Gubby Allen

Sir
Gubby Allen
CBE
Retrato de um homem de camisa branca
Allen, fotografado por volta de 1933
Informações pessoais
Nome completoGeorge Oswald Browning Allen
Nascimento31 de julho de 1902
Bellevue Hill [en], Nova Gales do Sul, Austrália
Morte29 de novembro de 1989 (87 anos)
St John's Wood [en], Londres, Inglaterra
ApelidoGubby
Altura1,89 m
Estilo de rebatidaDestro
Estilo de arremessoRápido, braço direito
FunçãoAll-rounder
Informações internacionais
Seleção nacionalInglaterra [en]
Estreia em partidas de Teste27 de junho de 1930 vs. Austrália [en]
Último Teste1 de abril de 1948 vs. Índias Ocidentais
Informações de times nacionais
AnosEquipe
1921–1950Middlesex [en]
1922–1923Cambridge University [en]
1923–1953Marylebone Cricket Club [en] (MCC)
Estatísticas da carreira
CompetiçãoTeste / FC
Partidas25 / 265
Corridas750 / 9 233
Média de rebatida24,19 / 28,67
100s / 50s1/3 / 11/47
Maior pontuação122 / 180
Bolas lançadas4 386 / 36 189
Wickets81 / 788
Média de arremesso29,37 / 22,23
5 wickets em uma entrada5 / 48
10 wickets em uma partida1 / 9
Melhor arremesso7/80 / 10/40
Recepções/stumpings20/– / 131/–
Fonte: ESPNcricinfo

Sir George Oswald Browning "Gubby" Allen CBE (31 de julho de 1902 – 29 de novembro de 1989) foi um jogador de críquete que foi capitão da seleção da Inglaterra [en] em onze partidas de Teste. Em partidas de primeira classe, jogou pelo Middlesex [en] e pela Universidade de Cambridge [en]. Lançador rápido e rebatedor agressivo do fim da ordem de rebatidas, Allen tornou-se depois um influente dirigente do críquete, ocupando cargos-chave no Marylebone Cricket Club [en] (MCC), que na prática governava o críquete inglês na época; também presidiu a comissão de seleção da Inglaterra.

Allen nasceu na Austrália e cresceu na Inglaterra a partir dos seis anos de idade. Depois de jogar críquete pelo Eton College, foi para a Universidade de Cambridge, onde ganhou fama como lançador rápido, embora frequentemente lesionado. Ao deixar a universidade, jogou principalmente pelo Middlesex. Melhorou como rebatedor nas temporadas seguintes, até que compromissos de trabalho o obrigaram a jogar com menos regularidade. Uma mudança de carreira permitiu-lhe jogar mais, e no fim da década de 1920 ele estava prestes a entrar na seleção inglesa. Estreou em 1930 e, quando estava disponível, continuou na disputa por uma vaga pelo resto da década. Durante a polêmica turnê do Bodyline [en] em 1932–33, Allen teve muito sucesso pela Inglaterra, mas se recusou a usar as táticas intimidatórias empregadas por seus companheiros.

A partir de 1933, Allen trabalhou na Bolsa de Valores de Londres, o que limitou o quanto podia jogar. Mesmo assim, foi nomeado capitão da Inglaterra em 1936 e liderou a equipe na turnê pela Austrália de 1936–37 [en], quando os anfitriões venceram por 3 a 2 depois de perderem as duas primeiras partidas. Continuou jogando de forma irregular pelo Middlesex até 1939; depois da Segunda Guerra Mundial, durante a qual trabalhou na inteligência militar, jogou ocasionalmente pelo Middlesex e por outras equipes até a década de 1950. Foi capitão da Inglaterra em uma última série de Testes nas Índias Ocidentais em 1947–48 [en]. Como jogador, Allen foi prejudicado pela falta de regularidade e esteve em sua melhor forma nas duas turnês pela Austrália, quando pôde ganhar ritmo. Em outros momentos, seus arremessos eram muitas vezes irregulares, mas ocasionalmente devastadores. Rebatedor ortodoxo, costumava marcar corridas quando sua equipe estava sob pressão.

Com o fim de sua carreira de primeira classe, Allen passou à administração e teve grande influência no críquete inglês e mundial. Teve papel decisivo na criação de um manual de treinamento do MCC e trabalhou para eliminar os movimentos de arremesso ilegais [en]. Como presidente da comissão de seleção de 1955 a 1961, esteve à frente de um período de grande sucesso para o críquete inglês, no qual trabalhou em estreita colaboração com o capitão da seleção, Peter May [en]. Em 1963, tornou-se presidente do MCC e, no ano seguinte, tesoureiro do clube. Nessa função, esteve profundamente envolvido no caso D'Oliveira [en], uma polêmica sobre a possível convocação de Basil D'Oliveira [en] para uma turnê pela África do Sul. Depois de deixar gradualmente seus cargos administrativos, recebeu o título de cavaleiro em 1986 e passou seus últimos anos em um apartamento perto do Lord's, onde morreu, aos 87 anos, em 1989.

Início da vida

Allen nasceu em 31 de julho de 1902 em Bellevue Hill [en], Sydney, Austrália, o segundo dos três filhos de Walter Allen, advogado, e de sua esposa Marguerite (Pearl), nascida Lamb, filha de Edward Lamb [en], ministro do governo de Queensland. Rumores posteriores sugeriram que o verdadeiro pai de Allen poderia ser o jogador do Middlesex Pelham Warner [en], que apoiou Allen em sua carreira no críquete. Os pais de Allen tinham raízes tanto na Inglaterra quanto na Austrália. Em 1909, quando Allen tinha seis anos, a família mudou-se para Londres, na esperança de que os filhos se beneficiassem de uma educação inglesa; inicialmente viveram em um apartamento e depois em vários vilarejos do interior. Como gostaram da Inglaterra, abandonaram os planos de voltar para a Austrália.

Depois de ser educado por uma governanta, Allen entrou na Summer Fields School [en], em Oxford, em 1912. Começou a jogar críquete a sério na escola; no segundo ano, chegou ao segundo time da escola, de onde passou ao primeiro time e depois à capitania. Seu talento chamou a atenção do Eton College, onde um amigo do pai de Allen, C. M. Wells [en], era chefe de uma das casas de alunos. A família planejava mandar Allen para o Haileybury [en], mas Wells convenceu o pai a mandar o filho para Eton, embora isso representasse um peso financeiro considerável para a família. Allen, que de início não gostou da ideia, começou ali no inverno de 1915–16.

Em Eton, Allen praticou muitos esportes, mas seu desempenho acadêmico era apenas razoável, e mais tarde ele admitiu ter sido preguiçoso. No críquete, jogou pelo time de sua casa na escola e teve sucesso razoável com o bastão e com a bola; em 1918, era o capitão de críquete da casa. Depois de uma partida de avaliação e de um período no segundo time da escola, passou ao primeiro time de Eton em 1919. Os efeitos de uma lesão na costela limitaram seus arremessos, e ele pouco conseguiu com o bastão. Mesmo assim, foi escolhido para jogar a prestigiosa partida contra a Harrow School, disputada anualmente no Lord's, em Londres. Em sua segunda entrada, marcou 69 corridas, a maior pontuação individual do jogo, e Eton venceu a partida. A lesão na costela continuou a incomodá-lo em 1920 e lhe causava tanta dor que ele pensou em abandonar de vez os arremessos. O novo treinador de Eton, George Hirst, convenceu-o a continuar, e poucas semanas depois Allen obteve nove por 19 (nove wickets cedendo 19 corridas) em uma entrada contra o Winchester. Fora esse desempenho, porém, Allen foi pouco eficaz. Com mais sucesso em 1921, ele atuou como primeiro batedor por um tempo; também foi o primeiro lançador, liderando as médias de lançamento de Eton. Teve certo sucesso no Lord's contra Harrow, e uma série de arremessos especialmente rápidos nessa partida foi vista por Hubert Ashton [en], que seria capitão do time da Universidade de Cambridge no ano seguinte — Allen já havia sido aceito no Trinity College, em Cambridge, para começar no fim daquele ano. Foi escolhido para jogar as partidas anuais no Lord's em que duas equipes formadas pelos melhores alunos das escolas particulares se enfrentavam, mas teve de desistir por causa de uma insolação.

Perto do fim da temporada de 1921, Allen foi convidado a jogar críquete de primeira classe como amador pelo Middlesex, pelo qual estava qualificado por residência. Allen acreditava que Pelham Warner, que costumava apoiar jovens jogadores do Middlesex, incentivou sua escolha pelo clube, apesar dos possíveis riscos para a posição da equipe no County Championship [en] de escalar um jogador inexperiente. Allen estreou na primeira classe contra o Somerset [en] em 21 de agosto de 1921 e fez mais uma partida naquela temporada, sem grande destaque em nenhuma das duas.

Jogador de primeira classe

Universidade de Cambridge

Allen jogou por Cambridge em 1922. Ficou fora da primeira partida da equipe; como a universidade enfrentava o Middlesex, ele jogou pelo adversário e obteve seis por 13. Por essa época, começou a arremessar rápido pela primeira vez. Depois de bons resultados nas partidas seguintes — incluindo dez wickets no jogo contra o Sussex [en] —, Allen recebeu seu blue [en] ao ser escolhido para a partida universitária [en] contra Oxford no Lord's. Nesse jogo, terminou com nove wickets por 78 corridas na partida, em uma vitória tranquila de Cambridge. Essa foi a última partida de Cambridge na temporada; Allen havia obtido 49 wickets de primeira classe com média de 15. Houve sugestões na imprensa da época de que Allen ilegalmente atirava [en] a bola em vez de arremessá-la. Em sua biografia de Allen, E. W. Swanton [en] escreve que esses rumores não foram generalizados nem se repetiram mais tarde na carreira de Allen, e que podem ter resultado de um deslize isolado. Perto do fim da temporada, Allen voltou ao Middlesex, e seus 15 wickets o colocaram no topo da média de arremesso do condado.

Allen jogou rúgbi pelo time do Trinity antes de retomar o críquete na temporada de 1923. Começou bem, chegando pela primeira vez a cinquenta corridas em uma partida de primeira classe, contra o Middlesex, na qual dividiu uma parceria de 120 corridas para o nono wicket com Ralph Huband [en], e obtendo seis wickets por 89 no mesmo jogo. Vieram outros bons resultados com a bola, mas antes da partida universitária ele voltou a lesionar os músculos da costela. Convencido a jogar mesmo assim, Allen só conseguiu fazer séries curtas de arremessos, sem contundência, e Cambridge sofreu uma derrota pesada. Vários críticos, incluindo alguns companheiros de equipe, acharam que ele não se esforçou. Durante a partida, Allen consultou um especialista sobre suas frequentes lesões na costela; o tratamento e um período de repouso resolveram o problema pelo resto de sua carreira. A temporada de Allen em Cambridge foi ainda prejudicada por divergências com seu capitão, Claude Ashton [en], sobre a escalação e a tática. A partida universitária de 1923 foi seu último jogo por Cambridge, pois o Trinity, insatisfeito com sua falta de dedicação aos estudos, o suspendeu no verão.

Mais tarde, na temporada de 1923, Allen foi chamado de volta pelo Middlesex e jogou cinco partidas pelo condado. No fim da temporada, foi escolhido para duas partidas do Festival de Scarborough [en]; uma delas era a prestigiosa partida Gentlemen v Players [en], na qual jogou pelos amadores, os "Gentlemen". Foi a primeira das 11 vezes em que Allen jogou pelos Gentlemen nesse confronto entre 1923 e 1938. Na temporada como um todo, obteve 66 wickets com média de 19,50 e marcou 528 corridas com média de 24,00.

Middlesex

No fim de 1923, tendo decidido não voltar a Cambridge, Allen arranjou um emprego na City (o centro financeiro de Londres), trabalhando para a Royal Exchange Assurance Corporation [en] como subscritor de seguros. Sem muitos recursos financeiros, precisava trabalhar em tempo integral e, ao longo de toda a carreira, não pôde se dar ao luxo de passar muito tempo longe dos negócios. Jogava críquete sempre que podia no verão; quando não podia jogar pelo Middlesex, jogava críquete de clube nos fins de semana — inclusive pelo Marylebone Cricket Club [en] (MCC) — e críquete em casas de campo.

Allen teve tempo livre para jogar regularmente pelo Middlesex em 1924. A equipe disputava o County Championship [en] palmo a palmo com o Yorkshire [en], e Allen teve várias partidas de sucesso. Terminou a temporada com 568 corridas com média de 21,84 e 50 wickets com média de 17,48. Jogando menos em 1925, marcou 392 corridas, obteve 39 wickets e marcou seu primeiro century de primeira classe na partida Gentlemen v Players no The Oval. Também foi escolhido pela primeira vez para representar os Gentlemen contra os Players no Lord's, onde marcou 52, e sua reputação cresceu de forma constante. No início da temporada de 1926, ele e o também lançador rápido Harold Larwood [en] eram apontados pela imprensa como candidatos a uma vaga na seleção inglesa [en] contra a Austrália naquele verão. Allen começou bem pelo Middlesex, mas teve menos sucesso em uma partida de avaliação destinada a ajudar a escolher a seleção. Larwood foi escolhido para a série de Testes [en]; Allen, não. No críquete de condado, Allen marcou seu primeiro century pelo Middlesex e passou a ser o primeiro lançador ocasionalmente, depois de ter sido o terceiro ou quarto lançador nas temporadas anteriores. No total, marcou 771 corridas, o maior total de uma temporada em sua carreira, com média de 29,65, e obteve 44 wickets com média de 28,27.

Durante o inverno do hemisfério norte de 1926–27, Allen excursionou pela Argentina para jogar críquete de primeira classe com uma equipe do MCC. Ao voltar à Inglaterra, jogou oito partidas antes do fim de junho, incluindo um jogo pelo MCC contra a seleção da Nova Zelândia em turnê [en], no qual marcou um century e obteve dez wickets. No total, marcou 482 corridas com média de 43,81 e obteve 19 wickets; foi seu último período de críquete regular até 1929. Recusou um convite para excursionar pela África do Sul com uma equipe do MCC, e o trabalho o limitou a duas partidas de primeira classe pelo Middlesex em 1928.

Por meio de Vivian Hugh Smith [en], pai de alguns antigos colegas de escola, Allen teve a oportunidade de trabalhar na França. Mudou-se para Lyon por 18 meses para trabalhar em uma empresa de seda. Durante esse período, Allen percebeu que as finanças da empresa não eram sólidas; avisou Hugh Smith, que, depois de algumas averiguações, retirou-se do negócio, assim como seu sócio investidor, Sir Frederick Richmond [en]. Este último ofereceu depois a Allen um emprego na Debenhams, da qual era presidente. Allen trabalhou na Debenhams até 1933, primeiro como primeiro assistente do gerente do departamento de obras e depois como assistente do gerente-geral adjunto.

Na Debenhams, Allen tinha licença para jogar críquete. Em sua primeira partida da temporada de 1929, teve bom desempenho, mas sofreu um estiramento no jogo seguinte, o que reforçou uma impressão na imprensa — expressa por Pelham Warner, entre outros — de que ele era propenso a lesões e inclinado à hipocondria. Sua partida seguinte foi duas semanas depois, no Lord's, contra o Lancashire [en]; essa equipe vencia o County Championship todos os anos desde 1926. Por causa de compromissos de trabalho, Allen chegou, por acordo prévio, cerca de 20 minutos depois do início do jogo. Derrubou os três primeiros wickets, mas o Lancashire rebatia com tranquilidade, com 215 corridas para três wickets. Por volta do intervalo do chá, Allen derrubou os últimos sete wickets em 69 bolas, cedendo 13 corridas, incluindo os últimos quatro wickets em cinco bolas. No total, obteve todos os dez wickets ao custo de 40 corridas, tornando-se apenas o segundo jogador a derrubar os dez wickets de uma entrada em uma partida de primeira classe no Lord's desde 1874, e o último até hoje. Foi elogiado pela imprensa, embora o correspondente do Manchester Guardian sugerisse que uma fraca atuação dos rebatedores o havia ajudado, e o Wisden apenas descrevesse aquilo como uma de várias boas atuações no jogo. Apesar do sucesso, os selecionadores da Inglaterra preferiram Larwood na seleção contra a África do Sul; mesmo quando Larwood se lesionou, Allen foi preterido. Swanton sugere que os arremessos de Allen foram irregulares durante toda a temporada; ele terminou com 31 wickets com média de 25,87 e marcou 544 corridas com média de 45,33.

Carreira em partidas de Teste

Estreia

Em 1930, Allen voltou a ter licença para jogar críquete e estava entre os favoritos a uma vaga na seleção inglesa. Sua primeira partida da temporada foi pelo MCC contra a seleção australiana em turnê [en]. Embora tenha obtido quatro wickets por 28 no último dia, seus concorrentes a uma vaga na seleção também foram bem. Jogando pelo Middlesex contra os australianos, Allen obteve seis por 77, mas foi deixado de fora do primeiro Teste, em Trent Bridge [en], Nottingham. A Inglaterra venceu a partida, durante a qual Larwood, o lançador rápido titular, adoeceu. Allen optou por jogar pelo Middlesex contra o Northamptonshire [en] enquanto a seleção para o segundo Teste era escolhida, e obteve seis por 77. Sua inclusão posterior no grupo de 13 jogadores para essa partida não foi particularmente bem recebida pela imprensa.

Na manhã da partida, Larwood não estava em condições de jogar, e Allen entrou na equipe. A Inglaterra rebateu primeiro, e Allen marcou três corridas antes de ser eliminado na primeira tarde. Na segunda manhã, um artigo no Daily Express de Trevor Wignall, jornalista popular que escrevia matérias esportivas sensacionalistas, sugeria que a alegria do público naquele dia foi prejudicada pela inclusão de Allen, por ele ter nascido na Austrália. Wignall afirmava que o público achava que Allen deveria ter sido deixado de fora e que, segundo rumores, os selecionadores desconheciam seu local de nascimento. Naquele dia, Allen foi o primeiro a lançar pela Inglaterra; depois de um início lento, os rebatedores de abertura australianos somaram 162 corridas antes da queda do primeiro wicket. Como os outros lançadores, Allen passou então a ceder corridas rapidamente a Donald Bradman, que marcou 254. A Austrália fez 729 para seis wickets e declarou [en] em resposta aos 425 da Inglaterra, e Allen terminou com nenhum wicket para 115 corridas em 34 overs. A Inglaterra perdeu wickets cedo em sua segunda entrada, e quando Allen entrou para rebater o placar era de 147 para cinco wickets, ainda 167 atrás dos australianos. Ele marcou 57 e dividiu uma parceria de 125 com seu capitão, Percy Chapman [en], colocando a Inglaterra na frente, mas a Austrália venceu a partida por sete wickets. Em contraste com a reação a seus arremessos, a entrada de Allen foi elogiada pela imprensa. Foi seu único Teste na série.

Allen não teve sucesso na partida Gentlemen v Players, mas foi eficiente com a bola pelo Middlesex. Continuou com dificuldades no bastão, e sua maior entrada do ano foi de 77 corridas, no Festival de Scarborough, no fim da temporada. No total, marcou 281 corridas com média de 17,56 e obteve 42 wickets com média de 22,19. Não foi convidado para a turnê do MCC pela África do Sul.

Sucesso

O críquete de Allen continuou limitado em 1931. Apesar do sucesso com o bastão e com a bola em várias das primeiras partidas pelo Middlesex, ele inicialmente ficou fora da seleção para o primeiro Teste contra a Nova Zelândia [en]. Quando Larwood desistiu por causa de uma lesão no tornozelo, Allen foi incluído na equipe; segundo Anthony Meredith, em texto publicado na The Cricketer [en] em 2002, Pelham Warner tomou essa decisão sozinho, sem consultar os outros selecionadores, que ficaram bastante irritados. Allen não teve uma partida especialmente boa como lançador, mas teve sucesso com o bastão. Quando começou sua entrada, no início do segundo dia, a Inglaterra tinha 190 para sete wickets em resposta aos 224 da Nova Zelândia. Ele marcou 98 na primeira sessão, de 150 minutos, e chegou a 122; com Les Ames [en], somou 246 corridas para o oitavo wicket. Foi o recorde de parceria para o oitavo wicket em partidas de Teste até 1996, e o recorde inglês para esse wicket até 2010. A Inglaterra fez 454, mas a Nova Zelândia respondeu com 469, e a partida terminou empatada no terceiro e último dia. Foi a única entrada de Allen na série.

Depois de três semanas sem jogar, Allen obteve seis wickets em sua primeira partida na volta. Enquanto isso, Larwood foi descartado da seleção após se ferir em um acidente de carro; Allen jogou o segundo Teste e obteve cinco por 14 na primeira entrada da Nova Zelândia. A Inglaterra venceu esse jogo, e o seguinte terminou empatado depois que a chuva impediu o jogo nos dois primeiros dias; Allen não rebateu nem arremessou. Na série, obteve oito wickets com média de 16,12. Terminou a temporada com 401 corridas de primeira classe com média de 30,84 e 40 wickets com média de 18,77.

Allen jogou menos em 1932, embora quisesse garantir uma vaga na equipe do MCC que excursionaria pela Austrália [en] na temporada de 1932–33. Jogou quatro vezes pelo Middlesex e disputou duas partidas de avaliação para a seleção, mas não jogou o único Teste da temporada. Sua partida mais importante da temporada foi a Gentlemen v Players, na qual muitos dos participantes eram possíveis escolhas para a turnê; ele obteve oito wickets no jogo e, depois da segunda partida de avaliação, foi incluído na equipe do MCC. A reação da imprensa à sua inclusão foi dividida, e vários criticaram os selecionadores. Ele estava mal colocado nas médias nacionais de rebatida e de arremesso; os críticos apontavam suas raras participações no críquete de primeira classe e questionavam sua resistência para uma turnê longa. Depois de ser incluído na equipe, Allen não voltou a jogar naquela temporada. Em oito partidas de primeira classe, marcou 113 corridas com média de 11,30 e obteve 25 wickets com média de 25,36.

Série do Bodyline

Uma equipe de críquete disposta em três fileiras. Dezessete homens estão vestidos como jogadores; os outros três usam terno.
Fotografia da equipe inglesa de 1932–33: Allen está sentado em segundo lugar a partir da direita, na fileira da frente. Douglas Jardine está no centro da fileira da frente, e Pelham Warner [en], na extrema esquerda.

A turnê do MCC pela Austrália na temporada de 1932–33 foi extremamente polêmica por causa do uso, pela equipe inglesa, do que ficou conhecido como arremesso Bodyline [en]. A tática consistia em arremessar na direção do leg stump [en] ou logo fora dele, fazendo a bola quicar curta para que subisse na direção do corpo do rebatedor, com um anel de defensores posicionados no lado das pernas [en] (leg side) para apanhar qualquer desvio defensivo do bastão. O arremesso Bodyline era intimidatório e foi em grande parte concebido e posto em prática por Douglas Jardine, o capitão do MCC, na tentativa de conter as pontuações prolíficas de Bradman. Allen foi um dos quatro lançadores rápidos escolhidos para a turnê, mas não seguiu as instruções de Jardine de "odiar" o adversário. Ainda assim, os dois se davam bem, e Allen afirmou mais tarde ter sido o "melhor amigo" de Jardine na turnê. Allen também escreveu para casa que Jardine era "o homem mais estúpido que conheço", disse ter pavor dele e sugeriu que às vezes tinha vontade de matá-lo.

De início, Jardine não planejava incluir Allen na seleção para os Testes, mas os arremessos de Allen nas primeiras partidas da turnê o colocaram na disputa. Em seu primeiro jogo, ele desestabilizou e eliminou Bradman com sua velocidade; anos depois, Jack Hobbs, que cobriu o jogo como jornalista, sugeriu que Bradman ficara intimidado por Allen, e Jack Fingleton [en], que jogava na mesma equipe de Bradman, afirmou que este se recusou a enfrentar os arremessos de Allen. Allen escreveu mais tarde ao pai que Bradman era um "terrível covardezinho diante de arremessos rápidos"; os dois tornaram-se amigos depois, e Bradman nunca soube o que Allen havia escrito.

Allen jogou na vitória da Inglaterra no primeiro Teste, mas obteve apenas um wicket. Manteve seu lugar como parte de um ataque de quatro lançadores rápidos no segundo Teste, obteve quatro wickets e foi um dos rebatedores ingleses de maior sucesso na partida. A Austrália empatou a série depois que Bradman marcou um century, mas a Inglaterra venceu as três partidas restantes. No terceiro jogo, Allen foi o primeiro a lançar e obteve quatro wickets em cada entrada. Seu desempenho foi elogiado pelos críticos e aumentou sua reputação. Como Voce [en] perdeu o quarto Teste por lesão, Allen arremessou mais nesse jogo e obteve cinco wickets, mas sofreu um estiramento lateral na segunda entrada. A lesão impediu Allen de arremessar em velocidade máxima no último Teste; jogou apesar de suas próprias reservas e teve dificuldades o tempo todo. No total, Allen obteve 21 wickets em Testes com média de 28,23 e marcou 163 corridas com média de 23,28. Em sua análise da turnê para o Wisden, Sydney Southerton escreveu: "G. O. Allen, sobre cuja convocação se disseram na época muitas coisas duras, justificou plenamente sua escolha ... Realizou um grande trabalho, muitas vezes eliminando rebatedores que poderiam ser perigosos; sua atuação na defesa próxima, no lado das pernas, foi sempre boa, e ele jogou várias entradas excelentes. No geral, um jogador extremamente útil para a equipe." Jardine elogiou sua contribuição depois da turnê, tanto à família de Allen quanto em seu relatório oficial. Em todas as partidas de primeira classe, Allen marcou 397 corridas com média de 24,81 e obteve 39 wickets com média de 23,05. Em sua biografia de Jardine, Christopher Douglas sugere: "[Allen] se destacou no intenso calendário de partidas e conseguiu elevar seu desempenho e sua regularidade a um nível que quase nunca alcançou na Inglaterra."

Durante toda a série, Allen se recusou a usar as táticas do Bodyline, e disse isso abertamente dentro da equipe. Sua atitude o tornou popular entre o público australiano. Jardine tentou forçar a questão duas vezes. Antes do primeiro Teste, pediu a Allen que lançasse mais bouncers com defensores no lado das pernas; Allen recusou, dizendo que não queria jogar críquete daquele jeito e que Jardine deveria deixá-lo de fora se não estivesse satisfeito. Antes do segundo Teste, Jardine voltou a procurar Allen e disse que Larwood e Voce queriam que ele lançasse bolas curtas, e que achavam que ele só se recusava porque queria manter sua popularidade. Allen escreveu para casa: "Bem, explodi e disse muita coisa sobre mineiros convencidos, covardes e sem instrução." Allen ameaçou não jogar e voltar para casa para contar à imprensa os acontecimentos da turnê. Jardine não insistiu. Outros membros da equipe também se opunham ao Bodyline. O nababo de Pataudi [en] recusou-se a jogar na "armadilha das pernas" (leg trap) — o anel de defensores posicionados no lado das pernas para apanhar desvios de bolas curtas — durante o primeiro Teste. Allen não tinha escrúpulos em defender ali; na posição de short leg, fez cinco recepções em arremessos de Larwood na série. Ao voltar à Inglaterra, Allen continuou a se opor às táticas do Bodyline, dando a conhecer sua opinião a figuras importantes do MCC e liderando um debate entre representantes dos condados que resultou em uma norma para proibir a tática depois da temporada de 1934.

Mudança de carreira

Durante a turnê do Bodyline, sua primeira visita à Austrália desde os seis anos de idade, Allen passou algum tempo visitando amigos e parentes. Antes de voltar à Inglaterra, o MCC disputou dois Testes na Nova Zelândia. Allen jogou os dois, mas rebateu apenas uma vez e, ainda sentindo os efeitos da lesão, obteve só dois wickets. A equipe voltou à Inglaterra pelo Canadá, mas Allen se separou dela em Vancouver para encontrar amigos em Los Angeles. Durante a viagem, conheceu várias estrelas de Hollywood e passou por Chicago e Nova Iorque a caminho da Inglaterra. Em Nova Iorque, conheceu Norah Grace, filha de um magnata da navegação, e se apaixonou por ela. Ela viajou para a Inglaterra em 1934, e os dois trocavam cartas com frequência, mas Grace morreu de doença de Bright em 1935.

Allen não se sentia à vontade trabalhando em uma loja de departamentos e, ao voltar, aceitou um emprego na corretora de valores David Bevan and Co. Por isso, jogou pouco críquete em 1933. Planejava ficar indisponível para os Testes contra as Índias Ocidentais, mas Larwood estava lesionado e Voce fora de forma, e ele foi convencido a jogar o primeiro Teste. Jogou pouco depois disso naquela temporada e recusou um convite para excursionar pela Índia com uma equipe do MCC. Em três partidas naquela temporada, marcou 199 corridas e obteve 13 wickets. Em dezembro daquele ano, foi eleito membro da Bolsa de Valores.

No início da temporada de 1934, Allen se recuperava de uma cirurgia para corrigir uma hérnia e jogou apenas uma vez antes da série Ashes daquele verão, na qual Bob Wyatt [en] foi o capitão da Inglaterra. Uma lesão o tirou do segundo Teste, mas ele estava apto para o terceiro. Em um jogo empatado, marcou 61 corridas, mas não obteve nenhum wicket; com dificuldades por causa de pontos de apoio irregulares no terreno, lançou três wides [en] e quatro no-balls [en] em seu primeiro over, que teve 13 bolas. Foi escolhido para o quarto Teste, mas, insatisfeito com sua condição física, desistiu para jogar pelo Middlesex. Teve sucesso em várias partidas antes do último Teste, que decidiria a série, e foi incluído na equipe. A Austrália venceu com folga depois de marcar 701 corridas em sua primeira entrada; Allen obteve quatro por 170 e não derrubou nenhum wicket na segunda entrada. Em dois Testes, obteve cinco wickets com média superior a 70 e marcou 106 corridas com média de 35,33. Em todas as partidas de primeira classe naquela temporada, marcou 438 corridas com média de 25,76 e obteve 51 wickets com média de 27,49. Em meio à crescente especulação de que Allen seria escolhido como o próximo capitão da Inglaterra, Warner providenciou para que ele fosse capitão de uma turnê discreta a Gibraltar no início de 1935. Na viagem de volta, Allen distendeu um músculo quando seu navio balançou inesperadamente; a lesão limitou seu críquete em 1935. Jogou duas vezes antes de se retirar do resto da temporada por recomendação médica. Fora do campo, Allen foi eleito para o Comitê do MCC com a idade excepcionalmente jovem de 32 anos.

Capitão da Inglaterra

Allen por volta de 1935

Nomeação como capitão

Antes da temporada de 1936, Allen era o principal candidato a substituir Wyatt como capitão da Inglaterra; sob a liderança de Wyatt, a equipe havia perdido três séries de Testes seguidas. Embora ainda não pudesse jogar regularmente, Allen disputou 16 partidas de primeira classe, o maior número em uma temporada desde 1926; marcou 598 corridas com média de 35,17 e obteve 81 wickets, seu melhor total em uma temporada. Escolhido para liderar uma das equipes em uma partida de avaliação, seu desempenho foi suficiente para que os selecionadores o nomeassem capitão da Inglaterra para a série contra a Índia. A Inglaterra venceu o primeiro Teste por oito wickets. Allen obteve cinco por 35 em sua primeira entrada como capitão e mais cinco wickets na segunda entrada, o único Teste em que obteve dez wickets. Nessa época, os selecionadores começaram a escolher o capitão e a equipe para a turnê do MCC pela Austrália na temporada de 1936–37. Pelo menos um selecionador preferia Claude Ashton [en], que jogava críquete de primeira classe com pouca frequência; Allen informou aos selecionadores que, se Ashton fosse nomeado capitão, ele não participaria da turnê. Pouco depois do primeiro Teste, Allen foi escolhido como capitão dos Gentlemen contra os Players, a única vez em que o foi, e o MCC anunciou que ele seria o capitão do MCC na Austrália. Allen acreditava que Warner tinha sido influente para garantir sua nomeação, mas que sua origem australiana também pesou, já que a turnê precisava apaziguar as tensões deixadas pela de 1932–33.

Allen foi o capitão da Inglaterra nos dois Testes restantes contra a Índia. O segundo jogo terminou empatado, mas a Inglaterra venceu o terceiro, e Allen obteve sete por 80, seus melhores números em partidas de Teste. Nos Testes, Allen marcou 27 corridas em três entradas e obteve 20 wickets com média de 16,50. Seu bom desempenho pelo Middlesex continuou durante toda a temporada, e ele foi bem contra alguns dos adversários mais fortes; liderou a média de rebatida do condado e ficou em segundo na de arremesso. A equipe do MCC para a Austrália foi escolhida em várias etapas, com a participação de Allen. Larwood não foi considerado; ele havia se manifestado na imprensa contra a Austrália e contra os opositores do Bodyline e, assim como Voce, não jogava um Teste desde a série de 1932–33. Os selecionadores queriam incluir Voce, mas Allen a princípio ameaçou renunciar caso ele fosse incluído. Encontrou-se com Voce para discutir a situação, e este concordou em assinar uma declaração na qual se desculpava pelo passado e, na prática, prometia não arremessar no estilo Bodyline. Por isso, foi incluído na equipe da turnê.

Turnê pela Austrália, 1936–37

Um jogador de críquete acaba de lançar a bola na direção de um rebatedor, que espera a chegada da bola
Allen arremessando para Stan McCabe [en] durante o primeiro Teste da série do Ashes de 1936–37

A inexperiência do gerente da turnê, Rupert Howard, e do vice-capitão de Allen, Walter Robins [en], deixou Allen com uma carga de trabalho pesada na turnê de 1936–37; mais tarde ele sugeriu ao MCC que isso afetara seu desempenho. Na primeira parte da turnê, Allen escolhia a equipe sozinho, mas depois passou a usar Robins, Bob Wyatt, Wally Hammond [en] e Maurice Leyland [en] como comissão de seleção.

A equipe foi prejudicada o tempo todo por lesões — chegaram a sete os jogadores fora de ação por longos períodos —, e a ausência de jogadores experientes obrigou Allen a disputar mais partidas. Ele jogou bem nos primeiros jogos, mas os resultados da equipe foram fracos, pois os jogadores tinham dificuldade para se adaptar aos campos australianos. Quando a série de Testes começou, a Austrália era claramente a favorita. No primeiro Teste, em resposta aos 358 da primeira entrada da Inglaterra, a Austrália foi eliminada com 234. Quando a Inglaterra voltou a rebater, Allen foi o maior pontuador, com 68, uma entrada que mais tarde ele considerou a melhor de sua carreira. A Inglaterra fez 256 e, em um campo afetado pela chuva, Allen obteve cinco por 36, enquanto a Austrália era eliminada com 58 e perdia por 322 corridas. A equipe de Allen também venceu o segundo Teste. A Inglaterra marcou 426 para seis wickets nos dois primeiros dias, até que a chuva levou Allen a declarar. Em um campo em más condições, ele obteve três por 19; a Austrália foi eliminada com 80 e acabou perdendo por uma entrada. Durante a segunda entrada australiana, Bradman, o capitão australiano, que chegou a marcar 82, teve a certa altura uma bola que Robins deixou escapar. Este pediu desculpas, mas Allen respondeu: "Ah, esqueça, meu velho, isso provavelmente nos custou a série, mas que se dane!"

A chuva afetou o terceiro Teste; no segundo dia, a Austrália declarou com 200 para nove wickets em sua primeira entrada. Em resposta, a Inglaterra perdeu wickets seguidamente, pois os efeitos da chuva deixaram o campo quase impossível para rebater. Vários críticos, inclusive membros de sua própria equipe, sugeriram que Allen deveria ter declarado para obrigar a Austrália a rebater enquanto o campo continuava muito difícil. Allen considerou o risco grande demais e só declarou quando o placar chegou a 76 para nove. Bradman então inverteu sua ordem de rebatidas para proteger seus principais rebatedores até que as condições melhorassem; a tática funcionou, pois ele e Jack Fingleton dividiram uma parceria de 346 para o sexto wicket. Bradman marcou 270, e a Inglaterra foi derrotada por 365 corridas. No quarto Teste, a Austrália foi eliminada com 288 em sua primeira entrada, quando várias das manobras táticas de Allen funcionaram bem. A Inglaterra respondeu com 330, e a Austrália marcou 433 na segunda entrada. Precisando de 392 para vencer, a Inglaterra foi eliminada com 243, e a série ficou empatada em 2 a 2.

Queixando-se de exaustão e com dificuldades por causa de uma lesão, Allen descansou nas partidas seguintes do MCC na turnê. Foi criticado por isso, por Warner entre outros, sobretudo quando a equipe perdeu em sua ausência. Allen propôs ficar de fora do último Teste, mas os outros selecionadores insistiram que ele jogasse. Para esse jogo, a Austrália escolheu um lançador rápido, Laurie Nash [en], que havia voltado ao críquete de primeira classe depois de três anos de ausência para jogar por Vitória contra o MCC. Allen, preocupado com o possível uso do Bodyline por Nash, que havia lançado bolas curtas contra o MCC, falou com Bradman antes do jogo. Bradman respondeu que um capitão adversário não podia vetar membros de sua equipe, e Allen então foi aos árbitros e ameaçou tirar sua equipe de campo se o Bodyline fosse usado. Com uma lesão na perna, Allen esteve abaixo de seu melhor nível. A Austrália venceu o sorteio, marcou 604 e, ajudada pela chuva, eliminou a Inglaterra com 239 e 165, vencendo a partida e a série; Nash não lançou bolas muito curtas, embora algumas, de vez em quando, tenham “subido repentinamente” e acertado o rebatedor.

A série foi assistida por mais de 900 mil pessoas no total; o MCC levou para casa um lucro maior do que em qualquer turnê anterior. Allen foi tratado com simpatia pela imprensa e pelo público. A análise da turnê no Wisden afirmava: "Seria indelicado criticar a capitania de Allen. Durante os dois primeiros Testes, quase todas as suas manobras tiveram sucesso imediato ... Sem dúvida, Allen havia estudado cuidadosamente seus adversários e conhecia suas fraquezas, e, embora suas táticas nem sempre seguissem os princípios consagrados, certamente se mostraram muito bem-sucedidas. Aqueles que atribuíam grande parte do sucesso do capitão da Inglaterra à sorte tendiam a ignorar as muitas estratégias que ele utilizou". Na série de Testes, marcou 150 corridas com média de 18,75 e obteve 17 wickets com média de 30,94. Durante a turnê, Allen fez amizade com Bradman e incentivou sua equipe a confraternizar com a equipe australiana. Ele teve um desentendimento sobre táticas com um dos membros de sua equipe, Joe Hardstaff [en]; a partir daí, os dois nunca mais se deram bem.

A equipe disputou três jogos na Nova Zelândia antes de voltar para casa pelos Estados Unidos; Allen deixou a equipe mais cedo e passou algum tempo em Hollywood. Em todas as partidas de primeira classe, marcou 380 corridas com média de 25,33 e obteve 38 wickets com média de 26,23.

Carreira posterior

Antes da guerra

O cansaço da turnê australiana e a necessidade de voltar ao trabalho reduziram o número de partidas que Allen disputou em 1937, e ele anunciou que não estaria disponível para a série de Testes daquele verão contra a Nova Zelândia. Jogou apenas quatro partidas de primeira classe naquela temporada, marcou 161 corridas e obteve 15 wickets. No início da temporada seguinte, continuava na disputa pela capitania da Inglaterra para a série Ashes de 1938. Wally Hammond, que antes era profissional, tornou-se amador antes da temporada, o que o transformou imediatamente em mais um candidato. Allen jogou várias vezes no início da temporada pelo Middlesex e foi bem com o bastão e com a bola, mas lesionou as costas. Mesmo assim, foi escolhido como capitão do "Resto" contra a Inglaterra em uma partida de avaliação, mas ficou contrariado por Hammond ter sido preferido como capitão da Inglaterra, sobretudo porque Warner não havia discutido o assunto com ele. No fim das contas, Allen desistiu por motivos de condição física e não voltou a jogar por mais de um mês. Quando voltou, estava em boa forma, mas uma sucessão de lesões o atormentou pelo resto da temporada. Em 13 partidas de primeira classe, Allen marcou 431 corridas, com maior pontuação de 64, e média de 26,93. Também obteve 23 wickets com média de 25,00. Em julho de 1938, Allen recebeu o posto de segundo-tenente no Exército Territorial [en]. Ingressou na City of London Yeomanry [en] com vários amigos e colegas, o que ocupou grande parte de seu tempo em 1938 e 1939. Teve tempo para cinco partidas de primeira classe em 1939, marcando 164 corridas e obtendo 16 wickets, antes de ser convocado para o exército regular em 24 de agosto de 1939.

Serviço militar

O regimento de Allen fazia parte da Royal Artillery; ele logo se envolveu com o Anti-Aircraft Command e passou a conviver com oficiais da Força Aérea Real (RAF). Em 1940, foi nomeado oficial de ligação de artilharia antiaérea na RAF Hawkinge [en], parte de uma iniciativa para compartilhar com os grupos de bombardeiros informações de inteligência sobre as operações antiaéreas alemãs; esses postos eram controlados por um setor da inteligência militar, o MI14E [en]. Mais tarde naquele ano, o irmão de Allen, Geoffrey, morreu em combate na França.

Em junho de 1940, Allen foi nomeado oficial de ligação antiaérea do Grupo n.º 5, um grupo do Comando de Bombardeiros da RAF encarregado de distribuir às bases de bombardeiros as informações sobre as defesas aéreas alemãs reunidas pelo MI14. Nessa função, Allen tornou-se amigo de Arthur "Bomber" Harris, que comandava o Grupo n.º 5 na época. Como parte de seu trabalho lá, Allen acompanhou uma missão de bombardeio na região do Ruhr, a fim de adquirir experiência em primeira mão sobre as defesas antiaéreas. Em dezembro, Allen foi nomeado chefe da seção do MI14E que reunia as informações sobre defesa antiaérea; além de nomear os oficiais de ligação antiaérea, Allen recebia de várias fontes dados de inteligência sigilosos sobre as defesas aéreas alemãs. Permaneceu nesse cargo até o fim da guerra e foi promovido a tenente-coronel quando o MI14E se tornou o MI15 [en]. Durante toda a guerra, também encontrou tempo para jogar regularmente partidas beneficentes de críquete. Allen deixou o exército em julho de 1945.

Últimos anos como jogador

Depois da guerra, Allen dedicou a maior parte de seu tempo à corretagem de valores e tornou-se sócio da David Bevan and Co. Tinha pouco tempo para o críquete, embora tenha jogado duas vezes pelo Middlesex em 1946. Na temporada seguinte, jogou uma vez pelo Middlesex e foi capitão de seu segundo time. Também jogou duas vezes pelo Free Foresters [en], um clube itinerante de amadores, em partidas de primeira classe. No fim da temporada de 1947, Allen foi convidado a ser capitão e gerente de uma equipe do MCC que excursionaria pelas Índias Ocidentais naquele inverno. A equipe, jovem e experimental, sofreu muito com lesões; o próprio Allen perdeu várias partidas por causa de estiramentos. Nas partidas de primeira classe da turnê, marcou 262 corridas e obteve seis wickets, mas, escrevendo no Wisden, Norman Preston [en] avaliou: "Allen estava velho demais." Allen também entrou em conflito com vários membros de sua equipe; não se dava bem com Ken Cranston [en], seu vice-capitão, nem com Joe Hardstaff, seu profissional mais experiente. Quando Allen tentou impor disciplina à equipe para impedir que os jogadores ficassem fora até tarde bebendo, nem Cranston nem Hardstaff o apoiaram.

Com muitos jogadores indisponíveis e poucas opções, Allen pediu reforços, e o MCC enviou Len Hutton [en] a tempo para o terceiro Teste; enquanto isso, Allen pediu a S. C. Griffith [en], que não era um rebatedor muito conceituado, que fosse o primeiro batedor da Inglaterra no segundo Teste. Griffith correspondeu rebatendo durante todo o primeiro dia e marcando 140 corridas no total, seu primeiro century no críquete de primeira classe. As Índias Ocidentais venceram os dois últimos Testes (os dois primeiros haviam terminado empatados) e ganharam a série; a equipe do MCC não venceu nenhuma partida na turnê. Allen lamentou mais tarde ter aceitado o convite para liderar a equipe. Em três Testes, marcou 94 corridas e obteve cinco wickets. Allen não voltou a jogar partidas de Teste; em 25 partidas, marcou 750 corridas com média de 24,19 e obteve 81 wickets com média de 29,37.

Embora Allen tenha jogado quatro vezes pelo Middlesex em 1948, a maior parte do críquete que ainda jogou foi pelo Free Foresters contra a Universidade de Cambridge. Em campos muito favoráveis aos rebatedores, as partidas não tinham grande competitividade, mas, em 12 jogos entre 1948 e sua aposentadoria, ele marcou quatro centuries e teve média superior a 80 com o bastão. Em 1948, marcou 180 nesse confronto, a maior pontuação de sua carreira; somando-se ao seu sucesso nas partidas do Middlesex, terminou aquela temporada no topo das médias de rebatida inglesas. Jogou suas últimas partidas pelo Middlesex em 1950, sendo capitão da equipe em quatro delas na ausência do capitão titular, e fez sua última partida de primeira classe pelo Free Foresters em 1954. Em todo o críquete de primeira classe, marcou 9 233 corridas com média de 28,67 e obteve 788 wickets com média de 22,23.

Técnica

Ele lança muito rápido, com um movimento que atende aos requisitos clássicos: de lado, com o ombro esquerdo visível por um instante para o batedor, seguido de um forte e rápido movimento de balanço, após uma corrida de ataque firme, galopante e não muito longa.

Neville Cardus

Allen era capaz de arremessar com velocidade incomum. Os críticos consideravam excelente seu movimento de arremesso, que era a fonte de sua velocidade. Arremessava com o corpo de lado e, segundo seu obituário no Wisden, tinha "uma corrida de aproximação ritmada e um acompanhamento completo". R. C. Robertson-Glasgow [en] descreveu Allen em 1943: "De estatura não muito acima da média, ele possui uma força sólida, porém elástica, cuja energia é totalmente aproveitada no lançamento e em um movimento de acompanhamento que é o melhor que já vi." Robertson-Glasgow continuou: "Seu arremesso, embora oscile entre uma precisão impressionante e uma irrelevância quase ridícula, muitas vezes chegou a atingir a grandeza." Embora se opusesse às táticas do Bodyline na Austrália, Allen costumava lançar bolas curtas para intimidar rebatedores no críquete de condado — por exemplo, certa vez atingiu Wyatt na altura do coração com uma bola rápida.

Um jogador de críquete fotografado logo depois de lançar a bola
Allen arremessando em 1932

No início de sua carreira, Allen esteve muitas vezes em concorrência com Larwood. Swanton sugere que, se tivesse jogado regularmente, Allen poderia ter igualado as conquistas de Larwood. Outros críticos tinham reservas. Alan Gibson, em seu estudo sobre os capitães da Inglaterra, escreveu que Allen "era um lançador rápido, não exatamente da mais alta classe"; observou que Allen ficou mais preciso com a idade, mas que isso foi compensado por uma perda de velocidade. Robertson-Glasgow achava que Allen era prejudicado por não arremessar com regularidade. Quando chamado a jogar sem prática, muitas vezes "arremessava de forma descontrolada ou irregular". Mas Woodcock e Robertson-Glasgow achavam que, naquele período, apenas Larwood, entre os ingleses, era capaz de séries mais devastadoras de arremessos rápidos.

Como rebatedor, Allen era tecnicamente sólido. Robertson-Glasgow o descreveu como um rebatedor "correto, forte e corajoso", que dava o melhor de si quando sua equipe mais precisava de corridas. Gibson o descreveu como um "rebatedor de grande força no meio da ordem de rebatedores". Anos depois, seu conhecimento da técnica de rebatida permitiu-lhe ser coautor do livro de treinamento do MCC. Gibson descreveu Allen como um capitão sem sorte, prejudicado por lesões e por escolhas ruins da seleção, que teve poucas oportunidades de liderar equipes. Considerava-o um estrategista ortodoxo, talvez influenciado pelo fato de seus dois antecessores, Jardine e Wyatt, usarem com frequência táticas muito incomuns. Gibson afirmou que Allen era popular em suas equipes e que sua influência durante a turnê pela Austrália de 1936–37, potencialmente difícil, foi crucial. Wyatt o considerava um bom capitão e afirmou: "Como capitão, era rigoroso com a disciplina, mas sempre muito atencioso com os membros de sua equipe".

Carreira administrativa

O obituário de Allen no Wisden afirmava: "[Ele] teve uma influência mais forte no bem-estar e no desenvolvimento do críquete do que qualquer um desde Lord Harris [que morreu em 1932], ao longo de um período de mais de 50 anos." Gibson, escrevendo em 1979, descreveu Allen como "uma figura patriarcal, embora não distante, no Lord's". Ian Peebles [en], companheiro de Allen no Middlesex e depois jornalista, disse sobre ele: "O impacto de Allen [como dirigente no Lord's] foi imediato e foi a base de uma carreira notável, ao longo da qual ele iniciaria e patrocinaria medidas que afetaram todos os aspectos possíveis do jogo."

Depois da Segunda Guerra Mundial

Na fase final de sua carreira de jogador, Allen tornou-se cada vez mais influente fora de campo. Depois da guerra, voltou ao comitê do MCC. Uma de suas primeiras ações, motivada por uma conversa com Hutton na turnê pelas Índias Ocidentais, foi conseguir que importantes jogadores profissionais aposentados se tornassem sócios honorários do clube. Allen esteve muito envolvido em um esforço do MCC para melhorar o críquete juvenil no início da década de 1950. Ao contrário de muitos membros do establishment do críquete, que viam como prioridade melhorar o críquete das escolas particulares e o amador, Allen queria que o MCC se concentrasse nas escolas públicas e nos garotos que não tinham acesso a instalações de primeira linha. Em 1951, o clube criou a MCC Youth Cricket Association, da qual Allen era membro. Outra parte desse processo foi a elaboração do livro de treinamento do MCC em 1951, que tinha como objetivo melhorar a qualidade do treinamento em todo o país. Allen trabalhou em colaboração com Harry Altham [en] e foi responsável pelos aspectos técnicos da publicação. Mais tarde, Allen considerava esse trabalho de melhoria do críquete juvenil uma de suas maiores realizações como dirigente. Em seu estudo sobre o críquete inglês na década de 1950, Tim Quelch afirma que o programa de treinamento, assim como outras iniciativas semelhantes da época, teve poucos resultados devido aos recursos limitados disponíveis e ao fato de que os meninos treinados tinham poucas oportunidades de jogar críquete.

Selecionador de Testes

Em julho de 1954, Allen participou da seleção da equipe do MCC para a turnê pela Austrália de 1954–55 [en], como representante do MCC. Naquele inverno, viajou à Austrália para ampliar seus contatos de negócios e estava presente quando a Inglaterra venceu três Testes, o que garantiu a vitória na série. Antes da temporada de 1955, foi indicado para presidente da comissão de seleção e, como seu sócio principal na David Bevan não fez objeção, aceitou. A carga de trabalho do cargo pôs fim aos seus dias de jogador.

Allen atuou como presidente de 1955 a 1961; sob sua liderança, havia outros três selecionadores, que se alternaram ao longo de seu mandato como presidente, além do capitão da seleção da Inglaterra na época. Entre as prioridades de Allen estavam promover rebatidas ofensivas e uma boa defesa, e fazer a equipe lançar os overs mais rapidamente. Enquanto procurava novos rebatedores talentosos, Allen costumava promover jovens rebatedores amadores; vários surgiram nesse período, entre eles Ted Dexter [en] e Colin Cowdrey [en], que tiveram carreiras de sucesso e fizeram parte de uma forte linha de rebatedores ingleses. Pelo menos um membro da seleção, Jim Laker [en], ressentia-se da preferência pelos amadores, que, segundo ele, recebiam mais para jogar do que os profissionais. Muitos jogadores profissionais de críquete consideravam Allen um esnobe que preferia mantê-los em seu devido lugar; os críticos acreditavam que ele restringia deliberadamente a carreira de Les Jackson [en] por questões de classe social. Allen também fazia o papel de disciplinador. Vários jogadores da seleção tinham uma vida social agitada; muitas vezes cabia a Allen adverti-los quando passavam dos limites. Tinha participação ativa nos Testes disputados em casa, geralmente comparecendo a pelo menos três dos cinco dias de cada jogo, discutindo táticas com o capitão e falando com a imprensa. Em sua primeira temporada, Allen participou da nomeação de um novo capitão; Len Hutton, o capitão em exercício, deixou a seleção por causa de uma lesão. Em seu lugar, os selecionadores nomearam May, que exerceu o cargo até 1959 e novamente em 1961; ele e Allen estabeleceram uma boa relação de trabalho. Quando May ficou afastado da equipe por motivo de doença em alguns períodos de 1960 e 1961, Cowdrey o substituiu.

A primeira série de Allen e May no comando terminou com uma vitória por 3 a 2 sobre a África do Sul. Em 1956, os australianos excursionaram pela Inglaterra. Os anfitriões venceram a série de cinco partidas por 2 a 1. Os selecionadores tomaram várias decisões importantes ao longo da série. No terceiro Teste, Allen defendeu a inclusão de Cyril Washbrook [en], que tinha então 41 anos e não jogava um Teste havia cinco anos. A decisão foi polêmica, e Quelch sugere que, com a série indefinida depois de a Inglaterra perder o segundo Teste, Allen sentia a pressão. Ele também foi criticado na imprensa por Bill Bowes [en], ex-companheiro na seleção inglesa, por obrigar um dos jogadores da seleção, Fred Trueman, a arremessar em direção a um lenço durante um treino antes da partida, numa tentativa de melhorar sua precisão. O episódio aconteceu diante de uma grande plateia; embora Trueman tenha guardado silêncio na época, sentiu-se humilhado e acreditava que Allen e o establishment pretendiam mantê-lo em seu lugar. Washbrook marcou 98, e a Inglaterra venceu a partida. No quarto jogo, David Sheppard [en], que quase não havia jogado em 1956, foi escolhido e marcou um century, e no último Teste Denis Compton [en] foi chamado de volta depois de uma longa lesão e marcou 94. O editor do Wisden, Norman Preston, avaliou que os selecionadores haviam feito um bom trabalho naquela temporada, com escolhas das quais os críticos discordaram. Escreveu: "Acho apropriado, portanto, prestar homenagem [aos selecionadores] pelo tempo e pela paciência que dedicaram à sua tarefa no verão passado. Nada era trabalho demais para eles." Allen esteve envolvido em um episódio polêmico, quando os australianos acusaram ele e outros selecionadores de providenciar que os campos dos Testes favorecessem muito os lançadores de efeito (spin), o que levou ao extraordinário sucesso de Laker na série. Allen negou qualquer envolvimento. Durante o inverno, Allen fez parte de um grupo consultivo que buscava formas de revitalizar o críquete de condado.

A Inglaterra venceu a série de Testes de 1957 contra as Índias Ocidentais por 3 a 0 e a de 1958 contra a Nova Zelândia por 4 a 0. Mas, apesar de ter uma equipe considerada forte, a Inglaterra perdeu por 4 a 0 na Austrália em 1958–59. A equipe teve mais sucesso depois disso, vencendo a Índia por 5 a 0 em 1959, as Índias Ocidentais por 1 a 0 em 1959–60 e a África do Sul por 3 a 0 em 1960. A última série de Allen como presidente da comissão foi contra a Austrália em 1961; a Inglaterra perdeu depois de cometer erros táticos no quarto Teste.

Influência nos bastidores

Em 1956, Allen tornou-se presidente do comitê de críquete do MCC. O comitê estudava formas de melhorar o críquete, por exemplo analisando se a redução do tamanho da bola ajudaria os lançadores. Allen também passou a fiscalizar os lançadores com movimentos ilegais; os comentaristas sabiam que esse era um problema crescente, mas nenhuma medida havia sido tomada, e Allen assumiu a iniciativa. Três lançadores ingleses tiveram bolas anuladas como no-ball por atirarem a bola em 1959, e outros cinco em 1960. Geoff Griffin [en], um lançador que participou de uma turnê pela Inglaterra com a seleção sul-africana em 1960, era visto como tendo um movimento suspeito; quando o lançador teve uma jogada anulada por lançamento irregular em uma partida de Teste, a imprensa sul-africana sugeriu que Allen tivesse desempenhado um papel de destaque. Mais tarde naquele ano, Allen se reuniu com Bradman, representante da Austrália na Imperial Cricket Conference (atual Conselho Internacional de Críquete, ICC); os dois queriam garantir que os movimentos de arremesso fossem justos no futuro, e a ICC concordou em agir. Quando a Austrália excursionou pela Inglaterra em 1961, nenhum lançador cujo movimento tivesse sido questionado foi incluído em nenhuma das duas equipes. Mais tarde, Allen liderou a reformulação da regra sobre o arremesso ilegal.

Quando o MCC aboliu o status de amador no críquete em 1963, tornando todos os jogadores profissionais remunerados, Allen se opôs à mudança. Em 1963, foi nomeado presidente do MCC. Quando seu mandato de um ano terminou, no fim de 1964, foi nomeado para o influente cargo de tesoureiro do MCC, que ocupou até 1976. Nesse período, Allen promoveu várias reformas, entre elas a limitação dos mandatos nos cargos-chave. Simplificou a administração do MCC e recrutou pessoas novas para cargos importantes. Com menos sucesso, opôs-se à flexibilização das regras de elegibilidade do County Championship, que permitiu a entrada de jogadores estrangeiros a partir de 1968. Esteve muito envolvido em uma mudança na relação entre o MCC e o críquete inglês em 1968. O recém-criado Sports Council exigia que, para receber apoio financeiro do governo, o críquete fosse organizado de forma mais democrática e não fosse dirigido por um clube privado de sócios. Allen e S. C. Griffith, o secretário do MCC, articularam-se com o ministro do Esporte para criar um novo Cricket Council, formado por representantes do MCC, do recém-criado Test and County Cricket Board [en] e da National Cricket Association. Essa mudança reduziu significativamente a influência do MCC, e, por sugestão de Allen, a influência do clube dentro do Cricket Council foi reduzida ainda mais em 1974.

Nessa fase da vida, Allen já era bem-sucedido. Uma herança de sua mãe, seus ganhos na Bolsa de Valores e o sucesso de investimentos que fizera na Austrália deixaram-no em boa situação financeira — seu conhecimento dos mercados australianos era respeitado na City. Em 1965, Allen passou pela primeira de quatro cirurgias no quadril, realizadas ao longo dos 14 anos seguintes; ele acreditava que seus arremessos rápidos poderiam ter causado seus problemas no quadril.

Caso D'Oliveira

Em 1968, o MCC se viu envolvido em uma polêmica sobre a não convocação do jogador mestiço Basil D'Oliveira [en] para uma turnê pela África do Sul, que vivia então sob o apartheid. O governo sul-africano não queria D'Oliveira, ele próprio nascido na África do Sul, na seleção inglesa por causa de sua cor. O MCC sabia que havia oposição à realização da turnê e que a presença de D'Oliveira na equipe seria um problema, mas queria que a turnê acontecesse. O ministro das Relações Exteriores do gabinete-sombra [en] e ex-presidente do MCC, Sir Alec Douglas-Home, visitou a África do Sul em janeiro de 1968 e se reuniu com o primeiro-ministro sul-africano, B. J. Vorster, que, em privado, não queria que D'Oliveira fosse à África do Sul em nenhuma circunstância. Vorster sugeriu a Douglas-Home que o MCC não perguntasse explicitamente se a convocação de D'Oliveira seria aceitável, mas que provavelmente não haveria protesto. Douglas-Home repassou essa informação ao MCC e aconselhou o clube a não insistir em uma resposta. O MCC havia escrito antes à South African Cricket Association para saber se tinha liberdade total na escolha da equipe, mas a mudança de estratégia fez com que, quando chegou a resposta oficial, Allen se recusasse a recebê-la. Em sua biografia de D'Oliveira, Peter Oborne [en] escreve que Allen e o secretário do MCC, Billy Griffith, queriam esconder qualquer resposta sul-africana do comitê pleno do MCC para evitar perguntas embaraçosas sobre as intenções de Vorster.

Em março de 1968, Lord Cobham, sócio do MCC que queria que a turnê acontecesse, reuniu-se com Vorster, que lhe disse que D'Oliveira não seria uma escolha aceitável para o governo sul-africano. Cobham comunicou essa informação, por carta particular, a um membro do comitê do MCC cuja identidade nunca foi tornada pública. Além do destinatário, apenas Allen, Griffith e o então presidente, Arthur Gilligan [en], sabiam da carta, mas decidiram esconder seu conteúdo do restante do comitê. A justificativa de Allen era que Douglas-Home, estadista e ex-primeiro-ministro, havia dado um conselho que contradizia essa informação; além disso, outros membros do comitê eram selecionadores da seleção, e Allen acreditava que a informação os sujeitaria a pressões alheias ao críquete em suas escolhas para a equipe inglesa. Oborne sugere que o conselho de Douglas-Home havia perdido o sentido com a carta de Cobham e que o suposto desejo de Allen de proteger os outros selecionadores era "absurdo", já que a turnê teria sido cancelada.

Quando os selecionadores ingleses se reuniram para escolher a equipe, Allen, Griffith e Gilligan estavam presentes para representar o MCC; não tinham voz oficial na escolha, mas Oborne sugere que Allen deixou claro que considerava D'Oliveira indigno de um lugar na equipe por razões técnicas. D'Oliveira acabou ficando de fora, o que provocou muita indignação e polêmica. Quando ele foi depois incluído na equipe em razão da lesão de outro jogador, Vorster disse que o MCC não seria bem-vindo, e a turnê foi cancelada. Alguns dos acontecimentos que levaram à exclusão de D'Oliveira se tornaram públicos no ano seguinte; o MCC sofreu forte pressão pública, e a imprensa pediu a renúncia de Allen. Oborne sugere que Allen, embora não apoiasse o apartheid, queria manter os laços tradicionais entre a Inglaterra e a África do Sul; ele considerava os oponentes do apartheid como inimigos do MCC e do establishment.

Em 1970, a proposta de visita de uma seleção sul-africana à Inglaterra foi alvo de ampla oposição pública. O MCC já não era o único responsável pelas decisões, pois era apenas parte do Cricket Council, mas Allen pressionou o governo a intervir e decidir se a turnê deveria acontecer. Ele acreditava que se tratava de uma questão política fora do âmbito das autoridades do críquete; o governo acabou se envolvendo e a turnê foi cancelada.

Últimos anos

Allen aposentou-se da Bolsa de Valores em 1972, deixou o cargo de tesoureiro do MCC em 1976 e saiu do Cricket Council em 1982. Foi nomeado CBE em 1962 e recebeu o título de cavaleiro em 1986. Em 1968, Allen mudou-se para um apartamento logo atrás do pavilhão do Lord's, onde viveu até a morte. Depois de se aposentar, passava grande parte do tempo na sala do comitê do MCC, assistindo às partidas no Lord's. Nunca se casou e morreu em casa em 29 de novembro de 1989, devido às complicações de uma cirurgia no estômago realizada no início daquele ano. Está sepultado no Cemitério de Brookwood, em Brookwood, Surrey, Inglaterra.

Notas e referências

Notas

  1. ↑ Como jogador de críquete, Allen era geralmente conhecido como G. O. Allen, e seu terceiro nome não era usado de forma consistente. Em Eton, suas iniciais G. O. B. Allen deram origem ao apelido "Gobby", que com o tempo se tornou "Gubby". Sua família o chamava de "Obie", mas pouquíssimos amigos próximos ou parentes o chamavam de "George".
  2. ↑ A família de Allen morava na Austrália desde que seus trisavós se mudaram da Inglaterra em 1816, e seu tio paterno, Reginald Allen [en], jogou críquete pela Austrália.
  3. ↑ O companheiro de equipe de Allen, Bob Wyatt [en], lembrava-se de rumores na década de 1930 de que Warner era o verdadeiro pai de Allen, e o historiador do críquete David Frith sugere que histórias semelhantes circularam na década de 1980, mas apenas indícios circunstanciais sustentam esses rumores. Frith sugere que eles podem ter sido espalhados maldosamente por inimigos de Allen, mas observa que Warner favoreceu Allen várias vezes durante sua carreira, que ele acompanhou de perto. Frith acredita que Allen se parecia mais com Warner do que com Walter Allen; afirma que Warner admirava Pearl Allen no início da década de 1900 e esteve brevemente na Austrália mais ou menos na época certa. Segundo Frith, a biografia de Warner escrita por Gerald Howat relata que a esposa de Warner tinha ciúmes de Pearl, e sugere que Warner considerava Allen um "membro da família". Howat também chama Allen de "filho favorito" de Warner.
  4. ↑ Na época, não era incomum que estudantes jogassem críquete de condado; vários alunos de Eton jogaram durante a temporada de 1921.
  5. ↑ Se o time de críquete tivesse eleito Allen capitão para a temporada seguinte, outro colégio de Cambridge o teria recrutado, mas ele foi preterido. Allen havia sido nomeado secretário do time depois da temporada de 1922, cargo que muitas vezes era um passo para a capitania. Antes da eleição para 1924, Allen conversou sobre o cargo com Ashton, que deveria indicar seu sucessor antes da votação; Ashton entendeu mal os comentários de Allen, disse à reunião que Allen estava "feliz por não ser nomeado" e indicou Tom Lowry [en], que acabou sendo eleito.
  6. ↑ A Nova Zelândia tinha apenas um teste agendado para 1931. Após seu excelente desempenho nessa partida, mais dois testes foram adicionados ao seu calendário.
  7. ↑ Durante toda a carreira de Allen, o MCC organizava e administrava o críquete inglês. As seleções inglesas oficiais em turnê sempre jogavam com o nome de MCC e só eram chamadas de "Inglaterra" nas partidas de Teste.
  8. ↑ A definição de Bodyline de Allen era diferente da de outras pessoas. Ele sustentava que a Inglaterra não usou o Bodyline até a segunda entrada do segundo Teste, quando Larwood começou a arremessar fora do leg stump. Sustentava que os arremessos no primeiro Teste eram aceitáveis e não constituíam Bodyline. Falando com David Frith, negou que o Bodyline tivesse sido usado na primeira partida e, quando contestado, respondeu: "Meu caro, eu estava lá." Frith também relata que, no primeiro dia do segundo Teste, Allen chegou a ter cinco defensores no lado das pernas, e que uma de suas bolas atingiu no peito o capitão australiano, Bill Woodfull.
  9. ↑ Embora Pataudi tenha se recusado a ocupar a leg trap no primeiro Teste, diagramas da época mostram que ele o fez durante o segundo Teste.
  10. ↑ Segundo Allen, antes da turnê o presidente da comissão de seleção, Stanley Jackson [en], havia lhe dito que ele só poderia usar Robins e Wyatt, os outros amadores da equipe, como selecionadores da turnê; Allen queria usar Hammond e Leyland, mas Jackson se recusou a ceder. Allen disse então que atuaria como único selecionador e, quando a equipe chegou à Austrália, longe da influência de Jackson, nomeou sua própria comissão de seleção informal.

Referências

  1. ↑ (Swanton 1985, p. 1)
  2. 1 2 3 4 «Sir Gubby Allen» [Sir Gubby Allen (perfil no Cricinfo)] (em inglês). ESPNcricinfo. Consultado em 13 de maio de 2013
  3. ↑ «Reginald Allen». CricketArchive (em inglês). Consultado em 1 de maio de 2014
  4. 1 2 (Swanton 1985, p. 20)
  5. 1 2 (Frith 2002, pp. 63–64)
  6. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Woodcock, John (2004). «Allen, Sir George Oswald Browning (1902–1989)» [Allen, Sir George Oswald Browning (1902–1989)]. Oxford Dictionary of National Biography (em inglês). Oxford University Press. doi:10.1093/ref:odnb/40143. Consultado em 11 de março de 2013
  7. ↑ (Swanton 1985, p. 21)
  8. ↑ (Swanton 1985, p. 2)
  9. ↑ (Swanton 1985, pp. 20–23)
  10. ↑ (Swanton 1985, pp. 25–27)
  11. ↑ (Swanton 1985, pp. 43–44)
  12. 1 2 (Swanton 1985, p. 40)
  13. ↑ (Swanton 1985, p. 43)
  14. ↑ (Swanton 1985, pp. 27–30)
  15. ↑ (Swanton 1985, p. 31)
  16. ↑ (Swanton 1985, pp. 32–33)
  17. ↑ (Swanton 1985, p. 37)
  18. ↑ (Swanton 1985, pp. 38–39)
  19. ↑ (Swanton 1985, p. 42)
  20. ↑ (Swanton 1985, pp. 41–42)
  21. ↑ (Swanton 1985, pp. 42–43)
  22. 1 2 (Swanton 1985, p. 45)
  23. ↑ (Swanton 1985, p. 46)
  24. ↑ (Marshall 1987, pp. 8–9)
  25. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 «Player Oracle GOB Allen». CricketArchive (em inglês). Consultado em 18 de março de 2013
  26. ↑ (Swanton 1985, p. 47)
  27. 1 2 (Swanton 1985, pp. 47–49)
  28. 1 2 (Swanton 1985, p. 48)
  29. 1 2 (Swanton 1985, p. 51)
  30. ↑ (Swanton 1985, p. 52)
  31. 1 2 (Swanton 1985, p. 57)
  32. ↑ «Cambridge University v Middlesex, 1923» [Universidade de Cambridge x Middlesex, 1923] (em inglês). CricketArchive. Consultado em 14 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 4 de abril de 2016
  33. ↑ (Swanton 1985, pp. 54–55)
  34. 1 2 (Swanton 1985, p. 63)
  35. 1 2 3 (Swanton 1985, p. 56)
  36. ↑ (Swanton 1985, p. 54)
  37. ↑ (Swanton 1985, p. 53)
  38. 1 2 3 4 (Swanton 1985, p. 58)
  39. ↑ (Marshall 1987, p. 336)
  40. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 «First-class Batting and Fielding in Each Season by Gubby Allen» [Rebatidas e defesa de primeira classe em cada temporada de Gubby Allen]. CricketArchive (em inglês). Consultado em 23 de março de 2013
  41. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 «First-class Bowling in Each Season by Gubby Allen» [Arremessos de primeira classe em cada temporada de Gubby Allen]. CricketArchive (em inglês). Consultado em 23 de março de 2013
  42. 1 2 (Swanton 1985, p. 65)
  43. ↑ (Marshall 1987, p. 113)
  44. ↑ (Swanton 1985, pp. 68–69)
  45. ↑ (Swanton 1985, pp. 70–71)
  46. ↑ (Swanton 1985, pp. 72–73)
  47. ↑ (Swanton 1985, p. 74)
  48. ↑ (Swanton 1985, pp. 72, 74)
  49. ↑ (Swanton 1985, pp. 75–77)
  50. ↑ (Swanton 1985, p. 77)
  51. 1 2 (Swanton 1985, pp. 77–78)
  52. ↑ (Swanton 1985, p. 95)
  53. 1 2 (Swanton 1985, p. 79)
  54. ↑ (Swanton 1985, pp. 78–79)
  55. ↑ (Swanton 1985, p. 142)
  56. ↑ (Swanton 1985, pp. 80–81)
  57. ↑ (Swanton 1985, p. 81)
  58. 1 2 3 4 Williamson, Martin (25 de outubro de 2008). «The shop assistant who took all ten» [O balconista que derrubou os dez] (em inglês). ESPNcricinfo. Consultado em 31 de março de 2013
  59. 1 2 (Swanton 1985, p. 82)
  60. ↑ «Ten Wickets in an innings in First-Class matches» [Dez wickets em uma entrada em partidas de primeira classe] (em inglês). Wisden. Consultado em 14 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014
  61. ↑ «Invasion of the Invincibles» [A invasão dos Invencíveis]. ESPNcricinfo (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2026
  62. ↑ (Swanton 1985, pp. 82–85)
  63. ↑ (Swanton 1985, p. 84)
  64. ↑ (Swanton 1985, p. 85)
  65. 1 2 (Swanton 1985, pp. 85–86)
  66. ↑ (Swanton 1985, p. 86)
  67. ↑ (Swanton 1985, p. 87)
  68. ↑ (Swanton 1985, p. 88)
  69. ↑ (Swanton 1985, pp. 88–90)
  70. ↑ (Swanton 1985, pp. 89–90)
  71. ↑ (Swanton 1985, pp. 89, 91)
  72. ↑ (Swanton 1985, p. 92)
  73. ↑ (Swanton 1985, p. 94)
  74. ↑ (Swanton 1985, pp. 95–96)
  75. 1 2 (Swanton 1985, p. 96)
  76. 1 2 3 (Swanton 1985, p. 99)
  77. ↑ (Swanton 1985, pp. 96–97)
  78. ↑ Meredith, Anthony (julho de 2002). «Groomed for success» [Preparado para o sucesso] (em inglês). ESPNcricinfo, reproduzido de The Cricketer. Consultado em 6 de abril de 2013
  79. ↑ (Swanton 1985, p. 97)
  80. ↑ (Swanton 1985, p. 98)
  81. ↑ «Highest Partnerships for Eighth Wicket in Test matches» [Maiores parcerias para o oitavo wicket em partidas de Teste] (em inglês). Wisden. Consultado em 14 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014
  82. 1 2 3 4 5 6 «Test Batting and Fielding in Each Season by Gubby Allen» [Rebatidas e defesa em Testes em cada temporada de Gubby Allen]. CricketArchive (em inglês). Consultado em 6 de abril de 2013
  83. ↑ (Swanton 1985, p. 100)
  84. 1 2 (Swanton 1985, p. 101)
  85. 1 2 3 4 5 6 «Test Bowling in Each Season by Gubby Allen» [Arremessos em Testes em cada temporada de Gubby Allen]. CricketArchive (em inglês). Consultado em 6 de abril de 2013
  86. 1 2 (Swanton 1985, p. 103)
  87. 1 2 (Swanton 1985, p. 104)
  88. ↑ (Swanton 1985, p. 106)
  89. 1 2 (Swanton 1985, p. 107)
  90. 1 2 (Douglas 2002, p. 121)
  91. ↑ Williamson, Martin. «A brief history ... Bodyline» [Uma breve história... Bodyline]. Cricinfo (em inglês). ESPNcricinfo. Consultado em 8 de abril de 2013
  92. ↑ (Douglas 2002, p. 103)
  93. ↑ (Swanton 1985, p. 110)
  94. ↑ (Douglas 2002, pp. 86, 111)
  95. 1 2 (Swanton 1985, p. 111)
  96. 1 2 (Swanton 1985, p. 109)
  97. 1 2 3 4 5 (Frith 2002, p. 116)
  98. ↑ (Frith 2002, pp. 107, 116)
  99. 1 2 (Swanton 1985, p. 113)
  100. ↑ (Frith 2002, p. 83)
  101. ↑ (Swanton 1985, pp. 118–122)
  102. ↑ «England v Australia 1932–33 (Third Test)» [Inglaterra x Austrália 1932–33 (terceiro Teste)]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. 1934. Consultado em 8 de abril de 2013
  103. ↑ (Swanton 1985, p. 128)
  104. ↑ (Swanton 1985, p. 130)
  105. ↑ (Swanton 1985, p. 132)
  106. ↑ «The M.C.C. team in Australia and New Zealand, 1932–33» [A equipe do M.C.C. na Austrália e na Nova Zelândia, 1932–33]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. 1934. Consultado em 8 de abril de 2013
  107. ↑ (Swanton 1985, p. 136)
  108. ↑ (Swanton 1985, pp. 137–138)
  109. ↑ (Frith 2002, p. 120)
  110. ↑ (Frith 2002, p. 149)
  111. ↑ (Swanton 1985, p. 127)
  112. ↑ (Douglas 2002, p. 133)
  113. ↑ Citado em (Frith 2002, p. 146)
  114. ↑ (Frith 2002, p. 146)
  115. 1 2 (Frith 2002, p. 118)
  116. ↑ (Douglas 2002, p. 148)
  117. ↑ (Swanton 1985, pp. 143–158)
  118. ↑ (Swanton 1985, pp. 112, 114–115)
  119. ↑ (Swanton 1985, p. 140)
  120. ↑ (Swanton 1985, pp. 140–142)
  121. 1 2 (Frith 2002, p. 346)
  122. 1 2 (Swanton 1985, pp. 141–142)
  123. ↑ (Swanton 1985, p. 143)
  124. ↑ (Swanton 1985, p. 144)
  125. ↑ (Swanton 1985, p. 146)
  126. 1 2 (Swanton 1985, pp. 147–149)
  127. 1 2 (Swanton 1985, p. 148)
  128. ↑ (Swanton 1985, pp. 150–151)
  129. ↑ (Swanton 1985, pp. 152–154)
  130. ↑ (Swanton 1985, pp. 155–156)
  131. ↑ (Swanton 1985, pp. 159–160)
  132. ↑ (Swanton 1985, p. 209)
  133. ↑ (Swanton 1985, pp. 161, 164)
  134. ↑ (Swanton 1985, p. 161)
  135. ↑ (Swanton 1985, pp. 165–166)
  136. 1 2 (Marshall 1987, p. 114)
  137. ↑ (Swanton 1985, p. 167)
  138. ↑ (Swanton 1985, pp. 168–169, 172–173)
  139. ↑ (Swanton 1985, pp. 172–173)
  140. ↑ (Swanton 1985, pp. 167–168)
  141. ↑ (Swanton 1985, pp. 154–155)
  142. ↑ (Swanton 1985, pp. 167–171)
  143. ↑ (Swanton 1985, p. 174)
  144. ↑ (Swanton 1985, p. 206)
  145. ↑ (Marshall 1987, pp. 114–115)
  146. 1 2 3 4 5 6 «England in Australia, 1936–37» [A Inglaterra na Austrália, 1936–37]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. 1938. Consultado em 18 de abril de 2013
  147. ↑ (Swanton 1985, p. 179)
  148. ↑ (Swanton 1985, pp. 179–180)
  149. ↑ (Swanton 1985, pp. 181–182)
  150. ↑ (Swanton 1985, pp. 184–185)
  151. ↑ (Swanton 1985, p. 186)
  152. ↑ (Swanton 1985, pp. 188–190)
  153. ↑ (Swanton 1985, pp. 190–191)
  154. ↑ (Swanton 1985, pp. 193–196)
  155. 1 2 (Swanton 1985, pp. 198–199)
  156. 1 2 (Frith 2002, pp. 413–414)
  157. ↑ (Swanton 1985, pp. 199–201)
  158. ↑ (Swanton 1985, p. 202)
  159. ↑ (Swanton 1985, p. 203)
  160. ↑ (Swanton 1985, pp. 197–198)
  161. ↑ (Marshall 1987, pp. 115–116)
  162. ↑ (Swanton 1985, pp. 206–207)
  163. ↑ (Swanton 1985, p. 204)
  164. ↑ (Swanton 1985, p. 208)
  165. ↑ (Swanton 1985, p. 211)
  166. 1 2 (Swanton 1985, pp. 211–212)
  167. ↑ (Swanton 1985, pp. 212–213)
  168. ↑ (Swanton 1985, pp. 213–214)
  169. ↑ (Swanton 1985, p. 215)
  170. ↑ (Swanton 1985, pp. 214–216)
  171. ↑ (Swanton 1985, pp. 216–217)
  172. ↑ (Swanton 1985, pp. 218–219)
  173. ↑ (Swanton 1985, p. 220)
  174. ↑ (Swanton 1985, pp. 221–222)
  175. ↑ (Swanton 1985, pp. 223–229)
  176. ↑ (Swanton 1985, p. 228)
  177. ↑ (Swanton 1985, p. 230)
  178. ↑ (Swanton 1985, p. 231)
  179. ↑ (Swanton 1985, p. 232)
  180. ↑ (Swanton 1985, pp. 233–234)
  181. ↑ Preston, Norman (1949). «MCC in West Indies, 1947–48» [O MCC nas Índias Ocidentais, 1947–48]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. Consultado em 13 de maio de 2013
  182. ↑ (Marshall 1987, p. 154)
  183. ↑ (Swanton 1985, pp. 235–236)
  184. ↑ (Swanton 1985, pp. 234–240)
  185. ↑ (Swanton 1985, pp. 242–243)
  186. ↑ (Swanton 1985, p. 248)
  187. 1 2 3 4 Citado em Keating, Frank (26 de agosto de 1982). «Who's fit to play Gubby the gent?» [Quem está à altura de interpretar o cavalheiro Gubby?]. The Guardian (em inglês). Londres. p. 19
  188. 1 2 3 4 5 6 7 «Gubby Allen (Obituary)» [Gubby Allen (obituário)]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. 1990. Consultado em 29 de janeiro de 2014
  189. 1 2 3 4 (Robertson-Glasgow 1943, p. 67)
  190. ↑ (Marshall 1987, p. 16)
  191. ↑ (Douglas 2002, pp. 133, 135)
  192. 1 2 3 (Gibson 1979, p. 169)
  193. ↑ (Robertson-Glasgow 1943, pp. 66–67)
  194. ↑ (Gibson 1979, pp. 169–170)
  195. ↑ (Swanton 1985, p. 244)
  196. 1 2 (Quelch 2012, "At last the 1948 show", posição 673)
  197. ↑ (Swanton 1985, pp. 248–249)
  198. ↑ (Swanton 1985, pp. 252–253)
  199. ↑ (Swanton 1985, p. 254)
  200. ↑ (Swanton 1985, p. 255)
  201. ↑ (Swanton 1985, pp. 256–257)
  202. ↑ (Marshall 1987, pp. 185–186)
  203. 1 2 3 (Marshall 1987, pp. 193–196)
  204. ↑ (Marshall 1987, pp. 253–254)
  205. ↑ Steen, Rob. «Dolly Mixture» [Mistura de Dolly]. Cricinfo (em inglês). ESPNcricinfo, publicado originalmente em The Wisden Cricketer. Consultado em 15 de fevereiro de 2014
  206. ↑ «Les Jackson» [Les Jackson (obituário)] (em inglês). The Daily Telegraph. 30 de abril de 2007. Consultado em 14 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2015
  207. ↑ (Marshall 1987, p. 201)
  208. ↑ (Swanton 1985, pp. 257–258)
  209. ↑ (Swanton 1985, pp. 269–270)
  210. ↑ (Swanton 1985, pp. 258–260)
  211. 1 2 (Swanton 1985, pp. 261–264)
  212. ↑ (Quelch 2012, capítulo 14, "Look Back in Anger", posição 4056)
  213. ↑ Preston, Norman (1957). «Notes by the Editor» [Notas do editor]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. Consultado em 20 de maio de 2013
  214. ↑ (Swanton 1985, pp. 263–264)
  215. ↑ (Swanton 1985, p. 265)
  216. ↑ (Swanton 1985, pp. 265–267)
  217. ↑ Gee, Harry (1960). «M.C.C. team in Australia and New Zealand, 1958–59» [A equipe do M.C.C. na Austrália e na Nova Zelândia, 1958–59]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. Consultado em 20 de maio de 2013
  218. ↑ (Swanton 1985, p. 267)
  219. ↑ (Swanton 1985, p. 269)
  220. ↑ «M.C.C. team in West Indies, 1959–60» [A equipe do M.C.C. nas Índias Ocidentais, 1959–60]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. 1961. Consultado em 20 de maio de 2013
  221. ↑ «South Africans in England, 1960» [Os sul-africanos na Inglaterra, 1960]. Wisden Cricketers' Almanack (em inglês). Londres: John Wisden & Co. 1961. Consultado em 20 de maio de 2013
  222. ↑ (Swanton 1985, pp. 272–273)
  223. ↑ (Swanton 1985, pp. 275–276)
  224. ↑ (Swanton 1985, pp. 270–271, 276–277)
  225. ↑ (Swanton 1985, p. 278)
  226. ↑ «End of Amateurs in Cricket» [Fim dos amadores no críquete]. The Times (em inglês). Londres. 1 de fevereiro de 1963. p. 4
  227. ↑ (Swanton 1985, p. 280)
  228. ↑ (Swanton 1985, p. 281)
  229. ↑ (Swanton 1985, pp. 284–285)
  230. ↑ (Swanton 1985, pp. 286–287)
  231. ↑ (Swanton 1985, pp. 287–288)
  232. ↑ (Swanton 1985, pp. 293–294)
  233. ↑ (Swanton 1985, p. 279)
  234. ↑ (Swanton 1985, p. 286)
  235. ↑ (Oborne 2004, pp. 145–146)
  236. ↑ (Swanton 1985, p. 288)
  237. 1 2 3 (Swanton 1985, p. 289)
  238. ↑ (Oborne 2004, pp. 146–147)
  239. 1 2 (Oborne 2004, pp. 148–149)
  240. ↑ (Oborne 2004, p. 137)
  241. ↑ (Oborne 2004, pp. 152–154)
  242. ↑ (Swanton 1985, p. 290)
  243. ↑ (Oborne 2004, pp. 154–155)
  244. ↑ (Oborne 2004, pp. 193–194)
  245. ↑ (Oborne 2004, pp. 201–228)
  246. ↑ (Swanton 1985, p. 291)
  247. ↑ (Oborne 2004, p. 212)
  248. ↑ (Swanton 1985, pp. 292–293)
  249. ↑ «Supplement to the London Gazette, 29 December 1961» [Suplemento da London Gazette, 29 de dezembro de 1961]. The London Gazette (em inglês). 29 de dezembro de 1961. p. 10. Consultado em 14 de outubro de 2026
  250. ↑ «The London Gazette, 1 September 1986» [The London Gazette, 1 de setembro de 1986]. The London Gazette (em inglês). 1 de setembro de 1986. p. 11391. Consultado em 14 de outubro de 2026
  251. ↑ (Swanton 1985, pp. 291–292)
  252. ↑ «Necropolis video» [Vídeos da necrópole] (em inglês). The Brookwood Cemetery Society. Consultado em 14 de outubro de 2026

Bibliografia

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Gubby Allen

Classificações desportivas
Precedido por
Bob Wyatt [en]
Capitão da seleção inglesa de críquete [en]
1936–1936/7
Sucedido por
Walter Robins [en]
Classificações desportivas
Precedido por
Norman Yardley [en]
Capitão da seleção inglesa de críquete [en]
1947/48
Sucedido por
Norman Yardley [en]