| Micron Technology, Inc. | |
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Logotipo da Micron desde 2024 | |
Instalações da Micron em San José, na Califórnia | |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NASDAQ: MU Componente do NASDAQ-100 Componente do S&P 100 Componente do S&P 500 |
| Atividade | Semicondutores |
| Fundação | 5 de outubro de 1978 |
| Fundador(es) | Ward Parkinson Joe Parkinson Dennis Wilson Doug Pitman |
| Sede | Boise, Idaho, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Pessoas-chave | Sanjay Mehrotra, presidente do conselho de administração, presidente e diretor executivo April Arnzen, diretora de recursos humanos |
| Empregados | 53.000, em 2025 |
| Produtos |
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| Marcas | SpecTek Crucial, descontinuada em fevereiro de 2026 Ballistix Gaming, descontinuada em fevereiro de 2022 |
| Ativos | |
| Receita | |
| Lucro | |
| Website | micron.com |
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Micron Technology, Inc. é uma multinacional estadunidense da indústria de semicondutores que fabrica memórias e produtos de armazenamento de dados, como memórias dinâmicas de acesso aleatório, ou DRAM, memórias flash, memórias de alta largura de banda, ou HBM, e unidades de estado sólido, ou SSDs. Fundada em 1978 em Boise, no estado de Idaho, a Micron é a única fabricante de grande porte de memórias para computadores dos Estados Unidos. A empresa integra o grupo das três maiores fabricantes de memórias para computadores, ao lado das sul-coreanas Samsung Electronics e SK Hynix.
A Micron comercializou seus produtos para consumidores sob a marca Crucial até sua descontinuação em 2026. A submarca Ballistix era usada nos produtos voltados a computadores para jogos. A Micron e a Intel criaram juntas a IM Flash Technologies, que produzia memórias flash NAND. A Micron foi proprietária da Lexar entre 2006 e 2017.
Sanjay Mehrotra ocupa os cargos de presidente e diretor executivo da Micron desde 2017.
Em 26 de maio de 2026, a Micron passou a integrar o grupo de empresas estadunidenses com valor de mercado de US$ 1 trilhão, em meio ao forte aumento da demanda por seus chips HBM.
A Micron foi fundada em Boise, Idaho, em 1978, por Ward Parkinson, Joe Parkinson, Dennis Wilson e Doug Pitman, como uma empresa de consultoria em projetos de semicondutores. O capital inicial veio dos empresários locais Tom Nicholson, Allen Noble, Rudolph Nelson e Ron Yanke. A empresa depois recebeu investimentos do bilionário de Idaho J. R. Simplot, que havia feito fortuna no setor de batatas. Em 1981, a Micron passou da consultoria à fabricação ao concluir sua primeira fábrica de wafers, a "Fab 1", que produzia chips DRAM de 64 K.
Em 1984, a empresa realizou sua oferta pública inicial de ações.
A Micron tentou entrar no mercado de processadores RISC em 1991 com o FRISC, voltado a aplicações de controle embarcado e processamento de sinais. O projeto operava a 80 MHz e era apresentado como "um processador de 64 bits com troca rápida de contexto e alto desempenho em ponto flutuante". Tinha recursos para atender rapidamente às interrupções e uma unidade aritmética capaz de realizar cálculos com números inteiros e em ponto flutuante, com desempenho anunciado de 80 MFLOPS em operações de dupla precisão. A Micron pretendia oferecer um "supercomputador de demonstração em uma placa", em configurações com 256 MB ou 1 GB de RAM. A empresa chegou a criar uma subsidiária, e o processador começou a ser incorporado a projetos de placas gráficas e aceleradoras. Em 1992, porém, a Micron concluiu que a iniciativa não ofereceria "o melhor retorno pelo dinheiro investido", encerrou o projeto e transferiu os engenheiros para outras atividades.
Em 1994, o fundador Joe Parkinson deixou o cargo de diretor executivo e se aposentou. Steve Appleton assumiu como presidente do conselho de administração, presidente e diretor executivo.
A fusão da ZEOS International, da Micron Computer e da Micron Custom Manufacturing Services, ou MCMS, em 1996 ampliou o tamanho e as atividades da empresa. Em 1997, a Micron adquiriu a NetFrame Systems para entrar no mercado de servidores de médio porte. Entre 1998 e 2000, foi a principal patrocinadora do MicronPC Bowl, também chamado de MicronPC.com Bowl.
Em 2000, Gurtej Singh Sandhu e Trung T. Doan começaram a desenvolver na Micron filmes finos de alta constante dielétrica por deposição de camadas atômicas para dispositivos de memória DRAM. O trabalho permitiu reduzir os custos de fabricação de memórias semicondutoras, a começar pelas DRAM com processo de 90 nm. Na década de 2000, Sandhu também foi pioneiro no uso da litografia dupla para reduzir o espaçamento entre os elementos dos circuitos. A técnica permitiu desenvolver memórias flash NAND da classe de 30 nm e passou a ser amplamente adotada por fabricantes de memórias flash NAND e RAM em todo o mundo.
Em 2002, a Micron separou sua divisão de computadores pessoais em uma empresa chamada MPC Corporation e a colocou à venda. O negócio enfrentava dificuldades. A Micron era a 12.ª maior fabricante de computadores dos Estados Unidos, com apenas 1,3% do mercado.
A Micron e a Intel criaram uma joint venture em 2005, a IM Flash Technologies, em Lehi, Utah. Em 2011, as duas empresas criaram outra joint venture, a IM Flash Singapore, em Singapura. A Micron tornou-se a única proprietária dessa segunda empresa em 2012. Em 2006, adquiriu a Lexar, fabricante estadunidense de produtos de mídia digital.
A direção da empresa mudou novamente em junho de 2007, quando o diretor de operações Mark Durcan assumiu a presidência. Em 2008, a Micron converteu a fábrica de chips de Avezzano, que antes produzia memórias DRAM para a Texas Instruments, em uma unidade de produção de sensores de imagem CMOS comercializados pela Aptina Imaging.
Em 2008, a Micron separou a Aptina Imaging de suas operações, mas manteve uma participação na nova empresa, adquirida pela ON Semiconductor em 2014. A própria Micron, porém, enfrentou dificuldades e precisou demitir 15% de seus funcionários em outubro de 2008. Na mesma época, anunciou a compra da participação de 35,6% da Qimonda na Inotera Memories por US$ 400 milhões. As demissões e aquisições prosseguiram em 2009, quando a empresa dispensou mais 2.000 funcionários e adquiriu a Displaytech, fabricante de microtelas FLCOS. Em fevereiro de 2010, a Micron acertou a compra da fabricante de chips flash Numonyx por US$ 1,27 bilhão em ações.
Em 3 de fevereiro de 2012, o diretor executivo Steve Appleton morreu em um acidente aéreo pouco depois de decolar do Aeroporto de Boise. Ele pilotava a aeronave Lancair IV e era seu único ocupante. Mark Durcan assumiu o cargo de diretor executivo pouco depois e deixou de acumular o título de presidente.
Em 2013, a fábrica de chips de Avezzano foi vendida à LFoundry. Entre 2012 e 2014, a Micron voltou a fazer aquisições e demissões. Tornou-se a acionista majoritária da Inotera Memories, comprou a Elpida Memory por US$ 2 bilhões e as ações restantes da Rexchip por US$ 334 milhões. A Rexchip era uma empresa de fabricação de chips de memória para computadores pessoais criada pela Powerchip e pela Elpida Memory. Nesse intervalo, a Micron anunciou planos para demitir cerca de 3.000 trabalhadores. Com a compra da Elpida, tornou-se uma das principais fornecedoras da Apple para o iPhone e o iPad. Em dezembro de 2016, concluiu a aquisição dos 67% restantes da Inotera, que passou a ser sua subsidiária integral.
Em abril de 2017, a Micron anunciou Sanjay Mehrotra como novo presidente e diretor executivo, em substituição a Mark Durcan. Em junho, anunciou o encerramento das atividades da Lexar no varejo de dispositivos removíveis de armazenamento e a intenção de vender parte ou a totalidade desse negócio. Em agosto, a marca Lexar foi adquirida pela Longsys, empresa de memórias flash sediada em Shenzhen, na China.
Em maio de 2018, a Micron e a Intel lançaram memórias NAND QLC para aumentar a densidade de armazenamento. A empresa ocupou a 150.ª posição na Fortune 500, lista das maiores empresas dos Estados Unidos por receita.
Em fevereiro de 2019, a Micron anunciou o primeiro cartão microSD com capacidade de 1 terabyte, ou TB. Em março de 2020, o Micron 5210 Ion de 3,84 TB era o SSD de grande capacidade mais barato do mundo. Em setembro de 2020, a empresa apresentou a memória dedicada para placas gráficas mais rápida do mundo. Em parceria com a Nvidia, a Micron lançou a GDDR6X nas unidades de processamento gráfico GeForce RTX 3090 e GeForce RTX 3080. Em novembro de 2020, apresentou um novo módulo de memória NAND 3D com 176 camadas, que reduzia a latência de leitura e gravação e estava previsto para equipar uma nova geração de SSDs.
Em 22 de outubro de 2021, a Micron concluiu a venda da fábrica da IM Flash em Lehi, Utah, à Texas Instruments por US$ 900 milhões. Em fevereiro de 2022, anunciou que descontinuaria sua marca Ballistix, voltada a jogos. Após a aprovação da Lei CHIPS e da Ciência, a Micron anunciou o compromisso de investir bilhões de dólares em novas unidades de produção nos Estados Unidos. Em setembro de 2022, anunciou um investimento de US$ 15 bilhões em uma nova fábrica em Boise. Em outubro, anunciou uma expansão de US$ 100 bilhões em Clay, no estado de Nova Iorque.
A Micron foi condenada a pagar US$ 445 milhões à Netlist por violar patentes de tecnologia de módulos de memória para computação de alto desempenho. O júri concluiu que os produtos de memória semicondutora da Micron haviam violado deliberadamente duas patentes da Netlist, o que poderia permitir ao juiz triplicar o valor da indenização. A Netlist havia processado a Micron em 2022 por suposta violação de patentes em três linhas de módulos de memória. A Micron negou as acusações e também contestou a validade das patentes. O Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos invalidou uma delas em abril de 2024.
Em 30 de junho de 2026, a Micron anunciou um investimento de US$ 250 milhões nas Trump Accounts, com depósitos equivalentes às contribuições dos funcionários e recursos iniciais para crianças que atendessem aos critérios do programa nas comunidades locais.
Em julho de 2026, a Micron ampliou seus planos de investimento nos Estados Unidos para mais de US$ 250 bilhões até 2035. O programa passou a destinar US$ 3 bilhões à cadeia nacional de fornecimento de semicondutores. Desse total, US$ 500 milhões seriam aplicados na fábrica de wafers de silício de 300 mm da GlobalWafers em Sherman, no Texas. A Micron e a GlobalWafers também firmaram um acordo de fornecimento de wafers por dez anos.
Em dezembro de 2025, a Micron anunciou que descontinuaria a marca Crucial e deixaria o mercado de consumo em fevereiro de 2026 para se concentrar no mercado empresarial, incluindo centros de dados e inteligência artificial.
Em 27 de janeiro de 2026, a Micron comprometeu cerca de US$ 24 bilhões com a expansão da fabricação de wafers em Singapura. O projeto acrescentaria aproximadamente 65.000 m² de salas limpas a um conjunto de fábricas de memórias NAND já existente.
Em fevereiro de 2026, a Micron investia na construção de fábricas de chips nos Estados Unidos, com um compromisso total de US$ 200 bilhões. A empresa ampliava suas instalações em Boise para cerca de 364 hectares, com a construção de duas novas fábricas de chips.
Em 5 de dezembro de 2017, a Micron processou as concorrentes United Microelectronics Corporation e Fujian Jinhua Integrated Circuit, ou JHICC, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, por suposta violação de suas patentes de DRAM e de seus direitos de propriedade intelectual. Em 2018, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma acusação criminal contra a Fujian Jinhua. No mesmo ano, as autoridades incluíram a empresa chinesa na Entity List. A Fujian Jinhua negou veementemente as acusações, afirmou que não havia roubado nenhuma tecnologia e declarou que "a Micron vê o desenvolvimento da Fujian Jinhua como uma ameaça e adota meios diversos para dificultar e destruir o desenvolvimento da Fujian Jinhua".
Em maio de 2023, a Administração do Ciberespaço da China proibiu empresas responsáveis por infraestrutura crítica de informação no país de comprar produtos da Micron, sob a alegação de graves riscos à segurança nacional. A medida foi vista como uma retaliação às sanções dos Estados Unidos à indústria chinesa de semicondutores e às restrições de exportação relacionadas a elas. Em novembro de 2023, a fabricante chinesa de chips Yangtze Memory Technologies, ou YMTC, processou a Micron por suposta violação de oito de suas patentes.
Em 27 de fevereiro de 2024, a juíza Maxine Chesney, de um tribunal distrital federal em São Francisco, absolveu a Fujian Jinhua Integrated Circuit da acusação de roubo de propriedade intelectual que havia motivado a ação da Micron. No julgamento sem júri, a juíza entendeu que não havia provas suficientes para sustentar a acusação.
A equipe executiva da Micron reúne os seguintes dirigentes.
A Micron possui empresas em diferentes países.
Em fevereiro de 2026, a Micron tinha um valor de mercado de US$ 463,33 bilhões, o que a colocava entre as cem empresas mais valiosas do mundo.
| Ano | Receita anual em milhões de US$ |
Lucro anual em milhões de US$ |
|---|---|---|
| 2025 | 37.378 | 8.539 |
| 2024 | 25.111 | 778 |
| 2023 | 15.540 | −5.833 |
| 2022 | 30.758 | 8.687 |
| 2021 | 27.435 | 5.861 |
| 2020 | 21.435 | 2.687 |
| 2019 | 23.406 | 6.313 |
| 2018 | 30.391 | 14.135 |
| 2017 | 20.322 | 5.089 |
| 2016 | 12.399 | −276 |
| 2015 | 16.192 | 2.899 |
| 2014 | 16.358 | 3.045 |
| 2013 | 9.073 | 1.190 |
| 2012 | 8.234 | −1.032 |
| 2011 | 8.788 | 167 |
| 2010 | 8.482 | 1.850 |
| 2009 | 4.803 | −1.882 |
Investidores institucionais detêm cerca de 80% das ações da Micron. No início de 2026, os cinco maiores acionistas eram os seguintes.