| "Not Myself Tonight" | ||||
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| Single de Christina Aguilera do álbum Bionic | ||||
| Lançamento | 13 de abril de 2010 | |||
| Gravação | 2010 | |||
| Estúdios |
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| Géneros | ||||
| Duração | 3:05 | |||
| Editora | RCA | |||
| Composição |
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| Produção | Polow da Don | |||
| Cronologia de singles de Christina Aguilera | ||||
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| Faixas de Bionic | ||||
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| Vídeo musical | ||||
| "Not Myself Tonight" no YouTube | ||||
"Not Myself Tonight" é uma canção da cantora e compositora norte-americana Christina Aguilera, gravada para o seu sexto álbum de estúdio, Bionic (2010). Foi composta e produzida pelo produtor norte-americano Polow da Don, contando com escrita adicional fornecida por Ester Dean, Jason Perry e Greg Curtis. O seu lançamento ocorreu a 30 de março de 2010 através da editora discográfica RCA Records, estreando nas emissoras de rádio norte-americanas e na página oficial da intérprete. Musicalmente associada aos géneros electropop e dance-pop com inflexões de R&B, a sua sonoridade assenta numa produção dinâmica que combina batidas eletrónicas aceleradas, sintetizadores e acordes pontuais de guitarra elétrica. No plano lírico, a composição articula uma celebração de libertação pessoal e desinibição hedonista na pista de dança, onde a narradora assume uma faceta ousada e imprevisível que contrasta com a sua rotina habitual.
A receção crítica especializada foi favorável a mista: diversos avaliadores elogiaram a potência e a elasticidade dos vocais naturais de Aguilera num formato voltado para os clubes noturnos, comparando a sua energia provocadora à era de "Dirrty" (2002), embora outros comentadores tenham criticado a dependência de fórmulas genéricas do pop eletrónico da época. Em termos comerciais, a faixa alcançou a 23.ª posição da tabela norte-americana Billboard Hot 100 — vendendo 77 mil cópias digitais na sua primeira semana —, atingiu o topo da contagem temática Dance Club Songs e posicionou-se no 14.º lugar na Pop Songs. No plano internacional, ingressou no top vinte de diversos países, alcançando a 3.ª posição no Japão e na Coreia do Sul, o 9.º posto na região belga da Valónia, o 11.º no Canadá, o 12.º no Reino Unido e na Eslováquia, o 18.º nos Países Baixos e a 22.ª colocação na Austrália, onde foi galardoada com a certificação de disco de ouro pela ARIA.
O vídeo musical foi filmado em abril de 2010 sob a direção do realizador norte-americano Hype Williams em Los Angeles, retratando Aguilera num ambiente estético de feição sadomasoquista e fetiche inspirado em práticas de bondage, prestando uma homenagem explícita ao teledisco de "Express Yourself" (1989), de Madonna. A produção arrecadou os galardões de Vídeo do Ano nos You Choice Awards e Melhor Canção nos EarOne Awards em 2010, recebendo indicações nos MuchMusic Video Awards de 2011 na categoria de Vídeo Mais Visto do Ano e nos J-Wave Awards para Canção do Ano. A sua divulgação cénica contemplou apresentações ao vivo em formatos como The Oprah Winfrey Show, a cerimónia dos MTV Movie Awards de 2010, os programas matutinos The Early Show e The Today Show, a série VH1 Storytellers, além de ter figurado como tema de abertura nas residências de concertos de Aguilera em Las Vegas, The Xperience (2019) e Christina Aguilera at Voltaire (2023–2024).
"Esta canção surgiu simplesmente comigo e com a Ester [Dean] a improvisar certo dia, enquanto outro amigo meu andava aos saltos e a dançar pelo estúdio. A equipa da Christina entrou em contacto a perguntar se tinha algo forte para ela. Enviei este tema, que por acaso se encaixou na perspetiva fresca e diferente com que a Christina me disse querer surpreender o público neste álbum."
— O compositor e produtor musical Polow da Don sobre "Not Myself Tonight".
Em fevereiro de 2010, durante uma entrevista concedida à edição norte-americana da revista Marie Claire, Aguilera revelou o título oficial do seu sexto álbum de estúdio, Bionic, adiantando a existência de três faixas integradas no alinhamento final. Entre estas, a criação "Glam", produzida por Tricky Stewart, havia sido inicialmente planeada para servir como o primeiro avanço promocional do disco, sendo descrita pela própria intérprete como uma recriação de cariz urbano e hip-hop da estética consagrada por Madonna em "Vogue" (1990). Contudo, no mês seguinte, os planos foram alterados e a cantora anunciou formalmente "Not Myself Tonight" como a faixa de apresentação do projeto: "Estou ansiosa para que os meus admiradores escutem esta nova sonoridade; é algo que acredito que não estejam à espera de ouvir".
A 23 de março de 2010, após o encerramento de uma contagem decrescente de 24 horas no sítio oficial da artista, foi revelada a arte visual da capa, exibindo Christina caracterizada com chifres e cauda de diaba, trajando um corpete preto ajustado de vinil. Três dias depois, foram disponibilizados a letra integral e um excerto sonoro de dezoito segundos da gravação. A estreia oficial da versão completa concretizou-se a 30 de março de 2010 através da página na Internet da intérprete e da sua difusão inaugural nas emissoras de rádio dos Estados Unidos, registando 886 reproduções nos primeiros seis dias e tornando-se a canção mais adicionada às estações de formato contemporâneo e rítmico, bem como a mais solicitada pelos ouvintes da rádio nova-iorquina WHTZ.
A 31 de março de 2010, a obra foi disponibilizada digitalmente na iTunes Store da Austrália e posteriormente em diversos mercados mundiais. Na Europa e na Austrália foi comercializada igualmente em suporte físico de CD single em maio de 2010, acompanhada por um extended play (EP) de remisturas para pistas de dança concebidas por DJ como Chus & Ceballos, Jody den Broeder e Mark Roberts.
"Not Myself Tonight" é um tema de andamento acelerado associado aos géneros electropop e dance-pop com inflexões de R&B, apresentando uma duração temporal de 3 minutos e 5 segundos. A sua produção e composição esteve a cargo do produtor norte-americano Polow da Don, com auxílio de Ester Dean, Jason Perry e Greg Curtis na escrita, e tendo sido gravada ao longo de 2010 nos complexos No Excuses Studios em Santa Monica, The Red Lips Room em Beverly Hills e Larrabee Sound em North Hollywood. A instrumentação da gravação combina sintetizadores pesados a alta velocidade, linhas pulsantes de baixo, acordes de guitarra elétrica e arranjos pontuais de piano. A engenharia de captação musical foi assegurada por Josh Mosser e Jeremy Stevenson, enquanto a captação vocal foi conduzida por Oscar Ramirez, com a assistência técnica de Brian "Fluff" Allison e Matt Benefield; a fase de mistura foi finalizada por Jaycen Joshua nos Larrabee Sound Studios, assistido por Giancarlo Lino.
De acordo com a partitura musical publicada pela Peer International Corporation, a criação foi estruturada no compasso de tempo comum (4/4), estabelecendo uma cadência de 120 batidas por minuto na tonalidade de sol menor. A extensão vocal percorrida pela intérprete estende-se desde a nota grave de sol na terceira oitava (G3) até à nota aguda de ré na quinta oitava (D5). A harmonia organiza-se sobre a progressão de acordes Em–Bm–Fm durante as estrofes, transitando para C–Am no refrão. No plano temático, a lírica concebe um elogio aos rituais de catarse física e sensualidade nos clubes noturnos, retratando uma mulher que decide suspender as suas inibições quotidianas para se reinventar temporariamente: "Esta noite não sou eu própria / [...] Estou a fazer coisas que normalmente não faria / [...] Beijo todos os rapazes e raparigas". Em declarações à MTV News, Aguilera explicou que a composição espelhava o sentimento de reencontro com a sua confiança física e criativa após o nascimento do seu primeiro filho: "Estava desejosa de regressar ao estúdio e exprimir o que sentia; esta canção surgiu de forma orgânica e senti imediatamente que tinha de a cantar — é visceralmente representativa da minha atitude".
| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| About.com | |
| Billboard | (76/100) |
| BBC | |
| Digital Spy | |
Após o seu lançamento, a criação obteve apreciações polarizadas da imprensa especializada, oscilando entre o elogio ao seu vigor de discoteca e a reserva perante a sua agressividade sonora. Bill Lamb, no portal About.com, atribuiu quatro estrelas de cinco possíveis à faixa, considerando-a um marco no panorama pop contemporâneo: "Aguilera celebra a beleza e assume os seus próprios riscos, demonstrando como o dance-pop soa quando interpretado por uma das vozes mais superlativas da música atual". Michael Menachem, na revista norte-americana Billboard, concedeu uma pontuação de 76 em 100, salientando que a cantora "canaliza uma versão mais glamorosa do seu alter ego dirrty, com letras arrojadas sobre auto-reinvenção", rematando que o universo dançante do período empalideceria sem a sua presença. James Montgomery, na MTV News, caraterizou a sonoplastia como "um estrondo acelerado de sintetizadores sobre uma batida contagiante four-on-the-floor, do tipo que se esperaria escutar nos altifalantes maciços dos clubes europeus". Tracy Garraud, na revista Vibe, elogiou a fusão das facetas interpretativas da vocalista, asseverando que a sua presença vocal se impunha com autoridade perante concorrentes contemporâneas à época como Lady Gaga e Katy Perry.
Em contrapartida, Fraser McAlpine, no portal da BBC, concedeu três estrelas, reparando que o tema soava a uma tentativa deliberada de provar sensualidade sem justificar plenamente a sua pertinência estética. Nick Levine, no sítio Digital Spy, considerou que a gravação podia soar derivativa numa primeira audição, embora tenha sublinhado a sua eficácia enquanto hino de fuga ao quotidiano. Anthony Ramos, do programa Access, comparou a canção com o single anterior de Aguilera, "Dirrty", afirmando que é uma "faixa tribal e o registo mais sensual desde de 2002, sendo um hino que de certeza que receberá toneladas de solicitações em casas noturnas. É um sussurro sexy perguntando aos seus fãs, "querem ficar loucos? Porque eu não quero saber!", concluiu. Numa crítica mais severa, Whitney Pastorek, na revista Entertainment Weekly, argumentou que a faixa estava sobreproduzida e questionou se a proposta não comprometia o padrão habitual de exigência vocal da cantora.
Com o passar dos anos, a obra beneficiou de reavaliações retrospetivas favoráveis. Glenn Rowley, na revista Billboard, classificou-a como um lançamento descaradamente sensual e audaz, enquanto Daniel Megarry, na publicação Gay Times, a rotulou como "um hino feminista empoderador que cruzou a frescura do electropop com a rebeldia da era Stripped". Kelley Dunlap, na plataforma BuzzFeed, identificou traços da sua cadência na conceção de "Drunk in Love" (2013), de Beyoncé, e a revista britânica i-D incluiu a faixa na sua compilação dos melhores regressos da música pop do século XXI. A publicação Digital Dream Door posicionou-a no 40.º lugar das 100 melhores canções de 2010, e o portal The Celebrity Cafe colocou-a no 9.º posto das dez melhores criações da carreira de Aguilera.
No campo dos galardões competitivos, a gravação venceu o prémio de Melhor Canção nos EarOne Awards em Itália e o troféu de Vídeo do Ano nos You Choice Awards em 2010. Em 2011, obteve uma nomeação nos MuchMusic Video Awards do Canadá na categoria de Vídeo Mais Visto do Ano, além de indicações para Canção do Ano nos J-Wave Awards no Japão e Melhor Canção Pop nos prémios Spetteguless em Itália.
O vídeo musical foi filmado entre 7 e 9 de abril de 2010 sob a direção do realizador norte-americano Hype Williams em estúdios de Los Angeles, na Califórnia. Durante uma entrevista concedida à estação radiofónica Z100 Atlanta nos bastidores da produção, a intérprete explicou que o conceito visual traduzia a sua maturidade e autoaceitação: "Estou mais confiante e confortável com a minha pele. Acho que sou uma Christina mais sensual". Nos dias que antecederam a estreia formal, a artista divulgou gradualmente na Internet diversas fotografias promocionais onde exibia a multiplicidade de figurinos concebidos para as diferentes cenas da metragem. Em declarações à MTV News, Aguilera expressou enorme entusiasmo pelo resultado da sua primeira colaboração artística com Williams:
| “ | Alguém com um reportório tão grande e com tanto sucesso como realizador, ele é como uma lenda. Sobre o fator colaboração, não sabia o que esperar... e o que ele estaria a pensar a meu respeito. À medida que fomos trabalhando juntos, estabeleceu-se uma conexão criativa de enorme cumplicidade. Quis manter a consistência da imagem do disco, que considero icónica e clássica, pelo que prestei sempre muita atenção a esse aspeto. Fizemos magia juntos a nível criativo, foi absolutamente fantástico. | ” |
A vocalista revelou igualmente que a experiência física adquirida nos ensaios do filme dramático e musical Burlesque (2010) redefiniu a sua destreza corporal na dança: "Havia dança, e aprendi imenso enquanto bailarina a mover o meu corpo com uma precisão que nunca havia experimentado antes. A dança sempre foi secundária para mim; a interpretação vocal foi o meu primeiro amor e era onde o meu coração realmente residia. Nunca tinha sido tão apaixonada pela coreografia, mas depois de Burlesque apaixonei-me por ela e adaptei essa linguagem aos movimentos de 'Not Myself Tonight' de forma muito divertida". A conceção estética delineada em conjunto por Aguilera e Williams combinou cenários suntuosos inspirados no sadomasoquismo e no universo do bondage, integrando ambientes eclesiásticos e uma caracterização agressiva associada ao arquétipo de dominatrix.

Segundo declarações da própria cantora, a narrativa audiovisual concebe um tributo formal à carreira e iconografia de Madonna, tomando como referência nuclear o teledisco de "Express Yourself" (1989), dirigido pelo cineasta David Fincher, além de alusões pontuais a "Like a Prayer" (1989) e "Human Nature" (1995). Aguilera corroborou a natureza desta homenagem numa entrevista: "'Express Yourself' é um dos meus vídeos prediletos de sempre; é transversalmente poderoso e tento sempre incorporar essa força através da minha própria expressão de sexualidade[...] Adoro a referência direta que prestei à Madonna no momento do monóculo e do fumo na escadaria. Estava a prestar tributo a uma mulher formidável que desbravou caminhos antes de todas nós". James Montgomery, na MTV News, assinalou a clareza dessas remissões estéticas, sustentando que o imaginário erótico de "Human Nature" se manifesta de forma evidente na atitude dominadora e emancipada que Aguilera assume perante as personagens que a rodeiam.
Paralelamente, a imprensa especializada traçou comparações entre a multiplicidade de visuais assumidos pela intérprete e o estilo cénico de profissionais como Bettie Page, Lady Gaga, Beyoncé, Britney Spears e Gwen Stefani, bem como ao legado dos seus próprios trabalhos audiovisuais em "Dirrty" e "Lady Marmalade". Gil Kaufman, em análise publicada na MTV, descreveu a metragem como um catálogo explícito de fetiche e provocação carnal, ressaltando o impacto das "indumentárias de vinil, as sucessivas explosões verbais de profanidades, as capas de chuva impermeáveis, as rotinas de dança ensopadas em água no interior de uma igreja e o clímax de intimidade coletiva numa cama redonda, enriquecido por cuecas de cabedal escuro, correntes metálicas e algemas nos tornozelos".
A estreia do teledisco gerou uma ampla divisão de opiniões na crítica da especialidade. Enquanto vários avaliadores saudaram com entusiasmo a recuperação do arrojo sensual e desinibido que caracterizara a era Stripped, outros analistas apontaram carência de originalidade na sobreposição de fórmulas visuais. James Montgomery, da MTV News, confessou ter ficado boquiaberto perante a pujança estética da obra, elogiando o regresso destemido da cantora ao imaginário libertino de "Dirrty". Bill Lamb, na plataforma About.com, desvalorizou as acusações de imitação direcionadas a Aguilera face a Lady Gaga, Madonna ou Rihanna, sustentando que a produção ostentava uma personalidade estética autónoma e parabenizando Hype Williams pela execução de um visual limpo, saturado e de grande impacto gráfico, num período em que os temas de fetiche ganhavam forte relevo na música pop internacional.
Em sentido adverso, Tanner Stransky, na revista Entertainment Weekly, manifestou reservas perante o resultado final, assinalando que, embora seja comum no universo pop encontrar homenagens e apropriações das linhagens artísticas de Madonna, a produção transparecia uma sensação de urgência derivativa: "Aguilera parecia desesperadamente desprovida de originalidade na tentativa de agarrar relevância mediática imediata, quando deveria ter seguido uma direção conceptual inteiramente distinta para se afastar de comparações óbvias". Daniel Kreps, em comentário para a publicação Rolling Stone, subscreveu essa apreciação crítica, notando que a artista se desdobrava em mais de uma dúzia de encarnações estilísticas que fundiam empréstimos de Madonna, Lady Gaga, Beyoncé e referências sadomasoquistas a Catwoman, concluindo que, apesar da busca pelo choque deliberado, a obra ficava aquém do pioneirismo exigido a uma figura cimeira da indústria discográfica.
A estreia da faixa em palco realizou-se a 7 de maio de 2010 durante a emissão do programa televisivo The Oprah Winfrey Show, onde Aguilera surgiu com um sobretudo de cabedal preto e botas de cano alto sob iluminação cénica a laser verde e névoa artificial, proclamando à plateia: "Esta canção é sobre soltarmo-nos e expressarmo-nos!". A 6 de junho de 2010, nos MTV Movie Awards, a cantora executou uma mistura cénica da obra com "Bionic" e "Woohoo", ostentando um coração luminoso na indumentária. Apresentou igualmente o tema na série intimista VH1 Storytellers, no matutino The Today Show da NBC, no programa Live! with Regis and Kelly e no concerto especial de The Early Show da CBS.
Ao longo da década seguinte, a criação foi reinterpretada em eventos, tais como o concerto beneficente de Justin Timberlake em Las Vegas em outubro de 2010, o Festival Mawazine em Marrocos em maio de 2016 e a Black Sea Arena na Geórgia em julho de 2016. Em 2019, assumiu o papel de abertura conjunta com "Your Body" na série de concertos The Xperience no Zappos Theater em Las Vegas, sendo resgatada como número inaugural da residência intimista Christina Aguilera at Voltaire (2023–2024).
No âmbito do seu impacto cultural, uma remistura da canção foi selecionada para o desfile de moda Christian Dior Cruise 2011 fundida com o tema "Bachelorette", de Björk. A faixa integrou a banda sonora da série de comédia dramática Glamorous da Netflix em 2023 e o seu vestuário foi homenageado pela artista drag Farrah Moan no programa televisivo Watch What Happens Live with Andy Cohen em 2019 e pela personalidade televisiva Dorit Kemsley na 47.ª cerimónia anual dos People's Choice Awards em 2021, onde a profissional recebeu o prémio Ícone da Música. Na patinagem artística sobre o gelo, a atleta olímpica suíça Sarah Meier utilizou a melodia numa rotina coreográfica apresentada no espetáculo All That Skate em 2011.
A versão comercial digital padrão de "Not Myself Tonight" contém a gravação com duração de 3 minutos e 5 segundos em edições explícita e censurada. Na Europa e na Austrália foi comercializada em formato físico reunindo o instrumental e remisturas oficiais concebidas por Mark Roberts e Jody den Broeder, sendo ainda editado um extended play (EP) digital composto por doze versões de pista.
| Descarga digital | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Not Myself Tonight" (versão explícita ou censurada) | 3:05 | |
| Duração total: | 3:05 | ||
| CD single (Austrália) | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Not Myself Tonight" (versão censurada) | 3:05 | |
| 2. | "Not Myself Tonight" (versão super-censurada) | 3:05 | |
| 3. | "Not Myself Tonight" (versão explícita) | 3:05 | |
| 4. | "Not Myself Tonight" (instrumental) | 3:05 | |
| 5. | "Not Myself Tonight" (Call Out Hook) | 3:05 | |
| Duração total: | 15:25 | ||
| CD single (Alemanha) | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Not Myself Tonight" | 3:05 | |
| 2. | "Not Myself Tonight" (Mark Roberts Ultimix (Dirty)) | 4:52 | |
| 3. | "Not Myself Tonight" (Jody den Broeder Radio) | 3:31 | |
| Duração total: | 11:28 | ||
| EP digital de remisturas | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Not Myself Tonight" (Chus & Ceballos Club Vocal) | 6:54 | |
| 2. | "Not Myself Tonight" (Chus & Ceballos Iberican Christina Beats) | 5:10 | |
| 3. | "Not Myself Tonight" (Chus & Ceballos Stereo Club) | 6:20 | |
| 4. | "Not Myself Tonight" (Chus & Ceballos Stereo Instrumental) | 6:20 | |
| 5. | "Not Myself Tonight" (Chus & Ceballos Radio) | 3:56 | |
| 6. | "Not Myself Tonight" (Chus & Ceballos Radio Instrumental) | 3:55 | |
| 7. | "Not Myself Tonight" (Jody den Broeder Club) | 6:22 | |
| 8. | "Not Myself Tonight" (Jody den Broeder Dub) | 6:24 | |
| 9. | "Not Myself Tonight" (Jody den Broeder Mixshow) | 4:35 | |
| 10. | "Not Myself Tonight" (Jody den Broeder Radio) | 3:31 | |
| 11. | "Not Myself Tonight" (Mark Roberts Ultimix) | 4:52 | |
| 12. | "Not Myself Tonight" (versão explícita) | 3:04 | |
| Duração total: | 61:23 | ||
Nos Estados Unidos, na semana correspondente a 1 de maio de 2010, o single estreou-se na 23.ª posição da Billboard Hot 100, comercializando 77 mil cópias digitais pagas na sua primeira semana e tornando-se a terceira maior estreia a solo da carreira atrás de "Keeps Gettin' Better" e "Ain't No Other Man". Nas contagens temáticas apuradas pela revista Billboard, alcançou a liderança da Dance Club Songs a 19 de junho de 2010, atingiu a 14.ª colocação na contagem radiofónica Pop Songs, a 38.ª na tabela Rhythmic e o 7.º lugar na listagem continental Global Dance Tracks, figurando no 40.º posto da tabela anual de fim-de-ano de 2010. Até março de 2011, a faixa acumulava mais de 368 mil unidades digitais vendidas em território norte-americano, superando posteriormente as 432 mil unidades.
Na Austrália, a gravação debutou e alcançou o seu pico na 22.ª posição a 17 de maio de 2010, sendo galardoada com a certificação de disco de ouro pela Australian Recording Industry Association (ARIA). No Reino Unido, estreou-se na 12.ª colocação da britânica Official Singles Chart a 22 de maio de 2010, cumprindo seis semanas de permanência.
Na Ásia, alcançou a 3.ª posição na Japan Hot 100 e na tabela internacional da Coreia do Sul, onde totalizou mais de 258 mil descarregamentos pagos durante o ano de 2010. No continente europeu, ingressou no 2.º posto na contagem Single Top 10 da Hungria (e 21.º na Editors' Choice Top 40), no 9.º lugar na região belga da Valónia (e 24.º na Flandres), no 11.º no Canadá (alcançando igualmente a 11.ª colocação na Canada Hot AC), no 12.º posto na Eslováquia e em Itália, no 24.º na Alemanha, no 15.º nos Países Baixos, no 18.º em Espanha e França, no 26.º na Áustria, no 32.º na Nova Zelândia, no 34.º na Suécia e no 42.º na Suíça, alcançando ainda a 41.ª colocação na classificação continental European Hot 100.
Posições nas tabelas musicais
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Tabelas de fim-de-ano
Certificações e vendas
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Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais:
| Região | Data | Formato | Versão | Editora discográfica | Ref. |
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| Itália | 2 de abril de 2010 | Rádios mainstream | Original | Sony Music | |
| Estados Unidos | 5 de abril de 2010 | RCA | |||
| 13 de abril de 2010 | Descarga digital | ||||
| Austrália | 31 de março de 2010 | Descarga digital | |||
| 7 de maio de 2010 | CD single | Edição de 5 faixas | |||
| Irlanda | 9 de maio de 2010 | Descarga digital | Original | ||
| Reino Unido | |||||
| França | 18 de maio de 2010 | EP digital de remisturas | Remisturas | Sony Music | |
| Portugal | |||||
| Alemanha | 21 de maio de 2010 | CD single | Edição de 3 faixas | RCA |