| Dazaranha | |
|---|---|
Show do Dazaranha 2021 (Live) | |
| Informações gerais | |
| Origem | Florianópolis, Santa Catarina |
| País | Brasil |
| Gêneros | Reggae rock, rock alternativo |
| Período em atividade | 1992 – atualmente |
| Gravadoras | -RBS Discos -Atração Fonográfica -Antídoto -Universal Music -Paravox -Midas Music |
| Integrantes | Adauto Charnesky Chico Martins Fernando Sulzbacher Gerry Moriel JC Basañez Dinho Stormowski |
| Ex-integrantes | Adriano Barvik Gazu Zé Caetano |
| Prêmios | Disco de Ouro Claro de Música Independente Disco de Ouro |
| Página oficial | dazaranha |
Dazaranha (também conhecida simplesmente como Daza) é uma banda brasileira de reggae rock formada em Florianópolis, Santa Catarina, em 1992. Sua sonoridade combina influências de reggae, rock, música popular brasileira e elementos da cultura catarinense, tendo como uma de suas características mais marcantes a presença do violino em destaque nos arranjos.
Considerada uma das bandas mais importantes da história da música catarinense, o Dazaranha conquistou projeção regional e nacional por meio da combinação entre reggae, rock e elementos associados à cultura de Florianópolis. Ao longo de mais de três décadas de atividade, consolidou-se como uma das formações musicais mais longevas e influentes do Sul do Brasil, exercendo papel relevante na difusão da produção musical catarinense.
Sua discografia inclui diversos álbuns de estúdio e trabalhos ao vivo, entre os quais se destacam Tribo da Lua (1998), primeiro disco de ouro da música catarinense, e Dazaranha 25 Anos (Ao Vivo) (2018), certificado com disco de ouro em 2021 após superar 20 milhões de reproduções nas plataformas digitais.
Em 2006, a banda recebeu da Câmara Municipal de Florianópolis o título de Patrimônio Cultural de Florianópolis.
O Dazaranha iniciou suas atividades no dia 23 de agosto de 1992, por pouco tempo atendendo pelo nome de Almirante Mirinda, atuando em bares e casas noturnas da Grande Florianópolis. Logo em 6 de setembro do mesmo ano a banda passou a se chamar pelo nome pelo qual ficou famosa, nome que faz alusão à comunidade do Canto das Aranhas, na Praia do Moçambique, no Leste da Ilha de Florianópolis. A gíria "Das Aranhas" — Sujeito proveniente do Canto das Aranhas — sugere uma pessoa considerada "casca grossa", que sobrevive às adversidades "proporcionadas" pelo local.
| “ | É Dazaranha quem, quem é que é Dazaranha, Dazaranha quem; Come feijão com detergente; Dorme na chuva e dorme contente; Não confunde coca com coca; E moca com coca; E faz de cócoras... | ” |
— Música Padre, Álbum Seja Bem Vindo | ||
A banda iniciou suas apresentações em bares e casas noturnas da região da Grande Florianópolis. Foi em uma dessas apresentações, mais precisamente na SAL (Sociedade Amigos da Lagoa), na Lagoa da Conceição, que o amigo e sonorizador da banda chamado Clóvis gravou um desses shows de forma artesanal, através de um tape deck. A gravação passou a circular informalmente pela cidade, contribuindo para ampliar a visibilidade da banda na região.
Logo em seguida, dois anos após o início de suas atividades, a banda participou da coletânea Ilha de Todos os Sons, lançada pela RBS Discos em 1994, com a faixa Retroprojetor, único registro do grupo em disco de vinil.
Em 1996, lançou seu álbum de estreia, Seja Bem Vindo, pela RBS Discos. O trabalho contribuiu para ampliar a visibilidade da banda em Santa Catarina e consolidou a identidade musical da banda. Produzido por Adauto Charnesky e Fernando Sulzbacher, o disco reuniu canções que permanecem presentes no repertório dos shows até os dias atuais.
Logo após o lançamento do álbum, o percussionista Gerry deixou a banda, que segue como sexteto. Em 2001 o álbum é relançado com cinco faixas bônus, entre elas, O Cubo, Mario Cesar e uma nova roupagem para Galheta e Novos Ditados.
Em 1998, é lançado o segundo álbum, Tribo da Lua, que inclui a canção Vagabundo Confesso, que se tornou uma das músicas mais conhecidas do repertório do grupo, além da participação especial de Jorge Ben Jor na faixa Te Liga e da produção de Luis Carlini. O álbum contribuiu para ampliar a projeção da banda no cenário musical brasileiro o que levou a banda a ganhar um prêmio de disco de ouro, o primeiro da história de uma banda catarinense, após uma vendagem superior a 50 mil cópias.
No ano seguinte, a segunda baixa. O então baterista Zé Caetano deixa a banda e dá lugar ao novo integrante Adriano Barvik, que segue os trabalhos junto ao grupo.
Após consolidar sua trajetória no cenário musical catarinense, a banda decidiu ter o seu próprio estúdio.
A banda adaptou uma caixa d’água desativada localizada na Vila Ivan Matos, no bairro Itacorubi, local onde os irmãos Gazu, Gerry e Moriel costumavam brincar quando eram crianças. Após algumas reformas e alterações para que o local tivesse as adaptações necessárias para funcionar como um estúdio, a banda oficializa o local e o batiza como estúdio Caixa d’Água. O local também inspirou várias composições da banda.
| “ | Sou dá caixa d'água; Sou dá caixa de som; Subo o morro da caixa com um berimbau bom pra fazer; Uma roda de povo só pra ver; Lá em cima o que há de novo... | ” |
— Música Tribuzana, Álbum Nossa Barulheira | ||
Além disso a Caixa d’Água foi onde foi gravado, no ano de 2004, o CD Nossa Barulheira produzido pelo violinista Fernando Sulzbacher e pela banda. O CD teve como single a música Salão de Festa a Vapor, preservando elementos característicos da sonoridade da banda mas com guitarras mais marcantes e pesadas nas músicas, o que resultou na conquista do Prêmio Claro de Música Independente em 2006 como melhor álbum pop, ficando à frente do ex-Mutante Arnaldo Baptista. Já consolidada no cenário musical catarinense somado ao retorno do percussionista Gerry, em 2007 o Dazaranha investiu em uma produção de maior porte para seu novo trabalho, o disco Paralisa produzido por Ricardo Vidal (O Rappa) e que conta com uma evolução da sonoridade desenvolvida pela banda ao longo da carreira, novos elementos de produção musical e a maciça participação do Trio Santo Amaro nos metais que a partir daí começou a acompanhar a banda nos shows por alguns anos. Entre as faixas do álbum estão Carolina, Durma Bem e Ô Mané (com participação especial de vários nomes da música local).
No ano de 2008, mais uma mudança de integrantes. O baterista Adriano larga as baquetas e dá lugar a João Basañez, ex-integrante da banda catarinense Mary Black.
Após muita espera, a banda lançou o primeiro DVD de sua carreira. Em apresentação realizada em dezembro de 2008 no Teatro Ademir Rosa (CIC), nasce o primeiro DVD da carreira da banda, lançado em 2010 pela Universal Music, reunindo canções de diferentes fases da carreira do grupo. Destaque para a participação especial do cantor Armandinho na faixa Salão de Festa a Vapor e faixas inéditas como Dia Lindo, Pra Ficar e Motoboy, além do making of e um documentário gravado no estúdio Caixa d'Água onde os integrantes contam um pouco da história da banda.
A produção envolveu a participação da Orth Produções, de Heron Domingues na direção de vídeo, de Ricardo Vidal na produção de áudio e de Mártin Carvalho na realização do documentário que acompanha o lançamento.
O ano de 2012 marcou a comemoração de 20 anos de história do Daza. A banda que iniciou sua carreira no ano de 1992, comemorou seu aniversário com o lançamento de um box contendo toda a discografia da banda, inclusive o DVD ao vivo gravado em 2008 e um show comemorativo no CIC com a participação especial de músicos convidados como Daniel Lucena e os ex-integrantes Zé Caetano e Adriano Barvik. O show foi transmitido ao vivo pela TVCOM.
No ano de 2014, após quatro anos sem lançar uma nova obra, o Dazaranha lançou "Daza", o seu sexto álbum (o quinto gravado em estúdio). Produzido por Carlos Trilha, este disco marcou uma mudança em relação aos outros pois deixou um pouco de lado o sotaque mané marcante dos vocais, além de contar com músicas mais sentimentais, abordando temas ligados às relações humanas e ao cotidiano.
Em 10 de fevereiro de 2016, o Dazaranha anunciou a saída de Gazu, vocalista, violonista e integrante da formação original da banda desde sua fundação em 1992. Nem a banda nem o músico divulgaram publicamente os motivos da decisão. Após a mudança, Chico Martins e Moriel Costa passaram a dividir os vocais principais do grupo.
À época do anúncio, nem a banda nem o músico divulgaram publicamente os motivos da decisão. Em entrevista concedida em 2017, Gazu afirmou que sua saída ocorreu em razão de desentendimentos internos que se acumularam ao longo dos anos de convivência na banda.
Ainda em 2016, o Dazaranha lançou o álbum Afinar as Rezas, produzido por Carlos Trilha no Rio de Janeiro. O trabalho marcou o primeiro lançamento de estúdio da banda após a mudança de formação e apresentou uma sonoridade que retomou elementos presentes nos trabalhos anteriores do grupo.
O álbum ultrapassou a marca de 4 milhões de reproduções no Spotify e inclui faixas como Afinar as Rezas e Deixa a Tartaruga Nadar. A canção-título passou posteriormente a ser utilizada em atividades educacionais voltadas ao ensino de aspectos geográficos e culturais de Florianópolis.
Após a reformulação da linha de frente vocal da banda, Moriel Costa e Chico Martins passaram a concentrar também a execução das guitarras durante os shows. Em 2017, Eduardo Stormowski (Dinho) passou a integrar oficialmente o grupo como terceiro guitarrista, permitindo maior liberdade aos vocalistas durante as apresentações.
Em março de 2018, o Dazaranha lançou o single Se Tu Diz, gravado em parceria com o cantor Lenine. A canção marcou a primeira participação oficial de Dinho em uma gravação do grupo e deu início ao ciclo de celebrações dos 25 anos de carreira da banda. A música contou com um clipe gravado em Florianópolis e é mais um trabalho desta parceria que começou anteriormente por intermédio de composições interpretadas por Lenine e Chico Martins no CD gravado para o Projeto Tamar. Lenine é embaixador deste projeto no Recife e o Dazaranha representa Floripa.
Como parte das comemorações, o grupo desenvolveu o projeto Daza 25 Anos, espetáculo realizado em conjunto com a Camerata Florianópolis. O concerto, apresentado no Teatro Ademir Rosa (CIC), teve seus ingressos esgotados e ganhou apresentações extras devido à procura do público.
As apresentações resultaram na gravação do álbum e DVD Dazaranha 25 Anos (Ao Vivo) feat. Camerata Florianópolis, lançado em 2018, reunindo canções de diferentes fases da carreira em novos arranjos orquestrais.
Em 2019, o Dazaranha lançou o álbum Catarina, produzido por Carlos Trilha e gravado no estúdio Órbita, no Rio de Janeiro. O trabalho contou com 14 faixas e incluiu os singles Se Tu Diz, com participação de Lenine, e Tamo Junto.
O álbum foi apresentado oficialmente em duas noites de lançamento realizadas no Teatro Ademir Rosa (CIC), em Florianópolis.
Ainda em 2019, a banda realizou sua primeira turnê internacional, com apresentações em Portugal nas cidades de Lisboa e Porto. A série de shows ocorreu entre os dias 4 e 14 de novembro e marcou a estreia do grupo em circuitos internacionais.

Com o objetivo de ampliar sua presença no mercado musical nacional, o Dazaranha assinou um contrato com a gravadora e produtora Midas Music, do empresário e produtor Rick Bonadio. O anúncio da banda foi feito através da sua conta oficial no Instagram no dia 3 de março de 2020. A Midas Music foi criada em 2010 e é conhecida por lançar grandes artistas a nível nacional, como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., Vitor Kley, entre outros nomes de sucesso.
A fim de contar um pouco da história da banda ao longo do seu legado de quase 30 anos e também diminuir a distância com os fãs por conta da Pandemia de COVID-19, através do seu canal no Youtube, no dia 25 de maio de 2021 o Dazaranha lançou uma Websérie. Com 30 episódios os integrantes relatam curiosidades e apresentam trilhas e praias de Florianópolis que inspiraram muitas composições.
Em 2021, o álbum Dazaranha 25 Anos (Ao Vivo) recebeu certificação de Disco de Ouro ao superar a marca de 20 milhões de reproduções nas plataformas digitais, tornando-se a segunda obra da banda a alcançar tal reconhecimento e reafirmando a relevância do grupo na era do streaming.
No ano de 2022 com a retomada dos shows presenciais indo mais acelerada, o Dazaranha iniciou uma nova turnê com grandes concertos para a celebração dos 30 anos de carreira e, em setembro daquele ano, lançou um álbum de faixas inéditas que foram lançadas aos poucos, dentre elas "Deixa Acontecer" com a participação de Vitor Kley, "Flutuar", "Navegador", "Rede Fantasma" e o carro-chefe desse repertório de inéditas "Saiu da Vida Torta" que recebeu um videoclipe dirigido por Antonio Rossa.
Diversas cidades catarinenses receberam apresentações gratuitas para o público, sendo que a estreia foi em Florianópolis realizada no Largo da Catedral Metropolitana em 8 de outubro de 2022 que ganhou imagens em vídeo lançadas mais de um ano depois com a captação de imagens da produtora 30 Por Segundo.
No ano de 2023, a banda foi homenageada pela escola de samba local União da Ilha da Magia no desfile das escolas de samba de Florianópolis no Carnaval com o enredo Ô Mané, Que Festa É Essa? É o Dazaranha Mostrando ao Mundo Que um Dia Lindo a Gente Faz! que foi apresentado ao público durante a abertura do show de 30 anos no Largo da Catedral. O enredo fez com que a agremiação carnavalesca ganhasse o desfile de 2023 com direito a show da banda na quadra da escola.
Alguns dos shows gratuitos da banda pelo estado tiveram a presença da Camerata Florianópolis como a na estreia do Brasil na Copa do Mundo 2022 do Catar, na Maratona Cultural em 23 de março de 2023 onde celebraram os 350 anos de Floripa e na despedida da turnê 30 Anos realizada em 29 de dezembro de 2023 na Beira-Mar Continental na capital catarinense.
Como parte das comemorações pelos 30 anos de carreira, o Dazaranha lançou, em novembro de 2023, novas versões de cinco músicas já conhecidas do público. As faixas relançadas foram “Dia Lindo”, “Salão de Festa”, “Ô Mané”, “Chega Mais Cedo” e “Com ou Sem”.
Em setembro de 2024, o Dazaranha iniciou a turnê Ícones, projeto concebido como uma homenagem às influências musicais que marcaram a trajetória da banda. O repertório passou a reunir releituras de artistas que ajudaram a moldar sua identidade artística, além de canções que se tornaram marcos de sua carreira.
Paralelamente à nova turnê, a banda iniciou a produção de um novo álbum de estúdio, gravado em Santa Catarina e produzido por Carlos Trilha. O trabalho começou a ser desenvolvido em abril de 2024 e marcou o retorno do grupo a um disco inteiramente de inéditas após o ciclo de comemorações dos 30 anos de carreira, contando com composições de Moriel Costa, Chico Martins e JC Basañez.
Em 29 de maio de 2025, o Dazaranha lançou o álbum Entre Cantos nas plataformas digitais. Com 11 faixas inéditas, o disco apresenta composições inspiradas nas paisagens, na cultura e nos elementos característicos de Santa Catarina, reforçando a conexão histórica da banda com sua terra natal.
O lançamento foi acompanhado por apresentações especiais e manteve a parceria da banda com o produtor Carlos Trilha, reunindo a mesma formação que vinha se apresentando desde a segunda metade da década de 2010. Entre as faixas do álbum está "Calmaria", composição iniciada nas primeiras décadas de trajetória do grupo e finalizada cerca de trinta anos depois de sua concepção original.
O lançamento de Entre Cantos recebeu cobertura positiva em veículos especializados e na imprensa catarinense. Em resenha publicada pelo portal Rifferama, o álbum foi descrito como uma retomada das raízes geográficas e culturais da banda, destacando a valorização da identidade manezinha, a presença de referências a Florianópolis e o equilíbrio entre as composições de Chico Martins e Moriel Costa. A publicação também observou a continuidade da sonoridade reggae-rock característica do grupo, combinada a elementos desenvolvidos em trabalhos anteriores.
A sonoridade do Dazaranha é marcada pela fusão de gêneros como reggae, rock e música popular brasileira, combinados a referências culturais ligadas a Florianópolis e ao litoral catarinense.
Um dos elementos mais característicos da banda é a utilização do violino em papel de destaque nos arranjos, recurso incomum em grupos brasileiros de reggae e rock. O instrumento, executado por Fernando Sulzbacher desde a fundação do grupo, tornou-se uma das marcas registradas da identidade musical da banda.
As composições do grupo frequentemente incorporam referências geográficas, expressões regionais e elementos do cotidiano de Florianópolis, abordando temas relacionados à natureza, ao mar, à cultura manezinha e ao modo de vida característico da Ilha de Santa Catarina.
Ao longo de sua trajetória, a banda também incorporou instrumentos de percussão, metais e elementos orquestrais em diferentes trabalhos, ampliando sua diversidade sonora. Destacam-se as colaborações com o Trio Santo Amaro e a parceria com a Camerata Florianópolis, que resultou em apresentações e gravações que combinaram a linguagem do rock e do reggae com arranjos sinfônicos.
A obra do Dazaranha é frequentemente associada à identidade cultural de Florianópolis e da Ilha de Santa Catarina. Suas composições incorporam referências a praias, bairros, paisagens naturais, personagens locais e elementos característicos do cotidiano insular.
Outro aspecto recorrente da produção artística da banda é o uso de expressões populares do vocabulário manezinho, além de referências à cultura pesqueira, ao mar e aos modos de vida tradicionais do litoral catarinense.
Veículos de imprensa e projetos culturais catarinenses destacam que a forte relação da banda com o território local contribuiu para consolidar uma identidade musical própria, tornando o grupo uma das principais representações da cultura contemporânea de Florianópolis.
Essa associação entre produção artística e identidade regional fez com que diversas canções da banda fossem utilizadas em iniciativas culturais, educacionais e turísticas relacionadas à promoção da história e da cultura da Ilha de Santa Catarina.
Ao longo de sua trajetória, o Dazaranha recebeu reconhecimento comercial, institucional e cultural por sua contribuição para a música catarinense.
Em 1998, o álbum Tribo da Lua recebeu certificação de Disco de Ouro após ultrapassar a marca de 50 mil cópias vendidas, tornando-se o primeiro álbum de uma banda catarinense a alcançar essa certificação.
Em 2006, o álbum Nossa Barulheira recebeu o Prêmio Claro da Música Independente na categoria Melhor Álbum Pop.
No mesmo ano, a Câmara Municipal de Florianópolis concedeu ao grupo o título de Patrimônio Cultural de Florianópolis em reconhecimento à sua contribuição para a cultura da cidade.
Em 2021, o álbum Dazaranha 25 Anos (Ao Vivo) recebeu certificação de Disco de Ouro após superar a marca de 20 milhões de reproduções nas plataformas digitais.
A relevância do Dazaranha para a cultura catarinense também foi destacada por veículos de imprensa estaduais e nacionais. Em reportagem publicada pela NSC Total por ocasião dos 30 anos da banda, o grupo foi descrito como um patrimônio da música catarinense e apontado como um dos responsáveis por ampliar a projeção da produção musical do estado. Já o jornalista Mauro Ferreira, em artigo publicado no G1, destacou a longevidade da carreira da banda e sua consolidação como um dos mais bem-sucedidos exemplos de produção musical surgida fora do eixo Rio–São Paulo.
Ao longo de mais de três décadas de atividade, o Dazaranha consolidou-se como uma das principais referências da música produzida em Santa Catarina. Diversos veículos de comunicação associam a banda à identidade cultural de Florianópolis, destacando a incorporação de elementos regionais em sua obra, sua forte conexão com a cultura local e sua influência sobre diferentes gerações de músicos e ouvintes catarinenses.
Em 2023, integrantes da banda participaram do projeto Floripa 350, iniciativa dedicada à valorização da história cultural da capital catarinense.

No ano de 2007, na produção e gravação do disco Paralisa, o Dazaranha modernizou e inovou o já consagrado estilo da banda ao marcar em suas músicas a forte presença dos metais do Trio Santo Amaro, que desde então passou a fazer parte da sequência da banda. Essa parceria com os músicos perdurou até meados de 2015 quando o Daza decidiu excluir novamente os metais de seus shows, permanecendo pontualmente em alguns trabalhos da banda ou em alguns trabalhos solo.
O Trio Santo Amaro recebeu esta nomenclatura dos integrantes do Dazaranha, devido aos músicos integrantes serem residentes na cidade de Santo Amaro da Imperatriz e formados musicalmente na Sociedade Musical e Cultural Santo Amaro.
Ao longo de mais de três décadas de atividade, o Dazaranha consolidou-se como uma das principais referências da música popular produzida em Santa Catarina.
A longevidade da banda, aliada à incorporação de elementos culturais e linguísticos associados a Florianópolis, contribuiu para que o grupo se tornasse um dos símbolos mais reconhecidos da produção artística catarinense contemporânea.
Além de sua atuação no mercado fonográfico, o grupo exerceu influência sobre gerações posteriores de músicos da região Sul do Brasil e ajudou a ampliar a projeção nacional de artistas oriundos do cenário musical catarinense.
Em reconhecimento à sua contribuição cultural, a banda recebeu da Câmara Municipal de Florianópolis o título de Patrimônio Cultural da cidade em 2006.
| # | Título | Ano de lançamento | Participações externas | Gravadora |
| Coletânea | Ilha de Todos os Sons | 1994 | Participação da música Retroprojetor na coletânea | RBS Discos |
| 1º | Seja Bem Vindo | 1996 | RBS Discos | |
| 2º | Tribo da Lua | 1998 | Jorge Ben Jor, Luiz Carlini, Baixinho, Jorge Groove | Atração Fonográfica |
| 3º | Nossa Barulheira | 2004 | Atração Fonográfica | |
| 4º | Paralisa | 2007 | Rô Conceição, Guilherme Ribeiro, Macarrão, Daniel Lucena, Valdir Agostinho |
Antídoto |
| 5º | Ao Vivo | 2010 | Armandinho | Universal Music |
| 6º | Daza | 2014 | Carlos Trilha | Paravox |
| 7º | Afinar as Rezas | 2016 | Carlos Trilha | Paravox |
| 8º | Dazaranha 25 Anos (Ao Vivo) feat. Camerata Florianópolis | 2018 | Camerata Florianópolis | Paravox |
| 9º | Catarina | 2019 | Carlos Trilha | Paravox |
| 10º | Dazaranha 30 Anos | 2022 | Vitor Kley | Midas Music |
| 11º | Dazaranha 30 Anos Ao Vivo (EP) | 2023 | Midas Music | |
| 12º | Entre Cantos | 2025 | Carlos Trilha | Independente |
| Ano | Disco | Premiação | Categoria | Ref |
|---|---|---|---|---|
| 1998 | Tribo da Lua | Disco de Ouro | Mais de 50 mil cópias comercializadas | |
| 2006 | Nossa Barulheira | Prêmio Claro de Música Independente | Melhor Álbum Pop | |
| 2021 | Dazaranha 25 Anos (Ao Vivo) | Disco de Ouro | Mais de 20 milhões de reproduções em plataformas digitais |