Senado Federal do Brasil | |
|---|---|
| 57.ª legislatura (lista de membros) | |
Bandeira do Senado Federal | |
| Tipo | |
| Tipo | |
| História | |
| Fundação | 25 de março de 1824 |
Início de nova sessão | 3 de fevereiro de 2025 |
| Liderança | |
Líder do Governo | |
Líder da Maioria | |
Líder da Oposição | |
Líder da Minoria | |
Líder da Bancada Feminina | |
| Estrutura | |
| Assentos | 81 senadores |
Grupos políticos | |
| Eleições | |
Última eleição | 2 de outubro de 2022 |
Próxima eleição | 4 de outubro de 2026 |
| Local de reunião | |
| Plenário do Senado Federal Palácio do Congresso Nacional Brasília, DF, Brasil | |
| Website | |
| www12 | |
| Constituição | |
| Constituição brasileira de 1988 | |
| Notas de rodapé | |
| Política do Brasil Congresso Nacional do Brasil | |
Senado Federal é a câmara alta do Congresso Nacional do Brasil e, ao lado da Câmara dos Deputados, faz parte do Poder Legislativo da União. A atual legislatura é a 57.ª.
A primeira sede do Senado foi o Palácio do Conde dos Arcos, no Rio de Janeiro. A câmara alta lá funcionou desde os primórdios do Império do Brasil até 1925. A partir desse ano, o Senado foi transferido para o Palácio Monroe, permanecendo até 1960, quando a capital federal foi transferida para Brasília. Desde então, a sede principal do Senado é o Palácio do Congresso Nacional, juntamente com a Câmara dos Deputados.
A Biblioteca do Senado, denominada Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, foi fundada em 18 de maio de 1826 e é uma das mais antigas do Brasil. A biblioteca tem um acervo com mais de três milhões de peças, entre livros e recortes de jornais.
O Senado brasileiro foi criado em 25 de março de 1824 pela Constituição Imperial brasileira de 1824 e sendo instalado nos primeiros anos do Império do Brasil, sendo que passou a funcionar no dia 6 de maio de 1826 quando da realização da sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa, em reunião conjunta do Senado e da Câmara dos Deputados.
Durante o Império, o Senado brasileiro atendia pelo nome de Senado do Império do Brasil. Tendo a primeira legislatura se reunido em 6 de maio de 1826. O Senado imperial foi inspirado na Câmara dos Lordes do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Em 1824, D. Pedro I comprou um imóvel no Rio de Janeiro para a instalação do Senado, imóvel esse que era pertencente ao Conde dos Arcos, 15º e último vice-rei do Brasil, sendo esse o motivo pelo qual este ficou conhecido como Palácio do Conde dos Arcos. O Senado Federal permaneceu ali até 31 de dezembro de 1924.

Após a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, o Senado brasileiro passou a adotar um modelo semelhante ao do Senado dos Estados Unidos.
O engenheiro Francisco de Souza Aguiar, recebeu a medalha de ouro em uma exposição internacional, onde competia com projetos de engenharia e arquitetura de outros 50 países.
Ele projetou um edifício que se tornou a sede do Senado Federal durante a República e que foi inaugurado em 23 de julho em 1906 durante uma conferência Pan-Americana e recebeu o nome de Palácio Monroe, dado por Barão de Rio Branco, em homenagem ao ex-presidente americano James Monroe.
Entretanto, só abrigou o Senado Federal a partir de 3 de maio de 1925, onde continuou como sede oficial até as vésperas da inauguração de Brasília em 1960.
Com a mudança para Brasília a nova sede do Senado, o Palácio do Congresso Nacional, também comportaria a Câmara dos Deputados, em um prédio projetado por Oscar Niemeyer.




Atualmente, o Senado Federal possui 81 senadores, que através do voto majoritário, são eleitos e exercem seus cargos para mandatos de oito anos, sendo que são renovados em uma eleição um terço das cadeiras e na eleição subsequente dois terços delas.
As eleições para senador são feitas junto com as eleições para Presidente da República, Governador estadual, Deputado Federal, Estadual e/ou Distrital, dois anos após as eleições municipais.
Todas as 27 unidades da federação (os 26 estados e o Distrito Federal) possuem a mesma representatividade, com três senadores cada. Os senadores representam os estados e não a população, daí portanto a não proporcionalidade em relação ao número de habitantes de cada estado.
O atual presidente do Senado Federal do Brasil é o senador Davi Alcolumbre, filiado ao União Brasil, do estado do Amapá. Até 1° de fevereiro de 2025, o presidente foi o senador Rodrigo Pacheco, filiado ao PSB, do estado do Minas Gerais, que comandou a Casa nos biênios 2021-2023 e 2023-2025.
O presidente anterior a Eunício havia sido o senador alagoano Renan Calheiros (afastado em 5 de dezembro por uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello,), filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Alagoas. O Presidente em exercício passou a ser Jorge Viana, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) do Acre, que não chegou a assumir por decisão da mesa do Senado.
Em 7 de dezembro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 6 votos a 3 manter Renan Calheiros na presidência do Senado. Além das lideranças do governo e de cada partido, o Senado possui também lideranças do bloco parlamentar da maioria, da minoria e de apoio ao governo. Possui, ao todo 2 819 funcionários terceirizados pertencentes a 34 empresas cujos contratos custam anualmente R$ 155 milhões de reais, além de aproximadamente 2 500 servidores de carreira, a um custo anual de 1,4 bilhão de reais.
Em termos de transparência de sua atuação e gastos, o Senado publica dados sobre os projetos de lei e outras matérias e o uso de verbas indenizatórias. Entre as críticas registradas sobre a transparência da Câmara alta, estão a publicação precária dos dados sobre a assiduidade dos senadores no plenário e nas comissões, além da não publicação dos dados referentes às viagens parlamentares.
As principais estruturas internas do Senado Federal são a Secretaria-Geral da Mesa, responsável pela coordenação de todo o processo legislativo nas comissões e no Plenário, e a Diretoria-Geral, responsável pela gestão administrativa da Casa, em particular contratações, manutenção, gestão de recursos humanos e orçamentários.
Para ampliar a participação popular no processo legislativo, o Senado criou o Portal e-Cidadania. Por meio deste portal, qualquer pessoa pode enviar ideias para a criação de novas lei, participar dos debates nas audiências públicas e opinar sobre todos projetos de lei que tramitam na Casa.
No dia 20 de março de 2020, o Senado iniciou a primeira sessão virtual desde sua criação, para votar decreto de calamidade pública em meio a Pandemia de COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus.
No dia 5 de fevereiro de 2021, após a eleição de Rodrigo Pacheco, Diego Amorim chamou a atenção n'O Antagonista para o fato do Senado ter reativado a ferramenta que permite a população acompanhar as propostas em avaliação. Ela tinha sido desativada em 10 de setembro de 2020, após a PEC que previa a reeleição de Davi Alcolumbre ter repercussão negativa na mesma plataforma.
| Parte da série sobre |
| Política do Brasil |
|---|
| História |
| Portal do Brasil |
Segundo o cientista político e professor da PUC, Ricardo Ismael, em países que adotam o federalismo, ou seja, que são politicamente divididos em Estados, como é o caso do Brasil, o Senado existe para igualar a representatividade de todos os Estados da Federação, já que no Senado Federal todos os Estados tem três representares e na Câmara dos Deputados, o número de parlamentares é proporcional à população de cada unidade federativa, o que poderia fazer com que os interesses dos Estados com mais habitantes prevalecessem nas decisões do país.
Segundo o artigo 52 da Constituição Federal brasileira de 1988, cabe exclusivamente ao Senado Federal do Brasil:

Cada Senador possui um Gabinete, composto por servidores comissionados e efetivos, cujo número máximo de integrantes pode chegar a até 50 pessoas, para assessorar diretamente o Senador nas suas atividades. Por padrão, cada Senador é assistido por 5 Assessores Parlamentares, 6 Secretários Parlamentares e 1 Motorista. O número, contudo, não é fixo, pois alguns cargos em comissão podem ser desdobrados em cargos de menor remuneração, o que permite a nomeação de um número maior de servidores comissionados, a critério de cada Senador.
A Secretaria de Polícia Legislativa (SEPOL) é a instituição policial brasileira subordinada ao Senado Federal, que, de acordo com a Constituição de 1988 (art. 52) e o Ato da Comissão Diretora n. 8, de 2024, exerce as funções de polícia judiciária e de polícia ostensiva da Câmara alta do Poder Legislativo da União a fim de promover a manutenção da ordem pública, a incolumidade das pessoas e a proteção dos bens, serviços e interesses do Senado da República.
A definição da atual composição da Comissão foi definida, em 2 de fevereiro de 2025.
| Cargo | Fotografia | Nome | Partido | Estado |
|---|---|---|---|---|
| Presidente | Davi Alcolumbre | UNIÃO | ||
| 1.º Vice-presidente | Eduardo Gomes | PL | ||
| 2.º Vice-presidente | Humberto Costa | PT | ||
| 1.ª Secretária | Daniella Ribeiro | PSD | ||
| 2.º Secretário | Confúcio Moura | MDB | ||
| 3.ª Secretária | Ana Paula Lobato | PDT | ||
| 4.º Secretário | Laércio Oliveira | PP | ||
| 1.º Suplente | Chico Rodrigues | PSB | ||
| 2.º Suplente | Mecias de Jesus | Republicanos | ||
| 3.º Suplente | Styvenson Valentim | PSDB | ||
| 4.ª Suplente | Soraya Thronicke | PSB |
A atual composição da Casa (57.ª Legislatura, setembro de 2026) é a seguinte:
| Partido | Senadores | Líder / representante | Bloco | Posição |
|---|---|---|---|---|
| PL | 16 | Carlos Portinho | Vanguarda | Oposição |
| PSD | 14 | Omar Aziz | Resistência Democrática | Governo |
| MDB | 9 | Eduardo Braga | Democracia | Governo |
| PT | 9 | Rogério Carvalho | Pelo Bem do Brasil | Governo |
| PSB | 7 | Cid Gomes | Resistência Democrática | Governo |
| PP | 7 | Tereza Cristina | Aliança | Oposição |
| Republicanos | 6 | Mecias de Jesus | Aliança | Oposição |
| PSDB | 4 | Plínio Valério | Democracia | Independente |
| UNIÃO | 3 | Efraim Morais Filho | Democracia | Independente |
| PODE | 3 | Carlos Viana | Democracia | Oposição |
| PDT | 2 | Weverton Rocha | Pelo Bem do Brasil | Governo |
| Avante | 1 | Marcos do Val | Vanguarda | Oposição |
A atual composição dos Blocos partidários, Governo, Oposição, Maioria e Minoria são as seguintes:
| Bloco | Senadores | Líder |
|---|---|---|
| Bloco Parlamentar da Resistência Democrática (PSD e PSB) | 21 | Eliziane Gama |
| Bloco Parlamentar Democracia (MDB, UNIÃO, Podemos, PSDB) | 19 | Efraim Morais Filho |
| Bloco Parlamentar Vanguarda (PL e NOVO) | 17 | Wellington Fagundes |
| Bloco Parlamentar Aliança (PP e Republicanos) | 13 | Hiran Gonçalves |
| Bloco Parlamentar Pelo Bem do Brasil (PT e PDT) | 11 | Weverton Rocha |
| Liderança da Maioria | Renan Calheiros | |
| Liderança da Minoria | Ciro Nogueira | |
| Liderança do Governo | Teresa Leitão | |
| Liderança da Oposição | Rogério Marinho | |
| Liderança da Bancada Feminina | Leila Barros | |
| Sigla | Comissão | Instaurada em | Presidente | Site |
|---|---|---|---|---|
| CRA | Comissão de Agricultura e Reforma Agrária | 22 de fevereiro de 2005 | Zequinha Marinho (PODE-PA) | Link |
| CAE | Comissão de Assuntos Econômicos | 1935 | Renan Calheiros (MDB-AL) | Link |
| CAS | Comissão de Assuntos Sociais | 1989 | Marcelo Castro (MDB-PI) | Link |
| CCT | Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática | 8 de fevereiro de 2007 | Flávio Arns (PSB-PR) | Link |
| CCDD | Comissão de Comunicação e Direito Digital | 14 de junho de 2023 | Presidência Vaga | Link |
| CCJ | Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania | 1935 | Otto Alencar (PSD-BA) | Link |
| CDR | Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo | 5 de maio de 2004 | Dorinha Rezende (UNIÃO-TO) | Link |
| CDH | Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa | 8 de novembro de 2001 | Damares Alves (Republicanos-DF) | Link |
| CE | Comissão de Educação e Cultura | 1935 | Teresa Leitão (PT-PE) | Link |
| CEsp | Comissão de Esporte | 14 de junho de 2023 | Leila Barros (PDT-DF) | Link |
| CMA | Comissão de Meio Ambiente | 2017 | Fabiano Contarato (PT-ES) | Link |
| CRE | Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional | 1946 | Nelsinho Trad (PSD-MS) | Link |
| CSP | Comissão de Segurança Pública | 14 de junho de 2023 | Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Link |
| CI | Comissão de Serviços de Infraestrutura | 1989 | Marcos Rogério (PL-RJ) | Link |
| CTFC | Comissão de Transparência e Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor | 1995 | Hiran Gonçalves (PP-RR) | Link |
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