Aldo Rebelo | |
|---|---|
| Secretário Municipal de Relações Internacionais de São Paulo | |
| Período | 19 de fevereiro de 2024 até 17 de julho de 2024 |
| Prefeito | Ricardo Nunes |
| Antecessor(a) | Marta Suplicy |
| Sucessor(a) | Ricardo Gomyde |
| Secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo | |
| Período | 22 de agosto de 2018 até 1.º de janeiro de 2019 |
| Governador | Márcio França |
| Antecessor(a) | Maurício Pinto Pereira Juvenal (interino) |
| Sucessor(a) | Gilberto Kassab |
| Ministro da Defesa do Brasil | |
| Período | 2 de outubro de 2015 até 12 de maio de 2016 |
| Presidente | Dilma Rousseff |
| Antecessor(a) | Jaques Wagner |
| Sucessor(a) | Raul Jungmann |
| Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil | |
| Período | 1.º de janeiro de 2015 até 2 de outubro de 2015 |
| Presidente | Dilma Rousseff |
| Antecessor(a) | Clelio Campolina Diniz |
| Sucessor(a) | Celso Pansera |
| Ministro do Esporte do Brasil | |
| Período | 27 de outubro de 2011 até 1.º de janeiro de 2015 |
| Presidente | Dilma Rousseff |
| Antecessor(a) | Orlando Silva |
| Sucessor(a) | George Hilton |
| Ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais do Brasil | |
| Período | 23 de janeiro de 2004 até 20 de julho de 2005 |
| Presidente | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Sucessor(a) | Jaques Wagner |
| 105.º Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil | |
| Período | 28 de setembro de 2005 até 1.º de fevereiro de 2007 |
| Antecessor(a) | Severino Cavalcanti (interino José Thomaz Nonô) |
| Sucessor(a) | Arlindo Chinaglia |
| Deputado Federal por São Paulo | |
| Período | 1.º de fevereiro de 1991 até 1.º de fevereiro de 2015 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | José Aldo Rebelo Figueiredo |
| Nascimento | 23 de fevereiro de 1956 (70 anos) Viçosa, Alagoas, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Prêmio(s) | |
| Partido | PMDB (1980–1985) PCdoB (1985–2017) PSB (2017–2018) Solidariedade (2018–2019) PDT (2022–2024) MDB (2024–2025) DC (2025–2026) |
| Religião | católico romano |
| Profissão | escritor político |
José Aldo Rebelo Figueiredo (Viçosa, 23 de fevereiro de 1956) é um escritor e político brasileiro.
Foi deputado federal por São Paulo durante cinco mandatos pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sendo presidente da Câmara entre 2005 e 2007. Durante os governos Lula e Dilma Rousseff, foi ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e de Coordenação Política e Assuntos Institucionais.
É conhecido pelo seu nacionalismo, conservadorismo moral e por projetos às vezes polêmicos. É o autor do Novo Código Florestal Brasileiro e defensor de pautas desenvolvimentistas. Em 2021, publicou a obra O Quinto Movimento, servindo como seu manifesto e plano de desenvolvimento nacional, defendendo um quinto ciclo da história do Brasil, por meio da retomada do desenvolvimento, da expansão da área agrícola e mineral no país, da industrialização, da soberania nacional e da redução das desigualdades.
Em janeiro de 2026, anunciou sua pré-candidatura na eleição presidencial do mesmo ano pelo partido Democracia Cristã.
Aldo Rebelo nasceu em Viçosa, em 23 de fevereiro de 1956, o mais velho de oito filhos de José Figueiredo Lima, um soldado da borracha e Maria Cila Rebelo Figueiredo, que era professora. Aldo Rebelo tem ascendência portuguesa e indígena. Aldo Rebelo tinha nove anos quando seu pai morreu por malária adquirida na Amazônia durante seu serviço como soldado da borracha na Segunda Guerra Mundial. O empresário e político Teotônio Vilela, dono da fazenda onde seu pai trabalhava como vaqueiro, ajudou financeiramente a sustentar sua família.

Após completar sua alfabetização em uma escola rural, estudou na Escola Estadual 13 De Outubro e, em seguida, na Escola Estadual Monsenhor Machado. Em 1968, entrou no Colégio Agrícola Floriano Peixoto, em Satuba, onde estudou por um ano. Lá, alega que havia uma grande influência de ideias da organização Ação Popular Católica que militava contra a a ditadura militar e possuía simpatias do movimento estudantil. Em 1971, enquanto terminava o ginásio, sua prima Maria Ivone, militante do Partido Comunista Revolucionário, foi presa em Recife, o que despertou em Aldo Rebelo um interesse na militância comunista revolucionária contra a ditadura militar. Em 1975 entrou para o curso de Direito na Universidade Federal de Alagoas, onde esteve matriculado até 1978. Na universidade foi se ligando a grupos de esquerda e se tornou monitor na disciplina de Ciências Sociais. Aldo Rebelo depois alegaria que a obra Gilberto Freyre lhe proporcionou a leitura mais marcante da sua formação com a obra Casa Grande & Senzala, na mesma proporção que os textos de Karl Marx e Friedrich Engels. Também trabalhou como jornalista e redator em Maceió, chegando a escrever para o jornal Movimento e para o Jornal de Alagoas. Participava também das atividades do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas e esteve presente no Congresso dos Jornalistas.
Se mudou para São Paulo quando era líder estudantil e integrou a direção do PCdoB em 1977. Em 1979, quando a União Nacional dos Estudantes (UNE) foi reconstruída, Aldo foi eleito secretário-geral e da entidade, tornando-se seu presidente na gestão 1980-1981.
Nas eleições de 1982, lançou-se candidato a deputado federal pelo PMDB paulista, já que o Partido Comunista do Brasil ainda estava na ilegalidade. Sua trajetória parlamentar iniciou-se na eleição municipal de 1988, quando foi eleito vereador constituinte na cidade de São Paulo pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e trabalhou na elaboração da Lei Orgânica do Município.
Elegeu-se deputado federal pela primeira vez, pelo PCdoB, para o período 1991 a 1995, quando participou da Revisão Constitucional de 1993. Foi reeleito para as legislaturas de 1995 a 1999; 1999 a 2003; 2003 a 2007; 2007 a 2011 e 2011 a 2015. No pleito de 1990 obteve 29 554 votos e em 1994, 45 240 votos. Nas eleições de 1998 obteve 84 288 votos; em 2002, 134 241 votos; em 2006 conquistou 169 621 votos e em 2010 foram 132 109 votos.
Votou favorável à abertura do processo de impeachment de Fernando Collor e contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). No governo FHC, foi contra a quebra dos monopólios estatais.
Participou intensamente de debates na área de relações exteriores e defesa nacional, e foi membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, a qual presidiu em 2002.
Em 2003, como deputado federal, Rebelo foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial.
Foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, vinculada à Presidência da República, de 23 de janeiro de 2004 a 20 de julho de 2005, e presidente da Câmara dos Deputados entre 28 de setembro de 2005 e 31 de janeiro de 2007, quando foi eleito com 258 votos contra 243 de seu oponente, o deputado José Thomaz Nonô, do então PFL (atual União Brasil). De 512 deputados votantes, seis votaram branco e dois anularam o voto.
Em 6 de junho de 2006, manifestantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), uma dissidência do Movimento dos sem Terra, invadiram a Câmara. Como presidente da Casa, Aldo deu voz de prisão a todos.
Nas eleições municipais de 2008, foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Marta Suplicy, que no primeiro turno obteve 2 088 329 de votos, ou 32,79% dos votos válidos contra 33,61% do primeiro colocado. No segundo turno foi derrotado pela coligação do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que teve 60,72% dos votos válidos.
Entre 27 de outubro de 2011 e 1º de janeiro de 2015 foi Ministro de Estado dos Esportes, deixando o cargo para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da qual saiu em 2 de outubro de 2015 para assumir o Ministério da Defesa, no qual ficou até 12 de maio de 2016.
Aldo Rebelo não se candidatou a nenhum cargo nas eleições de 2014 e continuou à frente do Ministério dos Esportes, conduzindo a pasta durante a realização da Copa do Mundo de futebol, ocorrida no Brasil naquele ano.

De 2 de outubro de 2015 a 12 de maio de 2016 foi ministro da Defesa, sendo a nona pessoa a ocupar o cargo. O político já vinha sendo cotado para o posto em reformas ministeriais anteriores e era bem recebido por membros das Forças Armadas por ter defendido pautas de interesse da categoria, como a oposição à alteração da Lei da Anistia que permitiria a punição a agentes que praticaram tortura no Regime Militar e a defesa dos militares na Comissão da Verdade, a qual considerava "um erro", tendo questionado "por que os militares de agora vão pedir desculpas hoje por quem fez coisas no passado?”. Apesar disso, teve resistência de oficiais da reserva em razão de sua filiação ao Partido Comunista do Brasil. Em 2003, contou com o apoio e lobby do então deputado federal Jair Bolsonaro, que afirmara, à época: "Vim tentar um espacinho na agenda do Lula para desmentir essa história de que o Aldo tem restrições nas Forças Armadas. Pelo contrário, é uma pessoa que entende do assunto e tem grande respeito".
Ao assumir o cargo, Rebelo afirmou haver uma crise de valores, como a autoridade, a disciplina e a hierarquia, afirmando que “não se constrói uma sociedade sem disciplina, hierarquia, solidariedade e espírito de camaradagem, comum nas instituições militares”. Durante sua gestão, Aldo aumentou a participação de militares no Ministério da Defesa. Conforme estudo publicado na Revista Brasileira de Estudos de Defesa, o aumento no número de cargos civis foi de 42,1%, enquanto a elevação dos cargos militares foi de 77,5%. Em sua gestão, a secretaria-geral do ministério, que havia sido criada para fortalecer o comando civil da pasta, passou a ser comandada por militares. Ele chegou a nomear para o posto o general Joaquim Silva e Luna, que em 2018 foi o primeiro militar nomeado para o Ministério da Defesa desde a criação do ministério, em 1999. Aldo elogiou a nomeação.
Desligando-se do PCdoB em 14 de agosto de 2017, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 25 de setembro. No dia 12 de abril de 2018, desfiliou-se do PSB por ser contrário a uma possível candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Rebelo filiou-se no mesmo dia ao Solidariedade (SD). Quatro dias depois, foi lançado como pré-candidato a Presidente pelo SD. Em 26 de julho, retirou oficialmente sua candidatura, depois do partido fechar apoio a Geraldo Alckmin junto com outros partidos do centrão, sendo descartado ainda o nome do próprio Rebelo como vice. Em 18 de agosto, assumiu a chefia da Casa Civil do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que assumiu o cargo com a renúncia de Alckmin. Em dezembro de 2019, desfiliou-se do Solidariedade. Em agosto de 2021, lançou-se novamente pré-candidato à presidência, sem estar filiado a nenhum partido.
Nas eleições de 2022, Rebelo filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e foi candidato a Senador por São Paulo, obtendo 230 833 votos (1,07%).
No contexto da crise humanitária que atingia os ianomâmis, Aldo Rebelo disse que não se podia demonizar o garimpo, e que alguns grupos indígenas também dele se beneficiavam, citando a etnia dos Cintas-largas, que exploram diamantes na divisa entre Rondônia e Mato Grosso. Também defendeu a regularização da atividade como uma alternativa para enfrentar a crise de desnutrição a partir do pagamento de direitos às populações indígenas.
Em entrevista à colunista Thaís Oyama, em fevereiro de 2023, Aldo disse entender que Arthur Lira, por vezes apontando como "primeiro-ministro" durante o governo Bolsonaro, manterá essa condição no novo governo Lula: "Isso porque o presidente Lula, com todo respeito, não tem votos na Câmara. Ele tem apenas os votos da coligação que o ajudou a se eleger — o resto ele vai ter de disputar".
Em julho de 2023, Aldo Rebelo participou de uma audiência pública na CPI das ONGs, onde criticou a atuação de organizações ambientais que, segundo ele, atuam como um "Estado paralelo" na Amazônia.
No aniversário de um ano dos ataques de 8 de janeiro em Brasília, Aldo contestou a classificação dos eventos como "golpe de Estado". Em entrevista, ele disse que a narrativa era uma "fantasia" petista promovida para manter a polarização política.
Em janeiro de 2024, após seu partido anunciar apoio a Guilherme Boulos (PSOL) na campanha para a prefeitura de São Paulo, Aldo posou em uma foto com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), candidato que enfrentará Boulos na campanha. Em entrevista para a Folha, Aldo afirmou: "Eu era ministro do Esporte e Boulos era o líder do ‘Não Vai ter Copa’ na cidade de São Paulo. Era um movimento que promovia quebra-quebra, sabotagem da Copa. Não tenho como apoiar uma pessoa dessas, não tenho condições." Quando Marta Suplicy saiu da prefeitura para ser vice de Boulos, Ricardo Nunes a substituiu por Aldo na Secretaria de Relações Internacionais da prefeitura. No cargo, Aldo defendeu seu antigo projeto de lei pela valorização da língua portuguesa e contra os estrangeirismos, que era "mais atual do que nunca". Ele foi exonerado da secretaria em julho de 2024 para se dedicar à campanha de reeleição de Ricardo Nunes, sendo assim sucedido por Ricardo Gomyde na pasta.
Em 22 de maio de 2024, lançou o livro “Amazônia, a maldição das Tordesilhas: 500 anos de cobiça internacional” (editora Arte Ensaio, 2024). O ex-presidente Jair Bolsonaro fez presença no lançamento e sessão de autógrafos.
No final de 2025, filiou-se a Democracia Cristã (DC) e anunciou sua pré-candidatura a Presidência do Brasil para as eleições de 2026.
Em maio de 2026, o presidente nacional do partido, João Caldas, anunciou à Folha de S.Paulo a substituição da pré-candidatura de Aldo Rebelo pela do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa na disputa presidencial. O anúncio gerou controvérsia interna, sobretudo entre setores alinhados a Rebelo e aos novos integrantes do partido.
Enquanto a direção nacional passou a apoiar a candidatura de Joaquim Barbosa, setores da base partidária mantiveram apoio a Aldo Rebelo, incluindo diretórios estaduais e municipais declarando apoio ao candidato. Durante uma convenção estadual do partido realizada em Boa Vista, em maio de 2026, o presidente do diretório do DC em Roraima, Paulo César Quartiero, criticou publicamente a substituição de Rebelo por Barbosa na disputa presidencial. Dirigindo-se ao presidente João Caldas, Quartiero classificou a decisão como “ridícula” e afirmou que Barbosa seria incompatível com posições defendidas pelo partido, citando especialmente sua atuação no julgamento da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em declaração repercutida na imprensa, afirmou que, caso Barbosa realizasse campanha em Roraima, seria “apedrejado” por militantes do partido; a declaração foi recebida com aplausos por parte do público presente. O Presidente do Diretório de São Paulo, Cândido Vaccarezza, disse que a decisão de substituir Aldo por Joaquim Barbosa é "inapoiável".
Aldo Rebelo atribuiu a uma tentativa de blindagem diante do Supremo Tribunal Federal (STF), uma instituição do qual Rebelo é crítico, a substituição de sua pré-candidatura pela do ex-ministro Joaquim Barbosa, anunciada pelo presidente da legenda, João Caldas. De acordo com Rebelo, a troca seria uma sinalização de boa vontade diante de investigações relacionadas ao caso Master em Maceió, onde o filho de Caldas, João Henrique Caldas (PSDB), é prefeito. A Polícia Federal (PF) investiga uma consultoria que recomendou ao Maceió Previdência que fizesse investimentos em letras do Banco Master. De acordo com a reportagem, o investimento total foi de R$ 168 milhões. Hoje, já se sabe que parte dos ativos do Master eram "podres", ou seja, não possuíam valor. Para Rebelo, o aceno ao Supremo teria relação, além da própria proximidade de Joaquim Barbosa com os atuais magistrados, com sua postura crítica em relação à Corte. A substituição, nesse sentido, seria uma forma de sinalizar discordância com as críticas.
Em 9 de junho a juíza de Direito Gabriela Jardon Guimarães de Faria, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), da 6ª Vara Cível de Brasília, derrubou a expulsão do ex-deputado Aldo Rebelo do Democracia Cristã e também impôs pena ao partido, mantendo a pré-candidatura dele à presidência. A decisão foi feita em instância preliminar e por isso ainda deve passar por um julgamento. Conforme consta no documento, o partido Democracia Cristã tem até 72 horas para readmitir Rebelo como candidato à presidência da República. Caso não a medida não seja respeitada, o partido está sujeito a pagar uma multa de 50 mil reais.
Embora tenha militado por 40 anos no PCdoB, Rebelo afirma que sua vinculação partidária "sempre foi pautada pela defesa da soberania nacional e do desenvolvimento do Estado", e não necessariamente por uma ortodoxia marxista-leninista, o que poderia ser provado por mesmo durante sua militância no PCdoB ter se mantido um católico convicto e prestado homenagem a nomes da história brasileira como Dom Pedro I, Floriano Peixoto e Getúlio Vargas.
Em sua obra O Quinto Movimento (2021), servindo como seu manifesto político, Aldo Rebelo sintetiza sua tese de que o Brasil precisa retomar um projeto nacional que coloque a soberania e a integração do território acima de polarizações ou cartilhas ideológicas importadas do exterior.
Durante seus seis mandatos federais apresentou 225 proposições, das quais três transformadas em lei.
Aldo Rebelo tem enfatizado a necessidade de uma política de segurança pública baseada na "retomada do território nacional pelo Estado", criticando o que classifica como leniência ou falta de coordenação federal no setor. Ele sustenta que a soberania brasileira está sob ameaça em duas frentes: nas áreas urbanas dominadas por facções criminosas e milícias, e em regiões remotas, como a Amazônia, onde aponta uma ausência do poder público que facilitaria a atuação de interesses externos e do crime transnacional. Aldo Rebelo tem defendido o que chama de "mão forte" e "repressão violenta e implacável" do Estado contra o crime, sustentando a necessidade de uma política de "tolerância zero" e repressão rigorosa contra o crime organizado, argumentando que o Estado não deve negociar espaços de poder com organizações paralelas. Crítico do que chama de "visão humanitária equivocada", ele propõe o fortalecimento das polícias e o uso intensivo de inteligência e força para desarticular as finanças e o controle territorial de facções, centralizando a liderança estratégica da segurança no Governo Federal, eliminando qualquer discordância entre de decisão entre os estados. Isso envolveria a criação de um comando nacional unificado para operações de alto impacto e a proteção das fronteiras como prioridade de segurança nacional.
Rebelo tem se posicionado de forma crítica à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo um ponto central de seu posicionamento político atual ao que denomina "hipertrofia do Judiciário". Aldo argumenta que o STF extrapolou suas competências constitucionais, passando a atuar como um "poder legislador" que interfere na vontade popular expressa no Congresso Nacional, e sustenta que há um desequilíbrio entre os Poderes da República, defendendo medidas para limitar o que chama de "ativismo judicial". Para enfrentar o que chama de "crise institucional", ele propõe restrições monocráticas de ministros da Corte em temas que envolvam políticas públicas ou leis aprovadas pelo Legislativo, adoção de mandatos fixos para ministros do STF, em substituição à vitaliciedade atual, e uma revisão nos critérios de indicação para garantir maior equilíbrio técnico e menos dependência política. Segundo Rebelo, essas medidas seriam essenciais para restaurar a harmonia entre os poderes e evitar que o Judiciário paralise o desenvolvimento econômico e a segurança do país.
Aldo Rebelo é um crítico contumaz do que define como a "desindustrialização precoce" do Brasil. Em sua visão, o país abandonou o projeto de desenvolvimento fabril em favor de uma economia dependente de serviços e da volatilidade do mercado financeiro. Para reverter esse quadro, Rebelo defende o retorno do Estado como indutor do crescimento, utilizando bancos públicos, como o BNDES e o Banco do Brasil, para financiar a produção real com juros reduzidos, em oposição ao que chama de "ditadura do rentismo".
O ex-ministro sustenta que o investimento em infraestrutura pesada é a forma mais eficaz de geração de empregos e demanda industrial. Suas propostas incluem a expansão de ferrovias e modernização de portos para reduzir o "Custo Brasil" e integrar as regiões produtoras, defesa da construção de hidrelétricas e do avanço da energia nuclear, que ele considera pilares da soberania energética nacional.
Em sua passagem pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa, Rebelo reforçou a necessidade de o Brasil dominar tecnologias de ponta em setores sensíveis. Ele defende o investimento em indústria de defesa como forma de gerar inovação tecnológica civil a partir de pesquisas militares, a exploração estratégica de minerais raros, como o nióbio, com foco no beneficiamento doméstico em vez da exportação do minério bruto, o fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro para fins medicinais, energéticos e de defesa (submarino nuclear).
Aldo Rebelo defende uma estratégia de desenvolvimento na qual o agronegócio atue como o principal motor para a reindustrialização do Brasil. Diferente de setores da esquerda tradicional que criticam a "reprimarização" da pauta exportadora, Rebelo sustenta que o setor agropecuário é a base para a recuperação da potência industrial brasileira.
Uma das propostas centrais de sua plataforma é a verticalização da produção. Rebelo argumenta que o Brasil não deve limitar-se à exportação de grãos e commodities, mas utilizar a demanda do campo para impulsionar indústrias nacionais de base, como as de fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas pesadas. O objetivo é reduzir a dependência de importações e garantir a soberania alimentar e tecnológica do país. Rebelo posiciona o Brasil como um líder natural na segurança alimentar global. Em seus discursos e escritos, ele afirma que o país deve exercer esse poder como uma ferramenta de inserção geopolítica, removendo obstáculos internos que impeçam o Brasil de liderar a oferta mundial de alimentos.
O ex-ministro é um crítico frequente do que define como "excessos regulatórios" de órgãos como o Ibama e a Funai. Segundo sua visão, o uso de causas ambientais e indigenistas por parte dessas instituições muitas vezes atua como um "bloqueio" ao desenvolvimento nacional, servindo a interesses de competidores estrangeiros. Ele defende o direito ao uso produtivo do solo e a simplificação do licenciamento para grandes obras de infraestrutura e expansão agrícola, sob a justificativa de que a prosperidade econômica é a única forma de garantir a proteção real das populações locais e do meio ambiente.
No contexto de sua pré-candidatura à presidência em 2026, Aldo Rebelo consolidou uma das críticas mais contundentes do cenário político brasileiro à atuação de organizações não governamentais (ONGs) e entidades filantrópicas estrangeiras, especialmente na região da Amazônia Legal. Rebelo sustenta que a região vive sob uma "soberania compartilhada de fato", onde o Estado brasileiro teria cedido prerrogativas de governo a uma rede de entidades privadas financiadas por potências externas, argumentando que que a pauta ambiental, embora legítima em sua essência, tem sido instrumentalizada por interesses comerciais e geopolíticos internacionais para impedir que o Brasil utilize seu potencial produtivo. Ele aponta que o embargo a obras como a pavimentação da BR-319 e a construção da Ferrogrão atende a interesses de competidores do agronegócio brasileiro, que lucram com o custo logístico elevado da produção nacional, defendendo que o Brasil deve exercer seu direito soberano de explorar recursos minerais e energéticos, inclusive em áreas de fronteira, sob a justificativa de que a proibição dessas atividades condena as populações locais à pobreza e à dependência de auxílios governamentais. Rebelo frequentemente afirma que "não há proteção da natureza sem a proteção das pessoas", defendendo que os 28 milhões de habitantes da Amazônia não podem ser tratados como figurantes de um "santuário intocável", mas devem ter acesso a emprego, renda e serviços públicos integrados à economia nacional.
Nos últimos anos, Aldo Rebelo intensificou suas críticas aos rumos dos partidos progressistas contemporâneos. O político afirma que a esquerda brasileira e global operou uma transição na qual "a biologia substituiu a ideologia". Segundo sua tese, o campo progressista abandonou as pautas socioeconômicas universais, a centralidade da luta de classes e os projetos de desenvolvimento e soberania nacional. Em vez disso, Rebelo argumenta que o debate político foi fragmentado pelo foco nas pautas identitárias, priorizando características biológicas e de comportamento — como raça, gênero e orientação sexual — em detrimento das demandas materiais da classe trabalhadora.
Em novembro de 2021, Aldo Rebelo manifestou-se publicamente contra o uso da linguagem neutra, classificando-a como "inaceitável" e um "atentado à sociedade nacional" durante um seminário organizado pelo Instituto General Villas Bôas. Na ocasião, o ex-ministro criticou o que chamou de "agenda identitária" e defendeu a preservação da norma culta da língua portuguesa frente a modificações promovidas por agendas políticas.

Aldo Rebelo foi o principal articulista da proposta que alterou as regras de preservação em propriedades privadas Brasil, buscando alterar a tese do código anterior de 1965, que seria segundo Aldo Rebelo inaplicável à realidade rural brasileira e que servia para dificultar o desenvolvimento econômico. Rebelo conduziu dezenas de audiências públicas em diversos estados, defendendo que a nova legislação deveria garantir segurança jurídica aos produtores rurais, especialmente aos pequenos agricultores. Entre os pontos centrais de seu relatório, destacaram-se a flexibilização das metragens de recuperação de matas ciliares e a permissão para que o cálculo da Reserva Legal incluísse as áreas de APP, o que foi visto por ambientalistas como um retrocesso na proteção dos biomas. O Novo Código Florestal Brasileiro acabou sendo aprovado com vetos parciais da então presidente Dilma Rousseff.
O texto final, aprovado em 2012 após intensos debates e vetos parciais da presidência, é considerado o marco mais importante da trajetória parlamentar de Rebelo, definindo até hoje a relação entre o agronegócio e a preservação ambiental no país. O projeto foi criticado por ambientalistas e organizações do meio ambiente, principalmente por organizações não governamentais como Greenpeace, WWF-Brasil e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acusaram o texto de favorecer o desmatamento e enfraquecer a soberania ambiental brasileira. Por outro lado, Rebelo angariou forte apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), consolidando sua imagem como um aliado estratégico do setor produtivo. Ele justificou suas escolhas como um exercício de "soberania nacional", argumentando que as pressões internacionais contra o projeto ocultavam interesses comerciais de países concorrentes do agronegócio brasileiro.
Um de seus projetos de lei mais famosos é o da limitação de estrangeirismos na língua portuguesa. Enquanto deputado chegou a processar Millôr Fernandes por suas declarações de que a proposição seria "uma idioletice". Tal projeto era inspirado nos mecanismos legais que existem em Portugal em relação a limitação de estrangeirismos para a defesa do patrimônio linguístico. Aldo publicou artigo de opinião na Folha de S.Paulo defendendo o projeto: "Por que substituir liquidação ou 'queima' das lojas populares pelo pedante 'sale', para não falarmos de 'delivery', 'playoffs', 'valet parking', 'drive thru'?"
O deputado também apresentou o projeto que instituía o Dia Nacional do Saci (PL 2 762/2003), na data de 31 de outubro visando substituir a importação cultural do Dia das Bruxas (o Halloween).
Em abril de 2006, por meio do PL nº nº 4.679/2001, popularmente conhecido como o Pró-Mandioca, propunha tornar obrigatória a adição de 10% de raspa de mandioca na farinha de trigo destinada à fabricação do pão francês (ou pãozinho, pão de sal). A justificativa do projeto era melhorar a quantidade de nutrientes do pão e impulsionar a cadeia nacional de produção da mandioca, da qual o Brasil é o maior produtor mundial. O projeto enfrentou forte resistência do setor da farinha de trigo e também dos padeiros, que em protesto passaram a exibir cartazes com fotos de Aldo Rebelo expressando a insatisfação com o projeto de lei do deputado, justamente no período de campanha eleitoral.[carece de fontes] Apesar dos obstáculos, a proposta foi aprovada com algumas alterações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e enviada à sanção presidencial em 19 de setembro de 2008, mas foi vetada integralmente pelo presidente Lula. O veto presidencial foi mantido em votação realizada em sessão do Congresso Nacional (Câmara e Senado) em 6 de maio de 2009. Os apoiadores da proposição atribuíram o veto à pressão do setor triticultor.[carece de fontes]

Além de sua trajetória pública, Aldo Rebelo é conhecido por sua forte ligação com as raízes culturais do Nordeste e por sua produção intelectual voltada à formação da identidade brasileira. Natural de Alagoas, Rebelo mantém uma relação de proximidade com a cultura equestre, sendo um entusiasta e defensor da Vaquejada. Ele encara a prática não apenas como esporte, mas como uma manifestação cultural e econômica fundamental para o semiárido brasileiro. Em diversas ocasiões, posicionou-se contra a proibição da atividade, argumentando que a vaquejada é indissociável da história da formação do interior do país e que deve ser preservada sob regulamentação que garanta o bem-estar animal.
No âmbito esportivo, Aldo é um torcedor declarado e atuante do Palmeiras. Sua paixão pelo clube é frequentemente citada em entrevistas, e ele já foi conselheiro da instituição. Rebelo costuma traçar paralelos entre o futebol e a política, destacando o papel dos clubes na integração social e na construção da autoestima nacional.
Como autor, Aldo Rebelo foca seus escritos na interpretação do Brasil e na defesa da soberania nacional. Suas obras buscam resgatar o pensamento de autores clássicos do desenvolvimento brasileiro. É casado desde 1984 com a jornalista Rita Rebelo.
Separar controvérsias numa se(c)ção específica pode não ser a melhor maneira de se estruturar um artigo, pois pode gerar peso indevido para pontos de vista negativos. (junho de 2026) |
Em 23 de maio de 2025, Aldo Rebelo protagonizou um tenso embate com o ministro Alexandre de Moraes durante depoimento como testemunha de defesa no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Rebelo foi arrolado pela defesa do almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, acusado de colocar tropas à disposição de um plano rupturista.
O conflito iniciou-se quando Rebelo, ao ser questionado sobre se o comandante da Marinha poderia mobilizar tropas unilateralmente, respondeu utilizando uma metáfora sobre a "força da expressão" na língua portuguesa, argumentando que declarações de prontidão não deveriam ser lidas de forma literal. O ministro Moraes interrompeu o depoimento, afirmando que Rebelo não estava na reunião mencionada e, portanto, "não teria condição de avaliar a língua portuguesa naquele momento", ordenando que a testemunha se detivesse aos fatos.
Rebelo rebateu a interrupção declarando: "A minha apreciação da língua portuguesa é minha e eu não admito censura". Diante da resposta, Alexandre de Moraes advertiu que, caso Rebelo não respondesse de acordo a sua ordem, seria preso por desacato. Após a advertência, o ex-ministro respondeu tecnicamente à pergunta, afirmando que a estrutura das Forças Armadas impede a convocação unilateral de tropas sem consulta à cadeia de comando. O episódio foi amplamente repercutido na imprensa como um reflexo das críticas de Rebelo à condução dos inquéritos pelo STF e à sua defesa da autonomia das instituições militares, além da tensão entre a oposição ao STF e Alexandre de Moraes.
Ainda em seu depoimento, Rebelo ironizou a tese de que a Marinha pudesse realizar uma ruptura institucional de forma isolada, afirmando que a força não teria capacidade operacional para tal ato "desde Tordesilhas", em referência ao período colonial em que o território brasileiro era restrito ao litoral. Ele classificou a estrutura da Marinha como "muito limitada" para o tipo de operação discutida nas investigações. Anteriormente, em entrevistas, o ex-ministro já havia classificado as suspeitas de tentativa de golpe como uma "fantasia" e uma narrativa política utilizada para alimentar a polarização no país. Ao ser confrontado por Moraes sobre a possibilidade fática de um levante, Rebelo reiterou que a cúpula das Forças Armadas "comanda uma mesa" e que o comando real das tropas depende de uma complexa cadeia de subcomandos e operações navais, o que inviabilizaria decisões unilaterais de um comandante.
A partir de 2022, a proximidade de Aldo Rebelo com a organização política nacionalista Nova Resistência (NR) tornou-se objeto de controvérsia. O grupo, que se baseia na "Quarta Teoria Política" do filósofo russo Alexander Dugin, é descrito por um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos como uma organização "neofascista" que atua como agente de desinformação no Brasil. Em 2021, o Banco Central do Brasil e o COAF listaram a Nova Resistência como uma "ameaça à segurança nacional" na categoria de grupos extremistas não violentos, citando o potencial de desestabilização democrática. Rebelo participou de congressos presenciais e transmissões ao vivo da organização, onde elogiou o esforço do grupo em "ajudar a construir um pensamento nacionalista".
| Ano | Eleição | Partido | Candidato a | Votos |
% | Resultado |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1982 | Estaduais em São Paulo | PMDB | Deputado Federal | 30.591 | Suplente | |
| 1988 | Municipal de São Paulo | PCdoB | Vereador | 20.023 | 0,39% | Eleito |
| 1990 | Estaduais em São Paulo | Deputado Federal | 29.554 | 0,17% | Eleito | |
| 1994 | Estaduais em São Paulo | 45.240 | 0,25% | Eleito | ||
| 1998 | Estaduais em São Paulo | 84.288 | 0,54% | Eleito | ||
| 2002 | Estaduais em São Paulo | 134.241 | 0,68% | Eleito | ||
| 2006 | Estaduais em São Paulo | 169.621 | 0,83% | Eleito | ||
| 2008 | Municipal de São Paulo | Vice-prefeito Titular: Marta Suplicy (PT) |
2.088.329 | 32,79% (1º Turno) |
Não eleito | |
| 2.452.527 | 39,28% (2º Turno) | |||||
| 2010 | Estaduais em São Paulo | Deputado Federal | 132.109 | 0,62% | Eleito | |
| 2022 | Estaduais em São Paulo | PDT | Senador | 230.833 | 1,07% | Não eleito |
Foi nesse período que escreveu texto que lhe rendeu processo do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), após dizer que seu projeto de restringir termos estrangeiros na língua portuguesa era "uma idioletice".
| Cargos políticos | ||
|---|---|---|
| Precedido por: José Thomaz Nonô (interino) |
Presidente da Câmara dos Deputados 2005–2007 |
Sucedido por: Arlindo Chinaglia |
| Precedido por: Orlando Silva |
Ministro do Esporte 2011–2015 |
Sucedido por: George Hilton |
| Precedido por: Clelio Campolina Diniz |
Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação 2015 |
Sucedido por: Celso Pansera |
| Precedido por: Jaques Wagner |
Ministro da Defesa 2015–2016 |
Sucedido por: Raul Jungmann |
| Precedido por: Maurício Pinto Pereira Juvenal (interino) |
Secretário Estadual da Casa Civil de São Paulo 2018–2019 |
Sucedido por: Gilberto Kassab |
| Precedido por: Marta Suplicy |
Secretário Municipal de Relações Internacionais de São Paulo 2024 |
Sucedido por: Ricardo Gomyde |