Capa de uma edição de 2016 da Nature, com uma ilustração de Proxima Centauri e de seu planeta Proxima Centauri b | |
| Título abreviado (ISO 4) | Nature |
|---|---|
| Disciplina(s) académica(s) | Ciências naturais |
| Editor | Magdalena Skipper |
| Detalhes de publicação | |
| Editora | Nature Portfolio, subsidiária da Springer Nature (Reino Unido) |
| História | Desde 4 de novembro de 1869 |
| Periodicidade | Semanal |
| Acesso livre | Híbrido |
| Fator de impacto (2025) | 56,1 |
| Indexação | |
| ISSN | 0028-0836 (print) 1476-4687 (web) |
| LCCN | 12037118 |
| OCLC | 01586310 |
| Ligações | |
Nature é uma revista científica britânica de circulação internacional, publicada semanalmente, que apresenta pesquisas revisadas por pares nas ciências naturais, como biologia, física, química, ciências da Terra e áreas interdisciplinares afins. Tem redações em Londres, nos Estados Unidos, na Europa continental e na Ásia e pertence à editora científica internacional Springer Nature. Na edição de 2022 do Journal Citation Reports, a Nature tinha um dos maiores fatores de impacto entre as revistas científicas multidisciplinares, com 50,5, resultado da frequência com que seus artigos eram citados na literatura científica. Alan Fersht a incluiu entre as revistas de maior peso na ciência mundial. Em 2007, a Nature recebeu, junto com a Science, o Prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades. Em 2012, a revista informava ter cerca de três milhões de leitores únicos por mês na internet.
Fundada no outono de 1869, a Nature começou a circular por iniciativa de Norman Lockyer e Alexander MacMillan [en], como um espaço público de discussão sobre novidades científicas. Em meados do século XX, ampliou sua cobertura e passou a dedicar mais atenção ao jornalismo científico e à explicação de pesquisas. Entre o fim da década de 1980 e o início da seguinte, abriu redações fora da Grã-Bretanha e criou dez publicações especializadas complementares, como a Nature Materials [en]. Desde o fim dos anos 2000, publica semanalmente editoriais e colunas sobre atualidades, além de declarações de apoio a candidatos em eleições. Os pesquisadores são os principais autores da revista desde sua fundação, e a edição dos textos busca sobretudo tornar a linguagem técnica compreensível.
As pesquisas publicadas na Nature têm, em sua maioria, o formato de artigos ou cartas, com poucas alterações editoriais. São textos densos e muito técnicos que, devido aos limites de extensão, costumam condensar trabalhos mais longos. Menos de 8% dos manuscritos enviados são aceitos para publicação. Seus artigos científicos recebem muitas citações e frequentemente atraem atenção internacional. A revista também se envolveu em disputas e controvérsias acadêmicas sobre retratações, revisão por pares e critérios metodológicos.
A Nature também publica comentários, análises, notícias e reportagens sobre financiamento de pesquisas, políticas científicas, questões éticas na ciência e descobertas científicas, além de seções de livros, artes e contos de ficção científica. Novidades e avanços de qualquer área científica ou tecnológica podem receber atenção nos textos da seção "Spotlight". Escritos em formato de notícia ou reportagem, esses textos não recebem o mesmo reconhecimento que os artigos de pesquisa. Parte deles é financiada por parceiros ou patrocinadores.
Os avanços da ciência e da matemática no século XIX eram publicados em periódicos escritos sobretudo em alemão e francês, além do inglês. A Grã-Bretanha passou por profundas mudanças tecnológicas e industriais, sobretudo na segunda metade do século. Entre as revistas científicas mais respeitadas estavam as publicações com revisão por pares da Royal Society, que haviam publicado trabalhos de Isaac Newton, Michael Faraday e Charles Darwin. O número de periódicos de divulgação científica dobrou entre as décadas de 1850 e 1860. Seus editores pretendiam que fossem "órgãos da ciência", um meio de aproximar o público do mundo científico.
A Nature, fundada em 1869, teve antecessoras na Grã-Bretanha. Uma delas foi a Recreative Science: A Record and Remembrancer of Intellectual Observation, criada em 1859 como uma revista de história natural. A publicação passou a dar mais espaço à observação de fenômenos físicos e a assuntos técnicos, reduzindo a cobertura de história natural. Seu título mudou para Intellectual Observer: A Review of Natural History, Microscopic Research, and Recreative Science e depois para Student and Intellectual Observer of Science, Literature, and Art. A Recreative Science havia procurado ampliar sua cobertura das ciências físicas, com assuntos como astronomia e arqueologia. A Intellectual Observer abriu espaço também para a literatura e as artes. A Popular Science Review, criada em 1862, tinha uma proposta semelhante à da Recreative Science. Cobria diferentes áreas da ciência em seções intituladas "Scientific Summary" e "Quarterly Retrospect", com resenhas de livros e comentários sobre os trabalhos e as publicações científicas mais recentes. Outros dois periódicos ingleses anteriores à Nature foram o Quarterly Journal of Science [en], fundado em 1864, e o Scientific Opinion, de 1868. O The Reader [en], criado em 1863, era o que mais se aproximava da Nature em sua edição e formato. Como a Popular Science Review, reunia ciência, literatura e arte para alcançar leitores de fora da comunidade científica.
Todas essas revistas encerraram suas atividades. A Popular Science Review foi a que durou mais, com vinte anos de publicação até 1881. A antiga Recreative Science, já com o título Student and Intellectual Observer, deixou de circular em 1871. O Quarterly Journal passou por mudanças editoriais antes de encerrar sua publicação, em 1885. O The Reader terminou em 1867. Já o Scientific Opinion durou apenas dois anos, até junho de 1870.

Pouco depois do encerramento do The Reader, Norman Lockyer, um de seus antigos editores, decidiu criar uma revista científica chamada Nature. O nome veio de um verso de William Wordsworth, "Ao solo firme da natureza se confia a mente que constrói para a eternidade". Seu primeiro proprietário e editor foi Alexander Macmillan [en]. A proposta se aproximava da de suas antecessoras, ao buscar "oferecer aos leitores instruídos um espaço acessível para ler sobre os avanços do conhecimento científico". Para Janet Browne, "muito mais do que qualquer outra revista científica da época, a Nature foi concebida, nasceu e cresceu para alimentar polêmicas". Muitas das primeiras edições traziam artigos de integrantes do X Club, um grupo de cientistas com ideias científicas liberais, progressistas e um tanto controversas para a época. Criado por Thomas Henry Huxley, o grupo reunia Joseph Dalton Hooker, Herbert Spencer e John Tyndall, além de outros cinco cientistas e matemáticos. Todos defendiam com entusiasmo a teoria da evolução de Darwin por descendência comum, que recebeu fortes críticas de grupos mais conservadores de cientistas na segunda metade do século XIX.
É possível que essa abertura científica tenha ajudado a Nature a ter êxito por mais tempo do que suas antecessoras. John Maddox, editor de 1966 a 1973 e de 1980 a 1995, propôs outra explicação em um jantar comemorativo do centenário da revista. Para ele, talvez fosse o jornalismo que atraísse os leitores. "O jornalismo", afirmou, "é uma maneira de criar um sentimento de comunidade entre pessoas que, de outro modo, estariam isoladas umas das outras. Foi isso que a revista de Lockyer fez desde o início." Maddox também atribuiu ao apoio financeiro da família Macmillan, nos primeiros anos, a liberdade que a revista teve para crescer e se desenvolver, maior do que a de publicações científicas anteriores.
Norman Lockyer, fundador da Nature, era professor do Imperial College London. Em 1919, Richard Gregory [en] o sucedeu como editor. Gregory ampliou a presença da revista entre os cientistas de outros países. Seu obituário na Royal Society afirmou que "Gregory sempre se interessou muito pelos contatos internacionais da ciência e, nas páginas da Nature, sempre reservou amplo espaço às atividades das uniões científicas internacionais". Entre 1945 e 1973, a direção editorial mudou três vezes. Em 1945, passou a A. J. V. Gale e L. J. F. Brimble [en], que se tornou o único editor em 1958. John Maddox assumiu em 1965, seguido por David Davies [en] em 1973. Maddox voltou ao cargo em 1980 e permaneceu até 1995. Philip Campbell [en] foi então editor-chefe das publicações da Nature até 2018, quando Magdalena Skipper assumiu a direção da revista.
Em 1970, a Nature abriu sua redação em Washington. Outras foram abertas em Nova York, em 1985, Tóquio e Munique, em 1987, Paris, em 1989, São Francisco, em 2001, Boston, em 2004, e Hong Kong, em 2005. Em 1971, sob a direção de John Maddox, a revista foi dividida em Nature Physical Sciences, publicada às segundas-feiras, Nature New Biology, às quartas-feiras, e Nature, às sextas-feiras. Em 1974, depois da saída de Maddox, as três foram reunidas na Nature. A partir dos anos 1980, a editora lançou mais de dez revistas. Essas publicações passaram a compor a Nature Research, criada em 1999 com o nome Nature Publishing Group, que reunia a Nature, os periódicos da Nature Research [en], as revistas especializadas da Stockton Press e a Macmillan Reference, rebatizada de NPG Reference. Em 1996, a Nature criou seu site. Em 1999, a Nature Publishing Group iniciou a coleção de revistas Nature Reviews. Parte dos textos do site pode ser lida gratuitamente, enquanto outros exigem pagamento pelo acesso. Em 2012, a Nature informava ter cerca de três milhões de leitores únicos por mês na internet.
Em 30 de outubro de 2008, a Nature declarou pela primeira vez apoio a um candidato à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a campanha presidencial daquele ano. Em outubro de 2012, lançou uma edição em árabe [en], em parceria com a Cidade Rei Abdulaziz para a Ciência e a Tecnologia [en]. No lançamento, a edição tinha cerca de 10.000 assinantes. Em 2 de dezembro de 2014, a Nature anunciou que seus assinantes e um grupo de veículos de comunicação selecionados poderiam compartilhar endereços que dessem acesso gratuito ao conteúdo de suas revistas, apenas para leitura. Os artigos são apresentados por meio do ReadCube [en], um sistema de gestão de direitos digitais financiado pela Digital Science, subsidiária da Macmillan. O sistema impede baixar, copiar, imprimir ou distribuir o conteúdo de outras maneiras. As restrições à reutilização e à distribuição impedem que esse modelo seja classificado como acesso aberto, embora permita a leitura gratuita de artigos na internet em certas condições. Em 15 de janeiro de 2015, foram divulgados os detalhes de uma proposta de fusão com a Springer Science+Business Media.
Em maio de 2015, a revista passou a integrar a Springer Nature, criada pela fusão da Springer Science+Business Media com a Nature Publishing Group, a Palgrave Macmillan e a Macmillan Education, que pertenciam ao Holtzbrinck Publishing Group. Desde 2011, a revista publica, em sua retrospectiva anual, a lista Nature's 10 [en], com dez "pessoas que fizeram a diferença" na ciência ao longo do ano.

Uma reportagem da revista Science apontou o prestígio que a publicação de um artigo na Nature pode trazer a um pesquisador. Os trabalhos empíricos, em particular, costumam receber muitas citações, o que pode favorecer promoções, financiamento de pesquisas e atenção da imprensa. Esse efeito de retroalimentação positiva torna intensa a disputa entre cientistas por espaço em revistas como a Nature e sua concorrente mais próxima, a Science. O fator de impacto da Nature, uma medida das citações que seus artigos recebem em outros trabalhos, foi de 42,778 em 2019, no cálculo da Thomson ISI. Como ocorre em muitas revistas, porém, a maioria dos artigos recebe muito menos citações do que esse valor poderia levar a supor. A distribuição das citações na Nature tem uma cauda longa.
Em uma análise da qualidade metodológica e da confiabilidade das pesquisas, Björn Brembs concluiu que algumas revistas de grande prestígio, entre elas a Nature, "publicam estruturas com qualidade muito abaixo do padrão". Sua análise também concluiu que, em diferentes áreas, "a confiabilidade dos trabalhos publicados pode diminuir à medida que aumenta a posição da revista nos rankings".
Como na maioria das revistas científicas profissionais, os manuscritos passam por uma seleção inicial do editor, seguida da revisão por pares. O editor escolhe cientistas com conhecimento do assunto e sem participação na pesquisa para ler e avaliar o trabalho. Os pareceres são enviados aos autores, que revisam o texto com base nas observações recebidas. Na Nature, os artigos costumam seguir para revisão por pares quando o tema é de interesse imediato e o trabalho traz avanços suficientes para sua área. A maioria dos manuscritos é recusada antes dessa etapa.
A declaração de missão original da Nature estabelecia seus objetivos.
Pretende-se, PRIMEIRO, apresentar ao público em geral os grandes resultados do trabalho científico e das descobertas científicas e defender um reconhecimento mais amplo da ciência na educação e no cotidiano. SEGUNDO, auxiliar os próprios homens de ciência, informando prontamente sobre todos os avanços em qualquer ramo do conhecimento da natureza, em qualquer parte do mundo, e oferecendo-lhes a oportunidade de discutir as questões científicas que venham a surgir.
A declaração foi reformulada em 2000.
Primeiro, atender aos cientistas com a publicação rápida de avanços expressivos em qualquer ramo da ciência e oferecer um espaço para divulgar e discutir notícias e questões científicas. Segundo, garantir que os resultados da ciência sejam rapidamente difundidos ao público de todo o mundo, de maneira que comunique o que esses resultados acrescentam ao conhecimento, à cultura e ao cotidiano.
A Nature publicou pela primeira vez descobertas que mudaram os rumos da ciência. A lista a seguir reúne uma seleção desses trabalhos e os artigos em que foram apresentados.
A Nature recusou artigos que depois se tornaram fundamentais para a ciência. Um deles foi o trabalho de Enrico Fermi sobre a teoria da interação fraca no decaimento beta [en], rejeitado por parecer distante demais da realidade. O artigo foi publicado na Zeitschrift für Physik [en] em 1934. A revista também recusou inicialmente a pesquisa de Paul Lauterbur e Peter Mansfield sobre imagem por ressonância magnética, que lhes renderia o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina. A Nature publicou o trabalho depois que Lauterbur recorreu da decisão.
No editorial "Coping with Peer Rejection", de 2003, a revista reconheceu outros erros na recusa de artigos.
Há erros incontestáveis em nossa trajetória. Entre eles estão a recusa dos trabalhos sobre a radiação Cherenkov, o méson de Hideki Yukawa e a fotossíntese estudada por Johann Deisenhofer, Robert Huber e Hartmut Michel, além da recusa inicial, seguida de aceitação, do trabalho de Stephen Hawking sobre a radiação dos buracos negros.
A revista também foi questionada por não seguir os procedimentos editoriais. Antes de publicar, em 1953, o artigo [en] de Watson e Crick sobre a estrutura do DNA [en], a Nature não o submeteu à revisão por pares. Seu editor John Maddox afirmou que "o artigo de Watson e Crick não passou por revisão por pares na Nature [...] o artigo não poderia ter sido avaliado, sua correção é evidente por si só. Nenhum parecerista da área [...] conseguiria ficar calado depois de ver a estrutura".
Em junho de 1988, a Nature publicou um artigo controverso, com resultados aparentemente anômalos, sobre a pesquisa de Jacques Benveniste e sua equipe a respeito da memória da água. O trabalho concluiu que uma diluição em água com menos de uma molécula de anticorpo poderia desencadear uma resposta imune em basófilos humanos, contrariando a lei da ação das massas. O artigo recebeu grande atenção da imprensa em Paris, sobretudo porque os pesquisadores buscavam financiamento de empresas de produtos homeopáticos. Os questionamentos públicos levaram a Nature a exigir uma repetição extensa e rigorosa dos experimentos no laboratório de Benveniste. Nessa repetição, os resultados da equipe foram refutados.
A revista também recebeu críticas por suas posições sobre questões sociais. Em 2017, publicou o editorial "Removing Statues of Historical Figures Risks Whitewashing History: Science Must Acknowledge Mistakes as it Marks its Past", que se opunha à retirada de monumentos a cientistas cujas ações haviam se tornado objeto de controvérsia. O texto citava J. Marion Sims, chamado de "pai da ginecologia", que fez experimentos em mulheres negras escravizadas sem condições de dar consentimento informado, e Thomas Parran Jr. [en], que supervisionou o experimento de sífilis de Tuskegee. O editorial argumentava que a retirada dos monumentos poderia "encobrir a história" e afirmava que "em vez de remover lembranças dolorosas, talvez se devesse acrescentar informações a elas". O texto recebeu críticas, sobretudo nas redes sociais, e a Nature o alterou rapidamente. A revista reconheceu que a versão original era "ofensiva e mal redigida" e publicou uma seleção de cartas recebidas em resposta. O editorial saiu pouco depois dos episódios de violência na manifestação Unite the Right, em Charlottesville, na Virgínia, o que acirrou a controvérsia. Houve cientistas que pediram um boicote à revista. Em 18 de setembro de 2017, o editor Philip Campbell atualizou e revisou o editorial.
Em abril de 2020, a revista se desculpou pela cobertura inicial da pandemia de COVID-19, na qual havia relacionado a China e a cidade de Wuhan ao surto. Essa associação pode ter incentivado ataques racistas.
Antes da eleição do 46.º presidente dos Estados Unidos, a Nature publicou o editorial "Why Nature Supports Joe Biden for US President". O cientista político Floyd Jiuyun Zhang concluiu que esse apoio reduziu a confiança na revista e na ciência como instituição. Para o filósofo da ciência Byron Hyde, as repetidas declarações de apoio a candidatos à Presidência desde 2012 foram um erro, e seus possíveis benefícios não compensam a perda de confiança do público.
Entre 2000 e 2001, a Nature publicou cinco artigos fraudulentos de Jan Hendrik Schön [en] sobre semicondutores. Os trabalhos continham dados falsificados e outras fraudes científicas. A revista os retratou em 2003. O escândalo não se limitou à Nature, pois outras revistas, como a Science e a Physical Review, também retrataram artigos de Schön.
Em 2024, o artigo "Pluripotency of Mesenchymal Stem Cells Derived from Adult Marrow", sobre células-tronco mesenquimais, publicado em 2002, foi retratado [en] após questionamentos sobre alguns painéis de uma figura. Tornou-se, com isso, o artigo retratado com o maior número de citações até então.
Em 1999, a Nature começou a publicar contos de ficção científica. Os textos curtos, em forma de vinhetas [en], compõem a seção "Futures". Os contos foram publicados em 1999 e 2000, novamente em 2005 e 2006 e, desde julho de 2007, passaram a sair semanalmente. A Nature Physics, da mesma editora, também publicou contos em 2007 e 2008. Em 2005, a Nature recebeu o prêmio de melhor editora da Sociedade Europeia de Ficção Científica [en] pela seção "Futures". Cem contos publicados entre 1999 e 2006 foram reunidos na coletânea Futures from Nature, de 2008. Outra coletânea, Futures from Nature 2, foi publicada em 2014.

A Nature é editada e publicada no Reino Unido por uma divisão da Springer Nature, empresa internacional de publicações científicas [en] que oferece periódicos acadêmicos, revistas, bases de dados on-line e serviços nas áreas de ciência e medicina. Seu código CODEN é NATUAS. A Nature tem escritórios em Londres, Nova York, São Francisco, Washington, Boston, Tóquio, Hong Kong, Paris, Munique e Basingstoke. A Nature Portfolio também publica revistas especializadas, como Nature Neuroscience [en], Nature Biotechnology, Nature Methods [en], Nature Structural & Molecular Biology [en] e Nature Chemistry [en], além das coleções de revistas Nature Clinical Practice [en] e Nature Reviews.
Desde 2005, cada edição da Nature é acompanhada de um episódio do Nature Podcast [en], com assuntos selecionados da edição e entrevistas com os autores dos artigos e os jornalistas que cobrem as pesquisas. Apresentado por Kerri Smith, o programa entrevista cientistas sobre pesquisas recentes e traz notícias dos editores e jornalistas da revista. O médico e virologista Chris Smith [en], de Cambridge e do The Naked Scientists [en], criou o programa e produziu e apresentou seus primeiros cem episódios.
A Nature Portfolio apoia o autoarquivamento. Em 2002, foi uma das primeiras editoras a permitir que os autores disponibilizassem seus artigos em sites pessoais. Para isso, passou a pedir uma licença exclusiva de publicação, sem exigir a transferência dos direitos autorais. Em dezembro de 2007, a Nature Publishing Group adotou a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual, na versão não adaptada a uma jurisdição, para os artigos de suas revistas que publicassem pela primeira vez a sequência primária do genoma de um organismo.
Em 2008, John S. Partington organizou uma coletânea de artigos da Nature, publicada pela Peter Lang [en] com o título H. G. Wells in Nature, 1893–1946: A Reception Reader.
A Nature também publica revistas de diferentes disciplinas cujo nome começa com "Communications", que complementam as demais publicações da editora.
A revista Science divide o prêmio deste ano com a revista Nature.
Parte dos trabalhos mais importantes e inovadores dos últimos 150 anos foi publicada nas páginas da Science e da Nature...
Com contos de Arthur C. Clarke, Bruce Sterling, Charles Stross, Cory Doctorow, Greg Bear [en], Gregory Benford, Oliver Morton [en], Ian R. MacLeod [en], Rudy Rucker [en], Greg Egan [en], Stephen Baxter, Barrington J. Bayley [en], Brian Stableford, Frederik Pohl, Vernor Vinge, Nancy Kress, Michael Moorcock, Vonda N. McIntyre, Kim Stanley Robinson, John M. Ford [en] e outros oitenta autores.