| Ray Gunn | |
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cor • 119 min | |
| Gênero | |
| Direção | Brad Bird |
| Produção |
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| Roteiro |
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| História | Brad Bird |
| Elenco | |
| Música | Michael Giacchino |
| Sonoplastia | Ben Burtt |
| Edição | Darren T. Holmes |
| Companhias produtoras | |
| Distribuição | Netflix |
| Lançamento |
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| Idioma | inglês |
Ray Gunn é um longa-metragem animado estadunidense de ficção científica neo-noir e mistério dirigido por Brad Bird, que o coescreveu com Matthew Robbins, baseado em uma história original de Bird. Estrelado por Sam Rockwell como Ray Gunn, a narrativa acompanha um detetive particular que investiga um caso envolvendo a estrela multimídia Venus Nova (Scarlett Johansson) em uma metrópole retrofuturista habitada por humanos e extraterrestres. O elenco também é composto por Tom Waits, Matt Berry, Bobby Cannavale, Michelle Rodriguez, Matt Jones, Aasif Mandvi, Alan Tudyk e Kathryn Hunter.
Este é o primeiro projeto do diretor produzido fora da Disney e da Pixar após anos de parceria com os estúdios, durante os quais dirigiu produções como Os Incríveis (2004), Ratatouille (2007) e Os Incríveis 2 (2018), rendendo a conquista de dois Oscar de Melhor Animação. A mudança esteve relacionada à busca por maior liberdade criativa para desenvolver uma história original de ficção científica com elementos de noir policial e voltada ao público adulto. Para isso, Bird optou por desenvolver o projeto em parceria com a Skydance Animation e a Netflix. Ademais, a escolha também se alinha à visão do cineasta, que defende a animação como uma forma de expressão artística, e não como um gênero cinematográfico, capaz de explorar diferentes estilos e abordar histórias destinadas a públicos variados.
Ray Gunn teve sua estreia mundial no BFI London Film Festival em 10 de outubro de 2026, e foi programado para ser lançado em cinemas selecionados em 4 de dezembro nos Estados Unidos, antes de ser disponibilizado mundialmente na Netflix em 18 de dezembro. No Brasil, previamente a sua estreia no streaming, foi programado na seção Perspectiva Internacional na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro.
Em uma metrópole retrofuturista, ambientada em uma versão alternativa de 1939, a narrativa acompanha Raymond Gunn (Sam Rockwell), um detetive particular que se envolve em uma investigação após conhecer Venus Nova (Scarlett Johansson), uma estrela multimídia cujo caso está ligado a uma série de acontecimentos misteriosos. Ao lado de seu parceiro alienígena Eye-Ra (Tom Waits), Gunn percorre os diferentes lados da cidade, onde humanos e extraterrestres convivem, enquanto investiga uma trama que envolve assassinatos, segredos e intrigas.
John Ratzenberger, Jamie Costa, Aasif Mandvi, Matt Jones e Justin Peck foram escalados para papéis não divulgados. Segundo relatos, Bird também contratou o treinador de futebol de seu filho, conhecido apenas como "Buck", para interpretar um traficante de armas no filme.
Brad Bird escreveu a história original de Ray Gunn como um filme de mistério ambientado em um futuro alternativo, tendo como cenário a extensa e grandiosa cidade de Metropia, e posteriormente desenvolveu o roteiro com Matthew Robbins, com quem havia coescrito Batteries Not Included (1987). Segundo Bird, a inspiração para o filme surgiu após assistir ao trailer do então futuro telefilme Peter Gunn (1989), o que o levou a criar um personagem cujo nome fazia um trocadilho com a palavra inglesa raygun (arma de raios) e que viveria aventuras inspiradas no film noir em um universo retrofuturista influenciado pelas décadas de 1930 e 1940. O cineasta também citou a música "Planet Claire", da banda The B-52s, como uma influência: "Na primeira vez que ouvi a canção [...], pensei que fosse uma versão da famosa música-tema de Peter Gunn, de Henry Mancini. Depois, percebi que parecia a trilha de um filme de ficção científica dos anos 1950. Então pensei: não é Peter Gunn, é Ray Gunn. Foi assim que cheguei ao nome do detetive".
Bird afirmou que seu interesse pelo film noir foi um dos principais motivos de seu envolvimento com o projeto, citando The Maltese Falcon, The Big Sleep e Chinatown como influências para a narrativa e o estilo visual. Ele também consultou o roteirista de Chinatown, Robert Towne, sobre como construir uma história de mistério envolvente. No início da década de 1980, Bird havia tentado desenvolver outro projeto de animação inspirado no gênero noir, intitulado The Spirit, em parceria com o roteirista Jerry Rees e o produtor Gary Kurtz. A produção seria baseada na história em quadrinhos homônima de Will Eisner, mas acabou abandonada devido à falta de confiança dos investidores em seu potencial comercial. Apesar disso, Bird utilizou elementos da caracterização de Spirit como referência para criar o protagonista de Ray Gunn.
Originalmente, Ray Gunn seria produzido pela Turner Feature Animation durante a década de 1990, mas o projeto foi suspenso quando Bird decidiu dirigir O Gigante de Ferro (1999), na Warner Bros. Feature Animation, após a fusão entre a Turner Broadcasting System e a Time Warner em 1996. Mesmo após o cancelamento, Bird não abandonou a ideia e afirmou ter negociado os direitos do material, dizendo à Warner Bros.: "Ou fazemos o filme, ou me deixam tentar realizá-lo em outro lugar".
Em 2021, Bird assinou um acordo com a Skydance Animation para dirigir Ray Gunn. O projeto marcou seu reencontro com John Lasseter, sob cuja liderança na Pixar Bird escreveu e dirigiu Os Incríveis (2004), Ratatouille (2007) e Os Incríveis 2 (2018), além de David Ellison e Dana Goldberg, com quem havia trabalhado em Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (2011), quando ambos atuavam na Skydance Media. Os quatro atuaram como produtores do filme. Bird também reuniu colaboradores frequentes, incluindo o compositor Michael Giacchino, os designers de personagens Teddy Newton e Tony Fucile, o montador Darren T. Holmes e o artista de storyboard Jeffrey Lynch. Em fevereiro de 2022, foi anunciado oficialmente que Bird retomaria o projeto, que permanecera inativo por décadas. Em julho daquele ano, o diretor descreveu Ray Gunn como uma produção de animação voltada a um público mais adulto, com elementos de noir, definindo-a como "uma espécie de filme de detetive em um futuro alternativo". Ele acrescentou que a obra seria semelhante a uma combinação de The Maltese Falcon com Buck Rogers, mas com mais ação e humor. Bird também afirmou que a Pixar nunca foi considerada para produzir o longa, pois sua intenção de atingir um público um pouco mais velho não correspondia ao perfil do estúdio.
Em outubro de 2023, foi divulgado que Ray Gunn seria produzido com animação por computador, em vez da técnica tradicional desenhada à mão inicialmente planejada, e que seu orçamento havia sido reduzido. Posteriormente, foi informado que o custo da produção ultrapassava US$ 150 milhões. Após o anúncio de Os Incríveis 3 (2028), em agosto de 2024, o TheWrap informou que Ray Gunn continuava em desenvolvimento e que seu lançamento pela Netflix estava previsto para 2026. O compromisso de Bird com o longa levou o diretor a deixar a direção de Os Incríveis 3, sendo substituído por Peter Sohn. Em outubro de 2025, Carolina Borreguero Sanz, vice-presidente de finanças e operações da Skydance Animation Madrid, confirmou que Ray Gunn seria lançado em 2026, após o terceiro filme do estúdio, Swapped. Em abril de 2026, Lisa Beroud também foi anunciada como produtora do longa.
Os recursos e elementos visuais da produção foram desenvolvidos pela Skydance Animation Madrid, enquanto os trabalhos de rigging, animação, efeitos de personagens, iluminação, renderização e composição ficaram a cargo da Cinesite, sob a supervisão da Skydance. Em setembro de 2025, John Ratzenberger, que havia dublado personagens em todos os filmes de Bird produzidos pela Pixar — o Escavador nos filmes da franquia Os Incríveis e Mustafa, o garçom, em Ratatouille —, revelou durante uma participação na FanX que já havia começado a gravar suas falas para o longa. Em abril de 2026, Sam Rockwell, Scarlett Johansson e Tom Waits foram confirmados no elenco de vozes. Waits foi o primeiro ator contratado e sugeriu Rockwell para o papel principal durante sua primeira sessão de gravação. Após a exibição dos primeiros sete minutos do filme no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy de 2026, o TheWrap informou que Patton Oswalt, que havia dublado o protagonista Remy em Ratatouille, interpretaria um holograma. Em setembro de 2026, Matt Berry, Bobby Cannavale, Michelle Rodriguez, Matt Jones, Aasif Mandvi, Alan Tudyk, Kether Donohue, Michael Chernus, Justin Peck e o próprio Bird foram anunciados como integrantes adicionais do elenco de vozes.
Em 27 de julho de 2022, Michael Giacchino, responsável pela trilha sonora de todos os filmes anteriores dirigidos por Bird desde Os Incríveis, foi anunciado como compositor da música original de Ray Gunn.
A cantora e compositora Kimbra contribuiu com três canções para o filme, incluindo "Too Much to Ask" e "Innocent", interpretadas por Scarlett Johansson. A Netflix anunciou que faria campanha para que "Too Much to Ask" fosse indicada ao Oscar de melhor canção original.
Ray Gunn terá sua estreia mundial no 70.º Festival de Cinema de Londres, em 10 de outubro de 2026. O filme também será exibido no 15.º Montclair Film Festival, em 17 de outubro, como destaque da programação de animação. O lançamento limitado nos cinemas ocorreu em 4 de dezembro de 2026, antes de sua disponibilização na Netflix, em 18 de dezembro. No Brasil, previamente a sua estreia no streaming, foi programado na seção Perspectiva Internacional na 50º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Originalmente, o filme seria distribuído pela Apple TV+. Em 24 de junho, dois trechos da produção, incluindo os primeiros sete minutos, foram apresentados no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy de 2026.
No agregador de críticas Rotten Tomatoes, 91% das 35 avaliações dos críticos foram positivas, com uma nota média de 7,1/10.