
Rambus Incorporated é uma empresa estadunidense de semicondutores sediada em San Jose, na Califórnia. A companhia desenvolve chips de interface de memória e propriedade intelectual de silício, que licencia a fabricantes de semicondutores e de sistemas eletrônicos. Seus produtos e tecnologias são utilizados em sistemas de computação que exigem elevada largura de banda e transferência de dados.
Fundada em março de 1990 pelos engenheiros Mike Farmwald e Mark Horowitz, a empresa tornou-se conhecida pela tecnologia RDRAM (Rambus Dynamic Random-Access Memory), promovida pela Intel para computadores pessoais no final da década de 1990 e utilizada em produtos como o Nintendo 64. A RDRAM não se tornou o padrão dominante nos computadores pessoais: no início dos anos 2000, a DDR SDRAM ganhou espaço como alternativa de menor custo, e a Intel passou a oferecer suporte a outros tipos de memória em seus chipsets.
A Rambus mantém atividades de desenvolvimento e venda de chips de interface de memória, licenciamento de patentes e fornecimento de propriedade intelectual para interfaces de alta velocidade e segurança de hardware. No exercício de 2025, a empresa reportou receita de US$ 707,6 milhões.
A Rambus foi fundada em março de 1990 por Mike Farmwald e Mark Horowitz, que desenvolveram uma arquitetura de memória dinâmica de acesso aleatório (DRAM) destinada a aumentar a velocidade de transferência entre a memória e os demais componentes de um sistema de computação. A empresa foi constituída na Califórnia em 1990 e reincorporada no estado de Delaware em março de 1997. No mesmo ano, abriu seu capital na bolsa de valores NASDAQ, sob o código RMBS.

A RDRAM foi desenvolvida para proporcionar alta largura de banda por meio de uma interface de memória de alta velocidade. No final dos anos 1990, a Intel promoveu a tecnologia como parte de sua estratégia para os computadores pessoais de maior desempenho. Em novembro de 1998, a empresa demonstrou uma plataforma para computadores de próxima geração que utilizava Direct Rambus DRAM e projetou que sistemas baseados nessa tecnologia teriam presença significativa no mercado nos anos seguintes.
A tecnologia também foi empregada no Nintendo 64, lançado em 1996, que utilizava memória RDRAM.
No início dos anos 2000, a concorrência entre tecnologias de memória se intensificou. Fabricantes promoveram a DDR SDRAM como uma alternativa de menor custo à RDRAM e esperavam sua adoção em uma gama mais ampla de computadores e dispositivos. Em junho de 2001, a Intel lançou um chipset para o processador Pentium 4 que aceitava SDRAM; a empresa também previa uma versão com suporte a DDR SDRAM. Naquele momento, a RDRAM ainda ocupava uma posição importante nos computadores Pentium 4 de alto desempenho, mas sua vantagem em relação à DDR e seu custo mais elevado limitavam sua competitividade em outros segmentos.
A estratégia de licenciamento de patentes da Rambus levou a disputas com fabricantes de memória e a um processo antitruste nos Estados Unidos. Uma das controvérsias envolveu a participação da empresa na JEDEC, organização responsável pela elaboração de padrões para componentes eletrônicos. Em 2002, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) apresentou acusações segundo as quais a Rambus havia deixado de divulgar informações sobre patentes e pedidos de patente relacionados a tecnologias posteriormente incorporadas a padrões de memória.
Em 2006, a FTC concluiu que a conduta da Rambus havia contribuído para a monopolização de mercados relacionados a tecnologias de memória DRAM e, em 2007, emitiu uma decisão que estabelecia limites para determinadas taxas de licenciamento. Em abril de 2008, porém, o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Colúmbia anulou a decisão da comissão. O tribunal entendeu que a FTC não havia demonstrado que a conduta da Rambus constituía monopolização ilícita nos termos da legislação antitruste. Em fevereiro de 2009, a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou-se a examinar o recurso da FTC.
Outras disputas decorreram de alegações de violação de patentes e de pedidos de indenização apresentados por fabricantes de semicondutores. Em 2013, a Rambus celebrou acordos com a SK hynix e a Micron Technology que resolveram litígios pendentes entre as partes e incluíram licenças para o uso de determinadas patentes.
A Rambus desenvolve e comercializa chips destinados a módulos de memória de servidores e de computadores pessoais. Sua linha de componentes para módulos DDR5 inclui controladores de clock e de registro, circuitos integrados de gerenciamento de energia, hubs de detecção serial de presença (SPD) e sensores de temperatura. Esses componentes auxiliam na comunicação, no controle e na gestão de energia dos módulos de memória.
A empresa também licencia propriedade intelectual para interfaces digitais de alta velocidade e para aplicações de segurança de hardware. Seu portfólio de propriedade intelectual inclui soluções relacionadas a interfaces de memória, conexões entre chips e componentes criptográficos, destinadas à integração nos projetos de fabricantes de semicondutores. A companhia tem direcionado parte de suas atividades a sistemas para centros de dados e computação de alto desempenho.
Em 2011, a Rambus concluiu a aquisição da Cryptography Research, empresa especializada em pesquisa e licenciamento de tecnologias de segurança para semicondutores. A aquisição ampliou seu portfólio para áreas como proteção de conteúdo, segurança de redes, combate à falsificação e aplicações financeiras.