessa realidade básica, obterá algumas concessões sérias sobre a África e a Antártica"(sic). Em julho de 2024, Beattie escreveu que "pode ​​significar menos desfiles de drag queens em Taiwan, mas, fora isso, não é o fim do mundo" se a China anexasse Taiwan.

Reino Unido

Em agosto de 2024, ele escreveu que o "regime governante" do Reino Unido, referindo-se ao Partido Trabalhista que assumiu o poder nas eleições gerais de 2024, "é muito menos legítimo do que Saddam Hussein no Iraque antes da invasão dos EUA — e, aliás, muito menos legítimo do que o regime de Maduro na Venezuela". Ele também escreveu naquele mês que "a Grã-Bretanha trata seus próprios cidadãos brancos nativos muito pior do que a China trata sua população muçulmana uigur" e que "os Estados Unidos tratam os brancos rurais muito pior do que a China trata os uigures". Beattie sugeriu que o Reino Unido estaria em melhor situação sob o domínio chinês e, mais tarde, escreveu: "o Reino Unido é infinitamente mais repulsivo do que a China".

Alemanha

Em dezembro de 2025, ele recebeu os parlamentares alemães do partido AfD, Markus Frohnmaier e Jan Wenzel Schmidt.

Brasil

O tom empregado pelo representante de Trump ao falar sobre o Brasil, é quase sempre depreciativo. Em 2018, ao escrever sobre a "intelectualidade de direita", descreveu a situação no país como a de um sistema "no qual uma elite rica, isolada e cada vez menor domina hordas de hilotas facilmente controláveis. O Brasil é a nova utopia marxista para os marxistas corporativos, se me permitem o termo, embora 'utopia' possa ser um termo inadequado dada a clara plausibilidade dessa eventualidade".

Em julho de 2025, um texto sem assinatura no site Revolver comemora a aplicação de sanções contra o Brasil e diz que "graças ao trabalho de Darren Beattie, do Revolver, e do Secretário de Estado Marco Rubio, o governo dos EUA tomou medidas concretas contra o regime de censura brasileiro, e está atingindo-os onde mais dói". O Brasil é comparado a uma "Coreia do Norte 2.0, com um regime de censura completo, guerra jurídica política e um juiz lunático comandando toda a operação como um fantoche stalinista". Ainda sobre tarifas e sanções, o site afirma:

Em março de 2026, o governo brasileiro negou um pedido de visto de Beattie, ao descobrir que ele havia mentido sobre participar de um "evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo", mas que na verdade sua intenção era ir visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, a pedido do mesmo. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira:

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