Primeira página do Los Angeles Times de 21 de outubro de 2008 | |
| Periodicidade | Diário |
|---|---|
| Tipo | Jornal |
| Formato | Standard |
| Sede | 2300 E. Imperial Highway El Segundo, Califórnia 90245 |
| País | Estados Unidos |
| Fundação | 4 de dezembro de 1881, como Los Angeles Daily Times |
| Fundador(es) | Nathan Cole Jr. Thomas Gardiner Eliza Ann Otis |
| Presidente | Patrick Soon-Shiong |
| Proprietário | Los Angeles Times Communications LLC, Nant Capital |
| Editor | Terry Tang |
| Idioma | Inglês |
| Circulação | 63.500 exemplares impressos em média 275.000 assinaturas digitais |
| ISSN | 0458-3035 |
| OCLC | OCLC 3638237 |
| eISSN: 2165-1736 | |
| Website | https://www.latimes.com/ |
O Los Angeles Times é um jornal diário dos Estados Unidos publicado desde 1881 em Los Angeles, na Califórnia. Com sede em El Segundo, na região da Grande Los Angeles, ocupa o sexto lugar entre os jornais dos Estados Unidos em circulação impressa. Em 2025, tinha aproximadamente 63.000 assinantes da edição impressa e 243.000 assinantes digitais. O jornal recebeu mais de 52 Prêmios Pulitzer desde 1942.
No século XIX, o jornal ganhou reputação pela promoção dos interesses de Los Angeles e pela oposição aos sindicatos. Essa oposição culminou no atentado a bomba contra sua sede em 1910. O perfil do jornal cresceu muito na década de 1960, sob a direção do editor Otis Chandler, que ampliou a cobertura nacional. Assim como ocorreu com outros jornais regionais da Califórnia e dos Estados Unidos, o número de leitores caiu a partir de 2010. O jornal também passou por mudanças de proprietário, cortes de pessoal e controvérsias.
Em janeiro de 2018, os funcionários da redação votaram pela sindicalização. O primeiro contrato coletivo foi concluído em 16 de outubro de 2019. Em julho de 2018, o jornal foi comprado pelo bilionário da biotecnologia Patrick Soon-Shiong e deixou sua antiga sede no centro de Los Angeles, mudando-se para instalações em El Segundo, perto do Aeroporto Internacional de Los Angeles. A partir de 2020, sua cobertura se afastou de assuntos nacionais e internacionais e passou a dar mais espaço à Califórnia, em especial ao Sul da Califórnia.
Em janeiro de 2024, o jornal fez o maior corte percentual de pessoal de sua trajetória. Mais de 20% dos funcionários foram dispensados, inclusive ocupantes de cargos editoriais de nível superior, numa tentativa de conter prejuízos e manter caixa suficiente para operar até o fim daquele ano, em meio às dificuldades para sustentar uma publicação regional de porte reduzido. Soon-Shiong anunciou em julho de 2025 que pretendia abrir o capital do jornal dentro de um ano.
Desde 2012, o Los Angeles Times mantém um paywall e obtém grande parte de sua receita por meio de assinaturas mensais e anuais. A publicação também recebe receita de publicidade gráfica, além de artigos patrocinados e comunicados de imprensa por meio da Imperium Comms.


O Times foi publicado pela primeira vez em 4 de dezembro de 1881, com o nome Los Angeles Daily Times, sob a direção de Nathan Cole Jr. e Thomas Gardiner. Em outubro de 1886, a palavra Daily foi retirada do título e o jornal passou a se chamar Los Angeles Times.
As primeiras edições foram impressas na gráfica do Mirror, então pertencente a Jesse Yarnell e T. J. Caystile. Sem conseguir pagar a impressão, Cole e Gardiner entregaram o jornal à Mirror Company. S. J. Mathes havia ingressado na empresa e insistiu para que o Times continuasse sendo publicado. Em julho de 1882, Harrison Gray Otis mudou-se de Santa Bárbara para assumir a editoria do jornal. Na mesma época, comprou uma participação de um quarto no jornal por US$ 6.000, financiados em grande parte por um empréstimo bancário.
O historiador Kevin Starr escreveu que Otis era um empresário "capaz de manipular todo o aparato da política e da opinião pública para o próprio enriquecimento". A linha editorial de Otis se apoiava na promoção cívica, exaltando Los Angeles e incentivando seu crescimento. O jornal apoiou, entre outras medidas, a expansão do abastecimento de água da cidade por meio da aquisição de direitos sobre a água do distante Vale Owens.
A campanha do Times contra os sindicatos locais culminou no atentado a bomba contra sua sede em 1º de outubro de 1910, que matou 21 pessoas. Dois dirigentes sindicais, James e Joseph McNamara, foram acusados. A Federação Estadunidense do Trabalho contratou o advogado Clarence Darrow para defender os irmãos, que acabaram se declarando culpados.
Otis instalou uma águia de bronze no alto de um friso do novo edifício-sede do Times, projetado por Gordon Kaufmann, e repetiu o lema escrito por sua esposa Eliza: "Mantenha-se firme, permaneça firme, permaneça seguro, permaneça fiel".
Depois da morte de Otis, em 1917, seu genro e gerente comercial do jornal, Harry Chandler, assumiu como editor do Times. Em 1944, foi sucedido pelo filho, Norman Chandler, que comandou o jornal durante o rápido crescimento de Los Angeles após a Segunda Guerra Mundial. A esposa de Norman, Dorothy Buffum Chandler, participou de iniciativas cívicas e liderou os esforços para construir o Los Angeles Music Center, cuja principal sala de concertos recebeu o nome de Dorothy Chandler Pavilion em sua homenagem. Integrantes da família estão sepultados no Hollywood Forever Cemetery, perto dos estúdios da Paramount. O cemitério também abriga um memorial às vítimas do atentado ao edifício do Times.
Em 1935, o jornal mudou-se para o Los Angeles Times Building, um edifício em art déco. O complexo foi ampliado até ocupar todo o quarteirão entre as ruas Spring, Broadway, First e Second, que ficou conhecido como Times Mirror Square e abrigou o jornal até 2018. Harry Chandler, então presidente e gerente-geral da Times-Mirror Co., chamou o prédio de "monumento ao progresso de nossa cidade e do Sul da Califórnia".
Otis Chandler, representante da quarta geração da família à frente do jornal, ocupou o posto de 1960 a 1980. Ele buscava ampliar o reconhecimento do jornal, que costumava receber menos atenção nos centros de poder do nordeste dos Estados Unidos devido à distância geográfica e cultural. Sua intenção era aproximá-lo do padrão de jornais como The New York Times e The Washington Post. Convencido de que a redação era "o coração do negócio", aumentou o número de jornalistas, elevou salários e ampliou a cobertura nacional e internacional. Em 1962, o jornal uniu-se ao The Washington Post para criar o Los Angeles Times-Washington Post News Service, que distribuía matérias dos dois jornais a outros veículos. Chandler também reduziu o conservadorismo rígido que havia caracterizado o Times por décadas e levou seus editoriais para uma posição mais centrista.
Na década de 1960, o jornal recebeu quatro Prêmios Pulitzer, mais do que nos nove decênios anteriores somados.
Em 2013, o repórter Michael Hiltzik escreveu:
As primeiras gerações compraram ou fundaram seus jornais locais pelo lucro e também pela influência social e política, que muitas vezes trazia mais lucro. Seus filhos desfrutaram do lucro e da influência, mas, à medida que as famílias cresceram, as gerações seguintes perceberam que apenas um ou dois ramos ficavam com o poder, enquanto todos os outros recebiam uma parcela do dinheiro. Por fim, os ramos que apenas recebiam dividendos perceberam que poderiam ganhar mais investindo em outras coisas que não fossem jornais. Sob sua pressão, as empresas abriram o capital, dividiram-se ou desapareceram. Esse foi o padrão seguido por mais de um século pelo Los Angeles Times sob a família Chandler.
A trajetória inicial do jornal e sua transformação foram abordadas no livro não autorizado Thinking Big, de 1977, ISBN 0-399-11766-0. O Times também foi uma das quatro organizações examinadas por David Halberstam em The Powers That Be, de 1979, ISBN 0-394-50381-3, republicado em 2000 com ISBN 0-252-06941-2. Entre a década de 1960 e meados dos anos 2000, o jornal foi tema total ou parcial de quase trinta dissertações nas áreas de comunicação e ciências sociais.
O Los Angeles Times ocupou cinco endereços físicos desde 1881.


Na primeira década do século XXI, o Los Angeles Times enfrentou mudanças de proprietário, falência, rápida sucessão de editores, cortes de pessoal, queda da circulação paga, necessidade de ampliar sua presença na internet e controvérsias. Em janeiro de 2024, a redação anunciou uma redução de cerca de 20% do quadro, atribuída ao fraco crescimento das assinaturas e a outras dificuldades financeiras.
O jornal mudou-se em julho de 2018 para uma nova sede em El Segundo, perto do Aeroporto Internacional de Los Angeles.
Em 2000, a Times Mirror Company, proprietária do Los Angeles Times, foi comprada pela Tribune Company, de Chicago, Illinois. Com isso, o jornal passou a ter o mesmo proprietário da emissora KTLA, então afiliada à WB e depois à CW, que a Tribune havia adquirido em 1985.
Em 2 de abril de 2007, a Tribune Company anunciou que havia aceitado a proposta do empresário do setor imobiliário Sam Zell para comprar o Chicago Tribune, o Los Angeles Times e os demais ativos da empresa. Zell anunciou que venderia o clube de beisebol Chicago Cubs e colocou à venda a participação de 25% da empresa na Comcast SportsNet Chicago. Até a aprovação dos acionistas, os bilionários de Los Angeles Ron Burkle e Eli Broad poderiam apresentar uma oferta maior. Se isso ocorresse, Zell receberia uma taxa de rescisão de US$ 25 milhões.
Em dezembro de 2008, a Tribune Company pediu proteção contra falência. O processo ocorreu em meio à queda da receita publicitária e a uma dívida de US$ 12,9 bilhões, grande parte contraída quando Zell fechou o capital da empresa.
Em 7 de fevereiro de 2018, a Tribune Publishing, anteriormente chamada Tronc Inc., concordou em vender o Los Angeles Times e seus outros dois jornais do Sul da Califórnia, The San Diego Union-Tribune e Hoy, ao investidor bilionário do setor de biotecnologia Patrick Soon-Shiong. A compra, feita por meio do fundo Nant Capital, custou US$ 500 milhões, além da assunção de US$ 90 milhões em obrigações previdenciárias. A operação foi concluída em 16 de junho de 2018.
Em 21 de julho de 2025, durante uma entrevista ao The Daily Show, Soon-Shiong anunciou que pretendia abrir o capital do jornal dentro de um ano.
Em 2000, John Carroll, ex-editor do The Baltimore Sun, foi contratado para reforçar a redação do jornal. Durante sua gestão no Times, mais de duzentos postos de trabalho foram eliminados. Embora a margem de lucro operacional fosse de 20%, os executivos da Tribune consideravam os retornos insuficientes, e Carroll deixou o jornal em 2005. Seu sucessor, Dean Baquet, recusou-se a executar novos cortes exigidos pela Tribune Company.
Baquet foi o primeiro afro-americano a ocupar esse tipo de cargo editorial em um diário de primeira linha. Durante as gestões de Baquet e Carroll, o jornal recebeu 13 Prêmios Pulitzer, número inferior apenas ao do The New York Times no mesmo período. Baquet, porém, foi afastado da editoria por não atender às exigências do grupo Tribune. O editor Jeffrey Johnson também saiu. Baquet foi substituído por James O'Shea, do Chicago Tribune. O próprio O'Shea deixou o jornal em janeiro de 2008, após uma disputa orçamentária com o editor David Hiller.
Em 3 de julho de 2008, o jornal informou que pretendia eliminar 250 empregos até o Dia do Trabalho e reduzir em 15% o número de páginas publicadas. Cerca de 17% da redação seria atingida, parte do esforço da nova empresa privada para reduzir despesas. Hiller renunciou em 14 de julho. Em janeiro de 2009, o Times extinguiu a seção separada California/Metro e incorporou seu conteúdo à seção principal. Também anunciou setenta cortes em jornalismo e edição, equivalentes a 10% da folha de pagamento.
Em setembro de 2015, Austin Beutner, editor e diretor-executivo, foi substituído por Timothy E. Ryan. Em 5 de outubro de 2015, o Poynter Institute informou que "pelo menos 50" cargos editoriais seriam eliminados por meio de um programa de desligamento voluntário. Nancy Cleeland, que aceitou a proposta de desligamento feita por O'Shea, explicou a decisão por sua "frustração com a cobertura do jornal sobre trabalhadores e sindicatos", área que lhe havia rendido um Pulitzer. Cleeland acreditava que a queda de receita poderia ser combatida com maior cobertura de temas de justiça econômica, que julgava cada vez mais pertinentes ao Sul da Califórnia. Como exemplo da estratégia que considerava errada, citou uma tentativa do jornal de contratar um "repórter de justiça de celebridades".
Em 21 de agosto de 2017, Ross Levinsohn, então com 54 anos, foi nomeado editor e diretor-executivo no lugar de Davan Maharaj, que exercia as funções de editor e chefe de redação. Em 16 de junho de 2018, no mesmo dia em que a venda para Patrick Soon-Shiong foi concluída, Norman Pearlstine foi nomeado editor-executivo.
Em 3 de maio de 2021, o jornal anunciou Kevin Merida como novo editor-executivo. Merida era vice-presidente sênior da ESPN e dirigia The Undefeated, um site dedicado a esportes, raça e cultura. Antes disso, havia sido o primeiro editor-gerente negro do The Washington Post.
A gráfica do Los Angeles Times na Olympic Boulevard não foi comprada por Soon-Shiong e permaneceu com a Tribune. Em 2016, foi vendida a incorporadores que planejavam construir estúdios de som no terreno. A instalação havia sido inaugurada em 1990 e conseguia imprimir 70.000 jornais de 96 páginas por hora. A última edição do Times impressa na Olympic Boulevard foi a de 11 de março de 2024. A impressão foi transferida para Riverside, na gráfica do Press-Enterprise, pertencente ao Southern California News Group. A mesma instalação imprime as edições do Sul da Califórnia do The New York Times e do The Wall Street Journal.
Durante a preparação para o fechamento da gráfica e uma reformulação editorial da cobertura esportiva, as reportagens diárias de partidas e as tabelas de resultados foram eliminadas em 9 de julho de 2023. A seção de esportes passou a publicar textos menos dependentes do noticiário do dia, em formato comparado pelo jornal ao de uma revista. A mudança causou insatisfação entre parte da comunidade judaica de Los Angeles, para quem a leitura dos resultados esportivos era um ritual matinal de Shabat.
Em 23 de janeiro de 2024, o jornal anunciou uma demissão coletiva que atingiria pelo menos 115 funcionários. Terry Tang foi nomeada editora-executiva em 8 de abril de 2024.

A distribuição do Times caiu de forma contínua. Entre as explicações apresentadas para a queda estavam um aumento de preço e o crescimento da parcela de leitores que preferia a versão on-line à impressa. Ao anunciar em memorando interno um programa de redução de pessoal em maio de 2007, em grande parte voluntário, o editor Jim O'Shea chamou a queda de circulação de "problema de todo o setor". Defendeu que o jornal reagisse "crescendo rapidamente on-line", "dando as notícias primeiro na web e explicando-as e analisando-as em nosso jornal".
O Times fechou sua gráfica no Vale de São Fernando no início de 2006, deixando a impressão a cargo das instalações da Olympic Boulevard e do Condado de Orange. Naquele ano, anunciou que a circulação havia caído para 851.532 exemplares, 5,4% abaixo de 2005. Foi a maior queda entre os dez jornais de maior circulação nos Estados Unidos. Alguns observadores relacionaram a queda à aposentadoria do diretor de circulação Bert Tiffany. Outros a atribuíram à sucessão de editores de curta permanência nomeados por Mark Willes depois que Otis Chandler deixou a administração diária em 1995. Willes, ex-presidente da General Mills, foi criticado por não conhecer o ramo jornalístico e recebeu de repórteres e editores o apelido depreciativo de The Cereal Killer. A gráfica do Condado de Orange fechou em 2010.
A circulação diária declarada pelo Times em outubro de 2010 era de 600.449 exemplares, abaixo do pico de 1.225.189 exemplares diários e 1.514.096 aos domingos registrado em abril de 1990. Em 2024, a circulação impressa era de 79.000 exemplares.
Em dezembro de 2006, uma equipe de repórteres do Times entregou à direção uma crítica da atuação do jornal na internet, conhecida como Spring Street Project. O relatório classificava o Times como uma organização "burra na web". Em seguida, houve uma reorganização da administração do site do jornal, acompanhada de críticas a integrantes da equipe da edição impressa que tratavam "a mudança como uma ameaça".
Em 10 de julho de 2007, o Times lançou um site local da Metromix voltado a entretenimento ao vivo para jovens adultos. Uma edição semanal gratuita em formato tabloide, Metromix Los Angeles, começou a circular em fevereiro de 2008 e tornou-se o primeiro semanário impresso independente do jornal. Em 2009, o Times encerrou a Metromix e a substituiu por Brand X, um blog e tabloide semanal gratuito direcionado a leitores jovens e usuários de redes sociais. Brand X começou em março de 2009. O tabloide deixou de ser publicado em junho de 2011 e o site foi encerrado no mês seguinte.
Em maio de 2018, o Times bloqueou o acesso à edição on-line em grande parte da Europa por causa do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia.
Uma análise publicada pelo The Intercept no início de 2024 sustentou que o Los Angeles Times, ao lado de outros jornais dos Estados Unidos, apresentou um viés consistente contra palestinos na cobertura da Guerra de Gaza. A análise examinou mais de mil manchetes publicadas por jornais norte-americanos nas primeiras seis semanas da guerra, localizadas por buscas de textos que continham palavras como "Palestinian", "Gaza" e "Israeli". Seus autores argumentaram que os veículos deram peso desproporcional às mortes israelenses, empregaram linguagem mais emotiva para vítimas israelenses do que para palestinas e dedicaram mais atenção ao antissemitismo nos Estados Unidos do que à discriminação contra muçulmanos. Também afirmaram que, apesar do elevado número de palestinos mortos, o sofrimento palestino recebeu menos cobertura do que acontecimentos comparáveis da guerra na Ucrânia.
A análise tratou essas diferenças de enquadramento como relevantes para a maneira pela qual leitores percebem o conflito. Um projeto de pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles que estuda a cobertura da guerra em 28 veículos norte-americanos e internacionais examina experimentalmente como a linguagem e as imagens de notícias afetam empatia, preconceito e preferências de política pública relacionadas ao conflito.
Em 1999, veio a público um acordo de divisão de receitas entre o Times e o Staples Center durante a preparação de uma revista de 168 páginas sobre a inauguração da arena esportiva. Os editores e redatores da revista não foram informados do acordo, que rompeu a separação tradicional entre publicidade e jornalismo nos jornais norte-americanos. O editor Mark Willes também havia permitido que anunciantes pressionassem repórteres de outras seções a escrever matérias favoráveis aos seus interesses.
Michael Kinsley foi contratado como editor das páginas de opinião em abril de 2004 para tentar elevar a qualidade dos artigos opinativos. Sua atuação gerou controvérsia porque exigia dos autores posições mais categóricas. Em 2005, criou um Wikitorial, o primeiro wiki de uma grande organização jornalística. Leitores podiam colaborar na produção de editoriais próprios, mas a iniciativa foi encerrada depois de receber grande quantidade de conteúdo impróprio. Kinsley renunciou ainda naquele ano.
Em 2003, o Times foi criticado por publicar, pouco antes da eleição revogatória da Califórnia, uma reportagem que acusava o candidato a governador Arnold Schwarzenegger de ter apalpado dezenas de mulheres ao longo de sua carreira cinematográfica. A colunista Jill Stewart escreveu no site American Reporter que o jornal não havia publicado acusações de que o ex-governador Gray Davis teria abusado verbal e fisicamente de mulheres em seu gabinete e que a matéria sobre Schwarzenegger dependia de fontes anônimas. Quatro das seis supostas vítimas mencionadas não eram identificadas. Stewart afirmou ainda que, no caso das acusações contra Davis, o Times optara por não publicar a reportagem justamente por depender de fontes anônimas. A American Society of Newspaper Editors informou que o Times perdeu mais de dez mil assinantes em meio à repercussão negativa da matéria sobre Schwarzenegger.
Em 12 de novembro de 2005, o novo editor de opinião Andrés Martinez anunciou a dispensa do colunista liberal Robert Scheer e do cartunista editorial conservador Michael Ramirez. O Times também foi criticado por retirar, em 2005, a edição diária da tira Garfield e substituí-la por Brevity, mantendo Garfield apenas aos domingos. Pouco depois, a tira foi retirada por completo.
Depois da derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de 2006, o jornal publicou em 19 de novembro daquele ano um artigo de opinião de Joshua Muravchik, associado ao neoconservadorismo e pesquisador residente do American Enterprise Institute, com o título "Bomb Iran". O texto causou reação entre leitores ao defender uma ação unilateral mais agressiva dos Estados Unidos, dessa vez contra o Irã.
Em 22 de março de 2007, o editor da página editorial Andrés Martinez renunciou após uma controvérsia envolvendo a relação profissional de sua namorada com um produtor de Hollywood que havia sido convidado a editar uma seção do jornal. Em uma carta aberta escrita ao deixar o jornal, Martinez criticou o enfraquecimento da separação entre os departamentos de notícias e opinião e acusou integrantes da redação de pressionarem a editoria de opinião.
Em novembro de 2017, a Walt Disney Studios proibiu o Times de participar de sessões de imprensa de seus filmes como retaliação a reportagens publicadas em setembro daquele ano sobre a atuação política da Disney na região de Anaheim. A empresa chamou a cobertura de "tendenciosa e imprecisa". Em resposta, veículos e críticos como The New York Times, o crítico do The Boston Globe Ty Burr, a colunista do Washington Post Alyssa Rosenberg e os sites The A.V. Club e Flavorwire anunciaram que também boicotariam sessões antecipadas de futuros filmes da Disney. A National Society of Film Critics, a Los Angeles Film Critics Association, o New York Film Critics Circle e a Sociedade de Críticos de Cinema de Boston anunciaram em conjunto que os filmes da Disney não poderiam concorrer aos prêmios anuais das entidades enquanto a decisão não fosse revertida. As associações classificaram a medida como "contrária aos princípios de uma imprensa livre" e como um precedente perigoso diante da hostilidade já elevada contra jornalistas. Em 7 de novembro de 2017, a Disney voltou atrás e declarou ter mantido "discussões produtivas com a liderança recém-instalada do Los Angeles Times sobre nossas preocupações específicas".
Em outubro de 2024, Soon-Shiong instruiu a editora-executiva Terry Tang a não publicar apoio a nenhum candidato na eleição presidencial dos Estados Unidos de 2024. Em seu lugar, queria "uma análise factual de todas as políticas POSITIVAS E NEGATIVAS de CADA candidato durante seus mandatos na Casa Branca, e como essas políticas afetaram o país". O conselho editorial, que preparava um apoio a Kamala Harris, candidata do Partido Democrata, rejeitou a alternativa. Depois que Donald Trump, candidato republicano, fez referência pública à ausência de apoio do jornal a Harris, Mariel Garza, editora da seção de opinião, renunciou em protesto. Robert Greene e Karin Klein, outros dois integrantes do conselho editorial, também deixaram seus cargos. Duzentos funcionários do Times assinaram uma carta criticando a maneira pela qual a decisão foi conduzida, e milhares de assinantes cancelaram suas assinaturas. Soon-Shiong já havia bloqueado uma decisão do conselho editorial em 2020, quando impediu o jornal de apoiar Elizabeth Warren nas primárias presidenciais democratas de 2020.
Depois da eleição, Soon-Shiong disse que planejava acrescentar a todos os artigos do jornal um "medidor de viés" baseado em inteligência artificial, que permitiria aos leitores acessar "os dois lados" das matérias. Em meio às manifestações públicas de apoio de Soon-Shiong a Robert F. Kennedy Jr., escolhido por Trump para chefiar o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, o colunista de opinião Eric Reinhart acusou o jornal de cancelar um artigo crítico que havia escrito sobre Kennedy.

Até 2026, o Times havia recebido 52 Prêmios Pulitzer, entre eles quatro por cartuns editoriais, um pela cobertura imediata dos distúrbios de Watts de 1965 e outro pelos distúrbios de Los Angeles de 1992.
Na passagem do século XIX para o XX, os concorrentes do Times incluíam o Los Angeles Examiner e o menor Los Angeles Tribune. Em dezembro de 1903, o magnata da imprensa William Randolph Hearst começou a publicar o Los Angeles Examiner como concorrente matutino direto do Times. No século XX, o Los Angeles Express e o Los Angeles Daily News, de Manchester Boddy, um jornal democrata, disputavam o mercado vespertino.
Em meados da década de 1940, o Times liderava a circulação na Grande Los Angeles. Em 1948, lançou o Los Angeles Mirror, um tabloide vespertino destinado a concorrer com o Daily News e o Herald-Express. Em 1954, o Mirror absorveu o Daily News. O jornal resultante, Mirror-News, encerrou a publicação em 1962, quando o vespertino Herald-Express, de Hearst, e o matutino Los Angeles Examiner se fundiram para formar o Herald-Examiner. O Herald-Examiner publicou sua última edição em 1989.
Em 2014, a Freedom Communications, então proprietária do Orange County Register, lançou o Los Angeles Register como jornal diário concorrente do Times. A publicação fechou no fim de setembro daquele mesmo ano.
Durante 69 anos, de 1885 a 1954, o Times publicou no dia de Ano-Novo uma edição anual especial, chamada Midwinter Number ou Midwinter Edition, dedicada a promover o Sul da Califórnia. No começo, recebia o nome de Trade Number. Em 1886, teve uma tiragem especial de "escopo e proporções extras", descrita como "um jornal de vinte e quatro páginas, e esperamos torná-lo a melhor apresentação deste país [o Sul da Califórnia] que já existiu". Dois anos depois, a edição havia crescido para "quarenta e oito belas páginas, 22,9 × 38,1 cm, costuradas para maior conveniência e melhor conservação", consideradas "equivalentes a um livro de 150 páginas". A expressão Trade Number foi usada pela última vez em 1895, quando a edição tinha 36 páginas divididas em três seções.
A edição recebeu elogios de outros jornais. Em 1923, o The Kansas City Star publicou:
Ela é composta por cinco revistas, com um total de 240 páginas, o tamanho máximo permitido pelas normas postais. Entra em todos os detalhes de informação sobre Los Angeles e o Sul da Califórnia que se poderia desejar. É praticamente uma enciclopédia sobre o assunto. Transborda estatísticas oficiais. Além disso, comprova as estatísticas com profusão de ilustrações. [...] É uma combinação extraordinária de guia e revista de viagens.
Em 1948, a Midwinter Edition, como então era chamada, havia crescido para "sete grandes revistas ilustradas em bela reprodução por rotogravura". A última menção à Midwinter Edition encontrada em um anúncio do Times é de 10 de janeiro de 1954.
Entre 1891 e 1895, o Times também publicou uma edição semelhante, a Midsummer Number. A primeira teve como tema "A terra e seus frutos". Como foi publicada em setembro, a edição de 1891 recebeu o nome de Midsummer Harvest Number.

Em 1903, a Pacific Wireless Telegraph Company estabeleceu uma ligação radiotelegráfica entre o continente da Califórnia e a Ilha de Santa Catalina. No verão daquele ano, o Times utilizou a conexão para criar em Avalon um jornal diário local chamado The Wireless. A publicação combinava notícias locais com trechos do jornal principal enviados por Código Morse. A experiência durou pouco mais de um ano.
Na década de 1990, o Times publicou edições destinadas a regiões distantes entre si. Havia versões para o Vale de São Fernando, o Condado de Ventura, o Inland Empire, o Condado de Orange e o Condado de San Diego, além de uma "Edição Nacional" distribuída em Washington, D.C. e na Área da baía de São Francisco. Ao todo, chegaram a existir 14 edições. Elas foram sucedidas por Our Times, um conjunto de suplementos comunitários incluídos nas edições regulares do Los Angeles Metro. As edições de Our Times deixaram de circular em 2000.
Uma subsidiária, Times Community Newspapers, publica o Daily Pilot de Newport Beach e Costa Mesa. Entre 2011 e 2013, o Times publicou o Pasadena Sun. Também publicou o Glendale News-Press e o Burbank Leader de 1993 a 2020, e o La Cañada Valley Sun de 2005 a 2020.
Em 30 de abril de 2020, Charlie Plowman, editor da Outlook Newspapers, anunciou que compraria o Glendale News-Press, o Burbank Leader e o La Cañada Valley Sun da Times Community Newspapers. No fim de janeiro daquele ano, Plowman já havia adquirido o South Pasadena Review e o San Marino Tribune da família Salter, proprietária e operadora dos dois semanários comunitários.
Uma das seções do Times era "Column One", publicada diariamente na primeira página, à esquerda. Criada em setembro de 1968, destinava-se a histórias estranhas ou curiosas. Na introdução de How Far Can a Piano Fly?, coletânea de textos da coluna, Patt Morrison escreveu que sua finalidade era provocar no leitor uma reação semelhante a "Puxa, isso é interessante, eu não sabia".
O Times também produziu trabalhos de jornalismo investigativo. Uma série publicada em dezembro de 2004 sobre o King/Drew Medical Center, em Los Angeles, resultou em um Prêmio Pulitzer e numa cobertura mais extensa dos problemas do hospital. Steve Lopez escreveu uma série em cinco partes sobre as condições sociais e humanitárias de Skid Row, que se tornou o foco do filme de 2009 O Solista. O jornal recebeu ainda 75 prêmios da Society for News Design por trabalhos produzidos em 2019.
Entre 1967 e 1972, o Times publicou aos domingos um suplemento chamado West. A revista recebeu atenção pelo projeto gráfico dirigido por Mike Salisbury, que mais tarde se tornou diretor de arte da Rolling Stone. De 2000 a 2012, o jornal publicou a Los Angeles Times Magazine, inicialmente semanal e depois mensal. A revista se concentrava em reportagens e fotografias sobre pessoas, lugares, estilo e assuntos culturais de Los Angeles e das cidades e comunidades vizinhas. Em 2014, The California Sunday Magazine passou a acompanhar a edição dominical do L.A. Times. A revista deixou de ser publicada em 2020.
Em 2024, o Times publicou a série "L.A. Influential", dedicada a empresários, artistas, líderes comunitários e outras figuras de Los Angeles. A seleção foi organizada em seis categorias definidas pelo setor de atuação e outros critérios.

Em 1996, o Times criou o Los Angeles Times Festival of Books em parceria com a Universidade da Califórnia em Los Angeles. O evento reúne debates, exposições e palcos durante dois dias no fim de abril de cada ano. Em 2011, o festival foi transferido para a Universidade do Sul da Califórnia.
Desde 1980, o Times concede prêmios literários anuais. As categorias são biografia, atualidades, ficção, primeira obra de ficção, história, mistério ou suspense, poesia, ciência e tecnologia e ficção para jovens adultos. O Robert Kirsch Award é concedido a cada ano a um autor vivo com forte relação com o oeste dos Estados Unidos e cuja obra literária mereça reconhecimento especial.
De 1974 a 1980, o Times patrocinou a Los Angeles Times 500, uma corrida de Stock Car da Winston Cup Series da NASCAR, disputada no Ontario Motor Speedway, em Ontario, Califórnia. A última edição ocorreu em 1980, antes da demolição do autódromo.
De 1957 a 1987, o Times patrocinou o Los Angeles Times Grand Prix, disputado no Autódromo Internacional de Riverside, em Moreno Valley, Califórnia.
A Times Mirror Corporation foi proprietária, em diferentes épocas, de editoras de livros como New American Library, C.V. Mosby Company, Harry N. Abrams, Matthew Bender e Jeppesen.
Em 1960, a Times Mirror de Los Angeles comprou a New American Library, editora conhecida por publicar reedições econômicas em brochura de obras clássicas e acadêmicas. A NAL continuou a operar de forma autônoma em Nova York dentro da Mirror Company. Em 1983, a Odyssey Partners e Ira J. Hechler compraram a NAL da Times Mirror Company por mais de US$ 50 milhões.
Em 1967, a Times Mirror adquiriu a C.V. Mosby, editora de publicações profissionais. Nos anos seguintes, reuniu-a a outras editoras especializadas, entre elas Resource Application, Inc., Year Book Medical Publishers, Wolfe Publishing Ltd., PSG Publishing Company e B.C. Decker, Inc. Em 1998, a Mosby foi vendida à Harcourt Brace & Company e passou a integrar o grupo Elsevier Health Sciences.
| Times-Mirror Broadcasting Company | |
|---|---|
| Nome(s) anterior(es) | KTTV, Inc. (1947-1963) |
| Empresa privada | |
| Atividade | Televisão terrestre Meios de comunicação |
| Fundação | dezembro de 1947 |
| Destino | Adquirida pela Argyle Television, depois vendida à New World Communications em 1994 |
| Encerramento | 1993 |
| Sede | Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Estados Unidos |
| Produtos | Televisão aberta e televisão a cabo |
| Empresa-mãe | The Times-Mirror Company (1947-1963, 1970-1993) |
| Website | www |
A Times-Mirror Company foi uma das proprietárias fundadoras da emissora de televisão KTTV, em Los Angeles, que entrou no ar em janeiro de 1949. A empresa tornou-se sua única proprietária em 1951, depois de recomprar a participação minoritária que havia vendido à CBS em 1948. Em 1950, a Times-Mirror também comprou o antigo estúdio cinematográfico Nassour Studios, em Hollywood, e passou a utilizá-lo para concentrar as operações da KTTV. O complexo, mais tarde chamado Metromedia Square, foi vendido junto com a KTTV à Metromedia em 1963.
A empresa permaneceu fora da radiodifusão durante sete anos. Em 1970, reativou a Times-Mirror Broadcasting Company ao comprar o Dallas Times Herald e suas emissoras de rádio e televisão KRLD-AM, FM e TV, em Dallas. A Comissão Federal de Comunicações concedeu uma exceção às regras de propriedade cruzada de meios de comunicação e permitiu que a Times-Mirror mantivesse o jornal e a emissora de televisão, rebatizada KDFW-TV.
A Times-Mirror Broadcasting comprou a KTBC-TV, de Austin, em 1973, e em 1980 adquiriu um grupo de emissoras pertencentes à Newhouse Newspapers: WAPI-TV, depois WVTM-TV, em Birmingham, KTVI, em St. Louis, WSYR-TV, depois WSTM-TV, em Syracuse, e sua estação-satélite WSYE-TV, depois WETM-TV, em Elmira, além da WTPA-TV, depois WHTM-TV, em Harrisburg. A empresa também entrou no mercado de televisão a cabo, atendendo, entre outras, as regiões de Phoenix e San Diego. Os sistemas chamavam-se inicialmente Times-Mirror Cable e depois receberam o nome Dimension Cable Television. A companhia ainda tentou entrar no mercado de televisão por assinatura com a rede de filmes Spotlight, mas a operação durou pouco. Os sistemas de cabo foram vendidos em meados da década de 1990 à Cox Communications.
A Times-Mirror também reduziu o número de emissoras sob seu controle e vendeu as propriedades de Syracuse, Elmira e Harrisburg em 1986. As quatro emissoras restantes foram reunidas em uma nova holding, Argyle Television, em 1993. Pouco depois, elas foram compradas pela New World Communications e tornaram-se parte da ampla troca de afiliações entre redes e emissoras ocorrida nos Estados Unidos em 1994 e 1995.
| Cidade de licença / mercado | Emissora | Canal TV analógica / RF |
Anos sob propriedade | Propriedade e afiliação |
|---|---|---|---|---|
| Birmingham | WVTM-TV | 13 (13) | 1980-1993 | Afiliada da NBC, pertencente à Hearst Television |
| Los Angeles | KTTV 1 | 11 (11) | 1949-1963 | Emissora própria e operada pela Fox |
| St. Louis | KTVI | 2 (43) | 1980-1993 | Afiliada da Fox, pertencente ao Nexstar Media Group |
| Elmira | WETM-TV | 18 (18) | 1980-1986 | Afiliada da NBC, pertencente ao Nexstar Media Group |
| Syracuse | WSTM-TV | 3 (24) | 1980-1986 | Afiliada da NBC, pertencente ao Sinclair Broadcast Group |
| Harrisburg - Lancaster - Lebanon - York |
WHTM-TV | 27 (10) | 1980-1986 | Afiliada da ABC, pertencente ao Nexstar Media Group |
| Austin | KTBC | 7 (7) | 1973-1993 | Emissora própria e operada pela Fox |
| Dallas - Fort Worth | KDFW 2 | 4 (35) | 1970-1993 | Emissora própria e operada pela Fox |
Notas:
Em 19 de janeiro de 2018, os funcionários do departamento de notícias votaram por 248 a 44, em eleição do National Labor Relations Board, para serem representados pelo NewsGuild-CWA. A votação ocorreu apesar da forte oposição da direção e encerrou mais de um século de resistência à sindicalização em um dos maiores jornais do país.
A lista a seguir reúne jornalistas, colunistas e editores que trabalharam no Times ou integram sua equipe. O diretório oficial do jornal documenta sua equipe editorial em atividade, enquanto os arquivos do Times e os registros do Pulitzer cobrem parte dos antigos integrantes e premiados.