Maracaju | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | maracajuense |
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| Coordenadas: 21° 36′ 50″ S, 55° 10′ 04″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | {{{1}}} |
| Municípios limítrofes | Norte: Nioaque, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti Sul: Dourados, Itaporã, Ponta Porã Oeste: Guia Lopes da Laguna Leste: Sidrolândia. |
| Distância até a capital | 157 km |
| Fundação | 11 de junho de 1924 (102 anos) |
| Emancipação | 7 de setembro de 1928 (98 anos) - de Nioaque |
| Distritos | Lista
|
| Governo | |
| • Prefeito(a) | José Marcos Calderan (PSDB, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 5 396,905 km² |
| • Urbana est. Embrapa | 5,519 km² |
| Altitude | 384 m |
| População | |
| • Total (est. IBGE 2026) | 48 564 hab. |
| • Posição | MS: 10º |
| Densidade | 9 hab./km² |
| Clima | tropical (Aw) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010) | 0,736 — alto |
| • Posição | MS: 8º |
| Gini (PNUD/2010) | 0,54 |
| • Posição | MS: 43º |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 5 921 262,311 mil |
| • Posição | MS: 5º |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 131 446,32 |
| Sítio | «www.maracaju.ms.gov.br» (Prefeitura) «www.camarademaracaju.ms.gov.br» (Câmara) |
Maracaju é um município do estado de Mato Grosso do Sul, na Região Centro-Oeste do Brasil. A economia de Maracaju baseia-se na agricultura — com destaque para as culturas de soja e milho — e na pecuária extensiva e em confinamentos. O município tem população estimada em 48 564 habitantes (2026) e, segundo o Censo 2022, tinha 45 047 habitantes. Na divisão regional do IBGE, integra a região imediata e a região intermediária de Dourados.
O município está entre os maiores produtores de soja e milho do estado. Também foi importante ponto de passagem para a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que vinha de São Paulo via Campo Grande.
A cidade é conhecida pela sua tradicional Festa da Linguiça de Maracaju, evento que ocorre todo ano e que tem como marca registrada a produção de linguiça feita com cortes como contrafilé, filé mignon, picanha, alcatra e coxão mole, com cerca de 30% de gordura para maciez.
O município é cortado pela BR-267, que é um eixo fundamental da Rota Bioceânica, ligando o Sudeste brasileiro a Porto Murtinho, onde uma nova ponte internacional sobre o rio Paraguai conectará o Brasil ao Paraguai e ao corredor de exportação para portos do Chile; a ligação física da ponte foi concluída em julho de 2026, restando as obras de acesso. A rodovia, estratégica para o escoamento de cargas e turismo, passa por obras de melhoria para reduzir custos logísticos e distâncias para o comércio entre o Brasil e a Ásia, além de ser um corredor turístico para o Pantanal, Bonito e o Deserto do Atacama.
Abriga anualmente o Showtec, feira de tecnologia e inovação do agronegócio de Mato Grosso do Sul, realizada pela Fundação MS Difusão de Tecnologias Agropecuárias, entidade privada sem fins lucrativos criada por produtores rurais para gerar e adaptar tecnologias para o setor agropecuário sul-mato-grossense.
Em 2023, o PIB municipal somou R$ 5,92 bilhões, o quinto maior de Mato Grosso do Sul.
"Maracaju" é um termo oriundo da língua tupi. Significa "água de maracá", através da junção de mbara'ká ("maracá") e 'y ("água, rio"). É uma referência à Serra de Maracaju, acidente geográfico que empresta o nome ao município. O gentílico registrado pelo IBGE é maracajuense.
Depois do afastamento dos jesuítas espanhóis, que tiveram as suas reduções desmanteladas por ação dos bandeirantes paulistas, a principiar por Antônio Raposo Tavares, no século XVII, a região de vacaria, no planalto da Serra de Maracaju, onde se localiza o município, somente voltou a ser povoada quando Gabriel Francisco Lopes e seus irmãos Joaquim e José — este posteriormente conhecido como Guia Lopes — redescobriram aqueles campos, procedendo da então província de Minas Gerais e atravessando a região de Paranaíba. Gabriel Lopes trouxe, logo depois, o seu sogro Antônio Gonçalves Barbosa, que veio acompanhado pelo irmão Inocêncio Barbosa e suas famílias, estabelecendo-se nos campos que rapidamente se tornaram famosos, atraindo novas levas de mineiros que, em 1860, se instalaram na região sudoeste do planalto, fundando os núcleos que receberam as denominações de Água Fria e Santa Gertrudes.
A invasão do Paraguai por ocasião da Guerra do Paraguai, em 1864-1870, determinou o abandono das terras já cultivadas e dos extensos campos de pastagens, onde se iniciava a formação regular de rebanhos, tendo os colonos retornado a Minas Gerais e ao sudoeste de Mato Grosso até o fim das hostilidades e a consequente retirada dos invasores. João Pedro Fernandes, radicado no lugar denominado São Bento, no atual município de Sidrolândia, em 1922 transferiu-se com o seu comércio-farmácia Santa Rosa ao povoado pertencente ao município de Nioaque, na margem direita do rio Brilhante. Algum tempo depois, em consequência de um surto de malária, resolveu estabelecer-se na zona que hoje compreende a cidade de Maracaju, ali instalando a sua farmácia, atendendo assim ao apelo dos habitantes da redondeza. Data de 1923 a fundação do núcleo que hoje é a cidade de Maracaju.
Espírito esclarecedor e empreendedor, João Pedro Fernandes compreendeu a necessidade de instalar uma escola que preenchesse a lacuna então existente. Com o apoio dos moradores da região, organizou ele a "Sociedade Incentivadora da Instrução de Maracaju", instalada em 25 de dezembro de 1923. Nestor Pires Barbosa entregou, por doação à sociedade, 204 hectares de terras, para o fim especial de, nelas, serem construídas casas para abrigo das crianças que frequentassem a escola. Mais tarde, foram adquiridos mais 415 hectares, situados às margens do córrego Mont'Alvão, sendo então edificado um prédio para o funcionamento da escola. A nova povoação que assim surgiu recebeu o nome de Maracaju, topônimo do planalto e da serra em que se localizava.
Os primeiros moradores da região de Maracaju foram João Pedro Fernandes, Francisco Bernardes Ferreira, dona Fé Fernandes, Marcos dos Santos, José Pereira da Rosa, Gilberto Teixeira Alves, José Adrião Juquita, Antônio José Ferreira, Melanio Garcia Barbosa, José Pereira da Rosa Filho, Antonio Ferreira Ribeiro, Vitor Constantino Evanof, Antônio Aracaju, Saraiva Pereira da Rosa, Firmo Garcia de Limo, Olimpio Camargo, Bartolomeu Bueno da Costa, Abadio Romualdo, João Batista Pereira da Rosa, João Galberto Ferreira, Manoel Retamoso, Carlos Ferreira Tito, Arakaki Tokiti e Delfino Pereira Antonio.
O distrito de Maracaju foi criado pela resolução estadual nº 912, de 8 de julho de 1924, subordinado ao município de Nioaque. O crescente desenvolvimento da localidade, em poucos anos de vida, determinou a sua elevação à categoria de vila com território desmembrado do de Nioaque, pela lei estadual nº 987, de 7 de julho de 1928, com sede na antiga povoação de Josinópolis; a instalação ocorreu em 7 de setembro de 1928. A mesma lei transferiu para Maracaju a sede da comarca de Nioaque, ficando o município que dava nome reduzido a termo da mesma comarca. O primeiro prefeito municipal que assumiu na data de sua instalação foi João Pedro Fernandes, um dos principais fundadores da cidade, que naquela mesma data recebia a iluminação elétrica em funcionamento inaugural. A lei estadual nº 1.031, de 1 de outubro de 1929, elevou o então povoado à categoria de cidade e deu a denominação de Maracaju à comarca de Nioaque, com sede em Maracaju.
O decreto nº 115, de 31 de dezembro de 1937, por medida econômica, reduziu a comarca de Maracaju a termo de Campo Grande. Na divisão jurídica e administrativa do estado vigente a 31 de dezembro de 1937, aparece só o município de Maracaju, com dois distritos: o homônimo, como sede, e o de Vista Alegre, criado pela resolução nº 892, de 13 de julho de 1923. Em 1941, foi instalada na cidade a agência do Banco do Brasil e, em 25 de abril de 1944, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil inaugurou a estação ferroviária de Maracaju, localizada a três quilômetros da cidade — realizações que muito contribuíram para o maior desenvolvimento da mesma (o primeiro trem de passageiros teria chegado apenas em 1946), e a linha ficou ativa até 1 de junho de 1996.
Por força do decreto-lei federal nº 5.839, de 21 de setembro de 1943, o município passou a constituir, juntamente com outros, o Território Federal de Ponta Porã, voltando a ser reincorporado ao estado de Mato Grosso em 1946, por determinação das disposições constitucionais transitórias que extinguiram o mencionado território. Como território federal, a cidade de Maracaju foi designada como capital, determinação essa que foi transferida posteriormente para a cidade de Ponta Porã. Pelo decreto-lei federal nº 9.055, de 12 de março de 1946, o distrito de Vista Alegre tomou a denominação de Ervânia; em divisão territorial de 1949-1953, o município de Maracaju era constituído de dois distritos: o da sede e o de Ervânia (ex-Vista Alegre). Pela lei estadual nº 1.176, de 16 de dezembro de 1958, o distrito de Ervânia voltou a chamar-se Vista Alegre.
A partir de 1972 começam a chegar os imigrantes holandeses, e o município passa a ser o berço da imigração holandesa no estado. Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul, criado pela lei complementar federal nº 31, de 11 de outubro daquele ano.
O município de Maracaju está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no sudoeste de Mato Grosso do Sul e na microrregião de Dourados. Localiza-se na latitude de 21º36'50" Sul e longitude de 55°10'04" Oeste, a cerca de 157 km de Campo Grande por rodovia.
O município ocupa uma superfície de 5 396,905 km², com densidade demográfica de 8,35 hab/km² no Censo 2022. Seus limites são: ao norte, Nioaque, Anastácio e Dois Irmãos do Buriti; ao sul, Dourados, Itaporã e Ponta Porã; a oeste, Guia Lopes da Laguna; e a leste, Sidrolândia.
Está sob influência do clima tropical (Aw). O clima predominante do município é úmido a subúmido. A precipitação pluviométrica anual varia de 1.500 a 1.750 milímetros, com excedente hídrico anual de oitocentos a 1.200 milímetros durante cinco a seis meses e deficiência hídrica de 350 a quinhentos milímetros durante quatro meses.
A predominância, no município de Maracaju, é de latossolo de textura argilosa, com fertilidade natural variável. Aparecem, ainda, os neossolos e o latossolo vermelho-escuro.
Está a uma altitude de 384 m. O relevo é composto por dissecados tabulares no extremo norte, cuestas e dissecados colinosos, assim como ao sul do município. Acompanhando estes dissecados, encontram-se algumas áreas escarpadas. O município encontra-se na Região dos Planaltos Arenítico-Basálticos Interiores, com a unidade Planalto de Dourados, e na Região dos Planaltos da Borda Ocidental da Bacia do Paraná, com a unidade Planalto de Maracaju. Apresenta relevo plano, geralmente elaborado por várias fases de retomada erosiva, com relevos elaborados pela ação fluvial.
Está sob influência da Bacia do Rio da Prata. Principais rios:
O município localiza-se na região de influência do cerrado e dos campos de vacaria. Predomina no município a pastagem plantada, seguida da lavoura. São remanescentes das fisionomias do bioma Cerrado o campo cerrado e o campo sujo, além da floresta estacional; apesar de pouco expressivos, integram a cobertura vegetal do município.
Além da sede, o município é constituído do distrito de Vista Alegre.
| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1980 | 13 601 | — | |
| 1991 | 22 999 | 69,1% | |
| 2000 | 26 219 | 14,0% | |
| 2010 | 37 405 | 42,7% | |
| 2022 | 45 047 | 20,4% | |
| Est. 2026 | 48 564 | 7,8% | |
| Fonte: IBGE | |||
Com população de 45 047 habitantes no Censo 2022, o município é o 10º mais populoso do estado, contra 37 405 habitantes em 2010, o que representa um crescimento de cerca de 20,4% no período intercensitário. Sua densidade demográfica é de 8,35 habitantes por km² (2022), e a estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026 é de 48 564 habitantes.
O IDHM de Maracaju é 0,736, referente a 2010, o 8º maior entre os municípios de Mato Grosso do Sul, e o índice de Gini era de 0,54 no mesmo ano.
Com economia baseada na agropecuária, Maracaju é um dos municípios que mais contribuem para o valor da produção agrícola do estado. Em 2023, o PIB municipal a preços correntes foi de R$ 5,92 bilhões — o quinto maior de Mato Grosso do Sul —, com PIB per capita de R$ 131 446,32.
A Produção Agrícola Municipal de 2023 registrou 634 920 hectares de área plantada ou destinada à colheita e valor total da produção de R$ 4,34 bilhões. A soja ocupou 330 000 hectares, com valor de produção de R$ 3,22 bilhões, e o milho ocupou 290 000 hectares, com R$ 1,03 bilhão. Na pecuária, o efetivo bovino registrado pela Pesquisa da Pecuária Municipal era de 133 757 cabeças em 2023.
O comércio e os serviços do município atendem também à demanda dos municípios vizinhos da região sudoeste do estado.
O município é apontado como o único de Mato Grosso do Sul com 100% das ruas do perímetro urbano asfaltadas.
| Domicílios de Maracaju | |
|---|---|
| Total de domicílios | 11 072 domicílios |
| Domicílios particulares | 11 047 (99,77%) |
| Domicílios coletivos | 25 (0,23%) |
| Domicílios por rendimento per capita | |
| Mais de 5 salários | 3,33 % |
| De 2 a 5 salários | 12,39 % |
| De 1 a 2 salários | 26,52 % |
| De 0,5 a 1 salário | 33,35 % |
| De 0,25 a 0,5 salários | 17,14 % |
| Até 0,25 salários ou sem rendimento | 7,28 % |
| Distribuição de classes sociais | |
| Classe A | 3,33 % |
| Classe B | 12,39 % |
| Classe C | 59,87 % |
| Classe D | 17,14 % |
| Classe E | 7,28 % |
| Classe alta (A - B) | 15,72 % |
| Classe média (C - D) | 64,6 % |
| Classe consumidora (A - B - C - D) | 77,01 % |
| Classe periférica (E) | 7,28 % |
No Censo 2022, a taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 95,60%. No ensino superior, o município possui uma unidade da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), com cursos de graduação em Administração, Agronomia e Pedagogia.
A rede de saúde do município tem como principal unidade o Hospital Soriano Corrêa da Silva, hospital filantrópico de médio porte com cerca de 60 leitos ativos, que atende às redes pública (SUS) e privada nas especialidades de clínica médica, clínica cirúrgica, ortopedia, pediatria e ginecologia e obstetrícia. O pronto-socorro do hospital opera com capacidade ampliada de atendimento, com 11 leitos de observação.
O abastecimento de água e o esgotamento sanitário da área urbana do município são operados pela Sanesul, concessionária estadual que detém a concessão desses serviços em 68 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, entre os quais Maracaju.
O principal acesso rodoviário ao município é a BR-267, que integra a Rota Bioceânica e liga a região Sudeste do Brasil a Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai. A estação ferroviária de Maracaju, inaugurada em 25 de abril de 1944 pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, operou até 1 de junho de 1996.
Na sua história político-administrativa, figuram, como administradores municipais, sucedendo-se cronologicamente: Basílio Braum, Jovino Faustino Silvério, major J. Carlos de Araújo e Silva, João Pedro Fernandes, Manoel Ferreira de Lima, Francisco Bernardes, Sebastião Alves Corrêa, substituído em 1955 por Domingos Marcondes Terra e, posteriormente, Aristides Martins Barbosa, Sebastião Corrêa Bueno, Francisco Bernardes Ferreira, Lourival Duarte de Alvarenga, Luiz Gonzaga Prata Braga, Jair do Couto e, em 15 de novembro de 1988, foi eleito prefeito municipal Luiz Gonzaga Prata Braga, que assumiu o poder executivo municipal em 1 de janeiro de 1989. Rogério Lopes Posser foi eleito em 3 de outubro de 1992 e empossado em 1 de janeiro de 1993.
De 1997 a 2004, ficou no cargo por dois mandatos consecutivos Reinaldo Azambuja, do PSDB (governador do estado entre 2015 e 2022). De 2005 a 2008 foi prefeito o médico Maurilio Azambuja, do PMDB. De 2009 a 2012, o prefeito foi Celso Luiz da Silva Vargas, eleito pelo PTB. O atual prefeito (2025-2028) é José Marcos Calderan, do PSDB.
Conforme o Censo de 2010 do IBGE, a população de Maracaju é formada por grupos religiosos como cristãos (88,74%), sendo católicos (61,40%), evangélicos de missão (4,99%), evangélicos de origem pentecostal (13,64%), restauracionistas (0,86%) e outros cristãos (7,68%). Há ainda os reencarnacionistas (1,03%), orientais (0,30%), tradições esotéricas (0,12%), indeterminados (1,98%) e não religiosos (8,01%).
É de longe o maior grupo religioso presente no município, totalizando 88,74% dos seus habitantes.

A Igreja Católica reconhece como padroeira da cidade Nossa Senhora Aparecida. O município faz parte das circunscrições eclesiásticas da Regional Oeste I (que atende Mato Grosso do Sul) e, de acordo com a divisão resolvida pela Igreja Católica, pertence à Província Eclesiástica de Campo Grande, mais precisamente à Diocese de Dourados, sendo sede de uma paróquia. Seu bispo, desde 2001, é Dom Redovino Rizzardo. Maracaju possui 61,40% dos seus habitantes nesse grupo, sendo a Católica Apostólica Romana com 60,55%, a Católica Apostólica Brasileira com 0,81% e a Católica Ortodoxa com 0,04%.
Embora seu desenvolvimento tenha se dado sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população local era composta por 25,93% de protestantes.
Os evangélicos de missão totalizam 4,99% da população. Destes, 0,81% são luteranos, 0,93% são presbiterianos, 2,79% são batistas, 0,17% são evangélicos congregacionais e 0,29% são adventistas.
Os evangélicos pentecostais e neopentecostais totalizam 13,64% da população. Desse total fazem parte a Igreja Assembleia de Deus (3,39%), a Congregação Cristã no Brasil (1,15%), a Igreja Evangelho Quadrangular (0,95%), a Igreja Universal do Reino de Deus (1,60%), a Igreja Deus é Amor (0,86%), a Comunidade Evangélica (0,44%) e outras (5,25%).
Representado por 0,86% dos habitantes, abrange a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com 0,50% da população, e as Testemunhas de Jeová, com 0,36%.
Em Maracaju existem também cristãos de outras denominações, representados por 7,68% dos habitantes. Destes, 7,31% são de outras igrejas evangélicas e 0,37% são de outras religiosidades cristãs.
O município é representado por variados outros credos, existindo também religiões de várias outras denominações. São elas:
Possui 1,03% do total, sendo 0,94% espíritas e 0,09% espiritualistas.
Possui 0,06% do total, sendo 0,04% umbanda e 0,02% outras religiosidades.
Com 0,30% do total, se divide entre o Judaísmo (0,02%), Hinduísmo (0,02%), Budismo (0,16%), Igreja Messiânica Mundial (0,05%) e outras religiões orientais (0,05%).
Possui 0,12% do total.
Opções indeterminadas respondem por 1,98% da população, sendo os mal definidos com 1,71% e os que não sabem 0,27%.
O grupo das pessoas não religiosas responde por 8,01% dos habitantes, sendo os sem religião convictos 7,57%, ateus 0,25% e agnósticos 0,19%.
É conhecida como a capital da linguiça. A iguaria típica, conhecida como Linguiça de Maracaju, diferente das tradicionais feitas de carne de porco, é preparada de forma artesanal usando carne bovina, receita desenvolvida pelos seus cidadãos. Todo ano é realizada a Festa da Linguiça de Maracaju. Com receita especial, o embutido ficou famoso ao entrar no Guinness World Records como a maior linguiça contínua do mundo. No ano de 2005, foram produzidas vinte toneladas desta iguaria. Comemora-se, no dia 11 de junho, o aniversário do município.
Na cidade acontece, ainda, a Festa de São Sebastião.
O filme Caingangue, a Pontaria do Diabo foi produzido na cidade em 1973. O papel principal (Caingangue) foi estrelado por David Cardoso (também maracajuense).