| Live Nation Entertainment, Inc. | |
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Sede da empresa em Beverly Hills | |
| Nome(s) anterior(es) | Live Nation, Inc. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NYSE: LYV Componente do S&P 500 |
| Atividade | Entretenimento |
| Fundação | 25 de janeiro de 2010 |
| Sede | Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Pessoas-chave | Michael Rapino (diretor executivo e presidente) Randall Mays (presidente do conselho) |
| Empregados | 16.200 (2024) |
| Produtos | Tecnologia de emissão e venda de ingressos |
| Serviços | Venda de ingressos Revenda de ingressos Troca de ingressos Produção de concertos Marketing Publicidade Gestão de artistas |
| Subsidiárias | Ticketmaster Live Nation Concerts Front Line Management Group Live Nation Network C3 Presents AC Entertainment Live Nation Merchandise Live Nation Tero Veeps |
| Receita | US$ 25,2 bilhões (2025) |
| Lucro | US$ 496 milhões (2025) |
| Website | livenationentertainment.com |
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Live Nation Entertainment, Inc. é uma empresa multinacional de entretenimento dos Estados Unidos, fundada em 2010 após a fusão da Live Nation com a Ticketmaster. As duas marcas permanecem em operação como subsidiárias, promovendo eventos e administrando a venda de ingressos para entretenimento ao vivo em diferentes países. A empresa também possui e opera casas de espetáculos e festivais e administra carreiras de artistas musicais.
A empresa tem recebido críticas por sua posição na consolidação do setor de eventos ao vivo, por acusações de práticas anticoncorrenciais, por problemas na venda de ingressos para eventos de grande procura e por ferimentos e mortes ocorridos em eventos sob sua operação.
No início de 2023, o relatório anual da empresa informava participações de controle em 338 espaços para eventos no mundo. A própria Live Nation se apresentava como "a maior empresa de entretenimento ao vivo do mundo", "a maior produtora de concertos de música ao vivo do mundo", "a principal empresa mundial de venda e marketing de ingressos para entretenimento ao vivo" e uma das maiores empresas mundiais de gestão de artistas e redes de publicidade musical para marcas corporativas.
Em maio de 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e uma coalizão de estados processaram a Live Nation e a Ticketmaster por supostas violações das leis antitruste. O julgamento começou em março de 2026. Durante o julgamento, o Departamento de Justiça chegou a um acordo com a Live Nation, enquanto 33 estados e o Distrito de Colúmbia prosseguiram com suas reivindicações. Em abril de 2026, um júri federal responsabilizou a Live Nation e a Ticketmaster pelas acusações antitruste apresentadas pelos estados.
Em 2009, a Live Nation, empresa de promoção de concertos, e a Ticketmaster, especializada em venda de ingressos, chegaram a um acordo de fusão. A nova empresa recebeu aprovação dos órgãos reguladores e adotou o nome Live Nation Entertainment. Michael Rapino, então diretor executivo da Live Nation, assumiu o mesmo cargo na nova empresa, enquanto Irving Azoff, diretor executivo da Ticketmaster, tornou-se presidente executivo.
A fusão recebeu aprovação primeiro na Noruega e na Turquia, em 2009. A Competition Commission do Reino Unido decidiu provisoriamente contra a operação, mas reverteu a decisão em 22 de dezembro de 2009.
Nos Estados Unidos, reguladores, artistas, fãs e empresas concorrentes se opuseram à fusão, argumentando que ela reduziria a concorrência no setor e elevaria o preço dos ingressos. O músico de rock Bruce Springsteen foi um dos opositores públicos da operação.
Em 25 de janeiro de 2010, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a fusão sob determinadas condições. A Ticketmaster teve de vender sua participação na empresa de bilhetagem própria Paciolan e licenciar seu software à Anschutz Entertainment Group (AEG), permitindo que esta concorresse diretamente com a Ticketmaster. Após cinco anos, a AEG poderia comprar o software, substituí-lo por outro ou estabelecer uma parceria com outra empresa de venda de ingressos. A Live Nation Entertainment também ficou sujeita durante dez anos a uma ordem judicial que a proibia de retaliar contra casas de espetáculos que escolhessem contratos de bilhetagem concorrentes.
Nos anos seguintes, a empresa ampliou sua infraestrutura tecnológica e de distribuição digital. Em junho de 2026, a Live Nation integrou diretamente o sistema de ingressos da Ticketmaster ao Spotify por meio do recurso de bilhetagem "Reserved" da plataforma de streaming, concebido para adaptar a distribuição às interações digitais entre artistas e fãs.
Em 2010, a Live Nation adquiriu o Setlist.fm, site colaborativo que publica listas das músicas executadas em concertos. A aquisição foi divulgada pela primeira vez em 2012. Em 2017, a Live Nation Entertainment registrou receita de US$ 10,3 bilhões.
Em abril de 2018, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação após a AEG acusar a Live Nation de pressioná-la a usar a Ticketmaster e de evitar deliberadamente a contratação de artistas para espaços administrados pela AEG. A Live Nation afirmou que as decisões sobre a escolha de locais não eram punitivas e se baseavam no tamanho e na administração dos espaços.
Em 2020, a pandemia de COVID-19 atingiu duramente a Live Nation, quando quase todos os concertos e eventos esportivos do mundo foram suspensos. A empresa foi processada por relutar em oferecer reembolsos integrais aos clientes, mas modificou depois suas regras de reembolso. Em 25 de fevereiro de 2021, a Live Nation publicou os resultados financeiros completos de 2020, que mostraram queda de 84% na receita.
Em 2016, a Live Nation adquiriu a Founders Entertainment, empresa de Nova Iorque responsável pelo Governors Ball Music Festival. Em 2017, anunciou uma joint venture com a promotora nova-iorquina Mercury East, em parceria com Michael Swier, um dos fundadores da The Bowery Presents, adquirida pela AEG. O acordo colocou os clubes independentes Mercury Lounge e Bowery Ballroom sob o controle da Live Nation, ao lado de outros espaços da empresa, como Irving Plaza, Gramercy Theatre e Ford Amphitheater at Coney Island.
Em 2021, a Live Nation anunciou uma joint venture com a Duke Concept, promotora especializada em artistas africanos. Pelo acordo, a Duke Concept ficou responsável pela produção e pela logística, enquanto a Live Nation forneceria apoio e sua rede de locais para turnês de artistas de afrobeat.
Em 2013, a Live Nation anunciou uma joint venture com a Insomniac Events, promotora voltada à música eletrônica dançante. A empresa manteve os investimentos em festivais e promotoras em 2017, quando comprou uma participação de controle no festival BottleRock Napa Valley, na United Concerts, promotora de Salt Lake City, e na CT Touring.
Em 2021, a Live Nation adquiriu uma participação majoritária na empresa de entretenimento por streaming Veeps.
Em 2013, a empresa adquiriu o festival Voodoo Music + Arts Experience, realizado em Nova Orleans. A Live Nation comprou depois a C3 Presents, de Austin, no Texas, em 2014, o Bonnaroo Music and Arts Festival, no Tennessee, em 2015, a AC Entertainment, de Knoxville, em 2016, a Red Mountain Entertainment, em 2018, e a Emporium Presents.
Em outubro de 2019, a Live Nation adquiriu uma participação majoritária na Groot Hospitality, de David Grutman, que reúne casas noturnas e restaurantes na região metropolitana de Miami, entre eles a casa noturna LIV, no hotel Fontainebleau Miami Beach.
Em 2018, a empresa adquiriu uma participação majoritária na Frank Productions, de Wisconsin.
Em agosto de 2015, a Live Nation anunciou a criação da Live Nation Germany, em parceria com o promotor alemão Marek Lieberberg. A Live Nation Germany também ficaria responsável pelos eventos da empresa na Áustria e na Suíça. Em 2017, a empresa comprou uma participação de controle na britânica Cuffe & Taylor.
A empresa entrou em Portugal em 2024, com a aquisição da MEO Arena, em Lisboa. Em dezembro de 2025, foi anunciada a futura aquisição da Royal Arena, arena coberta multiuso de Copenhaga, na Dinamarca, por valor não divulgado. Em janeiro de 2026, foi anunciado que a Live Nation havia chegado a um acordo para adquirir a Paris La Défense Arena de sua proprietária, a Ovalto. A transação dependia da aprovação da autoridade francesa de concorrência e acrescentaria ao portfólio da empresa a maior arena coberta da Europa. Em agosto, a Live Nation anunciou planos de adquirir participações majoritárias em arenas de Praga, na Chéquia.
Em 2017, a Live Nation adquiriu uma participação de controle na promotora israelense Blue Stone Entertainment.
Em abril de 2020, foi divulgado que o Public Investment Fund (PIF), da Arábia Saudita, havia adquirido recentemente 5,7% da Live Nation. Em 28 de abril de 2020, o investimento estava avaliado em pouco menos de US$ 500 milhões. A operação ocorreu no mercado aberto e tornou o PIF o terceiro maior acionista da Live Nation.
Em 25 de abril de 2022, a Live Nation adquiriu a promotora Music Management International (MMI), das Filipinas, para criar uma filial local. A empresária filipina Rhiza Pascua, que fundou a MMI em 1996, tornou-se diretora-gerente da Live Nation Philippines após a aquisição.
Em fevereiro de 2016, a Live Nation adquiriu a Union Events, então a maior promotora independente de concertos do Canadá.
Em agosto de 2017, a Live Nation formalizou sua expansão no Brasil com a contratação de Alexandre Faria como diretor e vice-presidente sênior de aquisição de talentos, com base em São Paulo.
Em maio de 2018, a Live Nation Entertainment adquiriu uma participação majoritária no festival brasileiro Rock in Rio, inclusive a parcela que pertencia à SFX Entertainment, que havia participado de uma tentativa fracassada de realizar uma edição do evento nos Estados Unidos, em Las Vegas. O fundador Roberto Medina continuou responsável pela operação do festival e passou a prestar consultoria à Live Nation.
Em março de 2016, a Live Nation adquiriu a Big Concerts International, principal promotora de concertos da África do Sul.
Os segmentos de negócios da Live Nation Entertainment são concertos, bilhetagem, patrocínio e publicidade. A empresa promove e opera eventos de música ao vivo e administra artistas por meio de sua divisão de concertos, a Live Nation Concerts. A área de gestão de artistas, chamada Artist Nation, faz parte dessa divisão e abrange a Front Line Management e a Roc Nation. A Live Nation Entertainment possui e opera centenas de espaços para eventos no mundo. A empresa vende ingressos para eventos ao vivo por meio da Ticketmaster.
A empresa enfrentou ações judiciais envolvendo acusações de fixação de preços de ingressos, taxas ocultas e práticas anticoncorrenciais.
O empresário Mathew Knowles, então empresário do Destiny's Child, processou a Live Nation sem sucesso em 2011, alegando que a empresa havia divulgado informações falsas sobre seus negócios com Beyoncé.
Em maio de 2022, o representante pelo 9.º distrito congressional de Nova Jersey, Bill Pascrell, informou ter enviado cartas à Comissão Federal do Comércio e ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos pedindo o desmembramento da Live Nation, citando seu histórico de segurança e outros fatores. O pedido foi repetido em novembro de 2022 após os problemas ocorridos na Ticketmaster durante a pré-venda de ingressos para a The Eras Tour, de Taylor Swift.
Em 2 de agosto de 2023, a Dynamic Ticket Systems, LLC processou a Ticketmaster e a Live Nation por violação de patente.
Em maio de 2024, a empresa confirmou rumores de um vazamento de 1,3 TB de dados na subsidiária Ticketmaster. O incidente poderia afetar mais de 500 milhões de clientes, colocando-o entre as maiores violações de segurança digital do mundo. O vazamento foi atribuído às ações maliciosas do grupo de hackers ShinyHunters, que teria atacado a infraestrutura da empresa hospedada na Snowflake, uma plataforma de computação em nuvem. O episódio resultou em uma ação coletiva.
Em agosto de 2024, o órgão de defesa do consumidor da Irlanda descartou abrir uma investigação sobre os preços dos ingressos depois que alguns deles subiram mais de 400% na Ticketmaster em questão de minutos, em meio a falhas no site da empresa durante a venda de ingressos para os concertos do Oasis previstos para agosto de 2025.
Em setembro de 2025, a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos e sete estados processaram a Ticketmaster e a Live Nation, acusando as empresas de utilizar práticas ilegais de revenda de ingressos que teriam custado bilhões de dólares aos consumidores. A ação afirma que as empresas agiam em conluio com corretores para reunir ingressos e revendê-los a preços mais altos e que os limites anunciados para vendas de corretores na plataforma Ticketmaster não eram aplicados.
Em 23 de maio de 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma ação contra a Live Nation Entertainment por práticas que classificou como anticoncorrenciais. Vinte e nove estados e o Distrito de Colúmbia aderiram ao processo.
Depois que Donald Trump assumiu a presidência em 2025, a Live Nation contratou lobistas com relações com o governo, entre eles Kellyanne Conway e Mike Davis, para atuar em assuntos referentes ao processo do Departamento de Justiça. Depois do início do julgamento, Trump perguntou por que o caso ainda não havia sido resolvido. Executivos da Live Nation, advogados da empresa e integrantes do Departamento de Justiça reuniram-se na Casa Branca em 5 de março de 2026 e chegaram a um acordo. O tribunal foi informado quatro dias depois, em 9 de março.
Em 15 de abril de 2026, um júri federal do Distrito Sul de Nova Iorque concluiu que a Live Nation e a Ticketmaster haviam violado leis antitruste federais e estaduais ao monopolizar ilegalmente os serviços primários de venda de ingressos e o mercado de grandes anfiteatros, além de vincular os anfiteatros da empresa a seus serviços de promoção de concertos.
Em dezembro de 2018, Heather Parry, diretora executiva da Live Nation Productions, foi afastada pela Live Nation após a publicação de uma reportagem da Variety com os resultados de uma investigação de quatro meses sobre acusações de abuso no ambiente de trabalho e assédio verbal contra funcionários. A Live Nation contratou o escritório Paul Hastings LLP para realizar uma investigação interna. Em 21 de fevereiro de 2019, Parry foi demitida da Live Nation Productions.
Desde 2006, pelo menos 200 mortes e 750 feridos ocorreram em eventos da Live Nation em sete países. Entre 2016 e 2019, a empresa também recebeu pelo menos dez autuações por violações das normas da Occupational Safety and Health Administration, pagou multas por incidentes mais graves e foi alvo de pelo menos uma ação civil por um incidente em concerto.
Em junho de 2013, a Live Nation foi acusada de violar as leis de saúde e segurança de Ontário após o desabamento de um palco em um concerto do Radiohead em 2012, que matou um integrante da equipe técnica. Um inquérito encerrado em 2019 concluiu que a morte havia sido acidental. Outro inquérito, realizado no Reino Unido, concluiu que orientação técnica inadequada e técnicas de construção deficientes haviam causado a morte.
Em 1 de outubro de 2017, o ataque a tiros no festival Route 91 Harvest deixou 58 mortos e centenas de feridos em Las Vegas. Foi o ataque a tiros em massa mais mortal da história dos Estados Unidos. O atirador disparou contra os participantes a partir do 32.º andar do Mandalay Bay. As vítimas chegaram a um acordo de US$ 800 milhões e receberam os valores quatro anos após o ataque.
Em novembro de 2021, ocorreu um esmagamento de multidão no Astroworld Festival, concerto promovido pela Live Nation em Houston, organizado e encabeçado pelo rapper Travis Scott. Dez pessoas morreram e quase 5.000 ficaram feridas. A Live Nation, Scott e outras partes foram citados em mais de 387 processos referentes ao episódio. Em janeiro de 2022, os processos foram reunidos em uma única ação. Em dezembro de 2021, o Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos anunciou uma investigação bipartidária sobre a atuação da Live Nation no episódio.
Em fevereiro de 2022, a família do rapper Drakeo the Ruler apresentou uma ação por morte indevida contra a Live Nation no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. O músico havia sido morto nos bastidores do festival Once Upon a Time in LA, realizado no BMO Stadium. A ação alegou que a Live Nation agiu com negligência ao não empregar medidas de segurança adequadas e eficazes. A empresa pediu o arquivamento do processo, argumentando que o episódio havia sido raro e "imprevisível". Em janeiro de 2023, a juíza Yolanda Orozc rejeitou o pedido e permitiu que o processo prosseguisse. Para a juíza, o conhecimento prévio da necessidade de segurança no evento sustentava a conclusão de que a proteção dos artistas era uma preocupação previsível para os réus.
No fim de março de 2026, mais de duas dezenas de frequentadores de concertos de onze estados e do Distrito de Colúmbia processaram a Live Nation, o Distrito de Colúmbia e outras partes no Tribunal Superior do Distrito de Colúmbia. A ação tratava do concerto do Stray Kids realizado em 23 de junho de 2025 no Nationals Park como parte da Dominate World Tour. A temperatura externa superava 37 °C, com índice de calor de 43 °C. A ação alegou que, embora garrafas de água tivessem sido permitidas, funcionários obrigaram os participantes a descartá-las e não forneceram água nem recursos de resfriamento em quantidade suficiente. Pelo menos seis pessoas foram hospitalizadas e tratadas por doenças relacionadas ao calor durante o concerto, e a força-tarefa para incidentes com múltiplas vítimas do Departamento de Polícia Metropolitana foi acionada. Integrantes do grupo interromperam o concerto pelo menos duas vezes ao perceber problemas entre o público e compartilharam água com os participantes antes de encerrar a apresentação antecipadamente.
Uma ação coletiva antitruste apresentada em 2023 por quatro clientes da Ticketmaster alegou que, dois anos antes, quando a Live Nation estava prestes a receber grande quantidade de pedidos de arbitragem, a empresa trocou unilateralmente seu provedor e suas regras de arbitragem. A JAMS foi substituída pela startup New Era ADR, cujas regras e procedimentos eram mais favoráveis à Live Nation. No processo Skot Heckman et al v. Live Nation, que tratava dos preços elevados dos ingressos da Live Nation, as petições iniciais classificaram as regras e procedimentos da New Era como abusivos e "kafkianos", em referência a Franz Kafka. Os autores também alegaram que a mudança da JAMS para a New Era havia sido injusta por ter ocorrido unilateralmente e sem aviso suficiente. Uma petição anterior acusou a Live Nation de participar da elaboração das regras da New Era.
As regras da New Era previam que, quando fossem apresentados casos relacionados em massa, três deles seriam escolhidos para uma arbitragem acelerada por casos-piloto. Se não houvesse acordo após a decisão desses três casos, os resultados seriam aplicados automaticamente aos demais. As regras também limitavam petições a dez páginas, memoriais a cinco páginas, proibiam a fase de produção de provas e restringiam a dez o número de documentos que poderiam ser apresentados como evidência. Os autores classificaram essas limitações como "absurdas" e argumentaram que elas tornariam extremamente difícil para os demandantes dos casos-piloto cumprir os requisitos de uma ação antitruste individual e proteger os interesses dos demais demandantes presentes e futuros, que ficariam vinculados às decisões.
A Live Nation argumentou que as regras da New Era eram válidas e que uma simples alteração das normas não deveria impedir a aplicação da cláusula de arbitragem. Seus advogados defenderam o sistema de casos-piloto como forma de decidir as reclamações rapidamente e acusaram os autores de contestar as regras apenas para obter maior poder de negociação em um acordo. Para sustentar esse argumento, citaram as altas taxas que a Live Nation teria de pagar se a JAMS permanecesse como árbitra.
O juiz federal George H. Wu, responsável pela ação coletiva proposta, concluiu que a troca unilateral de árbitros tornava todo o acordo de arbitragem abusivo e manteve aberta a possibilidade de certificação da ação coletiva. Em agosto de 2023, Wu considerou que as mudanças de regras poderiam ser "fundamentalmente injustas", que a New Era tinha "poder irrestrito" para agrupar processos no procedimento de casos-piloto e que os limites estabelecidos não permitiriam de maneira razoável aos autores provar suas alegações. Wu também concluiu que, em certas regiões, eventos da Live Nation eram praticamente a única opção disponível, o que obrigava os consumidores a aceitar os termos da empresa ou deixar de frequentar eventos ao vivo. Em recurso ao Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Nono Circuito, o tribunal concordou com Wu. Juízes chamaram as regras da New Era de "descabidas" e "simplesmente insanas".