
O Draft da WNBA é um draft anual realizado pela Women's National Basketball Association (WNBA), por meio do qual os times da WNBA selecionam novas jogadoras de um grupo de talentos universitários e profissionais do basquete feminino. O primeiro draft da WNBA foi realizado em 1997.
A WNBA "exige que as jogadoras tenham pelo menos 22 anos, tenham concluído sua elegibilidade universitária, tenham se formado em uma faculdade de quatro anos ou tenham se formado no ensino médio há pelo menos quatro anos". Como o draft da WNBA é atualmente realizado em abril, antes que a maioria das instituições de ensino superior dos Estados Unidos tenha encerrado o ano letivo, a liga considera qualquer pessoa com formatura prevista para os três meses após o draft como "formada" para fins de draft. As regras atuais de elegibilidade para o draft estão em vigor desde pelo menos 2014.
Os detalhes desta regra diferem em vários aspectos daqueles utilizados pela NBA para o seu draft.
Apenas para o draft de 2021, a liga e o sindicato das jogadoras concordaram em modificar as regras de elegibilidade devido às mudanças provocadas pela COVID-19. A mudança mais significativa foi que todas as jogadoras universitárias com idade elegível que desejassem participar do draft tiveram que se inscrever. Como a NCAA determinou que a temporada 2020-21 não contaria para a elegibilidade de nenhuma jogadora de basquete, todas que jogaram nessa temporada, independentemente da classe, ainda tinham elegibilidade atlética no momento do draft. As jogadoras que desejassem participar do draft de 2021 tiveram que abrir mão da elegibilidade universitária e notificar os escritórios da WNBA por e-mail até 1 de abril daquele ano. As jogadoras envolvidas na Final Four de 2021 tiveram 48 horas após a conclusão de sua última partida, em vez das 24 horas normais, para notificar a liga sobre sua intenção de participar do draft.
O draft da WNBA de 1997 foi dividido em três partes. A primeira parte foi a distribuição inicial de 16 jogadoras em times individuais. Jogadoras como Cynthia Cooper e Michele Timms foram designadas para times diferentes. A segunda parte foi o WNBA Elite Draft, composto por jogadoras profissionais de basquete feminino que haviam competido em outras ligas. A terceira e última parte foram as quatro rodadas do draft regular.
As três temporadas seguintes, 1998, 1999 e 2000, todas tiveram drafts de expansão. Não houve outro draft de expansão até a temporada de 2006.
Todas as temporadas antes de 2002 tiveram quatro rodadas. Desde 2003, todo draft têm três rodadas.
Em 2003 e 2004, houve drafts de dispersão devido ao fim dos times Cleveland Rockers, Miami Sol e Portland Fire. As jogadoras desses times foram realocadas para times já existentes. Também houve drafts de dispersão em 2007, com o fim do Charlotte Sting, em 2009 com o fim do Houston Comets, e em 2010, quando os Maloofs abandonaram o Sacramento Monarchs para concentrar seus recursos na franquia Kings da NBA.
Não há restrições quanto à origem das jogadoras (embora, de acordo com regras variáveis, as jogadoras internacionais tenham sido sujeitas as restrições de idade mais rígidas no draft do que as jogadoras universitárias). No entanto, os órgãos reguladores dos esportes universitários, principalmente a NCAA, proíbem as jogadoras de competir em ligas profissionais simultaneamente com sua elegibilidade universitária. Depois que a jogadora entra para a WNBA, ela se torna elegível para participar de ligas internacionais durante o período da offseason da WNBA (muitas jogadoras da WNBA jogam na Europa, Austrália ou, mais recentemente, na China).
Dena Head é a jogadora mais velha a ser a primeira escolha no draft, com 27 anos, tendo se formado na Universidade do Tennessee em 1992 e sendo a primeira jogadora a ser selecionada para a WNBA. Lauren Jackson é a jogadora mais jovem a ser a primeira escolha no draft, com 19 anos. Até 2022, dos 25 times campeões na história da WNBA, 17 deles tiveram pelo menos uma jogadora escolhida em primeiro lugar no draft em seu elenco – de Tina Thompson, do Houston Comets, em 1997, a Candace Parker, do Chicago Sky, em 2021.