
Gringo, de maneira geral, significa "estrangeiro" no Brasil. Contudo, nem toda pessoa estrangeira costuma ser identificada como tal, sendo menos comum a associação com nacionais de países asiáticos, africanos e latino-americanos. Em determinados contextos, também pode se referir a turistas, forasteiros, pessoas do Brasil com sotaques distintos ao local ou fenótipos brancos, ou ainda associadas ao imperialismo internacional (incluindo anglo-americanos e norte-europeus). O uso da palavra no Brasil aplicável a qualquer estrangeiro, independentemente de sua nacionalidade, está atestada desde 1913 e chegou pelo espanhol do Rio da Prata, muito embora nesta língua o termo não se referisse a portugueses ou brasileiros por sua língua (a língua portuguesa) ser compreensível.
Em espanhol, de maneira geral, refere-se principalmente estrangeiros de língua inglesa ou de língua ininteligível para hispanófonos; ou ainda, por extensão, para pessoas de origem estadunidense ou alheios à cultura ibero-americana. O primeiro sentido deu origem ao neologismo "gringolândia" para se referir especificamente aos Estados Unidos, a partir da combinação entre "gringo" e o sufixo "-lândia" e também em alusão satírica à Disneylândia. Na cidade equatoriana de Cuenca, a concentração de imigrantes estadunidenses em condomínios ao longo do corredor da Avenida Ordoñez-Lasso desde 2010 fez o bairro ser denominado como Gringolândia.
"Gringo" é um termo com origem no espanhol platino. A versão mais aceita de sua origem vem do espanhol griego, em alusão a expressões como "isto é grego para mim" (indicando línguas estrangeiras não compreendidas), e remonta ao século XVIII. Outras versões são popularmente usadas, como o nome da canção Green grow lilacs, cantada pelos soldados estadunidenses na guerra contra o México (1845-1847), na qual os Estados Unidos incorporaram o sudoeste e a costa oeste do atual território estadunidense, ou as ordens de ferroviários britânicos no Brasil: red stop, green go!, embora tais versões sejam refutadas academicamente.