Darline foi a candidata republicana ao Senado pela Carolina do Sul em 2026 e perdeu para a democrata Annie Andrews, em um resultado inesperado.
Infância e formação
Darlene Lettie Graham nasceu em Central, na Carolina do Sul, em 12 de junho de 1964. Seus pais, Florence James "F. J." Graham e Millie Graham, nascida Walters, administravam um restaurante, bar, loja de bebidas e salão de bilhar. A família morava nos cômodos dos fundos do estabelecimento. Sua mãe morreu de câncer quando Darline tinha 11 anos, e seu pai morreu de um ataque cardíaco 15 meses depois. Após a morte dos pais, seu irmão Lindsey providenciou que ela morasse com uma tia e um tio em Seneca. Nove anos mais velho, Lindsey tornou-se seu responsável legal antes de ingressar na Força Aérea dos Estados Unidos em 1982. Foi ele quem a ensinou a escrever seu nome como "Darline", grafia que ela manteve na vida adulta.
Em 2007, Darline começou a trabalhar no Departamento de Reabilitação Profissional da Carolina do Sul. Ajudou a coordenar um programa de teletrabalho na WarnerMedia destinado a adultos com deficiências graves. Em 2015, era diretora de informação pública do departamento.
Em 2019, assumiu a direção da Comissão para Pessoas Cegas da Carolina do Sul, que administra programas de reabilitação profissional, vida independente e prevenção da cegueira. Integra o conselho estadual de desenvolvimento da força de trabalho e seu comitê de gestão de programas. Em 2026, foi eleita para presidir o Conselho Nacional de Agências Estaduais para Pessoas Cegas, com início do mandato previsto para janeiro de 2027.
Participação política
Em 2002, Darline participou de um anúncio de televisão da campanha de seu irmão ao Senado pela Carolina do Sul. Ajudou nas campanhas seguintes e falou sobre a infância de ambos nas disputas de 2014 e 2026. Também apoiou a campanha presidencial de Lindsey em 2016 e o apresentou em seu primeiro discurso de campanha.
Senado dos Estados Unidos
Darline tomou posse no Senado em 14 de julho de 2026, em cerimônia conduzida por Chuck Grassley.
Nomeação
Em 13 de julho de 2026, o governador Henry McMaster nomeou Darline para a vaga no Senado deixada por seu irmão. O presidente Donald Trump declarou apoio a ela no mesmo dia. Darline tomou posse em 14 de julho e se tornou a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado e a primeira irmã a suceder um irmão na casa.
Eleição e debates de 2026
Em 17 de julho, Donald Trump a incentivou publicamente a disputar um mandato completo no Senado e prometeu apoiá-la. Três dias depois, Darline afirmou a Sean Hannity que pretendia concorrer. Ficou em primeiro lugar na primária especial de 11 de agosto e avançou ao segundo turno com Ralph Norman. Em 25 de agosto, venceu o segundo turno e passou à eleição geral contra a democrata Annie Andrews, Mark Hackett, do Partido da Constituição, Kasie Whitener, do Partido Libertário, e Catherine Fleming Bruce, candidata por inscrição do nome na cédula.
Nas pesquisas da eleição geral, Darline aparecia empatada dentro da margem de erro ou ligeiramente atrás de Annie Andrews. Ainda era apontada como moderadamente favorita em razão da preferência partidária do estado e da tradição de votar em candidatos do mesmo partido. Acabou derrotada por Annie, em um resultado inesperado.
Exercício do mandato
Darline e Donald Trump no Salão Oval após a sanção da lei de sanções à Rússia, em 18 de setembro de 2026.
Em 16 de julho, Darline apresentou o projeto Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026, que impunha sanções à Rússia. A proposta, baseada em um projeto elaborado e defendido por Lindsey Graham, recebeu apoio de democratas e republicanos. Foi aprovada pelo Senado em agosto e pela Câmara em meados de setembro, também com apoio dos dois partidos. Donald Trump sancionou a lei dois dias depois.
Darline foi casada com Terry Lee Boggs até 2003, com quem tem uma filha. Por volta de 2006, casou-se com Larry Nordone, com quem também tem uma filha. O casal mora em Lexington.
↑Eskow, Nick (14 de julho de 2026). «Darline Graham sworn in to the Senate as first sister to succeed a brother». Roll Call (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2026. Cópia arquivada em 16 de julho de 2026. While a number of widows have succeeded their late husbands in Congress, and brothers have previously succeeded siblings, Graham is the first sister to do so in U.S. history. She is also the first sibling to directly succeed a deceased senator and the first woman to serve in the Senate from South Carolina.