| Villa Paula | |
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A Villa Paula vista do outro lado da North Miami Avenue em 2008 | |
| Informações gerais | |
| Estilo dominante | Neoclássico |
| Arquiteto | Cayetano Freira |
| Fim da construção | 1926 |
| Geografia | |
| País | Estados Unidos |
| Cidade | Miami, Flórida |
| Coordenadas | 25° 49′ 44,544″ N, 80° 11′ 45,42″ O |
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A Villa Paula é um edifício histórico situado no bairro de Little Haiti, em Miami, na Flórida, Estados Unidos. Projetada pelo arquiteto Cayetano Freira, de Havana, foi construída em 1926 pelo governo de Cuba para abrigar o consulado cubano e servir de residência ao cônsul, Domingo Milord, e à sua esposa, Paula Milord, em cuja homenagem ele deu nome à casa. O nome de Paula ainda aparece em letras de estuque acima da entrada.
O estilo da Villa Paula foi idealizado pelo governo cubano para transmitir uma mensagem "sobre a civilização cosmopolita de que Cuba desfrutava, em contraste com os gostos relativamente provincianos de Miami" da época. Todos os materiais de construção e os operários que ergueram a casa vieram de Cuba.
Por volta de 1930, as convulsões políticas em Cuba e a crise econômica que se seguiu levaram ao fechamento do consulado. Domingo e Paula deixaram a Villa Paula em 1930, e o edifício deixou de ter qualquer função oficial para o governo cubano. Paula morreu dois anos depois, aos 61 anos. A alegação, amplamente divulgada, de que ela teria sido sepultada no jardim da casa foi desmentida por uma investigação do Miami New Times em 2019.
Depois que os Milord deixaram a casa, em 1930, ela foi comprada por Helen Reardon, que viveu na Villa Paula até sua morte, em 1970. Nos anos seguintes, a Villa Paula mudou de mãos várias vezes e chegou a funcionar por um período como residência para idosos. Em meados da década de 1970, estava abandonada e em ruínas. Em 1974, foi comprada por Cliff Ensor, que a restaurou até deixá-la próxima de seu estado original e passou a contar aos meios de comunicação de Miami que a casa era assombrada. Suas alegações de experiências paranormais deram à Villa Paula uma ampla cobertura na imprensa, que se mantém até hoje.
Em 1983, a cidade de Miami declarou o edifício patrimônio histórico. Em 1987, a designação foi ampliada para incluir o interior e um terreno adjacente. Nesse mesmo ano, Ensor vendeu a casa ao pediatra haitiano Lucien Albert, que a vendeu em 2003.
Embora várias referências recentes descrevam a Villa Paula como o "primeiro consulado cubano" de Miami, a cidade já tinha um consulado cubano antes de sua construção.
A Villa Paula é vista como um reflexo dos antigos laços de Miami com Cuba. Na imprensa, porém, ela aparece com mais frequência por causa das alegações paranormais de Ensor e de moradores posteriores.
Em 2015, a Villa Paula já funcionava como galeria de arte e museu.