A meta foi cumprida pela Apollo 11. Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin pousaram com o Módulo Lunar Apollo e caminharam na superfície lunar, enquanto Michael Collins permaneceu em órbita lunar no módulo de comando e serviço. Os três retornaram em segurança e amerissaram no Oceano Pacífico em 24 de julho. Cerca de 650 milhões de pessoas acompanharam os primeiros passos de Armstrong na Lua pela televisão. Mais cinco missões Apollo pousaram astronautas na Lua, a última delas, a Apollo 17, em dezembro de 1972. Ao todo, doze pessoas caminharam na superfície lunar nesses seis voos.
O programa transcorreu de 1961 a 1972, com o primeiro voo tripulado em 1968. Em 1967, os três integrantes da Apollo 1 morreram num incêndio na cabine durante um teste em terra. Depois do primeiro pouso lunar, havia equipamentos para mais nove tentativas de pouso, com planos de ampliar a exploração da geologia lunar e da astrofísica. Cortes orçamentários cancelaram três delas. Das seis restantes, cinco pousaram na Lua. Na Apollo 13, a explosão de um tanque de oxigênio durante a viagem danificou o módulo de comando e serviço e impediu o pouso. A tripulação usou o módulo lunar como abrigo e conseguiu voltar à Terra. Os foguetes da família Saturno também foram empregados no Apollo Applications Program, que deu origem à estação espacialSkylab, ocupada por três tripulações em 1973 e 1974, e ao Projeto Teste Apollo-Soyuz, voo conjunto dos Estados Unidos e da União Soviética em órbita terrestre baixa em 1975.
A Apollo 8 foi a primeira missão tripulada a deixar a órbita terrestre baixa e orbitar outro corpo celeste. A Apollo 11 realizou o primeiro pouso humano em outro corpo celeste. As missões Apollo continuam sendo as únicas a levar pessoas à superfície da Lua. O programa trouxe à Terra cerca de 382 kg de rochas e solo lunares, usados no estudo da composição e da história geológica da Lua. Sua infraestrutura incluiu a construção do Centro Espacial Lyndon B. Johnson e do Centro Espacial John F. Kennedy. O trabalho também impulsionou desenvolvimentos em aviônica, telecomunicações e computadores.
Depois das missões Apollo, seres humanos só voltaram a deixar a órbita terrestre baixa com a Artemis II, lançada em abril de 2026. Seus quatro tripulantes sobrevoaram a Lua e retornaram à Terra em 10 de abril. A NASA planeja que a Artemis IV realize o primeiro pouso humano do Programa Artemis em 2028.
Nome
O gerente da NASA Abe Silverstein escolheu o nome do deus grego Apolo para o programa no começo de 1960. Ele contou mais tarde que nomeava as naves "como daria nome ao meu bebê". A imagem de Apolo conduzindo seu carro pelo céu lhe pareceu adequada à escala do projeto.
No começo, o programa se concentrava no desenvolvimento de uma nave tripulada mais avançada que a do Mercury, o módulo de comando e serviço Apollo. O pouso lunar só se tornou seu objetivo em 1961. O Projeto Gemini passou então a suceder o Mercury nos testes das técnicas necessárias aos voos tripulados mais longos.
Antecedentes
Origem e estudos de viabilidade da nave
O programa nasceu no início de 1960, durante o governo Eisenhower, como continuação do Projeto Mercury. A cápsula Mercury comportava um astronauta em voos limitados na órbita terrestre. A nova nave levaria três, com possibilidades que iam do transporte a uma estação espacial a voos em trajetórias ao redor da Lua e, mais adiante, a um pouso tripulado.
Em julho de 1960, o vice-administrador da NASA Hugh L. Dryden apresentou o programa a representantes da indústria numa série de encontros do Space Task Group. As especificações iniciais previam uma cabine de missão separada do módulo de comando, usado para pilotagem e reentrada, e um módulo de propulsão e equipamentos. Um concurso para estudos de viabilidade foi anunciado em 30 de agosto. Em 25 de outubro, contratos foram concedidos à General Dynamics/Convair, à General Electric e à Glenn L. Martin Company. A NASA também conduziu estudos próprios, liderados por Maxime Faget, para comparar e acompanhar as propostas industriais.
John F. Kennedy foi eleito presidente em novembro de 1960, depois de prometer superioridade dos Estados Unidos sobre a União Soviética na exploração espacial e na defesa contra mísseis. Durante a campanha, falava da suposta "lacuna dos mísseis", que ele e outros senadores atribuíam à inação de Eisenhower. Kennedy também via a tecnologia aeroespacial como uma expressão do prestígio nacional e insistia que o país deveria ocupar o primeiro lugar.
Apesar do discurso, Kennedy não decidiu de imediato o futuro do Apollo ao assumir a presidência. Conhecia pouco dos detalhes técnicos e hesitava diante do custo de um pouso lunar tripulado. Quando James E. Webb, recém-nomeado administrador da NASA, pediu um aumento de 30% no orçamento da agência, Kennedy apoiou a aceleração do programa de grandes foguetes, mas adiou a decisão sobre o restante.
Em 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Iuri Gagarin tornou-se a primeira pessoa a viajar ao espaço. No dia seguinte, integrantes de uma comissão da Câmara dos Representantes apoiaram um programa intensivo para reduzir a vantagem soviética. Kennedy, porém, evitou assumir naquele momento um compromisso sobre a resposta estadunidense.
Kennedy apresentou ao Congresso, em 25 de maio de 1961, a meta de pousar um homem na Lua antes do fim da década.
Em 20 de abril, Kennedy pediu ao vice-presidenteLyndon B. Johnson que examinasse o andamento do programa espacial e as opções para acelerar o trabalho da NASA. Johnson respondeu cerca de uma semana depois que o país ainda não fazia o esforço necessário para alcançar a liderança. Um pouso lunar tripulado, concluiu, estava suficientemente distante para oferecer aos Estados Unidos a chance de chegar primeiro.
Em 25 de maio de 1961, vinte dias depois do voo de Freedom 7, o primeiro voo espacial tripulado estadunidense, Kennedy expôs a meta ao Congresso:
Citação: Chegou a hora de dar passos mais largos, de empreender uma grande iniciativa nacional, de assumir um papel claramente de liderança nas conquistas espaciais, que de muitas maneiras podem guardar a chave do nosso futuro na Terra. [...] Creio que esta nação deve assumir o compromisso de alcançar, antes que esta década termine, o objetivo de pousar um homem na Lua e trazê-lo em segurança de volta à Terra. Nenhum outro projeto espacial nesse período causará maior impressão à humanidade nem terá maior importância para a exploração espacial de longo prazo. E nenhum será tão difícil ou tão caro.
Expansão da NASA
Quando Kennedy apresentou a proposta, havia menos de um mês que o primeiro estadunidense tinha viajado ao espaço e a NASA ainda não havia posto um astronauta em órbita. Até funcionários da agência duvidavam que a meta pudesse ser cumprida. Em 1963, Kennedy chegou a considerar uma missão lunar conjunta com a União Soviética para evitar esforços duplicados.
Com o pouso lunar como objetivo definido, a NASA descartou as propostas de viabilidade da Convair, da GE e da Martin e adotou o projeto do módulo de comando e serviço de Faget. A cabine adicional prevista para a missão foi considerada desnecessária. O projeto serviu de base a uma nova concorrência em outubro de 1961. Em 28 de novembro, a North American Aviation venceu, apesar de sua proposta ter recebido avaliação inferior à da Martin. Webb, Dryden e Robert Seamans deram preferência à experiência anterior da empresa com a NASA e sua antecessora, o National Advisory Committee for Aeronautics.
Chegar à Lua antes do fim de 1969 exigiu recursos sem precedentes para um projeto em tempo de paz. O programa custou 25 bilhões de dólares na época. No auge, empregou cerca de 400 mil pessoas e recebeu apoio de mais de 20 mil empresas e universidades.
Em 1.º de julho de 1960, a NASA criou o Centro de Voos Espaciais Marshall, em Huntsville, Alabama. O centro projetou os foguetes de grande capacidade da família Saturno necessários ao Apollo.
O Space Task Group, chefiado por Robert R. Gilruth no Centro de Pesquisa Langley, não tinha estrutura para administrar sozinho o Apollo. Gilruth recebeu autorização para transformá-lo no Centro de Naves Espaciais Tripuladas. A Universidade Rice doou o terreno escolhido em Houston, no Texas, e Webb anunciou a mudança em 19 de setembro de 1961. O novo centro também abrigaria o controle das missões, que já não poderia depender das instalações de lançamento em Cabo Canaveral.
Kennedy fala na Universidade Rice em 12 de setembro de 1962.
Em setembro de 1962, dois astronautas Mercury já tinham orbitado a Terra. Gilruth havia transferido sua equipe para instalações alugadas em Houston, e a construção do novo centro estava em andamento quando Kennedy visitou a Universidade Rice e reafirmou sua meta:
Citação: Mas por que, perguntam alguns, a Lua? Por que escolhê-la como meta? Poderiam perguntar também por que escalar a montanha mais alta ou por que, 35 anos atrás, atravessar o Atlântico de avião. [...] Escolhemos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque sejam fáceis, mas porque são difíceis. Essa meta organizará e medirá o melhor de nossas energias e capacidades. É um desafio que estamos dispostos a aceitar, que não queremos adiar e que pretendemos vencer.
O centro ficou pronto em setembro de 1963. Após a morte de Lyndon B. Johnson em 1973, o Congresso lhe deu o nome do ex-presidente.
As instalações de Cabo Canaveral, na Flórida, também seriam pequenas para o Apollo. Os complexos de lançamento 34 e 37, no extremo norte da base, já estavam em construção para os foguetes Saturno I e Saturno IB. A missão lunar exigia uma estrutura ainda maior. Em julho de 1961, começaram as aquisições de terrenos na ilha Merritt, ao norte de Canaveral, para o Centro de Operações de Lançamento.
Kurt H. Debus, que havia trabalhado com Wernher von Braun no foguete V-2, dirigiu o projeto e a construção do centro e se tornou seu primeiro diretor. As obras começaram em novembro de 1962. Depois do assassinato de John F. Kennedy, Johnson determinou, em 29 de novembro de 1963, que tanto o centro quanto Cabo Canaveral passassem a levar o nome de Kennedy.
Para conter os custos, Webb buscou reforçar a gestão do programa e contratou George Mueller para um posto de direção. Com Robert Seamans, reorganizou o Escritório de Voos Espaciais Tripulados. Em 23 de julho de 1963, anunciou Mueller como vice-administrador associado para voos tripulados, no lugar de D. Brainerd Holmes, que deixaria o cargo em 1.º de setembro. Sob a nova estrutura, Gilruth, von Braun e Debus prestavam contas a Mueller.
Mueller trouxe para a NASA o general Samuel C. Phillips, cuja administração do programa de mísseis Minuteman havia recebido boa avaliação. Seu superior, Bernard Schriever, cedeu Phillips e uma equipe de oficiais, sob a condição de que ele dirigisse o Programa Apollo. Phillips exerceu a função de janeiro de 1964 até o primeiro pouso humano na Lua, em julho de 1969, quando voltou à Força Aérea.
No livro One Giant Leap, Charles Fishman estimou que cerca de 410 mil mulheres e homens de aproximadamente 20 mil empresas trabalharam no Apollo.
John Houbolt apresenta o conceito do encontro em órbita lunar.Propostas iniciais de ascensão direta e encontro em órbita terrestre, em 1961.
Depois que Kennedy definiu a meta, os projetistas precisaram escolher uma nave capaz de cumpri-la com riscos e custos controlados, dentro dos limites técnicos e da experiência dos astronautas. Quatro modos de voo foram examinados:
Ascensão direta: A nave iria à superfície da Lua sem entrar antes em órbita lunar. Um veículo de retorno com cerca de 22,7 toneladas pousaria com os três astronautas sobre um estágio de descida de 51,3 toneladas, que ficaria na Lua. Seria necessário desenvolver um foguete Saturn C-8 ou Nova capaz de levar aproximadamente 73,9 toneladas à Lua.
Encontro em órbita terrestre: Diversos lançamentos, até quinze em algumas propostas, levariam as partes da nave e os estágios para a injeção translunar. A montagem ocorreria em órbita terrestre.
Encontro na superfície lunar: Uma nave automática pousaria primeiro com o propelente necessário ao regresso. Outra levaria a tripulação, que transferiria o combustível da primeira para sua nave.
Encontro em órbita lunar: Um único Saturno V levaria uma nave de cerca de 43,9 toneladas, composta pelo módulo de comando e serviço de 28,9 toneladas, que permaneceria em órbita, e pelo módulo lunar de dois estágios de 15,1 toneladas. Dois astronautas pousariam na Lua e voltariam no estágio de ascensão para acoplar ao módulo de comando, descartando em seguida o estágio. A massa menor a pousar e a massa ainda menor, cerca de 4,6 toneladas, a retornar à órbita reduziam a carga lançada da Terra. A ideia foi a última a receber atenção, porque o encontro e o acoplamento pareciam arriscados. Foi o modo usado pela Apollo 11 em 20 de julho de 1969.
No começo de 1961, a ascensão direta tinha mais apoio na NASA. O encontro e o acoplamento sequer haviam sido tentados em órbita terrestre, e havia receio de que fossem difíceis demais perto da Lua. Tom Dolan, da Vought, e John Houbolt, do Centro Langley, defenderam a redução de massa proporcionada pelo encontro em órbita lunar. Houbolt insistiu na proposta durante 1960 e 1961 e enviou memorandos diretamente a Seamans, fora da cadeia hierárquica da agência, pedindo que ela não fosse descartada.
Em julho de 1961, Seamans criou uma comissão presidida por seu assessor técnico Nicholas E. Golovin para recomendar o foguete do Apollo. A comissão tratou a escolha do foguete e a do modo de voo como decisões interdependentes e recomendou uma combinação dos encontros em órbita terrestre e lunar. Seus estudos e o trabalho de Houbolt deram maior visibilidade à viabilidade do encontro em órbita lunar.
No fim de 1961 e início de 1962, a proposta ganhou apoio no Centro de Naves Espaciais Tripuladas, inclusive de Joseph Shea, recém-contratado para a direção do Escritório de Voos Espaciais Tripulados. Os engenheiros do Centro Marshall, que haviam investido na ascensão direta, demoraram mais a mudar de posição. Wernher von Braun anunciou a adesão da equipe em 7 de junho de 1962.
O acordo dentro da NASA não encerrou a disputa. Jerome Wiesner, assessor científico de Kennedy e contrário ao pouso tripulado, contratou Golovin, que havia deixado a agência, para chefiar um painel de acompanhamento. O grupo contestou as escolhas do Saturno V e do encontro em órbita lunar, exigindo que Shea, Seamans e Webb as defendessem. O anúncio público ficou para 11 de julho de 1962, quando Webb ainda apresentou a decisão como provisória.
Wiesner levou a divergência à imprensa durante uma visita de Kennedy ao Centro Marshall em setembro. Ao contestar uma apresentação de von Braun, recebeu uma resposta de Webb. Kennedy disse que a questão ainda passaria por uma revisão final. Webb manteve a proposta e abriu a concorrência para o módulo lunar. Wiesner deixou de insistir numa decisão presidencial, enquanto Kennedy lidava com a Crise dos Mísseis de Cuba. Em novembro de 1962, a NASA escolheu a Grumman para construir o módulo.
O historiador da astronáutica James Hansen concluiu que, sem a adoção daquela proposta inicialmente minoritária em 1962, os Estados Unidos talvez tivessem chegado à Lua, mas dificilmente antes do fim da década, como Kennedy desejava.
O encontro em órbita lunar também permitiria usar o módulo de pouso como abrigo se o módulo de comando falhasse. A ideia foi examinada antes e depois da escolha do modo de missão, embora um estudo de 1964 não encontrasse uma falha plausível do módulo de comando e serviço que impedisse o uso de seu motor principal. Na Apollo 13, a explosão de um tanque de oxigênio deixou esse módulo sem energia elétrica. O módulo lunar forneceu propulsão, energia e suporte à vida para a volta da tripulação.
Modelo de testes do módulo de comando Apollo exposto no centro de visitantes da Cratera do Meteoro, no Arizona.
O projeto inicial de Faget previa um módulo de comando cônico com módulos de serviço de diferentes tamanhos, conforme a missão fosse destinada a uma estação espacial, à região entre a Terra e a Lua ou à superfície lunar. Depois que Kennedy estabeleceu a meta, começou o detalhamento de um módulo de comando e serviço no qual a tripulação viajaria e do qual decolaria da Lua após o pouso de um estágio maior. A escolha do encontro em órbita lunar mudou a função da nave: o módulo de comando e serviço faria a viagem entre a Terra e a órbita lunar, enquanto o módulo lunar levaria dois astronautas à superfície e de volta à nave principal.
O módulo de comando e serviço Endeavour, da Apollo 15, em órbita lunar.
O módulo de comando era a cabine cônica para três astronautas, usada desde o lançamento até o retorno ao mar. Foi a única parte da nave Apollo cujo formato básico pouco mudou desde os primeiros estudos. Um escudo térmico ablativo protegia sua superfície. Pequenos motores do sistema de controle de reação controlavam a orientação e a trajetória durante a reentrada atmosférica, e paraquedas reduziam a velocidade antes da amerissagem. O módulo media cerca de 3,48 m de altura e 3,91 m de diâmetro e tinha massa aproximada de 5,56 toneladas.
O módulo de serviço cilíndrico continha o motor principal, motores menores de controle de orientação, propelentes e células de combustível alimentadas por hidrogênio líquido e oxigênio líquido. Uma antena de banda S permitia a comunicação em longas distâncias. Nas últimas missões lunares, transportou instrumentos científicos orbitais. Era descartado antes da reentrada. Media 7,50 m de comprimento por 3,91 m de diâmetro. A primeira versão lunar tinha massa de cerca de 23,3 toneladas com os tanques cheios. A versão equipada para estudos em órbita lunar ultrapassava 24,5 toneladas.
A North American Aviation recebeu os contratos do módulo de comando e serviço e do segundo estágio do Saturno V. O motor do módulo de serviço tinha sido dimensionado antes da escolha do encontro em órbita lunar, quando se pensava que o conjunto decolaria da superfície. Por isso, sua força era aproximadamente o dobro da necessária para o voo translunar. O projeto inicial tampouco previa acoplamento com o módulo lunar. Um estudo de 1964 recomendou manter a versão Bloco I nos primeiros testes e desenvolver a versão Bloco II para a viagem à Lua, com equipamentos de acoplamento e as mudanças aprendidas nos ensaios.
O módulo lunar levava dois astronautas da órbita à superfície da Lua e de volta ao módulo de comando. Como não entraria na atmosfera terrestre, foi construído sem exigências aerodinâmicas e com massa reduzida. O estágio de descida guardava propelente, suprimentos para a permanência na superfície e equipamentos de exploração. O estágio de ascensão continha a cabine, o propelente de retorno e o sistema de controle de reação. A primeira versão tinha massa aproximada de 15,1 toneladas e permitia ficar até cerca de 34 horas na superfície. Uma versão ampliada, com mais de 16,4 toneladas, possibilitou estadias superiores a três dias. A Grumman recebeu o contrato de projeto e construção, supervisionado por Thomas J. Kelly.
Antes da criação do Apollo, Wernher von Braun e sua equipe já planejavam os grandes foguetes da família Saturno e os ainda maiores da série Nova. Von Braun deixou o Exército e passou a dirigir o Centro Marshall da NASA. A proposta inicial de ascensão direta, que levaria o módulo de comando e serviço e os três astronautas à superfície sobre um grande estágio de descida, exigia um foguete da classe Nova com capacidade de transportar mais de 81,6 toneladas até a Lua. A decisão de usar o encontro em órbita lunar, tomada em 11 de junho de 1962, permitiu substituí-lo pelo Saturno V.
Como o Mercury, o Apollo usava mais de um tipo de foguete. Para planejar as missões, a NASA identificava as combinações de nave e lançador pelas séries AS-10x, para o Saturno I, AS-20x, para o Saturno IB, e AS-50x, para o Saturno V. A numeração sequencial de missões foi aplicada a partir dos testes não tripulados Apollo 4, 5 e 6, antes do primeiro voo tripulado, Apollo 7.
O Saturno I, primeiro foguete estadunidense de grande capacidade, levaria inicialmente módulos de comando e serviço parcialmente equipados a testes em órbita terrestre baixa. O primeiro estágio S-I queimava RP-1 com oxigênio líquido em oito motores Rocketdyne H-1, produzindo cerca de 6.670 kN de empuxo. O segundo, S-IV, usava seis motores RL10 movidos a hidrogênio e oxigênio líquidos, com aproximadamente 400 kN de empuxo. O terceiro estágio S-V voou quatro vezes como carga inerte.
Nos quatro primeiros lançamentos de teste no Complexo 34, apenas o primeiro estágio funcionava. Os demais eram modelos de ensaio cheios de água. O primeiro S-IV operacional voou do Complexo 37. Cinco modelos de ensaio do módulo de comando e serviço, designados AS-101 a AS-105, foram lançados em 1964 e 1965. Os três últimos voos também levaram satélites Pegasus para medir a frequência e a gravidade dos impactos de micrometeoritos.
Em setembro de 1962, a NASA planejava quatro voos tripulados no Saturno I para 1965 e 1966, paralelos ao Gemini. Sua capacidade de carga de cerca de 10,2 toneladas restringiria os sistemas que poderiam ser testados. Em outubro de 1963, a agência decidiu usar o Saturno IB, mais potente, em todos os voos tripulados na órbita terrestre.
O Saturno IB aperfeiçoou o Saturno I. Motores H-1 mais potentes elevaram o empuxo do primeiro estágio S-IB a cerca de 7.120 kN. O segundo estágio passou a ser o S-IVB-200, com um motor J-2 movido a hidrogênio e oxigênio líquidos que produzia cerca de 890 kN. Uma versão capaz de religar o motor seria o terceiro estágio do Saturno V. O Saturno IB colocava mais de 18 toneladas em órbita terrestre baixa, carga suficiente para um módulo de comando e serviço parcialmente abastecido ou para o módulo lunar. As missões recebiam números da série AS-200, em que "AS" significava "Apollo Saturn" e o algarismo 2 indicava o segundo foguete da família.
Os voos do Saturno V recebiam números da série AS-500. Seus três estágios foram projetados para enviar à Lua um módulo de comando e serviço e um módulo lunar com os tanques cheios. O foguete tinha 10 m de diâmetro e 110,6 m de altura. Sua capacidade inicial de carga lunar, cerca de 43,9 toneladas, cresceu para aproximadamente 47 toneladas nas últimas missões. O primeiro estágio S-IC queimava RP-1 e oxigênio líquido e fornecia de 33.360 a 33.850 kN de empuxo após os aperfeiçoamentos. Os dois estágios superiores queimavam hidrogênio líquido. O terceiro, uma versão do S-IVB com cerca de 1.020 kN de empuxo, podia religar o motor depois da entrada em órbita terrestre para efetuar a injeção translunar.
Donald K. "Deke" Slayton, um dos sete astronautas originais do Mercury, dirigia as operações das tripulações. Uma arritmia cardíaca o havia afastado dos voos em 1962. Coube a ele designar todas as tripulações dos programas Gemini e Apollo.
Trinta e dois astronautas foram designados para missões Apollo. Entre dezembro de 1968 e dezembro de 1972, 24 deixaram a órbita terrestre e viajaram ao redor da Lua, três deles duas vezes. Metade dos 24 pisou na superfície, e nenhum voltou à Lua depois de um pouso. Um deles era geólogo. Grissom, White e Chaffee morreram no teste em solo da Apollo 1.
Os astronautas vieram dos grupos Mercury e Gemini e de duas seleções posteriores. Todas as missões tiveram comandantes veteranos desses programas. Até os pousos da Apollo 11 e da Apollo 12, as tripulações de desenvolvimento, com exceção dos testes do módulo de comando e serviço em órbita terrestre, reuniam pelo menos dois veteranos do Gemini. O geólogo Harrison Schmitt foi o primeiro astronauta cientista da NASA a viajar ao espaço. Pousou com a Apollo 17 e participou do treinamento geológico de todas as equipes que iriam à Lua.
A NASA concedeu aos 32 astronautas a Medalha de Serviço Distinto da NASA, sua condecoração mais alta. Grissom, White e Chaffee foram homenageados postumamente em 1969, seguidos pelas tripulações desde a Apollo 8. Os integrantes da Apollo 7, Wally Schirra, Donn Eisele e Walter Cunningham, tinham recebido uma medalha de grau inferior por conflitos com as instruções dos controladores durante o voo. Em outubro de 2008, a agência decidiu conceder a eles também a Distinguished Service Medal. Schirra e Eisele já haviam morrido.
Perfil de uma missão lunar
O primeiro pouso lunar seguia uma sequência planejada de manobras:
Lançamento: os três estágios do Saturno V funcionam por cerca de 11 minutos até alcançar uma órbita terrestre circular de aproximadamente 185 km.
Injeção translunar: depois de uma ou duas voltas para verificar os sistemas, o estágio S-IVB religa o motor por cerca de seis minutos e envia a nave à Lua.
Giro e acoplamento: os painéis que envolvem o módulo lunar se soltam. O piloto do módulo de comando afasta a nave e a gira 180°.
Extração: o módulo de comando e serviço acopla ao módulo lunar e o retira do estágio S-IVB. A viagem leva dois a três dias, com correções de trajetória quando necessárias.
Inserção em órbita lunar: a nave passa cerca de 111 km atrás da Lua. O motor do módulo de serviço a coloca numa órbita de aproximadamente 111 por 315 km, depois circularizada.
Preparação da descida: comandante e piloto entram no módulo lunar, ligam os sistemas e abrem as pernas de pouso. Após a separação, o motor de descida o leva a uma órbita cujo ponto mais baixo fica a cerca de 15 km da Lua.
Descida propulsada: o motor é acionado outra vez, e o comandante assume o controle para o pouso vertical.
Os dois astronautas exploram a superfície e recolhem amostras em uma ou mais atividades fora da nave, intercaladas com períodos de descanso.
O estágio de ascensão decola usando o estágio de descida como plataforma.
O módulo lunar encontra e acopla ao módulo de comando e serviço.
Os astronautas e as amostras passam ao módulo de comando. O estágio de ascensão é descartado e, mais tarde, cai na superfície.
O módulo de serviço é descartado antes da reentrada. O módulo de comando gira para apresentar sua base protegida pelo escudo térmico.
O atrito atmosférico freia a cápsula. O aquecimento cria uma camada de ar ionizado que interrompe as comunicações por alguns minutos.
Os paraquedas reduzem a velocidade para a amerissagem no Pacífico. Uma equipe resgata os astronautas e os leva a um porta-aviões.
Plano de voo de uma missão Apollo, de 1967.
Variações do perfil
Neil Armstrong pilota o módulo lunar Eagle com Buzz Aldrin durante a aproximação final à Lua em 20 de julho de 1969.
As três primeiras missões lunares, Apollo 8, Apollo 10 e Apollo 11, usaram uma trajetória de retorno livre. Se o motor do módulo de serviço não conseguisse colocá-las em órbita lunar, a trajetória as traria de volta à Terra. A iluminação dos locais escolhidos para pousos posteriores exigiu mudanças no plano orbital e uma correção de rumo depois da injeção translunar, eliminando essa opção.
Depois que a Apollo 12 instalou mais um sismômetro na Lua, os estágios de ascensão descartados passaram a ser lançados deliberadamente contra locais conhecidos da superfície, para que as vibrações fossem medidas. O módulo lunar da Apollo 13 queimou na atmosfera terrestre. Na Apollo 16, uma perda de controle após o descarte impediu o impacto no ponto previsto.
A partir da Apollo 13, os estágios S-IVB também foram lançados contra a Lua como parte dos experimentos sísmicos, em lugar de seguir para uma órbita solar.
A partir da Apollo 13, previa-se usar o motor do módulo de serviço para a inserção na órbita de descida, poupando propelente do módulo lunar para o pouso. A manobra foi realizada pela primeira vez na Apollo 14, pois a Apollo 13 teve o pouso cancelado.
Desenvolvimento e voos de teste
Ensaios não tripulados
Lançamentos de teste não tripulados do programa, da AS-201 à Apollo 6.The Journeys of Apollo, documentário da NASA sobre o programa.
Dois módulos de comando e serviço Bloco I voaram em trajetórias suborbitais com o Saturno IB em 1966. A AS-201, lançada do Complexo 34 em 26 de fevereiro, alcançou cerca de 490 km de altitude e amerissou no Atlântico a aproximadamente 8.470 km do local do lançamento. A AS-202, de 25 de agosto, chegou a cerca de 1.140 km e foi recuperada no Pacífico. Os voos testaram o motor do módulo de serviço e o escudo térmico do módulo de comando. Na AS-202, o motor principal foi acionado quatro vezes.
A AS-203, lançada do Complexo 37 em 5 de julho, colocou em órbita o estágio S-IVB sem uma nave Apollo. Sensores de temperatura e pressão e uma câmera acompanharam o comportamento do hidrogênio líquido que restou no tanque, para orientar o projeto da capacidade de religar o motor do Saturno V. Esse teste ocorreu antes da AS-202, cujo lançamento fora adiado por dificuldades no preparo da nave.
Preparação para o voo tripulado
Havia planos para dois voos orbitais tripulados do Bloco I, AS-204 e AS-205. Os postos da tripulação eram comandante, piloto sênior, responsável pela navegação, e piloto, responsável pelos sistemas. Os astronautas usariam uma versão modificada do traje espacial Gemini.
Depois de um teste não tripulado do módulo lunar, AS-206, a primeira tripulação voaria com o módulo de comando e serviço Bloco II e o módulo lunar numa missão dupla chamada AS-207/208 ou AS-278, com dois lançamentos Saturno IB. Os postos do Bloco II seriam comandante, piloto do módulo de comando e piloto do módulo lunar. O traje Apollo A6L permitiria atividade extraveicular na Lua, com capacete de visor transparente mais amplo e roupa interna resfriada por água.
A AS-205 foi cancelada em dezembro de 1966. O primeiro voo, com duração prevista de 14 dias, já validaria o módulo de comando e serviço, enquanto a AS-205 faria sobretudo experimentos. Seu Saturno IB foi reservado para a missão dupla, renomeada AS-205/208 ou AS-258 e prevista para agosto de 1967. McDivitt, Scott e Schweickart passaram à tripulação principal dessa missão. Schirra, Eisele e Cunningham tornaram-se os reservas da Apollo 1.
Atrasos do programa
A North American entregou as naves das missões AS-202 e AS-204 ao Centro Kennedy com longas listas de problemas a corrigir. A AS-202 acabou voando depois da AS-203, e a primeira missão tripulada deixou de ser viável para novembro de 1966, como se esperava. Seu lançamento passou a ser previsto para 21 de fevereiro de 1967.
A empresa também construía o segundo estágio S-II do Saturno V. Os atrasos nesse estágio empurraram o primeiro teste não tripulado do foguete, AS-501, do fim de 1966 para novembro de 1967. Na montagem inicial, o estágio ainda precisou ser substituído por uma peça provisória.
No fim de 1965, Mueller encarregou Samuel Phillips de investigar os problemas da North American com uma equipe de especialistas. Phillips apresentou as falhas e as medidas corretivas numa carta ao presidente da empresa, Lee Atwood, em 19 de dezembro, e relatou os resultados a Mueller e Seamans. A Grumman também encontrava dificuldades no módulo lunar. A expectativa de levá-lo a um voo tripulado em 1967 tornou-se remota.
Incêndio da Apollo 1
Interior da cabine da Apollo 1 depois do incêndio.
Grissom, White e Chaffee deram à missão o nome Apollo 1. Treinaram com a nave nas instalações da North American e em uma câmara de altitude no Centro Kennedy. Um teste em janeiro simularia a contagem regressiva com a nave passando da energia fornecida pela base para a própria alimentação. Se desse certo, outro ensaio ocorreria perto de 21 de fevereiro, com foguete e nave abastecidos.
O teste começou na manhã de 27 de janeiro de 1967. Um odor estranho nos trajes atrasou o fechamento da escotilha, e problemas de comunicação interromperam a contagem simulada. Durante a pausa, surgiu um incêndio na cabine, que se espalhou depressa na atmosfera de oxigênio puro sob alta pressão. A pressão rompeu uma parede interna, e as chamas dificultaram o resgate. Os astronautas morreram por asfixia antes que a escotilha pudesse ser aberta. A comissão concluiu que um arco elétrico provavelmente iniciou o fogo, mas não conseguiu identificar uma única fonte de ignição com certeza.
Trajes do Bloco II em janeiro de 1968, antes e depois das mudanças recomendadas após o incêndio.
A NASA reuniu imediatamente uma comissão de investigação acompanhada pelas duas casas do Congresso. A comissão apontou falhas no projeto, na fabricação e no controle de qualidade do módulo de comando. Webb exigiu a substituição de Harrison Storms, gerente do projeto na North American, e transferiu Joseph Shea da direção do escritório da nave Apollo, colocando George Low em seu lugar.
O Bloco II e os procedimentos de lançamento foram modificados. Antes e durante o lançamento, a atmosfera passou a ser uma mistura de nitrogênio e oxigênio em vez de oxigênio puro. Materiais inflamáveis foram retirados da cabine e dos trajes. A escotilha do Bloco I, que abria para dentro, foi substituída por uma porta que abria rapidamente para fora. A NASA encerrou os planos de voos tripulados no Bloco I, mantendo-o apenas em testes não tripulados do Saturno V. As tripulações usariam trajes Bloco II resistentes ao fogo e os novos nomes dos postos, mesmo nos voos sem módulo lunar.
Ensaios não tripulados do Saturno V e do módulo lunar
Em 24 de abril de 1967, Mueller oficializou a numeração sequencial dos voos, tripulados ou não. A série começaria na Apollo 4, reservando o nome Apollo 1 para a tripulação morta, como suas viúvas pediram.
Em setembro, Mueller aprovou uma sequência de tipos de missão, identificados por letras porque ainda não se sabia quantas tentativas seriam necessárias em cada etapa. A validaria o Saturno V sem tripulação. B testaria o módulo lunar sem tripulação no Saturno IB. C levaria astronautas no módulo de comando e serviço à órbita terrestre. D reuniria os dois módulos com tripulação, num único Saturno V. E subiria a uma órbita terrestre mais alta. F testaria o módulo lunar ao redor da Lua sem pousar. G faria o primeiro pouso. H abrangia os pousos seguintes, I previa estudos orbitais e J designava pousos com permanência prolongada.
O atraso causado pelo incêndio deu tempo para avançar nos testes do módulo lunar e do Saturno V. Em 9 de novembro de 1967, a Apollo 4 foi o primeiro voo não tripulado do Saturno V, com um módulo Bloco I. O motor do módulo de serviço acelerou a cápsula para uma reentrada mais veloz que a habitual em voos orbitais, testando o escudo térmico nas condições do retorno da Lua.
A Apollo 5, lançada em 22 de janeiro de 1968 no Saturno IB que seria usado pela Apollo 1, testou pela primeira vez o módulo lunar em órbita terrestre. Seus motores de descida e ascensão foram acionados e religados, embora um erro de programação encurtasse a primeira queima de descida. O motor de ascensão também foi testado em modo de emergência, ao mesmo tempo que o estágio inferior era descartado. A Grumman queria outro ensaio não tripulado, mas Low decidiu que o próximo voo levaria astronautas.
Em 4 de abril de 1968, a Apollo 6 levou um módulo de comando e serviço e um modelo de teste do módulo lunar como lastro. A missão deveria efetuar a injeção translunar e simular um retorno de emergência em alta velocidade. Oscilações causadas pela combustão irregular danificaram tubulações dos segundo e terceiro estágios do Saturno V. Dois motores S-II desligaram cedo, e o motor do terceiro estágio não pôde ser religado. O controle de voo usou o motor do módulo de serviço para repetir, em grande parte, o perfil da Apollo 4. Depois de identificar soluções para as falhas, a NASA considerou o Saturno V pronto para tripulantes e dispensou um terceiro teste sem tripulação.
Missões tripuladas de desenvolvimento
Emblemas das missões tripuladas de desenvolvimento, da Apollo 1 à Apollo 11.
Lançada do Complexo 34 em 11 de outubro de 1968, a Apollo 7 foi a missão do tipo C. Wally Schirra, Donn Eisele e Walter Cunningham permaneceram onze dias na órbita terrestre testando os sistemas do módulo de comando e serviço.
A Apollo 8 estava prevista como missão D em dezembro de 1968, com McDivitt, Scott e Schweickart num Saturno V. Durante o verão, ficou claro que o módulo lunar não estaria pronto. George Low propôs usar o foguete para levar a Apollo 8 à órbita lunar, transferir a missão D para março de 1969 e eliminar a E. Em setembro de 1968, a sonda soviética Zond 5 já havia levado tartarugas e outros animais ao redor da Lua, e havia a expectativa de um voo soviético com cosmonautas. A mudança só foi anunciada depois da Apollo 7. Frank Borman, Jim Lovell e William Anders completaram dez órbitas lunares em vinte horas, transmitiram imagens de televisão na véspera de Natal e voltaram em segurança.
Neil Armstrong desce a escada do módulo lunar antes de pisar na Lua, em transmissão ao vivo de 20 de julho de 1969.
Em março de 1969, a Apollo 9 testou na órbita terrestre o voo do módulo lunar, o encontro e o acoplamento. Schweickart também experimentou fora da nave o traje de atividade extraveicular e o sistema portátil de suporte à vida. A missão F, Apollo 10, voou em maio com Thomas P. Stafford, John Young e Eugene Cernan. Stafford e Cernan levaram o módulo lunar a cerca de 15 km da superfície.
A missão G, Apollo 11, partiu em julho de 1969 com Armstrong, Collins e Aldrin, todos veteranos do Gemini. Armstrong e Aldrin pousaram no Mar da Tranquilidade às 20h17min40s UTC de 20 de julho. Ficaram 21 horas e 36 minutos na superfície, das quais 2 horas e 31 minutos fora da nave. Caminharam, fotografaram, recolheram amostras, instalaram instrumentos científicos e transmitiram imagens em preto e branco. Os três retornaram à Terra em 24 de julho.
Citação: É um pequeno passo para [um] homem, um salto gigantesco para a humanidade. escreveu: «Neil Armstrong, ao pisar na superfície lunar»
Pousos lunares seguintes
Em novembro de 1969, Pete Conrad tornou-se a terceira pessoa a pisar na Lua e brincou com a frase de Armstrong: "Ora! Para Neil pode ter sido um passo pequeno, mas para mim foi um passo e tanto".
Emblemas dos voos de pouso lunar da Apollo 12 à Apollo 17.
Conrad e Alan Bean pousaram a Apollo 12 a uma distância percorrível a pé da sonda automática Surveyor 3, que estava no Oceano das Tormentas desde abril de 1967. Richard F. Gordon Jr. permaneceu no módulo de comando. A primeira câmera de televisão em cores levada à superfície foi danificada ao ser apontada acidentalmente para o Sol. Em duas atividades extraveiculares, Conrad e Bean passaram 7 horas e 45 minutos fora da nave. Visitaram a Surveyor, fotografaram-na e trouxeram algumas peças de volta à Terra.
O lote contratado de quinze foguetes Saturno V permitiria, em princípio, pousos até a Apollo 20. Depois da Apollo 11, a NASA divulgou oito locais de pouso possíveis após a Apollo 12. Nas últimas cinco missões, queria aumentar a carga útil do foguete e a massa dos dois módulos. Essas missões combinariam estudos orbitais com permanências superiores a três dias na superfície. O piloto do módulo de comando operaria instrumentos e câmeras enquanto seus companheiros explorassem o solo. O veículo de exploração lunar ampliaria a área percorrida e permitiria transmitir a decolagem do módulo. Os trajes Bloco II também foram modificados para facilitar os movimentos e melhorar a visibilidade ao dirigir.
Locais dos seis pousos Apollo entre 1969 e 1972.
Depois dos dois primeiros pousos, as tripulações puderam reunir um comandante experiente e dois astronautas estreantes. Em abril de 1970, a Apollo 13 partiu com Lovell, Jack Swigert e Fred Haise rumo à região de Fra Mauro. Dois dias depois, a explosão de um tanque de oxigênio líquido incapacitou o módulo de serviço. A equipe usou o módulo lunar para voltar à Terra. A investigação apontou danos ao tanque na fábrica e uma peça que não seguia a especificação de projeto atualizada. Os voos foram suspensos pelo restante de 1970, enquanto o tanque era redesenhado e um reservatório adicional era instalado.
Redução das missões
Na época do primeiro pouso, em 1969, a NASA decidiu usar um Saturno V para lançar o laboratório Skylab já montado em terra, em vez de construí-lo na órbita com diversos Saturno IB. A decisão eliminou a Apollo 20. O orçamento anual da agência caiu após o pouso, ao mesmo tempo que era preciso desenvolver o ônibus espacial. Em setembro de 1970, mais dois voos foram cancelados; os restantes foram renumerados, deixando a Apollo 17 como a última missão. Componentes dos dois Saturno V não utilizados foram expostos no Centro Espacial John F. Kennedy, na ilha Merritt, no Centro de Voos Espaciais George C. Marshall, em Huntsville, no Centro de Montagem Michoud, em Nova Orleães, e no Centro Espacial Lyndon B. Johnson, em Houston.
Com menos voos disponíveis, os planejadores revisaram os locais de pouso para aproveitar melhor a coleta de amostras e dados geológicos. A Apollo 15, antes a última missão do tipo H, passou a ser a primeira de três missões J, de maior duração.
O pouso em Fra Mauro, previsto para a Apollo 13, passou à Apollo 14. Em fevereiro de 1971, Alan Shepard comandou Stuart Roosa e Edgar Mitchell na missão. Shepard e Mitchell permaneceram 33 horas e 31 minutos na superfície e fizeram duas saídas, somando 9 horas e 24 minutos, então o maior tempo extraveicular de uma tripulação lunar.
Em agosto de 1971, depois da Apollo 15, o presidente Richard Nixon propôs cancelar também os dois pousos restantes, Apollo 16 e 17. Caspar Weinberger, vice-diretor do Escritório de Administração e Orçamento, opôs-se à ideia e convenceu Nixon a manter as missões.
A Apollo 15 decolou em 26 de julho de 1971 com David Scott, Alfred Worden e James Irwin. Scott e Irwin pousaram perto da Rima Hadley em 30 de julho e ficaram pouco menos de dois dias e dezenove horas na Lua. Em mais de dezoito horas de atividade extraveicular, recolheram cerca de 77 kg de material lunar.
A Apollo 17, última missão lunar do programa, pousou na região de Taurus-Littrow em dezembro de 1972. Eugene Cernan comandava Ronald Evans e o geólogo Harrison Schmitt. Schmitt treinara como reserva da Apollo 15 e, com os cancelamentos, foi incluído no último pouso em lugar de Joe Engle. Ele e Cernan permaneceram pouco mais de três dias na Lua e fizeram três saídas na superfície, somando cerca de 22 horas. Na viagem de volta, Evans saiu da nave por mais uma hora para recolher filmes dos instrumentos.
Quarto pouso, na região Hadley-Apeninos. Primeira missão prolongada e primeiro uso do veículo lunar. Tempo fora da nave: 18 h 33 min. Amostras: 76,7 kg.
Único lançamento noturno do Saturno V. Sexto e último pouso, em Taurus-Littrow, com o primeiro geólogo a caminhar na Lua. Tempo fora da nave na superfície: cerca de 22 h. Amostras: 110,4 kg.
Dados de Apollo by the Numbers, de Richard W. Orloff.
A chamada "rocha da gênese", um anortosito trazido pela Apollo 15.A amostra 61016, recolhida pela Apollo 16, foi a maior rocha trazida pelas missões Apollo.
A datação radiométrica mostra idades elevadas: cerca de 3,2 bilhões de anos para amostras de basalto dos mares lunares e até cerca de 4,4 bilhões de anos para algumas rochas da crosta das terras altas. Elas permitem estudar uma fase inicial do Sistema Solar cujos vestígios são raros na Terra. Scott e Irwin recolheram na Apollo 15 o anortosito conhecido como "rocha da gênese", composto quase inteiramente de anortita, um feldspato rico em cálcio. A Apollo 12 trouxe amostras com a assinatura geoquímica conhecida como KREEP. Essas amostras ajudaram a estudar a hipótese de que a parte externa da Lua já foi um oceano de magma lunar.
Muitas rochas trazem sinais de impactos. Há amostras com pequenas crateras de micrometeoritos, raras em rochas terrestres por causa da atmosfera, e sinais das ondas de choque de colisões. Algumas contêm materiais fundidos perto de crateras. Há também brechas formadas por impactos que juntaram fragmentos de outras rochas.
A composição das amostras está entre as evidências usadas para a hipótese do grande impacto, segundo a qual a Lua se formou após uma colisão de um grande corpo celeste com a Terra.
Custos
Uma reconstituição das despesas do Apollo entre 1960 e 1973 calculou 25,8 bilhões de dólares da época, equivalentes a cerca de 309 bilhões de dólares em valores de 2025. O cálculo revisa os registros orçamentários da NASA e difere ligeiramente do total de 25,4 bilhões que a agência apresentou ao Congresso em 1973.
No cálculo revisado, as naves e os foguetes responderam por 17,5 bilhões de dólares. Desenvolvimento adicional e operações somaram 3,1 bilhões, elevando os custos diretos a 20,6 bilhões. Instalações terrestres, salários e despesas gerais acrescentaram 5,2 bilhões. Esses gastos incluíam centros de voo tripulado e a rede mundial de rastreamento e aquisição de dados.
Se forem contabilizados também o Gemini e os programas de sondas Ranger, Surveyor e Lunar Orbiter, a despesa chega a 28 bilhões de dólares da época, cerca de 338 bilhões em valores de 2025.
A distribuição apresentada pela NASA ao Congresso em 1973 foi a seguinte, segundo o critério contábil usado na época:
Item
Custo original, em bilhões de dólares
Nave Apollo
8,5
Foguetes Saturno
9,1
Desenvolvimento dos motores
0,9
Operações
1,7
Pesquisa e desenvolvimento
20,2
Rastreamento e aquisição de dados
0,9
Instalações terrestres
1,8
Funcionamento das instalações
2,5
Total
25,4
No começo dos anos 1960, calcular o custo de um voo tripulado era difícil porque a capacidade tecnológica era nova e havia pouca experiência de gestão. A primeira estimativa da NASA para o pouso lunar variava de 7 a 12 bilhões de dólares. Webb a elevou para 20 bilhões antes de apresentá-la a Johnson em abril de 1961.
No auge do programa, mais de 400 mil pessoas trabalharam em suas várias frentes. Após o primeiro pouso, o apoio político às missões lunares diminuiu, e Nixon buscou conter as despesas federais. Com o orçamento menor, a NASA reduziu os pousos restantes enquanto preparava o desenvolvimento do ônibus espacial. O último ano fiscal com financiamento do Apollo foi 1973.
Mesmo antes do fim dos pousos, a NASA estudou outros usos para os equipamentos Apollo. A série proposta Apollo X previa até trinta voos à órbita terrestre, com um pequeno laboratório instalado no espaço do adaptador do módulo lunar. O módulo de comando e serviço transportaria os astronautas até ele. Outro projeto previa transformar um estágio S-IVB vazio em uma estação orbital maior, origem do Apollo Applications Program. O suporte para telescópios poderia ser preso ao estágio de ascensão do módulo lunar. A proposta mais ambiciosa usaria um S-IVB como nave interplanetária para um sobrevoo tripulado de Vênus.
A estação construída com o estágio S-IVB, batizada Skylab, foi montada em terra e lançada em 1973 sobre os dois primeiros estágios de um Saturno V. Seu conjunto de telescópios realizou observações do Sol. Sua última tripulação partiu em 8 de fevereiro de 1974. O laboratório reentrou na atmosfera em 1979, antes que o ônibus espacial ficasse pronto para tentar preservá-lo.
O Projeto Teste Apollo-Soyuz também usou equipamentos Apollo no primeiro voo espacial conjunto dos Estados Unidos e da União Soviética. A missão abriu caminho para a cooperação em voos posteriores do ônibus espacial e da Estação Espacial Internacional.
Observações posteriores dos locais de pouso
A Base Tranquilidade, fotografada em março de 2012 pela Lunar Reconnaissance Orbiter.
Em 2008, a sonda japonesa SELENE observou a área alterada pelo jato do motor em torno do local de pouso do módulo lunar da Apollo 15.
A partir de 2009, a Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA fotografou, de uma altitude de cerca de 50 km, os vestígios deixados em todos os seis locais de pouso. As bandeiras estadunidenses parecem continuar de pé, exceto a da Apollo 11, derrubada pelo jato do módulo durante a decolagem. Não se sabe quanto de suas cores originais ainda resta. As bandeiras não podem ser vistas da Terra com um telescópio.
O estágio de descida do módulo lunar Eagle permanecia no local do pouso. O estágio de ascensão havia decolado com Armstrong e Aldrin em 1969.
Desdobramentos
Ciência e engenharia
Margaret Hamilton junto ao código de navegação desenvolvido por sua equipe para o Apollo.
O programa estimulou pesquisas que tiveram aplicações fora da exploração espacial. Para coletar amostras, os astronautas usaram uma perfuratriz portátil desenvolvida com a Black & Decker; melhorias feitas nesse trabalho chegaram a outros aparelhos sem fio, embora essas ferramentas já existissem antes do Apollo. Materiais resistentes ao fogo empregados nos trajes foram adaptados para roupas de proteção, e sistemas de transmissão dos sinais vitais dos astronautas contribuíram para equipamentos de monitoramento médico.
Os computadores de navegação dos módulos de comando e lunar, ao lado dos sistemas dos mísseis Polaris e Minuteman, incentivaram o desenvolvimento dos circuitos integrados. Segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, seu laboratório de instrumentação usou, em 1963, cerca de 60% dos circuitos integrados produzidos nos Estados Unidos. As missões exigiam alta confiabilidade, pois falhas poderiam pôr em risco a tripulação.
The Blue Marble, fotografia da Terra feita durante a Apollo 17 em 7 de dezembro de 1972.
A tripulação da Apollo 8 enviou imagens ao vivo da Terra e da Lua e leu um trecho do Gênesis na véspera de Natal de 1968. Uma estimativa da época apontava que cerca de um bilhão de pessoas em 64 países ouviu ou viu a transmissão por rádio ou televisão. Cerca de um quinto teria acompanhado a caminhada lunar da Apollo 11 pela televisão.
Fotografias tiradas pelos astronautas, entre elas Nascer da Terra, de William Anders, e The Blue Marble, da Apollo 17, circularam durante o crescimento do ambientalismo nos anos 1970. A imagem do planeta isolado no espaço tornou-se um símbolo desse movimento.
Recuperação das imagens da transmissão da Apollo 11
Perto do 40.º aniversário da Apollo 11, em 2009, a NASA procurou as fitas originais da transmissão televisiva da caminhada lunar. Após três anos de buscas, concluiu que elas provavelmente tinham sido apagadas e reutilizadas. Em seu lugar, divulgou uma versão restaurada digitalmente das melhores gravações disponíveis.
Representações no cinema e na televisão
Documentários
O programa e a corrida espacial foram tema dos seguintes documentários:
Men in Black 3 (2012), em que o agente J volta ao lançamento da Apollo 11 para garantir o envio de um sistema de proteção ao espaço.
For All Mankind (2019), história alternativa em que a União Soviética chega primeiro à Lua e os voos Apollo prosseguem até a instalação de uma base permanente.
Indiana Jones and the Dial of Destiny (2023), com um ex-nazista empregado pela NASA e uma cena durante o desfile dos astronautas da Apollo 11 em Nova York.
Controvérsias
Teorias de que os pousos foram encenados circularam após as missões. Bill Kaysing foi um dos primeiros a divulgá-las. A documentação dos voos, as amostras lunares e as imagens dos locais de pouso feitas posteriormente por sondas fornecem meios independentes de examinar as alegações.
Ver também
Corrida espacial, competição tecnológica e política entre Estados Unidos e União Soviética.
Projeto Gemini, programa tripulado que testou técnicas usadas pelo Apollo.
Exploração da Lua, história das missões humanas e robóticas ao satélite.
↑Na tradição grega, Apolo era associado à luz do Sol. A imagem do carro cruzando o céu sugeria uma viagem grandiosa.
↑Uma nave em órbita avança enquanto a gravidade a puxa para a Terra. Assim, ela continua dando voltas sem cair diretamente no solo.
↑É a volta da nave à atmosfera. Nessa passagem, o ar à sua frente esquenta muito, e a cabine precisa de proteção térmica.
↑Antes de construir a nave, as equipes comparavam projetos para saber se cada ideia poderia funcionar com a tecnologia, o dinheiro e o tempo disponíveis.
↑É uma das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. Seus integrantes participam da elaboração das leis e da aprovação de gastos públicos.
↑Embora a corrida espacial ocorresse durante a Guerra Fria, o programa Apollo era uma iniciativa civil e não uma operação de combate.
↑A decolagem acontecia na Flórida, enquanto os controladores em Houston acompanhavam a nave e orientavam a tripulação durante o voo.
↑Essa medida descreve o espaço dentro do prédio, e não a área do terreno: um metro cúbico corresponde a uma caixa de um metro de lado.
↑Cada modo era um plano diferente para sair da Terra, chegar à Lua e voltar. A escolha mudava o tamanho dos foguetes e das naves.
↑Nesse plano, vários foguetes levariam peças separadas ao espaço. Elas seriam reunidas antes da viagem à Lua.
↑É o material que alimenta o motor do foguete. Em geral, inclui um combustível e a substância que fornece o oxigênio necessário para queimá-lo.
↑Acoplar significa unir duas naves em movimento por meio de encaixes próprios, para que os astronautas possam passar de uma para a outra.
↑Houbolt procurou um dirigente acima de seus chefes imediatos porque temia que sua proposta fosse rejeitada antes de ser examinada.
↑Era um grupo de especialistas chamado para avaliar as decisões da NASA e apresentar suas dúvidas aos responsáveis pelo programa.
↑A cabine tinha o formato aproximado de um cone sem ponta. Sua base mais larga enfrentaria o calor da volta à Terra.
↑É o pouso na água. A cápsula descia de paraquedas e era recolhida por equipes no mar.
↑“Bloco” era o nome dado a uma versão do projeto. O Bloco II incorporou mudanças necessárias às missões lunares.
↑Como essa parte da nave nunca atravessaria o ar da Terra, não precisava ter a forma lisa de uma aeronave.
↑Nesses códigos de planejamento, “AS” indicava Apollo-Saturn e o “x” representava o algarismo que mudaria conforme o voo.
↑Foi um lançamento inicial para conferir o foguete antes de usá-lo nos ensaios específicos da nave Apollo.
↑Empuxo é a força que o motor faz para levantar o foguete. “kN” significa quilonewton; mil newtons equivalem a um quilonewton.
↑Era uma peça sem motor em funcionamento, transportada para simular parte do peso e da forma do foguete completo.
↑A água imitava o peso de componentes que ainda não estavam prontos, permitindo testar o lançamento sem eles.
↑Depois de desligado, o motor podia ser acionado novamente em órbita para dar à nave o impulso rumo à Lua.
↑A homenagem foi concedida depois da morte dos três astronautas.
↑Nesse percurso, a gravidade da Lua mudaria a direção da nave e a enviaria de volta, mesmo sem uma manobra de frenagem para entrar em órbita lunar.
↑Os aparelhos registravam vibrações do solo lunar. Os impactos conhecidos ajudavam os cientistas a entender como essas ondas atravessavam a Lua.
↑A nave subia ao espaço, mas não ganhava velocidade suficiente para completar uma volta ao redor da Terra.
↑Tubos na roupa levavam embora o calor produzido pelo corpo, já que o astronauta não podia se refrescar retirando o traje.
↑A tripulação reserva treinava para assumir o voo caso alguém da equipe principal não pudesse participar.
↑É uma sala de testes em que a pressão do ar pode ser reduzida para reproduzir parte das condições enfrentadas pela nave no espaço.
↑O oxigênio não é o combustível do fogo, mas faz outros materiais queimarem com mais facilidade e rapidez, sobretudo nessa condição.
↑As letras nomeavam etapas de teste, não naves específicas. A NASA avançava para a etapa seguinte quando os objetivos anteriores eram cumpridos.
↑Uma nave que volta da Lua chega à Terra mais depressa que uma que sai de órbita terrestre. Isso exige mais do escudo térmico.
↑“Queima” é o período em que o motor consome propelente e produz impulso; aqui, a manobra simulava parte da descida à Lua.
↑O modelo acrescentava massa ao foguete, sem precisar funcionar como uma nave completa.
↑Era uma nave sem astronautas, enviada para pousar e obter dados por meio de comandos e equipamentos próprios.
↑É o peso que o foguete consegue transportar para a missão, como a nave, os instrumentos e os suprimentos.
↑É a camada externa rochosa de um astro. Na Lua, as amostras da crosta ajudam a reconstituir sua história mais antiga.
↑Feldspatos são minerais comuns em rochas; a variedade dessa amostra contém bastante cálcio em sua composição.
↑Um impacto forte comprime e sacode as rochas ao redor, deixando nelas marcas que podem ser estudadas depois.
↑O valor atualizado permite comparar o custo com o poder de compra de 2025; não é dinheiro gasto naquele ano.
↑É o período usado para organizar e registrar o orçamento do governo; nem sempre coincide com o ano civil.
↑Esse era o nome de uma série de missões apenas proposta, pensada para aproveitar as naves Apollo em tarefas na órbita da Terra.
↑O gás expelido na descida deslocou a poeira lunar e deixou no terreno um padrão visível para a sonda.
↑Mesmo com telescópios potentes, objetos tão pequenos não aparecem separados com nitidez quando observados a essa distância.
↑A equipe melhorou cópias da transmissão que tinham sobrevivido, ajustando a imagem sem recuperar as fitas originais.
↑Registros de voo, rochas estudadas em laboratórios e fotografias tiradas anos depois podem ser comparados entre si.
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↑Estimativa baseada na relação entre as massas dos estágios de descida, cerca de 10,3 toneladas, e de ascensão, cerca de 4,6 toneladas, do módulo da Apollo 11, aplicada à carga lunar prevista para o Nova, de cerca de 73,9 toneladas.
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↑A NASA não apresentou espontaneamente os resultados da equipe ao Congresso. A investigação do Senado sobre o incêndio da Apollo 1 tornou público o chamado "relatório Phillips". «The Phillips Report». NASA History Office. 22 de outubro de 2004. Consultado em 14 de abril de 2010. Cópia arquivada em 15 de abril de 2010
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