Aparecida do Taboado | |
|---|---|
| Hino | |
| Lema | Decus labor "Decoro e trabalho" |
| Gentílico | aparecidense ou taboadense |
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| Coordenadas: 20° 05′ 13″ S, 51° 05′ 38″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Mato Grosso do Sul |
| Municípios limítrofes | (N) Inocência e Paranaíba (O) Selvíria (L) Santa Clara d'Oeste e Rubineia (estado de São Paulo) e Carneirinho (estado de Minas Gerais) (S) Ilha Solteira (estado de São Paulo) |
| Distância até a capital | 448 km |
| Fundação | 28 de setembro de 1948 (78 anos) |
| Emancipação | 15 de janeiro de 1949 (77 anos) |
| Distritos | |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | José Natan de Paula Dias (PP, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 2 751,485 km² |
| • Urbana est. Embrapa | 4,152 km² |
| Altitude | 392 m |
| População | |
| • Total (est. IBGE 2026) | 30 189 hab. |
| • Posição | MS: 20º |
| Densidade | 11 hab./km² |
| Clima | tropical (Aw) |
| Fuso horário | Hora do Amazonas (UTC−4) |
| IDH (PNUD/2010) | 0,697 — médio |
| • Posição | MS: 19º |
| Gini (PNUD/2010) | 0,46 |
| • Posição | MS: 58º |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 2 189 221,716 mil |
| • Posição | MS: 17º |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 79 107,53 |
Aparecida do Taboado é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul, na Região Centro-Oeste. Localiza-se na porção leste do estado, na divisa com o estado de São Paulo, e integra a região imediata de Paranaíba-Chapadão do Sul-Cassilândia e a região intermediária de Campo Grande, segundo a divisão regional do IBGE. O município tinha 27 674 habitantes no Censo 2022, e a estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026 é de 30 189 habitantes.
Foi fundado em 28 de setembro de 1948, e tornou-se conhecido nacionalmente pela canção "60 Dias Apaixonado", gravada por Chitãozinho & Xororó no álbum homônimo lançado pela Copacabana em 1979, que faz referência à cidade. É sede do Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, que pertence à diocese de Três Lagoas, e da Festa do Peão de Boiadeiro, que integra o calendário do rodeio nacional desde 1969.
A origem do topônimo é discutida: provavelmente combina o nome da padroeira do povoado — Nossa Senhora Aparecida — com a referência ao porto situado às margens do rio Paraná, o Porto Taboado. Marlei Cunha registra que o porto, nas proximidades da junção dos rios Paranaíba e Grande, era antigamente denominado "Taboado" (ou "Tabuado"), forma de origem incerta, possivelmente relacionada a "tábua" (prancha de madeira) ou a "taboa", planta aquática comum em águas rasas e paradas.
O município está localizado na porção leste do estado do Mato Grosso do Sul, a 442 km de Campo Grande. Com território de 2 751,485 km², é banhado pelo rio Paraná, que se forma nas proximidades da divisa do município pela confluência dos rios Grande e Paranaíba, bem como pelos rios Pântano e Quitéria, ambos afluentes do rio Paraná. Está ligado ao município paulista de Rubineia pela Ponte Rodoferroviária Rollemberg-Vuolo, de 3700 metros, inaugurada em 29 de maio de 1998. Faz divisa também com os municípios sul-mato-grossenses de Paranaíba e Selvíria.
A maioria da vegetação nativa do município, pertencente ao bioma do cerrado, foi desmatada com o desenvolvimento da indústria madeireira a partir da década de 1940 e a formação de pastagem para a pecuária extensiva. Remanescentes da vegetação natural concentram-se na porção oeste do município, com domínio do cerrado arbóreo denso (cerradão), composta por denso estrato de árvores de porte médio.
O povoamento da região começou na década de 1830, intensificando-se a partir de 1900 com a formação do primeiro povoado nas proximidades do Porto Taboado, às margens do Rio Paraná, que integrava a Estrada Boiadeira do Taboado, por onde tropas de boiadeiros provenientes de fazendas localizadas nos estados do Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais seguiam viagem em direção aos frigoríficos de Barretos (SP). A primeira povoação surgiu, portanto, como "ponto de pouso" (hospedagem e alimentação) de comitivas de tropeiros que faziam aquele percurso. A travessia do Rio Paraná no Porto do Taboado, de 830 metros de largura, foi o caminho que os tropeiros descobriram no final do século XIX para evitar o percurso mais longo e difícil pelo triângulo mineiro até os frigoríficos paulistas.
Atribui-se a Antônio Leandro de Menezes a doação das terras onde se formaria o primeiro povoado, conhecido inicialmente como "Lagoa Suja" e posteriormente como "Córrego do Campo".
Conta-se que Antonio Leandro de Menezes, um dos principais fazendeiros do primeiro povoado, vendo seu filho curado de enfermidade após fazer promessa a Nossa Senhora Aparecida, resolveu doar terreno para a construção de igreja em homenagem à padroeira. Com efeito, a primeira igreja do município foi construída em 1929 onde hoje se encontra a Praça Nossa Senhora Aparecida e elevada à condição de paróquia em 1941.
O povoado foi elevado à distrito de Santana do Paranaíba em agosto de 1928. Em abril de 1933, foi inaugurada a primeira escola, em terras doadas por João Alves Nogueira Moreira de Lara, sendo designada professora Floripes Garcia de Melo. Naquele mesmo ano, apareceu o primeiro jornal, “A Gazeta de Aparecida”, totalmente manuscrito e de propriedade de Pedro Lemos do Val, vulgo Sem Seca.
O distrito foi elevado à condição de município em 28 de setembro de 1948, pela lei estadual nº 130, desmembrado de Paranaíba. A emancipação do município foi decisão política tomada possivelmente com vistas a resolver as dificuldades que a distância de Paranaíba criava aos moradores do distrito de Aparecida do Taboado para tramitações burocráticas, como registros de imóvel, de casamento e de óbito. Juliano Alves da Silva documenta que "assuntos corriqueiros que demandariam alguns dias se fossem tratados na localidade, demoravam semanas ou até meses para serem resolvidos na sede administrativa, tanto pela questão da burocracia, como pela distância de 60 km percorrida em carro de boi".
Nas primeiras eleições municipais, foi eleito prefeito Ajax Furquim Leite, que tomou posse em 18 de junho de 1949, para mandato de quatro anos.
Em 1973, com o represamento do rio Paraná provocado pela usina hidrelétrica de Ilha Solteira, áreas de dois distritos que pertenciam ao município - Oriente e Ilha Grande – foram totalmente alagadas.
No Censo 2022, o município tinha 27 674 habitantes — crescimento de 24% em relação aos 22 320 registrados em 2010 — e densidade demográfica de 10,06 hab/km². A estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026 é de 30 189 habitantes.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município é 0,697, referente a 2010, o 19º maior de Mato Grosso do Sul, e o índice de Gini é 0,46.
Em 2023, o PIB do município a preços correntes foi de R$ 2 189 222 mil — o 17º maior do estado —, com PIB per capita de aproximadamente R$ 79 107,53.
A Produção Agrícola Municipal registrou, em 2023, 31 502 hectares de área plantada e valor de produção de R$ 262 279 mil, com destaque para a cana-de-açúcar (R$ 173 318 mil), a borracha (R$ 29 163 mil) e a laranja (R$ 23 470 mil). Na pecuária, o efetivo de galináceos era de 2 483 905 aves e o rebanho bovino, de 165 099 cabeças.
A economia local tem por principal base a pecuária de corte e leiteira, a indústria, a produção de látex e o cultivo de cítricos, de mamão e de banana. Estima-se que estejam plantadas no município 1.8 milhão de seringueiras e 350 mil laranjeiras, o que faz de Aparecida do Taboado o maior produtor estadual de laranja.
A produção industrial, iniciada na década de 1980, tem crescido consistentemente desde então, favorecida pela isenção de tributos, pela proximidade geográfica do município com o estado de São Paulo e pela oferta de mão-de-obra. No setor industrial, sobressai a fabricação de brinquedos, de embalagens e de colchões. Nos últimos anos, a piscicultura tem-se desenvolvido no município, com a produção e o processamento de pescados para exportação.
Em 2018, o salário médio mensal era de 2.4 salários. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 30.2%. Cerca de 30% da população é formada por domicílios com rendimentos mensais de até meio salário-mínimo por pessoa.
O município apresentava 15,6% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, segundo dados do IBGE, e não dispõe de aterro sanitário para a destinação final de resíduos sólidos.
O município dispõe do Hospital Municipal, unidade de internações gerais com 40 leitos, e de unidades de atenção básica; o atendimento integra a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
O acesso rodoviário principal é feito pela BR-158, que corta o município, e pela BR-436, que liga a cidade à Ponte Rodoferroviária Rollemberg-Vuolo sobre o rio Paraná, na divisa com Rubinéia (SP). O trecho é operado pela concessionária Way-112, responsável por 412,4 km das rodovias MS-112, BR-158 e BR-436 entre Três Lagoas e Cassilândia.
Entre os artistas do município, destacam-se, na música, Rosimar & Rosicler, Maysa Mendes, Marcia Martins, Priscilla Cardoso, Igor Salles e Vocal Dreams. Sobressaem-se, na composição, Vicente Dias, Cipozinho, Leal Luz e José Nelson; no teatro, Moysés Chama e Conceição Mendonça; na literatura, Wadna Salles e Glaucio Queiroz; nas artes visuais, Alice Yura.
Há quantidade expressiva de artesãos no município, sendo os mais conhecidos o senhor Eurico Pimenta (nas cerâmicas), o Artesanato Birer, a BMC brinquedos de madeira, além daqueles que bordam, costuram e pintam no anonimato.
O município tem também muitos músicos instrumentistas – tocadores de viola e violão, sanfoneiros e violonistas – que se mesclam entre atividades religiosas e eventos populares, entre as quais se destaca a folia de reis conduzida pelo Senhor Anaim Alves de Souza.
O município tem escolas de música e dança (Ronan dos Santos e Cia de Dança Manoela Jasques), bem como estúdios de música (Cleiton Rodrigues e Aucélio Martins).
Na década de 1980, começa a circular no município o jornal "O Democrático", de propriedade de José Ivo Bernardes de Souza. O jornal circulou até o fim da década de 1990. Por sua vez, o jornal Bolsão em Notícias, atualmente denominado Costa Leste News, passou a circular no início da década de 1990, sob a direção de Auci Corrêa Fernandes. No final da década de 1990, José Ivo Bernardes de Souza assumiu a propriedade do jornal.
O Taboado Esporte Clube foi fundado em 9 de março de 1992, tendo disputado o Campeonato Sul-Mato-Grossense daquele ano. Mandava seus jogos no estádio municipal Pereira de Queiroz, apelidado de Pereirão, que foi inaugurado em 1980 e possui capacidade máxima para 2.000 pessoas. Encontra-se afastado das competições de futebol profissional.
Segundo dados do IBGE, 13 295 pessoas se declararam católicas, 5 268 evangélicas e 407 espíritas.
O município possui instituições filantrópicas, como o Instituto Dom Afonso Maria Fusco e a APAE.
O Instituto Dom Afonso Maria Fusco está formalmente em funcionamento no município desde 1993, propiciando formação educacional para mais de uma centena de crianças e adolescentes provenientes de famílias carentes, com o apoio da Prefeitura Municipal, do Banco do Brasil/AABB Comunidade, da indústria e de doações da comunidade.
A letra do hino do município de Aparecida do Taboado está disponível no Wikisource: Hino do município de Aparecida do Taboado.
José Natan de Paula Dias, do PP, foi eleito prefeito de Aparecida do Taboado nas eleições municipais de 2020 e reeleito em 2024, constituindo o 19º chefe do executivo local desde que Ajax Furquim Leite assumiu a prefeitura em 1949.
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