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O Amazonas é o segundo estado mais rico da região Norte do Brasil. Em 2018, seu PIB somou R$ 100,1 bilhões ou 1,4% do PIB nacional. A economia amazonense é diversificada, composta por polos agropecuários, indústrias (alimentos, bebidas, construção civil, eletroeletrônicos, duas rodas, naval, mecânica, siderúrgica, petroquímica, plástica e termoplástica), bem como o setor terciário (comércio, comunicação, transportes, turismo, ecoturismo na Amazônia e demais serviços), que é responsável pela metade da economia do estado.
Localizado no centro da maior floresta tropical do mundo, o estado do Amazonas possui mais de 95% do seu bioma preservado. Aliando seu potencial ecológico a uma política econômica embasada na sustentabilidade, a capital amazonense tornou-se um grande centro de negócios e serviços para o país, destacando-se como a quarta cidade mais rica do Brasil em 2002. Devido à Grande Recessão, iniciada em 2007, a participação da indústria na economia de Manaus diminuiu bastante. Mais tarde, de janeiro a abril de 2015, foi o quinto município que mais perdeu postos de trabalho com carteira assinada em decorrência da crise econômica de 2014 no país. Atualmente, a capital do Amazonas ocupa a sexta colocação no PIB nacional.
Na Região Metropolitana de Manaus aparece Itacoatiara como a terceira maior economia do estado. Fato explicado pela sua localização considerada estratégica, servindo como um grande polo logístico exportador de grãos oriundos do Centro-Oeste do país. Já o município de Manacapuru, também na Grande Manaus, destaca-se no setor primário, colocando o Amazonas como o maior produtor de juta e malva do país. No interior do estado, aparece o município de Coari, com a produção de petróleo e gás natural em larga escala na Província Petrolífera de Urucu, sendo a maior reserva terrestre de petróleo e gás natural do Brasil.
Basicamente, cinco dos grandes rios do Brasil estão localizados no estado do Amazonas, fazendo que muito de seus rios, afluentes e subafluentes tornem-se ótimos para a navegação facilitando o fluxo de bens para outras partes do Brasil e países vizinhos desnecessitando a abertura de novas estradas na selva, onde também pode se tornar prejudicial para a economia do próprio estado.
Os principais produtos do extrativismo vegetal do estado do Amazonas são: banana, madeira, melancia, guaraná, borracha, castanha-da-amazônia (maior produtor do país), tucumã, cacau, graviola, pupunha, cupuaçu, essências, óleos de copaíba, andiroba, piaçava, coco, açaí e bacuri. A extração mineral está em expansão e os minérios mais importantes são: bauxita, ferro, sal-gema, manganês, linhita, ouro e cassiterita, a extração desses minérios ocorrem principalmente nos municípios de Presidente Figueiredo e Novo Aripuanã onde também são extraídos diamantes, níquel, cobre, calcário, gipsita, chumbo, caulim e estanho.
A agricultura é praticada como forma de subsistência. Nas fazendas industriais existentes no estado os principais produtos produzidos são: juta e malva, (maior produtor do país) guaraná (com destaque ao município de Maués), mandioca, banana, cana-de-açúcar, feijão, laranja, cupuaçu, milho e pimenta-do-reino, enquanto na pecuária, apresenta gado bovino, suíno e bubalino (esse em pequena escala), existe também um pólo piscicultor, alguns especialmente na criação de peixes ornamentais como acará-bandeira e o tetra-cardeal e a exportação de peixes amazônicos mais consumidos como pirarucu, tambaqui, matrinxã, tucunaré e jaraqui. O sul do estado é a região onde ocorre com mais frequência a agricultura e pecuária, principalmente nos municípios de Apuí, Humaitá, Novo Aripuanã e Manicoré, a pecuária também destaca-se nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea.
A indústria é a segunda maior fonte geradora de renda na economia do Amazonas. Após o fim do ciclo da borracha, a extração do látex deu lugar à indústria, com a implantação da Zona Franca de Manaus, em 1967. A indústria petroquímica também está presente na economia do estado. A Refinaria Isaac Sabbá, localizada às margens do rio Negro, em Manaus, iniciou suas operações em 6 de setembro de 1956 com a denominação de Companhia de Petróleo da Amazônia (Copam). Fundada pelo empresário Isaac Sabbá, a refinaria foi inaugurada oficialmente em 3 de janeiro de 1957, com a presença do Presidente Juscelino Kubitschek. Desde o ano 2000, a refinaria opera com capacidade de processamento de 7 milhões e 300 mil litros de petróleo por dia, ou seja, 46 mil barris por dia. Em junho de 2012, o Amazonas foi o terceiro estado que mais contribuiu para a produção média de petróleo e gás da Petrobrás, dentre as dez unidades da federação produtoras, ficando atrás somente de Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O setor terciário em geral responde pela metade do PIB do Amazonas. Em 2018 as áreas de comércio, bens e prestação de serviços foram responsáveis por 49,9% da economia amazonense, sendo o setor mais importante na economia do estado.
O Amazonas mescla uma combinação de modernidade e conservação da natureza, dispondo de arrojados espaços culturais, shopping centers, excelente rede hoteleira, restaurantes de categoria internacional, rede de ensino diversificada, parques ecológicos, hotéis de selva e espaços de integração social, que asseguram qualidade de vida e bem-estar à população. O estado conta ainda com diversas opções de turismo que vão da visita de cavernas e cachoeiras, a prática do arvorismo, pesca esportiva, festivais folclóricos e patrimônios históricos. Existem na capital do estado feiras que promovem o potencial econômico da região, incluindo produtos industrializados de ponta e regionais, feitos com base em matérias-primas locais e importadas.
Em negrito, estão os municípios que integram a Região Metropolitana de Manaus, que produzia 86% do PIB de todo o estado em 2016.
| Posição | Município | Região Intermediária | PIB (R$ 1.000) | Per Capita | |
|---|---|---|---|---|---|
| Em 2016 | Em 2015 | ||||
| 1 | Manaus | Intermediária de Manaus | 70.296.364 | 33.564 | |
| 2 | Itacoatiara | Intermediária de Parintins | 2.054.830 | 20.861 | |
| 3 | Manacapuru | Intermediária de Manaus | 1.241.891 | 13.027 | |
| 4 | Coari | Intermediária de Manaus | 1.134.798 | 13.521 | |
| 5 | Parintins | Intermediária de Parintins | 1.024.890 | 9.093 | |
| 6 | Tefé | Intermediária de Tefé | 650.319 | 10.450 | |
| 7 | Codajás | Intermediária de Manaus | 648.090 | 23.737 | |
| 8 | Iranduba | Intermediária de Manaus | 636.014 | 13.618 | |
| 9 | Presidente Figueiredo | Intermediária de Manaus | 546.209 | 16.207 | |
| 10 | Humaitá | Intermediária de Lábrea | 493.744 | 9.431 | |
| 11 | Manicoré | Intermediária de Lábrea | 477.439 | 8.860 | |
| 12 | Rio Preto da Eva | Intermediária de Manaus | 445.164 | 14.234 | |
| 13 | Lábrea | Intermediária de Lábrea | 433.736 | 9.842 | |
| 14 | Tabatinga | Intermediária de Tefé | 414.692 | 6.651 | |
| 15 | Maués | Intermediária de Parintins | 396.078 | 6.481 | |
| 16 | Eirunepé | Intermediária de Tefé | 391.606 | 11.364 | |
| 17 | Boca do Acre | Intermediária de Lábrea | 308.465 | 9.115 | |
| 18 | Urucará | Intermediária de Parintins | 296.567 | 17.379 | |
| 19 | Careiro da Várzea | Intermediária de Manaus | 295.105 | 10.321 | |
| 20 | Autazes | Intermediária de Manaus | 287.717 | 7.621 | |
| 21 | São Gabriel da Cachoeira | Intermediária de Manaus | 271.073 | 6.184 | |
| 22 | Benjamin Constant | Intermediária de Tefé | 266.870 | 6.603 | |
| 23 | Borba | Intermediária de Manaus | 265.443 | 6.655 | |
| 24 | Carauari | Intermediária de Tefé | 263.441 | 9.371 | |
| 25 | Manaquiri | Intermediária de Manaus | 249.818 | 8.518 | |
| 26 | Careiro | Intermediária de Manaus | 241.608 | 6.544 | |
| 27 | Barreirinha | Intermediária de Parintins | 219.595 | 7.060 | |
| 28 | Tapauá | Intermediária de Lábrea | 216.816 | 12.019 | |
| 29 | Nova Olinda do Norte | Intermediária de Manaus | 209.842 | 5.862 | |
| 30 | São Paulo de Olivença | Intermediária de Tefé | 205.182 | 5.501 | |
| 31 | Jutaí | Intermediária de Tefé | 198.021 | 12.223 | |
| 32 | Apuí | Intermediária de Lábrea | 185.275 | 8.810 | |
| 33 | Anori | Intermediária de Manaus | 154.516 | 8.972 | |
| 34 | Uarini | Intermediária de Tefé | 175.838 | 13.245 | |
| 35 | Atalaia do Norte | Intermediária de Tefé | 168.978 | 9.085 | |
| 36 | Novo Aripuanã | Intermediária de Lábrea | 167.040 | 6.758 | |
| 37 | Santo Antônio do Içá | Intermediária de Tefé | 161.023 | 6.888 | |
| 38 | Barcelos | Intermediária de Manaus | 157.193 | 5.698 | |
| 39 | Fonte Boa | Intermediária de Tefé | 149.829 | 7.418 | |
| 40 | Alvarães | Intermediária de Tefé | 147.946 | 9.406 | |
| 41 | Caapiranga | Intermediária de Manaus | 145.493 | 11.527 | |
| 42 | Maraã | Intermediária de Tefé | 144.220 | 7.805 | |
| 43 | Envira | Intermediária de Tefé | 142.594 | 7.449 | |
| 44 | Pauini | Intermediária de Lábrea | 140.830 | 7.226 | |
| 45 | Nhamundá | Intermediária de Parintins | 133.331 | 6.462 | |
| 46 | Santa Isabel do Rio Negro | Intermediária de Manaus | 128.353 | 5.558 | |
| 47 | Ipixuna | Intermediária de Tefé | 125.078 | 4.534 | |
| 48 | Urucurituba | Intermediária de Parintins | 121.982 | 5.634 | |
| 49 | Beruri | Intermediária de Manaus | 121.837 | 6.558 | |
| 50 | Novo Airão | Intermediária de Manaus | 120.587 | 6.650 | |
| 51 | Tonantins | Intermediária de Tefé | 116.886 | 6.273 | |
| 52 | Boa Vista do Ramos | Intermediária de Parintins | 110.092 | 6.089 | |
| 53 | Guajará | Intermediária de Tefé | 109.928 | 6.834 | |
| 54 | Itapiranga | Intermediária de Parintins | 100.554 | 11.123 | |
| 55 | Silves | Intermediária de Parintins | 97.990 | 10.713 | |
| 56 | Canutama | Intermediária de Lábrea | 97.250 | 6.351 | |
| 57 | Anamã | Intermediária de Manaus | 95.318 | 7.533 | |
| 58 | São Sebastião do Uatumã | Intermediária de Parintins | 94.782 | 7.233 | |
| 59 | Juruá | Intermediária de Tefé | 88.753 | 6.535 | |
| 60 | Itamarati | Intermediária de Tefé | 84.143 | 10.320 | |
| 61 | Amaturá | Intermediária de Tefé | 66.232 | 5.995 | |
| 62 | Japurá | Intermediária de Tefé | 59.189 | 12.701 | |