
Farmácia (do grego φάρμακον/pharmakôn: que significa em mesmo tempo "remédio" e "veneno") em termos gerais, é a ciência praticada por graduados em farmácia (farmacêuticos), tem como objeto de estudo fármacos, drogas e medicamentos e a forma como os usuários interagem com eles.
Esta área é marcada pelos conceitos de assistência farmacêutica e atenção farmacêutica. As assistências farmacêuticas envolvem todo o ciclo do medicamento antes do uso pelo paciente consumidor final, trazendo a preocupação com a saúde para as etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção, formulação, qualidade, conservação, transporte, distribuição e seleção de medicamentos, difusão de informações e educação continuada para profissionais da saúde e pacientes. Já atenção farmacêutica caracteriza-se pelo relacionamento direto entre farmacêutico e paciente principalmente em farmácias visando o acompanhamento e uso racional da farmacoterapia, o que inclui: atendimento farmacêutico (interação farmacêutico-paciente), fornecimento de medicamentos (dispensação), acompanhamento da farmacoterapia e intervenção farmacoterapêutica.
Entre os ambientes de trabalho mais comuns encontra-se: Farmácias (comunitária, hospitalar, comercial, magistral), Drogarias, Industria Farmacêutica, Laboratórios de análises clínicas entre outros. Apesar do foco da farmácia ser o medicamento, houve também expansão de atuações, sempre com foco na saúde do usuário final, para atividades relacionadas a laboratórios de análises clínicas e toxicológicas, a indústria de cosméticos e a indústria alimentícia entre outros, totalizando 135 especialidades diferentes.
De uma maneira geral, a profissão caracteriza-se mundialmente pelo seguinte núcleo de disciplinas e conhecimentos específicos:
Utiliza-se como fonte de princípios ativos para fármacos: plantas, animais, seres vivos em geral e, química sintética e minerais.
No Brasil, assim como em Portugal, não se deve confundir Farmácia com Bioquímica. Por bastante tempo, os cursos de graduação em farmácia no Brasil denominaram-se Farmácia-Bioquímica, em errônea alusão à habilitação em análises clínicas. Isto gerou na sociedade, e mesmo nos meios acadêmicos, a falsa noção de que bioquímica seria sinônimo de análises clínicas e farmácia, algo totalmente equivocado e corrigido pelas reformas curriculares da graduação brasileira em farmácia em 2002 e 2017 e pela criação do Bacharelado em Bioquímica no Brasil em 2001 e pela criação da Licenciatura em Bioquímica em Portugal em 1979. De fato nos dias atuais, no Brasil, em Portugal e no restante do mundo, Farmacêuticos são profissionais da saúde e do medicamento enquanto que Bioquímicos são profissionais da química, sendo portanto, profissões distintas e com cursos de graduação (licenciatura em Portugal) diferentes e separados entre si.

O uso de substâncias com fins terapêuticos é anterior à escrita. Os registros mais antigos de receitas estão em tábuas cuneiformes sumérias e em papiros egípcios como o Papiro Ebers (c. 1550 a.C.). Na Grécia Antiga, os rizótomos recolhiam e preparavam plantas para os médicos, e a obra De materia medica, escrita por Dioscórides no século I, descreveu cerca de seiscentas plantas e serviu de referência por mais de mil e quinhentos anos.
Na Idade Média, estabelecimentos dedicados ao preparo e à venda de remédios surgiram no mundo islâmico, em Bagdá, no século VIII. Na Europa, um édito do imperador Frederico II, de 1240, separou formalmente a farmácia da medicina e proibiu o médico de ter sociedade com o boticário. A partir do século XVI apareceram as primeiras farmacopeias oficiais, como o Dispensatorium de Valerius Cordus, publicado em Nuremberga em 1546.
No século XIX, a química permitiu isolar os princípios ativos das plantas, como a morfina e a quinina, e depois sintetizar novos fármacos, o que deu origem à indústria farmacêutica. Com a produção em escala, o trabalho do farmacêutico deslocou-se aos poucos da manipulação para a dispensação, o controle de qualidade e, no fim do século XX, para o cuidado direto ao paciente, conhecido como atenção farmacêutica.
Em Portugal, o documento mais antigo conhecido sobre a profissão é um alvará de D. Afonso V, de 1449. No Brasil colonial, os medicamentos chegavam nas caixas de botica trazidas por jesuítas e expedições, e as boticas se espalharam pelas vilas a partir do século XVII. O ensino de farmácia começou em 1824, como disciplina dos cursos de medicina, e a primeira escola autônoma foi criada em Ouro Preto em 1839.

Os farmacêuticos são profissionais da saúde, especialistas no preparo e utilização de medicamentos e suas consequências ao organismo humano ou animal. De uma maneira geral, podem trabalhar numa farmácia, hospital, na indústria, em laboratórios de análises clínicas, desenvolver novos medicamentos, praticar acupuntura, entre outras funções e lugares.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais brasileiras para o curso de Farmácia, é necessário o conhecimento de base relacionado a:
Recentemente, em Outubro/2017, uma nova reforma nas Diretrizes Curriculares Nacionais brasileiras para o curso de Farmácia foi proposta, destacando a formação do farmacêutico em 3 eixos:
A distribuição do tempo de teoria de estudo deverá ser 50% no eixo 1, 40% no eixo 2 e 10% no eixo 3. Já a distribuição do tempo de estudo prático, em estágios, deverá ser 60% relacionados a assistência farmacêutica, fármacos e medicamentos, 30% em análises clínicas e 10% em especificidades regionais. Dessa forma, consagra-se os conceitos de assistência farmacêutica e atenção farmaceutica

Embora tenha sido encontrado na Torre do Tombo, em Lisboa documento de 1799 que estipulava a criação da disciplina de farmácia, em São Paulo, acredita-se que a matéria só passou a ser lecionada com a chegada da Família Real no século seguinte.
No Brasil, Farmácia é um curso de graduação que forma profissionais da saúde com pensamento crítico e humanístico, comprometido com a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva; capacidade técnica e ética para desenvolver as atividades do exercício profissional farmacêutico, com ênfase nas áreas de medicamentos, alimentos e análises clínicas.
Em Portugal exercem em Farmácia obrigatoriamente na categoria de Farmacêuticos — os Farmacêuticos Licenciados em Farmácia (antigo curso universitário de 6 anos) e Ciências Farmacêuticas (antiga Licenciatura de 6 anos — pré-Bolonha, actual Mestrado Integrado de 5 anos — pós-Bolonha). Na categoria de técnicos, actuam dois profissionais — os técnicos de farmácia, Licenciados em Farmácia (presente curso politécnico de 4 anos) e Técnicos de Farmácia (grau adquirido após o registo de prática até 1999). A profissão de técnico de farmácia é regulamentada pelo Departamento da Modernização e Recursos da Saúde do Ministério da Saúde. A ciência que trata das bases para a farmácia de oficina é, entre outras, a farmacologia, farmácia clínica, farmácia galénica e farmacoterapia. Em relação aos ajudantes de farmácia, as suas funções de atendimento nas farmácias são consideradas ilegais.


| “ | Se queres me fazer mal, de nada adiantará que me firas, pois tenho no corpo o antídoto contra tua peçonha. Se estás com fome, te alimentarei. | ” |
Então ele pegou a taça onde fazia misturas de ervas medicinais, colocou leite e ofereceu à serpente, esta desceu do cajado, enrolou-se na taça e bebeu o leite. Desta forma criou-se o símbolo da medicina (a cobra envolvendo o cajado) e o símbolo da farmácia (a cobra envolvendo a taça).
Outra lenda sobre a origem do símbolo de farmácia está relacionada à morte de Esculápio (deus da saúde na mitologia greco-romana, também denominado por Asclépio) fulminado por um raio lançado por Zeus como punição por ressuscitar mortos pelo poder das ervas, arte aprendida com o centauro Quiron. Com a morte de Esculápio, a cobra enrolada em seu cajado, símbolo de seu poder sobre as doenças, foi adotada por Hígia, filha de Esculápio que passou a ser a deusa responsável pela saúde dos homens, tendo o cálice com a cobra enrolada como símbolo de seu poder sobre as doenças.
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