| Raytheon Company | |
|---|---|
Antigo complexo da sede da Raytheon em Waltham, Massachusetts | |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NYSE: RTN (até 2020) |
| Atividade | Aeroespacial e defesa |
| Fundação | 7 de julho de 1922, em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos |
| Fundador(es) | Vannevar Bush Laurence K. Marshall Charles G. Smith |
| Destino | Fusão com a United Technologies Corporation |
| Encerramento | 3 de abril de 2020 |
| Sede | Waltham, Massachusetts, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Pessoas-chave | Phil Jasper (presidente da unidade Raytheon) |
| Empregados | cerca de 67.000 (2018) |
| Receita | US$ 29,18 bilhões (2019) |
| Renda líquida | US$ 3,34 bilhões (2019) |
| Sucessora(s) | RTX Corporation |
| Website | www |
Raytheon é uma unidade de negócios da RTX Corporation e uma grande contratada de defesa e corporação industrial dos Estados Unidos, com fabricação concentrada em armas e sistemas eletrônicos militares e comerciais. A empresa original foi fundada em 1922. Em 2020, fundiu-se com a United Technologies Corporation para formar a Raytheon Technologies, que passou a se chamar RTX Corporation em julho de 2023.
A Raytheon foi criada em 1922, reincorporada em 1928 e adotou o nome Raytheon Company em 1959. Mais de 90% de sua receita vinha de contratos militares. Em 2012, era a quinta maior contratada militar do mundo. Em 2015, era a terceira maior contratada de defesa dos Estados Unidos por receita no setor. A companhia chegou a ser a maior fabricante mundial de mísseis guiados e manteve atividades com aeronaves corporativas e de missões especiais até o início de 2007. Em 2018, tinha 67.000 empregados e receita anual de cerca de US$ 25,35 bilhões.
A sede da empresa mudou entre cidades de Massachusetts. Ficou em Cambridge de 1922 a 1928, em Newton até 1941, em Waltham até 1961, em Lexington até 2003 e voltou a Waltham naquele ano.

Em 1922, Vannevar Bush, cientista e professor do Departamento de Engenharia Elétrica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), fundou a American Appliance Company em Cambridge, Massachusetts, com o engenheiro e físico Laurence K. Marshall e o cientista Charles G. Smith. A empresa pretendia trabalhar com novas tecnologias de refrigeração, mas logo passou a se concentrar em eletrônica. Seu primeiro produto foi uma válvula reguladora de tensão a gás, com hélio, baseada em pesquisas anteriores de Smith sobre a estrela Zeta Puppis. A válvula recebeu o nome Raytheon, formado a partir de palavras do francês antigo e do grego com o sentido de "luz dos deuses". Ela era usada em um eliminador de bateria, um tipo de fonte de alimentação para radiorreceptor que podia ser ligado à rede elétrica no lugar das grandes baterias. O dispositivo convertia a corrente alternada doméstica em corrente contínua de alta tensão regulada para rádios, eliminando a necessidade de baterias caras e de vida útil curta.
Em 1925, a empresa passou a se chamar Raytheon Manufacturing Company e começou a vender seu retificador sob a marca Raytheon. Em 1928, fundiu-se com a Q.R.S. Company, fabricante norte-americana de válvulas eletrônicas e interruptores, e a empresa resultante manteve o nome Raytheon Manufacturing Company. Na década de 1930, a Raytheon já estava entre as maiores fabricantes de válvulas a vácuo do mundo. Em 1933, diversificou suas atividades com a compra da Acme-Delta Company, fabricante de transformadores, equipamentos elétricos e componentes eletrônicos para automóveis.
No início da Segunda Guerra Mundial, físicos do Reino Unido inventaram o magnétron, uma válvula eletrônica especializada na geração de micro-ondas que aumentou muito a capacidade dos radares de detectar aeronaves inimigas. O governo dos Estados Unidos procurou empresas do país para aperfeiçoar e produzir o componente em massa para radares terrestres, aerotransportados e navais. Com apoio do Laboratório de Radiação do MIT, criado para pesquisar radar de micro-ondas, a Raytheon recebeu um contrato para fabricar os dispositivos. Em poucos meses, passou a produzir tubos de magnetron para radares e depois sistemas completos de radar. A empresa também desenvolveu sistemas de radar para navios, sobretudo para detecção de submarinos. Outro contrato envolveu a produção em massa de válvulas a vácuo miniaturizadas e resistentes a choques usadas em espoletas de proximidade. Essas válvulas eram difíceis de fabricar e exigiam controle rigoroso da produção. Em 1945, a Raytheon havia fabricado cerca de 80% dos magnetrons produzidos nos Estados Unidos para o esforço de guerra. A empresa ficou em 71.º lugar entre as corporações norte-americanas pelo valor dos contratos de produção militar da Segunda Guerra Mundial.
Em 1945, Percy Spencer, funcionário da Raytheon, descobriu que o magnetron podia aquecer alimentos rapidamente e desenvolveu o forno de micro-ondas. Em 1947, a empresa demonstrou o forno Radarange para uso comercial.
Nos anos posteriores à guerra, a Raytheon também produziu transmissores de rádio e televisão de potência baixa e média e equipamentos relacionados para o mercado comercial. O segmento de alta potência era dominado por concorrentes maiores e com mais recursos, como Continental Electronics, General Electric e Radio Corporation of America.
Em 1946, a empresa ampliou suas atividades em eletrônica com aquisições que incluíram a Submarine Signal Company, fundada em 1901 e fabricante de equipamentos de segurança marítima. Com essa ampliação, a Raytheon desenvolveu o primeiro sistema de orientação para um míssil capaz de interceptar um alvo em voo. Em 1948, Charles Francis Adams IV tornou-se presidente da empresa e permaneceu no cargo até 1960. Também em 1948, a Raytheon começou a fabricar mísseis guiados. Em 1950, o Lark foi o primeiro míssil desse tipo da empresa a destruir uma aeronave-alvo em voo. A Raytheon recebeu contratos militares para desenvolver os mísseis ar-ar Sparrow e terra-ar Hawk, programas que ganharam impulso com a Guerra da Coreia. Nas décadas seguintes, manteve a produção de mísseis como o Patriot e o ar-ar Phoenix.
A Raytheon entrou no setor de computadores com o RAYDAC, produzido para a Marinha dos Estados Unidos e colocado em operação em 1953. Quando entrou em serviço, a máquina já estava tecnicamente ultrapassada. No mesmo ano, a empresa iniciou o RAYCOM, que não chegou a ser concluído. Em 1954, formou com a Honeywell a empresa conjunta Datamatic. A Raytheon vendeu sua participação à Honeywell no ano seguinte, antes do lançamento do sistema DATAmatic 1000.
Em 1958, a Raytheon adquiriu a Applied Electronics Company, fabricante de eletrônicos marítimos, ampliando sua atuação em equipamentos comerciais de navegação e radiocomunicação marítima. Em 1959, adotou o nome Raytheon Company.
Na década de 1950, a empresa começou a fabricar transístores, entre eles o CK722, vendido a um preço voltado também para amadores de eletrônica.
Em 1961, a empresa britânica de eletrônicos A.C. Cossor foi incorporada à Raytheon depois de ser vendida pela Philips. A nova empresa recebeu o nome Raytheon Cossor. A parte da organização oriunda da Cossor ainda pertencia ao grupo Raytheon em 2010.
Em 1965, a Raytheon adquiriu a Amana Refrigeration, Inc., fabricante de refrigeradores e aparelhos de condicionamento de ar. Usando a marca Amana e seus canais de distribuição, passou a vender em 1967 um forno de micro-ondas doméstico de bancada e se tornou uma das principais fabricantes desse tipo de aparelho.
Em 1966, a empresa entrou no mercado de livros didáticos com a aquisição da D.C. Heath and Company, que publicava, entre outras obras, um influente livro de física desenvolvido pelo Physical Science Study Committee. A Raytheon também fabricou o Apollo Guidance Computer, apresentado naquele ano e levado em todas as missões do Programa Apollo da NASA.
No fim da década de 1970, a Raytheon adquiriu a divisão de eletrodomésticos da McGraw-Edison, que incluía a linha de lavadoras e secadoras Speed Queen.
Em 1980, a Raytheon adquiriu a Beech Aircraft Corporation, fabricante de aeronaves de aviação geral fundada em 1932 por Walter H. Beech. Em 1993, ampliou suas atividades aeronáuticas com a compra da Corporate Jets Inc., linha de jatos executivos da British Aerospace, atual BAE Systems. As duas operações foram reunidas em 1994 na Raytheon Aircraft Company. No primeiro trimestre de 2007, a Raytheon vendeu suas atividades aeronáuticas. A operação passou a atuar como Hawker Beechcraft e, desde 2014, suas antigas linhas fazem parte da Textron Aviation. A subsidiária aeronáutica da Raytheon fabricava jatos executivos como o Hawker 800XP, o Hawker 4000, o Beechjet 400A e o Premier I, a família bimotora turboélice King Air e aeronaves a pistão como o Bonanza. Entre as aeronaves para missões especiais estava o T-6A Texan II, turboélice monomotor escolhido pela Força Aérea dos Estados Unidos e pela Marinha dos Estados Unidos como aeronave primária de treinamento.
Em 1991, durante a Guerra do Golfo, o míssil Patriot da Raytheon recebeu ampla exposição internacional, seguida por um forte aumento das vendas da empresa fora dos Estados Unidos. Em meio à consolidação do setor de eletrônica de defesa, a Raytheon comprou a E-Systems, de Dallas, em 1995, por US$ 2,3 bilhões. Em 1996, adquiriu por US$ 455 milhões os negócios de eletrônica de defesa e modificação de aeronaves da Chrysler Corporation, entre eles a Electrospace Systems. Em 2002, a Raytheon vendeu sua unidade Aircraft Integration Systems à L-3 Communications por US$ 1,13 bilhão. Em 1997, comprou por US$ 2,9 bilhões a unidade Defense Systems & Electronics da Texas Instruments, com a obrigação de vender uma unidade que produzia um componente de radar para preservar a concorrência.
Ainda em 1997, a Raytheon adquiriu da General Motors a Hughes Aircraft Company, operação avaliada em US$ 5,1 bilhões na documentação antitruste federal. A Hughes fabricava sistemas eletro-ópticos, mísseis guiados, radares e outros equipamentos eletrônicos de defesa. Entre os negócios que a Hughes havia incorporado estavam a antiga divisão de mísseis da General Dynamics em Pomona e a Magnavox Electronic Systems, comprada em 1995. A Delco Systems Operations havia sido incluída no segmento aeroespacial e de defesa da Hughes, mas foi transferida de volta à General Motors na reorganização que antecedeu a transação, por isso não integrou a Hughes Defense vendida à Raytheon. O Departamento de Justiça condicionou a transação à venda de dois negócios de eletrônica de defesa e a medidas para manter a concorrência em um programa de míssil antitanque.
Na mesma década, a Raytheon vendeu negócios que não pertenciam ao setor de defesa, entre eles a Amana Refrigeration, a Raytheon Commercial Laundry, adquirida pela Bain Capital por meio da Alliance Laundry Systems, e a Seismograph Service Ltd, vendida à Schlumberger. Em 12 de outubro de 1999, deixou o setor de transporte pessoal rápido ao encerrar o projeto PRT 2000, diante dos custos de desenvolvimento e da falta de interesse comercial.
Na década de 1990, a Raytheon liderou o consórcio escolhido pelo governo brasileiro para fornecer e instalar equipamentos do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). A proposta da empresa venceu a apresentada pelo consórcio francês Thomson-Alcatel. O projeto previa radares e equipamentos de telecomunicações para monitoramento da Amazônia. O contrato tornou-se alvo de controvérsia política e de investigações no Brasil. Em 1995, gravações telefônicas envolvendo autoridades e pessoas ligadas ao projeto ampliaram a crise em torno da contratação.
O relatório final de 2001 da comissão temporária do Parlamento Europeu sobre o sistema Echelon citou o caso SIVAM ao examinar alegações de uso de inteligência econômica em benefício de empresas norte-americanas.
Durante os ataques de 11 de setembro de 2001, a Raytheon mantinha um escritório no 91.º andar da Torre Sul do World Trade Center. O escritório ficava seis andares acima do ponto onde o Voo United Airlines 175 atingiu o edifício e não foi destruído pelo impacto imediato, mas desapareceu com o desabamento da torre.
Em novembro de 2007, a Raytheon comprou a empresa de robótica Sarcos por um valor não divulgado, numa expansão de suas atividades de pesquisa e produção de robôs.
Em setembro de 2009, adquiriu a Bolt Beranek and Newman Inc. e a transformou em subsidiária integral.
Em dezembro de 2010, a Applied Signal Technology aceitou ser adquirida pela Raytheon por US$ 490 milhões.
Em outubro de 2014, a Raytheon superou Lockheed Martin e Northrop Grumman numa disputa por um contrato estimado em US$ 1 bilhão para construir o 3DELRR, sistema de radar de longo alcance de nova geração da Força Aérea dos Estados Unidos. Lockheed Martin e Northrop Grumman contestaram a decisão. Depois de reavaliar as propostas, a Força Aérea adiou a contratação da etapa de desenvolvimento de engenharia e fabricação do 3DELRR para 2017 e planejou publicar uma solicitação revista no fim de julho de 2016. Em 2017, o contrato foi novamente concedido à Raytheon.
Em maio de 2015, a Raytheon comprou da Vista Equity Partners a empresa de segurança cibernética Websense, Inc. por US$ 1,9 bilhão e a reuniu com a RCP, que antes fazia parte do segmento IIS, formando a Raytheon|Websense. Em outubro de 2015, a Raytheon|Websense adquiriu a Foreground Security por US$ 62 milhões. Em janeiro de 2016, adquiriu da Intel Security a fornecedora de firewall Stonesoft, por um valor não divulgado, e passou a se chamar Forcepoint.
Em julho de 2016, o ministro da Defesa da Polônia, Antoni Macierewicz, planejava assinar uma carta de intenções com a Raytheon para um acordo de US$ 5,6 bilhões destinado à modernização da defesa antimísseis Patriot do país.
Em 2017, a Arábia Saudita fechou acordos de bilhões de dólares com empresas norte-americanas, entre elas a Raytheon.
Em julho de 2019, o Ministério da Defesa do Catar comprometeu-se a comprar da Raytheon os sistemas de defesa antimísseis NASAMS e Patriot. A empresa mais tarde foi multada por pagar propina a um funcionário militar catariano para influenciar compras de defesa.
Em fevereiro de 2020, a Raytheon concluiu o primeiro conjunto de antenas do Lower Tier Air and Missile Defense Sensor (LTAMDS), novo radar de defesa antimísseis do Exército dos Estados Unidos criado para substituir o sensor do sistema Patriot.
Em 3 de abril de 2020, a Raytheon Company fundiu-se com a United Technologies Corporation para formar a Raytheon Technologies. A empresa resultante passou a ter sede em Arlington, Virgínia, em vez de Farmington, Connecticut, antiga sede da UTC.
O governo da China sancionou a Raytheon em outubro de 2020 e novamente em fevereiro de 2023, em resposta a vendas de armas a Taiwan.
Em julho de 2023, a Raytheon Technologies adotou o nome RTX Corporation e reuniu os segmentos Raytheon Intelligence & Space e Raytheon Missiles & Defense em uma nova unidade Raytheon.
Em agosto de 2024, a RTX concordou em pagar multa de US$ 200 milhões por exportações não autorizadas de tecnologia de defesa para China, Rússia, Irã e outros destinos, encerrando mais de 750 violações da Arms Export Control Act e das regras International Traffic in Arms Regulations (ITAR). O acordo permitiu que metade do valor fosse destinada a medidas corretivas para reforçar o programa de conformidade da RTX. Em outubro de 2024, a RTX aceitou pagar quase US$ 1 bilhão para resolver acusações de fraude contra o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e de suborno de um funcionário militar catariano. Representantes da empresa afirmaram que a maior parte da conduta ocorreu antes de 2020 e prometeram reforçar os programas de conformidade.
No exercício fiscal de 2017, a Raytheon registrou lucro de US$ 2,024 bilhões e receita anual de US$ 25,348 bilhões, crescimento de 5,1% em relação ao exercício anterior. Em novembro de 2018, suas ações eram negociadas acima de US$ 164 por ação e a capitalização de mercado superava US$ 51,7 bilhões.
| Ano | Receita em milhões de US$ |
Lucro líquido em milhões de US$ |
Ativos totais em milhões de US$ |
Preço por ação em US$ |
Empregados |
|---|---|---|---|---|---|
| 2005 | 18.491 | 871 | 24.381 | 27,58 | |
| 2006 | 19.707 | 1.283 | 25.491 | 33,92 | |
| 2007 | 21.301 | 2.578 | 23.281 | 42,79 | |
| 2008 | 23.174 | 1.672 | 23.134 | 44,40 | |
| 2009 | 24.881 | 1.935 | 23.607 | 35,95 | |
| 2010 | 25.150 | 1.840 | 24.422 | 40,55 | |
| 2011 | 24.791 | 1.866 | 25.854 | 38,75 | |
| 2012 | 24.414 | 1.888 | 26.686 | 46,38 | |
| 2013 | 23.706 | 1.996 | 25.967 | 61,96 | 63.000 |
| 2014 | 22.826 | 2.244 | 27.716 | 89,54 | 61.000 |
| 2015 | 23.321 | 2.110 | 29.281 | 102,58 | 61.000 |
| 2016 | 24.124 | 2.244 | 30.238 | 128,50 | 63.000 |
| 2017 | 25.348 | 2.024 | 30.860 | 164,75 | 64.000 |
Antes da fusão de 2020, a Raytheon era organizada em cinco segmentos de negócios.
As unidades da Raytheon recebiam apoio de operações internacionais dedicadas, entre elas Raytheon Australia, Raytheon Canada Limited, operações no Japão, Raytheon Microelectronics na Espanha, Raytheon UK, anteriormente Raytheon Systems Limited, e ThalesRaytheonSystems, na França.
Nos anos anteriores à fusão, a Raytheon ampliou sua atuação para outros campos e redefiniu parte de suas atividades principais. Entre as áreas que a empresa classificava como estratégicas estavam segurança interna, defesa contra mísseis, emprego de precisão e inteligência, vigilância e reconhecimento. O conjunto apresentado pela empresa também incluía a melhoria de processos por meio do Raytheon Six Sigma.
Em março de 2014, Thomas Kennedy foi nomeado diretor-executivo da Raytheon Company. Kennedy sucedeu William H. Swanson, que ocupava o cargo desde 2003. Swanson permaneceu presidente do conselho até setembro de 2014, quando Kennedy acumulou as funções de presidente do conselho e diretor-executivo. Entre outros integrantes e ex-integrantes do conselho estavam Vernon Clark, James E. Cartwright, John Deutch, Stephen J. Hadley, George R. Oliver, Frederic Poses, Michael Ruettgers, Ronald Skates, William Spivey e Linda Stuntz.
Em dezembro de 2014, os dez maiores acionistas institucionais declarados da Raytheon eram Wellington Management Company, The Vanguard Group, State Street Corporation, Barrow, Hanley, Mewhinney & Strauss, BlackRock Institutional Trust Company, BlackRock Advisors, Bank of America, The Bank of New York Mellon, Deutsche Bank e Macquarie Bank.
A Raytheon fornecia sistemas eletrônicos, integração de sistemas de missão e outros recursos em detecção, efeitos militares, comando, controle, comunicações e inteligência, além de serviços de apoio a missões.
As unidades de eletrônica e sistemas de defesa produziam mísseis lançados do ar, do mar e da terra, radares para aeronaves, miras e sistemas de aquisição de alvos, sistemas de comunicação e gestão de combate e componentes para satélites.
A Raytheon fornecia sistemas de automação e controle de tráfego aéreo, entre eles os produtos abaixo.

A Raytheon desenvolvia e fabricava radares, entre eles modelos com varredura eletrônica ativa, sensores eletro-ópticos e outros sistemas eletrônicos para aplicações militares aéreas, navais e terrestres. Entre os produtos estavam:
A Raytheon também atuou no setor de sensores para satélites, muitas vezes junto com Boeing, Lockheed Martin ou Northrop Grumman. Grande parte da divisão Space and Airborne Systems em El Segundo, Califórnia, dedicava-se a esse trabalho, herdado dos negócios de defesa da Hughes. Entre os programas estavam:
Como parte de seus negócios de segurança interna, a Raytheon trabalhou com outras contratadas no desenvolvimento do Advanced Spectroscopic Portal (ASP), destinado a permitir que agentes de fronteira detectassem e identificassem materiais radioativos em veículos e contêineres de carga com maior precisão.
A Raytheon também fabricou semicondutores para o setor eletrônico em instalações nos Estados Unidos e no Reino Unido. No fim do século XX, produzia circuitos integrados e outros componentes. Em 2003, suas atividades norte-americanas de radiofrequência fabricavam componentes de arsenieto de gálio (GaAs) para comunicações sem fio, enquanto outros negócios da empresa produziam detectores e sistemas de imagem infravermelha. A Raytheon começou a investir em nitreto de gálio (GaN) no início dos anos 2000 para ampliar o desempenho de radares e outros sistemas de radiofrequência. No Reino Unido, a Raytheon Systems Limited desenvolveu processos e dispositivos de carbeto de silício (SiC) em sua unidade de Glenrothes, na Escócia, onde abriu em 2013 uma fundição dedicada a esse material.
No programa Ground-Based Midcourse Defense, a Raytheon desenvolveu componentes do Ground Based Interceptor (GBI), formado por um foguete propulsor e pelo veículo de destruição exoatmosférico (EKV) de impacto cinético, além de componentes de radar como o Sea-Based X-Band Radar (SBX) e o Upgraded Early Warning Radar (UEWR).
A Raytheon desenvolveu mísseis e sistemas de defesa antimísseis relacionados. Entre eles estavam:
Duas ações judiciais foram apresentadas em abril de 2008 contra uma instalação da Raytheon em São Petersburgo, Flórida. Os processos acusavam a empresa de permitir a contaminação das águas subterrâneas com resíduos tóxicos durante quinze anos. A empresa recebeu até o fim daquele mês para realizar testes independentes e verificar se a água subterrânea proveniente de sua área estava contaminada. O Departamento de Proteção Ambiental da Flórida informou que a água continha contaminantes carcinogênicos, entre eles tricloroetileno, 1,4-dioxano e cloreto de vinila. O órgão também detectou chumbo e tolueno.
Em 1995, a Raytheon havia adquirido a E-Systems, de Dallas, que possuía a instalação de São Petersburgo. A contaminação no local da E-Systems fora descoberta em novembro de 1991, antes da aquisição. O solo e as águas subterrâneas tinham sido contaminados pelos compostos orgânicos voláteis tricloroetileno e 1,4-dioxano. Em 2005, o monitoramento constatou que a água subterrânea contaminada avançava para áreas fora da propriedade. A documentação do órgão estadual dizia que a Raytheon testava poços no local desde 1996, mas ainda não havia apresentado um relatório final. A empresa recebeu prazo até 31 de maio de 2008 para investigar as águas subterrâneas. O órgão declarou que a contaminação não havia afetado o abastecimento de água potável nem a saúde dos moradores. Ações judiciais, no entanto, foram apresentadas contra a Raytheon alegando desvalorização de imóveis.
Em outro caso, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) ordenou que a Raytheon e a Força Aérea dos Estados Unidos tratassem uma pluma de água subterrânea contaminada na área do Aeroporto Internacional de Tucson, no Arizona. A fábrica, adquirida pela Raytheon na transação com a Hughes, usava e descartava metais, solventes clorados e outras substâncias desde 1951. A ordem de 2007 exigiu a instalação e operação de um sistema de oxidação avançada para tratar tricloroetileno e 1,4-dioxano e manter a água potável segura.
Em 9 de agosto de 2006, manifestantes entraram no Stream Contact Centre em Derry, Irlanda do Norte, que na época mantinha contrato com a Raytheon. Eles destruíram computadores, documentos e o servidor central do escritório e ocuparam o local por oito horas antes de serem presos. Seis dos acusados foram julgados em Belfast em maio e junho de 2008. Eamonn McCann, James Kelly, Eamon O'Donnell, Colm Bryce, Sean Heaton e Kieran Gallagher foram absolvidos das acusações de dano criminal, e a acusação de desordem pública foi rejeitada. McCann foi condenado pelo furto de dois discos de computador e recebeu uma dispensa condicional de doze meses.
Em 2013, a Raytheon recebeu da EPA um Goal Achievement Award por atingir metas de redução de gases de efeito estufa que a própria empresa havia estabelecido.
Em 16 de outubro de 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que a subsidiária Raytheon, da RTX, havia concordado em pagar mais de US$ 950 milhões para encerrar investigações relacionadas a preços indevidos em contratos governamentais, suborno no exterior e violações de controles de exportação. A empresa celebrou acordos de suspensão condicional da acusação com duração de três anos. Um deles envolvia duas acusações de fraude contra os Estados Unidos ligadas a contratos para sistemas Patriot e para a operação e manutenção de uma estação de radar. Outro tratava de conspiração para violar a Foreign Corrupt Practices Act mediante suborno de um funcionário público no Catar e de conspiração para violar a Arms Export Control Act ao não informar os subornos em pedidos de licenças de exportação.
A parte criminal e civil relativa a preços e faturamento somou US$ 574,7 milhões. Desse total, US$ 428 milhões correspondiam ao acordo civil sob a False Claims Act por a Raytheon ter deixado de fornecer dados verdadeiros e certificados de custos e preços em negociações de contratos do governo entre 2009 e 2020 e ter cobrado duas vezes os mesmos custos em um contrato de manutenção de armas. O acordo criminal estabeleceu multa de US$ 146,7 milhões e US$ 111,2 milhões em compensação às vítimas. A Raytheon também aceitou manter por três anos um monitor independente de conformidade.