Tacuru

Tacuru
Bandeira de Tacuru
Hino
Gentílicotacuruense
Localização de Tacuru em Mato Grosso do Sul
Localização de Tacuru em Mato Grosso do Sul
Localização de Tacuru em Mato Grosso do Sul
Tacuru está localizado em: Brasil
Tacuru
Localização de Tacuru no Brasil
Mapa de Tacuru
Coordenadas: 23° 37′ 58″ S, 55° 00′ 57″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMato Grosso do Sul
Municípios limítrofesCoronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã, Iguatemi, Amambai
Distância até a capital407 km
Fundação13 de maio de 1980 (46 anos)
Emancipação22 de junho de 1981 (45 anos)
Distritos
Lista
  • Tacuru (sede)
Governo
 • Prefeito(a)Rogério de Souza Torquetti (PSDB, 2025–2028)
Área
 • Total 1 784,207 km²
 • Urbana  est. Embrapa0,368 km²
Altitude372 m
População
 • Total (est. IBGE 2026)11 248 hab.
 • PosiçãoMS: 50º
Densidade6,3 hab./km²
Climasubtropical (Cfa)
Fuso horárioHora do Amazonas (UTC−4)
IDH (PNUD/2010)0,593 — baixo
 • PosiçãoMS: 75º
Gini (PNUD/2010)0,60
 • PosiçãoMS: 12º
PIB (IBGE/2023)R$ 378 151,000 mil
 • PosiçãoMS: 57º
 • Per capita (IBGE/2023)R$ 34 988,08

Tacuru é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul, na Região Centro-Oeste. Integra a região imediata de Amambai e a região intermediária de Dourados, segundo a divisão regional do IBGE. A sede municipal está a cerca de 407 km de Campo Grande por rodovia.

O município tem 1 784,207 km² e população de 10 808 habitantes no Censo 2022; a estimativa do IBGE para 2026 é de 11 248 habitantes. Desde 2010, o município adota oficialmente o guarani como língua cooficial, ao lado do português.

A economia municipal combina a agropecuária — com lavouras de soja e milho e criação de bovinos — e os setores de comércio e serviços, que respondem por parte relevante do valor adicionado.

Etimologia

Segundo o registro histórico da prefeitura municipal, o topônimo Tacuru é uma palavra de origem guarani que significa cupim, denominação atribuída pelos indígenas que habitavam a região. A forma do gentílico registrada pelo IBGE é tacuruense. O município comemora seu aniversário em 13 de maio, data da lei estadual que o criou em 1980.

História

Colonização e formação do povoado

A partir de 1954, o pequeno núcleo existente na região, habitado por ervateiros paraguaios e índios caiuás, passou a ter desenvolvimento. Segundo o histórico do IBGE, José Maria Ortiz, Ignacio Cure, Rafael Dória e Cleto de Moraes Costa tomaram conhecimento do potencial da região e passaram a lutar pelo progresso do povoado. Em 1955 surgiu a primeira casa de comércio, de Alfredo Rosa Brum, bem como a primeira escola, tendo como primeiro professor Cleto de Moraes Costa — cujo nome é hoje atribuído a uma escola estadual do município.

Formação administrativa

Pela lei estadual nº 1.166, de 20 de novembro de 1958, o povoado foi elevado a distrito, subordinado ao município de Amambaí. Em divisão territorial de 1960, o distrito de Tacuru figurava no município de Amambaí, situação que se manteve até a década de 1970.

Pela lei estadual nº 72, de 13 de maio de 1980, Tacuru foi elevado à categoria de município, desmembrado de Amambaí, com sede no antigo distrito e constituído apenas pelo distrito-sede. A instalação do município ocorreu em 22 de junho de 1981. O governador Marcelo Miranda Soares nomeou os administradores Miroslaw Olenski e, na sequência, Valdemar Huck; o primeiro prefeito eleito por voto direto foi Ayrton de Lima Mello, em 1982. A região já integrava o estado de Mato Grosso do Sul, criado pela lei complementar federal nº 31, de 11 de outubro de 1977.

Geografia

Localização

Tacuru está no sudoeste de Mato Grosso do Sul, na antiga mesorregião do Sudoeste de Mato Grosso do Sul e na microrregião de Iguatemi. Na divisão regional vigente do IBGE, pertence à região imediata de Amambai e à região intermediária de Dourados. A sede localiza-se aproximadamente a 23°37'58" de latitude sul e 55°00'57" de longitude oeste.

O território municipal limita-se com Amambai ao norte, Sete Quedas ao sul, Iguatemi a leste e Paranhos a oeste, além de divisas com Japorã e Coronel Sapucaia. A superfície municipal é de 1 784,207 km², e a densidade demográfica no Censo 2022 era de 6,06 habitantes por quilômetro quadrado.

Clima

O clima do município é classificado como subtropical úmido (Cfa) na classificação climática de Köppen-Geiger, com inverno brando e verão quente e precipitação significativa em todos os meses do ano. O diagnóstico técnico da Sanesul registra temperatura média de 21 °C e precipitação anual média entre 1 500 e 1 700 mm, com meses mais chuvosos de novembro a março e mais secos de julho a agosto. O caderno geoambiental estadual descreve o clima como úmido, com índice efetivo de umidade anual entre 40% e 60%, excedente hídrico anual de 800 a 1 200 mm durante cinco a seis meses e deficiência hídrica de 350 a 500 mm em cerca de quatro meses.

Relevo e hidrografia

No município há predominância de Argissolos de textura arenosa média e média/argilosa, de elevada fertilidade natural, associados a solos de caráter álico, a algumas áreas de Neossolos e, às margens dos rios, a Gleissolos. O sul do município é caracterizado por modelados de dissecação de topos colinosos, que dão topografia ondulada, enquanto no restante da área a topografia é plana e suave ondulada. O município encontra-se na Região dos Planaltos Areníticos-Basálticos Interiores, na unidade geomorfológica Divisores das Sub-Bacias Meridionais. A geologia local é representada por rochas do Cretáceo do Grupo Bauru (Formação Caiuá), com arenitos porosos e facilmente desagregáveis, e por aluviões atuais do Quaternário.

O município pertence à Região hidrográfica do Paraná e está integralmente inserido na Unidade de Planejamento e Gerenciamento (UPG) Iguatemi. Entre os principais cursos d'água do município estão o rio Iguatemi, que nasce em Aral Moreira e faz limite com Paranhos, Sete Quedas e Iguatemi; o rio Jagui, afluente pela margem esquerda do Iguatemi, que faz limite com Amambai e Iguatemi; e o rio Puitã, também afluente pela margem esquerda do Iguatemi, que banha o município.

Vegetação

A cobertura vegetal predominante, em mais de 85% da área municipal, é a pastagem plantada; em pequenas porções aparecem o Cerrado e a Floresta Estacional. A área da sede está sobreposta à incidência do bioma Mata Atlântica da planície do rio Paraná, cuja fisionomia original na região é a floresta estacional semidecidual, hoje majoritariamente antropizada e convertida em pastagens.

Demografia

No Censo 2022, Tacuru tinha 10 808 habitantes e densidade demográfica de 6,06 habitantes por quilômetro quadrado. A estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026 é de 11 248 habitantes. O município registrava 3 242 domicílios particulares permanentes ocupados, com média de 3,33 moradores por domicílio, e taxa de alfabetização de 84,40% entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade.

O IDHM de Tacuru é 0,593, referente a 2010, classificado como médio. As dimensões do índice eram 0,615 em renda, 0,782 em longevidade e 0,434 em educação, o que colocava o município na 75ª posição do ranking estadual. No Censo 2010, Tacuru estava entre os municípios da UPG Iguatemi com mais de 49% da população vivendo na área rural.

Economia

Em 2023, o PIB de Tacuru a preços correntes foi de R$ 378,151 milhões, com PIB per capita de R$ 34 988,08. Em 2021, o valor adicionado bruto do município era composto principalmente pela agropecuária (50,57%), seguida da administração, defesa, educação e saúde públicas (28,48%), dos serviços (17,16%) e da indústria (3,79%).

A agricultura tem participação relevante na economia municipal. A Produção Agrícola Municipal de 2023 registrou 31 214 hectares de área plantada ou destinada à colheita e valor total da produção de R$ 215,762 milhões. A soja ocupou 20 000 hectares, com valor de produção de R$ 155,288 milhões; o milho ocupou 10 000 hectares, com R$ 39,480 milhões; e a mandioca, 1 210 hectares, com R$ 20,946 milhões. Na pecuária, o efetivo bovino registrado pela Pesquisa da Pecuária Municipal era de 170 841 cabeças em 2023, e a produção de leite alcançou 2 732 mil litros.

Infraestrutura

Educação

A formação escolar do núcleo urbano começou ainda no período de formação do povoado: o histórico do IBGE registra a criação da primeira escola em 1955, tendo como primeiro professor Cleto de Moraes Costa. No IDHM de 2010, a dimensão Educação de Tacuru era de 0,434.

Saúde

A dimensão Longevidade do IDHM de Tacuru era de 0,782 em 2010, conforme o perfil socioeconômico utilizado no diagnóstico estadual de saneamento.

Saneamento

O diagnóstico técnico da Sanesul, elaborado a partir de vistoria realizada em 2016, registrou que a rede coletora de esgoto de Tacuru abrangia todos os bairros da cidade, com atendimento de 80,17% da população urbana. O esgoto coletado é tratado em estação de tratamento composta por tratamento preliminar, lagoa facultativa e lagoa de maturação, com capacidade nominal de 20 L/s, sendo o efluente lançado no córrego Tacuru, enquadrado como corpo receptor de Classe 2.

Comunicações

O município conta com a rádio comunitária Rádio Ondas Verdes Tacuru FM, que opera na frequência de 104,9 MHz e é gerenciada pela Associação Comunitária Rádio Ondas Verdes FM. De acordo com o Atlas da Notícia, mapeamento realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) com a Agência Brasileira de Jornalismo de Dados (Volt Data Lab), Tacuru é classificada como deserto de notícias, por não contar com meios de comunicação sediados no município que produzam informação local.

Transportes

O acesso rodoviário à sede é feito pela rodovia estadual MS-160, nas proximidades da qual está localizada a estação de tratamento de esgoto do município. A distância rodoviária até Campo Grande é de aproximadamente 407 km.

Cultura

Cooficialidade do guarani

Um projeto de lei sancionado em 24 de maio de 2010 tornou o guarani uma língua oficial do município, ao lado do português. Os serviços públicos básicos na área de saúde e as campanhas de prevenção de doenças devem prestar informações em guarani e em português. A prefeitura deve apoiar e incentivar o ensino da língua guarani nas escolas e nos meios de comunicação do município. Ficou estabelecido também que nenhuma pessoa poderá ser discriminada em razão da língua oficial que faça uso, além do respeito e da valorização às variedades do guarani, como o kaiowá, o ñandeva e o mbya.

Tacuru tornou-se o segundo município do Brasil a adotar oficialmente um idioma indígena. A inclusão do idioma como oficial beneficia também os imigrantes paraguaios que moram em Tacuru.

Ver também

Referências

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