She Wolf recebeu em sua maioria análises positivas da mídia especializada, que prezou a natureza distinta do álbum e a originalidade de Shakira. Comercialmente, obteve um bom desempenho, atingindo a liderança nas tabelas da Argentina, Irlanda, Itália, México e da Suíça, enquanto listou-se entre os cinco mais vendidos na Alemanha, Espanha e no Reino Unido. Nos Estados Unidos, estreou na posição de número quinze da Billboard 200, tornando-se o primeiro álbum de Shakira a não atingir as dez primeiras posições desde Dónde Están los Ladrones? (1998). Mundialmente, foi o 47.º disco mais comprado no mundo em 2009, de acordo com a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI).
Para promover She Wolf, quatro singles foram lançados. O primeiro, a faixa-título, foi um sucesso comercial e alcançou as dez primeiras posições em vários países. "Did It Again" foi lançada mundialmente como o segundo single do projeto, exceto nos Estados Unidos, onde o foi substituído por "Give It Up to Me"; ambos os singles alcançaram um desempenho moderado. A quarta e última faixa de trabalho foi "Gypsy", que também teve um bom desempenho. Como forma de divulgação do material, Shakira apresentou diversas faixas do disco em programas televisivos, e embarcou na turnê The Sun Comes Out em 2010, que também divulgou Sale el Sol, seu disco subsequente.
Antecedentes e desenvolvimento
Tendo anteriormente colaborado com Shakira em "Hips Don't Lie", Wyclef Jean (foto) foi destaque na música "Spy" em She Wolf.
Em 2005, Shakira alcançou sucesso internacional com o lançamento de seu quarto e quinto álbuns de estúdio, Fijación Oral, Vol. 1 e Oral Fixation, Vol. 2, que gerou os singles "La Tortura" e "Hips Don't Lie", respectivamente, que tornaram-se sucessos comerciais. Para divulgar os dois materiais, ela embarcou na turnê Oral Fixation (2006-07), que arrecadou mais de US$ 100 milhões. Um ano após a digressão ser concluída, a artista assinou um contrato de 10 anos com a Live Nation, o que levou a Forbes lhe considerar como a quarta cantora mais bem paga da daquele momento.
Mais tarde, Shakira começou a trabalhar em She Wolf, que foi gravado principalmente no estúdio Compass Point, situado nas Bahamas. Em entrevista à revista musical Rolling Stone, a musicista disse que escolheu especificamente este estúdio após descobrir que ele já havia sido utilizado para sessões de gravação de artistas como Bob Marley, The Cure e AC/DC, de quem ela é fã. Ao contrário da maioria de seus projetos anteriores, que eram predominantemente compostos por estilos como o pop latino e o pop rock, She Wolf é um álbum electropop com influências musicais da música do mundo. Quando questionada pelo motivo das influências eletrônicas do álbum, Shakira respondeu:
“
Eu fiquei bastante curiosa e intrigada sobre o mundo do electropop, e tudo o que ele tem a oferecer. Eu queria ter certeza de que este álbum tivesse graves potentes e que as batida fossem fortes, e queria me concentrar na batida. Mas minha música, até certo ponto, é muito complexa; porque eu sempre tento experimentar com sons de outras partes do mundo".
”
Explicando o significado do título, Shakira disse que "'loba' é a mulher do nosso tempo. A mulher que sabe o que quer e que é livre de preconceitos e ideias preconcebidas. Ela defende seus desejos mais profundos, com dentes e garras, como um animal selvagem". Shakira e Amanda Ghost foram as produtoras executivas do projeto e escolheram diversos profissionais para produzir as faixas, como Pharrell Williams, membro do duo produtor The Neptunes; ele co-compôs quatro das faixas do álbum, ao lado da intérprete. Outros colaboradores incluem John Hill, Sam Endicott, e Timbaland. Shakira disse mais tarde que a sua colaboração com Williams a ajudou a aprender muito, observando que "quando você colabora com alguém, você sempre tenta capturar algo da outra pessoa, e eu aprendi muito com o método dele". A artista revelou que Williams e Chad Hugo — o segundo membro do The Neptunes — prepararam quatro faixas em cinco dias, e comentou que "o que foi interessante é que ele é muito rápido e imediato no estúdio, e eu sou um pouco mais lenta [em comparação a ele]".
Endicott, músico e vocalista da banda pós-punk estadunidense The Bravery, foi chamado pessoalmente por Shakira para co-compor a faixa-título do álbum, juntamente com Hill. Ele explicou como os dois começaram a trabalhar na faixa, dizendo que "[ao entrar] em contato com ele [Hill], perguntei se ele já tinha alguma coisa. Ele não tinha nada em mente. Nós apenas fizemos a coisa de forma independente, e então ela gostou muito, e cantou por cima. Ela usou algumas das melodias que colocamos lá e então escreveu essas letras malucas sobre ser uma loba. E foi assim que aconteceu". O rapper haitiano Wyclef Jean, que já havia colaborado com a colombiana como artista convidado em "Hips Don't Lie" (2006), falou sobre sua química com ela, dizendo: "Eu tenho uma química natural com Shakira. Eu amo a vibração latina. A vibração libanesa. Adoro o aspecto multicultural do CD. Nos dias de hoje, é difícil você pegar um CD e amá-lo do começo ao fim. Shakira representa esses 360 graus: você coloca para tocar e o CD inteiro arrasa". Em She Wolf, Jean aparece como um artista convidado na faixa "Spy".
Música e letras
"Minha maior motivação foi fazer um álbum com o qual as pessoas pudessem se divertir e esquecer seus problemas. Com influência de dance feitos para as boates. Eu quero que as pessoas se divirtam com isso. Esqueçam os problemas. Esqueçam as crise. Esqueça tudo por um minuto; pelo menos enquanto escutarem as músicas.
—Shakira, falando sobre sua motivação por trás do disco, para a MTV News.
Musicalmente, She Wolf introduz uma mudança do pop latino e do pop rock, muito presentes nos discos anteriormente lançados por Shakira, para o electropop e dance-pop, que combina influências de estilos musicais de vários países e regiões, como África, Colômbia, Índia e Oriente Médio. Shakira definiu o disco como uma "viagem experimental sonora" e disse que se aprofundou na música folclórica de diferentes países para "combinar elementos eletrônicos com sons mundiais, pandeiros, clarinetes, música clássica indiana, dancehall, etc". A faixa-título é uma música synth-pop e dance-pop cativante com influência disco e é instrumentada por uma guitarras dos anos 70 e um "monte de efeitos robóticos". Na letra, Shakira detalha como a falta de afeto e atenção de seu parceiro liberta sua "loba interior" e a leva a buscar em outros homens o amor que ele não lhe dá. A seguinte, "Did It Again" uma faixa energética de electropop e dance-pop com elementos de samba. Em seus versos, a cantora colombiana admite a infidelidade ao seu parceiro, o que a faz sentir-se culpada.
A influência de músicas do mundo é mais evidente em faixas como "Why Wait" e "Gypsy", a primeira é uma musica eletro-funk, construída por sintetizadores com cordas do Oriente Médio, inspiradas em Led Zeppelin, enquanto a última é um folk de ritmo moderado, com uma melodia inspirada na música indiana bhangra, que descreve como o modo de ser e ver a vida de Shakira é muito semelhante ao dos ciganos que viajam pelo mundo. Faixas como "Long Time" e "Good Stuff" exibem elementos dancehall, eletrônica e pop latino. Os críticos consideraram a faixa de eletropop estilizada dos anos 80 "Men in This Town", semelhante ao trabalho da banda americana No Doubt. A colaboração da cantora com Wyclef Jean em "Spy", é uma fusão de música disco e R&B, que é descrita como sensual e brincalhona. Elementos de música rock também estão presentes no álbum, principalmente evidentes na "ruidosa" canção de arena rock "Mon Amour". A faixa de bônus da edição estadunidense, "Give It Up To Me", mistura pop e hip hop com um rap bem humorado de Lil Wayne. Como Shakira queria garantir que os "chutes fossem realmente impactantes", as faixas de She Wolf ficaram de forma "muito grave". Ela revelou que não tinha ideia de como o álbum soaria no final, descrevendo-o como "estar em frente a uma tela branca", mas admitiu que sabia desde o início que queria fazer um álbum influenciado pela música eletrônica.
As letras das faixas de She Wolf, de acordo com Shakira, foram escritas numa perspectiva muito feminina. Ela atribuiu isso a sua crescente maturidade, observando "Eu acho que talvez porque eu me sinto mais mulher hoje". Muitas das músicas se concentram em "emoções que uma mulher experimenta quando está apaixonada ou com ciúmes, fantasias, devaneios", que a cantora disse que se baseavam em conversas, com namoradas que estão lutando com suas próprias vidas amorosas. Esta questão aborda de forma proeminente a faixa "Men in This Town", na qual Shakira canta sobre a falta de solteiros disponíveis em Los Angeles. A música contém referências aos atores americanos Angelina Jolie e Matt Damon, o último de quem a colombiana conheceu pessoalmente em destinos populares como o SkyBar. Jocelyn Vena, editor da MTV, comentou que "Shakira não teve medo de ser um pouco excêntrica quando se tratava das letras de She Wolf". Em uma entrevista com Jim Cantiello, a cantora foi questionada sobre o motivo de letras como "Estou tão feliz que deveria ser processada" (na faixa "Long Time"), ao que Shakira respondeu: "Talvez rimasse. É difícil explicar suas próprias letras, sabe". Em "Mon Amour", ela deseja que seu ex-namorado e sua nova namorada tenham umas terríveis férias em Paris e sejam comidos vivos por "pulgas francesas". Outros temas que o álbum toca incluem a vida noturna, o sexo e a sedução, em músicas como "Did It Again" e "Spy". O crítico da Rolling Stone, Jody Rosen, rotulou este último como "uma meditação sobre a masturbação".
Lançamento e promoção
She Wolf foi lançado em 9 de outubro de 2009, na Alemanha, Áustria, Bélgica, Itália, Irlanda, Países Baixos e Suíça. No resto da Europa e América Latina, o álbum foi disponibilizado em 12 de outubro, com lançamentos seguidos na Espanha, no Japão e na Austrália. Estava programado para ser liberado em 13 de outubro nos Estados Unidos, mas foi adiado e isso só ocorreu em 23 de novembro. O motivo desse atraso no país foi que Ghost decidiu incluir de última hora "Give It Up to Me", uma produção de Timbaland, a lista de faixas. Em 2010, She Wolf foi reeditado em países hispânicos com "Loba" e apresentou remixes adicionais das músicas de língua espanhola.
Shakira cantou "She Wolf" pela primeira vez no final da quarta temporada do America's Got Talent, em 16 de setembro de 2009. No dia 17, realizou a música na cerimônia de premiação ALMA Awards. "She Wolf" foi tocado junto com "Did It Again" em sua participação no Jimmy Kimmel Live!, no dia seguinte. No dia 24, interpretou "She Wolf" e "Hips Don't Lie" no BBC Radio 1Xtra Live Lounge. Em 25, ela executou "She Wolf" na Friday Night with Jonathan Ross, juntamente com seus sucessos "Whenever, Wherever" e "Hips Don't Lie". No dia 28, ela interpretou a música no T4, um programa da Channel 4. Em 29 de setembro, compareceu ao Later with Jools Holland, para promover seu álbum e realizou "Gypsy", juntamente com "She Wolf" e "Why Wait".
Voltou a executar "She Wolf" no episódio do Saturday Night Live, exibido em 17 de outubro. "Did It Again" também foi interpretada nos MTV Europe Music Awards, realizado em 5 de novembro. A colombiana interpretou-a mais uma vez na versão britânica do The X Factor, no dia 15. Em 16 de novembro, cantou "Gypsy" ao vivo no programa The View e, no dia 24 de novembro, tocou "Gypsy" no The Rachael Ray Show. Em 23 de dezembro, ela apareceu no A Home for the Holidays With Faith Hill, para interpretar a música.
Em 14 de fevereiro de 2010, Shakira cantou "She Wolf" e "Give It Up to Me", durante o intervalo do jogo All-Star da NBA. Em 27 de março, "Gypsy" foi tocado no programa de entretenimento Wetten, dass..?, em Salzburgo, Áustria. Em 28 de abril, a mesma faixa foi apresentada no The Ellen DeGeneres Show. No mesmo dia, ela interpretou a música como um dueto com o cantor Gary LeVox, no American Idol. No mesmo ano, durante o festival Rock in Rio, realizado em Madri, na Espanha, deu voz a "Loba", a versão em espanhol de "She Wolf". Em 10 de junho, enquanto se apresentava na cerimônia de abertura da Copa do Mundo FIFA 2010, executou "She Wolf", "Hips Don't Lie" e a música oficial do evento, "Waka Waka (This Time For Africa)". "She Wolf" foi novamente tocado no Glastonbury Festival, no dia 26 do mesmo mês, que ocorreu em Pilton, Somerset.
A faixa-título foi lançada, como o primeiro single de She Wolf, em 10 de julho de 2009. Foi bem recebido por críticos especializados em música, que elogiaram suas influências de disco e letras incomuns. Comercialmente, a música foi um sucesso e qualificou-se nos dez primeiros lugares da parada de países como Alemanha, Espanha, Bélgica, Itália, e Reino Unido. Nos Estados Unidos, atingiu o número 11 na principal tabela do país, a Billboard Hot 100, enquanto liderou a segmentada Hot Dance Club Songs. "Loba", a versão em espanhol da canção, também foi líder na Hot Latin Songs e Tropical Songs. Um videoclipe de acompanhamento foi dirigido por Jake Nava, e apresenta Shakira dançando em vários ambientes como uma caverna vermelha e uma gaiola de ouro.
Como segunda música de trabalho do projeto, "Did It Again" foi lançada em todo o mundo em 16 de outubro, excluindo os Estados Unidos, onde foi substituída por "Give It Up to Me". Foi recebida com críticas positivas dos críticos especialistas em música e foi elogiada por suas letras expressivas. Moderadamente bem sucedida no âmbito comercial, listou-se nos dez primeiros lugares nas tabelas de 20 países. Nos Estados Unidos, atingiu o primeiro lugar na Hot Dance Club Songs. A versão em espanhol da música, "Lo Hecho Está Hecho", alcançou o número seis na Hot Latin Songs e 11 na Tropical Songs. O videoclipe de acompanhamento foi dirigido por Sophie Muller e apresenta a intérprete lutando contra um homem em um quarto.
"Give It Up to Me", que apresenta vocais do rapper americano Lil Wayne, foi lançado como o terceiro single de She Wolf apenas nos Estados Unidos, em 26 de outubro de 2009. Recebeu críticas negativas da mídia especializada por sua letra genérica e conteúdo sexual. Chegou até o número 29 no Billboard Hot 100 e 23 na Pop Songs. Em seu videoclipe correspondente, também dirigido por Muller, apresenta cenas da colombiana vestida como uma deusa tailandesa, com vestidoa zul e vermelho, cores da bandeira da Taiândia, com longas unhas e com Hong Kong como plano de fundo, mostrando o edifício Central Plaza.
Como o quarto e último single do projeto, "Gypsy" foi lançado em 26 de março de 2010. A música gerou uma resposta positiva dos críticos especializados, muitos dos quais elogiaram sua produção de estilo acústico. Foi um sucesso moderado, posicionando-se nos dez primeiro postos da tabela de países como Alemanha, México e Espanha. Na Billboard Hot 100 chegou até o número 65, enquanto a sua versão em espanhol, nomeada "Gitana", atingiu o sexto lugar como melhor na Hot Latin Songs. Seu videoclipe, dirigido por Jaume de Laiguana, contem a participação do tenista profissional espanhol Rafael Nadal, interpretando o namorado da cantora.
Shakira embarcou na The Sun Comes Out World Tour no final de 2010, para promover She Wolf junto com seu nono álbum de estúdio Sale el Sol. O site oficial da cantora anunciou pela primeira vez os três locais iniciais da parte norte-americana da turnê em 3 de maio de 2010, e posteriormente, 22 locais a mais foram incluídos. Após um show especial de pré-lançamento da digressão, realizado em Montreal, Canadá, em 2 de agosto de 2010, a parte norte-americana começou em Uncasville, Connecticut, em 17 de setembro, e encerrou-se em Rosemont, Illinois, em 29 de outubro. As datas iniciais para a etapa européia foram anunciadas em 28 de junho, e, posteriormente, 22 outros concertos foram adicionados. Essa etapa foi planejada para começar em Lyon, França, em 16 de novembro e terminou em Londres, Inglaterra, em 20 de dezembro. Os ingressos para as datas iniciais da parte européia foram logo esgotados e Shakira estendeu a turnê para 2011, começando por anunciar o show em Paris, França; Locais em países como Croácia, Rússia, Espanha e Suíça foram adicionados em seguida. As primeiras datas da etapa latino-americana foram anunciadas em 3 de dezembro de 2010, e, em seguida, concertos em países como Argentina, Brasil, Colômbia e México foram adicionados.
A faixa-título, "Why Wait" e "Gypsy" foram as únicas músicas de She Wolf a serem incluídas no repertório da turnê. O palco foi moldado como a letra "T" para permitir que uma quantidade ilimitada de telespectadores pudessem vê Shakira facilmente. Uma grande tela estava projetada atrás do palco, em que eram exibidas várias imagens, criada pela agência de entretenimento Loyalkaspar. Durante o espetáculo, Shakira usava principalmente um top de malha de cor de ouro combinado com calças de couro bem apertadas. Outros figurinos que a artista usou durante os shows, incluíram um vestido rosa com capuz, uma saia de flamenco e um vestido azul plumoso.
Os espetáculos foram um sucesso comercial, ficou no número 40 entre as digressões de maior sucesso dentre as realizadas na América do Norte em 2010, arrecadando um total de US$ 16,9 milhões no continente, totalizando 524,723. Nessa região, comercializou uma média de 9 mil e 335 ingressos e um total de 205 mil e 271 em todo o mundo. Em 2011, classificou-se no número 20 entre as maiores do período. Seu total bruto durante suas datas mundiais foi de US $53,2 milhões e as vendas de ingressos totalizaram mais de 692 mil. Um álbum ao vivo do show gravado no Palais Omnisports de Paris-Bercy em Paris, na França, foi lançado como Live from Paris, em 5 de dezembro de 2011.
No agregador de resenhas Metacritic — que atribui uma classificação normalizada de 100 a avaliação dos profissionais especializados —, She Wolf recebeu uma pontuação média de 72 com base em 15 resenhas, indicando "revisões em sua maioria favoráveis". Stephen Thomas Erlewine, do banco de dados AllMusic, deu ao disco uma revisão muito positiva e o definiu como uma "celebração de toda a sensualidade peculiar que surge à noite". Simon Vozick-Levinson, da revista Entertainment Weekly, elogiou a produção e a música da obra, o descrevendo como "uma das dinamites para pista de dança mais incomuns e eficazes que você provavelmente encontrará o ano todo". Escrevendo na revista Digital Spy, David Balls elogiou a habilidade de Shakira em "misturar a gama eclética de influências deste álbum em uma coleção de músicas coesas e agradáveis de ouvir", mas também observou que alguns fãs podem ficar desapontados com o fato de que "She Wolf minimiza as raízes de pop latino de Shakira em favor de um som que agrade aos ouvintes de rádio do mundo todo". Neil McCormick, do The Daily Telegraph, elogiou a inventividade da artista na obra e resumiu a crítica dizendo que "elementos incongruentes apenas contribuem para a perfeição de She Wolf, de Shakira". Michael Cragg, da MusicOMH, destacou as faixas produzidas por The Neptunes como as melhores do álbum, e também observou que são "músicas que dizem muito sobre Shakira e não são apenas músicas produzidas por The Neptunes". Johnny Davis, do The Observer, marcou o álbum como "incrivelmente brilhante", enquanto Mike Diver, da BBC Music, achava que era "talvez o disco pop mais variado e agradável de 2009". Jody Rosen, da revista Rolling Stone, também foi positivo e chamou Shakira de "encantadora"; uma estrela global com quem você pode se aconchegar". Joey Guerra, da Seattle Post-Intelligencer, deu a She Wolf uma crítica muito positiva, elogiando a exploração da música mundial pela intérprete, dizendo que "cada música vai para lugares completamente inesperados, desviando-se de um brilho perfeitamente comercial para o pop de vanguarda". Ele também elogiou a produção do Neptune, chamando-a de o lançãmento mais atraente e consistente de "Shakira desde Dónde están los ladrones? de 1998" e concluiu que ela "criou alguns dos mais maravilhosos lançamentos do ano passado". Além disso, o crítico sentiu que a artista não havia abandonado completamente suas raízes musicais e comentou: "os rumores sobre o desaparecimento da identidade latina de Shakira foram grosseiramente exagerados".
A jornalista da Billboard, Ayala Ben-Yehuda observou positivamente que She Wolf era "certamente mais ousado do que qualquer coisa de seus contemporâneos", mas sentiu que sua execução parecia "um pouco forçada". Ela destacou as faixas "Gypsy" e "Why Wait" como destaques do álbum. Sal Cinquemani, da revista Slant Magazine, pensou que "ela (Shakira) ficou muito bem ao som (eletro-pop)", mas sentiu que o disco tinha um "problema de identidade". Ben Ratliff, do The New York Times, criticou as produções da Neptunes. Ele concluiu a revisão dizendo que "não deveria haver uma versão americana de Shakira: você simplesmente a aceita, com toda a sua excentricidade, ou a rejeita".
Reconhecimento
No fim de 2009 o AllMusic adicionou She Wolf nas seguintes listas; "Álbuns favoritos", "Álbuns Pop favoritos" e "Álbuns favoritos". Na cerimônia dos Premios Oye!, o disco recebeu uma indicação na categoria "Álbum em Espanhol do Ano". Nos Prêmios Shock de 2010, concorreu a Álbum do Ano. No mesmo ano, Shakira foi indicada a Melhor Artista Solo Feminina Internacional nos Brit Awards; foi sua segunda indicação para essa premiação.
Andros Rodriguez→ edição digital, engenharia, mixagem, engenharia vocal
Christina Rodriguez→ direção de arte, design
Shakira – direção de arte, design, letras, percussão, produção, arranjos de cordas, arranjos vocais, vocais de apoio
Jon Secada→ arranjo vocal
Serge Tsai→ engenharia, engenharia vocal
Sergio "Sergical" Tsai→ engenharia de mixagem
Joe Vilicic→ engenharia
William Villane→ assistente de engenharia
Lawson White→ arranjos de cordas
Ed Williams→ engenharia vocal
Andrew Wuepper→ assistente de mixagem
Desempenho comercial
Nos Estados Unidos, She Wolf estreou em sua posição de pico, a 15.ª, no Billboard 200, com vendas de 89 mil unidades na primeira semana. Esteve por um total de 14 semanas no gráfico. Com isso, foi o disco de estúdio de Shakira com pior desempenho em 10 anos e tornou-se seu primeiro desde Dónde Están los Ladrones? (1998) a não qualificar-se dentro dos dez primeiros lugares da parada. De acordo com a Nielsen SoundScan, mais de 303 mil cópias do projeto já foram adquiridas no país desde maio de 2010. Chegou até o número 8 na tabela segmentada Digital Albums, acumulando uma semana de permanência no gráfico. Os meios de comunicação creditaram a má performance do disco nos Estados Unidos devido ao envolvimento de Ghost, particularmente sua decisão de último minuto em atrasar a liberação de "Give It Up to Me" à lista de faixas, "depois que já havia sido finalizado e estava pronto para lançamento." 20 meses depois de sua entrada como presidente da Epic, Ghost foi demitido da gravadora.
She Wolf saiu-se melhor na Europa. Na Áustria, o álbum entrou e alcançou o número quatro da Ö3 Austria Top 40, ficando na parada por um total de 15 semanas. Depois de estrear em sétimo lugar na França, She Wolf permaneceu na tabela por um total de 79 atualizações. Estreou no topo da tabela irlandesa, deslocando a compilação de Madonna, Celebration, dessa posição. Na Itália, debutou na sétima ocupação da Federazione Industria Musicale Italiana e depois alcançou o número um por duas semanas consecutivas; tornou-se o primeiro álbum de estúdio de Shakira a alcançar esse posto no país. Em Portugal, estreou fora dos 10 primeiros lugares, mas retornou em sua posição de pico, o número 5. Sua permanência total no gráfico, no entanto, foi curta e durou cinco semanas. She Wolf tornou-se o primeiro álbum de estúdio de Shakira, desde Laundry Service (2001), a alcançar o comando da tabela suíça. Constou no gráfico por 46 edições no total. Em terras britânicas, obteve o número quatro como melhor no UK Albums Chart.
A versão em espanhol do álbum, Loba, também foi um sucesso. Atingiu o topo da parada na Argentina e foi certificado de ouro por vender mais de 20 mil unidades no país. No México, estreou no mesmo posto na parada. Seu sucesso no país foi tanto que vendeu mais de 90 mil unidades dentro de uma semana e foi certificado de platina e ouro pela Asociación Mexicana de Productores de Fonogramas y Videogramas (AMPROFON). Permaneceu no topo da tabela por quatro atualizações, enquanto a sua permanência total durou 43. Eventualmente a certificação foi atualizada para platina dupla, pelas aquisição de 120 mil réplicas. Na parada de álbuns espanhóis debutou em segundo lugar, posto ao qual permaneceu por um total de 54 semanas. Foi certificado de platina pela Productores de Música de España (PROMUSICAE) reconhecendo 60 mil compras. Dois meses após o seu lançamento, She Wolf já havia comercializado 1,5 milhão de cópias na Europa e na América Latina. Foi o 47.º álbum mais comprado no mundo em 2009, de acordo com a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI).
* Número de vendas definido com base apenas no nível de certificação. ^ Número de embarques definido com base apenas no nível de certificação. ‡ Número de vendas + streaming definido com base apenas no nível de certificação.
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