| Blackstone Inc. | |
|---|---|
A sede da Blackstone no 345 Park Avenue, em 2026 | |
| Razão social | Blackstone Inc. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | |
| Atividade | Serviços financeiros |
| Fundação | 1985 |
| Fundador(es) |
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| Sede | 345 Park Avenue, Nova Iorque, Estados Unidos |
| Pessoas-chave |
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| Empregados | 5.285 |
| Produtos | |
| Ativos | |
| Lucro | |
| Faturamento | |
| Website | www |
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Blackstone Inc. é uma empresa norte-americana de gestão de investimentos alternativos, sediada em Nova Iorque. Foi fundada em 1985 como uma firma de fusões e aquisições por Peter Peterson e Stephen A. Schwarzman, que haviam trabalhado juntos no Lehman Brothers. O negócio de private equity da Blackstone esteve entre os maiores investidores em aquisições alavancadas nas três décadas seguintes, enquanto sua área imobiliária adquiriu imóveis comerciais em diferentes países. A Blackstone também atua em crédito, infraestrutura, fundos de cobertura, mercado secundário, capital para empresas em crescimento e soluções de seguros. Em setembro de 2025, tinha US$ 1,2 trilhão em ativos sob gestão, o maior volume entre as empresas de investimentos alternativos do mundo.
A Blackstone foi fundada em 1985 por Peter G. Peterson e Stephen A. Schwarzman com US$ 400 mil, equivalentes a cerca de US$ 1,2 milhão em valores de 2025, em capital semente.:45-56 O nome da firma veio dos sobrenomes dos fundadores. Schwarz significa "preto" em alemão. "Peter", petros (πέτρος, masculino) ou petra (πετρα, feminino) significa "pedra" ou "rocha" em grego. Os dois já haviam trabalhado juntos no Lehman Brothers, onde Schwarzman dirigia a área global de fusões e aquisições. O banqueiro de investimentos Roger C. Altman, outro veterano do Lehman, deixou o cargo de diretor-gerente no banco para se juntar a Peterson e Schwarzman na Blackstone em 1987. Saiu em 1992 para integrar o governo de Bill Clinton como subsecretário do Tesouro e fundou o banco de assessoria Evercore Partners em 1995.
A Blackstone nasceu como uma pequena firma de assessoria em fusões e aquisições. Em 1987, assessorou a fusão dos bancos de investimento E. F. Hutton & Co. e Shearson Lehman Brothers e recebeu US$ 3,5 milhões em honorários.

Desde 1985, Schwarzman e Peterson planejavam entrar no negócio de private equity, mas encontraram dificuldade para captar seu primeiro fundo porque nenhum deles havia comandado uma aquisição alavancada.:45-56 A captação terminou após a Segunda-feira negra de 1987, a quebra mundial dos mercados acionários em outubro daquele ano. Depois de dois anos trabalhando apenas com assessoria, a Blackstone adotou um modelo de banco de investimento mercantil. Seus fundadores haviam concluído que muitos negócios precisavam de um parceiro investidor, e não apenas de um assessor. Entre os maiores investidores do primeiro fundo estavam a Prudential Insurance Company, a Nikko Securities e o fundo de pensão da General Motors.
A Blackstone também entrou em outros negócios, sobretudo gestão de investimentos. Em 1987, firmou uma parceria em partes iguais com os fundadores da BlackRock, Larry Fink, que mais tarde se tornou diretor-executivo da BlackRock, e Ralph Schlosstein. Fink e Schlosstein haviam dirigido, respectivamente, as divisões de títulos lastreados em hipotecas do First Boston e do Lehman Brothers. Eles se juntaram à Blackstone para administrar um fundo de investimento e assessorar instituições financeiras. Pretendiam ainda usar um fundo da Blackstone para investir nessas instituições e montar uma operação de gestão de ativos especializada em renda fixa.
Com o crescimento do negócio, o banco japonês Nikko Securities comprou 20% da Blackstone em 1988 por US$ 100 milhões, numa avaliação de US$ 500 milhões para a firma. O investimento permitiu ampliar a empresa e suas atividades. A Blackstone contratou em 1988 o político e banqueiro de investimentos David Stockman, que vinha do Salomon Brothers. Stockman comandou muitos negócios, embora seu desempenho como investidor tenha sido irregular.:144–147 Ele saiu da Blackstone em 1999 para criar a firma de private equity Heartland Industrial Partners, em Greenwich, Connecticut.
A firma assessorou a CBS Corporation na venda da CBS Records para a Sony em 1988, operação que deu origem ao que se tornaria a Sony Music. Em junho de 1989, a Blackstone comprou a operadora ferroviária de cargas CNW Corporation. No mesmo ano, associou-se ao Salomon Brothers para levantar US$ 600 milhões destinados à compra de instituições de poupança em dificuldades durante a Crise de Poupanças e Empréstimos.

Em 1990, a Blackstone iniciou sua atividade de fundos de cobertura, criada de início para administrar investimentos da alta administração da própria empresa. No mesmo ano, formou parcerias com a J. O. Hambro Magan no Reino Unido e a Indosuez na França. A Blackstone e Henry Silverman também compraram 65% das franquias Ramada e Howard Johnson da Prime Motor Inn por US$ 140 milhões e criaram a holding Hospitality Franchise Systems. Em 1991, a Blackstone criou sua unidade europeia e abriu sua área de investimentos imobiliários com a compra de empresas hoteleiras sob a direção de Henry Silverman. Em outubro daquele ano, a Blackstone e Silverman compraram a Days Inns of America por US$ 250 milhões. Em 1993, a Hospitality Franchise Systems adquiriu a Super 8 Motels por US$ 125 milhões. Silverman saiu da Blackstone para assumir como diretor-executivo da HFS, que mais tarde se tornou a Cendant Corporation.
Entre os investimentos feitos pela Blackstone na primeira metade da década estavam Great Lakes Dredge and Dock Company, em 1991, Six Flags, também em 1991, US Radio, em 1994, Centerplate, em 1995, e MEGA Brands, em 1996. Em 1996, a Blackstone se associou ao Loewen Group, então o segundo maior operador de funerárias e cemitérios da América do Norte, para comprar empresas desse setor. A primeira aquisição da parceria foi a Prime Succession, comprada da GTCR por US$ 295 milhões.
Em 1995, a Blackstone vendeu sua participação na BlackRock para a PNC Financial Services por US$ 240 milhões. Entre 1995 e 2014, a PNC registrou US$ 12 bilhões em receitas antes de impostos e ganhos de capital provenientes da BlackRock. Schwarzman disse mais tarde que vender a participação havia sido a pior decisão empresarial de sua carreira.
Em 1997, a Blackstone concluiu a captação de seu terceiro fundo de private equity, com cerca de US$ 4 bilhões comprometidos por investidores, e levantou um fundo imobiliário de US$ 1,1 bilhão. No mesmo ano, fez seu primeiro investimento na Allied Waste. Em 1998, vendeu 7% da empresa de gestão para a AIG, numa transação que avaliou a Blackstone em US$ 2,1 bilhões. Em 1999, associou-se à Apollo Management para fornecer capital à compra da Browning-Ferris Industries pela Allied Waste. O investimento na Allied era, até então, um dos maiores feitos pela firma.
Em 1999, a Blackstone abriu sua atividade de capital mezanino. A operação ficou a cargo de cinco profissionais liderados por Howard Gellis, vindo do Leveraged Capital Group da Nomura Holding America.
Outros investimentos do fim da década foram AMF Group, em 1996, Haynes International, American Axle e Premcor, em 1997, CommNet Cellular e Graham Packaging, em 1998, e Centennial Communications, Bresnan Communications e PAETEC Holding Corp., em 1999. Haynes e Republic Technologies International tiveram dificuldades e acabaram pedindo falência.:145–146
Os investimentos em telecomunicações, que abrangiam quatro sistemas de televisão a cabo em áreas rurais, TW Fanch 1 e 2, Bresnan Communications e Intermedia Partners IV, e a operadora de telefonia celular CommNet Cellular nos estados das Montanhas Rochosas, renderam US$ 1,5 bilhão em lucros aos fundos da Blackstone.:148–155
A Blackstone Real Estate Advisers, braço imobiliário da empresa, comprou o Complexo Watergate em Washington, D.C., por US$ 39 milhões em julho de 1998 e o vendeu à Monument Realty em agosto de 2004.
Em outubro de 2000, a Blackstone comprou da Teachers Insurance and Annuity Association a hipoteca do 7 World Trade Center.

Em julho de 2002, a Blackstone concluiu a captação de US$ 6,45 bilhões para o Blackstone Capital Partners IV, então o maior fundo de private equity já levantado.
Com esse volume de capital, a Blackstone estava entre as poucas firmas capazes de fechar transações de grande porte nas condições adversas da recessão do início da década. No fim de 2002, Blackstone, Thomas H. Lee Partners e Bain Capital compraram a Houghton Mifflin Company por US$ 1,28 bilhão. Foi uma das primeiras grandes aquisições em consórcio desde o colapso da Bolha da Internet.
Hamilton E. James entrou na Blackstone em 2002 e passou a atuar como presidente e diretor de operações. Também integrou os comitês executivo e de gestão e o conselho de administração da firma. No fim de 2002, a Blackstone comprou a TRW Automotive por US$ 4,7 bilhões, a maior transação de private equity anunciada naquele ano. A operação foi concluída no começo de 2003. A controladora TRW foi adquirida pela Northrop Grumman, enquanto a Blackstone ficou com o negócio de autopeças, um grande fornecedor de sistemas automotivos.:176,197,206-207 Em meados de 2002, a Blackstone também comprou uma participação majoritária na Columbia House, clube de venda de música por catálogo.
A Blackstone fez um investimento de grande porte na Financial Guaranty Insurance Company, uma seguradora monolinha de títulos, ao lado de PMI Group, The Cypress Group e CIVC Partners. A FGIC sofreu perdas elevadas, assim como outras seguradoras de títulos, durante a crise de crédito de 2008.
Em 2005, a Blackstone foi uma das sete firmas de private equity que participaram da compra da SunGard, avaliada em US$ 11,3 bilhões. Seus parceiros foram Silver Lake, Bain Capital, Goldman Sachs Alternatives, KKR, Providence Equity Partners e TPG. A operação foi a maior aquisição alavancada desde a compra da RJR Nabisco no fim do ciclo de aquisições alavancadas da década de 1980. Quando anunciada, a SunGard também era a maior aquisição de uma empresa de tecnologia já feita, posição que depois passou à compra da Freescale Semiconductor. O consórcio reunia sete firmas, o maior número empregado em uma transação desse tipo até então.:225 Investidores em private equity criticaram a estrutura porque consideravam pouco atraentes as participações cruzadas entre firmas.
Em 2006, a Blackstone lançou a Kailix Advisors, sua atividade de fundos de cobertura com estratégia long/short. Em 30 de setembro de 2008, a Kailix tinha US$ 1,9 bilhão em ativos sob gestão. Em dezembro de 2008, a Blackstone anunciou que a operação seria separada e entregue à própria equipe de gestão, formando um fundo independente apoiado pela Blackstone.
A atividade imobiliária também cresceu. A Blackstone comprou a Prime Hospitality em 2004, e a Extended Stay America no mesmo ano. Em 2005, adquiriu a La Quinta Inns & Suites. Sua maior transação foi a compra da Hilton Hotels Corporation por US$ 26 bilhões em 2007, enquanto Stephen Bollenbach era diretor financeiro da Hilton. A Extended Stay Hotels foi vendida para a Lightstone Group em julho de 2007 e a Wellesley Inns, da Prime Hospitality, foi incorporada à La Quinta. A La Quinta Inns & Suites foi separada para uma oferta pública inicial em 2014 e depois comprada pela Wyndham Hotels & Resorts.
Durante o ciclo de aquisições de 2006 e 2007, a Blackstone concluiu algumas das maiores aquisições alavancadas daquele período. Entre elas estavam:
| Investimento | Ano da aquisição | Descrição da transação | Referências |
|---|---|---|---|
| TDC | 2005 | Em dezembro de 2005, a Blackstone, ao lado de um grupo que reunia KKR, Permira, Apax Partners e Providence Equity Partners, comprou a Tele-Denmark Communications. A empresa era o antigo monopólio de telecomunicações da Dinamarca e foi adquirida por meio da Nordic Telephone Company por US$ 11 bilhões. | |
| EQ Office | 2006 | A Blackstone concluiu a compra, por US$ 37,7 bilhões, de um dos maiores proprietários de edifícios comerciais de escritórios dos Estados Unidos. Quando anunciada, a aquisição da EQ Office foi a maior da história e superou a compra da Hospital Corporation of America. Mais tarde, seria superada pela aquisição da TXU pela KKR. A Vornado Realty Trust disputou o negócio com a Blackstone e elevou o preço final. | :239-254 |
| Freescale Semiconductor | Um consórcio liderado pela Blackstone, com The Carlyle Group, Permira e TPG, comprou a fabricante de semicondutores por US$ 17,6 bilhões. No anúncio, a Freescale seria a maior aquisição alavancada de uma empresa de tecnologia, acima da SunGard em 2005. Os compradores tiveram de pagar US$ 800 milhões a mais depois que a KKR apresentou uma oferta de última hora, quando o acordo original estava prestes a ser assinado. Pouco depois do fechamento, no fim de 2006, as vendas de celulares da Motorola Corp., antiga controladora da Freescale e uma de suas maiores clientes, começaram a cair acentuadamente. Na recessão de 2008 e 2009, as vendas de chips para montadoras também diminuíram e a empresa passou por forte pressão financeira. | :231-235 | |
| Michaels | A Blackstone e a Bain Capital compraram a Michaels, então a maior varejista de materiais para artes e artesanato da América do Norte, por US$ 6 bilhões em outubro de 2006. As duas firmas superaram por pequena margem KKR e TPG no leilão da empresa. | ||
| Nielsen Holdings | A Blackstone, com AlpInvest Partners, The Carlyle Group, Hellman & Friedman, KKR e Thomas H. Lee Partners, adquiriu a empresa global de informação e mídia antes chamada VNU. | ||
| Orangina | A Blackstone e a Lion Capital compraram da Cadbury Schweppes a Orangina, que engarrafava, distribuía e licenciava refrigerantes e outras bebidas na Europa, por € 1,85 bilhão. | ||
| Travelport | A Travelport, controladora do site de viagens Orbitz.com, foi comprada da Cendant pela Blackstone e a Technology Crossover Ventures por US$ 4,3 bilhões. A venda ocorreu depois da separação dos negócios imobiliário e hoteleiro da Cendant, Realogy e Wyndham Worldwide Corporation, em julho de 2006. Mais tarde naquele ano, TPG e Silver Lake compraram a principal concorrente da Travelport, Sabre Holdings. Pouco depois da aquisição, a Travelport separou parte da subsidiária Orbitz Worldwide por meio de uma oferta pública inicial e comprou outra concorrente, a Worldspan. | ||
| United Biscuits | Em outubro de 2006, a Blackstone e a PAI Partners anunciaram a compra da fabricante britânica de biscoitos. A operação foi concluída em dezembro. | ||
| RGIS Inventory Specialists | 2007 | Em março de 2007, a RGIS informou que a Blackstone havia comprado uma participação de controle na empresa. Os termos da transação não foram divulgados. | |
| Biomet | Blackstone, KKR, TPG e Goldman Sachs Alternatives compraram a fabricante de dispositivos médicos Biomet por US$ 10,9 bilhões. | ||
| Hilton Worldwide | A Blackstone comprou a rede hoteleira por cerca de US$ 26 bilhões, valor 25% acima do maior preço histórico das ações da Hilton. O negócio, anunciado em 3 de julho de 2007, passou a ser apontado como o ponto máximo e o começo do fim do ciclo de aquisições alavancadas que durara anos. A empresa reestruturou sua dívida em 2010. | :299-300 |
Em 2004, a Blackstone estudou criar uma empresa de desenvolvimento de negócios, a Blackridge Investments, em modelo semelhante a veículos lançados pela Apollo Management. A empresa não conseguiu captar capital pela oferta pública inicial prevista para aquele verão e arquivou o projeto. Em 2006, planejou levantar um fundo na bolsa de Amsterdã, mas a concorrente KKR lançou ali um fundo de US$ 5 bilhões que absorveu a demanda, e a Blackstone abandonou a ideia.:221-223
Em 2007, a Blackstone comprou a corretora de seguros Alliant Insurance Services. A empresa foi vendida à KKR em 2012.
Em 21 de junho de 2007, a Blackstone tornou-se uma empresa de capital aberto por meio de uma oferta pública inicial. Vendeu 12,3% de seu capital por US$ 4,13 bilhões, na maior oferta pública inicial dos Estados Unidos desde 2002.
Durante a Crise financeira de 2007–2008, a Blackstone fechou poucas transações. Em janeiro de 2008, fez um pequeno coinvestimento com TPG Capital e Apollo Management na compra da Harrah's Entertainment, embora a operação tivesse sido anunciada ainda no período de expansão das aquisições. Outros investimentos feitos em 2008 e 2009 abrangeram AlliedBarton, Performance Food Group, Apria Healthcare e CMS Computers.
Em julho de 2008, Blackstone, NBC Universal e Bain Capital compraram The Weather Channel da Landmark Communications por US$ 3,5 bilhões. Em 2015, os ativos digitais foram vendidos à IBM por US$ 2 bilhões. Em 2018, o restante da empresa foi vendido a Byron Allen por US$ 300 milhões.
Em dezembro de 2009, a Blackstone comprou a Busch Entertainment Corporation da Anheuser-Busch InBev por US$ 2,9 bilhões.
Em novembro de 2013, a Merlin Entertainments, da qual a Blackstone era acionista, tornou-se uma empresa de capital aberto por meio de uma oferta pública inicial na Bolsa de Valores de Londres.
Em agosto de 2010, a Blackstone anunciou a compra da empresa de energia Dynegy por quase US$ 5 bilhões, mas a aquisição foi cancelada em novembro daquele ano.
Em julho de 2025, ocorreu um tiroteio em massa na sede da Blackstone em Manhattan. O atirador, identificado como Shane Devon Tamura, de 27 anos, entrou no edifício usando colete balístico e portando um fuzil do tipo AR-15. Ele abriu fogo no saguão e matou quatro pessoas. Entre as vítimas estavam Wesley LePatner, diretora administrativa sênior da Blackstone e diretora-executiva do fundo imobiliário BREIT, um policial de Nova Iorque que estava de folga e trabalhava na segurança do prédio, um segurança e outro funcionário que trabalhava no edifício.
A Blackstone atua em quatro áreas principais: private equity, imóveis, fundos de cobertura e crédito.
Empregados: aproximadamente 250.
Em 2019, a Blackstone ocupava o primeiro lugar entre as empresas de private equity por compromissos de capital no ranking PEI 300 da Private Equity International. Caiu para a segunda posição, atrás da KKR, na edição de 2022, voltou ao primeiro lugar em 2023, permaneceu nessa posição em 2024 e caiu para terceiro lugar em 2025. A empresa investe por meio de participações minoritárias, parcerias empresariais e consolidações setoriais, e ocasionalmente em startups. Concentra-se em aquisições amigáveis de empresas de grande capitalização.
A Blackstone se financia principalmente por fundos de private equity, formados por capital comprometido de fundos de pensão, seguradoras, fundos patrimoniais, fundos de fundos, indivíduos de elevado patrimônio líquido, fundos soberanos e outros investidores institucionais. De 1987 até sua oferta pública inicial, em 2007, a Blackstone investiu cerca de US$ 20 bilhões em 109 operações de private equity.
Entre seus investimentos estão Allied Waste, Celanese, Nalco, HealthMarkets, Houghton Mifflin, American Axle, TRW Automotive, Catalent Pharma Solutions, Legoland, Madame Tussauds, Pinnacle Foods, Hilton Hotels Corporation, The Weather Channel, nos Estados Unidos, e PortAventura Resort. Em 2009, a Blackstone comprou a Busch Entertainment, que reunia os parques SeaWorld, Busch Gardens e dois parques aquáticos. Em 2020, adquiriu a Ancestry.com.
Empregados: aproximadamente 500.
Entre os investimentos imobiliários da Blackstone estão a QTS, EQ Office, Hilton Worldwide, Trizec Properties, Center Parcs UK, La Quinta Inns & Suites, Motel 6, Wyndham Worldwide, Southern Cross Healthcare e Vicinity Centres.
A compra e a posterior oferta pública inicial da Southern Cross geraram controvérsia no Reino Unido. Parte da operação separou o negócio em uma empresa imobiliária, a NHP, e uma administradora de casas de repouso, que a Blackstone afirmou que se tornaria "a principal empresa do mercado de cuidados para idosos". Em maio de 2011, a Southern Cross, já independente, estava perto da falência, o que colocava em risco 31 mil idosos residentes em 750 casas de repouso. A Blackstone negou responsabilidade. A imprensa britânica a acusou de ter vendido a empresa com um modelo de negócios insustentável e uma estrutura de venda e arrendamento que deixara a Southern Cross em dificuldades.
Depois da crise das hipotecas subprime nos Estados Unidos entre 2007 e 2010, a Blackstone comprou mais de US$ 5,5 bilhões em imóveis residenciais multifamiliares para alugá-los e vendê-los quando os preços subissem.
Em 2014, a Blackstone vendeu edifícios de escritórios no norte da Califórnia por US$ 3,5 bilhões. Os imóveis vendidos em São Francisco e no Vale do Silício eram 26 edifícios de escritórios e dois terrenos para desenvolvimento.
Em 2018, a parceira dinamarquesa da Blackstone, North 360, firmou um acordo para comprar centenas de apartamentos em Frederiksberg, na Dinamarca, da Frederiksberg Boligfond, organização habitacional sem fins lucrativos criada pelo município em 1930. Moradores se opuseram à operação e surgiram dúvidas sobre a legalidade do acordo. A Blackstone desistiu da compra em outubro de 2019.
Em 1 de dezembro de 2022, a Blackstone restringiu saques de seu fundo imobiliário BREIT, o Blackstone Real Estate Investment Trust, que tinha US$ 125 bilhões, depois de um aumento nos pedidos de resgate dos investidores. A medida causou apreensão entre investidores e dificultou a captação de novos recursos para o BREIT.
Em novembro de 2024, a Blackstone comprou da ASB Real Estate Investments quatro edifícios comerciais no Soho, em Manhattan, por cerca de US$ 200 milhões. Foi a maior operação de imóveis de varejo em Manhattan feita por um investidor em mais de três anos. Os imóveis, ocupados por empresas como Patagonia e Amiri, foram comprados com a intenção de elevar aluguéis que estavam abaixo dos valores de mercado. O negócio abrangia os edifícios de 61 Crosby Street, 72-76 Greene Street, 465 Broadway e 415 West Broadway.
Em 1990, a Blackstone criou uma operação de fundos de fundos de cobertura para administrar ativos internos da empresa e de seus principais executivos. O negócio se tornou o segmento de gestão de ativos alternativos negociáveis da Blackstone e foi aberto a investidores institucionais. Seus investimentos abrangem fundos de fundos de cobertura, fundos mezanino, veículos de dívida sênior, fundos de cobertura proprietários e fundos mútuos fechados.

Em março de 2008, a Blackstone comprou a GSO Capital Partners, gestora de ativos alternativos voltada a crédito, por US$ 620 milhões em dinheiro e ações, além de até US$ 310 milhões a serem pagos nos cinco anos seguintes se metas de resultados fossem atingidas. A operação reuniu mais de US$ 21 bilhões sob gestão em uma plataforma de crédito. A GSO havia sido fundada em 2005 por Bennett Goodman, Tripp Smith e Doug Ostrover. A equipe administrara os negócios de financiamento alavancado da Donaldson, Lufkin & Jenrette e, depois, do Credit Suisse First Boston, que comprara a DLJ. A Blackstone já investia nos fundos da GSO. Após a compra, uniu as operações da GSO às suas atividades de investimento em dívida.
Em processos separados, em 2018 e 2019, a rede de hotéis Motel 6, então pertencente à Blackstone, concordou em pagar US$ 19,6 milhões em acordos por ter fornecido listas de hóspedes ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos sem mandado judicial.
Em 2020, a Blackstone comprou uma participação majoritária na Ancestry.com, que controla o acesso a dados genéticos de milhões de pessoas. A aquisição aumentou as preocupações sobre as práticas de privacidade de dados da Blackstone. Esses dados foram divulgados à Blackstone, que contestou ações coletivas relacionadas ao uso de dados de pessoas que não haviam consentido com testes genéticos, mas cujas informações podiam ser inferidas por relações biológicas diretas ou outros meios de identificação.
Uma investigação do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos constatou que mais de 100 crianças trabalhavam ilegalmente para a Packers Sanitation Services Inc. (PSSI), empresa de limpeza de matadouros pertencente à Blackstone. A investigação começou depois que um professor da Walnut Middle School, em Grand Island, Nebraska, informou ao departamento que um aluno tinha queimaduras de ácido clorídrico nas mãos e nos joelhos. Com base no Fair Labor Standards Act, o Departamento do Trabalho aplicou à PSSI uma multa de US$ 15.138 por cada menor empregado em desacordo com a lei, totalizando US$ 1,5 milhão em penalidades civis.
A Blackstone investiu em empresas envolvidas na comercialização e no desmatamento da Amazônia.
Os principais indicadores da Blackstone, por exercício encerrado em 31 de dezembro, são:
| Ano | Receita em milhões de US$ |
Lucro líquido em milhões de US$ |
Ativos totais em milhões de US$ |
Ativos sob gestão em milhões de US$ |
Empregados |
|---|---|---|---|---|---|
| 2009 | 1.774 | (715) | 9.409 | 1.295 | |
| 2010 | 3.119 | (370) | 18.845 | 1.440 | |
| 2011 | 3.253 | (168) | 21.909 | 1.585 | |
| 2012 | 4.019 | 327 | 28.932 | 1.780 | |
| 2013 | 6.613 | 219 | 29.679 | 2.010 | |
| 2014 | 7.485 | 1.171 | 31.497 | 290.400 | 2.190 |
| 2015 | 4.647 | 1.585 | 22.526 | 336.400 | 2.060 |
| 2016 | 5.146 | 1.039 | 26.403 | 366.600 | 2.240 |
| 2017 | 7.145 | 1.471 | 34.416 | 434.100 | 2.360 |
| 2018 | 6.833 | 1.542 | 28.925 | 472.200 | 2.615 |
| 2019 | 7.338 | 2.050 | 32.586 | 571.100 | 2.905 |
| 2020 | 6.102 | 1.045 | 26.269 | 618.600 | 3.165 |
| 2021 | 22.577 | 5.857 | 41.196 | 880.900 | 3.795 |
| 2022 | 8.518 | 1.748 | 42.524 | 974.700 | 4.695 |
| 2023 | 8.023 | 1.391 | 40.288 | 1.040.200 | 4.735 |
| 2024 | 13.230 | 2.777 | 43.470 | 1.127.200 | 4.895 |