

Direita alternativa, também conhecida como alt-right (do inglês alternative right), refere-se à fração da extrema-direita dos Estados Unidos e de alguns países da Europa que caracteriza-se pela rejeição do conservadorismo "clássico" e pela militância em defesa dos brancos, do sexismo, do antissemitismo e do conspiracionismo, sendo contra a imigração e a inclusão dos imigrados.
O supremacista branco Richard B. Spencer apropriou-se do termo em 2010 para definir um movimento centrado no nacionalismo branco, e foi acusado de fazê-lo para encobrir o racismo, supremacismo branco e neonazismo.
Ainda que não explicite oficialmente suas posições, a alt-right tem sido relacionada a ideias de supremacia branca, frequentemente sobrepostas a antissemitismo, neonazismo, nativismo, islamofobia, antifeminismo, homofobia, nacionalismo branco, populismo, e neorreacionarismo. Também tem sido associada aos múltiplos grupos nacionalistas, neomonarquistas, defensores dos direitos dos homens e aos organizadores da campanha presidencial Donald Trump, em 2016. Durante e após a eleição presidencial americana de 2016, o termo ganhou crescente difusão, gerando considerável controvérsia na mídia.
A direita alternativa tem suas raízes em sites da Internet como 4chan e 8chan, onde membros anônimos criam e usam memes da Internet para se expressarem. É difícil dizer quanto do que as pessoas escrevem nesses locais é sério e quanto é destinado a provocar indignação. Os membros da direita alternativa usam sites como AltRight.com, Alternative Right, Twitter,Discord, Instagram, WhatsApp, Tumblr, Facebook, Mises Brasil, Movimento Tea Party, Breitbart, YouTube, demais sites pornográficos, Hotmail e InfoWars para transmitirem sua mensagem. As publicações geralmente apoiam Donald Trump e se opõem à imigração, ao multiculturalismo e ao politicamente correto.
A direita alternativa também teve efeitos significativos no pensamento conservador. Um exemplo disto é a estratégia de Steve Sailer para vencer eleições, a chamada estratégia Sailer, que foi considerada como a chave da vitória de Trump nas eleições de 2016.
Várias figuras ligadas à direita alternativa participaram do círculo próximo do presidente Trump, dentre as quais Stephen Miller, Julia Hahn, Michael Flynn e o estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon. Após a eleição de Trump, outros candidatos concorreram com o apoio da alt-right. Por outro lado, vários republicanos e conservadores, bem como diversos membros da conservadora Heritage Foundation condenaram a alt-right por seu racismo, antissemitismo e preconceitos.
Em 2016, Bannon descreveu a Breitbart como "uma plataforma para a direita alternativa", com o objetivo de promover a ideologia. Esse movimento social se calca em um relativismo moral, sendo que este é um dos principais motivos para que tenham se inspirado no nazismo. O movimento é isolacionista e se declara não intervencionista em política externa. Alguns de seus membros mostram simpatia por regimes políticos anti-imperialistas como o regime ba'athista sírio e o governo de Vladimir Putin na Rússia.
At the self-described “most fab party at the RNC” Tuesday night, Islamophobe provocateur Pamela Geller, not renowned as a stand-up comedian, opened with a joke... Before Geller and Yiannopolous spoke, the crowd welcomed the notorious Dutch politician Geert Wilders, who runs the anti-immigrant Dutch Party for Freedom. Wilders, a Trump admirer, was banned from entering Britain in 2009 for his Islamophobia (the decision was reversed in 2010) but was welcome here in Cleveland. An exhilarated Richard Spencer, a leading white nationalist who coined the term “alt-right,” introduced himself to me just as Milo began to speak. 'This is the alt-right convention!...' At this first “alt-right convention,” most of the influentials weren’t known to the public. They’re hoping that will change, under President Donald J. Trump.