
Benmoreíto (ou benmoreíte) é um tipo de rocha vulcânica máfica de composição intermédia, relativamente rica em sílica, cujo teor mais elevado a diferencia do basalto. Caracteriza-se por cor escura e matriz com granularidade fina. Ocorre em massas de origem extrusiva (derrames lávicos e materiais piroclásticos) ou como corpos intrusivos (filões e chaminés). O nome é uma referência a Ben More (Mull), uma montanha na ilha de Mull, Escócia.
O benmoreíto é uma rocha vulcânica de composição intermédia, considerada como uma variedade de traquiandesito (a outra variedade é o latito), caracterizada por ser insaturada em sílica e rica em sódio. A rocha pertence à série magmática alcalina das rochas ígneas.
Formações de benmoreíto foram encontradas, por exemplo, em Maui, na ilha do Faial, na ilha da Ascensão e na ilha da Páscoa, no Monte Berlin (na Antártida) e no campo vulcânico de Atakor, na Argélia. Lava benmoreítica foi expelida durante as erupções do Eyjafjallajökull (Islândia) em 2010.
Foi demonstrada uma origem através de cristalização fracionada, partindo de basanito, passando por havaíto nefelínico, até chegar a benmoreíto nefelínico, numa sequência vulcânica pertencente ao Grupo Vulcânico de McMurdo, de idade cenozóica tardia, situada na região do Estreito de McMurdo, na Antártida.
Magmas de benmoreíto nefelínico derivados de fontes mantélicas, contendo xenólitos de lherzolito, apresentam semelhanças com algumas sienitos nefelínicos plutónicos.