
O Americas-II (frequentemente grafado como AMERICAS-II) é um sistema pioneiro de cabo submarino internacional de telecomunicações de fibra óptica que conecta os Estados Unidos, diversos territórios e países do Caribe e o norte da América do Sul ao Brasil.
Com uma extensão agregada de mais de 8 000 quilômetros, entrou em operação comercial em agosto de 2000, tendo sido um dos primeiros e mais importantes corredores ópticos submarinos a integrar o Brasil e a bacia do Caribe à espinha dorsal global da Internet.
O Americas-II foi implementado através de um grande consórcio internacional multilateral de operadoras de telecomunicações, reunindo mais de 30 empresas multinacionais, incluindo a Embratel (Brasil), AT&T, Sprint e MCI/Verizon (Estados Unidos), France Télécom (atual Orange), Cantv (Venezuela) e diversas operadoras caribenhas.
O sistema foi concebido para suceder o cabo submarino analógico e primeiras gerações ópticas (como o Americas-I), atendendo à explosão de demanda por conectividade internacional decorrente da popularização da Internet comercial no início dos anos 2000.
O sistema foi projetado com uma topologia de anéis ópticos interconectados (sistemas Norte, Sul e Oeste), operando originalmente com tecnologia SDH e multiplexação por divisão de comprimento de onda (WDM) em taxas de 2,5 Gbps por comprimento de onda, sendo sucessivamente atualizado com equipamentos ópticos de novas gerações ao longo de sua vida útil operacional.
O Americas-II conecta um vasto conjunto de localidades estratégicas:
Com a entrada em operação de sistemas modernos a partir de meados da década de 2010 (como Monet, SACS, EllaLink e BRUSA), o Americas-II manteve papel histórico relevante como rota de redundância e trânsito regional no norte da América do Sul.