Songs of Surrender (estilizado como SOS) é o décimo quinto álbum de estúdio da banda de rock irlandesa U2. Produzido pelo guitarrista The Edge, foi lançado em 17 de março de 2023 pelas gravadoras Island e Interscope Records. O álbum inclui versões regravadas e reinterpretadas de 40 canções do catálogo anterior do grupo. A lista completa de faixas é organizada em quatro "álbuns", cada um com o nome de um dos membros da banda. Todos os álbuns de estúdio da carreira do grupo estão representados com exceção de October (1981) e No Line on the Horizon (2009).
O álbum acompanha o livro de memórias de Bono, Surrender: 40 Songs, One Story, lançado em novembro de 2022. Para a edição do audiolivro do livro de memórias, cada capítulo foi brevemente apresentado com uma regravação de canções da banda para a qual foi nomeado, e durante sua turnê promocional, Bono executou várias canções com arranjos simplificados que espelham as versões originais. Os capítulos do livro e as listas de faixas do álbum compartilham 28 músicas em comum.
Recepção musical
Alexis Petridis do The Guardian afirmou que "a instabilidade conceitual do disco é menos problemática do que sua dificuldade de manejo"; ao ouvir tudo de uma só vez, "se esforça para prender a atenção" e que "levando em doses menores, há grandes momentos marcados por uma sensação de reinvenção genuína." Em sua avaliação de oito estrelas, John Walshe do Hot Press afirmou que as canções "dá à banda e aos ouvintes a chance de se reconectar com elas, de ouvi-las com novos ouvidos [...] servindo para nos lembrar o quão magníficos eles eram originalmente." Com uma crítica negativa, Helen Brown da The Independent afirmou que a "maioria dessas releituras lo-fi faz você sentir mais falta das versões originais" e que "o canto cansado é tão alto na produção de The Edge que você pode praticamente sentir sua barba roçar em seus ouvidos. Ouvir Songs of Surrender com airpods quase me fez pegar um cotonete para limpar a saliva de meus tímpanos."
Lauren Murphy do The Irish Times, publicou que Surrender funciona melhor quando eles "reconhecem as canções que fizeram a banda serem o que são, mas sem se acovardarem diante delas. [...] embora o álbum surpreenda os ouvintes, pode não ser uma 'escuta vital' para ninguém além dos fãs incondicionais do grupo." Tom Doyle da revista Mojo, alegou que para o U2, o álbum "soa como uma espécie de libertação. Se seus erros criativos nas últimas duas décadas foram geralmente causados por suas determinações de acompanhar o pop moderno e buscar incansavelmente a música que funciona nos estádios, então aqui eles se libertaram de tudo isso." John Garratt do PopMatters, questionou a necessidade de um álbum quádruplo com alterações mínimas nas canções e lamentou a mudança da banda de ouvintes anteriormente surpreendentes para previsíveis. Criticou o grupo por "repetir o mesmo erro que 21 anos antes durante o lançamento de The Best of 1990–2000, quando foi lamentavelmente salpicado com 'novas' mixagens — elas simplesmente não são tão interessantes."
Joe Gross, da Rolling Stone, disse que os arranjos simplificados das músicas redimiram The Edge de qualquer alegação de excessividades nos efeitos da guitarra e que seu trabalho no álbum "lembra que essas são canções pesadas podem muito bem serem adaptadas sem qualquer enfeite sônico." Andrew Mueller da Uncut publicou que "os destaques são esplêndidos", destacando "Red Hill Mining Town", "Beautiful Day" e "The Miracle (of Joey Ramone)". Concluiu sua crítica perguntando "se esse reencontro com o legado [do U2] leva a pensamentos de estendê-lo", referindo-se a preencher a lacuna desde o álbum anterior da banda, Experience (2017).