Logotipo do Digg, por volta de maio de 2026 | |
| Razão social | Digg, Inc. |
|---|---|
| Tipo de sítio | Agregador de notícias sociais |
| Proprietário(s) | Kevin Rose Alexis Ohanian |
| Pessoas-chave | Justin Mezzell (diretor executivo) Kevin Rose (presidente do conselho) Alexis Ohanian (consultor) |
| Fundador(es) | Kevin Rose |
| Cadastro | Opcional |
| País de origem | Estados Unidos |
| Idioma(s) | Inglês |
| Lançamento | 5 de dezembro de 2004 |
| Sede | Los Angeles, Estados Unidos (atual) Nova Iorque, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Endereço eletrônico | digg.com |
| Estado atual | Ativo |
Digg (estilizado como DiGG) é um agregador de notícias e serviço americano de social bookmarking, com um feed que exibe o conteúdo mais popular da internet, chamado "Most Dugg", as publicações mais recentes, "Newest", as que estão em tendência, "Trending", e o conteúdo que está "esquentando", "Heating up". O serviço foi relançado em sua penúltima forma em junho de 2025 e na forma vigente em maio de 2026.
Lançado originalmente em 2004 por Kevin Rose, Owen Byrne, Ron Gorodetzky e Jay Adelson, o Digg começou como uma plataforma da web que permitia enviar links, sobretudo de conteúdo gerado por usuários, e votar neles para cima ou para baixo, em ações chamadas digging e burying, respectivamente. O site virou uma sensação, acumulou milhões de usuários e rapidamente se tornou uma das startups mais badaladas do Vale do Silício, levando grandes volumes de tráfego a criadores de conteúdo e publicadores. Depois de uma reformulação mal recebida em 2010, sua audiência despencou e boa parte dos usuários migrou para o concorrente Reddit. Rose vendeu a empresa à Betaworks em 2012 e, por mais de uma década, o site funcionou como uma página de conteúdo selecionado por uma equipe editorial.
Em 2025, Rose recomprou o Digg com o cofundador do Reddit Alexis Ohanian e o relançou como uma nova versão do agregador de notícias, restaurando os recursos de digging e burying e adotando o slogan "A primeira página da internet, agora com superpoderes". A versão beta aberta foi lançada ao público em 14 de janeiro de 2026, mas foi encerrada dois meses depois, em 14 de março de 2026. O diretor executivo do Digg, Justin Mezzell, citou a "realidade brutal de encontrar ajuste do produto ao mercado em um ambiente que mudou fundamentalmente" e um "problema sem precedentes com bots".
Mezzell disse que Rose voltaria a integrar a equipe em tempo integral em abril e faria do relançamento bem-sucedido do site sua prioridade.
Lançado originalmente em 2004 por Kevin Rose, Owen Byrne, Ron Gorodetzky e Jay Adelson, o Digg começou como uma plataforma da web que permitia enviar links, sobretudo de conteúdo gerado por usuários, e votar neles para cima ou para baixo, em ações chamadas digging e burying, respectivamente. O site virou uma sensação, acumulou milhões de usuários e rapidamente se tornou uma das startups mais badaladas do Vale do Silício, levando grandes volumes de tráfego a criadores de conteúdo e publicadores. Depois de uma reformulação mal recebida em 2010, sua audiência despencou e boa parte dos usuários migrou para o concorrente Reddit. Rose vendeu a empresa à Betaworks em 2012 e, por mais de uma década, o site funcionou como uma página de conteúdo selecionado por uma equipe editorial.
Em 2025, Rose recomprou o Digg com o cofundador do Reddit Alexis Ohanian e o relançou como uma nova versão do agregador de notícias, restaurando os recursos de digging e burying e adotando o slogan "A primeira página da internet, agora com superpoderes". Na fase beta fechada, o serviço oferecia 21 comunidades generalistas, entre elas jogos, tecnologia e entretenimento, e estava aberto a 67.000 usuários apenas por convite. A versão beta aberta foi lançada ao público em 14 de janeiro de 2026, fechada em 14 de março e lançada outra vez em 11 de maio como um agregador de notícias de tecnologia baseado no X e em inteligência artificial.
O Digg começou como um experimento em novembro de 2004, criado em colaboração por Kevin Rose, Owen Byrne, Ron Gorodetzky e Jay Adelson. O projeto original, feito por Dan Ries, não tinha anúncios. Para gerar receita, a empresa usou inicialmente o AdSense do Google, mas passou para o MSN adCenter em 2007.
Rose contou ao The Verge que lançou o site porque "pensei: bem, esta seria uma versão melhor e mais social do Slashdot. E, como geek, eu queria descobrir: existe algo aqui? Há coisas que os editores do Slashdot estão deixando passar e que as pessoas poderiam, reunidas, votar e trazer à tona?"

Quando o Digg foi lançado, ainda não havia uma forma de votar em um conteúdo comparável a um botão "Curtir". O diretor de criação Daniel Burka teve a ideia de criar um botão do Digg. Rose recordou: "[Burka] escolheu uma paleta de cores muito legal, fez tudo em amarelo. Ficamos discutindo se deveria ser uma seta ou um polegar. Ele desenhou um pequeno polegar, e eu não gostei de como alguns dedos ficaram, então redesenhamos. Fizemos isso algumas vezes. Por fim, chegamos à ideia de um polegar para cima com um número ao lado. Sei que parece simples, mas nunca tínhamos visto isso antes."
O Digg permitia que os usuários descobrissem e compartilhassem conteúdo da web enviando links e votando para promovê-los, "digg", ou rebaixá-los, "bury". A plataforma reunia esses votos em listas dinâmicas de conteúdo em tendência. Era possível votar no Digg.com ou por meio de botões "digg" incorporados a sites externos.
O Digg recebeu atualizações nos primeiros anos. O Digg v2, lançado em julho de 2005, trouxe uma interface redesenhada, uma lista de amigos e um sistema de votação simplificado.
Ainda em julho de 2005, Rose lançou com Alex Albrecht um podcast semanal em vídeo sobre tecnologia e comédia chamado diggnation, no qual discutiam as principais histórias compartilhadas no site.
Em agosto de 2006, a BusinessWeek publicou um perfil do Digg e de Rose, com uma matéria de capa e a chamada "Como este garoto ganhou US$ 60 milhões em 18 meses". Escrita pela jornalista de tecnologia Sarah Lacy, a reportagem apresentava Rose como o rosto da nova onda de startups da internet. A revista orientou Rose sobre o que vestir e quais objetos levar, de modo a destacá-lo como um jovem empreendedor durante uma sessão fotográfica de três horas e meia. Depois de posar com fones de ouvido em volta da cabeça e fazer um sinal de positivo, Rose pediu à revista que não usasse a fotografia. O pedido não foi atendido.
Em 2006, o Digg v3 introduziu categorias de conteúdo como tecnologia, ciência e entretenimento, além de uma seção "view all". Outras mudanças de interface vieram em 2007.
Em 2008, a página inicial do Digg recebia mais de 236 milhões de visitantes por ano. O Digg havia crescido a ponto de afetar o tráfego das páginas enviadas ao serviço. Algumas recebiam uma alta repentina de acessos pouco depois de serem publicadas, fenômeno que usuários do Digg chamavam de "Efeito Digg".
Em julho de 2008, a empresa participou de negociações avançadas para ser adquirida pelo Google por um valor informado de US$ 200 milhões, mas o acordo não se concretizou.
O diretor executivo Jay Adelson disse em 2010 que o site passaria por mudanças amplas. Em entrevista à revista Wired, afirmou que "tudo mudou" e que "o site inteiro foi reescrito". A empresa trocou o MySQL pelo Cassandra, um sistema de banco de dados distribuído. Em uma publicação no blog, o vice-presidente de engenharia John Quinn chamou a mudança de "ousada". Adelson resumiu o novo Digg dizendo: "Temos um novo backend, uma nova camada de infraestrutura, uma nova camada de serviços, máquinas novas, tudo".
Adelson deixou o cargo de diretor executivo em 5 de abril de 2010 para buscar oportunidades empresariais, alguns meses antes do lançamento do Digg v4. Ele havia sido diretor executivo desde o início da empresa. Rose assumiu temporariamente os cargos de diretor executivo e presidente.
O lançamento do Digg v4, em 25 de agosto de 2010, foi prejudicado por erros e falhas em todo o site. Os usuários reagiram com forte oposição verbal. Além dos problemas do lançamento, o Digg enfrentava a atuação dos chamados "usuários poderosos", que manipulavam os recursos de recomendação para apoiar apenas as publicações uns dos outros. Isso inundava o site com textos desses usuários e dificultava que conteúdo de pessoas fora desse grupo chegasse à página inicial. A frustração com o sistema reduziu o tráfego, em meio à forte concorrência do Facebook, cujos botões "Curtir" começaram a aparecer em sites ao lado dos botões do Digg. A alta rotatividade de funcionários incluiu a saída do chefe de desenvolvimento de negócios Matt Van Horn pouco depois do lançamento do v4.
Depois da reformulação, houve um êxodo em massa para o rival Reddit. O tráfego do Digg caiu um quarto no mês seguinte, enquanto o do Reddit cresceu 230% em 2010. O site não se recuperou do Digg v4 e continuou em declínio nos dois anos seguintes. Em julho de 2012, o número mensal de visitantes únicos havia caído 90% em relação ao pico.
Em 2012, a Quantcast estimou que o Digg recebia 3,8 milhões de visitantes únicos por mês nos Estados Unidos. Depois da saída dos cofundadores Jay Adelson e Kevin Rose, o Digg foi vendido em três partes em julho de 2012:
Em 20 de julho de 2012, a nova proprietária Betaworks anunciou pelo Twitter que reconstruiria o Digg do zero, "transformando [o Digg] novamente em uma startup". A Betaworks deu seis semanas ao projeto. Pesquisas com usuários existentes, reunidas no site ReThinkDigg.com, orientaram o desenvolvimento de uma nova interface e de uma nova experiência de usuário.
O Digg "repensado" zerou sua numeração de versões e foi lançado como Digg v1 em 31 de julho de 2012, um dia antes do prazo do projeto da Betaworks. A página inicial passou a ser conduzida por uma equipe editorial, ganhou mais imagens e exibia histórias de destaque, populares e próximas de ganhar destaque. Os usuários passaram a ter acesso a um novo sistema de pontuação. O suporte ao compartilhamento em outras plataformas sociais, como Twitter e Facebook, também foi ampliado. O conteúdo da página inicial passou a ser escolhido por editores, em vez de pelos usuários, como ocorria em comunidades como o Reddit. O modelo substituiu a seleção anterior baseada no algoritmo de pontuação do Digg.
Depois do anúncio de encerramento do Google Reader, o Digg informou em 14 de março de 2013 que estava desenvolvendo seu próprio leitor de RSS. O Digg Reader foi lançado em 28 de junho de 2013 como aplicativo web e para iOS. Um aplicativo para Android saiu em 29 de agosto de 2013. O Digg anunciou que encerraria o Digg Reader em 26 de março de 2018.
Em abril de 2018, a empresa de tecnologia publicitária BuySellAds comprou os ativos do Digg, junto com suas equipes editorial e de receita, por um valor não divulgado. Todd Garland tornou-se diretor executivo da empresa.
Na fase BuySellAds, o Digg continuou como uma página inicial selecionada editorialmente, no modelo da versão da Betaworks. Uma equipe editorial de cinco pessoas cuidava do conteúdo e produzia entre 150 e 200 publicações por dia, das quais doze eram selecionadas para um e-mail diário. Garland explicou: "Procuramos pessoas sintonizadas com o ritmo da internet e familiarizadas com a forma como o conteúdo cresce e se torna viral. Embora o objetivo do Digg não seja necessariamente exibir todo o conteúdo viral da web, tentamos encontrar as coisas mais interessantes que deveriam receber mais atenção."
O Money Group comprou o Digg por um valor não divulgado.
Em março de 2025, foi anunciado que o fundador do Digg, Rose, e o cofundador do Reddit Alexis Ohanian haviam recomprado o site por um valor não divulgado. Justin Mezzell foi nomeado novo diretor executivo do Digg. O site seria voltado principalmente a usuários de dispositivos móveis. O novo Digg combinaria ferramentas de inteligência artificial e trabalho humano na moderação de conteúdo. Convites para a nova versão foram distribuídos nas semanas que se seguiram ao anúncio inicial. Rose disse que a inteligência artificial teria uma participação maior na tentativa de tornar o Digg mais acessível aos usuários.
Em abril de 2025, foi aberta uma comunidade de acesso antecipado chamada Groundbreakers, com taxa de inscrição de US$ 5 e limite de 23.000 participantes. A comunidade atingiu a capacidade máxima em 21 de abril de 2025. Os integrantes receberam a promessa de "atualizações, maquetes e experimentos" e de "um lugar na primeira fila para acompanhar como o Digg está sendo reconstruído". Quem entrou no Groundbreakers reservou seu nome de usuário e recebeu a promessa de um distintivo na nova encarnação da plataforma quando a versão beta aberta fosse lançada.
A versão beta aberta foi disponibilizada ao público em 14 de janeiro de 2026. Qualquer usuário podia entrar e criar comunidades sobre quase qualquer tema, enquanto os participantes do Groundbreakers recebiam seus distintivos. Dois meses depois, em 14 de março de 2026, o Digg fechou outra vez e chamou a medida de um "reinício completo". Mezzell citou "um problema sem precedentes com bots" e "a realidade brutal de encontrar ajuste do produto ao mercado em um ambiente que mudou fundamentalmente". Ele também anunciou que Kevin Rose voltaria à equipe em tempo integral na primeira semana de abril.
Em 11 de maio de 2026, o serviço foi reiniciado de novo como um agregador de notícias baseado em inteligência artificial e conteúdo do X, antigo Twitter. Um e-mail enviado aos testadores da versão beta disse que a meta do site passava a ser "acompanhar as vozes mais influentes em uma área" e "trazer à tona notícias que merecem atenção". Na página inicial, o Digg disse ter adotado essa abordagem por causa do mesmo problema com bots que havia levado ao fechamento quatro meses antes.
Tentativas de manipular o funcionamento do site começaram já em 2006. Um usuário de destaque foi banido depois de concordar em promover uma história em troca de dinheiro durante uma operação disfarçada montada pelo próprio Digg. Outro grupo formou abertamente uma "Bury Brigade" para remover como "spam" artigos sobre o político americano Ron Paul. Críticos acusaram o grupo de tentar impedir qualquer menção a Paul no Digg.
O Digg contratou o cientista da computação Anton Kast para desenvolver um algoritmo de diversidade que impedisse grupos de interesse específicos de dominar o site. Em uma reunião pública, executivos responderam às críticas removendo alguns recursos que davam peso extra a superusuários, mas se recusaram a tornar transparentes os votos de "bury".
Ainda em 2008, o Google elevou a classificação das páginas do Digg. Pouco depois surgiram startups que cobravam por votos no Digg. Um usuário de destaque cobrava US$ 700 por história, com bônus de US$ 500 se ela chegasse à página inicial.
Digg Patriots era uma lista de discussão conservadora no Yahoo! Groups, com uma página associada no coRank, acusada de comportamento coordenado e politicamente motivado no Digg. O blogueiro progressista Ole Ole Olson escreveu em agosto de 2010 que o grupo havia passado um ano enterrando de forma organizada artigos aparentemente liberais no módulo Upcoming. Também acusou integrantes do grupo de denunciar repetidamente usuários liberais, ou que parecessem liberais, para que fossem banidos, e de criar contas "dormentes" para o caso de suas contas principais serem bloqueadas pelos administradores. Essas ações, entre outras, violariam os termos de uso do Digg. A publicação de Olson foi seguida imediatamente pela dissolução e pelo encerramento da lista DiggPatriots, além de uma investigação do caso pelo Digg.
Em 1 de maio de 2007, um artigo na página inicial do Digg continha a chave de criptografia da proteção de gestão de direitos digitais AACS usada em HD DVD e Blu-ray Disc. O Digg, "seguindo a orientação de seus advogados", removeu de sua base de dados publicações que continham o número secreto e baniu usuários que o haviam enviado. Muitos usuários viram as remoções como uma capitulação diante de interesses empresariais e um ataque à liberdade de expressão. Jay Adelson afirmou que a retirada do artigo buscava atender a cartas de cessação e desistência do consórcio Advanced Access Content System e citou os termos de uso do Digg como justificativa para a remoção.
Embora alguns usuários defendessem a decisão do Digg, a comunidade como um todo iniciou uma revolta ampla, publicando muitos artigos e comentários que continham a chave de criptografia. A resposta dos usuários atingiu tal escala que um deles a chamou de "Festa do Chá de Boston digital". A reação levou o Digg a reverter a política. Rose escreveu: "Mas agora, depois de ver centenas de histórias e ler milhares de comentários, vocês deixaram claro. Vocês preferem ver o Digg cair lutando a se curvar diante de uma empresa maior. Ouvimos vocês e, com efeito imediato, não apagaremos histórias ou comentários que contenham o código e lidaremos com quaisquer consequências que possam surgir."
A versão 4 do Digg permaneceu instável por semanas depois do lançamento em 25 de agosto de 2010. Muitos usuários, quando finalmente conseguiam acessar o site, reclamavam do novo desenho e da remoção de recursos como bury, favoritos, envios de amigos, páginas de conteúdo em ascensão, subcategorias, vídeos e busca no histórico. Kevin Rose respondeu às reclamações em seu blog e prometeu corrigir o algoritmo e restaurar alguns recursos.
Alexis Ohanian, fundador do rival Reddit, escreveu em uma carta aberta a Rose:
"esta nova versão do digg exala interferência de capital de risco. Ela junta recursos de sites mais populares e se afasta do núcleo do digg, que era 'devolver o poder ao povo'."
Usuários insatisfeitos declararam 30 de agosto de 2010 um "dia de abandonar o Digg" e usaram o próprio recurso de envio automático do site para encher a página inicial com conteúdo do Reddit. O Reddit também acrescentou temporariamente a pá do Digg ao próprio logotipo para dar boas-vindas aos usuários que estavam saindo do concorrente.
O tráfego do Digg caiu depois do lançamento da versão 4, e editoras relataram queda no tráfego de referência direto vindo de histórias da página inicial. O novo diretor executivo Matt Williams tentou responder a algumas preocupações dos usuários em uma publicação no blog em 12 de outubro de 2010 e prometeu restaurar muitos dos recursos que haviam sido removidos.