Gol Contra (português brasileiro) ou Autogolo (português europeu) é um lance do futebol no qual um jogador faz a bola entrar no gol de sua própria equipe, resultando em gol para a equipe adversária. O gol contra normalmente estigmatiza o seu marcador, em função do prejuízo à sua equipe.
Uma forma comum de gol contra é quando se tenta cortar um cruzamento do adversário. Outra é em mal recuo ao goleiro.
Marcar um gol contra também tornou-se uma metáfora para qualquer ação que prejudique o seu autor.
Exemplos de variantes: futsal, futebol de salão, futebol de Areia, showbol.
Em 2006, um grupo de estudo técnico da FIFA, aprovou os critérios exatos que definem um gol-contra. Os critérios são:
De forma mais didática, Andy Roxburgh, diretor técnico da Fifa, deu a seguinte explicação: "Se a bola bate em um jogador do time que chutou ou em um adversário e entra no gol, o tento é anotado para o jogador que deu o chute. Se tiver acontecido uma mudança clara de direção, será um gol contra, ou um gol atribuído ao último jogador a tocar na bola pelo time que chutou".
A maioria dos métodos de reiniciar a partida não permite a marcação de um gol contra, mesmo que a bola entre diretamente no próprio gol, devendo ser marcado, ao invés disso, um escanteio para a equipe adversária. Estão incluídos nesta regra o pontapé inicial, o tiro de meta, a cobrança de lateral, a própria cobrança de escanteio, e a cobrança de falta (seja ela indireta ou direta). Ou seja, caso um jogador que vá bater a cobrança de escanteio dê um chute para sua defesa e a bola entre diretamente no gol defendido por sua equipe, sem ter tocado em ninguém, o gol contra não poderá ser assinalado, mas sim um escanteio para a equipe adversária.
Tais incidentes são extremamente raros e, em alguns casos, exigem circunstâncias incomuns ou extraordinárias para ocorrer, mas exemplos já ocorreram, conforme relatados abaixo:
Em um jogo da terceira divisão da ocorrido na temporada 1983/84, o jogador Wally Downes, do Millwall Football Club, cobrou um lateral em direção ao seu goleiro, Dave Beasant, que viu a bola entrar diretamente em sua baliza, sem tocar em nenhum jogador. Neste caso, ao contrário do assinalado pelo árbitro da partida, o Millwall Football Club deveria ter sido punido com uma cobrança de escanteio contra. Um exemplo similar aconteceu em um jogo da Premier League em 2002–03, quando o o goleiro Peter Enckelman, do Aston Villa Football Club, não conseguiu dominar a bola que veio diretamente de uma cobrança de lateral de sua equipe, e entrou em sua meta.
Na 16a rodada do Brasileirão 2016, Ramon, do Vitória-BA, cobrou uma falta no campo do seu time recuando para o goleiro Caíque, que teve de se esforçar para evitar que a bola entrasse no gol, jogando-a para linha de fundo. Pelo menos segundo as regras, foi esforço desnecessário, já que se a redonda passasse da linha entre as traves seria escanteio para o adversário igualmente.
Alguns jogadores ficaram marcados por anotarem mais de 1 gol contra no mesmo jogo. São eles:
No Hóquei no Gelo, o crédito o gol contra vai para o último jogador do outro time que tocou por último o puck; isso ocorre porque os próprios gols no hóquei são tipicamente casos em que o jogador assim creditado teve o chute desviado, mas essa convenção é usada mesmo quando não é esse o caso. Ocasionalmente, também é creditado ao jogador mais próximo do gol da outra equipe se ele estiver determinado a fazer com que o jogador adversário lance a bola para a rede errada. Assistências não são concedidas em um gol contra, porque a equipe defensora tem a posse do disco entre qualquer passe e o próprio gol. Ocasionalmente na NHL, os jogadores têm direcionado o disco para sua própria rede vazia, seja no final do jogo ou por causa de uma chamada de penalidade atrasada. Esta foi a situação que resultou em Billy Smith dos New York Islanders se tornar o primeiro goleiro a receber crédito por um gol na NHL.
O tratamento dos "gols contra" no hóquei em campo variou nos últimos anos. Em 2013, a Federação Internacional de Hóquei (FIH) implementou uma "experiência obrigatória" de tal forma que um desvio de um tiro de fora do círculo de tiro de um defensor seria equivalente a um toque de um atacante, e assim se o tiro continuasse no gol pontuação seria contada. Isso se mostrou impopular e a mudança foi revertida.
Atualmente a regra 8.1 afirma que "Um gol é marcado quando a bola é jogada dentro do círculo por um atacante e não viaja para fora do círculo antes de passar completamente sobre a linha do gol e sob a trave." Esclarecimento adicional: "A bola pode ser jogada por um defensor ou tocar seu corpo antes ou depois de ser jogada no círculo por um atacante." Assim, um "gol contra" pode ocorrer, mas em tais situações o gol provavelmente ser creditado ao atacante cuja jogada inicial no círculo foi necessária para o gol ficar em pé.