Tim Berners-Lee

Sir Tim Berners-Lee
Berners-Lee fala em um palco iluminado de vermelho, com microfone junto ao rosto, no Web Summit de 2025
Criador da World Wide Web, em 2025
Nome completoTimothy John Berners-Lee
Outros nomesTimBL, TBL
Conhecido(a) porCriação da World Wide Web, do HTML, dos URLs e do HTTP
Nascimento
ProgenitoresMãe: Mary Lee Woods
Pai: Conway Berners-Lee
CônjugeJane Northcote (1976; divórcio)
Nancy Carlson (1990–2011; divórcio)
Rosemary Leith (desde 2014)
Filho(a)(s)2 filhos e 3 enteados
EducaçãoUniversidade de Oxford (BA)
PrémiosPrêmio Turing (2016); Prêmio de Engenharia Rainha Elizabeth (2013); membro estrangeiro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (2009); Ordem de Mérito (2007); ACM Software System Award (1995); Prêmio de Tecnologia do Milênio (2004); Prêmio Japão (2002); Medalha Real (2000)
Carreira científica
InstituiçõesCERN, MIT, W3C, Universidade de Oxford e Universidade de Southampton
Campo(s)Ciência da computação
Websitehttps://www.w3.org/People/Berners-Lee/

Sir Timothy John Berners-Lee (Londres, 8 de junho de 1955), também chamado TimBL, é um cientista da computação inglês que criou a World Wide Web, o HTML, o sistema de URLs e o HTTP. É professor emérito da Universidade de Oxford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Em março de 1989, Berners-Lee apresentou uma proposta para um sistema de gestão de informações. Até o fim de 1990, conseguiu estabelecer a comunicação entre o primeiro cliente e o primeiro servidor da Web por HTTP através da Internet. Criou o primeiro navegador web e o primeiro servidor web, e participou do desenvolvimento posterior da Web. Fundou o W3C, organização que acompanha o desenvolvimento da Web, da qual é diretor emérito. Com Rosemary Leith, cofundou a World Wide Web Foundation. Em 2009, foi eleito membro estrangeiro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Foi pesquisador sênior e ocupou a cátedra de fundadores da 3Com no Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL). Foi um dos diretores fundadores da Web Science Research Initiative (WSRI) e publicou estudos sobre a ciência da Web. Integrou o conselho consultivo do Centro de Inteligência Coletiva do MIT. Em 2011, passou a integrar o conselho de administração da Fundação Ford. Fundou o Open Data Institute, do qual é presidente, e atuou como consultor da rede social MeWe. Recebeu o título de cavaleiro da rainha Isabel II do Reino Unido em 2004. Ganhou o Prêmio Turing de 2016 pela criação da World Wide Web, do primeiro navegador e dos protocolos e algoritmos fundamentais que permitiram sua expansão. A revista Time o incluiu na lista das 100 pessoas mais importantes do século XX, e ele recebeu outras distinções por sua invenção.

Infância e formação

Mary Lee Woods veste casaco azul e Conway Berners-Lee veste terno escuro, em uma reunião ao ar livre.
Mary Lee Woods e Conway Berners-Lee, pais de Tim, trabalharam no computador Ferranti Mark 1.

Berners-Lee nasceu em Londres em 8 de junho de 1955. Seus pais, os matemáticos e cientistas da computação Mary Lee Woods (1924–2017) e Conway Berners-Lee (1921–2019), eram de Birmingham e trabalharam no Ferranti Mark 1, o primeiro computador de uso geral comercialmente disponível. Ele tem três irmãos mais novos. Um deles, Mike Berners-Lee, é professor na Universidade de Lancaster e pesquisa sustentabilidade, métricas de carbono e mudança do clima.

Estudou na escola primária Sheen Mount e, entre 1969 e 1973, na Emanuel School, que à época era uma direct grant grammar school. Na infância, gostava de observar trens e aprendeu eletrônica mexendo em uma ferrovia em miniatura, como as usadas no ferromodelismo.

Em 1976, formou-se em física com honras de primeira classe no The Queen's College, da Universidade de Oxford. Durante a graduação, construiu um computador com uma televisão antiga que havia comprado numa oficina de reparos.

Carreira e pesquisa

Berners-Lee sentado, de camisa xadrez azul, olha para a câmera.
Na década de 2000, Berners-Lee passou a trabalhar também com a Web semântica e com a pesquisa sobre a Web.

Depois da graduação, trabalhou como engenheiro na empresa de telecomunicações Plessey, em Poole, no condado de Dorset. Em 1978, entrou na D. G. Nash, em Ferndown, onde ajudou a desenvolver um programa de composição tipográfica para impressoras.

Entre junho e dezembro de 1980, prestou serviços ao CERN como contratado independente. Em Genebra, propôs um projeto baseado em hipertexto para facilitar o compartilhamento e a atualização de informações entre pesquisadores. Construiu um protótipo chamado ENQUIRE para apresentar a ideia.

Ao deixar o CERN no fim de 1980, passou a trabalhar na Image Computer Systems, Ltd., de John Poole, em Bournemouth, Dorset. Dirigiu a área técnica da empresa por três anos. Trabalhou em um sistema de chamada de procedimento remoto em tempo real, experiência que o aproximou das redes de computadores. Em 1984, voltou ao CERN como pesquisador.

Em 1990, o CERN já era o maior nó da Internet na Europa. Berners-Lee percebeu que podia unir o hipertexto à rede:

Eu só precisava pegar a ideia do hipertexto e conectá-la às ideias de TCP e DNS e, tcharam, surgiu a World Wide Web.
— Tim Berners-Lee

Criar a Web foi mesmo um ato de desespero, porque a situação sem ela era muito difícil quando voltei a trabalhar no CERN. A maior parte da tecnologia envolvida na Web, como o hipertexto, a Internet e os objetos de texto com várias fontes, já tinha sido concebida. Eu só precisava reuni-la. Foi um passo de generalização, de passar a um nível mais alto de abstração e de pensar em todos os sistemas de documentação como partes possíveis de um sistema maior e imaginário.
— Tim Berners-Lee

Interface de janelas cinzas do navegador WorldWideWeb, com menus e textos de ajuda no sistema NeXTSTEP.
O WorldWideWeb permitia navegar e editar documentos hipertextuais no mesmo programa.

Berners-Lee redigiu a proposta em março de 1989 e a distribuiu novamente em 1990. Seu supervisor, Mike Sendall, aceitou o projeto e chamou a proposta de "vaga, mas empolgante". Robert Cailliau aderiu ao projeto em 1990, ajudou a obter apoio no CERN e assinou com Berners-Lee uma nova proposta naquele ano. Eles retomaram ideias do ENQUIRE para criar a World Wide Web. Berners-Lee projetou e construiu o primeiro navegador web, o WorldWideWeb, que também permitia editar páginas e rodava no sistema operacional NEXTSTEP. Criou ainda o primeiro servidor da Web, o CERN httpd, um daemon de HTTP.

Até o fim de 1990, Berners-Lee havia publicado o primeiro site, dedicado ao próprio projeto, acessível pela rede do CERN. O site explicava o que era a World Wide Web, como usar um navegador e como configurar um servidor e um site. Em 6 de agosto de 1991, publicou na Usenet o primeiro convite público para colaborar com o projeto WorldWideWeb.

Computador NeXT preto com monitor, teclado e aviso de não desligar a máquina; a proposta da Web aparece ao lado.
O computador NeXT de Berners-Lee operou como o primeiro servidor web no CERN.

Em 2014, um painel de 25 especialistas selecionou 80 acontecimentos que marcaram o mundo para uma pesquisa do British Council. Quase 10 mil pessoas de dez países, entre eles o Brasil, votaram para ordenar a lista e colocaram a invenção da World Wide Web em primeiro lugar.

O CERN colocou o software da Web em domínio público em 1993, permitindo sua distribuição e modificação sem cobrança de royalties. Em 1994, Berners-Lee fundou o W3C no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Empresas interessadas em criar padrões e recomendações para a Web passaram a integrar o consórcio. O W3C adotou uma política para que suas recomendações pudessem ser implementadas sem o pagamento de royalties.

Berners-Lee foi consultor ocasional da Curl Corp, empresa ligada à linguagem de programação Curl. Segundo ele, não participou da criação original da linguagem.

Tela do navegador WorldWideWeb com uma página de texto e links que apresentam o projeto World Wide Web.
Uma reconstituição da primeira página mostra como o projeto apresentava os componentes e os objetivos da Web.

Em 2001, tornou-se patrono da East Dorset Heritage Trust. Antes, havia morado em Colehill, perto de Wimborne, em East Dorset. Em 2004, aceitou uma cátedra de ciência da computação na Escola de Eletrônica e Ciência da Computação da Universidade de Southampton, em Hampshire, para trabalhar na Web semântica.

Em entrevista ao The Times em outubro de 2009, reconheceu que as duas barras iniciais ("//") dos endereços da Web eram "desnecessárias" e que poderia tê-los projetado sem elas. "Pois é, parecia uma boa ideia na época", disse, em tom de brincadeira.

Em 2021, passou a integrar o conselho consultivo da Proton. Também integra o conselho da Proton Foundation.

Atuação pública

Berners-Lee de terno gesticula diante de um painel com o nome RewiredState.
Em 2010, Berners-Lee defendia a abertura de dados públicos; aqui, no Ministério do Interior britânico.

Até 2010, Berners-Lee havia ajudado a desenvolver o portal data.gov.uk com Nigel Shadbolt. Ao comentar a abertura dos dados da Ordnance Survey em abril daquele ano, afirmou: "As mudanças sinalizam uma transformação cultural no governo, baseada na ideia de que a informação deve ser de domínio público, a menos que haja um bom motivo para não ser, e não o contrário." Acrescentou que mais abertura, prestação de contas e transparência dariam às pessoas mais opções e facilitariam sua participação nas questões que lhes dizem respeito. Em junho de 2009, o primeiro-ministro Gordon Brown havia anunciado sua colaboração com o governo britânico para tornar os dados públicos mais acessíveis pela Web.

Berners-Lee de terno escuro gesticula com os dois braços durante um evento do portal data.gov.uk.
No lançamento do data.gov.uk, Berners-Lee defendia a divulgação de dados públicos pela Web.

Em novembro de 2009, lançou a World Wide Web Foundation (WWWF). A fundação encerrou suas atividades em 27 de setembro de 2024.

Berners-Lee defende a neutralidade da rede e sustenta que os provedores de acesso à Internet devem oferecer "conectividade sem restrições", sem controlar ou monitorar a navegação dos clientes sem consentimento expresso. Para ele, a neutralidade da rede também diz respeito a direitos humanos: "Ameaças à Internet, como empresas ou governos que interferem no tráfego da Internet ou o espionam, comprometem direitos humanos básicos na rede." Em 2017, assinou com outros 20 pioneiros da Internet uma carta aberta sobre a votação da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos marcada para 14 de dezembro. Os signatários pediram o cancelamento da votação, que poderia derrubar as regras de neutralidade. A carta foi endereçada aos senadores Roger Wicker e Brian Schatz e aos deputados Marsha Blackburn e Michael F. Doyle.

Berners-Lee fala ao microfone em um púlpito, diante do nome da Knight Foundation.
Em 2009, Berners-Lee lançou a World Wide Web Foundation para apoiar o acesso e a abertura da Web.

Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, foi apresentado como "inventor da World Wide Web" e apareceu usando um computador NeXT. Publicou a mensagem "Isto é para todos", reproduzida nas luzes de LED das cadeiras do público. Em 2025, usou a frase no título de seu livro sobre a história da Internet, This Is for Everyone.

Passou a integrar o conselho consultivo da empresa State.com, sediada em Londres. Em maio de 2012, tornou-se presidente do Open Data Institute, que fundou com Shadbolt naquele ano.

A Alliance for Affordable Internet (A4AI) foi lançada em 2013. Berners-Lee liderou a coalizão de organizações públicas e privadas, da qual participaram Google, Facebook, Intel e Microsoft. O objetivo era reduzir o preço da conexão à Internet nos países em desenvolvimento, onde apenas 31% da população tinha acesso à rede em 2013. A coalizão buscava preços inferiores à meta de 5% da renda mensal fixada pela Comissão de Banda Larga da ONU.

Luzes nas cadeiras do público formam as palavras This is for everyone no estádio olímpico de Londres à noite.
A frase "Isto é para todos" apareceu nas luzes das cadeiras durante a apresentação de Berners-Lee na abertura dos Jogos Olímpicos de 2012.

Berners-Lee ocupou a cátedra de fundadores em ciência da computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, onde dirigiu o Decentralized Information Group e liderou o projeto Solid, desenvolvido com o Qatar Computing Research Institute para dar aos usuários maior controle sobre seus dados e sua privacidade. Em 2016, passou a trabalhar no Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Oxford como pesquisador com título de professor e tornou-se membro do Christ Church.

Quando surgiu a proposta de Encrypted Media Extensions (EME), na metade da década de 2010, Berners-Lee inicialmente manteve-se neutro diante de suas implicações para a gestão de direitos digitais (DRM). Em março de 2017, passou a apoiar a proposta, defendendo suas vantagens e afirmando que o uso de DRM era inevitável. Como diretor do W3C, aprovou a especificação final em julho de 2017. A Electronic Frontier Foundation (EFF), a campanha Defective by Design e a Free Software Foundation se opuseram a essa posição. Entre as preocupações estavam a abertura da Internet diante dos interesses comerciais e a possibilidade de usuários precisarem de um navegador web específico para acessar conteúdo protegido por DRM. A EFF apresentou um recurso formal, mas não conseguiu reverter a decisão. Em setembro de 2017, a EME tornou-se uma recomendação oficial do W3C.

Berners-Lee abre os braços ao falar diante de um mural de máquinas industriais no Museu da Ciência de Londres.
Na comemoração dos 30 anos da Web, em 2019, Berners-Lee retomou o debate sobre o futuro da rede.

Em 30 de setembro de 2018, anunciou a empresa de código aberto Inrupt para criar um ecossistema comercial em torno do Solid. O projeto busca permitir que as pessoas decidam onde ficam seus dados, quem pode ver cada informação e quais aplicativos podem acessá-la. Em outubro de 2024, o Open Data Institute assumiu a tutela organizacional do Solid, seu protocolo e sua comunidade.

Em novembro de 2019, no Fórum de Governança da Internet, em Berlim, Berners-Lee e a World Wide Web Foundation lançaram o Contract for the Web. A campanha propunha nove princípios para governos, empresas e cidadãos contra o uso indevido da Web. Berners-Lee alertou que, sem uma ação conjunta para impedir sua exploração, divisão e deterioração, seu potencial para o bem poderia se perder.

Na conferência TED de março de 2014, Berners-Lee chamou Edward Snowden de herói por suas revelações sobre a vigilância em massa da Agência de Segurança Nacional. Snowden participou da conferência por meio de um robô de telepresença.

Prêmios e distinções

Berners-Lee de terno escuro e gravata azul diante da entrada decorada da Guildhall de Londres.
Berners-Lee chega à Guildhall, em Londres. Suas distinções incluem a Ordem de Mérito e o Prêmio Turing.

Berners-Lee recebeu o título de cavaleiro da Ordem do Império Britânico na lista de condecorações do Ano-Novo de 2004, "pelos serviços ao desenvolvimento global da Internet". A cerimônia de investidura ocorreu em 16 de julho de 2004.

Em 13 de junho de 2007, foi nomeado membro da Ordem de Mérito (OM), limitada a 24 membros vivos, além dos membros honorários. A escolha dos membros é feita pessoalmente pelo monarca britânico, sem necessidade de indicação ministerial.

Em 2001, foi eleito membro da Royal Society. Também ingressou na Sociedade Filosófica Americana em 2004 e na Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos em 2007.

Recebeu títulos honorários de universidades como Manchester, Harvard e Yale. Seus pais haviam trabalhado no Manchester Mark I.

Em 2012, o artista Peter Blake incluiu Berners-Lee entre os representantes da cultura do Reino Unido numa nova versão da capa de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Blake escolheu figuras britânicas que admirava para celebrar seu 80.º aniversário.

Em 2013, Berners-Lee recebeu, com Louis Pouzin, Robert Kahn, Vint Cerf e Marc Andreessen, a primeira edição do Prêmio de Engenharia Rainha Elizabeth. Em 4 de abril de 2017, foi anunciado como vencedor do Prêmio Turing de 2016, concedido pela Association for Computing Machinery por ter criado a World Wide Web, o primeiro navegador e seus protocolos e algoritmos fundamentais. Em 2004, recebeu o Prêmio de Tecnologia do Milênio, acompanhado de um milhão de euros.

A revista Time escreveu em 1999: "Ele teceu a World Wide Web e criou um meio de comunicação de massa para o século XXI. A World Wide Web é de Berners-Lee. Ele a projetou e a lançou no mundo. Mais do que qualquer outra pessoa, lutou para mantê-la aberta, sem dono e gratuita."

Vida pessoal

Berners-Lee disse: "Gosto de manter o trabalho e a vida pessoal separados."

Rosemary Leith sorri em evento público, com cabelo castanho e casaco escuro.
Rosemary Leith, com quem Berners-Lee se casou em 2014, participou da criação da World Wide Web Foundation.

Casou-se três vezes. Logo após os exames finais em Oxford, em 1976, casou-se com Jane Northcote, filha do biólogo de Cambridge Don Northcote. O casal mudou-se para Poole para trabalhar na Plessey e, em 1980, foi contratado por seis meses pelo CERN. Decidiu se separar depois de voltar ao Reino Unido.

Em 1990, casou-se com Nancy Carlson, programadora norte-americana que também trabalhava na Suíça, na Organização Mundial da Saúde. Tiveram dois filhos e se divorciaram em 2011. Em 2014, Berners-Lee casou-se com Rosemary Leith na Capela Real do Palácio de St. James, em Londres. Leith é uma empresária canadense dos setores de Internet e finanças e diretora fundadora da World Wide Web Foundation. O casal também trabalha com capital de risco para apoiar empresas de inteligência artificial.

Criado no anglicanismo, Berners-Lee afastou-se da religião quando jovem. Depois de se tornar pai, aderiu ao unitário-universalismo. Perguntado se acreditava em Deus, respondeu: "Não no sentido em que a maioria das pessoas acredita. Sou ateu e unitário-universalista."

Entre 23 e 30 de junho de 2021, a Sotheby's leiloou online, em venda sediada em Nova York, como token não fungível (NFT), uma representação do código-fonte da Web oferecida por Berners-Lee. O lance vencedor foi de US$ 5.434.500. A renda seria usada para financiar iniciativas de Berners-Lee e Leith.

Em 2025, publicou as memórias This Is for Everyone com a colaboração de Stephen Witt. Stephen Fry narrou o audiolivro.

Em novembro de 2025, participou do programa Desert Island Discs, da BBC Radio 4. Escolheu as canções "Brothers in Arms", do Dire Straits, "End of the Line", dos Traveling Wilburys, e "Four Strong Winds", de Ian & Sylvia.

Opiniões

Globo incompleto formado por peças com caracteres, símbolo da Wikipédia.
Em suas memórias, Berners-Lee descreveu a Wikipédia como exemplo do trabalho criativo que queria possibilitar com a Web.

Berners-Lee considera a Wikipédia provavelmente o melhor exemplo isolado da Web que desejava criar. No fim do sétimo capítulo de This Is for Everyone, escreveu:

A Wikipédia cresceu e hoje reúne milhões de artigos sobre todos os assuntos conhecidos pela nossa espécie, um acervo inestimável de conhecimento humano que considero uma das maravilhas do mundo moderno. O que fez esse sistema funcionar foi a intercriatividade, um grupo de pessoas criando em conjunto. A Wikipédia é provavelmente o melhor exemplo isolado do que eu queria que a Web fosse.

Berners-Lee defende a renda básica universal.

Obras

Ver também

Notas

  1. ↑ Uma ferrovia em miniatura usa circuitos para fazer os trens se moverem. Montá-la e consertá-la é uma maneira prática de conhecer fios e componentes elétricos.
  2. ↑ No Reino Unido, um condado é uma divisão territorial tradicional. Dorset fica no sul da Inglaterra.
  3. ↑ Composição tipográfica é a organização das letras, dos espaços e das linhas para preparar um texto para impressão.
  4. ↑ Ele prestava serviços por contrato, sem fazer parte do quadro permanente do CERN.
  5. ↑ Um protótipo é uma versão inicial, feita para testar se uma ideia funciona.
  6. ↑ Um site reúne uma ou mais páginas sob um endereço da Web. O primeiro apresentava o próprio projeto da Web.
  7. ↑ Royalties são pagamentos feitos pelo direito de usar uma criação. O CERN não exigiu esse pagamento pelo software da Web.
  8. ↑ Nesse contexto, o patrono empresta seu apoio e seu nome a uma organização; isso não significa que administre suas atividades diárias.
  9. ↑ Uma cátedra é um posto universitário de ensino e pesquisa ligado a uma área de conhecimento.
  10. ↑ Em um endereço como http://exemplo.org, o trecho // aparece entre o nome do protocolo e o restante do endereço.
  11. ↑ Dados públicos podem incluir mapas, estatísticas e outras informações reunidas pelo governo. A proposta era facilitar sua consulta e reutilização.
  12. ↑ Um LED é um pequeno componente eletrônico que acende quando recebe corrente elétrica. Muitos LEDs juntos podem formar letras e imagens.
  13. ↑ Uma coalizão reúne grupos diferentes em torno de um objetivo comum, mesmo que cada um mantenha suas próprias atividades.
  14. ↑ Pela meta, uma pessoa com renda mensal de R$ 1.000 gastaria menos de R$ 50 por mês com o acesso à Internet.
  15. ↑ A expressão indica uma rede de empresas e serviços capazes de desenvolver produtos em torno do mesmo projeto.
  16. ↑ Nesse caso, o instituto passou a abrigar e apoiar a coordenação do projeto e de sua comunidade.
  17. ↑ O aparelho levava sua imagem e sua voz ao local, permitindo que ele participasse à distância em tempo real.
  18. ↑ Investidura é a cerimônia formal em que alguém recebe um título ou uma condecoração.
  19. ↑ São graus concedidos por uma universidade como homenagem, sem que a pessoa precise cursar a graduação correspondente.
  20. ↑ É o investimento em empresas jovens ou em expansão, geralmente em troca de uma participação no negócio.
  21. ↑ O leilão tratava de um registro digital associado aos arquivos do código, não da posse ou do direito exclusivo de usar a Web.

Referências

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Leitura adicional

Ligações externas

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Primeiro laureado
Prêmio de Tecnologia do Milênio
2004, pela World Wide Web
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2016
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