| Comcast Cable Communications, LLC | |
|---|---|
Logotipo usado desde 2025 | |
| Nome comercial | Xfinity |
| Nome(s) anterior(es) | Comcast Cable, de 1981 a 2010 |
| Divisão | |
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | 2 de abril de 1981 |
| Sede | Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Estados Unidos e Canadá |
| Pessoas-chave | Steven Croney, diretor executivo Timothy Nester, diretor financeiro |
| Produtos | Televisão a cabo Telefonia móvel Internet de banda larga Voz sobre IP Automação residencial |
| Empresa-mãe | Comcast |
| Subsidiárias | Effectv Comcast Wholesale Xfinity Mobile Now, operada pela Sky Group no Reino Unido Xumo, 50% |
| Receita | US$ 52,519 bilhões, 2017 |
| Website | xfinity.com |
| |
Comcast Cable Communications, LLC, que comercializa seus serviços sob a marca Xfinity, é a divisão de telecomunicações da Comcast. A marca reúne os serviços de televisão a cabo, internet, telefonia fixa e telefonia móvel oferecidos pela empresa a consumidores. Foi lançada em 2010. Antes disso, esses serviços eram vendidos principalmente com o nome Comcast.
Desde 1º de janeiro de 2026, Steven Croney chefia a divisão Connectivity & Platforms da Comcast, que abrange Xfinity, Comcast Business e Sky. Ele sucedeu Dave Watson, que passou a vice-presidente do conselho da Comcast Corporation. Timothy Nester é o diretor financeiro da divisão. A receita da Xfinity passou de US$ 23,7 bilhões em 2007 para US$ 50,04 bilhões em 2016. Em 2017, o segmento Cable Communications registrou receita de US$ 52,519 bilhões.
Em 3 de fevereiro de 2010, a Comcast começou a adotar o nome Xfinity em seus pacotes de serviços convergentes para consumidores. Comcast Digital Cable passou a se chamar "Xfinity TV", Comcast Digital Voice tornou-se "Xfinity Voice" e Comcast High-Speed Internet recebeu o nome "Xfinity Internet". A mudança de marca e a campanha publicitária foram programadas para coincidir com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.
A imprensa interpretou a mudança como uma tentativa de afastar a marca de sua reputação negativa. A revista Time incluiu Xfinity entre as piores mudanças de nome empresarial e perguntou: "A mudança de nome vai funcionar? Provavelmente não, mas ao menos soará um pouco mais ousado quando deixarem você esperando ao telefone... com a Xfinity".

| Estado | Área potencial total de cobertura |
|---|---|
| Washington, D.C. | 97,9% |
| Massachusetts | 85,4% |
| Utah | 78,5% |
| Illinois | 75,9% |
| Colorado | 75,9% |
| Washington | 73,1% |
| Pensilvânia | 69,1% |
| Maryland | 69% |
| Nova Hampshire | 68,8% |
| Michigan | 60,3% |
| Óregon | 57,9% |
| Indiana | 57,7% |
| Geórgia | 56,4% |
| Tennessee | 56,0% |
| Novo México | 55,4% |
| Flórida | 52,7% |
| Connecticut | 50,6% |
| Minnesota | 45,6% |
| Virgínia | 41,5% |
| Mississippi | 31,9% |
| Califórnia | 31,8% |
Em 2011, a Comcast era a maior provedora de acesso à internet por cabo dos Estados Unidos e atendia 40% desse mercado. Em 26 de julho de 2018, tinha 26,5 milhões de clientes de internet de alta velocidade. O total de clientes de banda larga nos Estados Unidos chegou a 31,255 milhões no fim de 2025. Desse grupo, 28,719 milhões eram clientes residenciais.
A Comcast começou a oferecer internet no fim de 1996, quando participou da criação da @Home Network, que vendia acesso pelas linhas de TV a cabo da Comcast. O acordo prosseguiu depois da fusão da @Home com o portal Excite. Quando a empresa resultante, Excite@Home, pediu falência em 2002, a Comcast transferiu cerca de 950 mil clientes de internet para sua própria rede.
Em 2014, a Comcast cobrava US$ 15 por mês pelo aluguel de um modem a cabo. A tarifa recebeu críticas, e não era cobrada de quem comprava o próprio modem. A empresa também cobrava pela instalação profissional, enquanto kits de auto-instalação eram oferecidos sem a mesma tarifa em alguns endereços. Os novos planos nacionais lançados em junho de 2025 passaram a incluir dados ilimitados e o gateway Wi-Fi no preço.
Em 2011, a Comcast lançou o programa "Internet Essentials", que oferecia internet de baixo custo a famílias com crianças aptas a receber refeições escolares gratuitas ou com preço reduzido. A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos exigiu esse serviço como condição para aprovar a compra da NBCUniversal pela Comcast em janeiro de 2011. Dos cerca de 2,6 milhões de domicílios que podiam participar, 220 mil estavam inscritos em junho de 2013. Outros provedores participavam de um programa parecido por meio da organização sem fins lucrativos Connect2Compete. A Comcast pretendia aceitar novos clientes por três anos, mas, em março de 2014, o vice-presidente David Cohen anunciou que o programa seria prorrogado por tempo indeterminado. Em 2025, Internet Essentials e Internet Essentials Plus ofereciam velocidades de até 75 e 100 Mbit/s, respectivamente.
Na Consumer Electronics Show de 2017, a Comcast apresentou uma plataforma de software para os modems Arris 1682G e Cisco 3941T/3939. Ela trazia uma nova interface de configuração, instalação e gerenciamento remotos por meio de um aplicativo da Xfinity e integração de aparelhos de casa inteligente com outros serviços da marca, como Xfinity TV. A plataforma chegou ao mercado com o nome xFi em maio de 2017. A empresa também apresentou o xFi Advanced Gateway, roteador compatível com IEEE 802.11ac Wave 2, Bluetooth Low Energy, Thread e Zigbee. Esses recursos permitiam integrar aparelhos da internet das coisas e usar uma linha de extensores Wi-Fi fabricada pela Plume.
Em dezembro de 2022, a Comcast anunciou um teste de serviço simétrico de 10 gigabits com DOCSIS 4.0. Em junho de 2023, o serviço foi instalado para um grupo de clientes empresariais do Gigabit Pro por fibra.
A Comcast opera uma rede de pontos públicos de Wi-Fi para assinantes da internet Xfinity chamada Xfinity WiFi. Ela reúne pontos instalados em locais públicos e empresas e pontos criados por gateways domésticos compatíveis, dos quais o cliente pode optar por sair. Assinantes do plano "Performance" ou superior tinham uso ilimitado desses pontos após entrarem com a conta Xfinity. Por padrão, os gateways domésticos de banda dupla operavam uma rede privada e outra pública, com o SSID "xfinitywifi". Cada ponto aceitava até cinco usuários simultâneos. Era possível desativar o ponto público no site da Comcast ou instalar um roteador de outra empresa.
O sistema recebeu críticas de pessoas que viam abuso dos recursos dos clientes, como banda e eletricidade, para atender a outros usuários. Também houve dúvidas sobre segurança e sobre a responsabilidade por atos praticados por quem se conectasse a esses pontos domésticos. Em 2014, clientes pediram que uma ação coletiva fosse aceita na Califórnia, com alegações de violações da Computer Fraud and Abuse Act e de leis estaduais semelhantes. A Comcast afirmou que o Wi-Fi público era isolado dos aparelhos da rede doméstica por um firewall, consumia pouca banda e não transferia ao cliente a responsabilidade pelos atos de terceiros. Usuários abusivos poderiam ser rastreados pela conta Xfinity usada para entrar na rede. O processo foi enviado à arbitragem.
Depois do furacão Irma, todos os pontos Xfinity WiFi da Flórida foram abertos a pessoas que não assinavam a Comcast.
No início, a Comcast encerrava o contrato de clientes de banda larga que usassem "banda excessiva". A empresa não definia a expressão nos termos de serviço, que diziam apenas que o uso não deveria "representar, a critério exclusivo da Comcast, uma carga excessivamente grande sobre a rede". Respostas da empresa à imprensa apontavam para um limite de algumas centenas de gigabytes por mês. Em setembro de 2007, o porta-voz Charlie Douglas equiparou o "uso excessivo" a 30 mil músicas, 250 mil fotografias ou 13 milhões de mensagens de correio eletrônico em um mês.
Em 1º de outubro de 2008, a Comcast adotou um limite de dados mensal de 250 GB para a banda larga. Envios e recebimentos de dados entravam nessa conta. Se o cliente ultrapassasse o limite três vezes em seis meses, o serviço residencial poderia ser cortado por um ano. Um porta-voz disse que a política já existia, mas aquela era a primeira vez que a empresa divulgava um valor específico.
A reação negativa de parte dos clientes levou a Comcast a mudar a política em 2012. O limite virou uma franquia de 300 GB em certos mercados. Quem a ultrapassasse pagava US$ 10 por cada bloco adicional de 50 GB. Havia uma opção de dados "ilimitados" por mais US$ 30 mensais. Num memorando vazado, funcionários receberam a orientação de dizer que a política buscava "equidade e uma política mais flexível para nossos clientes", e não o controle do congestionamento da rede.
Em 27 de abril de 2016, a Comcast anunciou que elevaria a franquia dos mercados de teste para 1 TB até junho. A empresa afirmou que "mais de 99% de nossos clientes não chegam perto de usar um terabyte". A medida veio em meio à maior atenção da Comissão Federal de Comunicações. Ao aprovar a compra da Time Warner Cable pela Charter Communications, a comissão proibiu a Charter de impor limites. A Comcast manteve a cobrança de US$ 10 por cada 50 GB excedentes e elevou a opção ilimitada para US$ 50. Em outubro, a empresa anunciou que adotaria as franquias na maior parte dos mercados a partir de 1º de novembro, com exceção de Nova Iorque e do nordeste do país. O plano não abrangia Gigabit Pro, Business Internet, contratos Bulk Internet e internet pré-paga.
Em 23 de novembro de 2020, a Comcast anunciou um limite de 1,2 TB para as demais áreas do nordeste a partir de março de 2021. A empresa adiou a implantação depois da pressão do procurador-geral da Pensilvânia, que questionou os efeitos sobre clientes que trabalhavam em casa durante a pandemia de COVID-19. Os planos nacionais lançados em junho de 2025 incluem dados ilimitados. Clientes de planos anteriores ainda podem estar sujeitos à franquia de 1,2 TB, a menos que mudem de plano ou comprem uma opção ilimitada.
Em setembro de 2007, blogs de tecnologia começaram a publicar que a Comcast reduzia a velocidade ou bloqueava o tráfego do protocolo BitTorrent. A empresa negou o bloqueio e declarou que "a Comcast não bloqueia, não bloqueou e não bloqueará sites ou aplicativos on-line, inclusive serviços entre pares" e que fazia um "gerenciamento razoável da rede". Depois que a redução do tráfego BitTorrent foi confirmada, a Comcast admitiu que às vezes atrasava esse tráfego para acelerar outros dados, mas não forneceu detalhes. Após a abertura de uma investigação pela comissão, a empresa encerrou voluntariamente a discriminação do tráfego. A investigação concluiu que a redução era ilegal.
A Comcast contestou a decisão em setembro de 2008. Em 2010, um tribunal anulou a decisão porque a comissão não tinha autoridade para impor a neutralidade da rede no regime regulatório em vigor. O tribunal apontou a classificação como operadora comum como uma possível base para essa autoridade. Em fevereiro de 2014, a comissão anunciou uma nova fundamentação, mas evitou a regulamentação mais ampla exigida pelo regime de operadora comum.
Em 2010, a Netflix contratou a Level 3 Communications para transportar seus dados. Pouco depois, a Level 3 e a Comcast discutiram se a primeira deveria pagar para interligar as redes das empresas num acordo de peering. O conflito prosseguiu quando a Cogent Communications, então responsável pelo tráfego da Netflix, culpou a Comcast e outros provedores pelos gargalos do serviço. Em fevereiro de 2014, depois de notícias sobre um acordo entre Comcast e Netflix, as empresas confirmaram que a Netflix pagava à Comcast para se conectar à rede. Os termos não foram divulgados. Analistas discordaram sobre se o acordo criava um precedente contra a neutralidade da rede ou seguia a prática normal de peering.
Xfinity Voice, antes chamado Comcast Digital Voice, é um serviço de telefonia por cabo com voz sobre IP. Chegou a certos mercados em 2005 e a toda a área da Comcast no ano seguinte. O serviço anterior, Comcast Digital Phone, permaneceu disponível por pouco tempo e foi encerrado perto do fim de 2007. Depois de concluir a migração, a Comcast tinha 7,6 milhões de clientes de voz em 2009. O total chegou a 10,7 milhões no fim de 2013.
No início de 2012, a Comcast era a terceira maior provedora de linhas telefônicas residenciais dos Estados Unidos, com 9,34 milhões de linhas.
O Xfinity Voice transmite chamadas pela internet com VoIP, mas usa uma rede privada no lugar de um endereço IP público. Isso permite que a Comcast dê prioridade aos dados de voz quando há tráfego intenso. Na rede híbrida de fibra e cabo da Comcast, cada chamada segue um fluxo Unsolicited Grant Service próprio, baseado nos padrões de qualidade de serviço do DOCSIS 1.1. A separação impede que o congestionamento afete a qualidade das ligações. Serviços VoIP de outras empresas usam endereços IP públicos de prioridade menor. A divisão dos dados em fluxos separados, conhecida como smart pipe, foi criticada como violação da neutralidade da rede, princípio pelo qual todo o tráfego deve receber o mesmo tratamento, ou dumb pipe. A Comissão Federal de Comunicações questionou a prática em 2009. A Comcast respondeu que serviços baseados em telecomunicações não são necessariamente serviços de telecomunicações e que a classificação do Comcast Digital Voice como serviço de informação o dispensava das regras aplicadas à telefonia fixa tradicional. Também declarou que, por ser um serviço separado, o Comcast Voice não deveria ser comparado diretamente com outros serviços VoIP.
Como os serviços VoIP não ficam automaticamente presos a um endereço físico, o Xfinity Voice usa o E911 para que os atendentes do número de emergência 911 localizem a origem da chamada. As chamadas chegam como um fluxo digital pela rede da Comcast. O modem a cabo converte o sinal para linhas analógicas do serviço telefônico convencional e o fornece em conectores RJ-11.
O número de clientes de televisão a cabo da Comcast atingiu o máximo de cerca de 24,8 milhões em 2007. O total caiu a cada ano seguinte até o quarto trimestre de 2013, quando houve o primeiro aumento trimestral desde o pico. A empresa terminou aquele ano com 21,7 milhões de assinantes. O preço médio do pacote Digital Basic subiu 72% de 2003 a 2012. No quarto trimestre de 2015, a Comcast ganhou 89 mil assinantes de vídeo, maior alta desde 2007. Ao fim de 2025, tinha 11,27 milhões de clientes de vídeo nos Estados Unidos.
A Comcast também acrescentava ao Digital Basic uma Regulatory Recovery Fee de valor variável, destinada a "recuperar custos adicionais ligados a programas governamentais". Desde janeiro de 2014, cobrava ainda uma Broadcast TV Fee para "compensar o aumento dos custos de retransmissão dos sinais da televisão aberta".
Em maio de 2012, a Comcast fez um lançamento restrito em Boston do X1, cujo codinome era "Xcalibur". A nova plataforma de hardware e software para televisão aceitava mais conteúdo da internet e aplicativos de vídeo por streaming, além de um controle remoto com reconhecimento de fala. A distribuição nacional estava prevista para o fim de 2013. A Comcast licenciou o X1 como middleware a outros provedores. A Cox Cable o ofereceu como "Cox Contour". No Canadá, a Shaw o chamou de "Shaw BlueCurve TV", a Rogers adotou "Rogers Ignite TV" e a Vidéotron usou "Helix". A Rogers, que havia comprado a Shaw, anunciou uma parceria tecnológica mais ampla com a Comcast em abril de 2024. No mesmo ano, começou a mudar o nome dos produtos de televisão a cabo e internet para "Rogers Xfinity".
Em 2019, a Comcast lançou o Xfinity Flex, complemento do Xfinity Internet que dava aos assinantes um reprodutor de mídia digital baseado no X1 e acesso a serviços de mídia pela internet. Era vendido como alternativa ao pacote completo Xfinity TV para quem cancelava a televisão paga. Em outubro de 2021, a empresa lançou a XClass TV, linha de televisores inteligentes fabricados pela Hisense, baseados no X1 e vendidos apenas pelo Walmart. Foi o primeiro produto X1 vendido diretamente ao consumidor no varejo. Em 2022, Xfinity Flex e XClass TV passaram à joint venture Xumo, da Comcast com a Charter Communications, e receberam os nomes Xumo Stream Box e Xumo TV.
A partir de meados da década de 2000, subiram as tarifas que as operadoras de TV a cabo pagavam para retransmitir o conteúdo das emissoras. As tarifas e as disputas entre emissoras e distribuidoras causaram a retirada temporária de certos programas. A Comissão Federal de Comunicações examinou suas regras para os dois grupos depois de casos que receberam ampla atenção. A Comcast firmou contratos de dez anos com a CBS, a Disney e a Fox Broadcasting Company para distribuir e reproduzir conteúdo. Os valores não foram divulgados.
Com a alta anual das tarifas, a Comcast criou a Broadcast TV Fee no pacote Digital Basic para compensar seus gastos com retransmissão. A subsidiária NBCUniversal esteve entre as emissoras envolvidas no processo American Broadcasting Companies v. Aereo, que discutiu se a Aereo era uma retransmissora sujeita ao pagamento dessas tarifas. Em 25 de junho de 2014, a Suprema Corte decidiu a favor das emissoras por seis votos a três.
A Comcast oferece, em parte de sua área de atendimento, um serviço de segurança e automação residencial chamado Xfinity Home. O pacote tem alarmes contra invasão e incêndio, câmeras de vigilância e sensores de movimento sem fio instalados em portas e janelas. Eles detectam a abertura desses acessos e a presença de pessoas numa casa vazia.
| Xfinity Mobile | |
|---|---|
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | 6 de abril de 2017 |
| Pessoas-chave | Kohposh Kuda, vice-presidente sênior |
| Website | xfinity.com/mobile |
Em 6 de abril de 2017, a Comcast lançou a Xfinity Mobile, uma operadora móvel virtual que usa a rede da Verizon.
No lançamento, a Xfinity Mobile vendia planos pré-pagos, com pacotes de dados de 1 GB, e planos mensais ilimitados cuja velocidade era reduzida depois de 20 GB. O serviço era oferecido apenas a assinantes da internet da Comcast e dava acesso à rede Xfinity WiFi.
Analistas viram a Xfinity Mobile como uma resposta à compra da DirecTV pela AT&T, que acrescentou uma operadora nacional de satélite aos serviços fixos e móveis da empresa, e ao avanço da televisão móvel. A Xfinity Mobile passou de um milhão de assinantes no terceiro trimestre de 2018. Em 18 de maio de 2020, anunciou planos com dados 5G. O número de linhas móveis da Comcast nos Estados Unidos chegou a 9,305 milhões no fim de 2025.
A Comcast manteve nos sistemas Xfinity um canal de televisão 3D chamado Xfinity 3D entre 20 de fevereiro de 2011 e 16 de dezembro de 2014. Sua programação reunia principalmente conteúdo da NBC Sports e da Universal Pictures, além de obras de outros estúdios e filmes de demonstração no formato 3D.
A Comcast também atende empresas. O Comcast Business atende pequenas empresas com menos de 20 empregados e empresas de médio porte com 20 a 500. Em 2009, Minneapolis-Saint Paul foi a primeira região onde o Comcast Business Class ofereceu internet de 100 Mbit/s com Microsoft Communication Services. O acesso do Comcast Business Class não tinha limite de uso de banda.
Os serviços empresariais eram vendidos apenas por empregados da Comcast. Em março de 2011, a empresa criou um canal indireto chamado Solution Provider Program. Consultores de telecomunicações e integradores de sistemas passaram a revender serviços como Business Class Internet, Voice e Ethernet de alta capacidade por fibra óptica a empresas pequenas e médias. Os parceiros recebiam comissões recorrentes calculadas sobre a receita mensal, enquanto a Comcast fornecia, instalava, administrava e faturava os serviços. No início, o programa tinha três representantes nacionais. A Telarus ficava em Salt Lake City, a Intelisys em Petaluma, Califórnia, e a Telecom Brokerage Inc em Chicago. Os subagentes precisavam trabalhar com um deles.

Em 2015, a Comcast passou a patrocinar a NASCAR. A Xfinity tornou-se uma das "Premier Partners" da NASCAR Cup Series e patrocinadora titular da segunda divisão nacional, rebatizada como NASCAR Xfinity Series. Em fevereiro de 2025, a Comcast e a NASCAR renovaram o patrocínio da Cup Series, e a Xfinity passou a dar nome ao prêmio de volta mais rápida nas três divisões nacionais. A Comcast não renovou o patrocínio titular da Xfinity Series depois da temporada de 2025. A O'Reilly Auto Parts assumiu o posto em 2026. Desde 2020, a Xfinity patrocina a penúltima corrida da Cup Series, a Xfinity 500 no Martinsville Speedway.
Em maio de 2025, Xfinity Mobile adquiriu os direitos de nome do Wells Fargo Center, na Filadélfia, que passou a se chamar Xfinity Mobile Arena. A arena é administrada pela subsidiária Comcast Spectacor.
Em 2025, pelo novo contrato de transmissão da NBCUniversal, a Xfinity tornou-se a provedora de televisão oficial da NBA e da WNBA.
Em agosto de 2016, o estado de Washington processou Xfinity e Comcast no Tribunal Superior do Condado de King e pediu US$ 100 milhões. A ação afirmava que a Comcast havia violado a lei estadual de proteção ao consumidor 445 mil vezes por meio do Service Protection Plan. Entre as acusações estavam cobranças excessivas por visitas técnicas, verificações de crédito impróprias e declarações falsas a 49.660 clientes sobre o custo do plano em chamadas de atendimento. De 2011 a 2015, clientes teriam pago US$ 71 milhões pelo plano sem saber.
Quando Washington pediu gravações das conversas sobre o Service Protection Plan, a Comcast respondeu que o trabalho seria "oneroso demais". Depois entregou uma amostra de 4.500 chamadas, mas o estado a acusou de apagar muitas outras. A empresa afirmou que "não tinha obrigação de preservá-las" e que eliminava gravações de atendimento como rotina. Também disse que Washington havia "ouvido apenas 150 chamadas quando fornecemos 4.500" e que os clientes recebiam uma confirmação por correio eletrônico ao aderir ao plano. Em junho de 2019, o juiz Timothy Bradshaw decidiu a favor do estado e condenou a Comcast a pagar US$ 9,1 milhões em multas, além de ressarcir os clientes em até 60 dias.
Em 19 de junho de 2018, a cliente Elizabeth O'Neil, de Illinois, entrou com um pedido de ação coletiva contra Xfinity e Comcast. Ela acusou as empresas de usar dados de assinantes de internet e televisão para abrir contas Xfinity Mobile sem consentimento. Terceiros teriam acessado as contas e comprado telefones no site da Comcast em nome dos clientes. Em fevereiro de 2019, a Justiça determinou que o conflito fosse resolvido por arbitragem sob o contrato de assinatura aceito por O'Neil.
Em 2023, a Comcast começou a anunciar todos os serviços de banda larga da Xfinity como "Xfinity 10G Network", depois de introduzir fibra de 10 gigabits para clientes empresariais. A Divisão Nacional de Publicidade do Better Business Bureau concluiu que a campanha era enganosa. O DOCSIS não oferecia 10 gigabits ao usuário final sem a instalação de uma conexão local de fibra óptica, indisponível para parte dos clientes. O órgão recomendou que a Comcast apresentasse a expressão como uma meta futura ou deixasse de usá-la. Em janeiro de 2024, a empresa concordou em abandonar a marca "Xfinity 10G Network" nesse uso.
Em 20 de dezembro de 2023, veio a público que uma violação de dados da Xfinity havia exposto informações pessoais de 35,8 milhões de pessoas. Os dados continham nomes de usuário, senhas e respostas a perguntas de segurança. A invasão explorou uma vulnerabilidade do software Citrix usado pela empresa.