| Nanosolar, Inc. | |
|---|---|
| Empresa de capital fechado | |
| Atividade | Energia solar |
| Fundação | 2002 |
| Fundador(es) | Martin Roscheisen e Brian Sager |
| Encerramento | 2013 |
| Sede | San José, Califórnia, Estados Unidos |
| Produtos | Painéis fotovoltaicos |
| Receita | US$ 3,1 milhões em 2007 |
| Website | www |
Nanosolar foi uma fabricante norte-americana de painéis solares, sediada em San José, na Califórnia. Desenvolveu um processo de impressão de células fotovoltaicas de filme fino, com um semicondutor de cobre, índio, gálio e selênio. Começou a vender painéis em dezembro de 2007 e pretendia oferecê-los a US$ 0,99 por watt. A queda do preço dos painéis de silício cristalino reduziu a vantagem de custo que buscava obter com essa tecnologia.
Em fevereiro de 2013, a empresa dispensou 75% dos funcionários. Seus equipamentos começaram a ser leiloados em agosto daquele ano. Produziu painéis com capacidade total inferior a 50 megawatts, embora tivesse captado mais de US$ 400 milhões. O cofundador Martin Roscheisen atribuiu o fracasso comercial à demora no desenvolvimento, às dificuldades de fabricação e à concorrência dos produtos chineses. Escreveu que não voltaria a trabalhar nesse setor.
Fundada em 2002, a Nanosolar recebeu investimentos da Benchmark Capital, da Mohr Davidow Ventures e dos fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin. No segundo trimestre de 2006, captou US$ 100 milhões, o maior aporte de capital de risco em uma empresa de tecnologia dos Estados Unidos naquele trimestre. Em 2008, anunciou uma captação de US$ 300 milhões.
A empresa planejou fábricas em San José e em Luckenwalde, na Alemanha, com capacidade anual anunciada de 430 megawatts. Companhias alemãs de energia e fundos de capital de risco investiram no projeto, em um mercado no qual subsídios públicos favoreciam a instalação de sistemas solares.
Em 12 de dezembro de 2007, a Nanosolar anunciou o início da produção de células em San José. A abertura da fábrica alemã estava prevista para o primeiro trimestre de 2008. A capacidade de 430 megawatts anuais para a unidade de San José havia sido anunciada em 2006 e dependia da conclusão da fábrica. Em 18 de dezembro de 2007, saíram os primeiros painéis, destinados a uma usina municipal alemã de um megawatt.
Em 17 de fevereiro de 2012, a empresa anunciou capacidade de 115 megawatts, um aporte de US$ 20 milhões para ampliar a fabricação e uma eficiência de conversão de 17,1% medida pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos, o NREL. A capacidade anunciada correspondia a pouco mais de um quarto dos 430 megawatts previstos seis anos antes.
Geoff Tate assumiu a direção executiva em 22 de março de 2010, substituindo Martin Roscheisen, que havia dirigido a Nanosolar por oito anos. Geoff havia comandado a Rambus e saiu da aposentadoria para ocupar o cargo interinamente, durante a passagem para a fabricação em maior escala. A empresa não explicou a saída de Martin. Em 19 de janeiro de 2012, Eugenia Corrales, até então vice-presidente executiva de engenharia e operações, tornou-se diretora executiva. Geoff voltou a se aposentar.
Em junho de 2012, Stephan Hansen assumiu as vendas mundiais, Roy Shaw passou a dirigir as vendas na América do Norte e Stefan Zschiegner tornou-se vice-presidente de marketing mundial. Stephan havia comandado as vendas europeias da First Solar por mais de sete anos. Roy trabalhou na Jinko Solar e na Suntech, e Stefan havia sido vice-presidente de gestão de produtos e aplicações da First Solar.
Karl Steigele foi nomeado presidente e diretor de operações em setembro de 2012, após a saída de Eugenia. Havia trabalhado por mais de 30 anos na IBM, em administração e consultoria para fabricantes como Intel, Hitachi, ABB, Thomson, Siemens, Sony e McKesson.
A Nanosolar usava um semicondutor de seleneto de cobre, índio e gálio, também chamado de CIGS, em células de filme fino. A tecnologia CIGS chegou a 19,9% de eficiência em uma célula experimental do NREL em 2008. Esse resultado foi obtido por coevaporação, um processo diferente da impressão adotada pela Nanosolar.
A empresa recebeu um prêmio da revista Small Times em 2005. Uma tinta com partículas semicondutoras era depositada em uma base flexível. As partículas se organizavam por automontagem molecular, permitindo formar a camada ativa da célula sem a deposição em alto vácuo usada em outros processos de filme fino.
O NREL mediu eficiências de 14,6% nas células da empresa em 2006, 15,3% em 2009 e 17,1% em 2011. Os painéis fabricados em 2010 tinham eficiência anunciada entre 8% e 9%. A empresa pretendia submeter painéis entre 10% e 11% à certificação da Comissão Eletrotécnica Internacional no segundo semestre daquele ano.
Em setembro de 2009, a Nanosolar anunciou instalações capazes de produzir 640 megawatts anuais. A passagem à fabricação em maior escala levou mais seis meses, e a produção de 2009 foi estimada em quatro megawatts. Em agosto de 2010, a fábrica ainda não havia chegado à capacidade anunciada. Após a chegada de Geoff Tate, a empresa deixou de divulgar sua capacidade efetiva. A meta para 2010 era fornecer painéis para projetos com capacidade da ordem de megawatts, de modo a acumular experiência de operação e facilitar o financiamento de novas instalações em 2011.
A Nanosolar desenvolveu componentes nanoestruturados para semicondutores e eletrodos transparentes imprimíveis, células de materiais nanocompósitos e películas de proteção. A formulação da tinta usava nanopartículas e métodos de dispersão em compostos orgânicos para obter o comportamento eletrônico necessário ao semicondutor.
A impressão permitia depositar uma camada uniforme, controlar a proporção dos elementos na superfície e aplicar tinta apenas onde fosse necessária, reduzindo o desperdício. A base usada pela empresa era mais condutora e menos cara que o aço inoxidável empregado em outros painéis de filme fino. O baixo peso e a flexibilidade buscavam facilitar a instalação. A Nanosolar estimou que o custo por quilowatt ficaria entre um décimo e um quinto do padrão da indústria. A queda dos preços dos módulos solares após 2006 reduziu a diferença prevista nesses cálculos.
A empresa oferecia garantia de 25 anos e afirmava que a durabilidade dos painéis era compatível com esse prazo. Encomendou à Black & Veatch uma avaliação que considerou o projeto dos módulos compatível com a garantia.