South Atlantic Cable System

Mapa da rota do South Atlantic Cable System interligando Angola ao Brasil através do Atlântico Sul

O South Atlantic Cable System (comumente abreviado como SACS, ou em português: Sistema de Cabo do Atlântico Sul) é um sistema transatlântico de cabo submarino de telecomunicações de fibra óptica que conecta Luanda, em Angola, a Fortaleza, no Brasil, através do Oceano Atlântico Sul.

Inaugurado em setembro de 2018, foi a primeira rota de telecomunicações submarina de alta capacidade e baixa latência a atravessar diretamente o Atlântico Sul, dispensando a necessidade de triangulação do tráfego de dados entre a África e a América do Sul através da América do Norte ou da Europa.

Histórico e implementação

Historicamente, o fluxo de dados entre os países do hemisfério sul dependia de roteamento indireto por cabos que subiam até os Estados Unidos ou o oeste da Europa, o que resultava em latências superiores a 300 milissegundos e custos operacionais elevados de trânsito IP internacional.

O projeto do SACS foi idealizado pela multinacional angolana Angola Cables em parceria institucional com operadoras africanas e brasileiras (como a Telebras em fases preliminares de planejamento), com orçamento estimado em cerca de 278 milhões de dólares. O consórcio formador da Angola Cables reuniu empresas como Angola Telecom (51%), Unitel (31%), MSTelcom (9%), Movicel (6%) e Startel (3%).

A fabricação e o lançamento submarino foram contratados junto à corporação japonesa NEC, que concluiu a instalação e testes físicos em meados de 2018.

Arquitetura técnica

O cabo possui uma extensão total de aproximadamente 6 165 quilômetros instalados no leito oceânico, operando com tecnologia de multiplexação densa por comprimento de onda (WDM) coerente de 100 Gbps por canal. O sistema conta com quatro pares de fibra óptica, projetados originalmente com capacidade de projeto agregada de 40 Tbps (10 Tbps por par de fibra).

Em setembro de 2026, a operadora anunciou a modernização do sistema através da introdução de transponders ópticos de 800 Gbps fornecidos pela Ciena, elevando a capacidade efetiva por canal de transmissão transatlântico.

Estações de aterragem

O sistema ancora nas seguintes estações de aterragem (cable landing stations):

A latência média de transmissão na rota Fortaleza–Luanda foi reduzida com o SACS de aproximadamente 350 ms para cerca de 63 ms.

Ver também

Referências

  1. 1 2 3 «Cabo submarino SACS entra em operação conectando Brasil e Angola». Teletime. 26 de setembro de 2018. Consultado em 23 de outubro de 2026
  2. ↑ «Angola Cables announces launch of SACS subsea system» (em inglês). Submarine Telecoms Forum. 27 de setembro de 2018. Consultado em 23 de outubro de 2026
  3. ↑ «Angola Cables lights up world's first submarine cable linking Africa to the Americas» (em inglês). DatacenterDynamics. 2 de outubro de 2018. Consultado em 23 de outubro de 2026
  4. ↑ «Angola emite garantia de 205 milhões para fibra ótica». Notícias ao Minuto. 15 de outubro de 2014. Consultado em 23 de outubro de 2026
  5. ↑ «Brazil-Angola undersea cable link planned» (em inglês). Global Telecoms Business. 28 de março de 2012. Consultado em 23 de outubro de 2026
  6. ↑ «Undersea cable to link Brazil and Angola» (em inglês). Macauhub. 26 de março de 2012. Consultado em 23 de outubro de 2026
  7. ↑ «Angola-Brazil fibre optic cable starts operations» (em inglês). Telecompaper. 17 de dezembro de 2012. Consultado em 23 de outubro de 2026
  8. ↑ «NEC completes construction of SACS cable» (em inglês). Telecom Asia. 2 de outubro de 2018. Consultado em 23 de outubro de 2026
  9. ↑ «State of Subsea 2013 Presentation» (em inglês). APTelecom. Outubro de 2013. Consultado em 23 de outubro de 2026
  10. ↑ «Angola Cables e Ciena reforçam cabos submarinos Monet e SACS». Teletime. 29 de setembro de 2026. Consultado em 23 de outubro de 2026

Ligações externas