Gary Peters | |
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| Retrato oficial, 2018 | |
| Senador dos Estados Unidos por Michigan | |
| Período | 3 de janeiro de 2015 |
| Em exercício com | Elissa Slotkin |
| Antecessor | Carl Levin |
| Principal membro da minoria na Comissão de Segurança Interna do Senado | |
| Período | 3 de janeiro de 2025 até o presente 3 de janeiro de 2019 a 3 de fevereiro de 2021 |
| Antecessor | Rand Paul Claire McCaskill |
| Sucessor | Rob Portman, após o primeiro mandato |
| Presidente da Comissão de Segurança Interna do Senado | |
| Período | 3 de fevereiro de 2021 a 3 de janeiro de 2025 |
| Antecessor | Ron Johnson |
| Sucessor | Rand Paul |
| Presidente do Comitê de Campanha Democrata para o Senado | |
| Período | 28 de janeiro de 2021 a 3 de janeiro de 2025 |
| Líder da bancada | Chuck Schumer |
| Antecessor | Catherine Cortez Masto |
| Sucessor | Kirsten Gillibrand |
| Deputado federal por Michigan | |
| Período | 3 de janeiro de 2009 – 3 de janeiro de 2015 |
| Antecessor | Joe Knollenberg |
| Sucessor | Brenda Lawrence |
| Comissário da Loteria de Michigan | |
| Período | 9 de abril de 2003 – 7 de agosto de 2007 |
| Governadora | Jennifer Granholm |
| Antecessor | Jim Kipp |
| Sucessor | Scott Bowen |
| Senador estadual de Michigan pelo 14.º distrito | |
| Período | 3 de janeiro de 1995 – 31 de dezembro de 2002 |
| Antecessor | Jon Cisky |
| Sucessor | Gilda Jacobs |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Gary Charles Peters |
| Nascimento | 1 de dezembro de 1958 Pontiac (Michigan), Estados Unidos |
| Alma mater | |
| Cônjuge | Colleen Ochoa |
| Filhos | 3 |
| Partido | Democrata |
| Assinatura | |
| Website | Site no Senado Site de campanha |
| Serviço militar | |
| Serviço/ramo | Reserva da Marinha dos Estados Unidos |
| Anos de serviço | 1993–2008 |
| Graduação | Capitão de corveta |
| Unidade | Seabee |
| Conflitos | Operação Southern Watch |
| Condecorações | Medalha de Realização da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais |
| Círculo eleitoral |
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Gary Charles Peters (Pontiac, 1 de dezembro de 1958) é um político, advogado e ex-oficial da Marinha norte-americano, senador sênior por Michigan desde 2015. Filiado ao Partido Democrata, foi deputado federal de 2009 a 2015 pelo 14.º distrito congressional de Michigan, numerado como nono distrito até 2013. O distrito abrangia a metade oriental de Detroit, as comunidades de Grosse Pointe, Hamtramck, Southfield e Pontiac.
Antes de chegar ao Congresso, Peters serviu na Reserva da Marinha dos Estados Unidos, trabalhou durante 22 anos como consultor de investimentos e lecionou por um breve período. Foi eleito vereador de Rochester Hills em 1991 e representou o 14.º distrito no Senado de Michigan de 1995 a 2002. Candidato democrata a procurador-geral de Michigan em 2002, perdeu por pequena margem para o republicano Mike Cox. A governadora Jennifer Granholm o nomeou comissário da Loteria de Michigan, cargo que ocupou de 2003 a 2007, quando renunciou para disputar uma cadeira no Congresso.
Em 2014, Peters foi eleito para o Senado dos Estados Unidos. Foi o único democrata que não ocupava uma cadeira a vencer uma eleição para o Senado naquele ano. Em 2020, foi reeleito ao derrotar por pequena margem o republicano John James.
Peters presidiu o Comitê de Campanha Democrata para o Senado nos ciclos eleitorais de 2022 e 2024. No 119.º Congresso, é o principal membro da minoria na Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais. Em 28 de janeiro de 2025, anunciou que não tentaria a reeleição em 2026.
Gary Charles Peters nasceu em 1.º de dezembro de 1958, em Pontiac. Seu pai, Herbert Garrett Peters, foi professor de escola pública e serviu no Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. A mãe, Madeleine Vignier, conheceu Herbert na França durante a guerra. Trabalhava como auxiliar de enfermagem e ajudou a organizar a representação sindical em seu local de trabalho. A família vive em Michigan desde a década de 1840. Peters cresceu no Condado de Oakland e concluiu o ensino médio na Rochester High School.
Peters obteve o bacharelado em ciência política no Alma College em 1980, com a distinção magna cum laude, e foi admitido na sociedade acadêmica Phi Beta Kappa. Em 1984, concluiu o MBA na Universidade de Detroit Mercy. Obteve também o título de Juris Doctor e o mestrado em ciência política na Universidade Estadual de Wayne, além do mestrado em filosofia na Universidade Estadual de Michigan.
Peters ingressou na Reserva da Marinha dos Estados Unidos em 1993, aos 34 anos. Serviu por mais de dez anos em unidades na Base Aérea de Selfridge, entre elas o 26.º Batalhão Móvel de Construção Naval. Recebeu a insígnia de especialista em combate das unidades de construção naval, os Seabees, e exerceu funções de oficial adjunto de suprimentos.
Seu serviço na reserva incluiu uma missão no Golfo Pérsico em apoio à Operação Southern Watch. Voltou ao exterior durante a intensificação das operações militares após os ataques de 11 de setembro de 2001. Chegou ao posto de capitão de corveta antes de deixar a reserva em 2008. Recebeu a Medalha de Realização da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais e a Medalha de Serviço Voluntário Militar. Em 2018, concluiu um curso no College of Naval Command and Staff, da Escola de Guerra Naval dos Estados Unidos.
Peters trabalhou como consultor financeiro durante 22 anos. Foi vice-presidente assistente da Merrill Lynch de 1980 a 1989, quando se tornou vice-presidente da Paine Webber.
De 2007 a 2008, Peters foi o terceiro titular da cátedra Griffin de Governo dos Estados Unidos na Universidade Central de Michigan. No cargo de tempo parcial, ministrava uma disciplina por semestre, preparava atividades estudantis, entre elas dois fóruns de políticas públicas, e desenvolvia um periódico sobre política e políticas públicas de Michigan. Recebia US$ 65 mil anuais. Anunciou a candidatura ao Congresso dois meses depois de ser contratado. Estudantes e professores protestaram contra a contratação, por considerarem que a candidatura prejudicaria sua imparcialidade em sala de aula e que o emprego universitário subsidiava a campanha.
Peters também lecionou finanças na Universidade Estadual de Wayne e gestão estratégica e política empresarial na Universidade de Oakland.
Foi analista sênior de políticas públicas e finanças do Departamento do Tesouro de Michigan e integrou comissões de arbitragem da Bolsa de Valores de Nova Iorque e da Financial Industry Regulatory Authority.
Antes de servir no Senado de Michigan, Peters serviu no Conselho Municipal de Rochester Hills de 1991 a 1993.
Após uma tentativa sem sucesso em 1990, Peters foi eleito para o Senado de Michigan em novembro de 1994, pelo 14.º distrito, no Condado de Oakland. O distrito reunia quase todos os grupos raciais, étnicos e religiosos do estado e abrangia Pontiac, Bloomfield Hills, Southfield e Oak Park, no sudeste do condado. Reeleito em 1998, permaneceu até 2002, quando deixou o cargo por causa do limite de mandatos. Foi sucedido por Gilda Jacobs.
Os senadores democratas escolheram Peters para presidir a bancada do partido. Integrou também a Comissão de Revisão Legislativa e a Comissão de Sentenças de Michigan. A Câmara estadual e o Senado aprovaram uma proposta de sua autoria que proibia novos poços sob as águas estaduais dos Grandes Lagos, salvo em emergência energética. O texto se tornou lei sem a assinatura do governador John Engler.
Peters foi vice-presidente das comissões de Finanças, Educação, Justiça e Desenvolvimento Econômico do Senado. Integrou também as comissões de Recursos Naturais e de Saúde Mental e Serviços Humanos.
Em 2002, Peters foi candidato a governador e mais tarde a Procurador-geral.
Como candidato democrata a procurador-geral em 2002, Peters perdeu para o republicano Mike Cox por cerca de 5.200 votos, diferença de 0,17 ponto percentual. Decidiu não contestar o resultado, apesar dos relatos de irregularidades. A análise encontrou erros, entre eles uma seção eleitoral de Dearborn que havia lhe atribuído 96 votos, em vez de 396. Foi a disputa estadual mais apertada de Michigan desde a eleição para governador de 1950.
Em 2003, a governadora Jennifer Granholm nomeou Peters comissário da Loteria de Michigan.

Em 7 de agosto de 2007, Peters encerrou meses de especulações anunciando formalmente que iria concorrer contra o congressista Republicano de oito mandatos Joe Knollenberg no 9o distrito, que incluiu quase todo o Condado de Oakland. Peters renunciou como comissário da loteria estadual para dedicar toda a sua energia à campanha.
Knollenberg era considerado vulnerável ao crescimento do eleitorado democrata em um distrito antes dominado pelo conservadorismo dos subúrbios. Seus adversários de 2002 e 2004 haviam recebido proporções de votos bem menores que a base democrata local. Em 2006, porém, quase perdeu para Nancy Skinner, ex-apresentadora de rádio que gastou pouco na campanha. Foi o mais próximo que um republicano chegou de perder o distrito em quase meio século, o que levou o Comitê de Campanha Democrata para a Câmara a priorizar sua derrota.
Na eleição para procurador-geral de 2002, a votação de Peters igualou ou superou a base democrata em 72% das seções eleitorais do nono distrito. Na campanha ao Senado estadual de 1998, isso ocorreu em 99% das seções.
Peters venceu a eleição de 4 de novembro por 33.524 votos de diferença, com 52% contra 43% de Knollenberg. Barack Obama venceu no Condado de Oakland por quinze pontos percentuais. Cerca de dois terços do condado pertenciam ao nono distrito. Peters foi a quarta pessoa e o primeiro democrata a representar o distrito desde sua criação em 1933. A numeração havia mudado: foi o 17.º distrito de 1933 a 1953, o 18.º de 1953 a 1973, o 19.º de 1973 a 1983, novamente o 18.º de 1983 a 1993 e o 11.º de 1993 a 2003, quando passou a ser o nono.

Em novembro de 2010, Peters derrotou o republicano Andrew "Rocky" Raczkowski, do Libertário Adam Goodman, do independente Bob Gray, do independente Matthew Kuofie e do Verde Douglas Campbell.

Devido ao declínio da população do estado, como refletido pelo censo de 2010, Michigan perdeu um distrito do Congresso. Como resultado da subsequente redistribuição dos assentos da Câmara, grande parte do 9o distrito de Peters, incluindo sua casa em Bloomfield Hills, foi fundido com o 12o distrito, representado pelo democrata Sander Levin. O novo distrito manteve o número de distrito de Peters (o 9o) mas geograficamente era mais o distrito de Levin.
Em setembro de 2011, Peters decidiu disputar o 14.º distrito redesenhado. A área correspondia antes ao 13.º distrito, representado pelo democrata de primeiro mandato Hansen Clarke. Com sede em Detroit, o novo distrito incluía boa parte do antigo distrito de Peters no Senado estadual e parte daquele que representava no Congresso. Ele já havia representado, em diferentes momentos, a maior parte do trecho situado no Condado de Oakland. A perda de população de Detroit impedia que o distrito permanecesse inteiramente no Condado de Wayne.
Na primária democrata de agosto de 2012, Peters derrotou Clarke e a prefeita de Southfield, Brenda Lawrence. Clarke havia decidido acompanhar a maioria de seus eleitores para o novo 14.º distrito, embora sua residência tivesse sido incluída no novo 13.º, antigo 14.º. O distrito era fortemente democrata, com população 58% negra, e Peters era favorito na eleição de novembro. Venceu o republicano John Hauler com 82% dos votos. Foi o primeiro deputado branco a representar uma parcela expressiva de Detroit desde 1993.

Peters tomou posse para seu primeiro mandato em janeiro de 2009. Durante o seu mandato, ele votou pela Lei de Recuperação, também conhecida como o estímulo, a Lei de Cuidados Acessíveis, A Lei Americana de Energia Limpa e Segurança, que teria estabelecido um plano nacional de comércio de emissões, mas não foi aprovada pelo Congresso pleno, A Lei de Equidade de Pagamentos, também não aprovada em lei, a Lei de Salário Justo de Lilly Ledbetter, e a Lei DREAM para conceder residência permanente condicional a certos imigrantes.
Peters trabalhou com o governo Obama para obter o perdão de dívidas da Chrysler. O presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, Barney Frank, o chamou de "pessoa mais eficaz" no combate às propostas que deixariam Detroit falir. Na Câmara, opôs-se a um plano de auxílio a desastres que retiraria recursos do programa de empréstimos para fabricação de veículos de tecnologia avançada, o ATVM.
Em 2010, o Michigan Messenger escreveu que Peters criticava a direção do próprio partido. Com outros três deputados democratas, havia formado um grupo de trabalho sobre cortes de gastos e redução do déficit e apresentado propostas de economia, entre elas um corte no orçamento federal de energia. Peters afirmou que estavam frustrados com a falta de medidas concretas da liderança democrata e dos republicanos.
Peters aliou-se com o movimento Occupy Wall Street, fazendo uma aparição em Occupy Detroit em novembro de 2011. Ele disse aos repórteres: "É especulação em Wall Street que ainda estamos pagando o preço por aqui, particularmente em Detroit, que quase levou a indústria automotiva a colapso por causa do que vimos em Wall Street. Então, colocamos restrições, ou colocamos regulamentos necessários para controlar isso, e agora em Washington estou diante de uma maioria republicana que quer desfazer isso".
Peters foi um dos 118 democratas da Câmara que assinaram uma carta ao presidente Obama em 2011 pedindo-lhe que apoiasse o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), uma organização multinacional que fornece serviços de saúde para mulheres, crianças e famílias em mais de 150 países. Em 2014, ele se opôs a uma lei de Michigan que proíbe as seguradoras de oferecer cobertura de aborto como característica padrão em planos de saúde.
Em 2013, Peters foi nomeado um dos coordenadores seniores da bancada democrata na Câmara.

Em 2014, Peters disputou a cadeira deixada por Carl Levin, que se aposentava. Levin e a senadora Debbie Stabenow o apoiaram. Sua entrada levou potenciais adversários democratas a não disputar a indicação.
Seu maior apoiador independente foi o Senate Majority PAC, que gastou quase US$ 3,2 milhões em anúncios contra a republicana Terri Lynn Land. Em julho de 2014, a senadora Elizabeth Warren participou de um evento de arrecadação de sua campanha.
Embora a disputa parecesse competitiva no início, erros da campanha de Land e sua relutância em aparecer em público favoreceram Peters, que manteve vantagem nas pesquisas na reta final.
Peters enfrentou o candidato republicano John James nas eleições gerais de novembro de 2020. James anteriormente concorreu sem sucesso para o Senado em 2018 contra Stabenow. Menos de um mês antes da eleição, Peters tornou-se o primeiro senador dos EUA a revelar publicamente uma experiência familiar pessoal com o aborto. Ele foi reeleito por uma margem menor (1,7%) do que o esperado.
Em janeiro de 2025, Peters anunciou que não disputaria um terceiro mandato em 2026: "Sempre achei que chegaria o momento de me afastar e passar a responsabilidade à próxima geração. Também nunca vi o trabalho no Congresso como algo para a vida inteira."
Peters estava participando da certificação da Contagem de votos do Colégio Eleitoral dos Estados Unidos de 2021 em 6 de janeiro de 2021, quando os apoiadores de Trump invadiram o Capitólio dos Estados Unidos. Junto com outros senadores e funcionários, Peters foi evacuado do piso do Senado quando os motins invadiram o Capitólio. De um local seguro, ele twitteou que os ataques eram "perigosos, inaceitáveis e um ataque à nossa democracia - e deve parar". Peters culpou Trump, chamando-o de "um perigo claro e presente" e pedindo sua remoção imediata do cargo por impeachment ou a Vinte e quinta emenda à Constituição dos Estados Unidos. Peters também pediu investigações sobre a falha de segurança e inteligência que resultou na violação do Capitólio e nas cinco mortes. Ele liderou a investigação como presidente da Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado.
Peters e o senador John Kennedy foram coautores da lei Ending Improper Payments to Deceased People Act. A norma exigiu que a Administração da Seguridade Social compartilhasse seu cadastro de óbitos com o sistema Do Not Pay, do Departamento do Tesouro, para impedir a continuidade de pagamentos federais a pessoas falecidas. Em 2025, ajudou a impedir US$ 99 milhões em pagamentos indevidos.

No Índice de Bipartisan criado pelo The Lugar Center e a McCourt School of Public Policy, Peters foi classificado como o 17o senador dos EUA mais bipartidário (e o quarto democrata bipartidária) durante O 115o Congresso dos EUA (2017-2019). O Centro não partidário para a legislação eficaz classificou Peters como o senador mais eficaz no 116o Congresso (2019-2021), apesar de ele estar no partido minoritário. Em 2023, o Centro Lugar classificou Peters em segundo lugar entre os senadores por bipartidismo.
Peters apoiou o projeto de igualdade salarial Paycheck Fairness Act. Em 2015, votou a favor da proposta International Violence Against Women Act, de combate à violência contra mulheres. Defende o direito ao aborto. No fim da década de 1980, sua primeira esposa teve uma gestação desejada que se tornou inviável no quarto mês. A perda gestacional não se completou espontaneamente e provocou uma emergência médica. Como o hospital não realizava abortos, ela conseguiu atendimento de urgência em outro hospital, em parte porque o casal era amigo do administrador da instituição.

Em 2017, diante da compra de empresas de tecnologia norte-americanas por empresas chinesas, Peters foi um dos nove senadores que apresentaram uma proposta para ampliar a capacidade federal de impedir aquisições estrangeiras. A medida reforçaria o CFIUS, permitindo examinar e rejeitar investimentos menores e considerar novos critérios de segurança nacional, como o risco de exposição de dados de cidadãos norte-americanos e de facilitação de fraudes.
Em 2017, Peters foi coautor do projeto Israel Anti-Boycott Act, que tornaria crime federal o incentivo ou a participação, por contratados do governo, em boicotes a Israel e aos assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados, quando motivados por protestos contra ações do governo israelense.
Peters continuou a apoiar fortemente Israel durante a Guerra de Gaza, patrocinando legislação em 2024 para fornecer US $ 30 milhões para apoiar operações de antitunneling israelenses e para que a tecnologia fosse compartilhada com os Estados Unidos para uso em suas fronteiras. Ele também votou para desfinanciar o apoio dos EUA à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente até 2025, após uma campanha israelense para desacreditar a agência, na época a principal organização responsável pela coordenação da assistência humanitária em Gaza.
Em 2025, Peters esteve entre a minoria dos democratas do Senado que se opôs a bloquear a venda de armas a Israel, apesar do aumento das mortes na Guerra de Gaza e das restrições à ajuda humanitária que provocaram fome generalizada. Em abril de 2026, acompanhou a maioria dos senadores democratas em uma resolução para bloquear a venda de tratores de esteira a Israel. No mesmo dia, porém, foi um dos onze democratas contrários a outra resolução que impediria a venda de bombas de cerca de 454 quilogramas.
Peters possui armas de fogo. Após o massacre da boate Pulse, em Orlando, em 2016, apoiou a obstrução parlamentar de Chris Murphy por medidas de controle de armas. Em 2019, foi um dos quarenta senadores que apresentaram a Background Check Expansion Act, para exigir verificação de antecedentes em vendas e transferências de todas as armas de fogo. As exceções abrangiam transferências entre agentes policiais, empréstimos temporários para caça ou esportes, presentes a familiares próximos, heranças e cessões temporárias para defesa pessoal imediata.
Peters votou pela Lei de Proteção do Paciente e Cuidados Acessíveis (Obamacare) em 2009. Ele se opôs às tentativas de revogar a lei e apoiou uma opção pública do Medicare para expandir o acesso aos cuidados de saúde.
Peters votou contra o apoio financeiro à Pandemia de COVID-19 para imigrantes indocumentados em 2021.
Em 2025, Peters esteve entre os doze senadores democratas que votaram com todos os republicanos a favor da Lei Laken Riley.
Em 5 de março de 2025, Peters apresentou o projeto S. 874, Expanding Whistleblower Protections for Contractors Act of 2025. A proposta amplia a proteção de contratados federais que denunciem desperdício, fraude ou abuso, para impedir retaliações de funcionários públicos.
Peters é casado com Colleen Ochoa, que é de Waterford (Michigan). Eles têm três filhos e vivem em Bloomfield Township, Michigan.
Peters é episcopaliano e afirmou que sua fé lhe traz consolo em momentos difíceis.
Peters pratica motociclismo e realiza passeios anuais de motocicleta por Michigan. Integra a organização Sons of the American Revolution. Seu antepassado William Garrett serviu na Milícia da Virgínia durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos, ao lado de George Washington, em Valley Forge, no rigoroso inverno de 1777 a 1778.
Ele tinha um patrimônio líquido entre $1.7 milhões e US$ 6,3 Milhões no final de 2014, o que o colocou 37o no Senado em termos de riqueza.