| Rid of Me | ||||
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| Álbum de estúdio de | ||||
| Lançamento | 26 de abril de 1993 | |||
| Gêneros | ||||
| Duração | 48:02 | |||
| Idioma | Inglês | |||
| Gravadora | Island | |||
| Produção | Steve Albini | |||
| Cronologia de PJ Harvey | ||||
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| Singles de Rid of Me | ||||
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Rid of Me é o segundo álbum de estúdio da cantora e compositora inglesa PJ Harvey, lançado em 26 de abril de 1993 pela Island Records, aproximadamente um ano após o lançamento de seu aclamado álbum de estreia, Dry (1992). O álbum marcou uma mudança em relação às composições anteriores de Harvey, apresentando um estilo mais cru e agressivo do que seu antecessor.
As canções de Rid of Me foram interpretadas pelo trio homônimo de Harvey, composto por Harvey na guitarra e voz, Rob Ellis na bateria e backing vocals e Steve Vaughan no baixo, sendo a maioria produzida por Steve Albini. Este foi o último álbum gravado pelo trio antes de se separarem no final de 1993. Rid of Me foi aclamado pela crítica e é amplamente considerado um dos melhores álbuns da década de 1990 e de todos os tempos, ocupando a posição 153 na lista dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos da revista Rolling Stone em 2020 (subindo da posição 406 na edição anterior da lista).
A banda fez extensas turnês pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos para promover o álbum Dry. Harvey recusou um convite para tocar no festival Lollapalooza no verão de 1992, mas tocou no Reading Festival em agosto daquele ano. Nessa época, as turnês incessantes começaram a afetar a saúde de Harvey. Ela sofreu o que foi descrito como um colapso nervoso, causado por uma série de fatores, incluindo exaustão, maus hábitos alimentares e o término de um relacionamento. Além disso, o Central Saint Martins College of Art and Design, onde ela havia sido aceita, recusou-se a manter sua vaga. Ela deixou seu apartamento em Londres e retornou para sua terra natal Dorset. Enquanto se recuperava em outubro de 1992, ela trabalhou nas canções que apareceriam em Rid of Me.
Estruturalmente, Harvey continuou a aprimorar sua composição utilizando "compassos estranhamente distorcidos e estruturas musicais complexas", resultando em canções que "tendem à performance art".
As letras do álbum foram amplamente interpretadas como sendo de natureza feminista. Harvey, no entanto, negou repetidamente uma agenda feminista em suas composições, afirmando: "Eu nem penso em mim mesma como mulher boa parte do tempo. Quando escrevo canções, nunca penso em gênero. Escrevo sobre os relacionamentos que as pessoas têm. Sou fascinada por coisas que podem ser consideradas repulsivas ou constrangedoras. Gosto de me sentir inquieta, insegura." Algumas das letras foram inspiradas por suas experiências pessoais. A faixa-título, por exemplo, foi assumidamente influenciada pelo fim de um relacionamento de Harvey. Quando um entrevistador lhe disse que "Rid of Me" soava psicótica, ela respondeu que escreveu a canção "no meu pior momento" e acrescentou: "Eu estava quase psicótica" na época. A cantora deixou claro que nem todas as letras deveriam ser lidas autobiograficamente, dizendo: "Eu teria que ter 40 anos e estar muito desgastada para ter vivido tudo sobre o que escrevo."
O álbum também inclui uma versão cover da canção "Highway 61 Revisited", de Bob Dylan. A mãe e o pai de Harvey, ambos fãs de Dylan, sugeriram que ela gravasse a faixa.
A capa do álbum retrata Harvey de topless, arremessando os cabelos encharcados para o alto. A foto foi tirada por Maria Mochnacz, amiga e fotógrafa de Harvey, no banheiro do apartamento da mesma em Bristol. Devido ao tamanho reduzido do cômodo, ela teve que encostar a câmera na parede oposta a Harvey e não conseguia utilizar o visor. A foto foi tirada na escuridão total, iluminada apenas pelo flash. Quando a imagem foi entregue à Island Records, Mochnacz foi informada de que as imperfeições (como as gotas de água na parede e a planta) poderiam ser removidas. Ela protestou contra essa decisão, respondendo: "É para ser assim – faz parte da foto".
Rid of Me foi lançado em 26 de abril de 1993 no Reino Unido e em 4 de maio de 1993 nos Estados Unidos, e foi recebido com ampla aclamação da crítica. O Melody Maker o elogiou afirmando que "Nenhum outro artista britânico explora tão agressivamente o lado sombrio da natureza humana, ou seu humor negro ilógico; nenhum outro artista britânico possui a coragem, muito menos o talento, para criar sua trilha sonora." O DJ veterano e apresentador de rádio britânico John Peel, um apoiador de Harvey desde o início de sua carreira, acrescentou: "Inicialmente, você fica muito surpreso com o que está ouvindo. Mas você volta de novo e de novo e ele se fixa em sua consciência." O San Francisco Chronicle chamou Harvey de "Um talento e uma voz singular que exige ser ouvida." Evelyn McDonnell, da Spin, escreveu que Harvey fazia questão de "confundir expectativas e estereótipos".
A produção de Steve Albini para o disco foi controversa. Os críticos se dividiram sobre se sua gravação complementava a voz de Harvey ou a abafava. Entre os pontos positivos, foi escrito que "Albini equilibra habilmente o feedback pesado e a distorção com pausas silenciosas inesperadas, tornando este lançamento musicalmente mais diversificado – e, em última análise, mais satisfatório – do que a estreia de PJ Harvey." Mas outros consideraram a gravação dura demais, afirmando que “a produção deliberadamente crua de Steve Albini deixa tudo minimalista e bruto, como se o álbum inteiro tivesse sido gravado no porão de alguém, com a bateria montada num banheiro para ecoar do jeito mais caótico possível”. Outra resenha o chamou simplesmente de “uma provação a aguentar”. O crítico Stephen Thomas Erlewine tentou conciliar a produção de Albini com as canções de Harvey. Ele assumiu que o álbum tem um “tom frio, abrasivo” que deixa “absolutamente nenhuma sutileza na música”, mas teorizou que as gravações de Albini “podem ser a encarnação sonora das letras torturadas e, portanto, uma peça de arte performática extremamente eficaz, embora isso também torne Rid of Me um disco difícil de apreciar”.
A própria Harvey demonstrou satisfação com o resultado. "Eu faço tudo principalmente para mim mesma", disse ela, "e fiquei feliz com ele. Eu não costumo dar atenção quando as pessoas elogiam meu trabalho porque geralmente não me elogio por nada. Mas eu fiquei muito satisfeita com Rid of Me. Para aquele período da minha vida, foi perfeito. Bem, não foi perfeito, mas o mais próximo que eu conseguia chegar naquela época". Ela continuou amiga de Albini depois disso. "As pessoas interpretam as coisas e o transformam no que querem que ele seja", disse Harvey. "Ele é a única outra pessoa que conheço além de mim que passa por isso. As pessoas têm uma ideia muito específica do que eu sou – algum tipo de vampira devoradora de homens que empunha um machado – e eu não sou nada disso. Sou quase o completo oposto."
Rid of Me é considerado um álbum icônico dentro da música alternativa. Em 2016, Zach Schonfeld, do Stereogum, o classificou não apenas como um dos "maiores [e] mais assustadores álbuns de rock" da era alternativa, mas como de "qualquer era". Em 2022, foi incluído em uma lista da Alternative Press intitulada "20 álbuns que abriram o caminho para o alternativo como o conhecemos". No ano seguinte, Emma Johnston, da Louder Sound, observou que, no rastro de Rid of Me, uma "série de confissões sem concessões" do gênero se inspiraram nele.
Rid of Me impactou e conquistou a admiração de vários músicos nos anos desde o seu lançamento. Em 2005, Caryn Ganz, da Spin, observou que o caminho para a banda Elastica e para a musicista Karen O foi aberto pelo "blues poeticamente demente" do álbum.
Alguns dos colegas de Harvey expressaram sua admiração pelo álbum. Refletindo sobre o segundo álbum de estúdio de sua banda Hole, Live Through This (1994), em uma entrevista à Spin em 2014, a musicista Courtney Love admitiu considerar Rid of Me "um disco muito superior" em comparação ao deles. Kurt Cobain era um admirador do álbum, e de acordo com Steve Albini, que produziu In Utero: "Enviei a eles uma cópia de Rid of Me. Kurt me disse especificamente que achava a voz de Polly ótima naquelas gravações. Ele realmente gostava da maneira como ela cantava. Ele era fã."
A revista Spin classificou Rid of Me como o nono melhor álbum de 1985–2005 depois de tê-lo classificado apenas como o 37º melhor álbum dos anos 90, atrás de To Bring You My Love, em terceiro lugar. Em 2003, o álbum foi classificado em 405º lugar na lista dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos da revista Rolling Stone; a edição de 2012 da lista o classificou em 406º lugar, e a versão de 2020 em 153º lugar. Em 2011, a Slant Magazine classificou Rid of Me como o 25º melhor álbum dos anos 90. Em 2014, o álbum ficou em décimo lugar na lista dos "10 Álbuns de Rock Alternativo Subestimados dos Anos 90" do site Alternative Nation. A faixa-título foi classificada em 194º lugar na edição de 2021 das 500 Melhores Canções de Todos os Tempos da Rolling Stone.
Todas as faixas escritas por Polly Jean Harvey, exceto "Highway 61 Revisited", composta por Bob Dylan. Todas as faixas produzidas por Steve Albini, exceto "Man-Size Sextet", produzida por PJ Harvey, Rob Ellis e Head
| Lado um | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Rid of Me" | 4:28 | |
| 2. | "Missed" | 4:25 | |
| 3. | "Legs" | 3:40 | |
| 4. | "Rub 'til It Bleeds" | 5:03 | |
| 5. | "Hook" | 3:57 | |
| 6. | "Man-Size Sextet" | 2:18 | |
| Duração total: | 23:51 | ||
| Lado dois | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 7. | "Highway 61 Revisited" (cover de Bob Dylan) | 2:57 | |
| 8. | "50ft Queenie" | 2:23 | |
| 9. | "Yuri-G" | 3:28 | |
| 10. | "Man-Size" | 3:16 | |
| 11. | "Dry" | 3:23 | |
| 12. | "Me-Jane" | 2:42 | |
| 13. | "Snake" | 1:36 | |
| 14. | "Ecstasy" | 4:26 | |
| Duração total: | 24:11 (48:02) | ||
PJ Harvey Trio
Técnica
Design
| Parada (1993) | Posição |
|---|---|
| Estados Unidos (Billboard 200) | 158 |
| Estados Unidos (Heatseekers Albums - Billboard) | 10 |
| Europa (European Top 100 Albums - Billboard) | 18 |
| Reino Unido (OCC) | 3 |
| Parada (2020) | Posição |
|---|---|
| Alemanha (GfK) | 58 |
| Bélgica (Ultratop - Flanders) | 190 |
| Bélgica (Ultratop - Wallonia) | 115 |
| Escócia (OCC) | 20 |
| Noruega (VG-lista) | 2 |
| Suíça (Swiss Hitparade) | 43 |