Bataguassu

Bataguassu
Imagem panorama da cidade de Bataguassu em 2024
Imagem panorama da cidade de Bataguassu em 2024
Imagem panorama da cidade de Bataguassu em 2024
Hino
Gentílicobataguassuense
Localização de Bataguassu no/em Mato Grosso do Sul
Localização de Bataguassu no/em Mato Grosso do Sul
Localização de Bataguassu no/em Mato Grosso do Sul
Bataguassu está localizado em: Brasil
Bataguassu
Localização de Bataguassu no Brasil
Mapa de Bataguassu
Coordenadas: 21° 42′ 50″ S, 52° 25′ 19″ O
PaísBrasil
Unidade federativa{{{1}}}
Municípios limítrofesAnaurilândia, Santa Rita do Pardo, Brasilândia, Nova Andradina e Presidente Epitácio (SP)
Distância até a capital322 km
Fundação11 de dezembro de 1953 (72 anos)
Emancipação19 de fevereiro de 1955 (71 anos)
Distritos
Lista
Governo
 • Prefeito(a)Wanderleia Caravina (PSDB, 2025–2028)
Área
 • Total 2 392,476 km²
 • Urbana  est. Embrapa3,150 km²
Altitude329 m
População
 • Total (est. IBGE 2026)24 430 hab.
 • PosiçãoMS: 27º
Densidade10,2 hab./km²
Climatropical (Aw)
Fuso horárioHorário de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010)0,710 — alto
 • PosiçãoMS: 38º
Gini (PNUD/2010)0,47
 • PosiçãoMS: 58º
PIB (IBGE/2023)R$ 1 841 917,456 mil
 • PosiçãoMS: 22º
 • Per capita (IBGE/2023)R$ 79 975,57

Bataguassu é um município brasileiro no interior do estado de Mato Grosso do Sul, situado na microrregião de Nova Andradina. Na divisão regional do IBGE, integra a região imediata de Três Lagoas e a região intermediária de Campo Grande. Segundo o Censo de 2022, sua população é de 23 031 habitantes e a estimativa do IBGE para 2026 é de 24 430 habitantes. O município ocupa uma área de 2 392,476 km².

Devido à proximidade com São Paulo, o município utiliza o fuso horário de Brasília, mesmo estando na zona oficial UTC-4 sul-mato-grossense.

Situada na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, Bataguassu é um importante corredor rodoviário de acesso ao estado. Bataguassu possui o distrito de Porto XV de Novembro, no pontal do rio Paraná, onde a ponte Hélio Serejo atravessa o rio em direção ao estado vizinho.

Por ficar às margens do rio Paraná, possui o apelido de Beira do Rio Paraná. A violeira Helena Meirelles viveu grande parte de sua vida na cidade.

Etimologia

O topônimo Bataguassu tem origem em dois idiomas: Bata, do tcheco, sobrenome do fundador da cidade, Jan Antonín Baťa, e Guaçu, do tupi-guarani, que significa "água grande" — denominação também de um ribeirão próximo à cidade. Ao longo dos anos, a grafia do segundo elemento foi alterada para Guaçu, G'uasu e finalmente Guassu.

O nome faz referência às indústrias de calçado Bata, do checoslovaco Jan Antonin Bata, o "rei dos calçados", que se estabeleceu no Brasil em 1932 fugindo do partido nazista. Antes de fundar Bataguassu, Bata fundou a localidade de Batatuba (SP), em 1941, e, em 1953, a Companhia Viação São Paulo-Mato Grosso deu início ao projeto de colonização que daria origem a Batayporã (MS). O gentílico registrado pelo IBGE é bataguassuense.

História

Colonização e formação do povoado

Em 1900, Manuel Costa Lima (ou Major Toro, título de honra recebido por ser major da Guarda Nacional), saiu de sua fazenda Ponte Nova para explorar sertão adentro rumo à fronteira com o estado de São Paulo. Não conseguindo atingir o objetivo, organizou posteriormente uma segunda expedição, partindo da mesma fazenda Ponte Nova no dia 9 de maio de 1900.

Essa expedição atingiu as margens do rio Paraná na barra do rio Pardo, onde foi fundado o distrito de Porto XV de Novembro. Em julho de 1904, o engenheiro agrimensor Emílio Rivasseau fazia o levantamento e a medição da estrada recentemente aberta por Manuel da Costa Lima. A estrada ligava o Arraial de Santo Antônio de Campo Grande ao Porto XV de Novembro, com uma distância de 54 léguas e 5.103 metros, cujas medidas constavam no memorial descritivo assinado em agosto de 1904. Em seguida, essa estrada foi recebida oficialmente pelo governador do estado de Mato Grosso, através de seu representante previamente designado, o agrimensor José Paes de Faria. O objetivo da obra era a ligação do comércio com o estado de São Paulo. Com essas providências, o sertanista Manuel da Costa Lima colocava o Porto XV de Novembro ao alcance de qualquer cidadão mato-grossense.

Compra do vapor paraguaio "Carmelita"

No fim de 1904, efetuava-se em Concepción, no Paraguai, a compra do vapor denominado "Carmelita". Para essa compra, o major levou uma boiada com 200 rezes, que foram vendidas no Paraguai. Com o produto da venda do gado, pagou o barco e mandou confeccionar, na mesma cidade, um carretão grande, ultra-resistente, além de quatro rodas, também reforçadas com chapas de ferro. Em abril de 1905, o vapor Carmelita, depois de navegar pelo rio Paraguai acima, foi ancorar no rio Aquidauana, na foz do ribeirão Taquaruçu. No período entre a compra do vapor e a sua chegada à foz do ribeirão, Major Cecílio voltou à fazenda Ponte Nova para preparar a grande comitiva que o transportaria por via terrestre.

Tomou emprestado duzentos bois de carro e também carros de bois e carretas, que foram preparados para a viagem. Reuniu cerca de 20 peões carreiros e abasteceu a comitiva de víveres, ferramentas e diversos utensílios úteis à expedição. No dia aprazado, estava ele na barranca do rio Aquidauana para iniciar a etapa mais difícil de seu projeto: tudo aquilo que estava no rio — barco a vapor e carretão — teria que ser posto em terra firme. Eram toneladas a serem arrastadas para fora d'água, sem guindaste ou rampa apropriada. Dispunha somente da força física dos bois e da engenhosidade daquele sertanista. Retirado da embarcação, o carretão foi desmontado quase que totalmente; retirou-se o mastro, a caldeira, a chaminé, tudo o que fosse removível, e o material foi acomodado nos carros e nas carretas. Depois de muito trabalho, o casco do navio foi içado do rio Aquidauana e colocado sobre o carretão. Começou então a caminhada rumo à serra, "serra acima, serra abaixo". A viagem decorria lenta e morosa; quando o pesado veículo atolava no brejo ou na areia, tinha que ser levantado com todo aquele peso. Vinte e cinco juntas de bois alinhados puxavam para a frente o carretão, e, ligada à sua traseira por uma "fieira" de seis juntas de bois, uma grande tora de madeira servia de freio nas descidas. Do ponto de partida, na margem esquerda do rio Aquidauana, subindo e descendo a serra de Maracaju até o arraial de Campo Grande, mais de sessenta dias foram gastos.

Fundação

Em 1932, Arthur Diederichen vendeu a Companhia de Viação São Paulo-Mato Grosso, incluindo terras, embarcações, pousos de boiada, armazéns, fazendas e direitos, a Jan Antonín Bata, o qual conservou a mesma denominação da Companhia. Segundo o histórico do IBGE, a firma adquiriu uma gleba destinada à pecuária e à colonização, explorou a navegação fluvial nos rios Paraná, Ivinhema, Brilhante, Pardo e Anhanduí e fixou-se, em 1941, onde se ergue a cidade; o empreendimento provocou a migração de muitas famílias, procedentes de São Paulo e do Paraná.

Jan Antonín Bata nasceu na localidade de Uherské Hradiště, na antiga Checoslováquia, onde era denominado "O rei do calçado". Naquele país foi um grande industrial; seu irmão Tomás era fundador das indústrias Bata, e Jan foi seu continuador, ampliando as fábricas nos cinco continentes. Perseguido pelos seguidores de Hitler, exilou-se nos Estados Unidos, de onde veio para o Brasil. Em 1941, já havia instalado uma indústria de calçados em Batatuba, no estado de São Paulo, primeira cidade que fundou no Brasil.

Entre as terras que adquiriu de Arthur Diederichen, quando da compra da Companhia de Viação São Paulo - Mato Grosso, estavam os 70.000 hectares das fazendas Formosa e Limeira, às margens do rio Pardo, onde decidiu criar uma cidade. Em 1942, no espigão divisor das águas dos córregos Guaçu e Sapé, não muito distante do rio Pardo, escolheu o lugar onde seria edificada a cidade de Bataguassu.

Além do planejamento urbano da cidade, fez também o mesmo com a zona rural, com pequenos lotes. Tanto os terrenos urbanos como os rurais eram vendidos a preços módicos, em suaves prestações, para despertar o interesse dos primeiros colonos. Construiu as primeiras casas destinadas aos operários e funcionários da Companhia, um armazém para fornecimento à população e um pequeno templo católico, no centro de onde hoje se encontra a Praça Jan Antonin Bata, com imagens importadas. Em 23 de agosto de 1965, morreu Jan Antonin Bata.

Criação do cartório de paz e sede do distrito de Ivinhema

A companhia montou inicialmente uma serraria, cuja caldeira fornecia iluminação elétrica para o povoado e movia o motor estacionário que abastecia a população de água. A seguir, começou uma olaria à margem do rio Pardo, mais tarde transformada em cerâmica, além de uma leiteria e, mais tarde, uma granja. Durante a Segunda Guerra Mundial, apesar do trabalho relevante desenvolvido por Jan Antonin Bata, o governo federal retirou-lhe a concessão da navegação, encampando as embarcações, os pousos de boiadas e mais uma área de terras em Porto XV de Novembro, incorporando tudo ao Serviço de Navegação da Bacia do Prata. As primeiras casas em Bataguassu foram construídas por Joaquim Simplício da Silva, Manuel Rocha e Durval Catão. Foram construídas pela Companhia de Viação São Paulo - Mato Grosso, de início, uma residência para o administrador, um escritório, um armazém, cerca de vinte casas para colonos e um hotel.

Os primeiros habitantes da região, além de Manuel da Costa Lima e seus descendentes, foram Isaac Cardoso Lopes, na fazenda Sapé; Domício de Aragão Bulcão, no pouso Guassu; e Felisberto Viana e Ambrósio Lemes, na Fazenda Matinha. Em 12 de maio de 1945, Bataguassu foi escolhida para a sede do então distrito de Ivinhema, criado pela lei nº 1.805, de 17 de julho de 1930; na data, foi criado o Cartório de Paz no distrito de Ivinhema, que funcionou inicialmente na Fazenda Uerê, sendo o primeiro escrivão o sr. José Francisco da Cruz. Posteriormente o cartório foi transferido para a sede da Fazenda Acampamento, sob a responsabilidade de Blak Paes Ferreira, o qual transferiu o cartório para a vila de Bataguassu.

Formação administrativa

Precariedade local

Apesar da relativa melhoria urbana, na época as condições do local eram precárias: não havia infraestrutura, existia apenas 30 casas de madeira no local com aproximadamente 200 habitantes e muito a ser desbravado. A energia elétrica era racionada, gerada através de um motor estacionário que funcionava das 18 às 22 horas.

Um pequeno cômodo de madeira era usado como capela e as celebrações eram realizadas anualmente pelo sacerdote de Rio Brilhante, que se deslocava a cavalo até a vila. Foi frei João Damasceno que rezou a primeira missa nesta capelinha de madeira entre os coqueiros da praça central (denominada Jan Antonín Bata), em 29 de junho de 1948. Em 1 de maio de 1954, o capuchinho gaúcho frei Luís Maria de Tomás Flores entrou em Bataguassu como primeiro vigário da paróquia. Já nesta época, a festa religiosa em homenagem ao santo padroeiro, São João Batista, era realizada com quermesses durante o mês de junho, e a renda arrecadada era revertida para a construção da primeira igreja de alvenaria.

A alfabetização das crianças era realizada em um salão de madeira de forma bastante precária, onde um professor dava aulas por conta da companhia colonizadora. Só em 1953 foi edificado pela companhia colonizadora o primeiro prédio para realizar a alfabetização das crianças do município, com uma sala de aula, dois sanitários e alojamento para o professor Peri Barbosa Martins. Enio Martins, o tenente Nelson e amigos, preocupados com o desenvolvimento do local, conseguiram que o prédio fosse cedido para o estado de Mato Grosso. No local foi então criada a Escola Rural Mista Coronel Pedro Celestino, que teve como primeira professora Maria da Conceição, exercendo o cargo até 1965. Mais tarde, após a emancipação do município, a escola rural foi renomeada como Escolas Reunidas Manuel da Costa Lima.

Progresso e instalação

Como importantes figuras dessa história, a família Martins foi de grande significado para a história de Bataguassu. Enio Martins era descendente da família dos "Barbosa da Vacaria" e se destacava na política local. Em 1926, a família mudou-se para uma fazenda onde hoje está a cidade de Nova Andradina. A família Martins permaneceu no local até a venda da Fazenda Baile, em 1952, quando, no dia 8 de março do mesmo ano, a convite do tenente Nelson Verlangieri D'Oliveira (genro de Jan Antonin Bata), chegou em Bataguassu.

Em 1953, o governador do estado de Mato Grosso, Fernando Correia da Costa, a convite do tenente Nelson Verlangieri de Oliveira, Pery Martins e Enio Martins, visitou Bataguassu, quando inaugurou uma nova escola, a Escola Rural Mista Coronel Pedro Celestino, e assistiu a um desfile de máquinas agrícolas. Empolgado, o governador prometeu a emancipação política de Bataguassu. No dia 11 de dezembro do mesmo ano, assinou a Lei nº 683, que elevou a vila a sede de município, o qual tinha as mesmas divisas do distrito de Ivinhema, abrangendo as terras que hoje formam os municípios de Bataguassu, Anaurilândia, Nova Andradina, Bataiporã e Taquarussu. A partir desta data foi nomeado prefeito de Bataguassu Ladislau Deák Filho.

Segundo a formação administrativa registrada pelo IBGE, o município foi criado com a denominação de Bataguassu pela lei estadual nº 683, de 11 de dezembro de 1953, desmembrado de Rio Brilhante, constituído de dois distritos: Bataguassu e Ivinhema. Pela lei estadual nº 669, da mesma data, foi criado o distrito de Bataiporã, anexado ao município, e pela lei nº 672, também de 11 de dezembro de 1953, foi criado o distrito de Anaurilândia. Em 1958, o distrito de Ivinhema foi extinto e seu território anexado ao distrito-sede do município de Nova Andradina.

Apesar de Bataguassu ter sido criada em 1953, a ata da sessão especial de instalação do município e da administração municipal, bem como de compromisso e posse dos vereadores e de instalação da Câmara Municipal e do primeiro prefeito eleito, é de 19 de fevereiro de 1955, tendo como primeiro prefeito eleito o sr. Enio Martins e seu vice-prefeito o sr. Domício de Aragão Bulcão, que exerceu o cargo posteriormente por mais dois mandatos. Os primeiros vereadores eleitos foram Pery Barbosa Martins, Lázaro Severino da Silva, José Heitor de Almeida Camargo, Laucidio Ávila de Lima e Joaquim Silvério da Silva.

Após a posse concedida pelo juiz eleitoral da 11ª zona eleitoral, dr. Silvio Borba Carrilho de Oliveira, foi feita a eleição para composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, sendo eleito o primeiro presidente da Câmara Municipal o senhor Pery Barbosa Martins, vice-presidente o sr. José Heitor de Almeida Camargo e 1º secretário o sr. Lázaro Severino da Silva.

A terra foi recebendo novos habitantes que mais tarde influenciariam em seus destinos, tais como José Vicente Vitiritti, José Veríssimo do Amaral, Ailton Pinheiro Ferreira, Shiguetsugo Kawanami, Yataka Kasai, Francisco Machado de Sousa, Adonel Elias Barbosa, Arlindo Evaristo Bonfim, Odorilho Ferreira, José Francisco Xavier, Manuel Pereira de Sousa, José Alves Barroso, Vladimir Kubik e Anésio Alves da Silva.

Pioneiro e colonizador do município, Vladimir Kubik atuou ao lado de Jan Antonín Bata na colonização de parte da região sudeste de Mato Grosso do Sul, que só foi possível graças à Companhia Viação São Paulo-Mato Grosso, da qual Antonin Bata era o proprietário e Kubik trabalhava como administrador. Junto com seu filho, Vladmir José Kubik, lançou um dos primeiros loteamentos imobiliários de Bataguassu.

Pela lei estadual nº 1.948, de 11 de novembro de 1963, o distrito de Anaurilândia foi desmembrado de Bataguassu e elevado à categoria de município; pela lei estadual nº 1.967, de 12 de novembro de 1963, o mesmo ocorreu com o distrito de Bataiporã. Ainda em 1963, pela lei estadual nº 1.109, de 26 de dezembro, foi criado o distrito de Porto XV de Novembro, anexado ao município. Em divisão territorial datada de 1979, o município era constituído de dois distritos: Bataguassu e Porto XV de Novembro.

Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul, criado pela lei complementar federal nº 31, de 11 de outubro daquele ano.

Geografia

Localização

O município de Bataguassu está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no leste de Mato Grosso do Sul e na microrregião de Nova Andradina. Na divisão regional vigente do IBGE, pertence à região imediata de Três Lagoas e à região intermediária de Campo Grande. A sede municipal localiza-se na latitude de 21°42'51" Sul e longitude de 52°25'20" Oeste, a cerca de 322 km de Campo Grande por rodovia.

O município possui área de 2 392,476 km² e densidade demográfica de 9,63 hab/km² (Censo 2022). Seus limites são: ao norte, Ribas do Rio Pardo e Santa Rita do Pardo; ao sul, Anaurilândia; a leste, o estado de São Paulo; e a oeste, Nova Andradina.

Clima

As temperaturas médias do mês mais frio ficam entre 15 °C e 20 °C. O período seco estende-se de 4 a 5 meses e a precipitação anual varia de 1.200 a 1.500 mm. O clima é classificado como tropical (Aw).

Relevo e hidrografia

Predomínio de latossolo vermelho escuro de textura média e baixa fertilidade natural, associado, nas porções mais movimentadas do relevo, a podzólicos vermelho escuro e vermelho-amarelo, com textura arenosa/média e baixa fertilidade natural; às margens do rio Paraná são encontrados solos diversos, com predominância dos hidromórficos, de características físicas e químicas muito variáveis.

Com declividades suaves de no máximo 5°, o município apresenta modelados tabulares entremeados de áreas planas em quase toda a sua extensão. Em uma larga faixa nas proximidades do rio Paraná, encontram-se modelados de acumulação.

O município está inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, especificamente na sub-bacia do rio Pardo, a qual drena para o Alto Rio Paraná. A região do Alto Paraná, com uma declividade média de 0,18 m/km, apresenta uma ampla planície alagável que se estende por cerca de 480 km, especialmente em sua margem direita. Cerca de metade dessa várzea foi subtraída do sistema pelo reservatório da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta.

A sub-bacia do rio Pardo drena uma área de 39.533,64 km². O rio Pardo é formado de grandes afluentes; nasce a 118,528 km ao norte de Campo Grande, com o nome de Capim Branco, e denomina-se Pardo depois da confluência do Pinhé. Recebe as águas do rio Botas, que tem a sua nascente a 23,705 km ao norte da cidade, tem um curso de 130,38 km e foi margeado pela estrada de ferro. Recebe também as águas do rio Anhanduí, seu principal afluente. A partir daí, percorre como divisor municipal de Bataguassu e Santa Rita do Pardo, desaguando no rio Paraná, no reservatório da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta.

Vegetação

Predomina no município a pastagem plantada. Há, em menores proporções, savana parque (campo sujo), contatos savana/floresta estacional e várzeas.

Subdivisões

A área urbana do município é composta por 13 bairros na cidade, o distrito de Nova Porto XV de Novembro e o bairro São Sebastião da Reta A-1.

Demografia

No Censo 2022, Bataguassu tinha 23 031 habitantes, um crescimento de 16,1% em relação aos 19 839 habitantes registrados no Censo 2010. A densidade demográfica calculada para 2022 era de 9,63 habitantes por quilômetro quadrado, e a estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026 é de 24 430 habitantes.

O IDHM de Bataguassu é 0,710, referente a 2010, e o índice de Gini era de 0,47 no mesmo ano.

Economia

Em 2023, o PIB de Bataguassu a preços correntes foi de R$ 1,84 bilhão, com PIB per capita de R$ 79 975,57; o município se destaca na agropecuária.

A Produção Agrícola Municipal de 2023 registrou 24 894 hectares de área plantada ou destinada à colheita e valor total da produção de R$ 147,7 milhões. A soja ocupou 14 237 hectares, com valor de produção de R$ 101,4 milhões. Na pecuária, o efetivo bovino registrado pela Pesquisa da Pecuária Municipal era de 177 015 cabeças em 2023.

Setor primário

Assentamentos rurais

O município possui cinco assentamentos rurais, que recebem o apoio do INCRA e do poder público municipal para infraestrutura como abastecimento de água, recuperação de estradas, saúde, educação, preparo da terra e comercialização dos produtos.

Produção animal (2007):

  • Tipo de produção — nº de estabelecimentos — quantidade
  • Bovinos — 632 — 197.103 cabeças
  • Caprinos — 8 — 40 cabeças
  • Ovinos — 86 — 2.175 cabeças
  • Suínos — 201 — 5.904 cabeças
  • Aves — 348 — 14.067 cabeças
  • Leite de vaca — 452 — 7.377 mil litros
  • Ovos de galinha — 192 — 19 mil dúzias

Setor secundário

Indústria por ramo de atividade

Atividades: minerais não metálicos, metalúrgica, madeireira, mobiliário, indústria química, perfumaria, sabões e velas, produtos de matérias plásticas, vestuário, calçados, artefatos de tecidos, produtos alimentícios (frigorífico), editorial e gráfica, entre outros.

Setor terciário

O setor terciário é uma das principais atividades econômicas de Bataguassu e é composto por 222 estabelecimentos.

Mercado de trabalho

Relação entre a população e o pessoal ocupado no emprego formal em 2005:

Infraestrutura

Educação

O município não possui instituições de nível superior instaladas, mas oferece cursos a distância através das instituições UNIGRAN, UFMS, UFGD e UAB (Universidade Aberta do Brasil), por meio de aulas via satélite e interatividade via internet. O município incentiva o ensino superior dando apoio no transporte para as cidades de Presidente Epitácio (SP), Três Lagoas (MS), Campo Grande e Presidente Prudente (SP), beneficiando mais de 160 alunos universitários.

Cursos

Os cursos oferecidos são:

  • Graduação – Administração, Pedagogia, Matemática, Serviço Social, Ciências Contábeis e Letras.
  • Pós-graduação – MBA Executivo; Gestão Escolar; Ensino Religioso; Educação Infantil e Séries Iniciais; Educação Especial: Práticas Inclusivas na Escola; Ensino de Filosofia e Sociologia; Ensino de Geografia e História; Ensino de Ciências e Matemática; Ensino de Linguagens (Português e Espanhol); e Psicopedagogia Institucional.
  • Licenciatura em Informática.

Saúde

Estabelecimentos de saúde pública

  • Centro de Saúde: 2
  • Posto de Saúde: 4
  • Unidades de Vigilância Sanitária: 1
  • Laboratório de Análises Clínicas: 1
  • Hospital: 1
  • Número de leitos: 22

Unidades de saúde e atendimentos

Unidade de saúde — número de procedimentos/média mês:

  • Posto de Saúde – Jardim Acapulco – PSF — 1.675
  • Posto de Saúde – Jardim São Francisco – PSF — 1.584
  • Centro de Saúde — 3.285
  • Posto de Saúde – Nova Porto XV – PSF — 1.479
  • Posto de Saúde – Reta A-1 — 170
  • PSF Rural (assentamentos) — 1.134
  • Centro de Especialidades — 3.172
  • Laboratório de Análises Clínicas Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu — 2.087

Os estabelecimentos de saúde descritos no quadro atendem à população de Bataguassu nas especialidades de clínico geral, neurologia, pediatria, psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia, cardiologia, oftalmologia, ginecologia, ortopedia, fisioterapia, nutrição e odontologia.

Os casos que não podem ser atendidos no município são encaminhados para Três Lagoas e Campo Grande.

Cemitério

O cemitério municipal foi inaugurado em 1956, com uma área de 26.110 m² e 3.024 sepulturas, sendo o único do município; localiza-se à margem direita da MS-395, na entrada da cidade.

Saneamento

O esgotamento sanitário do município é realizado através de fossas sépticas; as obras para a implantação da estação de tratamento estão concluídas, com a colocação de tubulações em 30% da área do município, pendente de autorização para efetuar as ligações domiciliares. A Sanesul está viabilizando projetos para ampliação do sistema de esgotamento sanitário.

O sistema de coleta de resíduos sólidos urbanos é realizado diariamente por meio de uma empresa especializada contratada pela prefeitura municipal. O município encerrou em meados de 2014 o seu depósito irregular de lixo, iniciando desde então as tratativas para recuperação da área; como forma de destinação ambientalmente adequada, contratou uma empresa especializada no transporte dos resíduos e destinação em aterro sanitário devidamente licenciado. O município mantém ainda um programa de coleta seletiva, que fomenta a geração de emprego e renda dos catadores de recicláveis.

O sistema de abastecimento de água é operado pela empresa Sanesul. A extensão da rede é de 38.116 m e abastece 5.675 economias, e 100% da população urbana é atendida com o sistema de abastecimento de água.

Energia elétrica

O fornecimento de energia elétrica é feito pela empresa Energisa, e atende 6.599 unidades consumidoras.

Consumo em MWh

Transportes

BR-267, rodovia que passa pelo município de Bataguassu

Acesso rodoviário

As rodovias pavimentadas no estado de Mato Grosso do Sul estão bem distribuídas, sendo os principais acessos ao município:

  • BR-267: corta o sul do estado, estabelecendo a ligação entre Porto Murtinho (na região oeste) e Bataguassu (Ponte Hélio Serejo), no leste – articulando-se, em Presidente Epitácio (estado de São Paulo), com as redes rodoviária e ferroviária daquele estado.
  • MS-395: uma das principais vias de acesso para o sul do estado.

O transporte de passageiros se dá pelo seu terminal rodoviário, que é administrado pela Viação Motta.

Pavimentação

A área urbana do município está com 70% das vias pavimentadas, restando apenas os bairros implantados recentemente: Jardim Campo Grande, Jardim Primavera, Jardim América I, Jardim América II, Jardim Recanto e Jardim Santa Rosa.

Acesso hidroviário

O estado de Mato Grosso do Sul é banhado por duas grandes bacias hidrográficas, a do Paraná e a do Paraguai (ambas platinas), que formam um complexo hidroviário navegável de grande importância. O estado possui limites internacionais com o Paraguai e a Bolívia, o que permite maior intercâmbio comercial com os países do Mercosul, pelo rio Paraguai, por via navegável.

A Hidrovia Paraguai-Paraná é um dos mais extensos e importantes eixos continentais de integração política, social e econômica. Ela corta metade da América do Sul, indo desde a cidade de Cáceres, no estado de Mato Grosso, até Nueva Palmira, no Uruguai. São 3.442 km, sendo 2.202 km até a divisa com o Paraguai e a Argentina, servindo a cinco países: Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

O município dispõe de um porto de carga e descarga, que interliga a hidrovia Tietê/Paraná.

Acesso aéreo

Não há opções de transporte aéreo para o município, havendo somente um aeroporto particular pavimentado junto ao Frigorífico Marfrig.

Telecomunicações

Os serviços de telefonia no município são prestados pela empresa Oi, com um total de 3.208 terminais instalados. A telefonia celular dispõe de torres das operadoras TIM, Oi, Vivo e Claro.

Administração

Prefeitos de Bataguassu e seus períodos

1º - Ladislau Deak Filho: de 11 de dezembro de 1953 a 18 de fevereiro de 1955 (nomeado)

2º - Enio Martins: de 19 de fevereiro de 1955 a 30 de janeiro de 1959 (Vice: Domício de Aragão Bulcão)

3º - Lázaro Severino da Silva: de 31 de janeiro de 1959 a 30 de janeiro de 1963 (renunciou em 15 de abril de 1961) (Vice: Joel Duarte Hag Mussi)

4º - Enio Martins: de 31 de janeiro de 1963 a 30 de janeiro de 1967 (Vice: Gerônimo Gimenes)

5º - Adonel Elias Barbosa: de 31 de janeiro de 1967 a 30 de janeiro de 1970 (Vice: Manuel Pereira Sousa)

6º - Enio Martins: de 31 de janeiro de 1970 a 30 de janeiro de 1973 (Vice: Ailton Pinheiro Ferreira)

7º - Odorilho Ferreira: de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977 (Vice: José Francisco Xavier)

8º - Adonel Elias Barbosa: de 1 de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983 (Vice: Benedito Facce Varaldo)

9º - Ailton Pinheiro Ferreira: de 1 de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988 (Vice: Antônio Machado de Souza)

10º - Antônio Machado de Souza: de 1 de janeiro de 1989 a 31 de outubro de 1992 (Vice: Salvador Justo de Sousa)

11º - Salvador Justo de Sousa: de 1 de novembro de 1992 a 31 de dezembro de 1992 (assumiu)

12º - Ailton Pinheiro Ferreira: de 1 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996 (Vice: Valdemar Barbosa da Silva)

13º - Antônio Machado de Souza: de 1 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000 (Vice: Aparecido Donizete Thomazini)

14º - Ailton Pinheiro Ferreira: de 1 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004 (Vice: Marcos Barbosa Tavares)

15º - João Carlos Aquino Lemes: de 1 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008 (Vice: Zélia Bonfim das Virgens)

16º - João Carlos Aquino Lemes: de 1 de janeiro de 2008 a 31 de dezembro de 2012 (Vice: Zélia Bonfim das Virgens)

17º - Pedro Arlei Caravina: de 1 de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016 (Vice: Aparecida Ramos dos Santos Genesio)

18º - Pedro Arlei Caravina: de 1 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020 (Vice: Akira Otsubo)

19º - Akira Otsubo: de 1 de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024 (Vice: Zélia Bonfim das Virgens)

20º - Wanderleia Caravina: a partir de 1 de janeiro de 2025

Eleitorado

Eleitores
AnoNº de eleitores
19907.597
19928.960
19949.421
19967.293
19988.199
20009.706
200210.585
200412.609
200512.800
200613.106
200713.391
201019.596

Símbolos municipais

Brasão de armas

Brasão de Bataguassu

De autoria do heraldista Arcinoé Peixoto de Faria, o brasão foi concebido em 1973 e possui os significados que seguem.

O escudo samítico, usado para representar o brasão de armas de Bataguassu, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência francesa, herdado pela heráldica brasileira como evocativo da raça colonizadora e principal formadora da nacionalidade brasileira.

A coroa mural, que o sobrepõe, é o símbolo universal dos brasões de domínio que, sendo de argento (prata) de oito torres, das quais apenas cinco são visíveis em perspectiva de desenho, classifica a cidade representada na segunda grandeza, ou seja, sede de comarca.

O metal argente prata de campo de escudo é símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade.

A economia municipal é apoiada na agropecuária, razão da cabeça de boi preta, dos feixes de arroz de sinopla, atadas de goles com espigas maduras ao natural, indicando o principal produto da terra fértil.

Os significados transmitidos pelas cores são:

Bandeira

Bandeira de Bataguassu

Assim como o brasão, a bandeira de Bataguassu é de autoria do professor Arcinoé Antonio Peixoto de Faria, e também apresenta uma série de significados e regras de exibição.

O brasão aplicado na bandeira representa o governo municipal. O retângulo branco representa a própria cidade-sede do município, além de ser símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade. A faixa branca central representa a irradiação do poder municipal; a cor vermelha exprime amor próprio, dedicação, audácia, intrepidez, coragem e valentia; e as faixas verdes indicam as propriedades rurais, além de expressar a esperança, a honra, a civilidade, a alegria e a abundância.

Turismo

Eventos

Esporte

Futebol

Ver também

Referências

Referências

  1. ↑ Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (AGESUL) (2015). «Seleção de variáveis - Distância de Campo Grande aos Municípios de MS». Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul (SEMADE). Consultado em 23 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 14 de junho de 2022
  2. 1 2 «Eleições 2024: Wanderleia Caravina, do PSDB, é eleita prefeita de Bataguassu no 1º turno». G1. 7 de outubro de 2024. Consultado em 7 de outubro de 2026
  3. 1 2 3 4 «Tabela 4714 - Área da unidade territorial». IBGE - Sistema SIDRA. Consultado em 7 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2026
  4. ↑ «Urbanização das cidades brasileiras». Embrapa Monitoramento por Satélite. Consultado em 30 de Julho de 2008
  5. 1 2 3 IBGE. «Estimativas da população residente com data de referência 1º de julho de 2026». Estimativas de População 2026. Consultado em 7 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2026
  6. 1 2 3 «Perfil do município de Bataguassu». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. PNUD, Ipea e Fundação João Pinheiro. Consultado em 7 de outubro de 2026
  7. 1 2 3 «Produto Interno Bruto dos Municípios - Bataguassu». IBGE Cidades. Consultado em 7 de outubro de 2026
  8. 1 2 «Município de Bataguassu: divisão regional». IBGE. Consultado em 7 de outubro de 2026
  9. ↑ «População de Bataguassu (MS) é de 23.031 pessoas, aponta o Censo do IBGE». G1. 28 de junho de 2023. Consultado em 11 de janeiro de 2025
  10. 1 2 «População residente: Bataguassu (Censo 2022)». IBGE - Sistema SIDRA. Consultado em 7 de outubro de 2026
  11. 1 2 3 4 5 6 7 «Bataguassu: histórico e formação administrativa» (PDF). Enciclopédia dos municípios brasileiros. IBGE. Consultado em 7 de outubro de 2026
  12. ↑ «Lei Complementar nº 31, de 11 de outubro de 1977». Presidência da República. Consultado em 7 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2026
  13. ↑ Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (AGESUL) (2015). «Seleção de variáveis - Distância de Campo Grande aos Municípios de MS». Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul (SEMADE). Consultado em 7 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 14 de junho de 2022
  14. ↑ «Malha municipal: Bataguassu (MS)». IBGE. Consultado em 7 de outubro de 2026
  15. ↑ «População residente: Bataguassu (Censo 2010)». IBGE - Sistema SIDRA. Consultado em 7 de outubro de 2026
  16. ↑ «Produto Interno Bruto a preços correntes: Bataguassu (2023)». IBGE - Sistema SIDRA. Consultado em 7 de outubro de 2026
  17. ↑ «Produção agrícola municipal: lavouras temporárias e permanentes de Bataguassu (2023)». IBGE - Sistema SIDRA. Consultado em 7 de outubro de 2026
  18. ↑ «Soja: Bataguassu (2023)». IBGE - Sistema SIDRA. Consultado em 7 de outubro de 2026
  19. ↑ «Efetivo bovino: Bataguassu (2023)». IBGE - Sistema SIDRA. Consultado em 7 de outubro de 2026
  20. ↑ «Anexo IV - Termo de Referência» (PDF). Empresa de Planejamento e Gestão de Ativos de Mato Grosso do Sul (EPE-MS). Consultado em 7 de outubro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 6 de junho de 2023

Notas

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