Isopreno | |||||||||||||||||||
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| Nomes | |||||||||||||||||||
| Nome IUPAC | 2-metilbuta-1,3-dieno | ||||||||||||||||||
| Outros nomes | isopreno | ||||||||||||||||||
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| Página de dados suplementares | |||||||||||||||||||
| Estrutura e propriedades | n, εr, etc. | ||||||||||||||||||
| Dados termodinâmicos | Comportamento de fases Sólido, líquido e gás | ||||||||||||||||||
| Dados espectrais | UV, IV, RMN, EM | ||||||||||||||||||
| Exceto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições normais de temperatura e pressão. Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. | |||||||||||||||||||

O isopreno é um composto orgânico tóxico que é utilizado como monômero para a fabricação do poli-isopreno, a borracha, através de uma reação de polimerização e também é usado como catalisador para a obtenção de outros compostos químicos. São sinônimos de isopreno: beta-metildivinil; 2-metil 1,3-butadieno. Sua fórmula química é C5H8. Nas CNTP, o composto é líquido, sem coloração, possui odor suave, é inflamável, é menos denso que a água e produz vapor irritante.
O isopreno, de nome científico 2-metil-1,3-butadieno, consiste num hidrocarboneto alifático, incolor, volátil, com 5 átomos de carbono e duas ligações duplas conjugadas com a fórmula CH2 = CH-C(CH3) = CH2. O isopreno é a unidade estrutural de grande variedade de substâncias naturais (terpenos), como por exemplo a borracha natural, óleos essenciais, carotenoides e esteroides. Por polimerização do isopreno obtêm-se alguns tipos de borracha sintética. É possível a obtenção direta do isopreno a partir do etileno e do propileno provenientes dos gases de cracking. O isopreno nunca foi isolado como produto natural. Sabe-se atualmente que o verdadeiro precursor dos terpenos é o ácido mevalónico, isolado em 1956. A regra do isopreno estabelece que todos os terpenos podem dividir-se formalmente em unidades de isopreno. As raras exceções a esta regra correspondem a compostos que se formam por perda ou por transposição de algum átomo de carbono.
Muitas espécies de árvores emitem isopreno para a atmosfera (principalmente os carvalhos, choupos, eucaliptos, e algumas leguminosas). A produção anual de emissões de isopreno pelos vegetais é estimada em cerca de 600 Tg, metade da qual é realizada pelas árvores tropicais, e os arbustos contribuem com grande parte do restante. Isto equivale à emissão de metano para a atmosfera e representa ~1/3 de todos os hidrocarbonetos libertados para a atmosfera. Uma vez no ar, o isopreno converte-se em radicais libres (como o radical hidroxilo) e em menor extensão em ozono e várias espécies de aldeídos, hidroperóxidos, nitratos orgânicos, e epóxidos, que se misturam nas gotas de água e ajudam a criar aerossóis e névoas. Um segundo efeito importante do isopreno na atmosfera é que, na presença de óxidos de azoto (NOx), contribui para a formação de ozono troposférico (em camadas baixas da atmosfera), que é um dos principais poluentes em muitos países. O isopreno como tal não é considerado um poluente, já que é um produto natural das plantas. A formação de ozono troposférico só é possível na presença de altos níveis de NOx, que se originam quase exclusivamente nas atividades industriais.
As plantas sintetizam isopreno pela vía alternativa á do mevalonato ou vía do metileritritol fosfato que se localiza nos cloroplastos das plantas. Um dos dois produtos finais da via alternativa à do mevalonato, o dimetilalil difosfato, origina isopreno numa reação catalisada pela enzima isopreno sintase. Portanto, os inibidores que bloqueiam a via alternativa à do mevalonato, como a fosmidomicina, também bloqueiam a formação de isopreno. A emissão de isopreno aumenta sensivelmente com a temperatura e atinge um máximo em torno dos 40 °C. Existe a hipótese de que o isopreno pode proteger as plantas contra o estresse por calor (hipótese da termotolerância). Algumas bactérias também emitem isopreno e pensa-se que este isopreno se origina de degradações não enzimáticas a partir de dimetilalil difosfato.
Nas plantas a emissão de isopreno é controlada tanto pela disponibilidade de substrato enzimático (isto é, de dimetilalil difosfato) como pela atividade da enzima isopreno sintase. Em particular, a dependência da emissão de isopreno da quantidade de luz, CO2 e O2 é controlada pela disponibilidade de substrato, enquanto que a sua dependência da temperatura é regulada tanto a nível de substrato como pela atividade da enzima.
A emissão de isopreno parece ser um mecanismo que as árvores usam para combater os estresses abióticos. Em concreto, o isopreno protege contra o estresse por calor moderado (~ 40 °C). Foi proposto que a emissão de isopreno é utilizada especificamente pelas plantas para proteger contra as flutuações grandes na temperatura das folhas. O isopreno incorpora-se nas membranas e ajuda a estabilizá-las em resposta ao estresse por calor, conferindo-lhes certa tolerância aos picos de calor. O isopreno pode também dar-lhes certa resistência às espécies reativas do oxigénio. A quantidade de isopreno libertado da vegetação depende da massa da folha, área da folha, luz (especialmente a densidade do fluxo fotónico fotossintético, ou PPFD), e a temperatura da folha. Deste modo, durante a noite, as folhas das árvores emitem pouco isopreno, e durante as horas diurnas espera-se que haja uma emissão substancial nos dias ensolarados e quentes de até 25 μg/(g de peso seco de folha)/hora em muitas espécies de carvalhos
Em geral, o isopreno é o hidrocarboneto mais comum no corpo humano, . A taxa de produção estimada de isopreno no corpo humano é de 0,15 µmol/(kg·h), equivalente a aproximadamente 17 mg/dia para uma pessoa de 70 kg de peso. O isopreno é também comum em baixas concentrações em muitos alimentos. Nos animais o isopreno sintetiza-se pela vía do mevalonato a partir de acetil-CoA.