| Bloomberg L.P. | |
|---|---|
Bloomberg Tower, na Lexington Avenue, em Manhattan | |
| Nome(s) anterior(es) | Innovative Market Systems (1981–1986) |
| Empresa privada | |
| Atividade | Tecnologia, tecnologia financeira e meios de comunicação social |
| Fundação | 1 de outubro de 1981 |
| Fundador(es) | Michael Bloomberg, Thomas Secunda, Duncan MacMillan e Charles Zegar |
| Sede | Bloomberg Tower, 731 Lexington Avenue, Nova Iorque, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Locais | 176 escritórios (2025) |
| Proprietário(s) | Michael Bloomberg (88%) |
| Pessoas-chave | Vlad Kliatchko (CEO) Jean-Paul Zammitt (presidente) Michael Bloomberg (CEO, 1981–2001 e 2014–2023) Peter Grauer (presidente do conselho, 2001–2023) |
| Empregados | 26.000 |
| Receita | US$ 15 bilhões (2024) |
| Website | bloomberg.com |
A Bloomberg L.P. é uma empresa privada norte-americana dos setores financeiro, de software, dados e mídia, com sede em Manhattan, na cidade de Nova Iorque. Foi cofundada por Michael Bloomberg em 1981, juntamente com Thomas Secunda, Duncan MacMillan e Charles Zegar, e recebeu um investimento da Merrill Lynch, que adquiriu 12% da empresa.
A Bloomberg L.P. fornece ferramentas de software financeiro e aplicações empresariais, entre elas sistemas analíticos e uma plataforma de negociação de ações, além de serviços de dados e notícias para empresas e organizações financeiras. Seu principal produto gerador de receita é o Terminal Bloomberg, oferecido pelo Bloomberg Professional Service. A empresa também mantém a agência Bloomberg News, a rede mundial de televisão Bloomberg Television, sites, estações de rádio sob a marca Bloomberg Radio, boletins informativos por assinatura e as revistas Bloomberg Businessweek e Bloomberg Markets.
Em 2019, a empresa tinha 176 unidades e quase 20.000 funcionários.

Em 1981, a Salomon Brothers foi adquirida e Michael Bloomberg, que era sócio-geral da empresa, recebeu US$ 10 milhões como acerto por sua participação. Bloomberg havia projetado sistemas financeiros computadorizados para uso interno da Salomon e usou os US$ 10 milhões para criar a Innovative Market Systems, ou IMS. Ele desenvolveu um sistema computadorizado que fornecia dados de mercado em tempo real, cálculos financeiros e outras análises para empresas de Wall Street. O terminal Market Master, mais tarde chamado de Terminal Bloomberg, chegou ao mercado em dezembro de 1982. A Merrill Lynch tornou-se a primeira cliente, comprando 20 terminais e uma participação de 30% na empresa por US$ 30 milhões. O acordo impedia a IMS de oferecer o terminal a concorrentes da Merrill Lynch por cinco anos. Em 1984, a Merrill Lynch liberou a IMS dessa restrição.
Em 1986, a empresa passou a se chamar Bloomberg L.P., em referência à forma jurídica limited partnership. Em 1990, lançou a Bloomberg Business News, mais tarde Bloomberg News, sob a chefia editorial de Matthew Winkler. O Bloomberg.com foi criado em 29 de setembro de 1993 como um portal financeiro com informações sobre mercados, conversão de moedas, notícias, eventos e assinaturas do Terminal Bloomberg.
No fim de 1996, a Bloomberg recomprou um terço da participação de 30% que a Merrill Lynch possuía na empresa por US$ 200 milhões, operação que avaliou a companhia em US$ 2 bilhões. Em 2008, diante das perdas provocadas pela crise financeira de 2007–2008, a Merrill Lynch concordou em vender sua participação restante de 20% à Bloomberg Inc., controlada majoritariamente por Michael Bloomberg, por cerca de US$ 4,43 bilhões. A transação avaliou a Bloomberg L.P. em aproximadamente US$ 22,5 bilhões.
A Bloomberg L.P. permaneceu privada desde sua fundação, sob controle majoritário do bilionário Michael Bloomberg. Quando decidiu concorrer a prefeito de Nova Iorque contra o democrata Mark Green em 2001, Bloomberg deixou o cargo de CEO e nomeou Alexius "Lex" Fenwick como sucessor. Peter Grauer assumiu a presidência do conselho em 2001. Em 2008, Fenwick tornou-se CEO da Bloomberg Ventures, uma nova divisão de capital de risco. Daniel Doctoroff, que havia sido vice-prefeito durante a administração Bloomberg em Nova Iorque, tornou-se presidente e CEO e permaneceu na direção até setembro de 2014. Michael Bloomberg reassumiu o comando da empresa após a saída de Doctoroff.
Em maio de 2022, a Bloomberg anunciou a criação da Bloomberg UK como parte de sua estratégia internacional. A operação britânica planejava contratar profissionais na região e lançou um site próprio, uma série semanal de vídeos, um podcast e uma nova programação de eventos.
Em agosto de 2023, Michael Bloomberg anunciou mudanças na direção da empresa. O diretor de produtos Vlad Kliatchko tornou-se CEO, e o diretor de operações Jean-Paul Zammitt assumiu a presidência. Bloomberg também anunciou um novo conselho de administração, presidido por Mark Carney em substituição a Peter Grauer, enquanto os integrantes do conselho anterior passariam à condição de eméritos. Carney deixou a presidência do conselho pouco antes de se tornar primeiro-ministro do Canadá.
Desde sua fundação, a Bloomberg L.P. comprou empresas e ativos como a estação de rádio WNEW, a revista BusinessWeek, a empresa de pesquisa New Energy Finance, o Bureau of National Affairs e a companhia de software financeiro Bloomberg PolarLake. Em 9 de julho de 2014, adquiriu a RTS Realtime Systems, fornecedora mundial de conectividade de baixa latência e serviços de suporte a negociações. Em 13 de agosto de 2019, comprou a RegTek.Solutions para ampliar seus serviços de relatórios regulatórios e gestão de dados.
Em 13 de março de 2023, a Bloomberg assinou um acordo para adquirir a Broadway Technology, fornecedora de sistemas de negociação de alto desempenho e soluções para negociação de renda fixa.
Em 1992, a Bloomberg L.P. comprou a estação nova-iorquina WNEW por US$ 13,5 milhões. A programação foi convertida para um formato inteiramente jornalístico sob o nome Bloomberg Radio, e o indicativo da estação passou a ser WBBR.
A Bloomberg L.P. comprou a revista semanal de negócios BusinessWeek da McGraw-Hill em 2009. A revista sofria queda na receita publicitária e tinha circulação limitada. A Bloomberg pretendia usá-la para alcançar um público empresarial mais amplo do que sua base formada principalmente por assinantes dos terminais. Após a compra, BusinessWeek passou a se chamar Bloomberg Businessweek. Joel Weber tornou-se editor da revista em 2018.
Em 2009, a Bloomberg L.P. comprou a New Energy Finance, empresa britânica de dados dedicada a investimentos em energia e pesquisas sobre mercados de carbono. Michael Liebreich havia criado a companhia em 2004 para fornecer notícias, dados e análises dos mercados de carbono e energia limpa. A Bloomberg adquiriu a empresa para ampliar suas informações sobre o desenvolvimento de energia de baixo carbono. A operação passou a se chamar Bloomberg New Energy Finance, ou BNEF. Liebreich permaneceu como CEO até 2014, quando deixou o cargo e passou a presidir o conselho consultivo.
A BloombergNEF ampliou suas pesquisas para energia renovável, transportes avançados, indústria digital, novos materiais, sustentabilidade e commodities. A BNEF produz pesquisas, previsões de longo prazo, ferramentas analíticas e análises internacionais sobre energia e setores relacionados. Seus analistas, distribuídos por seis continentes, publicam mais de 700 relatórios de pesquisa por ano.
A Bloomberg L.P. comprou o Bureau of National Affairs, sediado no condado de Arlington, na Virgínia, em agosto de 2011 por US$ 990 milhões, reforçando os serviços Bloomberg Government e Bloomberg Law. A BNA publica notícias e informações especializadas, em formato digital e impresso, para profissionais de empresas e do governo. Suas mais de 350 publicações cobrem direito empresarial, benefícios trabalhistas, legislação trabalhista, meio ambiente, saúde e segurança, assistência médica, recursos humanos, propriedade intelectual, litígios, tributação e contabilidade.
Em maio de 2012, a Bloomberg L.P. adquiriu a PolarLake, fornecedora de software sediada em Dublin, e lançou um serviço de gestão de dados empresariais para ajudar empresas a adquirir, administrar e distribuir dados em suas organizações.
Em 16 de dezembro de 2015, o Barclays anunciou um acordo para vender seu negócio de índices, a Barclays Risk Analytics and Index Solutions Ltd., ou BRAIS, à Bloomberg L.P. por 520 milhões de libras esterlinas, cerca de US$ 787 milhões. A empresa passou a se chamar Bloomberg Index Services Limited.
Em setembro de 2014, a Bloomberg vendeu sua divisão Bloomberg Sports à empresa de análise de dados STATS LLC, mais tarde Stats Perform. O valor da operação foi estimado entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões.
Em 10 de dezembro de 2019, a Bloomberg Media anunciou um acordo para adquirir o CityLab, site da The Atlantic dedicado a transportes, meio ambiente, equidade, cotidiano e design. Foi a primeira compra de uma propriedade editorial pela empresa de notícias e dados financeiros em mais de uma década.
Em 2011, as vendas do Bloomberg Professional Services, também chamado de Terminal Bloomberg, respondiam por mais de 85% da receita anual da Bloomberg L.P. O sistema computadorizado proprietário, cujo preço começava em US$ 24.000 por usuário ao ano, permite que os assinantes do serviço Bloomberg Professional acompanhem e analisem dados financeiros em tempo real, pesquisem notícias financeiras, obtenham cotações e troquem mensagens pelo Bloomberg Messaging Service. O terminal cobre mercados públicos e privados em escala mundial.
A Bloomberg News foi criada por Michael Bloomberg e Matthew Winkler em 1990 para fornecer notícias financeiras aos assinantes dos terminais Bloomberg. Em 2000, tinha mais de 2.300 editores e repórteres em cem países. O conteúdo produzido pela agência é distribuído pelo Terminal Bloomberg, Bloomberg Television, Bloomberg Radio, Bloomberg Businessweek, Bloomberg Markets e Bloomberg.com. John Micklethwait ocupa a chefia editorial desde 2015.
Bloomberg Radio é o serviço radiofônico da empresa, dedicado principalmente a notícias de negócios e mercados financeiros.
A Bloomberg Television, serviço da Bloomberg News, é uma rede de televisão financeira que transmite 24 horas por dia. Foi lançada em 1994 como um serviço por assinatura distribuído pela DirecTV, inicialmente durante 13 horas por dia, sete dias por semana. A rede ocupou o espaço de canal deixado pela extinta Financial News Network e contratou grande parte de seus antigos funcionários. Pouco depois, entrou no mercado de televisão a cabo. Em 2000, a programação jornalística de 24 horas da Bloomberg alcançava 200 milhões de domicílios. Justin B. Smith tornou-se CEO do Bloomberg Multimedia Group, que reúne Bloomberg Radio, Bloomberg Television e os componentes digitais da operação multimídia da empresa.
No Brasil, a Bloomberg Media anunciou em 31 de agosto de 2022 que a Bloomberg Television seria distribuída pelo Prime Video, após a expansão do serviço para Canadá e México. A distribuição da Bloomberg TV+ pelo serviço passou a abranger o Brasil.
Bloomberg Markets é uma revista mensal lançada em 1992, dedicada à cobertura dos mercados financeiros internacionais para profissionais de finanças. Em 2010, a revista passou por uma reformulação destinada a ampliar seu público para além dos usuários dos terminais Bloomberg. Michael Dukmejian tornou-se editor da publicação em 2009.
Bloomberg Pursuits foi uma revista de luxo bimestral distribuída aos usuários dos terminais Bloomberg e em bancas. A edição impressa deixou de ser publicada em 2016. Uma edição digital e um programa da Bloomberg Television mantiveram o nome.
Bloomberg Entity Exchange é uma plataforma centralizada e segura, acessível pela web, voltada a empresas do lado comprador e vendedor do mercado, corporações, seguradoras, bancos e corretoras que precisam cumprir requisitos de identificação e conhecimento do cliente, ou KYC. Foi lançada em 25 de maio de 2016.
Lançado em 2011, o Bloomberg Government é um serviço on-line que fornece notícias e informações sobre política, legislação e regulamentação.
Em 2009, a Bloomberg L.P. lançou o Bloomberg Law, serviço por assinatura para pesquisa jurídica em tempo real. A assinatura dá acesso a pautas judiciais, documentos processuais e relatórios de analistas jurídicos da Bloomberg, além de notícias e informações empresariais.
Bloomberg Opinion, anteriormente Bloomberg View, é a divisão editorial da Bloomberg News lançada em maio de 2011. O site publica textos de opinião de colunistas, autores e editores sobre temas do noticiário e pode ser acessado gratuitamente no site da empresa. David Shipley, ex-editor da página de opinião do The New York Times, é editor executivo da Bloomberg Opinion.
Bloomberg Tradebook é uma corretora eletrônica que atua na negociação de ações, futuros, opções e câmbio. Seus serviços para o lado comprador dão acesso a algoritmos de negociação, análises e informações de mercado. Para o lado vendedor, oferece conexão com redes eletrônicas e capacidade de negociação internacional. A Bloomberg Tradebook foi fundada em 1996 como uma afiliada da Bloomberg L.P.
Bloomberg Beta é uma empresa de capital de risco financiada pela Bloomberg L.P. Criado em 2013, o fundo de US$ 75 milhões investe em áreas de interesse empresarial amplo para a Bloomberg L.P., com retorno financeiro como objetivo. Sua sede fica em São Francisco.
O Bloomberg Innovation Index é uma classificação anual do grau de inovação dos países. O índice utiliza seis critérios, pesquisa e desenvolvimento, manufatura, empresas de alta tecnologia, ensino superior, pessoal de pesquisa e patentes. A Bloomberg usa dados do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Organização Mundial da Propriedade Intelectual, do escritório norte-americano de patentes e marcas, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e da UNESCO para elaborar a classificação.
A Bloomberg disponibilizou sob licença aberta seu sistema de simbologia, Bloomberg Open Symbology ou BSYM, e sua interface de programação de aplicações para dados financeiros, a Bloomberg Programming API ou BLPAPI.
Bloomberg Live é uma programação de conferências voltadas ao público empresarial.
Quicktake, anteriormente TicToc, é a marca de mídia social da Bloomberg. Lançada originalmente no Twitter, foi levada a outras plataformas, entre elas Facebook, Instagram e YouTube, e também passou a estar disponível na Alexa, da Amazon. Seu conteúdo também é exibido em telas de aeroportos nos Estados Unidos e no Canadá. A operação foi conduzida por uma equipe de 70 pessoas, entre editores, produtores e especialistas em mídias sociais, distribuídos pelos escritórios de Nova Iorque, Londres e Hong Kong. Em dezembro de 2019, TicToc passou a se chamar "QuickTake by Bloomberg" para evitar confusão com a rede social TikTok. O uso de maiúscula interna em "QuickTake" e a palavra "by" foram retirados mais tarde. "Bloomberg" passou a vir antes de "Quicktake", embora os dois nomes nem sempre sejam exibidos juntos.
O Bloomberg New Economy Forum é um evento para executivos de empresas, autoridades governamentais e acadêmicos, com participação mediante convite. A primeira edição ocorreu em 2018, em Singapura. Em 2019, o fórum foi realizado em Pequim, na China. A edição de 2020 ocorreu de forma virtual. As edições de 2021 e 2022 voltaram a ser realizadas em Singapura.
A comunidade do Bloomberg New Economy Forum reúne dirigentes dos setores público e privado de diferentes países. Entre os parceiros fundadores estavam 3M, ADNOC, Dangote Group, ExxonMobil, FedEx, HSBC, Hyundai, Mastercard, Microsoft e SoftBank.
Em 2021, a empresa criou o programa Bloomberg New Economy Catalysts, destinado a divulgar o trabalho de pessoas envolvidas em novos projetos e seus efeitos em diferentes áreas.
Bloomberg Línea é uma parceria lançada em 2021 para atender públicos latino-americanos de língua espanhola, portuguesa e inglesa.
No Brasil, o projeto surgiu de uma aliança entre a Bloomberg Media e a Falic Media e estreou com um site próprio voltado ao mercado brasileiro. A operação produz conteúdo em português e integra a rede de sites da plataforma na América Latina e no Caribe.
Bloomberg Intelligence, ou BI, é a divisão de pesquisa da Bloomberg. Fornece dados e análises sobre mercados internacionais e está disponível exclusivamente pelo Terminal Bloomberg e pelo aplicativo Bloomberg Professional.

A sede da Bloomberg L.P. fica em 731 Lexington Avenue, endereço conhecido informalmente como Bloomberg Tower, em Manhattan, Nova Iorque. Em 2011, a Bloomberg L.P. ocupava cerca de 83.613 m² de escritórios na base da torre. Os escritórios da empresa em Nova Iorque também incluíam cerca de 37.161 m² no 120 Park Avenue e 85.924 m² no 919 Third Avenue. A empresa mantinha escritórios em 167 locais pelo mundo, entre eles o edifício Bloomberg London, sua sede europeia.
Os escritórios da Bloomberg L.P. não seguem uma organização espacial hierárquica, nem mesmo os executivos têm salas privadas. Todos os funcionários trabalham em mesas brancas idênticas, cada uma equipada com um terminal Bloomberg feito sob medida. Os espaços também têm fileiras de monitores suspensos que exibem notícias, dados de mercado, previsão do tempo e estatísticas do atendimento aos clientes da Bloomberg.
Em 2015, Michael Bloomberg, Peter Grauer e Thomas Secunda integravam o comitê de gestão da Bloomberg L.P.
Entre 2010 e 2017, houve um esquema de pagamentos em troca de contratos envolvendo dois executivos da Turner Construction, dois executivos da Bloomberg, fornecedores e subcontratados que trabalhavam em reformas dos escritórios da Bloomberg, inclusive na sede do 731 Lexington Avenue. Em julho de 2020, Michael Campana, gerente de obras da Bloomberg, foi condenado a dois anos de prisão por evasão fiscal relacionada a US$ 420.000 recebidos no esquema de suborno. Os pagamentos incluíam dinheiro, obras em imóveis pessoais, ingressos para o Super Bowl e despesas do casamento de Campana.
Em 29 de setembro de 2020, Anthony Guzzone, diretor mundial de obras da Bloomberg entre 2010 e 2017, declarou-se culpado de evasão fiscal sobre mais de US$ 1,45 milhão que havia recebido em propinas de subcontratados em troca da concessão de trabalhos para a Bloomberg. Guzzone recebeu mais de US$ 5,1 milhões em propinas. Em janeiro de 2021, foi condenado a três anos e dois meses de prisão.
Em 1996, Mary Ann Olszewski, ex-representante de vendas da Bloomberg L.P., processou a empresa. Ela alegou ter sido dopada e estuprada por seu supervisor, Bryan Lewis, e afirmou ter sido demitida pouco depois de relatar o episódio em uma reunião realizada em 25 de maio de 1995. O processo também alegava que a empresa investigou Olszewski internamente e tentou obter de colegas declarações que a retratassem como "flertadora" ou "obcecada por sexo". Olszewski afirmou ainda que homens empregados pela empresa participavam da "degradação sexual das mulheres" e que a companhia "não tomou medidas para impedir ou conter o assédio sexual contínuo de funcionárias por Michael Bloomberg". Em depoimento prestado em nome da Bloomberg L.P., Bloomberg afirmou ter sido informado da acusação de estupro e ter oferecido a Olszewski uma transferência para outra unidade de vendas. Ele também disse não considerar a acusação verdadeira por não haver uma "testemunha independente irrepreensível" no momento do episódio alegado, acrescentando que "há ocasiões em que três pessoas estão juntas".
Um juiz federal encerrou o caso em 1999 depois que o advogado de Olszewski deixou de cumprir repetidos prazos para responder a uma petição que pedia o encerramento do processo. Outro advogado conseguiu reabri-lo em 2000, mas o caso deixou de constar da pauta judicial em 2001.
Em 1997, Sekiko Sakai Garrison, ex-executiva de vendas da Bloomberg L.P., processou a empresa e Michael Bloomberg por assédio sexual e demissão indevida. Garrison alegou que, ao contar a Bloomberg que estava grávida, ele respondeu "Mate isso!" e depois disse "Ótimo! Número 16", em alusão ao número de mulheres da empresa que estavam grávidas ou em licença-maternidade. O processo afirmava que Garrison relatou o episódio a um gerente, mas ouviu que deveria "esquecer que isso aconteceu" antes de ser demitida.
Garrison também afirmou que Bloomberg mandou funcionárias da área de vendas "fazerem fila para lhe dar [sexo oral] como presente de casamento", em referência a um funcionário que iria se casar. O processo dizia ainda que Bloomberg repreendeu uma funcionária que tinha dificuldade para encontrar uma babá, dizendo: "É um p------ bebê! Tudo o que ele faz é comer e c-----! Ele não sabe a diferença entre você e qualquer outra pessoa! Tudo de que você precisa é algum negro que nem sequer precise falar inglês para salvá-lo de um prédio em chamas!"
A empresa não admitiu irregularidades e chegou a um acordo extrajudicial em 2000.
Em setembro de 2007, a Equal Employment Opportunity Commission, ou EEOC, ajuizou uma ação coletiva contra a Bloomberg L.P. em nome de mais de 80 funcionárias que afirmavam ter sofrido discriminação por terem tirado licença-maternidade. Em agosto de 2011, a juíza Loretta A. Preska, do tribunal federal do Distrito Sul de Nova Iorque, rejeitou as acusações, concluindo que a EEOC não havia apresentado provas suficientes para sustentar sua alegação.
Em setembro de 2013, Preska rejeitou outra ação da EEOC em nome de 29 funcionárias grávidas da Bloomberg L.P. Ela também rejeitou as alegações de discriminação por gravidez de cinco demandantes individuais e permitiu que parte da ação de uma sexta demandante prosseguisse.
A Bloomberg L.P. processou o Conselho de Governadores da Reserva Federal no caso Bloomberg L.P. v. Board of Governors of the Federal Reserve System para obrigar o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos a divulgar detalhes de seus programas de empréstimos durante o resgate financeiro promovido pelo governo norte-americano em 2008. Os documentos mostravam empréstimos concedidos pelo Federal Reserve a instituições financeiras, com os nomes das empresas, valores tomados e garantias oferecidas. A Bloomberg L.P. venceu na primeira instância. O Tribunal de Apelações do Segundo Circuito decidiu a favor da Bloomberg L.P. em março de 2010. Um grupo de grandes bancos comerciais norte-americanos recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos em outubro. Em março de 2011, a Suprema Corte manteve a decisão que obrigava a divulgação das informações sobre o programa de resgate do Federal Reserve.
Em 22 de outubro de 2008, a Bloomberg L.P. pediu a mudança do nome da Bloomberg Ltd com base na seção 69(1)(b) da Companies Act 2006 britânica. A Bloomberg L.P. alterou depois seu próprio nome no processo para Bloomberg Finance Three L.P. Em 11 de maio de 2009, o Company Names Tribunal determinou que a Bloomberg Ltd mudasse de nome para evitar que a semelhança interferisse na reputação comercial da Bloomberg Finance Three L.P. e ordenou o pagamento das custas.
Em agosto de 2020, a Bloomberg L.P. voltou a ser alvo de acusações de discriminação contra trabalhadores não brancos. Nafeesa Syeed, que havia trabalhado cerca de quatro anos na Bloomberg como repórter de segurança nacional e do Oriente Médio, processou a empresa em Nova Iorque, alegando discriminação por sexo e por sua origem sul-asiática-americana. A Bloomberg também enfrentava uma denúncia relacionada apresentada em junho por uma ex-vendedora sob pseudônimo, e buscava obrigá-la a divulgar publicamente seu nome. O mesmo escritório de advocacia representava as demandantes nos dois casos.
Uma investigação conjunta do The Intercept, The Nation e DeSmog incluiu a Bloomberg L.P. entre os veículos de mídia que publicam publicidade da indústria de combustíveis fósseis. Jornalistas da Bloomberg News que cobrem a mudança do clima manifestaram preocupação de que conflitos de interesse envolvendo empresas e setores responsáveis por emissões e pela oposição a medidas climáticas possam reduzir a credibilidade da cobertura e levar leitores a minimizar a crise climática.
Durante a troca de prisioneiros entre a Rússia e países ocidentais em 2024, quando a operação ainda estava em andamento, a Bloomberg News rompeu um embargo jornalístico ao publicar informações fornecidas pela Casa Branca. Outras publicações, entre elas o The Wall Street Journal, criticaram a Bloomberg por quebrar o embargo, apontando o risco que a publicação poderia ter criado para a operação e a aparente comemoração de um editor da Bloomberg por ter publicado a notícia antes dos concorrentes.