Música

 Nota: Para a extinta revista portuguesa, veja Música (revista). Para o filme com Rudy Mancuso, veja Música (filme).
Lado com sulcos do Disco de Ouro da Voyager, lançado ao espaço a bordo das sondas Voyager, que traz músicas de todo o mundo.

Música é um arranjo de sons feitos para criar alguma combinação na forma, harmonia, melodia, ritmo ou outro conteúdo expressivoA música é geralmente considerada um elemento cultural universal presente em todas as sociedades humanas. As definições de música variam muito em conteúdo e abordagem. Embora os estudiosos concordem que a música é definida por um pequeno número de elementos específicos, não há consenso sobre quais são esses elementos necessários. A música é frequentemente caracterizada como um meio altamente versátil de expressão da criatividade humana. Diversas atividades estão envolvidas na criação musical, sendo frequentemente divididas nas categorias de composição, improvisação e performance. A música pode ser executada utilizando uma grande variedade de instrumentos musicais, incluindo a voz humana. Também pode ser composta, sequenciada ou produzida de outra forma para ser reproduzida indiretamente, seja mecanicamente ou eletronicamente — por exemplo, por meio de uma caixa de música, um órgão de cilindro ou um software de estação de trabalho de áudio digital (DAW) em um computador.

A música frequentemente desempenha um papel fundamental em eventos sociais e cerimônias religiosas. As técnicas de fazer música são frequentemente transmitidas como parte de uma tradição cultural. A música é executada em contextos públicos e privados, ganhando destaque em eventos como festivais e concertos de diversos tipos de conjuntos musicais. A música é utilizada na produção de outras mídias, como em trilhas sonoras de filmes, programas de televisão, óperas e videogames.

Escutar música é uma forma comum de entretenimento. A cultura em torno da música estende-se a áreas como estudos acadêmicos, jornalismo, filosofia, psicologia e musicoterapia. A indústria da música inclui compositores, intérpretes, engenheiros de som, produtores, organizadores de turnês, distribuidores de instrumentos e acessórios, bem como editoras de partituras e gravações. A tecnologia que facilita a gravação e reprodução sonora tem incluído, historicamente, partituras, microfones, fonógrafos e gravadores de fita, sendo a reprodução de música digital uma utilização comum de MP3 players, CD players e smartphones.

Etimologia e terminologia

Na mitologia grega, as nove Musas eram a inspiração para muitos empreendimentos criativos, incluindo as artes, e acabaram sendo estreitamente associadas especificamente à música.

A moderna palavra inglesa music começou a ser utilizada na década de 1630. Deriva do inglês médio musike, que por sua vez descende do francês antigo musique, depois do latim mūsica — e, em última análise, do grego antigo mousiké technē (μουσική τέχνη), expressão que significa "arte das Musas".. As Musas eram nove deidades da mitologia grega antiga que presidiam as artes e as ciências. Elas foram incluídas nas narrativas dos primeiros autores ocidentais, Homero e Hesíodo,, e acabaram sendo associadas especificamente à música. Com o tempo, Polímnia passou a presidir a música de forma mais proeminente do que as outras musas. A palavra em latim musica, foi a origem tanto do espanhol música quanto do francês musique por meio de ajustes ortográficos e linguísticos, embora outros termos europeus fossem provavelmente empréstimos linguísticos, incluindo a italiana musica, a alemã Musik, a holandesa muziek, a norueguesa musikk, a polonesa muzyka e a russa muzïka.

O mundo ocidental moderno geralmente define a música como um termo abrangente usado para descrever diversos gêneros, estilos e tradições. Isso não acontece em todo o mundo, e línguas como o indonésio moderno (musik) e o Shona (musakazo) recentemente, adotaram palavras para refletir essa concepção universal, uma vez que não possuíam termos que se enquadrassem exatamente na perspectiva ocidental. Antes do contato com o Ocidente no Leste Asiático, nem o Japão nem a China possuíam uma palavra única que englobasse a música em sentido amplo; no entanto, culturalmente, eles frequentemente a concebiam dessa maneira. A palavra chinesa, yue, , compartilha um caractere com le, que significa "alegria", e, originalmente, referia-se a todas as artes antes de ter seu significado restringido. A África é diversa demais para permitir generalizações categóricas, mas o musicólogo J. H. Kwabena Nketia enfatizou a conexão, muitas vezes indissociável, da música africana com a dança e a fala em geral. Algumas culturas africanas, como o povo Songye, da República Democrática do Congo, e o povo Tiv, da Nigéria, possuem uma concepção forte e abrangente de "música", mas não têm uma palavra correspondente em suas línguas nativas. Outras palavras comumente traduzidas como "música" muitas vezes têm significados mais específicos em suas respectivas culturas: a palavra hindi para música sangita, propriamente refere-se à música erudita, enquanto as muitas línguas indígenas da América possuem palavras para música que se referem especificamente ao canto, mas descrevem a música instrumental independentemente disso. Embora o árabe musiqi possa se referir a toda música, geralmente é usado para música instrumental e métrica, enquanto khandan identifica música vocal e improvisada.

História

Origem e pré-história

Flauta de osso de Geissenklösterle, Alemanha, datada de c. 43,150–39,370 BP.

Frequentemente se debate até que ponto as origens da música serão algum dia compreendidas, e existem teorias concorrentes que visam explicá-la. Muitos estudiosos destacam uma relação entre a origem da música e a origem da linguagem, e há divergências sobre se a música se desenvolveu antes, depois ou simultaneamente à linguagem. Uma fonte semelhante de controvérsia gira em torno da questão de saber se a música foi o resultado intencional da seleção natural ou um subproduto — ou enjunta — da evolução. A primeira teoria influente foi proposta por Charles Darwin em 1871; ele afirmou que a música surgiu como uma forma de seleção sexual, talvez por meio de chamados de acasalamento. A perspectiva original de Darwin tem sido fortemente criticada por suas inconsistências com outros métodos de seleção sexual, embora muitos estudiosos do século XXI tenham desenvolvido e promovido a teoria. Outras teorias sugerem que a música surgiu para ajudar a organizar o trabalho, melhorar a comunicação a longa distância, favorecer a comunicação com o divino, auxiliar na coesão comunitária ou servir como defesa para afugentar predadores.

A música pré-histórica só pode ser teorizada com base em achados de sítios arqueológicos do Paleolítico. A controversa flauta de Divje Babe — um fêmur perfurado de urso-das-cavernas — tem pelo menos 40.000 anos, embora haja um debate considerável sobre se ela é realmente um instrumento musical ou um objeto formado por animais. Os objetos mais antigos cuja classificação como instrumentos musicais é amplamente aceita são as flautas de osso, encontradas no Jura Suábio, na Alemanha, especificamente nas cavernas de Geissenklösterle, Hohle Fels e Vogelherd. Datados do Período Aurignaciano (do Paleolítico Superior) e utilizados pelos primeiros humanos modernos da Europa, há oito exemplares provenientes das três cavernas — quatro feitos de ossos de asas de aves e quatro de marfim de mamute; três deles estão praticamente completos. Três flautas do Geissenklösterle são consideradas as mais antigas, c. 43,150–39,370 AP.

Antiguidade

Ancient Egyptians playing music
Um mural egípcio antigo de pessoas tocando música.

As primeiras evidências materiais e representacionais de instrumentos musicais egípcios remontam ao período pré-dinástico, mas as evidências são atestadas de maneira mais segura no Império Antigo, período em que eram tocadas harpas, flautas e clarinetes duplos. Instrumentos de percussão, liras e alaúdes foram acrescentados às orquestras durante o Império Médio. Címbalos frequentemente acompanhavam a música e a dança, assim como ainda acontece atualmente no Egito. A música folclórica egípcia, incluindo os tradicionais rituais de dhikr sufista, constitui o gênero de música contemporâneo mais próximo da música do antigo Egito, tendo preservado muitas de suas características, ritmos e instrumentos.

O "Hino hurrita a Nikkal", encontrado em tabletes de argila na antiga cidade síria de Ugarit, é a mais antiga obra musical notada que sobreviveu, datando de aproximadamente 1400 a.C.

A música constituía uma parte importante da vida social e cultural na Grécia Antiga e era uma das principais disciplinas ensinadas às crianças. A educação musical era considerada importante para o desenvolvimento da alma do indivíduo. Músicos e cantores desempenhavam um papel de destaque no teatro grego, e aqueles que recebiam educação musical eram vistos como nobres e em perfeita harmonia, como se pode ler na República, de Platão. Coros de ambos os sexos se apresentavam para entretenimento, celebrações e cerimônias espirituais. Entre os instrumentos estavam o aulo, de palheta dupla, e um instrumento de cordas dedilhadas, a lira, principalmente uma variedade especial denominada cítara. A música era uma parte importante da educação, e os meninos aprendiam música a partir dos seis anos de idade. A alfabetização musical grega proporcionou um significativo desenvolvimento musical. A teoria musical grega incluía os modos musicais gregos, que posteriormente se tornaram a base da música religiosa e clássica ocidental. Posteriormente, influências do Império Romano, do Leste Europeu e do Império Bizantino modificaram a música grega. O epitáfio de Seikilos é o exemplo mais antigo que sobreviveu de uma composição musical completa, incluindo notação musical, de qualquer lugar do mundo. A obra mais antiga sobre teoria musical que sobreviveu é Harmonika Stoicheia, de Aristóxenes.

Culturas asiáticas

A música asiática abrange uma ampla variedade de culturas musicais, abordadas nos artigos sobre Arábia, Ásia Central, Ásia Oriental, Sul da Ásia e Sudeste Asiático. Essas tradições, algumas das quais remontam à Antiguidade, compartilham vínculos históricos por meio do comércio, da religião e do intercâmbio filosófico, mas preservam suas estéticas locais e seus estilos de apresentação únicos.

Mulheres hindus vestidas em indumentária regional tocando uma variedade de instrumentos musicais populares em diferentes partes da Índia

A música clássica indiana é uma das antigas tradições musicais no mundo. Esculturas da civilização do Vale do Indo mostram dança e antigos instrumentos musicais, como a flauta de sete orifícios. Instrumentos de cordas e tambores foram recuperados em Harappa e Mohenjo-daro por meio de escavações realizadas por Mortimer Wheeler. O Rigveda, um antigo texto hindu, contém elementos da música indiana atual, com notação musical para indicar a métrica e o modo de entoação. A música clássica indiana (marga) é monofônica e baseia-se em uma única linha melódica ou raga, organizada ritmicamente por meio de talas. O poema Cilappatikaram fornece informações sobre como novas escalas podem ser formadas mediante o deslocamento modal da tônica de uma escala existente. A atual música hindustani foi influenciada pela música tradicional persa e pelos mughals afegãos. A música carnática, popular nos estados do sul, é em grande parte devocional; a maioria das canções é dedicada às divindades hindus. Há também canções que enfatizam o amor e outras questões sociais.

Indonesia é o lar do gongo de campana, mas existem variantes pela Indonésia, especialmente em Java e Bali.

A música indonésia tem se desenvolvido desde que a cultura da Idade do Bronze migrou para o arquipélago indonésio nos séculos II–III a.C. A música tradicional indonésia utiliza instrumentos de percussão, especialmente o kendang e os gongos. Alguns povos desenvolveram instrumentos elaborados e distintos, como o instrumento de cordas sasando, na ilha de Rote, o angklung sundanês e as complexas e sofisticadas orquestras de gamelão javanesas e balinesas. A Indonésia é o berço do conjunto de gongos de campana, termo geral para um conjunto de pequenos gongos de caldeirão de som agudo. Os gongos geralmente são dispostos de acordo com a ordem das notas, com a saliência central voltada para cima, presos a uma corda sustentada por uma estrutura baixa de madeira. A forma mais popular da música indonésia é o gamelão, um conjunto de instrumentos de percussão afinados que inclui metalofones, tambores, gongos e violinos de haste, juntamente com a suling de bambu, semelhante a uma flauta.

A música clássica chinesa, a arte tradicional ou música de corte da China, tem uma história que se estende por cerca de 3.000 anos. Ela possui seus próprios sistemas exclusivos de notação musical, bem como de afinação e altura musical, instrumentos musicais e estilos ou gêneros. A música chinesa é pentatônica-diatônica, apresentando uma escala de doze notas por oitava (5 + 7 = 12), assim como a música de influência europeia.

Música clássica ocidental

Música medieval

Notação musical de um Missal Católico, c. 1310–1320

A música medieval, que se estendeu de 500 a 1400, ocorreu durante a Idade Média e começou com a introdução do canto monofônico (uma única linha melódica) nos serviços da Igreja Católica. A notação musical era utilizada desde a Antiguidade na cultura grega, mas, na Idade Média, a notação foi introduzida pela primeira vez pela Igreja Católica, para que as melodias dos cantos pudessem ser registradas por escrito, facilitando o uso das mesmas melodias na música religiosa em todo o império católico. O único repertório medieval europeu que foi encontrado em forma escrita, anterior a 800, é o canto litúrgico plano monofônico da Igreja Católica, cuja tradição central era chamada de canto gregoriano. Paralelamente a essas tradições de música sacra e música de igreja, existia uma vibrante tradição de canção secular (canções não religiosas). Exemplos de compositores desse período são Léonin, Pérotin, Guillaume de Machaut e Walther von der Vogelweide.

A música renascentista (c. 1400 a 1600) concentrou-se mais em temas seculares, como o amor cortês. Por volta de 1450, foi inventada a imprensa, o que tornou as partituras impressas muito menos caras e mais fáceis de produzir em massa (antes da invenção da imprensa, toda música notada era copiada à mão). A maior disponibilidade de partituras fez com que os estilos musicais se difundissem mais rapidamente e por uma área maior. Músicos e cantores frequentemente trabalhavam para a Igreja, as cortes e as cidades. Os coros das igrejas aumentaram de tamanho, e a Igreja continuou sendo uma importante patrocinadora da música. Em meados do século XV, os compositores escreviam uma rica música sacra polifônica, na qual diferentes linhas melódicas eram entrelaçadas simultaneamente. Entre os compositores proeminentes dessa época estão Guillaume Du Fay, Giovanni Pierluigi da Palestrina, Thomas Morley, Orlando di Lasso e Josquin des Prez. À medida que a atividade musical se transferia da Igreja para as cortes aristocráticas, reis, rainhas e príncipes competiam pelos melhores compositores. Muitos dos principais compositores eram provenientes dos Países Baixos, da Bélgica e da França; eles são chamados de compositores franco-flamengos. Eles ocupavam posições importantes em toda a Europa, especialmente na Itália. Outros países com intensa atividade musical incluíam a Alemanha, a Inglaterra e a Espanha.

Período da prática comum

Barroco

A era barroca da música ocorreu de 1600 a 1750, coincidindo com o florescimento do estilo artístico barroco na Europa. O início da era barroca foi marcado pela composição das primeiras óperas. A música polifônica contrapontística (música com linhas melódicas distintas e simultâneas) permaneceu importante durante esse período. Os compositores barrocos alemães escreveram para pequenos conjuntos musicais, incluindo instrumentos de cordas, metais e madeiras, além de coros e instrumentos de teclado, como o órgão de tubos, o cravo e o clavicórdio. A complexidade musical aumentou durante esse período. Foram criadas várias formas musicais importantes, algumas das quais persistiram em períodos posteriores, passando por novos desenvolvimentos. Entre elas estão a fuga, a invenção, a sonata e o concerto. O estilo barroco tardio era polifonicamente complexo e ricamente ornamentado. Entre os compositores importantes da era barroca estão Johann Sebastian Bach (Suítes para violoncelo), George Frideric Handel (Messias), Georg Philipp Telemann e Antonio Vivaldi (As quatro estações).

J. S. Bach
Classicismo
Wolfgang Amadeus Mozart foi um prolífico e influente compositor do período clássico.

A música do período Clássico (1730 a 1820) procurava imitar aquilo que era considerado como os principais elementos da arte e da filosofia da Grécia e da Roma antigas: os ideais de equilíbrio, proporção e expressão disciplinada. A música do período Clássico apresenta uma textura mais leve, clara e consideravelmente mais simples do que a música barroca que a precedeu. O principal estilo era a homofonia, na qual uma melodia proeminente e uma parte de acompanhamento subordinada, formada por acordes, são claramente distintas. As melodias instrumentais clássicas tendiam a ser quase semelhantes à voz humana e próprias para serem cantadas. Novos gêneros foram desenvolvidos, e o fortepiano, precursor do piano moderno, substituiu o cravo e o órgão de tubos da era barroca como principal instrumento de teclado (embora o órgão de tubos continuasse a ser utilizado na música sacra, como nas missas).

A música instrumental recebeu grande importância. Ela foi dominada pelo desenvolvimento posterior de formas musicais inicialmente definidas no período barroco: a sonata, o concerto e a sinfonia. Outros gêneros importantes eram o trio, o quarteto de cordas, a serenata e o divertimento. A sonata era a forma mais importante e desenvolvida. Embora os compositores barrocos também tenham escrito sonatas, o estilo clássico de sonata é completamente distinto. Todas as principais formas instrumentais da era Clássica, desde quartetos de cordas até sinfonias e concertos, baseavam-se na estrutura da sonata. Os instrumentos utilizados na música de câmara e nas orquestras tornaram-se mais padronizados. Em lugar do grupo de baixo contínuo da era barroca, que consistia em cravo, órgão ou alaúde, juntamente com vários instrumentos graves escolhidos a critério do líder do grupo (por exemplo, viola da gamba, violoncelo, teorba e serpentão), os conjuntos de câmara clássicos utilizavam instrumentos especificados e padronizados (por exemplo, um quarteto de cordas seria executado por dois violinos, uma viola e um violoncelo). A prática da execução improvisada de acordes pelo tecladista do contínuo ou pelo alaudista, uma característica marcante da música barroca, entrou em declínio gradual entre 1750 e 1800.[carece de fontes]?

Uma das mudanças mais importantes ocorridas no período Clássico foi o desenvolvimento dos concertos públicos. A aristocracia ainda desempenhava um papel significativo no patrocínio de concertos e composições, mas agora era possível que os compositores sobrevivessem sem serem empregados permanentes de rainhas ou príncipes. A crescente popularidade da música clássica levou ao aumento do número e dos tipos de orquestras. A expansão dos concertos orquestrais exigiu a construção de grandes espaços públicos para apresentações. A música sinfônica, incluindo sinfonias, acompanhamento musical para balé e gêneros vocais e instrumentais mistos, como a ópera e o oratório, tornou-se mais popular.

Os compositores mais conhecidos do Classicismo são Carl Philipp Emanuel Bach, Christoph Willibald Gluck, Johann Christian Bach, Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven e Franz Schubert. Beethoven e Schubert também são considerados compositores da parte posterior da era Clássica, quando esta começou a se encaminhar para o Romantismo.

Romantismo
O piano foi a peça-chave da atividade social da classe média urbana no século XIX (Moritz von Schwind, 1868). O homem ao piano é o compositor Franz Schubert.

A música romântica (c. 1820 a 1900) do século XIX apresentava muitos elementos em comum com os estilos românticos da literatura e da pintura da época. O Romantismo foi um movimento artístico, literário e intelectual caracterizado pela ênfase na emoção e no individualismo, bem como pela glorificação do passado e da natureza. A música romântica ultrapassou os estilos e as formas rígidos da era clássica, dando lugar a peças e canções mais apaixonadas, dramáticas e expressivas. Compositores românticos como Wagner e Brahms procuraram aumentar a expressão e a intensidade emocional de sua música para descrever verdades mais profundas ou sentimentos humanos. Com poemas sinfônicos, os compositores tentaram contar histórias e evocar imagens ou paisagens por meio da música instrumental. Alguns compositores promoveram o orgulho nacionalista com música orquestral patriótica inspirada na música folclórica. As qualidades emocionais e expressivas da música passaram a ter precedência sobre a tradição.

Os compositores românticos tornaram-se cada vez mais idiossincráticos e avançaram ainda mais no sincretismo, explorando diferentes formas de arte em um contexto musical, como a literatura, a história (figuras históricas e lendas) ou a própria natureza. O amor romântico ou o desejo amoroso foi um tema predominante em muitas obras compostas durante esse período. Em alguns casos, as estruturas formais do período clássico continuaram a ser utilizadas (por exemplo, a forma sonata empregada em quartetos de cordas e sinfonias), mas essas formas foram ampliadas e modificadas. Em muitos casos, foram exploradas novas abordagens para gêneros, formas e funções já existentes. Além disso, foram criadas novas formas consideradas mais adequadas aos novos temas. Os compositores continuaram a desenvolver a música de ópera e de balé, explorando novos estilos e temas.

Nos anos posteriores a 1800, a música desenvolvida por Ludwig van Beethoven e Franz Schubert introduziu um estilo mais dramático e expressivo. No caso de Beethoven, pequenos motivos, desenvolvidos organicamente, passaram a substituir a melodia como a unidade composicional mais significativa (um exemplo é a característica figura de quatro notas utilizada em sua Quinta Sinfonia). Compositores românticos posteriores, como Piotr Ilitch Tchaikovski, Antonín Dvořák e Gustav Mahler, utilizaram acordes mais incomuns e uma maior quantidade de dissonância para criar tensão dramática. Eles produziram obras musicais complexas e frequentemente muito mais longas. Durante o final do período romântico, os compositores exploraram alterações cromáticas dramáticas da tonalidade, como acordes estendidos e acordes alterados, que criavam novas “cores” sonoras. O final do século XIX testemunhou uma expansão dramática do tamanho da orquestra, e a Revolução Industrial contribuiu para a criação de instrumentos melhores, produzindo um som mais potente. Os concertos públicos tornaram-se uma parte importante da sociedade urbana abastada. Também houve uma nova diversidade na música teatral, incluindo a opereta, a comédia musical e outras formas de teatro musical.

Séculos XX e XXI

*Moodswinger*, de Landman, de 2006, uma cítara de sobretons com terceira ponte e um exemplo de instrumento musical experimental.

No século XIX, uma das principais maneiras pelas quais novas composições se tornavam conhecidas pelo público era por meio da venda de partituras, que os amantes de música amadores da classe média executavam em casa, ao piano ou em outros instrumentos comuns, como o violino. Com a música do século XX, a invenção de novas tecnologias elétricas, como a radiodifusão, e a ampla disponibilidade de discos de gramofone fizeram com que as gravações sonoras ouvidas pelos ouvintes (no rádio ou no toca-discos) se tornassem a principal maneira de conhecer novas canções e peças musicais. Houve um enorme aumento na audição de música à medida que o rádio ganhava popularidade e os fonógrafos eram utilizados para reproduzir e distribuir música; qualquer pessoa que tivesse um rádio ou um toca-discos podia ouvir óperas, sinfonias e grandes bandas em sua própria sala de estar. Durante o século XIX, o foco nas partituras havia restringido o acesso à música nova às pessoas das classes média e alta que sabiam ler música e possuíam pianos e outros instrumentos. Os rádios e toca-discos permitiram que pessoas de menor renda, que não podiam pagar por um ingresso para uma ópera ou concerto de sinfonia, também ouvissem essa música. Além disso, as pessoas podiam ouvir músicas de diferentes partes do país, ou até mesmo de diferentes partes do mundo, mesmo que não pudessem viajar para esses lugares. Isso ajudou a difundir os estilos musicais.

O foco da música erudita no século XX foi caracterizado pela exploração de novos ritmos, estilos e sons. Os horrores da Primeira Guerra Mundial influenciaram muitas das artes, incluindo a música, e os compositores começaram a explorar sons mais sombrios e ásperos. Estilos musicais tradicionais, como o jazz e a música folclórica, foram utilizados pelos compositores como fonte de ideias para a música clássica. Igor Stravinsky, Arnold Schoenberg e John Cage foram compositores influentes da música erudita do século XX. A invenção da gravação sonora e a possibilidade de editar músicas deram origem a novos subgêneros da música clássica, incluindo as escolas de composição eletrônica da música acusmática e da música concreta. A gravação sonora exerceu grande influência sobre o desenvolvimento dos gêneros da música popular, pois permitiu que gravações de canções e bandas fossem amplamente distribuídas. A introdução do sistema de gravação multipista exerceu uma grande influência sobre a música rock, pois permitia fazer mais do que simplesmente registrar a apresentação de uma banda. Utilizando um sistema multipista, uma banda e seu produtor musical podiam sobrepor diversas camadas de faixas instrumentais e vocais, criando novos sons que não seriam possíveis em uma apresentação ao vivo.

O jazz evoluiu e tornou-se um importante gênero musical ao longo do século XX e, durante a segunda metade do século, a música rock fez o mesmo. O jazz é uma forma de arte musical estadunidense que se originou no final do século XIX e no início do século XX nas comunidades afro-americanas do sul dos Estados Unidos, a partir da confluência de tradições musicais africanas e europeias. A herança da África Ocidental desse estilo é evidente no uso de blues notes, improvisação, polirritmia, síncope e notas com *swing*.

Uma seleção de guitarras e amplificadores na Apple Music Row

A música rock é um gênero de música popular que se desenvolveu na década de 1950 a partir do rock and roll, do rockabilly, do blues e da música country. O som do rock frequentemente gira em torno da guitarra elétrica ou acústica e utiliza uma forte marcação rítmica no contratempo executada pela seção rítmica. Além da guitarra ou dos teclados, o saxofone e a harmônica no estilo do blues são utilizados como instrumentos solistas. Em sua «forma mais pura», ele «tem três acordes, um forte e insistente contratempo e uma melodia cativante». A formação tradicional da seção rítmica da música popular é composta por guitarra rítmica, baixo elétrico e bateria. Algumas bandas possuem instrumentos de teclado, como órgão e piano ou, a partir da década de 1970, sintetizadores analógicos. Na década de 1980, os músicos de música pop começaram a utilizar sintetizadores digitais, como o sintetizador DX-7, baterias eletrônicas, como a TR-808, e dispositivos de baixo sintetizado (como o TB-303) ou teclados de baixo sintetizado. Na década de 1990, uma variedade cada vez maior de dispositivos e instrumentos musicais computadorizados e de programas de computador (por exemplo, estações de trabalho de áudio digital) passou a ser utilizada. Na década de 2020, sintetizadores virtuais e aplicativos de música para computador possibilitam que produtores independentes criem e gravem tipos de música, como a música eletrônica de dança, em suas próprias casas, acrescentando instrumentos amostrados e digitais e editando a gravação digitalmente. Na década de 1990, bandas de gêneros como o nu metal começaram a incluir DJs em suas formações. Os DJs criam música manipulando músicas gravadas por meio de uma mesa de mixagem para DJ.

Criação

Composição

O compositor francês Michel Richard Delalande de música barroca (1657–1726), caneta na mão.
Pessoas compondo música em 2013 usando teclados eletrônicoss e computadores.

A composição é o ato ou a prática de criar uma música, uma peça de música instrumental, uma obra com canto e instrumentos, ou qualquer outro tipo de música. Em muitas culturas, inclusive a música clássica ocidental, o ato de compor uma música também inclui a criação de notação musical, como uma partitura de música, que é então executada pelo compositor ou por outros cantores ou músicos. Na música popular e na música tradicional, o ato de compor, que normalmente é chamado de composição de canções, pode envolver a criação de um esboço básico da canção, chamado partitura-guia (lead sheet), que apresenta a melodia, a letra e a progressão de acordes. Na música clássica, o compositor normalmente orquestra suas próprias composições, mas, no teatro musical e na música pop, os compositores de canções podem contratar um arranjador para fazer a orquestração. Em alguns casos, os compositores de canções podem não utilizar notação musical de forma alguma e, em vez disso, compor a canção mentalmente e depois tocá-la ou gravá-la de memória. No jazz e na música popular, gravações notáveis realizadas por intérpretes influentes recebem uma importância equivalente à das partituras escritas na música clássica.

Mesmo quando a música é notada com relativa precisão, como na música clássica, há muitas decisões que o intérprete precisa tomar, porque a notação não especifica precisamente todos os elementos da música. O processo de decidir como executar uma música que foi previamente composta e notada é denominado “interpretação”. As interpretações de uma mesma obra musical realizadas por diferentes intérpretes podem variar amplamente quanto aos andamentos escolhidos e ao estilo de execução ou de canto, bem como ao fraseado das melodias. Os compositores e compositores de canções que apresentam sua própria música estão interpretando suas canções tanto quanto aqueles que executam músicas de outros compositores. O conjunto padrão de escolhas e técnicas presente em determinado momento e lugar é denominado prática de execução, enquanto o termo interpretação geralmente é usado para designar as escolhas individuais de um intérprete.

Embora uma composição musical frequentemente utilize notação musical e tenha um único autor, isso nem sempre acontece. Uma obra musical pode ter vários compositores, o que ocorre frequentemente na música popular quando uma banda colabora para escrever uma canção, ou no teatro musical, quando uma pessoa escreve as melodias, uma segunda pessoa escreve as letras e uma terceira faz a orquestração das canções. Em alguns estilos de música, como o blues, um compositor ou compositor de canções pode criar, executar e gravar novas canções ou peças sem jamais registrá-las por meio de notação musical. Uma peça musical também pode ser composta com palavras, imagens ou programas de computador que explicam ou registram como o cantor ou músico deve produzir os sons musicais. Os exemplos vão desde a música de vanguarda que utiliza notação gráfica até composições textuais, como Aus den sieben Tagen, e programas de computador que selecionam sons para peças musicais. A música que faz uso intenso da aleatoriedade e do acaso é chamada música aleatória, e está associada a compositores contemporâneos ativos no século XX, como John Cage, Morton Feldman e Witold Lutosławski. Um exemplo comumente conhecido de música baseada no acaso é o som de sinos de vento tilintando ao serem movimentados por uma brisa.

O estudo da composição tem sido tradicionalmente dominado pelo exame dos métodos e das práticas da música clássica ocidental, mas a definição de composição é suficientemente ampla para incluir a criação de canções e peças instrumentais de música popular e música tradicional, assim como obras improvisadas espontaneamente, como as realizadas por intérpretes de free jazz e percussionistas africanos, como os tocadores de tambores ewe.

Interpretação

Músicos chineses naxis.

A interpretação é a expressão física da música, que ocorre quando uma canção é cantada ou tocada. Na música clássica, uma obra é escrita em notação musical por um compositor e, posteriormente, executada quando o compositor está satisfeito com sua estrutura e instrumentação. Entretanto, à medida que é executada, a interpretação de uma canção ou peça pode evoluir e mudar. Na música clássica, instrumentistas, cantores ou regentes podem gradualmente fazer alterações no fraseado ou no andamento de uma peça. Na música popular e tradicional, os intérpretes têm mais liberdade para fazer mudanças na forma de uma canção ou peça. Assim, nos estilos de música popular e tradicional, mesmo quando uma banda toca uma canção cover, pode fazer alterações, como acrescentar um solo de guitarra ou inserir uma introdução.

Uma interpretação pode ser planejada e ensaiada (praticada) — o que é comum na música clássica, nas big bands de jazz e em muitos estilos de música popular — ou improvisada sobre uma progressão de acordes (uma sequência de acordes), o que é comum em pequenos grupos de jazz e blues. Os ensaios de orquestras, bandas de concerto e coros são conduzidos por um regente. As bandas de rock, blues e jazz geralmente são conduzidas por um líder de banda. Um ensaio é uma repetição estruturada de uma canção ou peça pelos intérpretes até que ela possa ser cantada ou tocada corretamente e, no caso de uma canção ou peça para mais de um músico, até que as partes estejam sincronizadas tanto do ponto de vista rítmico quanto da afinação.

Muitas culturas possuem fortes tradições de performance solo (na qual um único cantor ou instrumentista se apresenta), como na música clássica indiana e na tradição da música erudita ocidental. Outras culturas, como a de Bali, possuem fortes tradições de performance em grupo. Todas as culturas apresentam uma combinação de ambas, e a performance pode variar desde uma execução solo improvisada até apresentações altamente planejadas e organizadas, como o concerto clássico moderno, as procissões religiosas, os festivais de música clássica ou as competições musicais. A música de câmara, que é composta para um pequeno conjunto, com apenas um ou alguns instrumentos de cada tipo, é frequentemente considerada mais íntima do que as grandes obras sinfônicas.

Improvisação

A improvisação musical é a criação espontânea de música, frequentemente dentro de (ou baseada em) uma estrutura harmônica preexistente, em uma progressão de acordes ou em riffs. Os improvisadores utilizam as notas do acorde, várias escalas associadas a cada acorde e ornamentos cromáticos e notas de passagem que podem não ser nem notas do acorde nem pertencer às escalas típicas associadas a um acorde. A improvisação musical pode ser realizada com ou sem preparação. A improvisação constitui uma parte importante de alguns tipos de música, como o blues, o jazz e o jazz fusion, nos quais os instrumentistas improvisam solos, linhas melódicas e partes de acompanhamento.

Na tradição da música de concerto ocidental, a improvisação era uma habilidade importante durante a era barroca e durante a era clássica. Na era barroca, os intérpretes improvisavam ornamentos, e os tecladistas de baixo contínuo improvisavam disposições de acordes com base na notação do baixo cifrado. Além disso, esperava-se que os principais solistas fossem capazes de improvisar peças como prelúdios. Na era clássica, os instrumentistas solistas e os cantores improvisavam cadências virtuosísticas durante os concertos.

Entretanto, no século XX e no início do século XXI, à medida que a execução da música de concerto ocidental de “prática comum” se institucionalizou em orquestras sinfônicas, casas de ópera e balés, a improvisação desempenhou um papel menor, pois uma quantidade cada vez maior de música passou a ser registrada em partituras e partes destinadas à execução pelos músicos. Ao mesmo tempo, alguns compositores de música de concerto dos séculos XX e XXI passaram a incluir cada vez mais a improvisação em seu trabalho criativo. Na música clássica indiana, a improvisação é um componente fundamental e um critério essencial das apresentações.

Arte e entretenimento

Khatia Buniatishvili tocando um piano de cauda.

A música é composta e executada de diversas formas, abrangendo desde o prazer estético, fins religiosos ou cerimoniais, até como produto de entretenimento destinado ao mercado. Quando a música estava disponível apenas por meio de partituras, como durante as eras Clássica e Romântica, os apreciadores de música compravam as partituras de suas peças e canções favoritas para poder executá-las em casa ao piano. Com o advento do fonógrafo, as gravações de canções populares, em vez das partituras, tornaram-se a principal forma pela qual os apreciadores de música desfrutavam de suas canções favoritas. Com o surgimento dos gravadores de fita domésticos na década de 1980 e da música digital na década de 1990, os apreciadores de música passaram a poder criar fitas ou listas de reprodução com suas canções favoritas e levá-las consigo em um toca-fitas portátil ou em um reprodutor de MP3. Alguns apreciadores de música criam mixtapes com suas canções favoritas, que funcionam como um «autorretrato, um gesto de amizade, uma receita para uma festa ideal... e um ambiente constituído exclusivamente por aquilo que é mais ardentemente amado».

Músicos amadores podem compor ou executar música para seu próprio prazer e obter renda de outras atividades. Músicos profissionais são empregados por instituições e organizações, incluindo as forças armadas, em bandas marciais, bandas de concerto e grupos de música popular, instituições religiosas, orquestras sinfônicas, empresas de radiodifusão ou de produção cinematográfica e escolas de música. Músicos profissionais também podem trabalhar como autônomos ou músicos de sessão, buscando contratos e trabalhos em diversos contextos. Frequentemente, existem relações entre músicos amadores e profissionais. Músicos amadores iniciantes têm aulas com músicos profissionais. Em ambientes comunitários, músicos amadores avançados tocam com músicos profissionais em diversos conjuntos, como bandas de concerto comunitárias e orquestras comunitárias.

Frequentemente, estabelece-se uma distinção entre a música executada diante de um público ao vivo e a música executada em estúdio para ser gravada e distribuída por meio do sistema de comercialização de música ou do sistema de radiodifusão. Entretanto, também existem muitos casos em que uma apresentação ao vivo diante de um público é igualmente gravada e distribuída. Gravações de concertos ao vivo são populares tanto na música clássica quanto em formas de música popular, como o rock, nas quais gravações não autorizadas de concertos ao vivo são valorizadas pelos apreciadores de música. Na cena das jam bands, as jam sessions ao vivo e improvisadas são preferidas às gravações de estúdio.

Notação

Partitura é uma representação escrita da música. Arranjo homorítmico (ou seja, em estilo de hino) da traditional "Adeste Fideles" em formato padrão de duas pautas para vozes mistas. playⓘ

A notação musical geralmente se refere à representação escrita das notas e dos ritmos musicais em papel por meio de símbolos. Quando a música é escrita, as alturas e os ritmos musicais, como as notas de uma melodia, são registrados em notação. A notação musical frequentemente fornece instruções sobre como executar a música. Por exemplo, a partitura de uma canção pode indicar que ela é um «blues lento» ou um «swing rápido», o que indica o andamento e o gênero musical. Para ler uma notação musical, é necessário compreender a teoria musical, a harmonia e as práticas de execução associadas ao gênero de determinada canção ou obra.

A notação escrita varia de acordo com o estilo e o período da música. Atualmente, a música notada é produzida na forma de partitura ou, para pessoas que utilizam programas de edição de partituras em computadores, como uma imagem exibida em uma tela de computador. Na Antiguidade, a notação musical era registrada em placas de pedra ou de argila. Para executar uma música a partir de sua notação, um cantor ou instrumentista precisa compreender os elementos rítmicos e de altura representados pelos símbolos, bem como as práticas de execução associadas à obra ou ao gênero musical. Nos gêneros que exigem improvisação musical, o intérprete frequentemente executa a música a partir de uma notação na qual estão registrados apenas as mudanças de acordes e a forma da canção, o que exige do intérprete amplo conhecimento da estrutura e da harmonia da música e dos estilos de determinado gênero, como o jazz ou a música country.

Na música erudita ocidental, os tipos mais comuns de notação escrita são as partituras, que incluem todas as partes musicais de uma obra para conjunto, e as partes individuais, que correspondem à notação musical destinada a cada intérprete ou cantor. Na música popular, no jazz e no blues, a forma padrão de notação musical é a partitura-guia, que registra a melodia, os acordes, a letra (quando se trata de uma obra vocal) e a estrutura da música. Também são utilizados os chamados fake books no jazz; eles podem ser constituídos por lead sheets ou simplesmente por cifras de acordes, que permitem aos integrantes da seção rítmica improvisar uma parte de acompanhamento para canções de jazz. Partituras e partes individuais também são utilizadas na música popular e no jazz, especialmente em grandes conjuntos, como as big bands de jazz. Na música popular, guitarristas e baixistas elétricos frequentemente leem música escrita em tablatura (geralmente abreviada como «tab»), que indica a localização das notas a serem executadas no instrumento por meio de um diagrama do braço da guitarra ou do baixo. A tablatura também era utilizada durante o período barroco para registrar música destinada ao alaúde, um instrumento de cordas dedilhadas e com trastes.

Tradição oral e auditiva

Muitos tipos de música, como o blues tradicional e a música folclórica, não eram registrados em partituras; em vez disso, eram originalmente preservados na memória dos intérpretes, e as canções eram transmitidas oralmente, de um músico ou cantor para outro, ou por via auditiva, quando um intérprete aprendia uma canção "de ouvido". Quando o compositor de uma canção ou peça musical já não é conhecido, essa música costuma ser classificada como "tradicional" ou como uma "canção folclórica". Diferentes tradições musicais apresentam diferentes concepções sobre como e em que medida o material original deve ser modificado, variando desde abordagens bastante rigorosas até aquelas que exigem improvisação ou alteração da música. A história e as narrativas de uma cultura também podem ser transmitidas oralmente, por meio de canções.

Elementos

A música possui diversos fundamentos ou elementos. Dependendo da definição de «elemento» utilizada, eles podem incluir altura, batida ou pulso, andamento, ritmo, melodia, harmonia, textura, estilo, distribuição das vozes, timbre ou colorido, dinâmica, expressão, articulação, forma e estrutura. Os elementos da música ocupam lugar de destaque nos currículos de música da Austrália, do Reino Unido e dos Estados Unidos. Os três currículos identificam altura, dinâmica, timbre e textura como elementos, mas os demais elementos da música identificados estão longe de ser universalmente consensuais. Abaixo está uma lista das três versões oficiais dos «elementos da música»:

Em relação ao currículo do Reino Unido, em 2013, o termo «notações musicais apropriadas» foi acrescentado à lista de elementos, e o título da lista foi alterado de «elementos da música» para «dimensões inter-relacionadas da música». As dimensões inter-relacionadas da música são apresentadas como: altura, duração, dinâmica, andamento, timbre, textura, estrutura e notações musicais apropriadas.

A expressão «elementos da música» é utilizada em diversos contextos. Os dois contextos mais comuns podem ser diferenciados pela denominação «elementos rudimentares da música» e «elementos perceptivos da música».

Altura

A altura é uma característica de um som que podemos perceber auditivamente, indicando se um determinado som, nota ou tom musical é «mais alto» ou «mais baixo» do que outro som, nota ou tom musical. Podemos falar de altura no sentido mais geral, como na maneira pela qual um ouvinte percebe uma nota aguda de flautim ou um som de assobio como tendo uma altura maior do que o som grave produzido por uma caixa. Também falamos de altura no sentido preciso, associado às melodias, às linhas de baixo e aos acordes. A altura precisa só pode ser determinada em sons cuja frequência seja suficientemente clara e estável para ser distinguida do ruído. Por exemplo, é muito mais fácil para os ouvintes discernirem a altura de uma única nota tocada em um piano do que tentar discernir a altura de um prato de ataque que tenha sido golpeado.

Melodia

A melodia para a tradicional canção "Pop Goes the Weasel" playⓘ

Uma melodia, também chamada de «tune» («melodia»), é uma série de alturas (notas) que soam em sucessão (uma após a outra), geralmente seguindo um movimento ascendente e descendente. As notas de uma melodia são normalmente criadas a partir de sistemas de alturas, como escalas ou modos. As melodias também costumam conter notas pertencentes aos acordes utilizados na canção. As melodias de canções folclóricas simples e de canções tradicionais podem utilizar apenas as notas de uma única escala, a escala associada à nota tônica ou à tonalidade de determinada canção. Por exemplo, uma canção folclórica na tonalidade de dó (também denominada dó maior) pode apresentar uma melodia que utiliza apenas as notas da escala de dó maior (as notas individuais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si e dó); em um teclado de piano, essas são as «teclas brancas». Por outro lado, o jazz da era do bebop, na década de 1940, e a música contemporânea dos séculos XX e XXI podem utilizar melodias com muitas notas cromáticas (isto é, notas além das notas da escala maior). Em um piano, uma escala cromática inclui todas as notas do teclado, tanto as «teclas brancas» quanto as «teclas pretas». Também podem ser utilizadas escalas incomuns, como a escala de tons inteiros. Uma escala de tons inteiros na tonalidade de dó conteria as notas dó, ré, mi, fá, sol e lá. Uma linha musical grave executada por instrumentos de registro grave, como o contrabaixo, o baixo elétrico ou a tuba, é denominada linha de baixo (bassline).

Harmonia

Um tocando executando uma corda (combinação de muitas notas diferentes) sobre uma guitarra.

A harmonia refere-se aos sons «verticais» das alturas na música, isto é, às alturas que são executadas ou cantadas simultaneamente, formando um acorde. Em geral, isso significa que as notas são executadas ao mesmo tempo, embora a harmonia também possa ser sugerida por uma melodia que delineia uma estrutura harmônica, isto é, pelo uso de notas melódicas executadas sucessivamente que delineiam as notas de um acorde. Na música escrita segundo o sistema de tonalidade maior-menor («tons»), que abrange a maior parte da música erudita escrita entre 1600 e 1900 e grande parte da música popular, do rock e da música tradicional ocidental, a tonalidade de uma obra determina a «nota de repouso» ou tônica à qual a obra geralmente resolve, bem como o caráter — maior ou menor, por exemplo — da escala utilizada. Peças eruditas simples e muitas canções populares e tradicionais são compostas de modo que toda a música permaneça em uma única tonalidade. Obras eruditas, populares e tradicionais mais complexas podem apresentar duas tonalidades e, em alguns casos, três ou mais. A música erudita do período romântico, composta aproximadamente entre 1820 e 1900, frequentemente apresenta múltiplas tonalidades, assim como o jazz, especialmente o bebop, surgido na década de 1940, no qual a tonalidade ou «nota de repouso» de uma canção pode mudar a cada quatro compassos ou até mesmo a cada dois compassos.

Ritmo

Ritmo é a organização dos sons e dos silêncios no tempo. O compasso organiza o tempo em agrupamentos regulares de pulsos, chamados compassos, que, na música clássica, popular e tradicional ocidental, geralmente agrupam as notas em conjuntos de dois (por exemplo, compasso 2/4), três (por exemplo, compasso 3/4, também conhecido como compasso de valsa, ou 3/8) ou quatro (por exemplo, compasso 4/4). Os compassos são mais fáceis de perceber porque as canções e peças musicais frequentemente — embora nem sempre — dão ênfase ao primeiro tempo de cada agrupamento. Há exceções importantes, como o contratempo característico (backbeat) utilizado em grande parte da música pop e rock ocidental. Nesse caso, uma canção que utiliza um compasso de quatro tempos (chamado compasso 4/4 ou compasso comum) apresenta acentos nos segundo e quarto tempos, que geralmente são executados pelo baterista na caixa, um instrumento de percussão de som forte e característico. Na música pop e rock, as partes rítmicas de uma canção são executadas pela seção rítmica, que inclui instrumentos que executam acordes (por exemplo, guitarra elétrica, violão, piano ou outros instrumentos de teclado), um instrumento de baixo (geralmente baixo elétrico ou, em alguns estilos, como o jazz e o bluegrass, contrabaixo) e um baterista.

Textura

A textura musical é o conjunto sonoro geral de uma peça musical ou canção. A textura de uma peça ou canção é determinada pela maneira como os materiais melódicos, rítmicos e harmônicos são combinados em uma composição, definindo, assim, a natureza geral do som de uma peça. A textura é frequentemente descrita em termos de densidade ou espessura e extensão ou amplitude entre as alturas mais graves e mais agudas, tanto de maneira relativa quanto por meio de uma distinção mais específica segundo o número de vozes ou partes e a relação entre essas vozes (ver os tipos comuns abaixo). Por exemplo, uma textura espessa contém muitas “camadas” de instrumentos. Uma camada pode ser formada por uma seção de cordas ou por outra de metais. A espessura é influenciada pela quantidade e pela riqueza dos instrumentos. A textura é geralmente descrita de acordo com o número de partes ou linhas musicais e com a relação entre elas:

Uma música que contém um grande número de partes independentes (por exemplo, um concerto duplo acompanhado por 100 instrumentos orquestrais, com muitas linhas melódicas entrelaçadas) geralmente é descrita como tendo uma textura “mais espessa” ou “mais densa” do que uma obra com poucas partes (por exemplo, uma melodia executada por uma flauta solo acompanhada por um único violoncelo).

Timbre

Espectograma do primeiro segundo de um acorde suspenso E9 tocado em uma guitarra Fender Stratocaster. Abaixo se encontra um áudio do acorde suspenso E9:

O timbre, às vezes chamado de “cor” ou “cor sonora”, é a qualidade ou característica sonora de uma voz ou instrumento. O timbre é o que faz com que determinado som musical seja diferente de outro, mesmo quando ambos apresentam a mesma altura e intensidade. Por exemplo, uma nota lá de 440 Hz soa diferente quando é executada em um oboé, piano, violino ou guitarra elétrica. Mesmo diferentes intérpretes do mesmo instrumento podem produzir sons distintos ao executar a mesma nota, devido a diferenças na técnica instrumental (por exemplo, diferentes embocaduras), nos tipos de acessórios utilizados (como bocais para instrumentistas de metais e palhetas para oboístas e fagotistas) ou nas cordas fabricadas com diferentes materiais para instrumentos de cordas (por exemplo, cordas de tripa em comparação com cordas de aço). Até mesmo dois instrumentistas que executem a mesma nota no mesmo instrumento, um depois do outro, podem produzir sons diferentes devido às distintas maneiras de tocar o instrumento; por exemplo, dois instrumentistas de cordas podem segurar o arco de maneiras diferentes.

As características físicas do som que determinam a percepção do timbre incluem o espectro, o envelope e os harmônicos de uma nota ou de um som musical. Nos instrumentos elétricos desenvolvidos no século XX, como a guitarra elétrica, o baixo elétrico e o piano elétrico, o intérprete também pode modificar o timbre ajustando os controles de equalização e de tonalidade do instrumento e utilizando unidades de efeitos eletrônicos, como pedais de distorção. O timbre do órgão Hammond é controlado pelo ajuste das barras de harmônicos (drawbars).

Expressão

As qualidades expressivas são os elementos da música que produzem mudanças na música sem alterar as alturas principais ou modificar substancialmente os ritmos da melodia e de seu acompanhamento. Os intérpretes, incluindo cantores e instrumentistas, podem acrescentar expressão musical a uma canção ou peça por meio do uso de fraseado, pela adição de efeitos como o vibrato (com a voz e com alguns instrumentos, como guitarra, violino, instrumentos de sopro de metais e instrumentos de sopro de madeira), pela utilização de dinâmicas (a intensidade ou suavidade de uma peça ou de uma de suas seções), por meio de variações de andamento (por exemplo, ritardando ou accelerando, que correspondem, respectivamente, à diminuição e à aceleração do andamento), pela inserção de pausas ou fermata em uma cadência e pela alteração da articulação das notas (por exemplo, tornando-as mais pronunciadas ou acentuadas, mais legato, isto é, suavemente conectadas, ou mais curtas).

A expressão é obtida por meio da manipulação da altura (como na inflexão, no vibrato, nos glissandos etc.), da intensidade (dinâmica, acentuação, tremolo etc.), da duração (variações de andamento, alterações rítmicas, modificações na duração das notas, como no legato e no staccato etc.), do timbre (por exemplo, alterando o timbre vocal de uma voz leve para uma voz ressonante) e, às vezes, até mesmo da textura (por exemplo, dobrando a nota do baixo para produzir um efeito mais rico em uma peça para piano). A expressão pode, portanto, ser entendida como a manipulação de todos esses elementos para transmitir «uma indicação de humor, espírito, caráter etc.» e, dessa forma, não pode ser considerada um elemento perceptual independente da música, embora possa ser considerada um elemento rudimentar importante da música.

Forma

Notação de partitura para o refrão da canção natalina "Jingle Bells". Jingle Bells refrain vector.midⓘ

Na música, a forma descreve a estrutura ou o plano geral de uma canção ou obra musical e a disposição de uma composição, dividida em seções. No início do século XX, as canções de Tin Pan Alley e dos musicais da Broadway frequentemente apresentavam a forma AABA de 32 compassos, na qual as seções A repetiam a mesma melodia de oito compassos, com variações, enquanto a seção B apresentava uma melodia ou harmonia contrastante durante oito compassos. A partir da década de 1960, as canções ocidentais de música pop e rock frequentemente passaram a apresentar a forma verso-refrão, constituída por uma sequência de seções de verso e refrão, com novas letras na maioria dos versos e letras repetidas nos refrões. A música popular também utiliza frequentemente a forma estrófica, às vezes em conjunto com o blues de doze compassos.

Na décima edição de The Oxford Companion to Music , Percy Scholes define forma musical como "uma série de estratégias concebidas para encontrar um meio-termo bem-sucedido entre os extremos opostos da repetição ininterrupta e da alteração ininterrupta". Exemplos de formas comuns da música ocidental incluem a fuga, a invenção, a sonata-allegro, o cânone, a estrófica, o tema e variações e o rondó.

Scholes afirma que a música clássica europeia possuía apenas seis formas autônomas: binária simples, ternária simples, binária composta, rondó, ária com variações e fuga. No entanto, o musicólogo Alfred Mann enfatizou que a fuga é, primordialmente, um método de composição que, em alguns casos, passou a adotar determinadas convenções estruturais.

Quando uma obra não pode ser facilmente dividida em unidades seccionais, embora possa tomar emprestada alguma forma de um poema, de uma narrativa ou de um programa, diz-se que ela é composta continuamente. Isso ocorre frequentemente com uma fantasia, um prelúdio, uma rapsódia, um estudo, um poema sinfônico, uma bagatela, um improviso ou uma composição semelhante. O professor Charles Keil classificou as formas e os detalhes formais em «seccionais, desenvolvimentais ou variacionais».

Filosofia

A mulher em vermelho por Giovanni Boldini

A filosofia da música é o estudo filosófico de questões relacionadas à música e apresenta conexões com questões da metafísica e da estética. Entre as questões abordadas estão:

Na Antiguidade, como entre os gregos antigos, a estética da música explorava as dimensões matemáticas e cosmológicas da organização rítmica e harmônica. No século XVIII, o foco passou para a experiência de ouvir música e, consequentemente, para questões relacionadas à sua beleza e ao prazer humano (plaisir e jouissance) proporcionado pela música. A origem dessa mudança filosófica é por vezes atribuída a Alexander Gottlieb Baumgarten, no século XVIII, seguido por Immanuel Kant. Por meio de seus escritos, o antigo termo «estética», que significava percepção sensorial, adquiriu sua conotação atual. Nos anos 2000, os filósofos passaram a enfatizar questões que vão além da beleza e do prazer. Por exemplo, a capacidade da música de expressar emoções passou a receber maior destaque.

No século XX, importantes contribuições foram feitas por Peter Kivy, Jerrold Levinson, Roger Scruton e Stephen Davies. No entanto, muitos músicos, críticos de música e outros não filósofos também contribuíram para a estética da música. No século XIX, surgiu um importante debate entre Eduard Hanslick, crítico de música e musicólogo, e o compositor Richard Wagner sobre a possibilidade de a música expressar significado. Harry Partch e outros musicólogos, como Kyle Gann, estudaram e procuraram popularizar a música microtonal e o uso de escalas musicais alternativas. Compositores modernos como La Monte Young, Rhys Chatham e Glenn Branca dedicaram grande atenção a uma escala denominada afinação justa.

É comum considerar que a música tem a capacidade de afetar nossas emoções, nosso intelecto e nossa psicologia; ela pode aliviar nossa solidão ou estimular nossas paixões. Platão sugere, em A República, que a música exerce um efeito direto sobre a alma. Por isso, ele propõe que, no regime ideal, a música fosse rigorosamente regulamentada pelo Estado (Livro VII). Na China antiga, Confúcio acreditava que a música e os rituais ou cerimônias estavam interligados e em harmonia com a natureza; afirmava que a música era a harmonização do céu e da terra, enquanto a ordem era estabelecida pelos rituais, tornando ambos elementos de extrema importância na sociedade.

Psicologia

A psicologia da música moderna busca explicar e compreender o comportamento e a experiência musicais. As pesquisas nesse campo e em seus subcampos são predominantemente empíricas; seus conhecimentos tendem a avançar com base na interpretação de dados coletados por meio da observação sistemática e da interação com participantes humanos. Além de seu foco nas percepções fundamentais e nos processos cognitivos, a psicologia da música é um campo de pesquisa com relevância prática para diversas áreas, incluindo a interpretação musical, a composição musical, a educação musical, a crítica musical e a musicoterapia, bem como para investigações sobre aptidão, habilidade, inteligência, criatividade e comportamento social humanos.

Neurociência

O córtex auditivo primário é uma das principais áreas associadas à resolução superior de altura sonora.

A neurociência cognitiva da música é o estudo científico dos mecanismos cerebrais envolvidos nos processos cognitivos subjacentes à música. Esses comportamentos incluem ouvir música, executar, compor, ler, escrever e atividades auxiliares. O campo também se dedica cada vez mais à investigação das bases cerebrais da estética musical e da emoção musical. A área distingue-se por sua dependência de observações diretas do cérebro, utilizando técnicas como a ressonância magnética funcional (fMRI), a estimulação magnética transcraniana (TMS), a magnetoencefalografia (MEG), a eletroencefalografia (EEG) e a tomografia por emissão de pósitrons (PET).

Musicologia cognitiva

A musicologia cognitiva é um ramo da ciência cognitiva que se ocupa da modelagem computacional do conhecimento musical, com o objetivo de compreender tanto a música quanto a cognição. O uso de modelos computacionais fornece um meio rigoroso e interativo para formular e testar teorias e tem suas raízes na inteligência artificial e na ciência cognitiva.

A musicologia cognitiva investiga temas como os paralelos entre a linguagem e a música no cérebro. As pesquisas frequentemente incluem modelos computacionais inspirados biologicamente, como redes neurais e programas evolutivos. Esse campo busca modelar como o conhecimento musical é representado, armazenado, percebido, executado e gerado. Por meio do uso de um ambiente computacional bem estruturado, as estruturas sistemáticas desses fenômenos cognitivos podem ser investigadas.

Psicoacústica

A psicoacústica é o estudo científico da percepção do som. Mais especificamente, é o ramo da ciência que estuda as respostas psicológicas e fisiológicas associadas ao som, incluindo a fala e a música. Pode ser ainda classificada como um ramo da psicofísica.

Musicologia evolutiva

A musicologia evolucionária aborda as “origens da música, a questão do canto dos animais, as pressões seletivas subjacentes à evolução da música” e a “evolução da música e a evolução humana”. Ela busca compreender a percepção e a atividade musical no contexto da teoria da evolução. Charles Darwin especulou que a música poderia ter proporcionado uma vantagem adaptativa e funcionado como uma protolíngua, uma perspectiva que deu origem a diversas teorias concorrentes sobre a evolução da música.[falta página] Uma visão alternativa considera a música um subproduto da evolução da linguagem, um tipo de “cheesecake auditivo” que proporciona prazer aos sentidos sem desempenhar qualquer função adaptativa. Essa perspectiva foi contestada diretamente por diversos pesquisadores da música.

Efeitos culturais

A cultura ou a etnia de um indivíduo desempenha um papel em sua cognição musical, incluindo suas preferências, suas reações emocionais e sua memória musical. As preferências musicais tendem a favorecer tradições musicais culturalmente familiares desde a infância, e a classificação que os adultos fazem da emoção de uma peça musical depende tanto de características estruturais específicas de cada cultura quanto de características estruturais universais. Além disso, as capacidades de memória musical dos indivíduos são maiores para músicas culturalmente familiares do que para músicas culturalmente desconhecidas.

Percepção

Desde o surgimento do estudo da psicoacústica na década de 1930, a maioria das listas de elementos da música tem se relacionado mais à maneira como ouvimos a música do que à maneira como aprendemos a tocá-la ou a estudamos. C. E. Seashore, em seu livro Psychology of Music, identificou quatro “atributos psicológicos do som”. Eram eles: “altura, intensidade, tempo e timbre” (p. 3). Ele não os chamou de “elementos da música”, mas referiu-se a eles como “componentes elementares” (p. 2). Ainda assim, esses componentes elementares correspondem precisamente a quatro dos elementos musicais mais comuns: “altura” e “timbre” correspondem exatamente, “intensidade” está relacionada à dinâmica, e “tempo” está relacionado aos elementos de ritmo, duração e andamento que se baseiam no tempo. Esse uso da expressão “os elementos da música” está mais próximo da definição de elemento do Webster's New 20th Century Dictionary como: “uma substância que não pode ser dividida em uma forma mais simples por métodos conhecidos” e as listas de elementos elaboradas por instituições educacionais também geralmente estão de acordo com essa definição.

Embora os autores de listas de “elementos rudimentares da música” possam variar suas listas de acordo com suas prioridades pessoais (ou institucionais), os elementos perceptivos da música deveriam consistir em uma lista estabelecida (ou comprovada) de elementos distintos que possam ser manipulados independentemente para alcançar um efeito musical pretendido. Parece que, nesta etapa, ainda há pesquisas a serem realizadas nessa área.

Uma maneira ligeiramente diferente de abordar a identificação dos elementos da música é identificar os “elementos do som” como: altura, duração, intensidade, timbre, textura sonora e localização espacial, e, em seguida, definir os “elementos da música” como: som, estrutura e intenção artística.

Aspectos sociológicos

Pintura da dinastia Song (960–1279), Os festejos noturnos de Han Xizai, mostrando músicos chineses entretendo os convidados em uma festa em uma residência do século X

Estudos etnográficos demonstram que a música é uma atividade participativa e comunitária. A música é vivenciada pelos indivíduos em uma variedade de contextos sociais, desde estar sozinho até participar de um grande concerto, formando uma comunidade musical, que não pode ser compreendida como uma função da vontade individual ou do acaso; ela inclui tanto participantes comerciais quanto não comerciais que compartilham um conjunto de valores comuns. As apresentações musicais assumem diferentes formas em diferentes culturas e ambientes socioeconômicos.

Na Europa e na América do Norte, havia uma divisão entre os tipos de música considerados de “alta cultura” e de “baixa cultura”. A “alta cultura” incluía sinfonias, concertos e obras solo dos períodos barroco, clássico, romântico e moderno, geralmente ouvidos em concertos formais em salas de concerto e igrejas, com o público sentado em silêncio. Outros tipos de música — incluindo jazz, blues, soul e country — são frequentemente apresentados em bares, casas noturnas e teatros, onde o público pode beber, dançar e aplaudir. Até o século XX, a divisão entre formas musicais “altas” e “baixas” era aceita como uma distinção válida que separava a “música de concerto” da música popular ouvida em bares e salões de dança. Musicólogos, como David Brackett, observam uma “redefinição das fronteiras culturais e estéticas entre alta e baixa cultura” no século XX. E, “quando a indústria e os discursos públicos relacionam categorias de música com categorias de pessoas, tendem a confundir estereótipos com comunidades reais de ouvintes”. Os estereótipos podem basear-se na condição socioeconômica ou na classe social dos intérpretes ou do público dos diferentes tipos de música.

Quando os compositores introduzem estilos musicais que rompem com as convenções, pode haver forte resistência por parte de acadêmicos e de outras pessoas. Os quartetos de cordas do período tardio de Beethoven, as partituras para balé de Stravinsky, o serialismo, o bebop, o hip-hop, o punk rock e a música eletrônica foram controversos e criticados quando foram introduzidos pela primeira vez. Esses temas são examinados na sociologia da música, às vezes denominada sociomusicologia, área estudada em departamentos de sociologia, estudos de mídia ou música, e que está estreitamente relacionada à etnomusicologia.

Papel das mulheres

Compositora e pianista do século XIX Clara Schumann.

As mulheres desempenharam um papel importante na música ao longo da história, como compositoras, letristas, instrumentistas, cantoras, regentes, musicólogas, educadoras musicais, críticas musicais/jornalistas musicais e em outras profissões relacionadas à música. Na década de 2010, embora as mulheres constituíssem uma parcela significativa das cantoras de música popular e de música clássica, bem como uma parcela significativa das compositoras de canções — muitas delas também sendo cantoras-compositoras —, havia poucas mulheres produtoras musicais, críticas de rock e instrumentistas de rock. Embora tenha havido um grande número de mulheres compositoras na música clássica, desde o período medieval até a atualidade, as compositoras estiveram significativamente sub-representadas no repertório de música clássica habitualmente executado, nos livros didáticos de história da música e nas enciclopédias musicais; por exemplo, na Concise Oxford History of Music, Clara Schumann é uma das poucas compositoras mencionadas.

As mulheres constituem uma parcela significativa dos solistas instrumentais na música clássica, e a porcentagem de mulheres nas orquestras está aumentando. Um artigo de 2015 sobre solistas de concertos nas principais orquestras canadenses, entretanto, indicou que 84% dos solistas da Orquestra Sinfônica de Montreal eram homens. Em 2012, as mulheres ainda representavam apenas 6% dos integrantes da Filarmônica de Viena, uma das orquestras mais bem classificadas. As mulheres são menos comuns como instrumentistas em gêneros de música popular, como rock e heavy metal, embora tenha havido várias instrumentistas notáveis e bandas formadas exclusivamente por mulheres. As mulheres estão particularmente sub-representadas nos gêneros de metal extremo. Na cena da música pop da década de 1960, "como a maioria dos aspectos do... mercado musical, na década de 1960, a composição de canções era um campo dominado pelos homens. Embora houvesse muitas cantoras no rádio, as mulheres... eram vistas principalmente como consumidoras:... Cantar às vezes era um passatempo aceitável para uma garota, mas tocar um instrumento, escrever canções ou produzir discos simplesmente não era algo feito". As jovens "...não eram socializadas para se verem como pessoas que criam música".

As mulheres também estão sub-representadas na regência orquestral, na crítica musical/jornalismo musical, na produção musical e na engenharia de áudio. Embora as mulheres tenham sido desencorajadas a compor no século XIX e houvesse poucas musicólogas, as mulheres passaram a se envolver com a educação musical "...a tal ponto que as mulheres dominaram esse campo durante a segunda metade do século XIX e durante boa parte do século XX".

Segundo Jessica Duchen, escritora especializada em música do jornal londrino The Independent, as musicistas de música clássica são "...com frequência julgadas por sua aparência, em vez de seu talento" e enfrentam pressão "...para parecerem sensuais no palco e nas fotografias". Duchen afirma que, embora "existam musicistas que se recusam a tocar com base em sua aparência,... as que o fazem tendem a ter mais sucesso material". Segundo Edwina Wolstencroft, editora da Radio 3, do Reino Unido, a indústria musical há muito tempo está aberta à presença de mulheres em funções de atuação ou entretenimento, mas as mulheres têm muito menos probabilidade de ocupar posições de autoridade, como a de regente de uma orquestra. Na música popular, embora haja muitas cantoras que gravam canções, há pouquíssimas mulheres atrás do console de áudio atuando como produtoras musicais, as profissionais que dirigem e administram o processo de gravação. Uma das artistas que mais tiveram gravações realizadas é Asha Bhosle, cantora indiana mais conhecida por seu trabalho como cantora de reprodução no cinema em hindi.

Mídia e tecnologia

O Compact Disc Digital Audio (CD-DA) revolucionou o formato da música em áudio. Ele permitiu que a música fosse reproduzida de forma portátil, sem a necessidade de rebobinar uma fita. O CD superou as vendas dos LPs em 1988 e das fitas cassete em 1991. Em 1999, o CD correspondia a 87,9% de toda a participação de mercado no que se referia às vendas de música.

Desde o século XX, a música ao vivo pode ser transmitida pelo rádio, pela televisão ou pela Internet, ou gravada e ouvida em um reprodutor de CD ou em um reprodutor de MP3.

No início do século XX (no final da década de 1920), à medida que os filmes falados surgiram, com suas trilhas musicais pré-gravadas, um número crescente de músicos de orquestras de salas de cinema ficou sem trabalho. Durante a década de 1920, apresentações musicais ao vivo de orquestras, pianistas e organistas de teatro eram inicialmente comuns nos cinemas que exibiam filmes em primeira exibição. Com a chegada dos filmes falados, essas apresentações foram em grande parte eliminadas. A Federação Americana de Músicos (AFM) publicou anúncios em jornais protestando contra a substituição de músicos ao vivo por dispositivos mecânicos de reprodução. Um anúncio de 1929 publicado no Pittsburgh Press apresenta a imagem de uma lata com o rótulo "Canned Music / Big Noise Brand / Guaranteed to Produce No Intellectual or Emotional Reaction Whatever" ("Música enlatada / Marca Big Noise / Garantida para não produzir absolutamente nenhuma reação intelectual ou emocional").

Às vezes, as apresentações ao vivo incorporam sons pré-gravados. Por exemplo, um disc jockey utiliza discos fonográficos para fazer scratching, e algumas obras do século XX apresentam um solo para um instrumento ou voz executado juntamente com uma música previamente gravada em uma fita. Algumas bandas de música pop utilizam faixas de acompanhamento gravadas. Computadores e muitos teclados podem ser programados para produzir e reproduzir músicas no padrão Musical Instrument Digital Interface (MIDI). O público também pode se tornar intérprete ao participar de karaokê, uma atividade de origem japonesa centrada em um dispositivo que reproduz versões de canções conhecidas com os vocais removidos. A maioria das máquinas de karaokê também possui telas de vídeo que exibem as letras das canções executadas; os intérpretes podem acompanhar as letras enquanto cantam sobre as faixas instrumentais.

Produção musical nos anos 2000 utilizando uma estação de trabalho de áudio digital (DAW), com um teclado eletrônico e uma configuração de vários monitores

O advento da Internet e a ampla disponibilidade de acesso à banda larga de alta velocidade transformaram a experiência musical, em parte devido à maior facilidade de acesso às gravações musicais por meio de vídeo em fluxo contínuo e à enorme ampliação da variedade de músicas disponíveis para os consumidores. Outro efeito da Internet surgiu com as comunidades on-line e os sites de mídias sociais, como YouTube e Facebook, um serviço de rede social. Esses sites facilitam a distribuição, por cantores aspirantes e bandas amadoras, de vídeos de suas canções, a conexão com outros músicos e a conquista do interesse do público. Músicos profissionais também utilizam o YouTube como uma plataforma gratuita para divulgação de material promocional. Os usuários do YouTube, por exemplo, já não apenas baixam e ouvem arquivos MP3, mas também criam ativamente os seus próprios conteúdos. Segundo Don Tapscott e Anthony D. Williams, em seu livro Wikinomics, houve uma mudança do papel tradicional de consumidor para o que eles chamam de papel de "prosumer", isto é, um consumidor que tanto cria quanto consome conteúdo. Na música, manifestações disso incluem a produção de mashups, remixes e videoclipes produzidos por fãs.

Os serviços de streaming de música transformaram ainda mais a produção musical. Plataformas de streaming, como Spotify e Apple Music, intermediam a forma como a música é consumida e distribuída. Isso levanta questões sobre como os artistas comercializam seus lançamentos (por exemplo, como "edições limitadas"), sobre as recomendações algorítmicas e sobre o acesso acessível à música gravada.

Os sistemas de IA generativa, mais conhecidos como Metacriação Musical (Music Metacreation) no contexto da geração musical, estão sendo cada vez mais utilizados para criar música. Um termo mais neutro é "Sistemas de Geração Musical" (MGSs).

Educação

Não institucional

Um recital de violino Suzuki com alunos de diferentes idades

A incorporação da música à educação geral, desde a educação pré-escolar até o ensino superior, é comum na América do Norte e na Europa. A participação em atividades de tocar instrumentos e cantar é considerada capaz de ensinar habilidades básicas, como concentração, contagem, escuta e cooperação, ao mesmo tempo que promove a compreensão da linguagem, melhora a capacidade de recordar informações e cria um ambiente mais propício à aprendizagem em outras áreas. Em escolas de ensino fundamental, as crianças frequentemente aprendem a tocar instrumentos como a flauta doce, cantam em pequenos coros e aprendem sobre a história da música artística ocidental e da música tradicional. Algumas crianças do ensino fundamental também aprendem sobre estilos de música popular. Em escolas religiosas, as crianças cantam hinos e outras músicas religiosas. No ensino médio (mas raramente no ensino fundamental), os estudantes podem ter a oportunidade de participar de alguns tipos de conjuntos musicais, como coros (grupos de cantores), bandas marciais, bandas de concerto, bandas de jazz ou orquestras. Em alguns sistemas escolares, podem ser oferecidas aulas de música para aprender a tocar instrumentos. Alguns estudantes também frequentam aulas particulares de música após o horário escolar com um professor de canto ou de instrumento. Músicos amadores geralmente aprendem noções básicas de teoria musical (por exemplo, aprendendo sobre notação musical para escalas musicais e ritmos) e técnicas de canto ou de execução instrumental de nível iniciante a intermediário.

No nível universitário, os estudantes da maioria dos cursos de artes e humanidades podem obter créditos acadêmicos ao frequentar algumas disciplinas de música, que geralmente assumem a forma de uma disciplina introdutória sobre a história da música ou de uma disciplina de apreciação musical, que se concentra na escuta de músicas e no aprendizado sobre diferentes estilos musicais. Além disso, a maioria das universidades norte-americanas e europeias possui algum tipo de conjunto musical do qual estudantes de artes e humanidades podem participar, como coros, bandas marciais, bandas de concerto ou orquestras. O estudo da música artística ocidental é cada vez mais comum fora da América do Norte e da Europa, como no Instituto de Artes da Indonésia, em Yogyakarta, na Indonésia, ou nos programas de música clássica disponíveis em países asiáticos como Coreia do Sul, Japão e China. Ao mesmo tempo, universidades e faculdades ocidentais estão ampliando seus currículos para incluir músicas de culturas não ocidentais, como a música da África ou de Bali (por exemplo, a música gamelão).

Institucional

O professor da Manhattan School of Music e contrabaixista profissional Timothy Cobb dando uma aula de contrabaixo no final dos anos 2000. Seu contrabaixo possui uma extensão para a corda mais grave, até o dó, com um mecanismo metálico com botões para executar as notas nessa extensão.

As pessoas que pretendem se tornar músicos profissionais, cantores, compositores, letristas, professores de música e profissionais de outras áreas relacionadas à música, como professores de história da música, engenheiros de som e outras profissões, estudam em programas especializados de ensino pós-secundário oferecidos por faculdades, universidades e conservatórios de música. Algumas instituições que preparam indivíduos para carreiras na música oferecem formação em uma ampla variedade de profissões, como ocorre em muitas das principais universidades dos Estados Unidos, que oferecem cursos de graduação em performance musical (incluindo canto e execução de instrumentos), história da música, teoria musical, composição musical, educação musical (para pessoas que pretendem se tornar professores de música do ensino fundamental ou médio) e, em alguns casos, regência. Por outro lado, algumas faculdades pequenas podem oferecer formação em apenas uma profissão (por exemplo, gravação sonora).

Embora a maioria dos programas universitários e de conservatórios de música se concentre na formação de estudantes em música clássica, há universidades e faculdades que preparam músicos para carreiras como músicos e compositores de jazz ou de música popular, com exemplos notáveis nos Estados Unidos incluindo a Manhattan School of Music e o Berklee College of Music. Duas instituições no Canadá que oferecem formação profissional em jazz são a McGill University e o Humber College. É improvável que pessoas que pretendem seguir carreiras em alguns tipos de música, como heavy metal, música country ou blues, tornem-se profissionais por meio da conclusão de cursos de graduação ou diplomas. Em vez disso, elas normalmente aprendem sobre seu estilo musical cantando ou tocando em bandas (muitas vezes começando em bandas amadoras, bandas de covers e bandas-tributo), estudando gravações em DVD e na Internet e trabalhando com profissionais já estabelecidos em seu estilo musical, seja por meio de mentoria informal ou de aulas de música regulares. Desde os anos 2000, a crescente popularidade e disponibilidade de fóruns na Internet e de vídeos de instruções no YouTube permitiram que cantores e músicos de metal, blues e gêneros semelhantes aprimorassem suas habilidades. Muitos cantores de pop, rock e country recebem formação informal com preparadores vocais e professores de canto.

Estudos acadêmicos

Musicologia

A musicologia, o estudo acadêmico da música, é estudada em universidades e conservatórios de música. As primeiras definições, do século XIX, estabeleciam três subdisciplinas da musicologia: musicologia sistemática, musicologia histórica e musicologia comparada ou etnomusicologia. Na produção acadêmica da década de 2010, é mais provável encontrar uma divisão em teoria musical, história da música e etnomusicologia. A pesquisa em musicologia tem sido frequentemente enriquecida por trabalhos interdisciplinares, por exemplo, no campo da psicoacústica. O estudo da música de culturas não ocidentais e o estudo cultural da música são chamados de etnomusicologia. Os estudantes podem cursar musicologia, etnomusicologia, história da música e teoria musical por meio de diferentes tipos de cursos de graduação e pós-graduação, incluindo bacharelado, mestrado e doutorado.

Teoria musical

A teoria musical é o estudo da música, geralmente de maneira altamente técnica e fora do âmbito de outras disciplinas. De forma mais ampla, refere-se a qualquer estudo da música, geralmente relacionado de alguma forma com questões de composição, e pode incluir matemática, física e antropologia. O que é mais comumente ensinado nas aulas introdutórias de teoria musical são diretrizes para escrever no estilo do período da prática comum, ou da música tonal. A teoria, mesmo a da música do período da prática comum, pode assumir outras formas. A teoria dos conjuntos musicais é a aplicação da teoria dos conjuntos matemática à música, aplicada inicialmente à música atonal. A teoria musical especulativa, em contraste com a teoria musical analítica, dedica-se à análise e à síntese dos materiais musicais, por exemplo, dos sistemas de afinação, geralmente como preparação para a composição.

Zoomusicologia

A zoomusicologia é o estudo da música dos animais não humanos ou dos aspectos musicais dos sons produzidos por animais não humanos. Como perguntou George Herzog (1941), “os animais têm música?” A obra Musique, mythe, nature, ou les Dauphins d'Arion (1983), de François-Bernard Mâche, um estudo de “ornitomusicologia” que utiliza uma técnica de Nicolas Ruwet baseada na análise de segmentação paradigmática de Language, musique, poésie (1972), mostra que os cantos das aves são organizados de acordo com um princípio de repetição e transformação. Jean-Jacques Nattiez (1990) argumenta que “em última análise, é um ser humano quem decide o que é e o que não é musical, mesmo quando o som não é de origem humana. Se reconhecermos que o som não é organizado e conceituado (isto é, transformado em música) simplesmente por seu produtor, mas pela mente que o percebe, então a música é exclusivamente humana.”

Etnomusicologia

A etnomusicóloga Frances Densmore na Instituição Smithsonian em 1916, onde gravava o chefe Blackfoot, Mountain Chief, para o Bureau of American Ethnology. Nesta imagem, Mountain Chief está ouvindo uma gravação.

No Ocidente, grande parte da história da música ensinada trata da música artística da civilização ocidental, conhecida como música clássica. A história da música em culturas não ocidentais («música do mundo» ou o campo da «etnomusicologia») também é ensinada em universidades ocidentais. Isso inclui as tradições clássicas documentadas dos países asiáticos que não sofreram influência da Europa Ocidental, bem como a música folclórica ou indígena de várias outras culturas. Os estilos populares ou folclóricos de música nos países não ocidentais variaram de uma cultura para outra e de um período para outro. Diferentes culturas deram ênfase a diferentes instrumentos, técnicas, estilos de canto e usos da música. A música tem sido utilizada para entretenimento, cerimônias, rituais, fins religiosos e para comunicação prática e artística. A música não ocidental também foi utilizada para fins de propaganda, como ocorreu com a ópera chinesa durante a Revolução Cultural.

Existe uma grande variedade de classificações da música não ocidental, muitas das quais estão envolvidas no debate sobre a definição de música. Uma das maiores divisões é aquela entre a música clássica (ou música «artística») e a música popular (ou música comercial, incluindo estilos não ocidentais de rock, country e estilos relacionados à música pop). Alguns gêneros não se enquadram perfeitamente em nenhuma dessas «duas grandes» classificações, como a música folclórica, a música do mundo ou a música relacionada ao jazz.

À medida que as culturas do mundo entraram em maior contato global, seus estilos musicais indígenas frequentemente se fundiram com outros estilos, produzindo novos estilos. Por exemplo, o estilo bluegrass dos Estados Unidos contém elementos das tradições instrumentais e vocais anglo-irlandesa, escocesa, irlandesa, alemã e africana, que puderam se fundir na sociedade multiétnica dos Estados Unidos, conhecida como «melting pot». Alguns tipos de música do mundo contêm uma mistura de estilos indígenas não ocidentais com elementos da música pop ocidental. Os gêneros musicais são determinados tanto pela tradição e pela forma de apresentação quanto pela música propriamente dita. Algumas obras, como Rhapsody in Blue, de George Gershwin, são reivindicadas tanto pelo jazz quanto pela música clássica, enquanto Porgy and Bess, de Gershwin, e West Side Story, de Leonard Bernstein, são reivindicadas tanto pela tradição operística quanto pela tradição dos musicais da Broadway. Muitos festivais de música não ocidental incluem bandas e cantores de um determinado gênero musical, como a música do mundo.

A música indiana, por exemplo, é um dos tipos de música mais antigos e de mais longa continuidade histórica, e ainda é amplamente ouvida e executada no Sul da Ásia, bem como internacionalmente (especialmente desde a década de 1960). A música indiana possui principalmente três formas de música clássica: os estilos hindustani, carnático e dhrupad. Ela também possui um grande repertório de estilos que envolvem apenas música de percussão, como as apresentações de talavadya, famosas no Sul da Índia.

Terapia

Um musicoterapeuta de um programa "Blues nas Escolas" toca gaita de boca com um marinheiro da Marinha dos Estados Unidos em um Centro de Terapia Naval

A musicoterapia é um processo interpessoal no qual um terapeuta treinado utiliza a música e todas as suas facetas — física, emocional, mental, social, estética e espiritual — para ajudar os clientes a melhorar ou manter sua saúde. Em alguns casos, as necessidades do cliente são abordadas diretamente por meio da música; em outros, são abordadas por meio das relações que se desenvolvem entre o cliente e o terapeuta. A musicoterapia é utilizada com pessoas de todas as idades e com uma variedade de condições, incluindo transtornos psiquiátricos, problemas médicos, deficiências físicas, deficiências sensoriais, deficiências do desenvolvimento, problemas relacionados ao abuso de substâncias, transtornos da comunicação, problemas interpessoais e envelhecimento. Ela também é utilizada para melhorar a aprendizagem, desenvolver a autoestima, reduzir o estresse, apoiar o exercício físico e facilitar uma série de outras atividades relacionadas à saúde. Os musicoterapeutas podem incentivar os clientes a cantar, tocar instrumentos, criar canções ou realizar outras atividades musicais.

No século X, o filósofo Al-Farabi descreveu como a música vocal pode estimular os sentimentos e as almas dos ouvintes. A música é utilizada há muito tempo para ajudar as pessoas a lidar com suas emoções. No século XVII, a obra The Anatomy of Melancholy, do estudioso Robert Burton, defendia que a música e a dança eram fundamentais no tratamento de doenças mentais, especialmente da melancolia. Ele observou que a música tinha um "excelente poder ... de expulsar muitas outras doenças" e a chamou de "um remédio soberano contra o desespero e a melancolia". Ele apontou que, na Antiguidade, Canus, um tocador de rabeca de Rodes, utilizava a música para "tornar alegre um homem melancólico, ... um amante mais apaixonado, um homem religioso mais devoto". No Império Otomano, as doenças mentais eram tratadas com música. Em novembro de 2006, Michael J. Crawford e seus colegas também constataram que a musicoterapia ajudava pacientes com esquizofrenia.

Ver também

Referências

Notas

  1. ↑ A música do período clássico não deve ser confundida com a música clássica em geral, termo que se refere à música erudita ocidental do século V até os anos 2000, abrangendo o período clássico como um de vários períodos.
  2. ↑ No século XIX, as expressões "os elementos da música" e "os rudimentos da música" eram usadas indistintamente. Os elementos descritos nesses documentos referem-se a aspectos da música necessários para se tornar um músico. Autores mais recentes, como Espie Estrella, parecem utilizar a expressão "elementos da música" de maneira semelhante. Uma definição que reflete com maior precisão esse uso é: "os princípios rudimentares de uma arte, ciência etc.: os elementos da gramática." A mudança do currículo do Reino Unido para as "dimensões inter-relacionadas da música" parece representar um retorno ao uso dos elementos rudimentares da música.

Citações

  1. ↑ OED, § 1.
  2. ↑ AHD, § 1.
  3. ↑ Epperson 2022, § para. 1.
  4. ↑ Morley 2013, p. 5.
  5. ↑ Mithen 2005, pp. 26–27.
  6. ↑ Gardner 1983, p. 104.
  7. 1 2 Hoad, T. F., ed. (2003). «music». The Concise Oxford Dictionary of English Etymology. ISBN 978-0-19-283098-2. Consultado em 30 de maio de 2022. Cópia arquivada em 30 de maio de 2022
  8. ↑ Nettl 2001, §III "3. Music among the arts".
  9. ↑ Online Etymology Dictionary, § para 2.
  10. 1 2 3 Online Etymology Dictionary, § para 1.
  11. 1 2 Apel 1969, p. 548.
  12. ↑ Uma teoria atualmente desacreditada, sustentada por muitos pensadores medievais, afirmava que a palavra "música" derivava do termo egípcio moys, que significava “água” e que se acreditava estar relacionado a Moisés, personagem bíblico.
  13. ↑ Anderson & Mathiesen 2001, § para 1.
  14. ↑ Quanto às origens etimológicas mais remotas, mousiké deriva da forma feminina de mousikos, que significa algo «relativo às Musas», a partir da palavra do grego antigo para «Musa»,Mousa. Não há consenso quanto às origens da palavra Mousa, embora se possam consultar as teorias propostas na seção «Etimologia» do artigo Musas.
  15. ↑ Murray 2020, pp. 13–14.
  16. 1 2 3 4 Nettl 2001, §I "1. Etymology".
  17. ↑ Anderson & Mathiesen 2001, § para 2.
  18. ↑ Nettl 2001, §II "1. Contemporary Western culture".
  19. 1 2 Nettl 2001, §II "2. East Asia".
  20. ↑ Nettl 2001, §II "5. Some African cultures".
  21. ↑ Nettl 2001, §II "4. India".
  22. ↑ Nettl 2001, §II "6. Some Amerindian and Oceanian cultures".
  23. ↑ Nettl 2001, §II "3. Iran and the Middle East".
  24. 1 2 Morley 2013, p. 43.
  25. ↑ Merker, Morley & Zuidema 2015, § "Introduction".
  26. ↑ Morley 2013, pp. 2–3.
  27. 1 2 Wallin, Merker & Brown 2000, p. 8.
  28. ↑ Huron 2003, p. 61.
  29. ↑ Huron 2003, p. 62.
  30. ↑ Wallin, Merker & Brown 2000, p. 11.
  31. ↑ Nettl 2001, § 8 "On the Origins of Music".
  32. ↑ Morley 2013, pp. 38–39.
  33. 1 2 Morley 2013, p. 42.
  34. ↑ Consulte Morley (2013, pp. 43–45) para obter uma tabela abrangente sobre todas as oito flautas que sobreviveram, provenientes das cavernas de Geissenklösterle, Hohle Fels e Vogelherd.
  35. ↑ «Music in Ancient Egypt». exhibitions.kelsey.lsa.umich.edu. Consultado em 17 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2026
  36. ↑ Mark, Joshua J. (19 de maio de 2017). «Music & Dance in Ancient Egypt». World History Encyclopedia (em inglês). Cópia arquivada em 28 de julho de 2026
  37. ↑ Pulver, Jeffrey (1921). «The Music of Ancient Egypt». Proceedings of the Musical Association. 48: 29–55. ISSN 0958-8442. doi:10.1093/jrma/48.1.29
  38. ↑ Music of Ancient Egypt Arquivado em 13 outubro 2015 no Wayback Machine. Kelsey Museum of Archaeology, University of Michigan, Ann Arbor.
  39. ↑ «UC 33268». digitalegypt.ucl.ac.uk. Consultado em 27 de outubro de 2015. Cópia arquivada em 27 de julho de 2013
  40. ↑ Hickmann, Hans (1957). «Un Zikr Dans le Mastaba de Debhen, Guîzah (IVème Dynastie)». Journal of the International Folk Music Council. 9: 59–62. ISSN 0950-7922. JSTOR 834982. doi:10.2307/834982
  41. ↑ Hickmann, Hans (Janeiro–Março de 1960). «Rythme, mètre et mesure de la musique instrumentale et vocale des anciens Egyptiens». Acta Musicologica. 32 (1): 11–22. JSTOR 931818. doi:10.2307/931818
  42. ↑ Stolba, K. Marie (1995). The Development of Western Music: A History brief second ed. Madison: Brown & Benchmark Publishers. p. 2
  43. 1 2 West, Martin Litchfield (Maio de 1994). «The Babylonian Musical Notation and the Hurrian Melodic Texts». Music and Letters. 75. [S.l.: s.n.] pp. 161–179
  44. 1 2 3 Savage, Roger (2001). Incidental music | Oxford Music. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1-56159-263-0. doi:10.1093/gmo/9781561592630.article.43289. Consultado em 30 de julho de 2022. Cópia arquivada em 25 de abril de 2021
  45. ↑ West, Martin Litchfield (1994). Ancient Greek music. [S.l.]: Oxford University Press
  46. ↑ Winnington-Ingram, Reginald P. (Outubro de 1929). «Ancient Greek Music: A Survey». Music & Letters. 10 (4): 326–345. JSTOR 726126. doi:10.1093/ml/X.4.326
  47. ↑ Aristoxenus, Henry Stewart Macran (1902). Harmonika Stoicheia (The Harmonics of Aristoxenus). [S.l.]: Georg Olms Verlag. OCLC 123175755. Consultado em 7 de abril de 2016. Cópia arquivada em 2 de janeiro de 2020
  48. ↑ Pegg, Carole (2001). «Inner Asia». Grove Music Online. ISBN 978-1-56159-263-0. doi:10.1093/gmo/9781561592630.article.05283. Cópia arquivada em 20 de abril de 2025
  49. ↑ Richard O. Nidel, World Music: The Basics, p. 219.
  50. ↑ Charles Kahn, World History: Societies of the Past, p. 98.
  51. ↑ World History: Societies of the Past By Charles Kahn (p. 11)
  52. ↑ World Music: The Basics By Nidel Nidel, Richard O. Nidel (p. 10)
  53. ↑ Rajagopal, Geetha (2009). Music rituals in the temples of South India, Volume 1. [S.l.]: D. K. Printworld. pp. 111–112. ISBN 978-81-246-0538-7. Consultado em 29 de outubro de 2015. Cópia arquivada em 14 de dezembro de 2019
  54. ↑ Szczepanski, Kallie (26 de junho de 2019). «History of Gamelan, Indonesian Music and Dance». ThoughtCo. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2026
  55. ↑ «Gamelan | Indonesian Orchestra, Traditional Instruments & Javanese Culture». Britannica. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2023
  56. ↑ «Chinese music - Tonal System, Theoretical Rationalization». Britannica. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2023
  57. ↑ «Léonin | Medieval Music, Notre Dame School, Polyphonic Masses». Britannica. Cópia arquivada em 30 de maio de 2023
  58. ↑ «Pérotin | Medieval Music, Notre Dame School, Polyphony». Britannica. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2023
  59. ↑ «Guillaume de Machaut | 14th Century French Poet & Musician». Britannica. Cópia arquivada em 6 de setembro de 2023
  60. ↑ «Walther von der Vogelweide | German Minnesinger, Lyric Poet». Britannica. Cópia arquivada em 6 de junho de 2023
  61. ↑ «Chapter 6: Music of Franco-Flemish Composers, 1450-1520». Concise History of Western Music, 4: W. W. Norton StudySpace. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2023
  62. ↑ Blume, Friedrich. Classic and Romantic Music: A Comprehensive Survey. New York: W.W. Norton & Company, 1970. Print.
  63. ↑ Le, Bonnie; Scully, Francis; Edwards, Steven; Boyd, Jesse; Wimberly, Brenda (1 de agosto de 2022). Music of the Classical Period. [S.l.: s.n.] – via louis.pressbooks.pub
  64. ↑ «5.2: Music in the Classical period». Humanities LibreTexts. 11 de maio de 2020. Cópia arquivada em 28 de março de 2026
  65. ↑ «Classical Music: Ballets and Ballerinas». dummies. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2026
  66. ↑ «The Music of the Romantic Period: Emotional Expression and Innovation». Classical Mania. 11 de abril de 2023. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2023
  67. ↑ 7.4 Radio's Impact on Culture. [S.l.]: University of Minnesota Libraries Publishing edition, 2016. This edition adapted from a work originally produced in 2010 by a publisher who has requested that it not receive attribution. 22 de março de 2016. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2024 – via open.lib.umn.edu
  68. ↑ «The Impact Of Radio On American Popular Music | Ben Vaughn». www.benvaughn.com. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2023
  69. ↑ Schaeffer, P. (1966), Traité des objets musicaux, Le Seuil, Paris.
  70. ↑ «How Do Multitrack Recordings Enhance Music Production? - AboutRecording.com». 13 de setembro de 2023
  71. ↑ «Basic Overdubbing». www.soundonsound.com
  72. ↑ Alyn Shipton, A New History of Jazz, 2nd. ed., Continuum, 2007, pp. 4–5
  73. ↑ Gilliland, John (1969). «Show 55 – Crammer: A lively cram course on the history of rock and some other things» (audio). Pop Chronicles. Digital.library.unt.edu
  74. ↑ «Rock & Roll Music Style Overview». AllMusic. Cópia arquivada em 28 de agosto de 2026
  75. ↑ «What Do DJs Use to Make Music?». Performer Life. 23 de novembro de 2023. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2026
  76. ↑ «What Does a Mixer Do? - A Complete Answer · DJ Producer Tech». 16 de agosto de 2019. Arquivado do original em 31 de outubro de 2020
  77. ↑ «Journal on the Art of Record Production » Recreating an Unreal Reality: Performance Practice, Recording, and the Jazz Rhythm Section». www.arpjournal.com. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2026
  78. ↑ Havers, Richard (26 de fevereiro de 2023). «The History Of Recorded Jazz»
  79. ↑ «How to interpret classical music». Cópia arquivada em 10 de outubro de 2025
  80. ↑ Jean, Janae (21 de março de 2019). «What is Chance Music?». perennial
  81. ↑ «10 Cover Versions That Creatively Transform the Original Song – Flypaper». 19 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2026
  82. ↑ «What is Chamber Music? Definition, History & Examples». promusicianhub.com. 25 de dezembro de 2021. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2026
  83. ↑ «What is Jazz?». americanhistory.si.edu. 9 de março de 2015. Cópia arquivada em 30 de abril de 2025
  84. ↑ Kirszner, Laurie G. (January 2012). Patterns for College Writing. Bedford/St. Martin's. p. 520. ISBN 978-0-312-67684-1
  85. ↑ «Improvisation and Reciprocity: An Analysis of the Jam Band Community and Its Unique Business Model». www.meiea.org. 20 de novembro de 2007. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2025
  86. ↑ Ferreira, Bruno (26 de julho de 2021). «How to Read Renaissance and Baroque Tablature». UniGuitar. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2026
  87. ↑ Junda, Mary Ellen (2019). «Exploring Cultures Through Song». The Choral Journal. 59 (9): 30–41. JSTOR 26662729. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2025
  88. ↑ «Music: Glossary». The Australian Curriculum. Arquivado do original em 26 de janeiro de 2016
  89. ↑ «The School Curriculum». webarchive.nationalarchives.gov.uk
  90. ↑ «2014 music standards». NAfME. 2015. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2016
  91. ↑ «National curriculum in England: music programmes of study». GOV.UK. 26 de março de 2021. Consultado em 24 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 26 de janeiro de 2016
  92. ↑ Clementi, M.: "Introduction to the art of playing on the piano forte", Da Capo Press (1974). Cohen, Dalia e Dubnov, Shlomo (1996). "Gestalt phenomena in musical texture", Springer doi:10.1007/BFb0034128
  93. ↑ Niecks, Frederick (1884). A Concise Dictionary of Musical Terms. [S.l.: s.n.]. «Review». The Musical Times and Singing Class Circular. 25 (498): 473. JSTOR 3357513. doi:10.2307/3357513. hdl:2027/uc1.b4284161Acessível livremente. Consultado em 24 de setembro de 2019. Cópia arquivada em 16 de março de 2020
  94. ↑ Estrella, Espie (4 de novembro de 2019). «An Introduction to the Elements of Music». liveabout.com. Consultado em 25 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 4 de agosto de 2020
  95. ↑ "Element" Arquivado em 2016-01-29 no Wayback Machine, (n.d.) In Dictionary.com integral. Consultado em 10 de junho de 2015
  96. ↑ «Are Cymbals Pitched Or Unpitched?». Drumming Corner. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2024
  97. ↑ Mager, Noella (27 de novembro de 2023). «What Is A Bass Line In Music»
  98. ↑ Porter, Lewis (1997). Jazz: A Century of Change. [S.l.]: Schirmer Books. p. 176. ISBN 9780028647135
  99. ↑ «The Drums And Bass Guitar: The Foundation Of The Rhythm Section – FuelRocks». 7 de novembro de 2022. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2024
  100. ↑ Harnsberger, Lindsey. "Articulation." Essential Dictionary of Music. Alfred Publishing Co., Inc. Los Angeles, CA.
  101. ↑ «the definition of expression». Dictionary.com. Consultado em 22 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2017
  102. ↑ Burton, Russell (2015). «The elements of music: What are they, and who cares?». Educating for Life. ASME XXTH National Conference Proceeding. Australian Society for Music Education.: 22
  103. ↑ Schmidt-Jones, Catherine (11 de março de 2011). «Form in Music». Connexions. Consultado em 11 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014
  104. ↑ Brandt, Anthony (11 de janeiro de 2007). «Musical Form». Connexions. Consultado em 11 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 15 de março de 2012
  105. ↑ «Form in pop/rock music – Formal functions». Open Music Theory. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2026
  106. ↑ Scholes, Percy A. (1977). «Form». The Oxford Companion to Music 10 ed. [S.l.]: Oxford University Press
  107. ↑ Mann, Alfred (1958). The Study of Fugue. [S.l.]: W.W.Norton and Co. Inc.
  108. ↑ «What Is Through Composed Form In Music? | HelloMusictheory». 11 de setembro de 2020. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2026
  109. ↑ Keil, Charles (1966). Urban blues. [S.l.]: University of Chicago Press. ISBN 978-0-226-42960-1
  110. ↑ Juslin, Patrik N. (6 de setembro de 2013). «What does music express? Basic emotions and beyond». Frontiers in Psychology. 4. 596 páginas. PMC 3764399Acessível livremente. PMID 24046758. doi:10.3389/fpsyg.2013.00596Acessível livremente
  111. ↑ «A Field Full of Rabbit Holes». Sound American. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2026
  112. ↑ «Rhys Chatham: "Drastic Classical Music for Electric Instruments"». The Kitchen OnScreen
  113. ↑ «Glenn Branca: A Guide to the Symphonies». daily.redbullmusicacademy.com. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2026
  114. ↑ Plato (2006). The Republic, Book VII. [S.l.]: Project Gutenberg Literary Archive Foundation. p. 7. Consultado em 11 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2022
  115. ↑ Kirkendall, Jensen Armstrong (14 de dezembro de 2017). «The Well-Ordered Heart: Confucius on Harmony, Music, and Ritual» (PDF). Consultado em 13 de abril de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 13 de abril de 2021
  116. ↑ Tan, Siu-Lan; Pfordresher, Peter; Harré, Rom (2010). Psychology of Music: From Sound to Significance. New York: Psychology Press. p. 2. ISBN 978-1-84169-868-7
  117. ↑ Laske, Otto (1999). Navigating New Musical Horizons (Contributions to the Study of Music and Dance). Westport: Greenwood Press. ISBN 978-0-313-30632-7
  118. ↑ Hamman, M., 1999. "Structure as Performance: Cognitive Musicology and the Objectification of Procedure", in Otto Laske: Navigating New Musical Horizons, ed. J. Tabor. New York: Greenwood Press.
  119. ↑ Graci, C. (2009–2010) A brief tour of the learning sciences featuring a cognitive tool for investigating melodic phenomena. Journal of Educational Technology Systems, 38(2), 181–211.
  120. ↑ Laske, O. (1999). AI and music: A cornerstone of cognitive musicology. In M. Balaban, K. Ebcioglu, & O. Laske (Eds.), Understanding music with ai: Perspectives on music cognition. Cambridge: The MIT Press.
  121. ↑ Wallin, Nils L./Björn Merker/Steven Brown (1999): "An Introduction to Evolutionary Musicology." In: Wallin, Nils L./Björn Merker/Steven Brown (Eds., 1999): The Origins of Music, pp. 5–6. ISBN 0-262-23206-5.
  122. ↑ «The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex». 1871. Consultado em 24 de abril de 2014. Cópia arquivada em 2 de abril de 2012 Chapter III; Language
  123. ↑ Nils L. Wallin; Björn Merker; Steven Brown, eds. (2000). The Origins of Music. Cambridge, Massachusetts: MIT Press. ISBN 978-0-262-23206-7
  124. ↑ Mithen 2005.
  125. ↑ Hagen, Edward H; Hammerstein P (2009). «Did Neanderthals and other early humans sing? Seeking the biological roots of music in the loud calls of primates, lions, hyenas, and wolves» (PDF). Musicae Scientiae. doi:10.1177/1029864909013002131. Consultado em 24 de abril de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 30 de maio de 2010
  126. ↑ Pinker, Steven (1997). How the Mind Works. New York: W. W. Norton. p. 534. ISBN 978-0-393-04535-2
  127. ↑ Perlovsky L. Music. Cognitive Function, Origin, And Evolution Of Musical Emotions. WebmedCentral PSYCHOLOGY 2011;2(2):WMC001494
  128. ↑ Alison Abbott. 2002. "Neurobiology: Music, maestro, please!" Nature 416, 12–14 (7 March 2002) | doi:10.1038/416012a
  129. ↑ Carroll, Joseph (1998). «Steven Pinker's Cheesecake For The Mind». Cogweb.ucla.edu. Consultado em 29 de dezembro de 2012. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2013
  130. ↑ Soley, G.; Hannon, E. E. (2010). «Infants prefer the musical meter of their own culture: A cross-cultural comparison». Developmental Psychology. 46 (1): 286–292. PMID 20053025. doi:10.1037/a0017555
  131. ↑ Balkwill, L.; Thompson, W. F.; Matsunaga, R. (2004). «Recognition of emotion in Japanese, Western, and Hindustani music by Japanese listeners». Japanese Psychological Research. 46 (4): 337–349. doi:10.1111/j.1468-5584.2004.00265.xAcessível livremente
  132. ↑ Demorest, S. M.; Morrison, S. J.; Beken, M. N.; Jungbluth, D. (2008). «Lost in translation: An enculturation effect in music memory performance». Music Perception. 25 (3): 213–223. doi:10.1525/mp.2008.25.3.213
  133. ↑ Groussard, M.; Rauchs, G.; Landeau, B.; Viader, F.; Desgranges, B.; Eustache, F.; Platel, H. (2010). «The neural substrates of musical memory revealed by fMRI and two semantic tasks» (PDF). NeuroImage. 53 (4): 1301–1309. PMID 20627131. doi:10.1016/j.neuroimage.2010.07.013. Consultado em 11 de dezembro de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 29 de abril de 2019
  134. ↑ Seashore, C. E. (1938). Psychology of Music: New York: Dover Publications.
  135. ↑ Webster, N. (Ed.) (1947) Webster's New Twentieth Century Dictionary. Clevelend Ohio: The World Publishing Company.
  136. 1 2 Burton, R.L. (2015). The elements of music: what are they, and who cares? Arquivado em 10 maio 2020 no Wayback Machine In J. Rosevear & S. Harding. (Eds.), ASME XXth National Conference proceedings. Paper presented at: Music: Educating for life: ASME XXth National Conference (pp. 22–28), Parkville, Victoria: The Australian Society for Music Education Inc.
  137. ↑ Grazian, David. "The Symbolic Economy of Authenticity in the Chicago Blues Scene." in Music Scenes: Local, Translocal, and Virtual. ed. Bennett, Andy and Richard A. Peterson. Nashville: Vanderbilt University Press, 2004. pp. 31–47
  138. ↑ Rebecca Elizabeth Ball (2010). Portland's Independent Music Scene: Formation of Community Identities and Alternative Urban Cultural Landscapes Arquivado em 1 fevereiro 2018 no Wayback Machine, p. 27
  139. 1 2 Johnson, Thomas (1 de abril de 2018). «David Brackett. 2016. Categorizing Sound: Genre and Twentieth-Century Popular Music. Berkeley: University of California Press». Current Musicology (102). doi:10.7916/cm.v0i102.5377. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2026 – via journals.library.columbia.edu
  140. ↑ Julian Schaap and Pauwke Berkers. "Grunting Alone? Online Gender Inequality in Extreme Metal Music" in IASPM Journal. Vol. 4, no. 1 (2014) p. 103
  141. 1 2 Erika White (28 de janeiro de 2015). «Music History Primer: 3 Pioneering Female Songwriters of the '60s | REBEAT Magazine». Rebeatmag.com. Consultado em 20 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2015
  142. ↑ «Women Composers In American Popular Song». Parlorsongs.com. 25 de março de 1911. p. 1. Consultado em 20 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2019
  143. 1 2 «Classical music's shocking gender gap». CBC Music. Consultado em 16 de agosto de 2016. Arquivado do original em 4 de julho de 2012
  144. ↑ Jessica Duchen. «Why the male domination of classical music might be coming to an end | Music». The Guardian. Consultado em 20 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2021
  145. ↑ Ncube, Rosina (Setembro de 2013). «Sounding Off: Why So Few Women In Audio?». Sound on Sound. Consultado em 17 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 24 de abril de 2016
  146. ↑ «Singer Asha Bhosle enters Guinness World Records for most single studio recordings». India Today. 21 de outubro de 2011. Consultado em 12 de março de 2016. Cópia arquivada em 13 de março de 2016
  147. ↑ «History». American Federation of Musicians. Cópia arquivada em 5 de abril de 2007
  148. ↑ Hubbard, Preston J. (1985). «Synchronized Sound and Movie-House Musicians, 1926–29». American Music. 3 (4): 429–441 [429]. JSTOR 3051829. doi:10.2307/3051829. Consultado em 28 de maio de 2023. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2022
  149. ↑ "Canned Music on Trial" Arquivado em 14 dezembro 2009 no Wayback Machine part of Duke University's Ad*Access project.
  150. ↑ Tapscott, Don; Williams, Anthony D. (2006). Wikinomics: How Mass Collaboration Changes Everything. [S.l.]: Portfolio Hardcover. ISBN 978-1-59184-138-8
  151. ↑ Webster, Jack (9 de novembro de 2020). «Taste in the platform age: music streaming services and new forms of class distinction». Information, Communication & Society. 23 (13): 1909–1924. ISSN 1369-118X. doi:10.1080/1369118X.2019.1622763
  152. ↑ Carnovalini, Filippo; Rodà, Antonio (3 de abril de 2020). «Computational Creativity and Music Generation Systems: An Introduction to the State of the Art». Frontiers in Artificial Intelligence (em inglês). 3. ISSN 2624-8212. PMC 7861321Acessível livremente. PMID 33733133. doi:10.3389/frai.2020.00014Acessível livremente
  153. ↑ «Promoting Literacy Through Music». www.songsforteaching.com. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2026
  154. ↑ Davis-McAfee, M. (7 de maio de 2023). «The Hit Singer Who Gave Rihanna Informal Vocal Lessons». The List. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2026
  155. ↑ «Pop and Rock Vocals». online.berklee.edu. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2026
  156. ↑ «MUSICOLOGY & ETHNOMUSICOLOGY | School of Music». music.umd.edu
  157. ↑ «Degrees Offered | Musicology and Ethnomusicology | Programs & Degrees | School of Music | College of the Arts | University of Florida». arts.ufl.edu. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2026
  158. ↑ «Ethnomusicology | School of Music | University of Washington». music.washington.edu. Cópia arquivada em 15 de maio de 2026
  159. ↑ Schneider, Albrecht (2010). «Music Theory: Speculation, Reasoning, Experience. A Perspective from Systematic Musicology». Zeitschrift der Gesellschaft für Musiktheorie. 7. doi:10.31751/574
  160. ↑ «What is Speculative Music Composition?». parsejournal.com. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2026
  161. ↑ Nattiez, Jean-Jacques (21 de novembro de 1990). Music and Discourse: Toward a Semiology of Music. [S.l.]: Princeton University Press. 58 páginas. ISBN 9780691027142
  162. ↑ «World Music Festivals | World Music Central». 24 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 30 de maio de 2026
  163. ↑ «The Most Popular Genres for Music Festivals in 2021.». Festival Pro. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2026
  164. ↑ Rens Bod (2022). World of Patterns: A Global History of Knowledge. [S.l.]: Johns Hopkins University Press. p. 169. ISBN 978-1-4214-4345-4
  165. ↑ cf. The Anatomy of Melancholy, Robert Burton, subsection 3, on and after line 3,480, "Music a Remedy"
  166. ↑ Ismenias the Theban, Chiron the centaur, is said to have cured this and many other diseases by music alone: as now thy do those, saith Bodine, that are troubled with St. Vitus's Bedlam dance. Project Gutenberg's The Anatomy of Melancholy, by Democritus Junior Arquivado em 13 maio 2011 no Wayback Machine
  167. ↑ "Humanities are the Hormones: A Tarantella Comes to Newfoundland. What should we do about it?" Arquivado em 15 fevereiro 2015 no Wayback Machine by John Crellin, MUNMED, newsletter of the Faculty of Medicine, Memorial University of Newfoundland, 1996.
  168. ↑ Aung, Steven K. H.; Lee, Mathew H. M. (2004). «Music, Sounds, Medicine, and Meditation: An Integrative Approach to the Healing Arts». Alternative and Complementary Therapies. 10 (5): 266–270. doi:10.1089/act.2004.10.266
  169. ↑ Crawford, Mike J.; Talwar, Nakul; et al. (Novembro de 2006). «Music therapy for in-patients with schizophrenia: Exploratory randomised controlled trial». British Journal of Psychiatry. 189 (5): 405–409. PMID 17077429. doi:10.1192/bjp.bp.105.015073Acessível livremente. Music therapy may provide a means of improving mental health among people with schizophrenia, but its effects in acute psychoses have not been explored
  170. ↑ Michael J. Crawford page Arquivado em 28 novembro 2010 no Wayback Machine at Imperial College London, Faculty of Medicine, Department of Psychological Medicine.

Fontes

Leitura complementar

Ligações externas