Drift ou Drifting (ドリフト走行, dorifuto sōkō), é uma técnica de direção utilizada em carros, consiste em deslizar nas curvas escapando a traseira, girar o volante para que as rodas dianteiras estejam sempre em uma direção oposta a curva (se o carro vira para a direita então a roda deve estar a esquerda, e vice versa), controlando o nível de derrapagem, fazendo o carro literalmente andar de lado.
O drift moderno teve início no “All Japan Touring Car Championship races” há 48 anos atrás. O lendário piloto Kunimitsu Takahashi foi o criador da técnica em 1970. Ele ficou famoso batendo seu “apex” (o ponto onde o carro esta mais perto da curva) em alta velocidade e derrapando na curva, saindo da curva com mais velocidade que o normal. Depois dessa façanha ele ganhou uma legião de fãs que deram início ao drift japonês.

Um corredor de rua chamado Keiichi Tsuchiya ficou particularmente interessado no drift de Takahashi, Tsuchiya começou a praticar suas técnicas de drift nas montanhas do Japão, e rapidamente ganhou uma grande reputação. Em 1987, uma revista muito popular de tunning e carros concordou em produzir um vídeo sobre as habilidades de Tsuchiya, esse vídeo conhecido como Pluspy se tornou um hit e inspirou milhares de corredores profissionais de drift que correm nos circuitos atualmente. Em 1988 o diretor chefe da Option magazine Daijiro Inada ajudou a organizar o primeiro torneio especializado em drift.
O drift chegou ao Brasil em meados de 2006, mas só começou a se popularizar efetivamente e ganhar destaque no final de 2011 com o primeiro evento mensal promovido pela equipe DRIFT BR na Cidade de Itú, interior de SP, evento esse que foi de chamado Drift Day Soukoukai (nome também utilizado no japão para esse tipo de evento), sob o comando do Piloto, chefe de Equipe e organizador Sandro Freitas. No evento cada piloto ia com seu carro para a pista fechada para fazerem um verdadeiro show com os carros e ao mesmo tempo evoluir as técnicas do esporte. Atualmente o responsável pelo Drift no território Brasileiro é o Écio Moreira, que se encontra atualmente a tentar implementar um Campeonato nacional desta modalidade, participou no passado ano como responsável do martketing do CPD.
O lançamento do filme Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio também ajudou na divulgação da modalidade por todo o Brasil, tendo ,depois de sua estreia, vários documentários e matérias em jornais e revistas falanso sobre a modalidade. E, assim, logo vieram disputas e Campeonatos Regionais e Nacionais promovidos por algumas equipes.
Em 2017 ocorreu a primeira tentativa da FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) de implementar em Portugal um campeonato federado de drift, sendo cancelado ao fim da terceira prova. Atualmente, em 2018, o CAM - Clube Automóvel do Minho, sob a égide da FPAK tornou-se o promotor do Campeonato de Portugal de Drift, havendo cinco provas em distintos pontos do país.
A primeira prova, organizada pelo próprio CAM, teve lugar em Guilhabreu no fim de semana de 2 e 3 de Junho, contando com mais de 30 pilotos inscritos nas 3 categorias (iniciados, semi Pro e Pro), esgotando a capacidade do circuito com a enorme afluência de público. Nesta prova o vencedor foi Diogo Correia, na categoria Pro.
A segunda prova, realizou-se em Pinhel, organizada pelo Clube Escape Livre, e contou com cerca de 40 pilotos inscritos. Durante o mês de Agosto, dias 22 e 23, onde sábado ocorreu no final do dia a Taça Internacional de Drift, inciativa do mesmo clube, onde 17 pilotos também se inscreveram. O vencedor deste fim de semana foi o jovem bracarense André Silva.
A terceira prova, a mais a sul do campeonato, contou com a organização do TVR - Associação Trial Voz de Reguengos e levou o drift ao alentejo à cidade de Reguengos de Monsaraz. Nesta prova com 32 inscritos, o vencedor foi Nelson Rocha.
As próximas paragens do campeonato serão Fatima em Outubro e em Novembro, ainda está por definir o local da prova que encerrá o mesmo.
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Drifting é uma técnica de condução na qual o veículo realiza uma curva com as rodas traseiras — e, em alguns casos, também as dianteiras — perdendo parcialmente a aderência, enquanto o condutor mantém o controle da trajetória. A execução da manobra depende do equilíbrio entre velocidade, ângulo de derrapagem, transferência de peso e trajetória.
De modo geral, um drift envolve duas etapas principais: a iniciação da derrapagem e o controle do veículo durante a curva. A iniciação pode ser realizada por meio de aceleração, frenagem, redução de marcha, uso do freio de mão ou transferência de peso. O controle é feito principalmente por meio da direção, do acelerador e, em menor grau, dos freios e da embreagem.
Em veículos de tração traseira, a aceleração pode ser utilizada para regular o ângulo da derrapagem. A correção da trajetória é feita girando as rodas dianteiras no sentido oposto ao da curva, movimento conhecido como contravolante. A intensidade da aceleração e o ângulo da direção devem ser ajustados de acordo com as características do veículo e da superfície.
Também conhecido como drift por aceleração, consiste em utilizar a potência do motor para provocar a perda de aderência das rodas traseiras. É mais comum em veículos de tração traseira e exige aceleração suficiente para superar a aderência dos pneus. O controle da manobra é feito por meio do acelerador e do contravolante.
Também conhecido como drift de freio de mão, consiste no travamento momentâneo das rodas traseiras por meio do freio de estacionamento, combinado com o giro do volante. A técnica pode ser utilizada para iniciar a derrapagem ou para aumentar seu ângulo. O tempo de acionamento do freio de mão influencia diretamente a intensidade da manobra; seu uso prolongado pode provocar a perda de controle do veículo.
A técnica de frenagem utiliza a transferência abrupta de peso para o eixo dianteiro. Ao frear durante a aproximação ou a entrada da curva, a carga sobre as rodas traseiras diminui, reduzindo sua aderência e favorecendo o início da derrapagem. Em seguida, o condutor retoma a aceleração e utiliza o contravolante para controlar o veículo.
Consiste em reduzir rapidamente uma ou mais marchas durante a curva, elevando a rotação do motor e aumentando o efeito da frenagem do motor sobre as rodas motrizes. A técnica pode ser empregada tanto para iniciar quanto para manter a derrapagem. Em veículos com transmissão manual, a utilização da embreagem e do acelerador influencia a intensidade da transferência de torque.
O accel-off, ou técnica de retirada do acelerador, consiste em aliviar ou interromper a aceleração durante a entrada da curva. A redução da força aplicada às rodas motrizes provoca uma transferência de peso para a dianteira e pode diminuir a aderência do eixo traseiro. A técnica pode ser combinada com a redução de marcha ou com outras formas de iniciação.
Também conhecido como drift pêndulo, chicote escandinavo ou Scandinavian flick, é uma técnica utilizada principalmente em competições de rali. O veículo é inicialmente direcionado para o lado externo da curva e, em seguida, lançado abruptamente para o lado interno. A transferência lateral de peso resultante pode provocar a perda de aderência do eixo traseiro e iniciar a derrapagem.
O manji é uma técnica semelhante ao feint, executada em uma reta. O veículo é deslocado alternadamente de um lado para o outro, com o uso combinado da transferência de peso, da direção e do acelerador. A manobra pode manter a perda de aderência e produzir derrapagens sucessivas em sentidos opostos.
Consiste em posicionar deliberadamente as rodas traseiras fora da superfície pavimentada, sobre terra ou outro material de menor aderência. A diferença de aderência pode ser utilizada para manter ou ampliar o ângulo da derrapagem. A técnica é associada principalmente a competições de rali, nas quais há áreas de escape sem barreiras junto à pista.
O clutch kick consiste no acionamento rápido da embreagem durante a curva, mantendo o acelerador pressionado. Ao interromper momentaneamente a transmissão de força e restabelecê-la em seguida, pode-se provocar uma variação brusca de torque nas rodas motrizes. A técnica é utilizada principalmente para ajustar o ângulo da derrapagem.
Também conhecida como mudança de lado por transferência de peso, essa técnica é semelhante ao feint e é utilizada em competições de drifting. O condutor desloca abruptamente o veículo para o lado oposto ao da curva antes da entrada, alterando o momento e a distribuição de peso do automóvel. A transferência resultante pode provocar a perda de aderência das rodas traseiras e iniciar a derrapagem no sentido desejado.
O choku dori é empregado principalmente após curvas longas ou em trechos de alta velocidade. A técnica combina uma transferência lateral de peso, frequentemente iniciada por um feint, com frenagem e redução de marcha. O objetivo é desacelerar o veículo, iniciar ou prolongar a derrapagem e manter a trajetória.
A técnica kansei é utilizada em curvas de alta velocidade. Na entrada da curva, o condutor interrompe a aceleração, provocando uma transferência de peso para as rodas dianteiras e reduzindo a aderência das rodas traseiras. Quando executada em condições adequadas, a manobra pode ser realizada sem o uso do freio.
O dynamic drift consiste na combinação de diferentes técnicas de iniciação e controle, como frenagem, redução de marcha, retirada do acelerador, uso da embreagem e transferência de peso. A combinação empregada varia de acordo com a curva, a velocidade, o veículo e as condições da superfície.
Durante a derrapagem, o controle do veículo pode envolver o uso combinado da direção, do acelerador, do freio, do freio de mão e da embreagem. A direção é utilizada para controlar a trajetória e o contravolante para evitar que o veículo gire sobre o próprio eixo. O acelerador regula a intensidade da perda de aderência nas rodas motrizes, enquanto os freios e a embreagem podem ser usados para modificar a transferência de peso e o ângulo da derrapagem.
Em apresentações individuais, o freio de mão tende a ser utilizado com menor frequência, especialmente quando o objetivo é manter a fluidez da manobra. Em competições ou duelos de drifting, seu uso pode ser mais frequente para ajustar rapidamente o ângulo do veículo e a trajetória.

Os carros utilizados em drift são consideravelmente leves. No Japão os carros mais usados são o Nissan Silvia, Toyota AE86, Mazda RX-7, Nissan Cefiro (versão com tração traseira), Nissan Laurel, Nissan Skyline (com tração traseira), Nissan Fairlady Z,Toyota Altezza, Toyota Soarer, Honda S2000, Mazda Miata, Toyota Supra, Subaru Impreza, Toyota Cresta,Nissan 180SX
O Nissan 350z ou 370z não são tão usados no Drift japonês.
Já a competição de drift nos EUA utiliza versões locais desses carros (tais como Nissan 240SX e o Corolla GT-S de Toyota), carros americanos de alta desempenho Dodge Viper, e muscle cars como o Dodge Challenger ou o Ford Mustang e Chevrolet Chevette Os drifters em outros países geralmente usam seus carros locais, tais como o Ford Sierra ,Brasinca 4200 GT (Ucrânia e Irlanda), BMW Série 3 (em outras partes da Europa), ou Volvo v40. Porém, não basta somente com que sejam carros a tracção traseira: A distribuição de peso, e portanto, a posição do motor, fazem muito difíceis de dirigir num drift aqueles carros com motor central, como o Lotus Elise, ou traseiro, como o Porsche 911.
Os carros FWD (com tracção dianteira) não são permitidos nos torneios de drift como o D1GP.
Os carros AWD (com tracção nas quatro rodas, conhecidos também como 4WD ou 4x4), como o Subaru Impreza WRX STi, e Mitsubishi Lancer Evolution possuem drift de ângulos bem diferentes. D1 e outras competições profissionais não permitem carros AWD. Porém, carros como o Impreza e o Lancer podem ser convertidos para RWD para poderem competir nesses torneios.
Tem que ser notado que a única maneira para manter o drift é mediante a propulsão das rodas traseiras. Obviamente, isso faz inviável carros de tracção dianteira para campeonatos de drift, mas não para fazer a própria manobra. De fato, o "Scandinavian flick" foi criado nos Rallies devido a que a subviragem dos carros de tracção dianteira usados na época fazia úteis técnicas mais agressivas.
