| Oliceridina | |
|---|---|
Estrutura molecular da oliceridina | |
Representação 3D de uma molécula de oliceridina | |
| Nomes comerciais | Olinvyk |
| Vias de administração | Intravenoso |
| Situação regulatória | Estados Unidos: Lista II |
| Código ATC | N02AX07 |
| Fórmula química | C22H30N2O2S |
| Número CAS | 1401028-24-7 |
| PubChem | 66553195 |
| DrugBank | DB14881 |
| ChemSpider | 30841043 |
| UNII | MCN858TCP0 |
| KEGG | D11214 |
| ChEMBL | 2443262 |
| PDB | WH2 |
| Nome IUPAC | N-[(3-Methoxythiophen-2-yl)methyl]-2-[(9R)-9-pyridin-2-yl-6-oxaspiro[4.5]decan-9-yl]ethanamine |
| Sinônimos | TRV-130, TRV130 |
| InChI | 1S/C22H30N2O2S/c1-25-18-7-15-27-19(18)16-23-13-10-21(20-6-2-5-12-24-20)11-14-26-22(17-21)8-3-4-9-22/h2,5-7,12,15,23H,3-4,8-11,13-14,16-17H2,1H3/t21-/m1/s1 |
| Chave InChI | DMNOVGJWPASQDL-OAQYLSRUSA-N |
| SMILES | COc1ccsc1CNCC[C@]2(CCOC3(CCCC3)C2)c4ccccn4 |
A oliceridina, comercializada como Olinvyk, é um analgésico opioide utilizado para tratar dor aguda moderada a intensa em adultos. É administrada por via intravenosa.
Os efeitos adversos mais comuns incluem náusea, vômito, tontura, dor de cabeça, prisão de ventre, coceira na pele e baixos níveis de oxigênio no sangue.
A oliceridina foi aprovada para uso médico nos Estados Unidos em agosto de 2020.
A oliceridina é indicada para uso intravenoso de curta duração em hospitais e outros ambientes clínicos com supervisão, inclusive durante procedimentos hospitalares e ambulatoriais. Não é indicada para uso domiciliar.
Os efeitos adversos da oliceridina são semelhantes aos de outros opioides. Os mais frequentes são náuseas, vômitos, tontura, dor de cabeça e constipação. O uso prolongado de opioides na gravidez pode causar síndrome de abstinência neonatal.
A bula norte-americana do Olinvyk traz um alerta destacado sobre dependência, abuso e uso indevido, depressão respiratória com risco de morte, síndrome de abstinência neonatal e uso concomitante com benzodiazepínicos ou outros depressores do sistema nervoso central. A dose diária máxima recomendada é de 27 mg.
A oliceridina é contraindicada em pessoas com depressão respiratória acentuada, asma brônquica aguda ou grave sem monitoramento e equipamentos de reanimação, obstrução gastrointestinal conhecida ou suspeita, ou hipersensibilidade ao medicamento.
A oliceridina é um agonista do receptor μ-opioide desenvolvido pela Trevena. Em estudos celulares in vitro, ativa a sinalização por proteína G com potência e eficácia semelhantes às da morfina, mas recruta menos β-arrestina 2 e provoca menos internalização do receptor. A hipótese de seletividade funcional, também chamada de viés de sinalização, foi questionada por trabalhos que atribuem esse comportamento à baixa eficácia intrínseca da substância. A validade dessa explicação também foi contestada. Em estudos in vivo, foram observados menos efeitos adversos, como depressão respiratória e constipação, em comparação com a morfina. Resultados in vitro não asseguram o mesmo comportamento clínico em seres humanos.
Ensaios controlados e abertos incluíram 1.535 participantes com dor aguda moderada a intensa tratados com oliceridina. Nos estudos randomizados após cirurgia de joanete ou cirurgia abdominal, os participantes que receberam as doses aprovadas relataram menos dor que aqueles que receberam placebo.
A FDA aprovou a oliceridina com base em três ensaios clínicos, que incluíram os estudos NCT02815709 e NCT02820324. Participaram 1.558 pessoas de 18 a 89 anos que necessitavam de analgesia, em 53 centros nos Estados Unidos.
O primeiro ensaio incluiu pessoas com dor moderada a intensa após cirurgia de joanete. Elas foram distribuídas aleatoriamente entre oliceridina, placebo e morfina, administrados por via intravenosa durante 48 horas. Os participantes e a equipe assistencial desconheciam o tratamento recebido até o encerramento do estudo. Um analgésico de resgate podia ser utilizado quando o controle da dor era insuficiente.
O segundo ensaio incluiu pessoas com dor moderada a intensa após abdominoplastia. Elas foram distribuídas aleatoriamente entre oliceridina, placebo e morfina, administrados por via intravenosa durante 24 horas. Os participantes e a equipe assistencial desconheciam o tratamento recebido até o encerramento do estudo. Um analgésico de resgate podia ser utilizado quando o controle da dor era insuficiente.
Os participantes avaliaram a intensidade da dor após a cirurgia em uma escala numérica. As pontuações dos grupos que receberam oliceridina foram comparadas às dos grupos que receberam placebo e morfina.
No terceiro ensaio, pessoas com dor após diferentes cirurgias ou decorrente de outras condições médicas receberam pelo menos uma dose de oliceridina. Os dados foram utilizados para avaliar a segurança do medicamento.
A oliceridina foi aprovada para uso médico nos Estados Unidos em agosto de 2020. A FDA concedeu a aprovação do Olinvyk à Trevena Inc.
Em 2018, um comitê consultivo da FDA votou contra a aprovação da oliceridina por considerar insuficiente a relação entre benefícios e riscos. As preocupações incluíam prolongamento do intervalo QT e depressão respiratória. A FDA recusou o pedido de aprovação e solicitou esclarecimentos sobre a segurança.
A oliceridina foi aprovada para uso médico nos Estados Unidos em agosto de 2020. A FDA concedeu a aprovação do Olinvyk à Trevena Inc.
Em 30 de outubro de 2020, a Drug Enforcement Administration publicou uma regra provisória que incluiu a oliceridina na lista II de substâncias controladas dos Estados Unidos, sob o código 9245.