Gás | |
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Representação microscópica de partículas de um gás em movimento dentro de um recipiente. | |
| Fenômeno | fluido |
Gás é um estado da matéria sem volume nem forma fixos. Um gás se expande até preencher o volume disponível e assume a forma do recipiente que o contém. É uma forma compressível de fluido, em contraste com um líquido, cujo volume varia muito menos sob mudanças de pressão. Um gás puro pode ser formado por átomos individuais, como em um gás nobre como o neônio, ou por moléculas, como oxigênio (O2) e dióxido de carbono. Gases puros também podem formar misturas, como o ar. Em gases diluídos, a distância média entre as partículas é grande em comparação com o tamanho delas. Essa separação pode fazer com que muitos gases sejam invisíveis ao observador humano.
A fase de uma substância depende de condições como temperatura e pressão. O plasma difere de um gás eletricamente neutro por conter uma quantidade apreciável de partículas eletricamente carregadas. Em temperaturas muito baixas e densidades adequadas, gases atômicos podem entrar em regimes quânticos degenerados. Técnicas de microscopia de gases quânticos permitem detectar átomos individuais em redes ópticas. Esses sistemas são classificados pelo comportamento estatístico de suas partículas como gases de Bose ou gases de Fermi. Para outros estados incomuns da matéria, ver Lista de estados da matéria.
Em condições ordinárias, os elementos não metálicos gasosos hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, flúor e cloro existem normalmente como moléculas diatômicas homonucleares, H2, N2, O2, F2 e Cl2. Os gases nobres hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn) são monoatômicos. O radônio é radioativo, portanto a expressão "gases elementares" não implica estabilidade nuclear.

Em termodinâmica, chama-se frequentemente de "vapor" a fase gasosa de uma substância quando ela existe abaixo de sua temperatura crítica. Nessas condições, uma compressão isotérmica pode levar à condensação. Acima da temperatura crítica, a substância não pode ser liquefeita apenas pelo aumento da pressão. A distinção terminológica entre "gás" e "vapor" não é usada de maneira inteiramente uniforme em todas as áreas.
No ponto crítico, desaparece a distinção entre as fases líquida e gasosa. Acima dele encontra-se uma única fase fluida, que pode ser chamada de fluido supercrítico dependendo das condições de pressão e temperatura.
A palavra gás foi usada pelo químico brabantino ou dos Países Baixos do Sul Jan Baptista van Helmont no início do século XVII. Ele estudou o dióxido de carbono, que distinguiu do ar comum.
A palavra de Van Helmont é geralmente relacionada ao termo em grego antigo χάος, "caos". O g neerlandês é pronunciado como uma fricativa velar surda, próxima do som representado por ch em loch. Essa interpretação também se encaixa no vocabulário alquímico usado por Paracelso, para quem chaos podia designar matéria extremamente rarefeita.
Outra explicação, difundida desde o século XVIII, relacionou o termo a gahst ou geist, palavras germânicas ligadas a "espírito" ou "fantasma". O Oxford English Dictionary rejeita essa derivação. O historiador franco-americano Jacques Barzun propôs outra hipótese, segundo a qual Van Helmont teria tomado a palavra alemã Gäscht, usada para a espuma produzida pela fermentação.

Gases são descritos por grandezas macroscópicas como pressão, volume, número de partículas, quantidade de substância e temperatura. Relações entre essas grandezas foram estudadas por cientistas como Robert Boyle, Jacques Charles, John Dalton, Joseph Gay-Lussac e Amedeo Avogadro. Algumas dessas relações formam a base da lei dos gases ideais.
Em um gás diluído, as partículas ficam muito afastadas umas das outras em comparação com suas dimensões e as interações intermoleculares exercem efeito relativamente pequeno sobre grande parte do movimento. Em gases reais, entretanto, forças intermoleculares afetam propriedades mensuráveis. Moléculas com ligações covalentes polares possuem distribuições permanentes de carga elétrica. Moléculas apolares também podem interagir por dipolos instantâneos e induzidos, entre eles as forças de dispersão de London, que fazem parte das forças de Van der Waals. Essas interações afetam propriedades como temperatura de ebulição e comportamento de fase.
Em condições usuais, gases tendem a ter densidades muito menores que líquidos e sólidos e são muito mais compressíveis. A mudança de pressão ou temperatura pode alterar de forma apreciável a distância média entre suas partículas. Gases também sofrem difusão, espalhando-se pelo volume acessível de um recipiente.
Gases podem dissolver-se em líquidos. Em equilíbrio e no limite de diluição infinita, a quantidade de um soluto volátil dissolvido em um líquido é proporcional à sua quantidade na fase gasosa. Essa relação é expressa pela lei de Henry, cuja constante pode ser definida de diferentes maneiras.
| Mecânica do contínuo |
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Ao estudar um gás, é comum escolher uma escala de comprimento. Em uma escala macroscópica, considera-se uma região que contém partículas em número suficiente para que grandezas médias como pressão, temperatura, densidade e velocidade sejam bem definidas. Uma escala menor corresponde à descrição microscópica, centrada nas partículas individuais.
A abordagem macroscópica é a usada pela termodinâmica e por grande parte da mecânica dos fluidos. Robert Boyle, por exemplo, trabalhou com química pneumática e relacionou experimentalmente a pressão e o volume de uma quantidade confinada de gás. Seu aparelho clássico empregava um manômetro em forma de J contendo mercúrio. O aumento da coluna de mercúrio elevava a pressão sobre o ar aprisionado e reduzia seu volume.

Em condições nas quais a viscosidade pode ser desprezada, escoamentos podem ser modelados pelas equações de Euler. Quando os efeitos viscosos precisam ser incluídos, empregam-se as equações de Navier-Stokes. Métodos estatísticos, cálculo com múltiplas variáveis e métodos numéricos são usados em situações que envolvem escoamentos compressíveis, ondas de choque e reentrada atmosférica.

Em um recipiente, a pressão do gás, representada por p ou P, é a força média normal exercida por unidade de área. Sua unidade no SI é o pascal. Na teoria cinética, a pressão pode ser relacionada às colisões das partículas do gás com as paredes. Cada colisão produz uma variação do momento linear da partícula e transfere momento à parede.
Em uma colisão elástica ideal com uma parede plana, a componente normal da velocidade muda de sentido, enquanto a componente paralela permanece inalterada. A pressão macroscópica resulta da soma estatística de um número muito grande dessas transferências de momento.
A temperatura é representada por T nas equações termodinâmicas e sua unidade no SI é o kelvin. Para um gás ideal clássico, a energia cinética translacional média de cada partícula é
A velocidade quadrática média de uma partícula de massa m é
Assim, para partículas de mesma massa, a velocidade quadrática média cresce com a raiz quadrada da temperatura absoluta, não de forma linear com ela.
O balão mostrado no vídeo diminui de volume quando o gás em seu interior é resfriado pelo nitrogênio líquido. Em uma molécula, a energia pode ser distribuída entre movimentos de translação, rotação e vibração, conforme sua estrutura e os graus de liberdade acessíveis. Em um sólido cristalino, as partículas não possuem a mesma liberdade translacional encontrada em um gás e a energia térmica pode excitar modos coletivos e vibracionais.
Em um gás ideal clássico próximo do equilíbrio termodinâmico, a distribuição das velocidades moleculares é dada pela distribuição de Maxwell-Boltzmann.
O volume específico, normalmente representado por v, é o volume ocupado por unidade de massa. Sua unidade no SI é o metro cúbico por quilograma. O volume total, representado por V, é medido em metros cúbicos.
Na termodinâmica, propriedades que dependem da quantidade de matéria são chamadas de extensivas, enquanto propriedades que não dependem da quantidade total são intensivas. O volume total é extensivo. O volume específico é intensivo.
A densidade, representada por ρ, é a massa por unidade de volume e tem unidade de quilogramas por metro cúbico no SI. Ela é o inverso do volume específico.
A densidade de um gás pode variar muito com a pressão e a temperatura. Ela é uma variável de estado. Em uma região homogênea de um gás em equilíbrio e sem gradientes causados por campos externos, a densidade pode ser tratada como uniforme. Em um campo gravitacional, porém, pressão e densidade variam com a altura. Na atmosfera terrestre, ambas diminuem com o aumento da altitude. A equação barométrica descreve um caso dessa dependência.
A densidade é uma grandeza escalar. Para uma massa fixa, ela diminui quando o volume ocupado aumenta.

Na descrição microscópica mais simples, um gás é um conjunto de partículas em movimento contínuo. Entre colisões, uma partícula de um gás diluído percorre uma trajetória aproximadamente livre. Colisões com outras partículas ou com as paredes mudam seu movimento. A mecânica estatística permite relacionar esse comportamento microscópico às propriedades macroscópicas.
A forma elementar da teoria cinética dos gases supõe partículas cujo volume próprio é desprezível diante do volume do recipiente, ausência de forças intermoleculares entre colisões e colisões perfeitamente elásticas. Gases reais afastam-se dessas hipóteses em diferentes graus.
A distância média percorrida por uma partícula entre duas colisões sucessivas é chamada de percurso livre médio. Para um gás ideal modelado por esferas de raio r,
O percurso livre médio aumenta quando o gás se torna mais rarefeito.
A teoria cinética relaciona pressão e temperatura ao movimento das partículas. A partir de momento linear, energia cinética e conservação do momento, obtêm-se relações entre grandezas microscópicas e macroscópicas.
Considere uma quantidade fixa de gás ideal em um recipiente de volume constante. Quando a energia interna translacional aumenta, a velocidade quadrática média das partículas também cresce. As colisões com as paredes passam a transferir mais momento por unidade de tempo e a pressão aumenta. Para um gás ideal,
em que N é o número de partículas e m é a massa de cada uma.
A pressão observável resulta das transferências microscópicas de momento. A temperatura, no modelo clássico de um gás monoatômico ideal, está relacionada à energia cinética translacional média.
Em moléculas, o movimento térmico não se limita à translação. Dependendo da estrutura e da temperatura, podem participar rotação e vibração. A mecânica quântica determina quais níveis de energia estão acessíveis.
Uma configuração microscópica de um sistema é um microestado. O conjunto estatístico de estados usados para descrever o sistema forma um ensemble estatístico. Conforme as restrições impostas, podem ser empregados o ensemble microcanônico, o ensemble canônico ou o ensemble grande canônico. As propriedades macroscópicas caracterizam um macroestado.
A função de partição liga a distribuição dos estados microscópicos a grandezas termodinâmicas. A partir dela podem ser obtidas energia interna, entropia, capacidade térmica e outras propriedades.
O teorema da equipartição fornece uma aproximação clássica para a contribuição de graus de liberdade quadráticos à energia. Em sistemas quânticos, determinados modos podem ficar pouco ocupados a baixas temperaturas. Quando a temperatura aumenta, outros níveis podem tornar-se acessíveis, alterando a capacidade térmica molar.

O movimento browniano é o movimento irregular de partículas suspensas em um fluido, provocado pelas flutuações nas colisões com as moléculas do meio. Em 1905, Albert Einstein formulou uma descrição quantitativa do fenômeno com base na teoria cinético-molecular.
O movimento browniano de uma partícula suspensa não é a trajetória de uma molécula individual. A partícula observada normalmente contém muitos átomos ou moléculas e recebe impactos de moléculas do fluido por todos os lados.
As forças entre moléculas ou átomos podem ser atrativas ou repulsivas. Elas precisam ser incluídas quando a aproximação de partículas sem interação deixa de ser adequada.
As forças de Van der Waals incluem atrações que aparecem mesmo entre moléculas eletricamente neutras. Elas afetam propriedades como pressão, densidade, viscosidade e comportamento de fase.

Um modelo muito estudado é o potencial de Lennard-Jones. Ele combina uma atração que domina a distâncias intermoleculares maiores com uma repulsão que cresce rapidamente a curta distância. A atração de longo alcance do modelo está ligada à dispersão de London. A parte repulsiva aproxima o efeito da sobreposição das distribuições eletrônicas, relacionada à interação de troca e ao princípio de exclusão de Pauli.
O sistema modelo baseado nesse potencial também é chamado de Lennard-Jonesium em estudos sobre a história e o uso do modelo.
O coeficiente de compressibilidade Z permite expressar desvios do comportamento ideal:
em que Vm é o volume molar. Um gás ideal tem Z = 1. Atrações intermoleculares podem produzir Z < 1. Em pressões suficientemente altas, o volume finito das partículas e a repulsão de curto alcance podem produzir Z > 1.
Gases reais aproximam-se mais do comportamento ideal em condições de pressão relativamente baixa e temperatura relativamente alta.
| Termodinâmica |
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Uma equação de estado relaciona propriedades que caracterizam o estado termodinâmico de um sistema. Não existe uma única equação simples que descreva com a mesma precisão todos os gases em todas as faixas de temperatura e pressão. Diferentes modelos são usados conforme as condições e a precisão necessária.
em que P é a pressão, V é o volume, n é a quantidade de matéria, R é a constante universal dos gases perfeitos e T é a temperatura absoluta. A constante R vale aproximadamente 8,314 J mol-1 K-1.
Para problemas de dinâmica dos gases, a equação também pode ser escrita como
em que é a constante específica do gás e é a densidade.
A lei dos gases ideais resulta da combinação das relações de Boyle, Charles, Amontons ou Gay-Lussac e Avogadro.
Na terminologia usada em aerodinâmica, um gás termicamente perfeito obedece à equação de estado . Um gás caloricamente perfeito também possui calores específicos tratados como constantes. Um gás pode ser termicamente perfeito e caloricamente imperfeito quando obedece à equação dos gases ideais, mas seus calores específicos variam com a temperatura.
A aproximação de gás ideal funciona melhor quando as dimensões moleculares e as forças intermoleculares produzem efeitos pequenos nas propriedades de interesse. Isso ocorre com frequência em pressões baixas e temperaturas altas em relação à região de condensação.

Gases reais desviam-se do modelo ideal quando as forças intermoleculares, o volume próprio das partículas ou alterações na estrutura molecular deixam de poder ser desprezados. Em pressões elevadas, a proximidade entre as partículas torna o volume molecular e a repulsão de curto alcance mais relevantes. Em temperaturas mais baixas, atrações intermoleculares podem alterar de forma perceptível pressão e volume.
Em temperaturas elevadas, moléculas poliatômicas ou diatômicas podem armazenar energia em graus de liberdade vibracionais. Seus calores específicos passam a variar com a temperatura. Em temperaturas maiores, dependendo da espécie, também podem ocorrer dissociação, excitação eletrônica e ionização.
Modelos de gás real podem levar em conta:
Em dinâmica de gases de alta temperatura, essas correções são usadas em problemas como reentrada atmosférica e escoamentos hipersônicos.
Uma relação politrópica usada para representar determinados processos é
em que o expoente n depende do processo. Para uma transformação adiabática reversível de um gás caloricamente perfeito, o expoente corresponde ao coeficiente de expansão adiabática γ.
Gás permanente é uma expressão histórica aplicada a gases cuja temperatura crítica é tão baixa que não podem ser liquefeitos por compressão em temperaturas ambientes usuais. Antes do desenvolvimento de técnicas criogênicas, acreditava-se que alguns desses gases não pudessem ser liquefeitos. O conceito está diretamente relacionado à temperatura crítica, acima da qual a liquefação somente por pressão é impossível.

Em 1662, Robert Boyle publicou resultados de experimentos com uma quantidade confinada de ar. Em uma de suas montagens, um tubo de vidro em forma de J tinha uma extremidade fechada e continha mercúrio. A adição de mercúrio aumentava a pressão sobre o ar aprisionado e reduzia seu volume.
Para uma quantidade fixa de gás mantida a temperatura constante, a pressão varia inversamente com o volume:
Entre dois estados da mesma quantidade de gás à mesma temperatura,
Edme Mariotte publicou independentemente a mesma relação no século XVII, razão pela qual ela é chamada de lei de Boyle-Mariotte em português.
Jacques Charles realizou na década de 1780 experimentos sobre a expansão dos gases pelo aquecimento. Seu trabalho não foi publicado na época. Em 1801 e 1802, Joseph Louis Gay-Lussac realizou medições mais extensas e concluiu que volumes iguais de gases diferentes se expandem de maneira semelhante para uma mesma variação de temperatura. Gay-Lussac creditou a conclusão anterior a Charles.
Para uma quantidade fixa de gás ideal a pressão constante, o volume é proporcional à temperatura absoluta:
Guillaume Amontons estabeleceu experimentalmente por volta de 1700 uma relação entre a pressão e a temperatura de uma quantidade de gás mantida a volume constante. Gay-Lussac realizou medições mais precisas cerca de um século depois. Por isso, a relação é chamada de lei de Amontons ou lei de Gay-Lussac em diferentes tradições.
Para volume e quantidade de gás constantes,
As temperaturas devem ser expressas em escala absoluta.
Em 1811, Amedeo Avogadro propôs que volumes iguais de gases, submetidos à mesma temperatura e pressão, contêm o mesmo número de partículas. A ideia só recebeu aceitação mais ampla décadas depois, quando Stanislao Cannizzaro a empregou na sistematização das massas atômicas e moleculares.
A constante de Avogadro, NA, tem por definição o valor exato
Um mol contém exatamente esse número de entidades elementares especificadas.
A lei de Avogadro estabelece que, a temperatura e pressão constantes,
Para um gás ideal a 273,15 K e 100 kPa, o volume molar é aproximadamente 22,71095 L mol-1.

John Dalton formulou a lei das pressões parciais em 1801. Em uma mistura ideal de gases que não reagem entre si, a pressão total é a soma das pressões parciais dos componentes:
Cada pressão parcial é a pressão que o componente exerceria se ocupasse sozinho o mesmo volume à mesma temperatura. Dalton também observou que uma mistura de gases não se separa simplesmente em camadas ordenadas pela densidade.

O coeficiente de compressibilidade Z compara o volume molar medido de um gás ao volume previsto pela lei dos gases ideais nas mesmas condições:
Para um gás ideal, Z = 1. Valores diferentes de 1 medem o afastamento em relação ao modelo ideal.

Em um escoamento viscoso junto a uma superfície sólida, a velocidade do fluido muda através de uma região chamada camada limite. Na superfície, a condição de não deslizamento estabelece que o fluido tenha a mesma velocidade da parede. Mais longe da superfície, a velocidade se aproxima da velocidade do escoamento externo.
A camada limite pode separar-se da superfície quando as condições de pressão e velocidade favorecem a reversão ou forte desaceleração do escoamento próximo à parede. A separação participa de fenômenos como o estol de aerofólios.

Na dinâmica dos fluidos, turbulência é um regime no qual velocidade, pressão e outras propriedades apresentam flutuações irregulares no espaço e no tempo. O escoamento turbulento contém movimentos em diferentes escalas e mistura propriedades do fluido com maior intensidade que um escoamento laminar comparável.
A viscosidade mede a resistência de um fluido à deformação por cisalhamento. Gases possuem viscosidade mensurável, embora em condições comuns seus valores sejam geralmente menores que os de muitos líquidos. A viscosidade permite a formação de camadas limites e participa da dissipação de energia mecânica no escoamento.
O número de Reynolds é um número adimensional que compara efeitos inerciais e viscosos em um escoamento. Ele é usado para caracterizar regimes de escoamento e para estabelecer similitude dinâmica entre modelos e sistemas de dimensões diferentes.
Para uma escala de comprimento característica L, velocidade v, densidade ρ e viscosidade dinâmica μ,
Em um sistema com um número muito grande de graus de liberdade, um macroestado compatível com um número muito maior de microestados tem probabilidade estatística muito maior que macrostados compatíveis com poucos microestados. Em um sistema isolado que pode atingir equilíbrio, essa ideia está relacionada à tendência de evolução para o macroestado de maior entropia compatível com as restrições impostas.
| De \ Para | Sólido | Líquido | Gás | Plasma |
|---|---|---|---|---|
| Sólido | - | Fusão | Sublimação | - |
| Líquido | Solidificação | - | Vaporização | - |
| Gás | Ressublimação | Condensação | - | Ionização |
| Plasma | - | - | Recombinação | - |
Em equilíbrio, as propriedades macroscópicas do sistema não apresentam variação temporal espontânea sob as restrições consideradas. A formulação da IUPAC distingue equilíbrio térmico, mecânico e químico. Quando as condições necessárias a todos eles são satisfeitas, o sistema está em equilíbrio termodinâmico completo.
O tempo necessário para que um sistema se aproxime do equilíbrio depende dos processos de transporte, das dimensões, da composição e das condições impostas.