| Booz Allen Hamilton | |
|---|---|
| Razão social | Booz Allen Hamilton Holding Corporation |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NYSE: BAH (classe A); integrante do índice S&P 400 |
| Atividade | Consultoria de gestão e consultoria em tecnologia da informação |
| Fundação | 1914 |
| Fundador(es) | Edwin G. Booz |
| Sede | McLean, Virgínia, Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Horacio D. Rozanski (presidente do conselho de administração, presidente e diretor-executivo) |
| Empregados | Cerca de 31.000 (setembro de 2026) |
| Serviços | Consultoria de gestão e de tecnologia |
| Ativos | US$ 7,118 bilhões (2026) |
| Receita | US$ 11,217 bilhões (2026) |
| Lucro | US$ 851 milhões (2026) |
| LAJIR | US$ 1,033 bilhão (2026) |
| Website | www |
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Booz Allen Hamilton Holding Corporation, conhecida informalmente como Booz Allen, é a controladora da Booz Allen Hamilton Inc., empresa estadunidense contratada por órgãos governamentais e militares, especializada em inteligência, tecnologia e segurança cibernética. Sua sede fica em McLean, na Região metropolitana de Washington, e, no exercício encerrado em março de 2026, atuava em 23 países, com 32 centros principais de negócios e mais de 20 instalações de engenharia, manufatura e pesquisa. Sua principal atividade, conforme descrita pela própria empresa, é oferecer serviços de consultoria, análise e engenharia a organizações públicas, privadas e sem fins lucrativos.
A Booz Allen é uma importante fornecedora de serviços de segurança cibernética à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Nos exercícios fiscais de 2024, 2025 e 2026, aproximadamente 98% de sua receita foi gerada por contratos com órgãos do governo dos Estados Unidos, como contratada principal ou subcontratada.

A empresa que viria a se tornar a Booz Allen foi fundada em 1914, em Chicago, no estado de Illinois, quando Edwin G. Booz, formado pela Universidade Northwestern, sediada em Evanston, criou o Business Research Service. O serviço se baseava na ideia de Booz de que as empresas poderiam alcançar melhores resultados se recorressem a profissionais de fora da organização para obter aconselhamento especializado e imparcial. Entre os clientes que passaram a contratar seus serviços estavam a Goodyear Tire and Rubber Company, a Union Stockyards and Transit Company, de Chicago, e a Canadian Pacific Railway.
Nas três décadas seguintes, a empresa mudou diversas vezes de nome e de modelo de negócios. George Fry ingressou na organização em 1925, James L. Allen em 1929 e Carl L. Hamilton em 1935. Em 1936, adotou a denominação Booz, Fry, Allen & Hamilton, em referência aos integrantes da sociedade. Após a saída de George A. Fry, em 1942, passou a se chamar Booz Allen & Hamilton em 1943.
Após a Segunda Guerra Mundial, houve uma mudança no perfil dos clientes, com o aumento dos contratos firmados com instituições governamentais e diferentes ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Edwin G. Booz morreu em 1951. Dois anos depois, em 1953, a empresa obteve seu primeiro contrato internacional, destinado a ajudar o governo das Filipinas, então recentemente estabelecido, a reorganizar os registros de propriedade de terras.
A Booz Allen é associada ao desenvolvimento de diversos conceitos de administração. Em 1957, Sam Johnson, bisneto do fundador da S. C. Johnson & Son, e Conrad Jones, da Booz Allen, publicaram How to Organize for New Products, trabalho que abordava teorias sobre a gestão do ciclo de vida dos produtos. Em 1958, Gordon Pehrson, diretor adjunto do Escritório de Projetos Especiais da Marinha dos Estados Unidos, e Bill Pocock, da Booz Allen Hamilton, desenvolveram a técnica de avaliação e revisão de programas (PERT). Em 1982, Keith Oliver, da Booz Allen, cunhou a expressão "gerenciamento da cadeia de suprimentos".
A sociedade foi dissolvida em 1962, quando a empresa passou a ser constituída como uma sociedade empresária privada. Em 1998, a Booz Allen Hamilton elaborou uma estratégia para que o Internal Revenue Service (IRS), a agência tributária dos Estados Unidos, reorganizasse seus 100 mil funcionários em unidades voltadas a categorias específicas de contribuintes.

A Bloomberg descreveu a Booz Allen como "a organização de espionagem mais lucrativa do mundo". Uma reportagem publicada pela InformationWeek em 2002 afirmou que a empresa tinha "mais de mil ex-agentes de inteligência em seu quadro de funcionários". Segundo informações divulgadas pela própria empresa em seu site, mais de 10 mil funcionários haviam passado pelas verificações de antecedentes necessárias para obter autorização de acesso a informações classificadas como TS/SCI.
Em setembro de 2006, a American Civil Liberties Union (ACLU) e a Privacy International (PI) apresentaram ao Grupo de Trabalho do Artigo 29.º, órgão consultivo da Comissão Europeia, um memorando sobre o programa do governo dos Estados Unidos de vigilância das transações financeiras transmitidas pela rede SWIFT e a participação da Booz Allen nesse programa. O documento questionava a ética e a legalidade de uma empresa contratada pelo governo, como a Booz Allen, atuar como auditora de um programa governamental enquanto mantinha outros contratos importantes com os mesmos órgãos. O argumento central era a possibilidade de um conflito de interesses. As organizações também levantaram a hipótese de que a Booz Allen pudesse estar envolvida em um programa de vigilância eletrônica da SWIFT que a Comissão Europeia poderia considerar ilegal.
Uma reportagem publicada em 28 de junho de 2007 pelo The Washington Post mostrou que o valor de um contrato do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a Booz Allen havia passado de US$ 2 milhões para mais de US$ 70 milhões mediante dois contratos concedidos sem concorrência. Um deles foi assinado depois de o departamento jurídico do órgão recomendar que a contratação não fosse prorrogada antes de uma avaliação. Um relatório do Government Accountability Office (GAO), órgão de fiscalização do governo federal, classificou o contrato como mal planejado e apontou a ausência de mecanismos para garantir a realização de trabalhos úteis. Elaine Duke, então responsável pelas aquisições do departamento, reconheceu os problemas, mas afirmou que haviam sido resolvidos. Ela defendeu a celebração do segundo contrato sem concorrência, em 2005, alegando que era necessária para manter uma operação essencial de inteligência até a realização de um processo competitivo.
Em 2008, a divisão de consultoria comercial e internacional da Booz Allen foi separada e passou a constituir a Booz & Company, enquanto o Grupo Carlyle adquiriu participação majoritária na divisão de serviços ao governo dos Estados Unidos em operação anunciada por US$ 2,54 bilhões. Na ocasião, a divisão de serviços governamentais mantinha cerca de 80 escritórios em vários países. Em 2013, a Booz & Company foi adquirida pela PricewaterhouseCoopers (PwC) e recebeu o nome Strategy&. Desde então, a Booz Allen voltou a atuar nos mercados comerciais. Em 2010, a empresa abriu seu capital por meio de uma oferta pública inicial de 14 milhões de ações, ao preço de US$ 17 cada. Em 2012, adquiriu a divisão de Engenharia e Apoio de Sistemas de Defesa da ARINC, incorporando aproximadamente mil funcionários. Em 2014, adquiriu a Epidemico.
O Grupo Carlyle reduziu gradualmente sua participação acionária após a abertura de capital da Booz Allen e vendeu as ações restantes em 6 de dezembro de 2016.
Em 11 de julho de 2011, o grupo de hackers Anonymous, durante a Operação AntiSec, invadiu servidores da Booz Allen e extraiu endereços de e-mail e senhas sem sal criptográfico pertencentes a militares estadunidenses. Os dados e uma cópia integral do banco de dados foram reunidos em um arquivo disponibilizado no The Pirate Bay. Embora o Anonymous afirmasse ter divulgado 90 mil endereços de e-mail, a Associated Press identificou apenas 67 mil endereços distintos, dos quais 53 mil eram militares. Os demais pertenciam a instituições de ensino e a empresas contratadas para serviços de defesa. O grupo também afirmou ter acessado e apagado quatro gigabytes de código-fonte da Booz Allen.
De acordo com uma declaração do Anonymous, "invadimos um servidor da rede deles que basicamente não tinha nenhuma medida de segurança". O grupo acusou a Booz Allen de colaborar com a HBGary Federal em um projeto de manipulação de redes sociais. Também a acusou de participar de programas de coleta de informações de inteligência e de vigilância do governo federal dos Estados Unidos, além do que Kukil Bora, do International Business Times, descreveu como "possíveis atividades ilegais". Em 13 de julho, a Booz Allen confirmou a invasão, mas contestou as alegações do Anonymous, afirmando que o ataque não havia ultrapassado seus próprios sistemas e que, por isso, as informações militares deveriam estar protegidas. Em agosto daquele ano, durante uma teleconferência com analistas, Ralph Shrader, então presidente do conselho e diretor-executivo, declarou que não esperava que os "custos de correção e outras atividades diretamente associadas ao ataque" tivessem "efeito significativo sobre nossos resultados financeiros".
Em junho de 2012, a Booz Allen ampliou suas atividades no Norte da África e no Oriente Médio, com planos iniciais de estabelecer operações no Kuwait, em Omã, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. Posteriormente, pretendia expandir para o Bahrein, a Arábia Saudita e a Turquia, em um momento no qual esses países, nas palavras de Jill R. Aitoro, do Washington Business Journal, estavam se recuperando das turbulências relacionadas à Primavera Árabe. Quando a Booz Allen ainda integrava a Booz & Company, seus funcionários já mantinham relações de longa data com diversos países do Norte da África e do Oriente Médio. As duas empresas haviam sido separadas.
Em junho de 2013, Edward Snowden, então funcionário da Booz Allen contratado para projetos da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), revelou publicamente detalhes de programas sigilosos de vigilância em massa e coleta de dados, entre eles o PRISM. Os vazamentos foram descritos como alguns dos mais significativos da história da NSA e provocaram grande preocupação internacional.
A Booz Allen classificou a divulgação da existência do PRISM como "chocante" e "uma grave violação do código de conduta e dos valores fundamentais de nossa empresa". Pouco depois, demitiu Snowden, que estava ausente, e declarou que ele trabalhava na empresa havia menos de três meses. Analistas de mercado avaliaram o episódio como "constrangedor", mas consideraram improvável que provocasse danos comerciais duradouros. A Booz Allen afirmou que cooperaria com as autoridades e seus clientes na investigação do vazamento. Charles Riley, da CNNMoney, escreveu que a empresa "se esforçava para se distanciar de Snowden". Segundo a Reuters, uma fonte "com conhecimento detalhado do assunto" disse que os responsáveis por verificar as informações dos candidatos na Booz Allen haviam identificado possíveis discrepâncias no histórico educacional de Snowden, porque alguns dados "não correspondiam exatamente", mas decidiram contratá-lo mesmo assim. A agência ressaltou que não eram conhecidos os detalhes que despertaram as suspeitas nem a forma como Snowden as teria esclarecido. Em 10 de julho de 2013, a Força Aérea dos Estados Unidos declarou não ter encontrado irregularidades cometidas pela Booz Allen no caso Snowden.
Em 2013, o jornalista David Sirota, do Salon, afirmou que a Booz Allen e sua controladora à época, o Grupo Carlyle, faziam contribuições políticas significativas tanto ao Partido Democrata quanto ao Partido Republicano, além de políticos específicos, como Barack Obama e John McCain. Sirota concluiu que "muitos dos políticos que hoje defendem publicamente o Estado de vigilância e atacam denunciantes como Snowden receberam enormes quantias dessas duas empresas", referindo-se à Booz Allen e ao Grupo Carlyle, e que os partidos eram "financiados por essas empresas". Segundo a MapLight, organização que acompanhava as doações de campanha, a Booz Allen havia contribuído com pouco mais de US$ 87 mil para parlamentares estadunidenses entre 2007 e junho de 2013. A CNBC associou essas contribuições a um fluxo contínuo de contratos governamentais, que colocaria a Booz Allen em posição privilegiada. Em razão da importância dos serviços públicos prestados pela empresa, "é improvável que o governo permita que ela deixe de existir. Tem conexões demais para quebrar". A influência da Booz Allen em Washington também se estendia a uma ampla rede de lobistas e pessoas com experiência no meio político. Segundo a organização de monitoramento OpenSecrets, quatro dos seis lobistas da empresa em 2015 e 2016 haviam ocupado cargos no governo.
Em 2013, Mark Herman, Stephanie Rivera, Steven Mills e Michael Kim, da Booz Allen, publicaram The Field Guide to Data Science. A segunda edição foi lançada em 2015. Em 2017, Josh Sullivan e Angela Zutavern, também da Booz Allen, publicaram The Mathematical Corporation.
A Booz Allen ajudou o governo dos Emirados Árabes Unidos a criar, no país, uma organização equivalente à Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Em reportagem de David E. Sanger e Nicole Perlroth para o The New York Times, um funcionário árabe familiarizado com o projeto afirmou: "Eles ensinam tudo. Mineração de dados, vigilância na internet, todas as formas de coleta de inteligência digital". Em 2013, Sanger e Perlroth afirmaram que a empresa obtinha lucros elevados com sua expansão internacional. A Booz Allen foi particularmente examinada por suas relações com o governo da Arábia Saudita e pelo apoio prestado às forças armadas sauditas. Ao lado de concorrentes como a McKinsey & Company e o Boston Consulting Group, a empresa foi apontada como um fator importante no esforço do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para consolidar o poder no reino.
Na área militar, a Booz Allen empregava dezenas de militares estadunidenses aposentados para treinar e assessorar a Marinha Real Saudita e fornecer apoio logístico ao Exército da Arábia Saudita. A empresa negava que seus conhecimentos fossem empregados pela Arábia Saudita na guerra no Iêmen. Também firmou um acordo com o governo saudita que envolvia proteção e segurança cibernética de ministérios, enquanto especialistas argumentavam que essas medidas defensivas poderiam ser facilmente utilizadas para perseguir dissidentes. David Sirota, do Salon, afirmou que políticos dos Estados Unidos financiados pela Booz Allen e por "outras empresas com modelos de negócios multinacionais semelhantes" teriam interesse em "desqualificar os movimentos de protesto democrático que desafiam os Estados de vigilância do Oriente Médio, que também rendem muito dinheiro a esses doadores".
Em 2015, a Booz Allen adquiriu a divisão de desenvolvimento de software da SPARC, empresa de tecnologia sediada em Charleston, na Carolina do Sul. Em 2017, adquiriu a eGov Holdings. Em 2018, a SEC selecionou a Booz Allen e outras empresas, entre elas a Attain, para participar do contrato-quadro OneOIT, de dez anos, com teto global de US$ 2,5 bilhões para a contratação de serviços de tecnologia da informação. Esse valor correspondia ao limite do instrumento de contratação, não a um pagamento ou receita garantida à Booz Allen.
Em 2016, o Serviço Florestal dos Estados Unidos contratou a Booz Allen para desenvolver e administrar o portal Recreation.gov. A empresa foi criticada por obter lucros com as taxas de transação cobradas dos usuários do site e pela manutenção considerada inadequada do serviço. Em 2023, um grupo de usuários do portal ajuizou uma ação coletiva contra a Booz Allen, alegando a cobrança de taxas abusivas (junk fees), mas posteriormente apresentou um pedido de desistência voluntária da ação.
Em 12 de dezembro de 2019, a SEC adjudicou à Booz Allen um contrato de dez anos, no valor de US$ 113 milhões, para serviços de segurança cibernética, anunciado publicamente em fevereiro de 2020. No ano fiscal de 2020, os compromissos financeiros assumidos pelo governo federal dos Estados Unidos em contratos com a Booz Allen totalizaram US$ 4,4 bilhões.
A Booz Allen Hamilton recebeu críticas e cobertura jornalística por seus vínculos estreitos com dirigentes dos dois principais partidos políticos dos Estados Unidos e pelas doações feitas a eles, bem como por suas antigas alianças com forças militares e órgãos de vigilância de outros países.
Em julho de 2023, a Booz Allen concordou em pagar US$ 377,45 milhões para encerrar, sem admitir responsabilidade civil, uma ação fundada em alegações de cobrança indevida de custos comerciais e internacionais a contratos do governo dos Estados Unidos entre 2011 e 2021. O acordo foi um dos maiores já firmados no país em casos de fraude em contratos governamentais. A investigação foi iniciada a partir de denúncias de uma ex-funcionária da empresa que, em 2016, identificou indícios de cobranças excessivas ao governo federal. Segundo a denunciante, a Booz Allen subestimava os custos dos trabalhos realizados para governos estrangeiros e empresas privadas e, depois, agrupava essas despesas às de contratos com o governo estadunidense para cobrar deste os respectivos valores. O Departamento de Justiça sustentou que a empresa havia distribuído indevidamente custos indiretos relacionados a seus negócios comerciais e internacionais entre contratos governamentais, incluindo despesas sem relação com esses contratos ou atribuídas em proporção excessiva. Ela afirmou ter comunicado inicialmente o problema a colegas, mas teria ouvido que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos era "estúpido demais" ou "não era inteligente o bastante" para detectar a prática e recuperar o dinheiro. Posteriormente, ajuizou uma ação qui tam com base na False Claims Act, lei estadunidense de combate a pedidos fraudulentos de pagamento ao governo. Uma investigação criminal federal relacionada à empresa foi encerrada sem acusações em maio de 2021. A SEC também encerrou, em 27 de julho de 2023, a investigação sobre esses assuntos, sem recomendar a adoção de medidas sancionadoras.
No exercício fiscal encerrado em março de 2024, a empresa registrou receita de aproximadamente US$ 10,7 bilhões, lucro operacional de US$ 1,01 bilhão, lucro líquido de US$ 606 milhões, ativos de cerca de US$ 6,56 bilhões, patrimônio líquido de aproximadamente US$ 1,05 bilhão e cerca de 34.200 empregados.
Em janeiro de 2025, a Booz Allen concordou em pagar US$ 15,875 milhões ao governo dos Estados Unidos para encerrar, sem determinação de responsabilidade, outro caso de alegações baseado na False Claims Act. Esse acordo, distinto daquele de 2023, envolveu sua subsidiária Booz Allen Hamilton Engineering Services e a suspeita de uso indevido de informações sigilosas sobre licitações e orçamentos para obter um contrato de simuladores de treinamento militar, incluindo equipamentos destinados à Força Aérea dos Estados Unidos.
Em 2025, a Booz Allen Hamilton esteve entre os doadores que financiaram a demolição da Ala Leste e a construção prevista de um salão de baile no local. Documentos de arrecadação divulgados pelo The Washington Post em outubro de 2026 atribuíram à empresa uma contribuição de aproximadamente US$ 2,5 milhões para o projeto.
Em 26 de janeiro de 2026, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou o cancelamento de 31 contratos com a Booz Allen, correspondentes a cerca de US$ 4,8 milhões em despesas anuais e US$ 21 milhões em obrigações contratuais acumuladas. O órgão atribuiu a medida a falhas na proteção de dados tributários e citou o caso de Charles Edward Littlejohn, antigo funcionário da consultoria que, enquanto prestava serviços ao IRS, obteve e divulgou sem autorização declarações fiscais de contribuintes entre 2018 e 2020. Littlejohn havia sido condenado a cinco anos de prisão em janeiro de 2024. A Booz Allen condenou a conduta do ex-funcionário, mas contestou a imputação de falhas em seus próprios sistemas, afirmando que a extração dos dados ocorreu em redes governamentais às quais a empresa não tinha acesso de monitoramento.
Em 24 de agosto de 2026, a Booz Allen concluiu, por US$ 720 milhões, a aquisição da divisão Ultra I&C Mission Solutions, fornecedora de produtos de software, criptografia e computação de borda para aplicações militares e de segurança nacional. Em seu relatório anual relativo ao exercício encerrado em 31 de março de 2026, a companhia apresentou receita de US$ 11,217 bilhões, queda de aproximadamente 6% em relação ao exercício anterior, e lucro líquido de US$ 851 milhões. O relatório trimestral seguinte registrou cerca de 31.000 empregados em 30 de setembro de 2026.