Marselha
Marseille | |
|---|---|
| Lema | Actibus immensis urbs fulget Massiliensis "Por suas grandes ações, a cidade de Marselha brilha" |
| Gentílico | Marselhês |
| Localização de Marselha na França | |
| Coordenadas: 43° 17′ 48″ N, 5° 22′ 35″ L | |
| País | |
| Região | |
| Departamento | |
| Subdivisão | 16 arrodissements (em 8 secteurs - setores) |
| Governo | |
| • Prefeito | Benoît Payan (PS); 2020-2026 |
| Área | |
| • Total | 240,62 km² |
| Altitude máx. | 640 m |
| Altitude mín. | 0 m |
| População | |
| • Total | 886 040 hab. |
| Densidade | 3 682,3 hab./km² |
| Código Postal | 13001-13016 |
| Sítio | marseille.fr |
| Fuso horário: CET (GMT +1) Código telefônico: 0491 ou 0496 | |
Marselha (em francês, Marseille; em occitano, Marselha; antigamente, conhecida como Massália/Massília, do grego Μασσαλία) é a segunda mais populosa cidade de França e a mais antiga cidade francesa. Localizada na antiga província da Provença e na costa do Mediterrâneo, é o maior porto comercial do país.
Em 2019, a população municipal era de 870 731 habitantes distribuídos por 240,62 km², atingindo 1 873 270 habitantes na região metropolitana (equivalente a aire urbaine em francês — área urbana) de Marselha-Aix-en-Provence em 3 971,8 km², sendo a terceira região metropolitana mais populosa da França, após Paris e Lyon.
Marselha é a capital administrativa da região (préfecture de région) de Provence-Alpes-Côte d'Azur e do departamento (préfecture départementale) de Bouches-du-Rhône (Bocas do Ródano). Foi povoada pelos gregos no século VII a.C. e passou para o domínio romano em 49 a.C.
Marselha vem do nome grego Μασσαλία (Massalia) usada para nomear a vila fundada pelos gregos de Foceia. Várias hipóteses existem para explicar a origem do nome.
O primeiro vem de Mas Saliens, residência dos Salyens, ‘Mas’ é uma palavra provençal de origem latina e “Saliens” é de origem céltica. Outra explicação diz que o nome provem da palavra grega Mάσσα (Massa), os fenícios que relataram da Ásia Menor o costume de dar esse nome para cidades, castelos, rios, etc. (encontrou-se, por exemplo, mais do que trinta Massa na Itália).
Uma explicação mais plausível é proposta por Ernest Negro, que acredita que o lugar é nomeado pelos fenícios, a partir de um rio atual Grécia, Massalia. Bénédicte e Jean-Jacques FÉNIÉ, acreditam pensar em um nome da língua ligúre.

Diversos achados e estudos arqueológicos de diferentes assentamentos comprovam a presença humana de maneira contínua em Marselha desde a pré-história. As pinturas rupestres paleolíticas na Caverna de Cosquer, próximo ao calanque de Morgiou, datadas entre 27 000 e 19 000 a.C., atestam a presença humana na área de Marselha há mais de 30 000 anos. No sítio arqueológico da colina de São Carlos, no centro urbano, recentes escavações têm encontrado ruínas de moradias e construções de tijolo de barro e terra modelada do Neolítico, cerca de 6 000 a.C. Estas técnicas de construção poderiam confirmar as teorias de John Guilaine sobre a propagação da cultura neolítica através da migração de povos do Oriente Médio através do Mediterrâneo.
A cidade de Marselha propriamente dita foi fundada em 600 a.C. pelos gregos de Foceia, cidade esta que ficava na península de Anatólia, como um porto comercial sob o nome de Μασσαλία (Massália). Embora as circunstâncias e a data precisa da fundação desta colônia continuem imprecisas, a lenda sobrevive.
O desenvolvimento posterior de Massália, que atingiria um significativo número habitantes e a categoria de pólis (cidade-estado), a transformou em um porto grego de referência na Europa Ocidental. Mais adiante se aliou, por proteção, à República Romana em suas disputas com etruscos, celtas e cartagineses. Esta aliança fez a colônia grega prosperar graças a sua posição como ponte de comércio entre Roma e os povos do interior da Gália, facilitando o intercâmbio de bens manufaturados, escravos e, particularmente, de vinho, cuja elaboração e cultivo em Marselha remonta ao século IV a.C., como demonstram a escavações na colina de Saint-Charles, com a descoberta de substratos de viticultura, os mais antigos descobertos na França. Em 49 a.C., como consequência de seu apoio ao partido de Pompeu em sua disputa com Júlio César, foi anexada a Roma por este último após vencer e capturar a sua frota, adotando o nome latino de Massília.
A administração romana manteve a fundação construída pelos gregos, como atestam os achados arqueológicos, que mostram também trabalhos de ampliação e obras de infraestrutura inovadoras dos romanos, como o esgoto, do qual Marselha foi a primeira vila na Gália a ser equipada. Pátria do famoso marinheiro Píteas, Massília foi controlada por um conselho de 15 senadores eleitos entre os 600 do Senado, embora o poder executivo fosse desempenhado por apenas três deles.
De acordo com a tradição católica, Maria Madalena difundiu o cristianismo na Provença a partir de Massilia junto com Lázaro de Betânia, que seria, segundo alguns autores, o primeiro bispo da diocese de Marselha. Do período de expansão cristã, se conserva o epitáfio dos prováveis mártires Volusiano e Fortunato, considerada a mais antiga das inscrições cristãs.

Após o colapso do Império Romano na Europa Ocidental, no século V, a cidade passou a ser governada pelos visigodos, que a cederam aos ostrogodos após a Batalha de Vouillé em 507, para evitar que caísse nas mãos dos francos, que, entretanto, acabaram ocupando-a.
No início do século VIII, a destruição do Reino Visigótico pelo Califado Omíada e a instauração de seu poder na Península Ibérica, iniciou um período de disputa pelo controle da Europa Ocidental com o Império Carolíngio, o que afetou o desenvolvimento de Marselha e as demais vilas francas da costa mediterrânea, principalmente na primeira metade do século IX, com o assédio das rotas comerciais pela pirataria. Marselha foi atacada e saqueada duas vezes naquele período por tropas muçulmanas enviadas de Al-Andalus, em 838 e 846. A decadência econômica se manifestou durante todo o século X, e Marselha não pode manter seus privilégios municipais, porém foi recuperando-se uma vez integrada as possessões dos condes da Provença. Em 1262, a cidade se rebelou sob Bonifácio VI de Castellana e Hugues des Baux, primo de Barral des Baux, contra o governo dos angevinos, porém foi derrotada por Carlos I da Sicília e Nápoles. Em 1348, a cidade foi um dos focos de penetração na Europa da devastadora epidemia de peste bubônica (peste negra), por sua condição de porto, resultando na morte de cerca de 15 000 de seus 25 000 habitantes. Além disso, sem se recuperar do desastre demográfico, a cidade é atacada e saqueada durante 3 dias em 1423 pela frota de Afonso V de Aragão, em resposta as pretensões de Luís III de Nápoles em recuperar o domínio dos territórios do sul da Itália.
Em 1437, Renato I de Nápoles, que sucedeu a seu pai Luís II de Nápoles como Rei da Sicília e Duque de Anjou, chegou a Marselha e tornou-a um dos assentamentos mais fortificados fora de París. Marselha foi logo usada pelo duque de Anjou como uma base marítima estratégica na reconquista de seu reino da Sicília. O Rei René, que desejava equipar a entrada do porto com uma sólida defesa, decidiu construir sobre as ruínas da antiga torre Maubert e estabelecer uma série de muralhas para proteger o porto. Jean Pardo, engenheiro, criou os projetos e Jehan Robert, pedreiro de Tarascon, cuidou do trabalho. A construção das novas defesas da cidade ocorreu entre 1447 e 1453.
O comércio em Marselha também floresceu enquanto o sindicato começou estabelecer uma posição de poder com os comerciantes da cidade. Renato também fundou a Corporação de Pescadores.
Marselha se uniu a Provença em 1481 e então se incorporou ao Reino da França no ano seguinte, mas logo adquiriu uma reputação por se rebelar contra o governo central.
Uns 30 anos após sua incorporação, Francisco I visitou Marselha, atraído por sua curiosidade de ver um rinoceronte que o rei Manuel I de Portugal estava enviando ao papa Leão X, mas que havia naufragado na Ilha de If. Como resultado desta visita, se construiu a fortaleza do Castelo de If, o que não bastou para impedir o cerco do exército do Sacro Império Romano alguns anos mais tarde. Marselha tornou-se base naval para a aliança franco-otomana em 1536, enquanto uma frota franco-turco ficava estacionada no porto, ameaçando o Sacro Império Romano e, especialmente, a Gênova. No final do século XVI, Marselha sofreu outro surto da praga, o que contribuiu para que pouco depois se fundasse o hospital do Hôtel-Dieu. Um século mais tarde o rei Luis XIV teve que descer a Marselha, a frente de seu exército, com o fim de eliminar um levante local contra o governador. Como consequência, os fortes de San Juan e San Nicolás foram erguidos acima do porto e uma grande frota e arsenal instalados no próprio porto.

No transcorrer do século XVIII, a defesa do porto foi melhorada e Marselha se tornou mais importante, como principal porto militar francês no Mediterrâneo. Em 1720, a grande peste de Marselha, uma variante da Peste Negra, provocou 100 000 mortes na cidade e nas províncias limítrofes. Jean-Baptiste Grosson, notário real, escreveu de 1770 a 1791 o almanaque histórico de Marselha, Recueil des antiquités et des monumentos marseillais qui peuvent intéresser l'histoire et les arts, ("Coleção de antiguidades e monumentos de Marselha que podem interessar a história e as artes"), que durante muito tempo foi o principal recurso sobre a história dos monumentos da cidade.
A população local abraçou com entusiasmo a Revolução Francesa e 500 voluntários marcharam para Paris em 1792 para defender o governo revolucionário. Em sua marcha de Marselha a Paris cantavam uma canção, que passou a ser conhecida como La Marseillaise, hoje em dia convertida no hino nacional da França.
Durante o século XIX, a cidade foi lugar de inovações industriais e de crescimento na indústria. A ascensão do Império Francês e as conquistas da França de 1830 em diante (sobretudo a Argélia) estimularam o comércio marítimo e aumentaram a prosperidade da cidade. As oportunidades marítimas também aumentaram com a abertura do Canal de Suez em 1869. Este período na história de Marselha se reflete em muito de seus monumentos, como o obelisco napoleônico de Mazargues e o arco do triunfo real na Praça Jules Guesde.

Durante a primeira metade do século XX, Marselha comemorou seu status de "porto do Império" na exposição colonial de 1906 e 1922. A monumental escadaria na estação de trem, glorificando as conquistas coloniais francesas, datam desta época. Em 1934, Alexandre I da Iugoslávia chegou ao porto para se reunir com o ministro das relações exteriores francês Louis Barthou, porém, ambos foram ali assassinados por Vlado Chernozemski.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi bombardeada pela Alemanha e Itália em 1940. Foi ocupada pelos alemães entre novembro de 1942 e agosto de 1944. Uma grande parte do centro antigo da cidade foi dinamitado num enorme projeto de limpeza, com o objetivo de reduzir as possibilidades de ocultar membros da suposta resistência, que operavam nos edifícios antigos de grande densidade de população. Os governos da Alemanha Oriental, Alemanha Ocidental e Itália pagaram enormes reparações, acrescidas de juros, para indenizar civis mortos, feridos ou que ficaram sem-teto ou indigentes como consequência da guerra, e para a reconstrução da cidade.
A partir da década de 1950, a cidade serviu como porto de entrada na França de mais de um milhão de imigrantes. Em 1962, houve um grande fluxo após a independência da Argélia que incluiu uns 150 000 Pieds-Noirs, que se estabeleceram em Marselha, um número considerável para uma cidade grande que já atravessa uma crise econômica. Muitos dos imigrantes permaneceram e tem dado a cidade um vibrante barro africano com um grande mercado.
O território de Marselha forma uma espécie de anfiteatro, bloqueado pelo mar a oeste, pelos calanques ao sul com o Maciço de Marseilleveyre, pela Costa Azul ao norte com a vila de l'Estaque (imortalizado pelo pintor Paul Cézanne) e pelos maciços de l'Étoile e Garlaban a nordeste. A cidade se estende por uma faixa de 57 km² ao longo do Mediterrâneo.
Quase metade da superfície da comuna está em território natural não urbanizável e a cidade se espalha por uma área extremamente grande, a quinta maior comuna da França metropolitana. Assim, sua densidade demográfica (3 542 hab./km2) é bem inferior ao de cidades totalmente urbanizadas, como Lyon (9 867 hab./km2) ou Paris (20 807 hab./km2), mas comparável à de Toulouse (3 715 hab./km2). Se for considerada apenas a sua área habitável, cerca de 150 km², a densidade atinge 5 683 hab./km2.
Marselha tem um clima mediterrâneo com verões quentes e secos e invernos amenos e úmidos. A cidade tem 300 dias de sol por ano com o vento norte Mistral. A cidade é uma das mais ensolaradas da França, com uma média de 2.897,6 horas de sol por ano. Dezembro, janeiro e fevereiro são os meses mais frios, com temperaturas médias de cerca de 12 °C durante o dia e 4 °C à noite. Julho e agosto são os meses mais quentes, com temperaturas médias de aproximadamente 28–30 °C durante o dia e 19 °C à noite na medição do Aeroporto de Marignane (localizado a 35 km do centro de Marselha).
A temperatura mais alta registrada na cidade foi de 40,6 °C em 26 de julho de 1983. A temperatura mais baixa foi de −16,8 °C em 13 de fevereiro de 1929.
| Dados climáticos para Marselha-Marignane (Aeroporto de Marseille-Provence), altitude: 36 m, 1991–2020 (médias) e 1921–2020 (recordes) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Recorde alta °C (°F) | 19.9 (67.8) |
22.5 (72.5) |
25.4 (77.7) |
29.6 (85.3) |
34.9 (94.8) |
39.6 (103.3) |
39.7 (103.5) |
39.2 (102.6) |
34.3 (93.7) |
30.4 (86.7) |
25.2 (77.4) |
20.7 (69.3) |
39.7 (103.5) |
| Média alta °C (°F) | 11.8 (53.2) |
12.8 (55) |
16.4 (61.5) |
19.3 (66.7) |
23.5 (74.3) |
27.9 (82.2) |
30.7 (87.3) |
30.5 (86.9) |
25.9 (78.6) |
21.3 (70.3) |
15.7 (60.3) |
12.4 (54.3) |
20.7 (69.3) |
| Média diária °C (°F) | 7.7 (45.9) |
8.3 (46.9) |
11.4 (52.5) |
14.3 (57.7) |
18.4 (65.1) |
22.5 (72.5) |
25.2 (77.4) |
24.9 (76.8) |
20.9 (69.6) |
17.0 (62.6) |
11.7 (53.1) |
8.4 (47.1) |
15.9 (60.6) |
| Média baixa °C (°F) | 3.6 (38.5) |
3.7 (38.7) |
6.5 (43.7) |
9.4 (48.9) |
13.3 (55.9) |
17.2 (63) |
19.7 (67.5) |
19.4 (66.9) |
15.9 (60.6) |
12.6 (54.7) |
7.7 (45.9) |
4.4 (39.9) |
11.1 (52) |
| Recorde baixa °C (°F) | −12.4 (9.7) |
−16.8 (1.8) |
−10.0 (14) |
−2.4 (27.7) |
0.0 (32) |
5.4 (41.7) |
7.8 (46) |
8.1 (46.6) |
1.0 (33.8) |
−2.2 (28) |
−5.8 (21.6) |
−12.8 (9) |
−16.8 (1.8) |
| Média precipitação mm (pol.) | 47.1 (1.854) |
29.8 (1.173) |
29.5 (1.161) |
51.6 (2.031) |
37.7 (1.484) |
27.9 (1.098) |
10.8 (0.425) |
25.8 (1.016) |
82.0 (3.228) |
73.3 (2.886) |
75.9 (2.988) |
40.9 (1.61) |
532.3 (20.957) |
| Média de dias de precipitação (≥ 1.0 mm) | 5.1 | 4.6 | 4.2 | 5.8 | 4.4 | 2.8 | 1.4 | 2.7 | 4.8 | 5.9 | 7.0 | 4.7 | 53.5 |
| Média de dias ensolarados | 0.9 | 0.5 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.3 | 0.2 | 1.9 |
| Média umidade relativa (%) | 74.4 | 72.1 | 70.5 | 70.6 | 71.4 | 69.7 | 67.1 | 68.9 | 71.4 | 75.8 | 75.5 | 75.9 | 71.94 |
| Média mensal horas de sol | 147.9 | 173.1 | 234.7 | 250.8 | 298.6 | 337.8 | 372.2 | 333.8 | 263.7 | 196.1 | 150.8 | 138.1 | 2 897,6 |
| Fonte: Météo France | |||||||||||||
| Dados climáticos para Marselha-Marignane (Aeroporto de Marseille-Provence), altitude: 36 m, 1961–1990 | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Recorde alta °C | 19.1 | 22.1 | 25.4 | 26.6 | 30.1 | 34.4 | 39.7 | 38.6 | 32.7 | 30.1 | 24.4 | 20.7 | 39.7 |
| Média máxima °C | 13.3 | 16.7 | 18.0 | 20.5 | 24.9 | 28.4 | 32.4 | 30.9 | 27.4 | 22.5 | 17.0 | 14.7 | 32.4 |
| Média alta °C | 10.5 | 12.3 | 14.7 | 17.9 | 21.8 | 25.6 | 28.9 | 28.5 | 25.2 | 20.7 | 14.6 | 11.5 | 19.35 |
| Média diária °C | 6.6 | 8.4 | 10.2 | 13.3 | 17.1 | 20.7 | 23.6 | 23.3 | 20.2 | 16.2 | 10.6 | 7.6 | 14.82 |
| Média baixa °C | 2.7 | 4.0 | 5.7 | 8.7 | 12.4 | 15.7 | 18.4 | 18.0 | 15.4 | 11.5 | 6.9 | 4.0 | 10.28 |
| Média mínima °C | −1.6 | −0.6 | 2.4 | 6.2 | 10.1 | 14.2 | 16.5 | 16.4 | 13.3 | 6.8 | 3.8 | −0.3 | −1.6 |
| Recorde baixa °C | −12.4 | −15.0 | −7.4 | 0.3 | 2.2 | 6.8 | 11.7 | 9.4 | 6.6 | 0.4 | −5.0 | −12.3 | −15 |
| Média precipitação mm | 42.4 | 47.7 | 42.7 | 37.0 | 38.2 | 23.3 | 6.0 | 25.7 | 37.8 | 45.0 | 48.2 | 56.3 | 450.3 |
| Recorde alta °F | 66.4 | 71.8 | 77.7 | 79.9 | 86.2 | 93.9 | 103.5 | 101.5 | 90.9 | 86.2 | 75.9 | 69.3 | 103.5 |
| Média alta °F | 50.9 | 54.1 | 58.5 | 64.2 | 71.2 | 78.1 | 84 | 83.3 | 77.4 | 69.3 | 58.3 | 52.7 | 66.83 |
| Média diária °F | 43.9 | 47.1 | 50.4 | 55.9 | 62.8 | 69.3 | 74.5 | 73.9 | 68.4 | 61.2 | 51.1 | 45.7 | 58.68 |
| Média baixa °F | 36.9 | 39.2 | 42.3 | 47.7 | 54.3 | 60.3 | 65.1 | 64.4 | 59.7 | 52.7 | 44.4 | 39.2 | 50.52 |
| Recorde baixa °F | 9.7 | 5 | 18.7 | 32.5 | 36 | 44.2 | 53.1 | 48.9 | 43.9 | 32.7 | 23 | 9.9 | 5 |
| Média precipitação pol. | 1.669 | 1.878 | 1.681 | 1.457 | 1.504 | 0.917 | 0.236 | 1.012 | 1.488 | 1.772 | 1.898 | 2.217 | 17.729 |
| Média de dias de precipitação (≥ 1.0 mm) | 6.5 | 6.0 | 5.5 | 5.3 | 4.9 | 3.5 | 1.6 | 3.0 | 3.6 | 5.8 | 5.1 | 6.0 | 56.8 |
| Média de dias ensolarados | 0.8 | 0.4 | 0.1 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 0.2 | 0.7 | 2.2 |
| Média umidade relativa (%) | 75 | 72 | 67 | 65 | 64 | 63 | 59 | 62 | 69 | 74 | 75 | 77 | 68.5 |
| Média mensal horas de sol | 150.0 | 155.5 | 215.1 | 244.8 | 292.5 | 326.2 | 366.4 | 327.4 | 254.3 | 204.5 | 155.5 | 143.3 | 2 835,5 |
| Por cento luz do sol possível | 53 | 53 | 59 | 62 | 65 | 72 | 79 | 77 | 68 | 61 | 54 | 52 | 62.9 |
| Fonte: NOAAInfoclimat.fr (umidade) | |||||||||||||
Em 2021, a população da comuna era formada 52,55% por mulheres (414.296 homens e 458.780 mulheres), número ligeiramente superior à média do departamento de Bocas do Ródano (52,19%).
| Pirâmide etária (2021) | ||||
| % | Homens | Idade | Mulheres | % |
| 0,8 | 90 anos ou mais | 1,9 | ||
| 7,1 | 75–89 anos | 9,4 | ||
| 14,8 | 60–74 anos | 15,7 | ||
| 18,8 | 45–59 anos | 18,4 | ||
| 19,4 | 30–44 anos | 19,3 | ||
| 20,0 | 15–29 anos | 18,8 | ||
| 19,1 | 0–14 anos | 16,5
| ||
Depois de uma grave crise na década de 1970 e 1980 (em parte devido ao fechamento do Canal de Suez), que viu a população passar de mais de 900 000 para menos de 800 000 habitantes (apesar do saldo de crescimento natural bastante positivo), o Estado e as autoridades marselhesa decidiram na década de 1990 e 2000 revitalizar a economia da cidade: o programa euro-mediterrâneo (euroméditerranée) é um programa abrangente para atrair empresas, acompanhado por uma grande revitalização do centro da cidade próximo ao porto. Segundo o último censo, a cidade voltou a apresentar crescimento populacional com taxas acima da média nacional.
Segunda maior comuna da França em população com cerca de 852 395 habitantes (Censo 2006), Marselha-Aix-en-Provence é também o segundo aglomerado urbano (Unité urbaine em francês) do país (depois de Paris e a frente de Lyon) com 1 418 482 habitantes (Censo 2006), incluindo Aix-en-Provence, ao norte, Martigues e Vitrolles, a oeste, Aubagne, a leste e mais 33 comunas. A região metropolitana (aire urbaine em francês) de Marselha, no entanto, é a terceira da França, depois de Paris e logo abaixo de Lyon.
Em 2012, cerca de 26% da população de Marselha vivia abaixo da linha da pobreza, percentual significativamente superior à média nacional francesa, de 15%.
A aglomeração urbana de Marselha, recentemente passou a abranger a cidade de Saint-Zacharie, do departamento de Var. Por outro lado, La Ciotat, antes parte da aglomeração de Marselha, foi absorvida pela aglomeração urbana de Toulon.
| População, área e densidade | ||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Abrangência | Censo INSEE |
População | Área (km²) |
Densidade (hab/km²) |
Quantidade de comunas | |||||||||||
| Comuna (município) | 2007 | 852 395 | 240,6 | 3 542,5 | 1 | |||||||||||
| 2019 | 870 731 | 240,6 | 3 618,7 | 1 | ||||||||||||
| Aglomeração urbana | 2006 | 1 418 482 | 1 289,6 | 1 099,9 | 38 | |||||||||||
| 2019 | 1 614 501 | 1 758,2 | 918,3 | — | ||||||||||||
| Região Metropolitana | 2006 | 1 601 095 | 2 830,2 | 565,7 | 82 | |||||||||||
| 2019 | 1 873 270 | 3 971,8 | 471,6 | 92 | ||||||||||||
Abaixo, um quadro demográfico da comuna de Marselha, por data de recenseamento.
| População da comuna de Marselha (241 km²) (dentro dos limites territoriais de 2025) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
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| Os números referentes ao período de 1926 a 1936 correspondem às estimativas revisadas pelo INSEE, elaboradas para corrigir a superestimação da população de Marselha divulgada pelas autoridades municipais da época. Estima-se que dezenas de milhares de habitantes fictícios tenham sido acrescentados aos registros oficiais com o objetivo de inflar artificialmente a população da cidade e preservar sua posição como a segunda maior cidade da França, à frente de Lyon. Fonte: EHESS e INSEE | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A vasta maioria dos marselheses é originária das ondas de imigrantes que chegaram ao porto no começo do século XIX até a segunda metade do século XX. Tal como italianos, espanhóis, armênios, gregos, russos e judeus, principalmente italianos. Bem mais recentemente árabes, comorianos e norte-africanos. Aproximadamente 25% da população de Marselha é de origem norte-africana, na maior parte argelinos e marroquinos. A comunidade judaica (maioria Sefardita) é também a terceira maior na Europa.
De acordo com o censo de 2022, 81,4% dos habitantes da região de Marselha eram naturais da França Metropolitana, 0,6% nasceram na França Ultramarina e 18% nasceram em países estrangeiros (dos quais dois quintos eram cidadãos franceses de nascimento, especialmente os provenientes da Argélia, que chegaram à França após a independência da Argélia em 1962).
Cerca de 25% dos imigrantes residentes da região metropolitana de Marselha nasceu na Europa (metade deles na Itália, em Portugal e na Espanha); 46% nasceram na região do Magrebe (quase dois terços deles na Argélia); 14% no restante da África (a maioria nas ilhas de Comores, Madagascar e Maurício); e 15% no restante do mundo (sem contar os nascidos nos departamentos ultramarinos franceses das Américas e Oceano Índico e nos territórios franceses do Pacífico Sul, que não são legalmente considerados imigrantes).


Marselha está dividida em 16 arrondissements municipais, que, por sua vez, estão divididos oficialmente em quartiers (bairros). Desde 1987, os arrondissements foram reagrupados em pares, em 8 secteurs (setores), cada um com um prefeito e um conselho (como nos arrondissements de Paris e Lyon).
As eleições municipais ocorrem a cada seis anos e são realizados por setor. Cada setor escolhe seus vereadores, 303 no total, dois terços para os conselhos dos setores e um terço para a Câmara Municipal.
O prefeito de Marselha e seus assessores, cujo número não pode exceder a 30% da Câmara Municipal, são escolhidos por eleição uninominal em 3 turnos pela Câmara Municipal. Os prefeitos dos setores são eleito por seus respectivos conselhos. O mandato dos prefeitos é de 6 anos.
| Número de vereadores eleitos por setor | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Setores | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | Total |
| Para o conselho dos setores | 22 | 16 | 22 | 30 | 30 | 26 | 32 | 24 | 202 |
| Para a Câmara Municipal | 11 | 8 | 11 | 15 | 15 | 13 | 16 | 12 | 101 |
| Número total de eleitos | 33 | 24 | 33 | 45 | 45 | 39 | 48 | 36 | 303 |
De 1950 até meados dos anos 1990, Marselha era um reduto socialista e comunista. O socialista Gaston Defferre foi reeleito consecutivamente seis vezes como prefeito de Marselha de 1953 até sua morte em 1986. Ele foi sucedido por Robert Vigouroux do RDSE (Rassemblement démocratique et social européen). Jean-Claude Gaudin do UMP (Union pour un mouvement populaire), de direita, foi eleito prefeito em 1995. Gaudin foi reeleito em 2001 e 2008.
Nas eleições municipais de 2008, Marselha ficou dividida entre os bairros do norte dominado pela esquerda e os do sul, mais ricos, dominado pela direita, com muito equilíbrio no centro e leste da cidade, o que permitiu, com uma estreita margem, a reeleição da administração do UMP.
Atualmente, o Partido Comunista Francês tem perdido muito de sua força nos bairros no norte da cidade, enquanto a Frente Nacional tem recebido apoio significativo.
Marselha está também dividida em 25 cantões, cada um deles representado por um membro no Conselho Geral do departamento de Bouches-du-Rhône.
Marselha tem a particularidade de estar subdivididas em quartiers (equivalente a bairros), que muitas vezes se assemelham a verdadeiras vilas. Existem 111 bairros, subdivisões dos arrondissements, que foram estabelecidos pelo Decreto n º 46–22,85 de 18 de outubro de 1946. Os bairros são representados por comitês que tratam dos interesses do bairro junto à municipalidade, como, por exemplo, estabelecer as áreas de estacionamento dos moradores. Os bairros são também utilizados como divisão nas estatísticas do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos. Alguns bairros são subjetivos (não oficiais), mesmo sendo bastante conhecidos, como, por exemplo ,le Panier, que não consta da lista oficial. Existem 26 bairros com nome de santo, lembrando a ligação entre esses bairros e as antigas paróquias da cidade.


| Nome | Mantado | Partido | Notas | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Gaston Defferre | 1944 | 1946 | ||||
| Jean Cristofol | 1946 | 1947 | substituiu Gaston Defferre | |||
| Michel Carlini | 1947 | 1953 | ||||
| Gaston Defferre | 1953 | 1986 | morreu no curso do mandato em 1986 | |||
| Robert Vigouroux | 1986 | junho de 1995 | substituiu Gaston Defferre, falecido; reeleito em 1989 | |||
| Jean-Claude Gaudin | junho 1995 | julho 2020 | reeleito em 2001, 2008 et 2014 | |||
| Michèle Rubirola | julho 2020 | dezembro 2020 | ||||
| Benoît Payan | dezembro 2020 | atual | ||||
Marselha é cidade-irmã de treze cidades e possui pacto de amizade e cooperação com outras vinte e nove cidades ao redor do mundo.
| Ano | Cidade | País |
|---|---|---|
| 1958 | Abidjã | |
| 1958 | Antuérpia | |
| 1958 | Copenhague | |
| 1958 | Gênova | |
| 1958 | Haifa | |
| 1958 | Hamburgo | |
| 1961 | Cobe | |
| 1968 | Dacar | |
| 1972 | Odessa | |
| 1984 | Pireu | |
| 1987 | Xangai | |
| 2004 | Marraquexe | |
| 2006 | Glásgua |

Historicamente, a economia de Marselha foi dominada por seu papel como porto do Império Colonial Francês que ligava as colônias do norte da África (Argélia, Marrocos e Tunísia) com a França Metropolitana. O antigo porto foi substituído, como principal porto de comércio, pelo Porto de la Joliette durante o Segundo Império, e atualmente possui restaurantes, escritórios, bares e hotéis, e funciona basicamente como uma marina privada. A maioria das docas, que entraram em declínio na década de 1970, após as crises do petróleo, têm sido recentemente reconstruídas com fundos da União Europeia. A pesca, no entanto, continua a ser importante em Marselha, a economia alimentar da cidade é ainda dominada pela captura local, e um mercado de peixe funciona diariamente no Quai des Belges do antigo porto.
Atualmente, a economia de Marselha é dominada pelo novo porto, o mais importante da França e um dos mais importantes do Mar Mediterrâneo. 100 milhões de toneladas de carga passam por ele anualmente, sendo que 60 por cento da carga é petróleo. O recente crescimento do tráfego de contêineres no porto de Marselha é desafiado por greves e agitações sociais constantes.
Marselha é um grande centro francês para o comércio e a indústria, com excelente infraestrutura de transportes (estradas, portos marítimos e aeroportos). O Aeroporto de Marseille-Provence é o quarto maior da França em número de passageiros, é ponto principal de chegada de milhões de turistas a cada ano e serve a uma comunidade de negócios em crescimento.
A região de Marselha é local de milhares de empresas, 90 por cento das quais são pequenos negócios. Entre as mais famosas estão CMA CGM, de contêineres marítimos; Compagnie maritime d'expertises (Comex), líder mundial em engenharia submarina e sistemas hidráulicos; Airbus Helicopters, uma divisão da Airbus Group; Azur Promotel, uma empresa de desenvolvimento imobiliário; La Provence, o jornal diário local; Olympique de Marseille, o famoso clube de futebol; RTM, empresa de transporte público de Marselha, e Société Nationale Maritime Corse Méditerranée, uma grande operadora de transporte de passageiros, veículos e carga do Mediterrâneo Ocidental.
As indústrias de refino de petróleo e construção naval são as mais importantes, mas também se destacam indústrias de sabão, vidro, produtos químicos, construção civil, plásticos, têxteis, azeite e o processamento de alimentos. Marselha tem acesso a rede de hidrovias francesas, mas o petróleo é enviado a Paris e o norte da França por oleoduto. A cidade é o principal centro de refinamento de petróleo da França.
Em maio de 2005, a revista francesa L'Expansion classificou a cidade como a mais dinâmica das grandes cidades francesas, citando números que mostram que mais de 7200 empresas tinham sido criadas lá desde 2000.
O desemprego em Marselha caiu de 20% em 1995 para 14% em 2004. Em 2023, a taxa de desemprego em Marselha era de 12,6%. Apesar disso, as taxas de desemprego da cidade continuam mais altas do que a média nacional. Em algumas partes de Marselha, 40% dos jovens são desempregados.
Com suas praias, arquitetura histórica e cultura, Marselha é uma das cidades mais visitadas da França, tendo recebido 4,1 milhões de visitantes em 2012. A cidade possui 24 museus e 42 teatros. Diversos projetos de revitalização urbana foram desenvolvidos em Marselha nos últimos anos. Entre eles estão a criação de novos parques, museus, espaços públicos e empreendimentos imobiliários, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida na cidade, como o Parc du 26e Centenaire, a revitalização do Porto Velho de Marselha e diversas intervenções na área do Euroméditerranée, além de atrair empresas e novos moradores.
A Universidade de Aix-Marselha possui diversos institutos localizados na cidade. Entre as demais instituições de ensino superior de Marselha, destacam-se a Escola Central de Marselha (integrante do Grupo de Escolas Centrais), a Escola de Informática e Novas Tecnologias (EPITECH), o Instituto Politécnico de Ciências Avançadas (IPSA), pertencente ao grupo IONIS Education Group, e uma unidade da Kedge Business School.


A cidade possui um aeroporto internacional, o Aeroporto de Marseille-Provence, localizado em Marignane. O aeroporto foi o quarto mais movimentado da França em 2025, com 11,3 milhões de passageiros.
A Marseille-Saint-Charles é a estação ferroviária central de Marselha. Ela opera serviços regionais diretos para Aix-en-Provence, Briançon, Toulon, Avignon, Nice, Montpellier, Toulouse, Bordeaux, Nantes, entre outros destinos. A estação também é atendida pelo Train à Grande Vitesse (TGV), tendo serviços de alta velocidade para Paris e Lyon. Também há linhas diretas do TGV para Lille, Bruxelas, Nantes, Genebra, Estrasburgo e Frankfurt, além de serviços Eurostar para Londres (apenas durante o verão) e serviços Thello para Milão (um por dia), passando por Nice e Gênova.
Marselha possui um grande terminal marítimo de passageiros, o Gare Maritime, com serviços de balsa para as regiões da Córsega, Sardenha, Argélia e Tunísia.
Marselha também possui um sistema de metropolitano, o Metrô de Marselha. Ele é composto por duas linhas: a Linha 1 (azul), entre Castellane e La Rose, inaugurada em 1977, e a Linha 2 (vermelha), entre Sainte-Marguerite-Dromel e Bougainville, inaugurada entre 1984 e 1987. A cidade também conta com uma extensa rede de ônibus que atende a cidade e região metropolitana, com 104 linhas e 633 ônibus. Desde 2007, Marselha possui três linhas de bonde.
Como em muitas outras cidades francesas, um serviço de compartilhamento de bicicletas chamado "Levélo", gratuito para viagens de menos de meia hora, foi implantado pela prefeitura municipal em 2007.
Marselha é uma cidade cultural, e de fato a cidade foi eleita Capital Europeia da Cultura 2013. Marselha também é considerada a cidade da arte e da história. O Hino nacional da França, La Marseillaise, tem este título por causa das tropas revolucionárias de Marselha.
O baralho de tarô mais propagado no mundo vem de Marselha. É denominado "Tarô de Marselha" e foi usado para jogar a variante local do tarocchi, antes ser usado na cartomancia.
O grupo de rap francês IAM vem de Marselha. Outros artistas de Marselha que se destacam são: Massilia Sound System, Watcha Clan e Eths.

Uma das principais atrações de Marselha é, desde sua fundação no final do século XVIII, a Ópera de Marselha. Localizada nas proximidades da Canebière, no coração da cidade, sua arquitetura seguia um estilo comparável ao da tradição clássica presente em outros teatros de ópera construídos na mesma época em Lyon e Bordeaux. Em 1919, um incêndio destruiu quase completamente o edifício, restando apenas a colunata de pedra e o peristilo da fachada original. A fachada clássica foi restaurada, e a ópera foi reconstruída predominantemente em estilo art déco, após um concurso de arquitetura. Atualmente, a Ópera de Marselha apresenta entre seis e sete produções operísticas por ano.

A bouillabaisse é o prato de frutos do mar mais famoso de Marselha. Trata-se de um ensopado de peixe preparado com pelo menos três espécies de peixes locais extremamente frescos, geralmente rascasso-vermelho (scorpaena scrofa), ruivo-do-mar (chelidonichthys cuculus) e congro (conger conger). Também podem ser utilizados dourada, pregado, tamboril, tainha ou pescada, além de mariscos e outros frutos do mar, como ouriços-do-mar, mexilhões, caranguejos-aveludados e caranguejos-aranha, acompanhados de batatas e legumes.
Na versão tradicional, os peixes são servidos em uma travessa separadamente do caldo. Este é acompanhado de rouille, um molho semelhante à maionese, preparado com gema de ovo, azeite de oliva, pimentão-vermelho, açafrão e alho, servido sobre fatias de pão torrado ou croûtons. Em Marselha, a bouillabaisse raramente é preparada para menos de dez pessoas.
Outros pratos típicos incluem: Pastis (bebida alcoólica à base de especiarias e anis), aïoli (molho à base de alho e azeite de oliva), tapenade (creme à base de anchovas, azeitonas, alcaparras e alho), panisse (galette de farinha de grão-de-bico), navette (biscoito pequeno muito duro e aromatizado com flor de laranjeira na forma de pequeno barco).
Várias telenovelas, seriados e filmes franceses já foram gravados em Marselha. A popular série de televisão francesa Plus belle la vie é fixada em um quarto imaginário, Le Mistral, situado em Marselha. É filmado no quartier Belle de Mai da cidade.
Também o seriado Star Trek: Voyager menciona Marselha em vários episódios. Diz-se ser a cidade favorita do tenente Tom Paris, que estava "gastando seu tempo, bebendo e jogando sinuca no Sandrine's, um bar de beira-mar (fictício)."

Os monumentos católicos são numerosos em Marselha, e vários edifícios religiosos são notáveis. Um dos marcos mais notáveis é a Basílica de Nossa Senhora da Guarda, construída pelo arquiteto Jacques Henri Esperandieu Nimes de 1855 a 1870 e terminada por Antoine Henri Revoil. A estátua de cobre dourado (coberta com folhas de ouro) da "boa mãe", colocada no topo da torre, possui 53 m de altura, acima de uma altura de 11 m. É trabalho do escultor Eugène-Louis Lequesne. Situa-se no alto de uma colina, acima 162 m de altura e tem vista para o porto antigo e para toda a cidade.

O Olympique de Marseille é o clube de futebol mais famoso da cidade. O L'OM foi o primeiro clube francês a vencer a Liga dos Campeões da Europa na edição de 1992-93. O Estádio Vélodrome, com capacidade para cerca de 67 mil pessoas, é a casa do clube e também recebe outras modalidades esportivas locais, além de jogos da Seleção Francesa de Rugby. O Estádio Vélodrome sediou diversas partidas durante a Copa do Mundo FIFA de 1998, a Copa do Mundo de Rugby de 2007, a Eurocopa de 2016 e a Copa do Mundo de Rugby de 2023. As equipes locais de rugby são o Marseille XIII Avenir e o Marseille Vitrolles Rugby.
Marselha também é famosa por sua importante tradição na prática da petanca, sendo muitas vezes chamada de a capital da petanca. Em 2012, a cidade sediou o Campeonato Mundial de Petanca e todos os anos recebe o Mondial la Marseillaise de Pétanque, a principal competição da modalidade.